Mês: março 2015

O Sujeito Doutor

Festa de Casamento do Dr. Hamilton com Fernanda em 14-02-2015 - Fotos Gilberto da Silva (26)

 

“Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, acorda.” Jung

 

 

Num bar na periferia, num sábado a noite lá está o sujeito a jogar sua sinuca.

Outro dia estava com os amigos em um restaurante comendo e bebendo. Brincadeiras de todas as partes, mas sempre sabedores da hora do respeito. Um bom prato preparado pelo Chico, ou “Chicô” como gostamos de chamar o alegre “paraiba” dono do restaurante. Fotos para as redes sociais, sorrisos e lá se ia mais um dia…

Num bar da periferia lá está o sujeito a conversar e jogar sua sinuca.

Os quase dois anos de convivência serviram para estreitar os laços dele com alguns funcionários do local onde trabalhava. Conversas animadas,  porém trabalho feito com dignidade e honestidade.

Ali na mesa do restaurante falava da sua sobrevivência de garoto negro da periferia. Os que foram e as lições que ficaram.

– Mais uma Chicô!!!!!

Tinha dias que as horas voavam nas asas das trocas de palavras entre dois, três, quatro o mais reunidos na mesa. Doutor, reclamava, nessas horas, de pedir informações, sem cobrar honorários. Tem hora que vão pedir via rede social… Pode ser… Mas a rota da conversa era mudada: um processo administrativo aqui, uma reclamação ali e mais risadas.  A vida é breve…

Ali, às vezes reunidos, o cristão, o turfista, o homem calado, o midiático pagão e ele, o Sujeito Doutor.

_ Somos todos irmãos! Essa é a verdadeira amizade!

Ali, num bar da periferia, perto da sua casa, anoitecia e ele, o Sujeito, jogava sinuca.

Do restaurante, após uma discutida fórmula de pagamento de contas, cada um ia para seu lado. Quem ficava com a maior fatia, obviamente reclamava. E outro dia era esperado para mais uma rodada de conversas sobre trabalho, política, mulheres, futebol ou qualquer assunto pautado entre eles. Afinal, são todos doutores!!!! Mas antes:

– Mais uma “Chicô”!

Ali, num bar da periferia o tempo não estava bonito….

Algo não corria bem…

O tempo encurtava a trajetória, as letras, a academia, as lutas, os santos: tudo girava. Nada que possa desafiar o imponderável.

As lâminas lançadas por alguns homens ocos encarregaram-se da sutil arte de levar sujeitos. Não teremos mais o Sujeito Doutor para pedir mais uma ao “paraiba”. Ficou uma luz no caminho. Uma luz para iluminar os indivíduos sujeitos. Uma luz oferecida para clarear os caminhos e dissipar o caos e a treva espiritual.

Aos demais sujeitos restarão saudades…

 

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Museu Paulista

O Museu Paulista da USP (do Ipiranga) é uma instituição científica, cultural e educacional, com atuação no campo da História, ligado à USP desde 1963.

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Construído depois do prédio, o jardim ficou com esta aparência em 1922, na comemoração dos 100 anos da Independência do Brasil

O Museu Paulista está fechado para obras

Novo ministro da Educação diz em rede social que sem educar não se avança

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Renato Janine Ribeiro, filósofo, o novo ministro da Educação, manifestou-se hoje (28), em rede social – Facebook -, sobre o convite que recebeu da presidenta Dilma Rousseff para substituir Cid Gomes. Em um texto de agradecimento pelo apoio recebido de várias pessoas, Ribeiro se mostrou animado. “Incrível como há tanta gente acreditando que a educação é o caminho, ou um dos principais:

Ufa! Não tive tempo até agora de agradecer os cumprimentos nem de comentar minha nomeação para a Educação, pela presidenta Dilma. Primeiro de tudo, obrigado a todos os que postaram comentários ou mandaram mensagens inbox. Incrível como há gente torcendo pelo Brasil. Incrível como há tanta gente acreditando que a educação é O, ou um dos principais, caminho(s)!

