O bom Fausto Nilo

Fausto Nilo Costa Júnior é um compositor, arquiteto e poeta brasileiro. Cearense de Quixeramobim. Melancolia com Alegria. Incrível. Gravado por inúmeros artistas. Diplomou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade do Ceará, em 1970. Mais de 400 letras registradas por mais de 100 parceiros, entre músicos e intérpretes do cancioneiro popular nacional. Fausto Nilo ganhou dois Prêmios da Música Brasileira (antigo Prêmio Sharp), na categoria Melhor Música Popular, em 1987 e 1995, e o troféu Playboy em 1982. Suas canções são interpretadas por Ednardo, Fagner, Gal Costa, Ney Matogrosso, Chico Buarque, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Dominguinhos, Moraes Moreira, Simone, Amelinha, Lulu Santos, Pepeu Gomes e Luiz Gonzaga, entre outros

Você Se Lembra

Fausto Nilo

Entre as estrelas do meu drama
Você já foi meu anjo azul
Chegamos num final feliz
Na tela prateada da ilusão
Na realidade onde está você
Em que cidade você mora
Em que paisagem em que país
Me diz em que lugar, cadê você
Você se lembra
Torrentes de paixão
Ouvir nossa canção
Sonhar em Casablanca
E se perder no labirinto
De outra história
A caravana do deserto
Atravessou meu coração
E eu fui chorando por você
Até os sete mares do sertão
Você se lembra…

As Meninas do Brasil

rês meninas do Brasil, três corações democratas
Tem moderna arquitetura ou simpatia mulata
Como um cinco fosse um trio, como um traço, um fino fio
No espaço seresteiro da elétrica cultura

Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura

Se a beleza não carece de ambição e escravatura
E a alegria permanece e a mocidade me procura
Liberdade é quando eu rio na vontade do assobio
Faço arte com pandeiro, matemática e loucura

Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura

Serenatas do Brasil, eu serei três serenatas
Uma é o coração febril, a outra é o coração de lata
A terceira é quando eu crio na canção um desafio
Entre o abraço do parceiro e um pedaço de amargura

Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura

Se eu ganhasse o mundo inteiro, de Amélia a Doralice
De Emília a Carolina, e os mistérios de Clarice
Se teu nome principia, Marina no amor Maria
Só faria melodias com a beleza das meninas

Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura

Quando o povo brasileiro viu Irene dar risada
Clementina no terreiro restaurando a batucada
Muito além de um quarto escuro, nos olhos da namorada
Eu sonhava com o futuro das meninas do Brasil

Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura
As três graças do Brasil
Têm a cor da formosura

Pedras que cantam

Quem é rico mora na praia mas quem trabalha nem tem onde morar
Quem não chora dorme com fome mas quem tem nome joga prata no ar
Ô tempo duro no ambiente, ô tempo escuro na memória, o tempo é quente

E o dragão é voraz….
Vamos embora de repente, vamos embora sem demora,
Vamos pra frente que pra trás não dá mais
Pra ser feliz num lugar pra sorrir e cantar tanta coisa a gente inventa, mas no dia que a poesia se arrebenta

É que as pedras vão canta

Cartas ao SOL

Por Gilberto da Silva

No meio da escadaria, cartas sobrepostas.

Um Rei, Um Coringa. Ali, nada mais: nem mesmo um cigarro queimando em ritmo lento.

Ao fundo, uma marcha nacional, um hino, uma homenagem.

Mas as cartas ao sol, solitárias, angustiam por um término.

Uma aposta?

Uma dívida?

Um rito analítico yunguiano?

Que rei é este a teimar em ser tirano?

ÚLTIMAS SEMANAS DE INSCRIÇÕES PARA O EDITAL DE SELEÇÃO NACIONAL DO FESTA61 – FESTIVAL SANTISTA DE TEATRO

O Movimento Teatral da Baixada Santista recebe até 30 de junhoinscrições de espetáculos de todo país para a 61ª edição do FESTA – Festival Santista de Teatro, a ser realizado na primeira semana de setembro, na cidade do litoral paulista.

