Helena Costa, cantora

HELENINHA COSTA – CANTORA
Helena Costa Grazioli, conhecida como Heleninha Costa foi uma cantora brasileira. Foi casada com o músico Ismael Neto, integrante e fundador do grupo musical “Os Cariocas”.
Em 1947, a convite de César Ladeira, começou a trabalhar na Rádio Nacional, participando do programa “Música do coração”, considerado um dos melhores musicais noturnos da emissora.

Helena Costa Grazioli, conhecida como Heleninha Costa (Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 1924 – Rio de Janeiro, 11 de abril de 2005)

81 vezes Mautner

“Você guarda todos os livros que lê, tem um grande biblioteca em casa?Eu já tinha 10 mil livros aos 14 anos, pois meu pai sempre me incentivou a ler. Foram tantos livros lidos que eu não teria onde guardar, fui dando tudo. Conheço a literatura de cada país. Leio em alemão, leio em francês… Mas leio novidades também. Recomendo, por exemplo, A nova biografia do Brasil, que saiu pela Companhia das Letras [das autoras Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling]. Ali elas dizem que o Brasil de fato já era conhecido em 1008, 500 anos antes do descobrimento. Também comentam que os índios eram nus, atléticos, perfumados… Mas o que mais causava estranheza é que eles faziam guerra não para conquistar território, e sim apenas por vingança pessoal. Aí você tem outros livros, como os do Domenico De Masi. O último dele, O futuro chegou, tem 500 páginas. Começa lá nos sumérios e acádios, segue por todas as culturas e nas últimas 100 páginas afirma que a única civilização que poderá dar continuidade à vida no planeta é o Brasil, por tudo isso que estou dizendo. Por esse amálgama, esse tropicalismo, essas características que são totalmente inéditas e originais de um país que é um continente.”

Trecho da entrevista à revista Cândido in: https://www.bpp.pr.gov.br/…/Entrevista-Jorge-Mautner

Tarsila do Amaral

Em 17 de janeiro de 1973 morria em São Paulo, Tarsila do Amaral ou simplesmente Tarsila, é considerada uma das principais artistas modernistas da América Latina, descrita como “a pintora brasileira que melhor atingiu as aspirações brasileiras de expressão nacionalista em um estilo moderno.”

Tarsila de Aguiar do Amaral, internacionalmente conhecida como o expoente do modernismo brasileiro. Uma mulher emancipada à frente de seu tempo.

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102 anos sem Rosa Luxemburgo

Hoje, 15 de janeiro de 2022 completa 102 anos do assassinato da revolucionária pacifista, antimilitarista, defensora da democracia no seio da revolução, Rosa Luxemburgo.

Rosa, em polonês Róża Luksemburg, nasceu a 5 de março de 1871 num vilarejo de Zamość, perto de Lublin, na Polônia e é considerada a dirigente marxista mais importante da história. Um século depois de sua morte, sua vasta produção teórica continua viva e merece ser lida, principalmente nos dias atuais. Ela foi certeira em muita análise feita à sua época.

Seu legado ficou com o assim denominado “luxemburguismo”, uma escola marxista com características próprias: seu pacifismo, de homens livres, sua luta contra o revisionismo e a defesa da democracia no seio da revolução.

Para Rosa Luxemburgo não se trata primeiro de tomar o poder e só depois mudar o mundo que era uma corrente hegemônica da esquerda no século XX.:

“A democracia socialista não começa somente na Terra prometida, quando tiver sido criada a infraestrutura da economia socialista, como um presente de Natal, já pronto, para o bom povo que, entretanto, apoiou fielmente o punhado de ditadores socialistas. A democracia socialista começa com a destruição da dominação de classe e a construção do socialismo. Ela começa no momento da conquista do poder pelo partido socialista.”

Rosa Luxemburgo foi assassinada em 15 de janeiro de 1919, por soldados de uma milícia protofascista criada para reprimir os revolucionários. Rosa tinha 47 anos. Seu corpo, lançado ao canal Landwehr, que atravessa o Tiergarten (parque central de Berlim), só foi encontrado em 31 de maio e sepultado em 13 de junho daquele ano. 