Na quinta-feira recebi uma ligação do ministro Aloisio Mercadante (sic), me convidando a ir a Brasilia para vermos a possibilidade de eu ocupar este cargo. Aceitei. Cancelei alguns compromissos – um deles seria participar da performance, longa mas que deve ser fascinante, da Marina Abramovic no Sesc. Fui recebido por ele e pela presidenta, com quem tive longa conversa. Depois, fui ao MEC, onde o secretário executivo, que permanecerá, me fez um briefing inicial de um dos ministérios maiores, mais complexos e mais ricos da Esplanada. Bom lembrar que são 50 milhões de alunos e 2 milhões de professores! É o Brasil que está lá – subindo a ladeira.

Por enquanto, agradeço a todos! E espero que a educação constitua um destes pontos que permitam unir o País, gente de um lado ou de outro mas que sabe que sem educar não se avança.

Espero a compreensão de todos, especialmente dos jornalistas, para o fato de que não tenho como, neste momento, dar entrevistas sobre as questões do MEC. O ministério continua nas mãos competentes do secretário executivo. Tomarei posse no dia 6 de abril e depois disso terei o prazer, e cumprirei o dever, de dar todas as entrevistas que forem necessárias. Só peço compreensão para a necessidade de estudar os dossiês antes de entrar em detalhes sobre eles.
Afinal, como pode alguém ir para a Educação se não começar estudando??

Carta Aberta: Obrigado Paulo Freire – GEPPF, UFES

Carta Aberta: Obrigado Paulo Freire – GEPPF, UFES

Prezados(as),

O Grupo de Estudos e Pesquisas Paulo Freire (GEPPF), registrado no CNPq, e localizado no Centro de Educação da Universidade Federal do Espírito Santo, foi constituído recentemente com o objetivo de empreender estudos e pesquisas, e também de construir um espaço dialógico sobre a obra freireana no Espírito Santo, tendo em vista realizar aquilo que o professor nos pediu em vida: mais que divulgar e/ou “aplicar” suas ideias, discutir e recriar sua obra.

Infelizmente, nosso primeiro ato oficial, depois da certificação institucional, não foi um evento, curso ou pesquisa, mas uma carta que altivamente busca defender Paulo Freire, sua obra e memória de injustas acusações de setores conservadores que, no âmbito da luta de classes (como não nos deixava esquecer, nem nos enganar), ousam atacar publicamente nosso mestre Paulo Freire, aproveitando-se das manifestações de 15/03/2015.

Nossa carta foi construída pelas mãos dos professores pesquisadores que compõem o grupo (Itamar Mendes da Silva, Valter Martins Giovedi e Débora Monteiro do Amaral) e foi lida pelo professor Itamar (que é Conselheiro Estadual de Educação) na sessão plenária do Conselho Estadual de Educação do Espírito Santo no dia 18 de março, sendo aprovada por unanimidade e publicada na página do CEE-ES. Neste contexto queremos dividi-la com vocês.

Grupo de Estudos e Pesquisas Paulo Freire (GEPPF).

 

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Carta Aberta: Obrigado Paulo Freire!

Prezados(as),

Vimos à presença de vocês pedindo licença para nos posicionarmos, primeiramente enquanto educadores(as) capixabas e brasileiros, e depois como estudiosos/pesquisadores da educação, frente a algumas manifestações particulares no interior das manifestações do último domingo, dia 15/03/2015.

As declarações de ódio explícito a Paulo Freire e sua suposta “pedagogia de doutrinação comunista” foi uma das marcas dos protestos ocorridos no último domingo em vários lugares do Brasil.

Certamente, quem estendeu cartazes desse tipo atacando, senão o maior, um dos maiores educadores brasileiros de todos os tempos, reconhecido internacionalmente como autor de uma obra magnífica e também como símbolo de uma práxis pedagógica a serviço da construção de uma sociedade mais humana, justa e democrática, desconhece a sua história, não leu a sua obra ou, se leu, não a compreendeu.

