Estudo revela os tipos de relacionamentos com “Sugar Daddies’’

Você sabe o que é um relacionamento “Sugar” , “daddy ou baby? Um site, agora no Brasil, pode proporcionar um relacionamento deste tipo.

Sugar baby (independente do gênero) é aquela pessoa que recebe os agrados financeiros, enquanto que sua(seu) parceiro(a) é referido(a) como sugar momma (sendo uma mulher) ou sugar daddy (sendo um homem). Estes são mais ricos e mais velhos do que a(o) sugar baby.

Segue abaixo um texto produzido pela assessoria do site.

Uma análise realizada pela universidade do Colorado, em Denver, apontou que há várias formas de se relacionar com um Sugar Daddy. Para entender como esse tipo de relação funciona, a socióloga, Maren Scull, entrevistou 48 jovens de diferentes sites sugar, que relataram suas experiências como “sugar babies”. “Não é somente um acordo por dinheiro’’, disse a socióloga, Maren Scull, que destacou desde “Encontro Recompensado” a “Amor Pragmático’’. Os termos sugar daddy e sugar baby fazem parte de uma relação baseada na troca de benefícios econômicos, e tem sido mercantilizada por plataformas nos Estados Unidos, Canadá e, inclusive, no Brasil, pelo site Universo Sugar, atualmente com mais de 900 mil inscritos. 

Os tipos de relacionamentos sugar apresentados pelo estudo:

 • “Encontros Compensados” — Consiste em compensação monetária ou presentes em troca de companhia durante um almoço, ou um café, por exemplo. O estudo destaca que essa modalidade não envolve sexo para a maioria das pessoas. • “Namoro Sugar” — O mais comum entre sugar daddies e babies, são encontros rotineiros com contato físico. Neste caso, muitas mulheres recebem uma quantia semanal ou mensal como mesada. De acordo com a professora, esse valor varia entre U$ 200 e milhares de dólares. 

• “Amizade Sugar” — São relacionamentos com benefícios mútuos, com alguém que as jovens consideram como um amigo. Os patrocinadores passam a fazer parte da vida delas. Existem casos onde podem ocorrer um romance, porém não são tão comuns. Os daddies costumam pagar todas as despesas das babies, incluindo aluguel, contas de celular, roupas, carros e viagens.

 • “Amor Pragmático” –  Sugar babies que buscam construir uma relação duradoura, para o resto da vida, e preferem um acordo pragmático do que apostar em um romance convencional. 

• “Troca consciente de favores sexuais por dinheiro. ” — Uma maneira de receber mimos e dinheiro em troca de sexo, além de preencher sentimentalmente anseios do daddy. Para a pesquisadora, Maren, o estereótipo dos relacionamentos com os sugar daddies é deturpado. “Sempre que leio um artigo sobre Sugar Daddies ou Sugar Babies, muitas vezes eu vejo a mesma abordagem sensacionalista: jovens universitários ambiciosos e interesseiros. Isso me causa indignação’’, afirma a professora. 

A usuária do Universo Sugar, Michele B., 22 anos, do Espírito Santo, se tornou sugar baby há três anos e mantém uma amizade com um Sugar Daddy. Ela se enquadra na categoria ”Amizade Sugar.  “Há três anos uma amiga me apresentou um site sobre sugar dating. Já tinha visto anúncio em uma rede social e me interessei, justamente pela discrição’’, disse a jovem. ”Comecei a conversar com o dono de uma empresa, que me conseguiu um emprego de recepcionista de um dia para o outro. Além de também quitar a dívida do meu cartão. Na época, ele disse que nem precisaríamos nos conhecer pessoalmente. Mas nos encontramos e viramos amigos”, concluiu a baby. 

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Sobre a arte de engolir sapos

Certas coisas só são amargas se a gente as engole: assim escreveu o cartunista Millor Fernandes! Mas no senso comum corre o ditado que não é nada bom engolir sapos! Quanta sacanagem com o sapo. O sapo não é tão feio como parece. Há várias espécies de sapos e tem uns danadinhos bonitos perdidos na natureza.

O grande mestre Rubens Alves, no texto A arte de engolir sapos assinala: “Mas o fato é que nós, humanos, não consideramos os sapos como animais com que gostaríamos de conviver. Ter um cãozinho, um gato ou um coelho como bichinho de estimação, tudo bem. Mas se o menino quisesse ter um sapo como bichinho de estimação, os pais tratariam de levá-lo logo a um psicólogo para saber o que havia de errado com ele. Sapo é bicho de pesadelo.”

Vamos fazer um favor aos sapos: nada de engolir os pequenos anfíbios. Deixemos os bufonídeos em paz!

