Lançamento de “Eu algum na multidão de motocicletas verdes agonizantes” com samba no Rio

A luta, a resistência às sombras se faz por nossos corpos e também por nosso canto, nossa arte na rua. No dia 10 de novembro, sábado, o Terreiro de Breque estará de volta ao Morro da Conceição, no aconchego especial do Bar do Geraldinho, na zona portuária do Rio de Janeiro, para mais uma roda do Samba da Banda da Conceição. O repertório é sempre especial, ainda mais em tempos de resistência política e cultural. E dessa vez há um atrativo para lá de especial: trata-se do segundo lançamento da nova obra literária do fundador, cantor e compositor do Terreiro de Breque, Zeh Gustavo: “Eu algum na multidão de motocicletas verdes agonizantes” (Editora Viés). O livro tem apresentação de Alberto Mussa e texto de orelha de Godofredo de Oliveira Neto.

Vai ser assim: as partir das 16h e durante todo o evento, tarde/noite de autógrafos e conversas entre biritas, com o autor. A partir das 18h, o couro come com uma roda de samba com um repertório para lá de especial: samba de breque, sincopado, terreiro, ijexá, samba de roda… O evento é uma realização da Banda da Conceição, em parceria com o Terreiro de Breque, e acontece mensalmente. Já o livro de Zeh Gustavo foi vencedor do Prêmio Lima Barreto de Contos, da Academia Carioca de Letras, em 2014, e teve diversos de seus textos premiados em outros concursos e publicados em antologias.

Sobre o livro
“Eu algum na multidão de motocicletas verdes agonizantes” é uma coletânea livre de contos em que o eu narrativo se revela, em geral, o personagem principal. Esse narrador-ator conduz a leitura, com sua fala corrosivamente poética e mordaz, por périplos e situações fictícias que beiram uma super-realidade ou, em algumas tramas, mesmo a banalidade do real. O que acontece se conforma em pano de fundo, um meio-margem para a configuração/atuação de um(a) sujeito(a) não obediente, descaricato(a), protuberante nos seus contornos pouco definidos. Mas que ri – mais do que chora. A vida, trajada de farsa, nesses contos, está para jogo depois que não interessa mais salvá-la, tampouco muni-la dos objetivos tangíveis e concretos do dito mundo produtivo, ora rebaixado à coisa pouca que os personagens usam somente como roupas gastas de vestir seus destinos – e desatinos.

Sobre o autor
Zeh Gustavo é músico e escritor. Canta no grupo de samba Terreiro de Breque e no bloco de carnaval Cordão do Prata Preta. Na literatura, publicou, entre outros títulos, os livros de poesia “Pedagogia do suprimido” (Verve, 2013; Autografia, 2015), “A perspectiva do quase” (Arte Paubrasil, 2008) e Idade do zero (Escrituras, 2005). Participou ainda de antologias como “O meu lugar” (Mórula, 2015), “Rio de Janeiro: alguns de seus gênios e muitos delírios” (Autografia, 2015) e “Porremas” (Mórula, 2018). É um dos organizadores do FIM (Fim de Semana do Livro no Porto).

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