Qualquer leitor atento da obra de Freire é obrigado a reconhecer que a sua Pedagogia é atravessada pelo princípio do diálogo como método essencial de construção do conhecimento. Não conseguimos entender como é possível que alguém que afirma e reafirma reiteradamente o diálogo como o caminho necessário para uma educação que respeita a autonomia dos educandos, pode ser rotulado de doutrinador.

A educação é por princípio uma atividade de difusão de valores políticos, axiológicos, estéticos, ideológicos etc. Freire insistia em nos alertar: NÃO EXISTE EDUCAÇÃO NEUTRA.

Transmitir conteúdos prontos sem problematizar os diferentes usos que se faz e que se pode fazer deles na vida concreta da sociedade tem sido a prática dominante da educação escolar brasileira há séculos. Tal processo tem ocorrido de modo dogmático, autoritário, antidialógico e antidemocrático. Ou seja, promovendo (aí sim) uma doutrinação política em favor de uma ordem autoritária, hierárquica, injusta, formadora de sujeitos submissos, incapazes de compreender o uso social do conhecimento que é sempre subordinado a algum interesse.

Freire explicitou que não existe conhecimento e professor que pairam acima das circunstâncias sociais. A educação não é neutra, ao contrário, é sempre a favor ou contra algo, a favor ou contra alguém, a favor ou contra uma dada realidade.

Assumindo-se o caráter eminentemente político de qualquer ato educativo, o educador, de fato, não é aquele que se diz neutro, e sim aquele que abre o diálogo com os educandos a respeito das suas visões de mundo, problematizando-as e buscando seus fundamentos. Freire nos ensinou a fazer isso, ou seja, ensinou-nos a fazer uma educação adequada a uma sociedade democrática.

Tempos difíceis esses em que vivemos. Pessoas que não se importam de marchar junto com outras que pedem intervenção militar acusam Paulo Freire, um dos maiores símbolos da luta democrática do Brasil, de defender a doutrinação na educação.

Se tivéssemos certeza de que esse tipo de deturpação e inversão da realidade não passasse de mera provocação sem maiores danos, nem precisaríamos nos dar ao trabalho de responder e comentar. Porém, infelizmente, não é assim. A história nos ensina que um povo movido por ódio, ignorância, irracionalidade e manipulação midiática pode provocar muitos estragos.

Pode, inclusive, manchar uma obra reconhecida mundialmente, independentemente do sistema político adotado, pois se trata de uma obra moderna, humanista, democrática e defensora do respeito aos seres humanos e seus direitos. Inclusive os que com honestidade intelectual e política discordam, reconhecem que é uma obra eminentemente dialógica.

O Brasil, com suas condições objetivas, produziu no decorrer do século XX este educador e pensador da educação reconhecido pelo mundo, que não sejamos nós, neste início de século XXI a desfazer esta lição de diálogo e democracia.

Freire nos ensinou a fazer da educação um instrumento de luta a favor dos mais vulneráveis da sociedade e revelou que a educação hegemônica tem servido aos poderosos. Seja por desonestidade, seja por ignorância, seja por manipulação, seja por cumplicidade com a ordem social vigente no planeta, os que levantam cartazes contra Paulo Freire fazem um desfavor à educação do Brasil e do mundo.

Diante de tudo o que dissemos anteriormente resta-nos concluir dizendo e conclamando a todos(as) educadores(as) deste país a se indignar, dizendo:

OBRIGADO PAULO FREIRE: por ter aberto os nossos olhos sobre o potencial da educação.

OBRIGADO PAULO FREIRE: por ter nos legado uma obra de tanto valor.

OBRIGADO PAULO FREIRE: por nos deixar orgulhosos por saber que um brasileiro é tão lido e respeitado no mundo inteiro, inspirando milhões de educadores e estudiosos, que veem em sua vida e em sua obra uma inspiração para continuar lutando contra todas as formas de opressão e para continuar desvendando as deturpações promovidas por aqueles que se acham os únicos merecedores de uma vida digna.