Trecho fina de O Socialismo e as Igrejas – o comunismo dos primeiros cristãos de Rosa Luxemburgo. Coleção Zero/07 – Afrontamento – Porto, Portugal s/d

OBRAS DE ROSA LUXEMBURGO EM PORTUGUÊS E ESPANHOL

LUXEMBURG, Rosa. Introducción a la economia política. Córdoba: Pasado y Presente, 1972.

–––––. A crise da social-democracia. Lisboa: Presença, 1974.

–––––. Huelga de masas, partido y sindicatos. México: Ediciones Pasado y Presente, 1978.

Tradução brasileira: Greve de massas, partido e sindicatos. São Paulo: Kairós, 1979.

–––––. Debate sobre la huelga de masas. México: Ediciones Pasado y Presente, 1978. (Nesta publicação encontramos os seguintes artigos de Rosa Luxemburg: La causa de la derrota; Y por tercera vez el experimento belga; Y después qué? ).

–––––. Camarada e amante. Cartas de Rosa Luxemburg a Leo Jogiches. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.

–––––. A questão nacional e a autonomia. Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1988.

–––––. A acumulação do capital. São Paulo: Nova Cultural, 1988.

–––––. A revolução russa. Petrópolis: Vozes, 1991 (Nesta obra encontram-se os seguintes artigos com tradução de Isabel Loureiro: Questões de organização da social-democracia russa; A revolução russa; O que quer a Liga Spartakus?).

–––––. Reforma, revisionismo e oportunismo. Rio de Janeiro: Laemmert, 1970. (Sob este título encontra-se a primeira tradução brasileira de Reforma social ou revolução? feita por Lívio Xavier, e os seguintes apêndices: Os óculos ingleses; Discurso sobre a tática; Resposta ao discurso de Vollmar; A participação socialista do poder na França; A crise do movimento socialista na França; A greve geral).

–––––. Reforma ou revolução? São Paulo: Editora Expressão Popular, 1999 (republicação da tradução de Lívio Xavier).

OBRAS SOBRE ROSA LUXEMBURGO EM PORTUGUÊS

ARENDT, Hannah. Rosa Luxemburgo: 1871-1919. In: Homens em tempos sombrios. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

ETTINGER, Elzbieta. Rosa Luxemburgo. Rio de Janeiro: Zahar, 1989.

GERAS, Norman. A actualidade de Rosa Luxemburgo. Lisboa: Edições Antídoto, 1978.

GUIMARÃES, Juarez (org.). Rosa, a vermelha. Vida e obra da mulher que marcou a história da revolução no século XX. São Paulo: Busca Vida, 1987. (Esta obra contém os seguintes textos de Rosa Luxemburg: O Folheto Junius, A revolução Russa, Contra a pena capital e A ordem reina em Berlim).

LOUREIRO, Isabel, VIGEVANI, Tullo. (org.). Rosa Luxemburg – a recusa da alienação. São Paulo: Editora UNESP/FAPESP, 1991.

LOUREIRO, Isabel. Rosa Luxemburg e Trotsky: a revolução russa de 1905. In: COGGIOLA, OSVALDO. Trotsky hoje. São Paulo: Editora Ensaio, 1994.

LOUREIRO, Isabel. Rosa Luxemburg – os dilemas da ação revolucionária. São Paulo: Editora UNESP, 1995.

LOUREIRO, Isabel. Lukács e Rosa Luxemburg. In: ANTUNES, Ricardo, LEÃO RÊGO, Walquíria. Lukács – um Galileu no século XX. São Paulo: Boitempo, 1996.

LOUREIRO, Isabel. Rosa Luxemburgo – vida e obra. São Paulo: Expressão Popular, 2000.

LÖWY, Michael. Método dialético e teoria política. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975. (Nesta obra há dois ensaios excelentes sobre Rosa Luxemburg: Rosa Luxemburgo; A significação metodológica da palavra de ordem “Socialismo ou Barbárie”).

