Os benefícios e os malefícios da tecnologia 5G

#conexãovitrine #5g #tecnologia5g #vitrinedogiba Os benefícios e os malefícios da tecnologia 5G. Conexão Vitrine debate nesta segunda, 19/04, 20 horas a tecnologia que promete revolucionar a internet

Confira o vitrine em novo horário

Hoje foi a estreia do novo horário do Giro da Vitrine
Às 20h com muita variedade. Acesse o Canal Vitrine do Giba e compartilhe os Programas Giro da Vitrine. Um espaço cultural diferenciado. 👇😎
https://youtu.be/_7ep8Q8Cn18

Giro da Vitrine #37 – A revista semanal da Vitrine do Giba

Aurora no Planalto e a força da mulher

Gilberto da Silva

ALVORADA” é  novo filme das diretoras Anna Muylaert e Lô Politi, um filme que narra, com proximidade e intimidade sem precedentes, o dia a dia de um chefe de estado em sua residência oficial – a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Alvorada – no período mais tenso e dramático da história recente do Brasil. Uma tensão que vai aumentando a cada dia. Mas é incrível ver a força e resistência da presidente.

cartaz

Com certeza o expectador terá uma outra visão do processo de impeachment – vistos em outros filmes, também dirigidos por mulheres- que acabou por afastar a primeira mulher eleita presidente do Brasil.

O cotidiano do palacio presidencial, com seus assessores, seus funcionários e seus animais no quintal é bem diferente dos filmes que focaram na desgraceira que foi aquela sessão do impeachment de Dilma Roussef em 2016. A câmera foi focada exclusivamente no espaço fechado do Palácio residencial da presidente e seus movimentos. Ouve Dilma e suas criticas às elites brasileiras,  suas perguntas: “será que eu não sou um ser humano?”, “eu não me desequilibro” e as tensões aumentado… O golpe já posto.

A melancolia vai aprofundando com o final do filme e funcionários, assessores e ex-ministros, perplexos e quase sem ação com o resultado da votação.

O filme reve uma Dilma culta em conversas informais sobre política, história, literatura, sorridente em vários momentos. O ser humano está presente para além do cotidiano da política.

Segundo as diretoras, Anna Muylaert e Lô Politi:

ALVORADAé um filme de emergência, feito no calor da hora entre pessoas que nunca tinham trabalhado juntas mas que se uniram num esforço estupefato para registrar os últimos momentos de Dilma Roussef no poder, sob a pressão de um golpe. ALVORADA tem o ponto de vista  da residência da presidente em todos os seus andares e esferas de poder focando sua câmera não nos grandes gestos históricos – já retratados em outros filmes do período – mas sim nos pequenos gestos pessoais de Dilma, seus assessores e funcionários e no clima de melancolia destes dias finais.  

Hoje, quase 5 anos depois, como consequência direta daquele período conturbado – vivemos uma crise sanitária, econômica,  política e moral no Brasil – talvez a maior de nossa história.   Acreditamos que ver o filme hoje e poder observar como ela reagiu pessoalmente a sua retirada do poder, possa talvez nos ajudar a compreender um pouco mais  porque chegamos até aqui.

Fahrenheit 451 – atualização número um

bombeiro capitão Beatty

Um livro é uma arma carregada na casa vizinha”, explica o bombeiro capitão Beatty, ao justificar o novo papel destinado aos bombeiros em uma sociedade sem livros: “Queime-o. Descarregue a arma. Façamos uma brecha no espírito do homem. Quem sabe quem poderia ser alvo do homem lido? Eu? Eu não tenho estômago para eles, nem por um minuto. E, assim, quando as casas finalmente se tornaram à prova de fogo, no mundo inteiro – você estava certo em sua suposição na noite passada –, já não havia mais necessidade de bombeiros para os velhos fins. Eles receberam uma nova missão, a guarda da paz de espírito, a eliminação do nosso compreensível e legítimo sentimento de inferioridade: censores, juízes e carrascos oficiais. Eis o nosso papel, Montag, o seu e o meu”.

O mundo atual e sobretudo o Brasil está lotado de bombeiros como o capitão Beatty a justificar suas posições na sociedade aceitando as ordens de governantes totalitários.

Sempre um Beatty a dirigir seu conhecimento para a perseguição, a troco de uma ideologia que finge acreditar que é a verdadeira e a una.