Grupo de Estudos e Pesquisas Paulo Freire (GEPPF) da Universidade Federal do Espírito Santo

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O Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA) da Universidade Federal de Mato Grosso apoia a carta e manifesta a mesma gratidão ao eterno mestre PAULO FREIRE

a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa..

Para lembrar pequenos trechos do 18 de Brumário de Luis Bonaparte (K. Marx)…

“Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.

Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado.” 

“A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos. E justamente quando parecem empenhados em revolucionar-se a si e às coisas, em criar algo que jamais existiu, precisamente nesses períodos de crise revolucionária, os homens conjuram ansiosamente em seu auxilio os espíritos do passado, tomando-lhes emprestado os nomes, os gritos de guerra e as roupagens, a fim de apresentar e nessa linguagem emprestada.”

“A revolução social do século XIX não pode tirar sua poesia do passado, e sim do futuro. Não pode iniciar sua tarefa enquanto não se despojar de toda veneração supersticiosa do passado. As revoluções anteriores tiveram que lançar mão de recordações da história antiga para se iludirem quanto ao próprio conteúdo. A fim de alcançar seu próprio conteúdo, a revolução do século XIX deve deixar que os mortos enterrem seus mortos. Antes a frase ia além do conteúdo; agora é o conteúdo que vai além da frase.”

“Bonaparte gostaria de aparecer como o benfeitor patriarcal de todas as classes. Mas não pode dar a uma classe sem tirar de outra.”

O suposto, o pressuposto e o entreposto

  • supostoEntão tá bom, vamos fazer um exame de DNA! Se é suposto ainda não é? Se for já é! Então, pode ser um pressuposto, um impostor ou estar no entreposto entre o governador e a família. A cautela em certos momentos complica e não ajuda a descomplicar aquilo que o cara está querendo evitar de falar ou de escrever. Então, não diga nada, ou não escreva!

Assista ao vivo a assembleia dos professores paulistas

 

 

 

 

Segundo a PM, cerca de 500 professores se reúnem no vão do Masp em uma manifestação.  Sabem fazer contas???

E o metrô? Vai liberar as catracas ou só no dia 12/04?

Tem mídia colocando a informação como problema de trânsito!

Dia 27 de março dia do Circo

Hoje tem marmelada, tem sim sinhô! E o palhaço, o que é? É o personagem principal do Dia do Circo, que se comemora todo 27 de março em homenagem a data de nascimento do palhaço Piolin [Abelardo Pinto Piolin – 1897/1973], uma das mais completas expressões do circo brasileiro. Daí que o Centro de Memória do Circo manda avisar que esse 27 de março tem várias atividades em sua lona montada na Galeria Olido. Confira a programação e apareçadiadocirco

Piolin

Piolin nasceu Abelardo Pinto em 27 de março de 1897, em Ribeirão Preto, interior paulista, em pleno circo, e que pertencia a seus pais, o empresário Galdino Pinto e a artista circense Clotilde Farnesi, especializada em tiro ao alvo. Irmão de Anchises e Raul, casou-se com Benedita França, com quem teve os filhos Aylor, Áurea, Ayola (casada com Nelson Garcia, o Figurinha), Albertina e Ariel (que se tornou atriz de televisão). Abelardo foi contorcionista, acrobata, ciclista, músico (tocava violino e bandolim) e, por volta de 1917, passou a fazer o palhaço Careca. Mas logo mudou para Piolin, “barbante” em espanhol, nome surgido numa brincadeira com suas pernas finas; em 1929 Abelardo incorporou-o a seu nome de batismo, tornando-se Abelardo Pinto Piolin.