Grupos, companhias e produtoras interessadas em participar devem acessar a plataforma virtual www.festa61.movase.info e encaminhar o material necessário (release, sinopse, ficha técnica, entre outros).

O tema do FESTA61 será “O BERRO DO POVO”, contemplando propostas cênicas que reflitam sobre o tema em sua mostra nacional; e a produção contemporânea em sua mostra regional.

A proposta é inspirada pela obra do dramaturgo santista Plínio Marcos (1935-1999). Um dos autores mais perseguidos e censurados durante a ditadura militar, ele retratou a profunda desigualdade social brasileira e os conflitos de grupos minoritários e historicamente marginalizados.

Neste sentido, o FESTA61 pretende trazer à cena montagens que discutam as contradições políticas e históricas do Brasil e do mundo, a partir de violências cotidianas presentes em nossa realidade.

Curadoria e Seleção – A produção do festival responde pela curadoria da mostra nacional, que contará com cinco espetáculos (quatro do estado de São Paulo e um de outro estado).

O Festival – O Festa 61 é uma parceria entre o Movimento Teatral da Baixada Santista, o Sesc Santos, Secretaria Municipal de Cultura – Prefeitura de Santos, Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, Governo do Estado de São Paulo – ProAc Festivais de Artes II 2018/2019.

Fiel à premissa em promover a diversidade teatral, o evento abrange os mais variados gêneros e formatos, com programação adulta e infanto-juvenil, em espaços convencionais, alternativos e de rua.


61º FESTIVAL SANTISTA DE TEATRO
[FESTA61 – O BERRO DO POVO]
EDITAL PARA SELEÇÃO DE ESPETÁCULOS

Inscrições pelo site www.festa61.movase.info
Mostra Nacional – Até 30 de junho.

FESTIVAL: De 1 a 7 de setembro de 2019, em Santos (SP)

Círculo de conversa na UFSCar aborda docência e militância política

O Núcleo de Formação de Professores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) recebe na próxima quarta-feira, dia 19 de junho, Djalma Nery, professor de Sociologia na rede estadual e permacultor, para o círculo de conversa “Professor e militância política”. O evento, aberto às pessoas interessadas, acontece às 10 horas, no Núcleo, que fica na área Norte do Campus São Carlos.

Brasil, terra de Messias…

santinho de 1960

O Brasil já teve outros Messias, entre eles, Jânio Quadros, vereador, prefeito de São Paulo, governador e presidente da república. Ele também era o Novo, a luta contra os “de partidos” Marqueteiro de si mesmo. Moralista autoritário que fez da vassoura seu símbolo

Jânio Quadros adotou como símbolo de sua campanha a vassoura. Com este símbolo ele foi eleito Presidente da República em 1960, prometendo varrer a corrupção do país.

Alegando estar sendo assediado por forças terríveis, Jânio renuncia sete meses depois de empossado.

Veja a letra do jingle:

Varre, varre,varre vassourinha!
Varre, varre a bandalheira!
Que o povo já ‘tá cansado
De sofrer dessa maneira
Jânio Quadros é a esperança desse povo abandonado!
Jânio Quadros é a certeza de um Brasil, moralizado!
Alerta, meu irmão!
Vassoura, conterrâneo!
Vamos vencer com Jânio!

Freire e o pensar crítico

“A filosofia de Freire também tem suas raízes na teologia cristã, pela qual, aos olhos de Deus, os pobres são iguais aos ricos. Se a educação não libera a mente das pessoas para pensar criticamente, qual é o seu propósito?” Martin Carnoy, professor da Universidade de Stanford (EUA) à Folha de S. Paulo, domingo, 4 de novembro de 2018, b2.
@vitrinedogiba.com

Caatinga

A Caatinga é o bioma brasileiro de mais difícil de ser restaurado – Foto: Divulgação/SECTMA

“Caos de pedras cinzentas cavadas em desordem no chão de argila seca (…) paisagem dura, angulosa, trágica (…) visão que se estende até o infinito.” Roger Bastide, Brasil, terra de contrastes.