Educação e Pandemia

Conexão Vitrine #05
A Conexão Vitrine desta segunda dia 12 de abril é AO VIVO e sua participação é fundamental durante o programa! Venha debater com a gente!
O tema é Educação e Pandemia – como os profissionais da educação, família e sociedade estão enfrentando a nova realidade devido a pandemia.
Como a tecnologia ajudou neste processo? A EAD pode substituir o ensino presencial? Quais as dificuldades enfrentadas na utilização das plataformas disponibilizada pelos governos?
Teremos a participação da professora Fernanda Estrela. Mande suas questões, suas sugestões e perguntas para o Conexão Vitrine da Vitrine do Giba. https://youtu.be/yD3F_6b3A1M

Morreu Alfredo Bosi

Professor emérito da USP, Bosi foi uma referência na crítica literária brasileira e na luta pelos direitos humanos (foto: Cecília Bastos/Jornal da USP)

Agência FAPESP – Morreu ontem (07/04), aos 84 anos, Alfredo Bosi, vítima da COVID-19. Ele foi professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) e o sétimo ocupante da cadeira de número 12 da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 2003.

Bosi foi uma referência na crítica literária brasileira. Publicou mais de 20 livros, entre eles a História Concisa da Literatura Brasileira (1970), uma obra considerada canônica, já na 52ª edição; O Ser e o Tempo da Poesia (1977), vencedor do Prêmio APCA de 1977; Dialética da Colonização (1992), ganhador do Prêmio Jabuti de 1993, do Prêmio Casa Grande & Senzala de 1993 e do Prêmio APCA de 1992; Machado de Assis: O Enigma do Olhar (1999), que também lhe valeu o Jabuti em 2000; Literatura e Resistência (2002); e Ideologia e Contraideologia (2010), entre outras.

“Ele foi uma emerência concreta. É uma perda inestimável do ponto de vista da literatura, da história e dos direitos humanos”, diz Paulo Martins, diretor da FFLCH. Bosi foi presidente do Centro de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns (1982-1984) e membro da Comissão de Justiça e Paz desde 1987.

“O Brasil perde uma de suas mais relevantes referências culturais e um dos grandes homens entre os que dedicaram a vida à defesa da democracia e dos direitos humanos. Mais do que nunca, o país precisa de personalidades como Bosi; sua falta será sentida”, afirma Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP.

Bosi nasceu em São Paulo, descendente de uma família de italianos. Formado em Letras (1960) e doutorado (1964) pela USP, dedicou os primeiros anos da vida acadêmica à literatura italiana. Na década de 1970, com a publicação de História Concisa da Literatura Brasileira, engajou-se definitivamente no ensino da literatura brasileira no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da FFLCH-USP, onde tornou-se professor titular (1985).

Ocupou o cargo de diretor (1998 a 2001) e vice-diretor (1987 a 1997) do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, além de editor da revista Estudos Avançados (1989 a 2019) e coordenador do Programa Educação para a Cidadania (1991-1996). Coordenou a Comissão de Defesa da Universidade Pública (1998) e a Cátedra Lévi-Strauss (convênio com o Collège de France, de 1998 a 2004), presidiu a comissão que elaborou o Código de Ética da USP (2001), foi o primeiro presidente da Comissão de Ética da USP (2002 a 2003) e coordenou o Grupo de Estudos Literatura e Cultura (2006 a 2013).

Bosi realizou pesquisas nos Estados Unidos como fellow da John Simon Guggenhein Memorial Foundation e, em 1990, foi pesquisador do Institut des Textes et des Manuscrits Modernes, na França. Foi professor convidado da École des Hautes Études en Sciences Sociales em 1993, 1996 e 1999 e ocupou a Cátedra Brasileira de Ciências Sociais Sérgio Buarque de Holanda da Maison des Sciences de l’Homme, em 2003.

Recebeu a insígnia Ordem de Rio Branco no grau de Comendador, em abril de 1996, e a Ordem do Mérito Cultural, outorgada pelo Ministério da Cultura, em novembro de 2005.

Era viúvo de Ecléa Bosi, professora emérita do Instituto de Psicologia da USP, falecida em 2017. Deixa dois filhos: Viviana Bosi, também professora da FFLCH-USP, e José Alfredo Bosi.
 

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.https://agencia.fapesp.br/republicacao_frame?url=https://agencia.fapesp.br/morreu-alfredo-bosi-aos-84-anos/35595/&utm_source=republish&utm_medium=republish&utm_content=https://agencia.fapesp.br/morreu-alfredo-bosi-aos-84-anos/35595/

Feminismos, mulheres, cinema, diretoras negras

Mulheres, feminismos e audiovisual no Brasil

Confira o bate papo com Vivyane Garbelini. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (2019). Mestra em Comunicação (2017) e jornalista graduada (2011) pela Faculdade Cásper Líbero. Pesquisa feminismos, audiovisual brasileiro, imprensa feminina e representações midiáticas de gêneros. Participa dos grupos de pesquisa Midiato e Comunicação e Sociedade do Espetáculo. Tem experiência profissional em produção de conteúdo para internet e na área de educação.

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