LUKÁCS, Georg. História e consciência de classe. Porto: Escorpião, 1974. (Encontramos nesta obra dois ensaios clássicos sobre Rosa Luxemburg: Rosa Luxemburgo, marxista; Notas críticas sobre a crítica da revolução russa de Rosa Luxemburgo).

NASCIMENTO, Cláudio. Rosa Luxemburgo e Solidarnosc. Autonomia operária e autogestão socialista. São Paulo: Loyola, 1988.

NEGT, Oskar. Rosa Luxemburgo e a renovação do marxismo. In: HOBSBAWM, E. (org.). História do marxismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984, v.3.

PEDROSA, Mario. A crise mundial do imperialismo e Rosa Luxemburgo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

SADER, Emir. Rosa Luxemburgo. In: O poder, cadê o poder? – Ensaios para uma nova esquerda. São Paulo: Boitempo, 1997.

Knockin’ On Heaven’s Door

Assim como a Carta XIII do tarot de Marselha pode signifcar um recomeço, uma nova jornada, assim soa para mim esta canção incrível de Bob Dylan na performance de Guns N’ Roses Knockin’ On Heaven’s Door:

“Mama take this badge from me
I can’t use it anymore
It’s getting dark too dark to see
Feels like I’m knockin’ on heaven’s door”

A música, só pra lembrar, faz parte da trilha sonora do filme de Sam Packinpah, Pat Garret and Billy the Kid…

Eric Clapton que também gravou a música classificou-a como “uma canção tão incrivel, muito especial”

E até nosso Brasuca Zé Ramalho imortalizou sua versão da canção de Bob Dylan:

Mãe, tire o distintivo de mim
Que eu não posso mais usá-lo
Está escuro demais pra ver
Me sinto até batendo na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Mãe, guarde esses revólveres pra mim
Com eles nunca mais vou atirar
A grande nuvem escura já me envolveu
Me sinto até batendo na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céuBate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céuBate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu

Aos mais jovens eu também gosto da Avril Lavigne cantando esta belíssima canção de Dylan:

Drinks incríveis a base de gin

Receitas exclusivas para as festas de fim de ano

Que tal conhecer drinks incríveis a base de gin?

Gin Tônica
Divulgação

Uma das épocas mais lindas do ano está chegando, e com ela vem o momento de comemorar com amigos, familiares e pessoas queridas o amor, a paz e a esperança de um ano melhor.

Além de preparar saborosas refeições, escolher a trilha sonora e organizar o famoso amigo secreto, não pode esquecer de preparar alguns drinks que refrescam e divertem nessa época de calor.  

Para quem quer aprender como preparar algumas receitas simples e práticas, confira o passo a passo dos drinks a base de gin Torquay desenvolvido pela Estilla Destilaria:

Começando pelo famoso Gin com Tônica:

INGREDIENTES:

50 ml de gin Torquay | 2 rodelas de limão | 350 ml de água tônica | Gelo a gosto

MODO DE PREPARO:

Em uma taça larga, coloque o gelo, acrescente o gin, as rodelas de limão e a água tônica. Ao seu gosto, você pode usar um ramo de alecrim ou hortelã para decorar o drink.

Um dos drinks mais bonitos do Deck Bar da Estilla é o Torquay Pink:

INGREDIENTES:

50 a 80 ml de gin Torquay Pink | 2 morangos cortados em rodelas | 300 ml de água tônica | 3 folhas de hortelã | Gelo a gosto | 1 colher de chá de pimenta rosa

MODO DE PREPARO:

Comece o preparo colocando os morangos, as folhas de hortelã, a pimenta rosa e o gin Torquay Pink em uma taça larga, mexa para o álcool do gin extrair as propriedades das especiarias e em seguida acrescente 300 ml de água tônica e o gelo a gosto.

Torquay Pink
Divulgação

Que tal você fazer um drink degrade que representa o pôr do sol visto do famoso Deck Bar da Estilla, Torquay Sunset:

INGREDIENTES:

80 ml de gin Torquay Pink | 300 ml de suco de laranja | 80 ml de licor de cereja | Gelo

MODO DE PREPARO:

Enchemos uma taça larga de gelo e em seguida colocamos o gin, suco de laranja e levemente acrescente o licor na borda da taça para o líquido descer e fazer o degrade representando o pôr de sol.