Piolin começou a fazer sucesso no Circo Irmãos Queirolo, no início dos anos 20, quando, substituindo Chicharrão, passou a fazer as cenas cômicas com Harrys e Chic-Chic. Depois, e m 1925, associou-se a Alcebíades Pereira, e com ele, no Largo do Paissandu, viveu sua fase de glória. O presidente Washington Luiz era seu fã e tinha cadeira cativa todas as quintas-feiras no seu circo, e os modernistas, seus fãs assíduos, escreviam frequentemente sobre ele em jornais e revistas. Em 1929, no dia do seu aniversário, os modernistas homenagearam Piolin com um almoço que chamaram de Festim Antropofágico. Considerando que os antropófagos comiam o inimigo para adquirir suas qualidades, o ato simbólico de “comer Piolin” constituiu-se numa verdadeira consagração ao palhaço.

Durante mais de 30 anos, Piolin teve seu circo armado em São Paulo, no Paissandu e depois nos bairros do Brás, Paraíso e Marechal Deodoro e, por fim, na Avenida General Osório da Silveira (em local onde hoje funciona um bingo) onde permaneceu por 18 anos, até ser despejado, no final de 1961, pelo IAPC, antigo INPS. O motivo alegado na época foi a construção de um hospital, mas nada no local – nada – foi erguido até o início da década de 80. O despejo de Piolin tornou-se, assim, símbolo do descaso dos poderes públicos para com o circo.

Em 1972, numa iniciativa de Pietro e Lina Bo Bardi, organizadores da exposição do cinquentenário da Semana de Arte Moderna, o Circo Piolin foi armado no Belvedere do MASP. Nesse mesmo ano, 27 de março, data do aniversário de Piolin, foi declarado oficialmente como o Dia do Circo. As homenagens animaram Piolin, que comprou um circo e começou a viajar, mas teve de parar por problemas de saúde.

Abelardo Pinto Piolin morreu em 4 de setembro de 1973, de insuficiência cardíaca, engasgado com uma bala. Uma multidão se aglomerou nas alamedas do Cemitério da Quarta Parada para acompanhar o seu enterro.

Em 1975, a Travessa do Paissandu, onde os circos eram armados, passou a se chamar Rua Abelardo Pinto Piolin. E em 1978 tornou-se realidade o grande sonho de Piolin: a criação da primeira escola de circo no Brasil, que, numa justa homenagem, recebeu o nome de Academia Piolin de Artes Circenses. Sem apoio dos poderes públicos, encerrou suas atividades em 1983. Mas serviu de exemplo e inspiração para a criação das muitas escolas de circo que hoje existem no Brasil. E, atualmente, o Dia do Circo, 27 de março,é comemorado em todo o país. Do Amazonas ao Prata.

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/patrimonio_historico/memoria_do_circo/largo_do_paissandu/index.php?p=7142

 

O vai e vem dos extintores ABC

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Contran adia por mais três meses o uso de extintor veicular ABC

kassabO Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adiou por mais três meses o uso de extintor veicular ABC atendendo ao pedido do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, apresentado no início do mês de março ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), para prorrogar por mais 90 dias a exigência dos novos extintores veiculares ABC.

Essa decisão foi tomada durante a reunião do Conselho nesta quarta-feira (25/03). Com a publicação no Diário Oficial da resolução 521/2015, a nova data será 1° de julho de 2015.

O motivo para essa prorrogação é a falta do equipamento de segurança para venda no mercado.  O Ministro Kassab e o Denatran querem garantir que os motoristas não sejam prejudicados diante da dificuldade de adquirir o equipamento de segurança.

Os extintores com carga ABC são mais modernos e têm capacidade de combater princípios de incêndio em materiais sólidos, líquidos inflamáveis e equipamentos energizados.

Eles substituem o extintor BC, que apaga incêndio em materiais elétricos energizados, como bateria de carro e fiação elétrica, e também nos combustíveis líquidos (óleo, gasolina e álcool), materiais também recomentados para o extintor do tipo ABC.

A recomendação vale para carros que tenham dez anos ou mais, pois, desde 2005, os veículos produzidos no Brasil já saem de fábrica com o extintor recomendado