E para finalizar conheça o Blue Lagoon com Gin Torquay:

INGREDIENTES:

50 ml de gin Torquay | 50 ml de curaçau blue | ½ limão | Gelo a gosto | 1 colher de chá de açúcar | 150 ml de água tônica

MODO DE PREPARO:

Comece acrescentando o curaçau blue em uma taça larga, seguido de ½ limão espremido, a colher de chá de açúcar, o gin Torquay, gelo a gosto e para finalizar coloque a água tônica.

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Diário (quase) do Giba – 01

Querido Diário,

Hoje foi um dia de trabalho e, ao mesmo tempo, reflexão. Estou cá entrando numa nova fase. Não sei como sairei desta fase. Mas a lenta transformação se faz necessária. São tempos bicudos. São tempos teimosos. São tempos devastadores.

Bom, neste primeiro dia, nem sei o que escrever. Hoje ao trilhar pelas webs vi que uma referência em minha vida, um professor do secundário, que eu não tinha notícias havia um bom tempo, está fazendo RPG, Pilates e Fisioterapia. Precisamos. Preciso.

A sexta chegou num furacão. O mês está quase no término. Dezembro e seus natais aproximam-se. Tempos dificeis.

Novos medicamentos vão entrando em meu cardápio. Novas posturas?

Depois de um longo tempo eu resolvi tirar uma carta do tarô de Marselha. Sim! E a carta tirada veio na assertiva de minhas meditações. O Eremita, a carta do dia, representa o beato ou monge que não tem as certezas e é uma carta muito ligada ao meu signo, Virgem, e remete a tempos de isolamento, reflexões e busca de amadurecimento, Olhando para a lamparina, o Eremita procura o interior. Procuraremos…

Na terminologia junguiana, o Eremita (Fig. 42) representa o Velho Sábio arquetípico. Como Lao-tzu, cujo nome significa “velho”, o frade aqui retratado personifica uma sabedoria que não se encontra em livros. O seu dom é tão elementar e perene quanto o fogo da sua lâmpada. Homem de poucas palavras, vive no silêncio da solidão – o silêncio de antes da criação – somente a partir do qual uma nova palavra pode tomar forma. Não nos traz sermões; oferece-se a nós. Com sua simples presença ilumina pavorosos recessos da alma humana e aquece corações vazios de esperança e significação.

Assim lembrei de uma techo de uma livro que tragao comigo:

De acordo com Jung, uma figura assim personifica “o arquétipo do espírito… o significado preexistente escondido no caos da vida”. [C.G. Jung, The Archetypes and the Conective Inconscious, C. W. Vol. 9, Parte 1, § 74]. À diferença do Papa, esse mongezinho não está entronizado como porta-voz e árbitro de leis gerais; à diferença da Justiça, não segura nenhuma balança com a qual possa pesar os imponderáveis. Parece uma figura muito humana, que pisa o chão comum e carrega apenas sua lampadazinha para alumiar o caminho.

Como o Louco, é um andante; e o seu capuz de monge, protótipo do barrete do Louco, liga os dois como irmãos de espírito. Mas o passo do velho viajante é mais comedido que o do jovem Louco, e ele não olha por cima do ombro. Aparentemente, já não precisa pensar no que fica para trás; assimilou as experiências do passado. Nem lhe é mister esquadrinhar horizontes distantes, procurando potencialidades futuras. Parece contente com o presente imediato. Seus olhos estão bem abertos para recebê-lo – seja lá o que for. Apreendê-lo-á e lidará com ele de acordo com a sua própria iluminação. In Nichols, Salie. JUNG e o TARôT – uma jornada arquetípica – Cultrix: São Paulo, 1997.

Já sonhei demais, já pensei erradamente muitas vezes. A sabedoria não está no outro, está dentro da gente (acho…)

Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, acorda.

Jung