Dóris Monteiro

Nascia em 21 de outubro de 1934, no Rio de Janeiro, RJ, Adelina Dóris Monteiro, grande cantora Dóris Monteiro. Dóris Monteiro foi revelada no programa Papel Carbono, de Renato Murce, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Atuou também no cinema e foi uma das estrelas da TV Tupi, onde apresentava um programa homônimo.

Se é questão de adeus, até logo

Se é questão de adeus
Questão de adeus, até logo
Questão de adeus, até logo
Então adeus!

Este seu jeito atrevido
tinhoso, manhoso e maneiro
fez morada no meu peito
e não quis mais se libertar!
Que disparate
atacou de esnobação
e não quis mais sambar comigo
desprezou meu coração!

Se é questão de adeus
Questão de adeus, até logo
Questão de adeus, até logo
Então adeus!

Ai, eu vou-me embora
Então adeus
Eu vou com Deus, Nossa Senhora
Então adeus
Eu vou ao romper da hora
Então adeus
Eu vou seguindo rumo afora
Então adeus
Eu vou com Deus, Nossa Senhora
Então adeus
Eu vou sambar até… ah…
Então adeus

Discografia

  • (1996) Dóris Monteiro & Tito Madi: Brasil samba-canção • Sony • CD
  • (1994) Dóris Monteiro • Continental • CD
  • (1992) Samba canção • Sony Music • CD
  • (1989) Grandes intérpretes do Projeto Brahma • LP
  • (1989) Noel Rosa com vários intérpretes • PolyGram • LP
  • (1986) Essas mulheres • Continental • LP
  • (1981) Dóris Monteiro • Continental • LP
  • (1978) Dóris Monteiro e Lúcio Alves – No Projeto Pixinguinha • EMI – Odeon • LP
  • (1976) Dóris Monteiro agora • EMI – Odeon • LP
  • (1975) Dóris • EMI – Odeon • LP
  • (1974) Dóris Monteiro • Odeon • LP
  • (1973) “Dóris, Miltinho e charme – Vol. 4” • Odeon • LP
  • (1973) Dóris • Odeon • LP
  • (1972) Dóris • Odeon • LP
  • (1972) Dóris, Miltinho e charme vol. 3 • Odeon • LP
  • (1971) Dóris • Odeon • LP
  • (1971) Dóris, Miltinho e charme vol. 2 • Odeon • LP
  • (1970) Dóris Monteiro • Odeon • LP
  • (1970) “Dóris, Miltinho e charme” • Odeon • LP
  • (1969) Dóris Monteiro • Odeon • LP
  • (1969) Mudando de conversa • Odeon • LP
  • (1966) Simplesmente • Odeon • LP
  • (1964) Doris Monteiro • Philips • LP
  • (1963) Dóris Monteiro • Philips • LP
  • (1963) Dóris Monteiro • Philips • Compacto simples
  • (1962) Dóris • Columbia • LP
  • (1962) … Gostoso é sambar ! • Philips • LP
  • (1961) Palhaçada/Sei lá • Philips • 78
  • (1961) Fiz o bobão/Coração só faz bater • Philips • 78
  • (1961) Dóris Monteiro • Philips • LP
  • (1960) Vento soprando • Continental • LP
  • (1959) Argumentação/Uma só vez • Columbia • 78
  • (1959) Doris • Columbia • LP
  • (1958) Real conclusão/Faça de conta • Columbia • 78
  • (1958) Tim-tim por tim-tim/Eu não existo sem você • Columbia • 78
  • (1957) Graças a Deus/Melancolia • Continental • 78
  • (1957) Meu tema/Mocinho bonito • Columbia • 78
  • (1957) Doris Monteiro • Columbia • 33/10 pol.
  • (1957) Minha obsessão/Marcada • Columbia • 78
  • (1956) Vento soprando/Engano • Continental • 78
  • (1956) Confidências de Dóris Monteiro com música de Fernando César • Continental
  • (1956) Gosto da vida/Quando as folhas caírem • Continental • 78
  • (1955) Por que razão/Quando tu passas por mim • Continental • 78
  • (1955) Se é por falta de adeus/Dó-ré-mi • Continental • 78
  • (1955) Céu sem luar/Eu e o meu coração • Continental • 78
  • (1954) Basta dizer adeus/Desejo • Todamérica • 78
  • (1954) Minhas músicas com Dóris Monteiro • Todamérica • 33/10 pol.
  • (1953) Você não sabe/Ruínas • Todamérica • 78
  • (1953) Cedo para amar/Linguagem dos olhos • Todamérica • 78
  • (1953) Aconteceu de repente/É sempre amor • Todamérica • 78
  • (1953) Em Mangueira/Lili • Todamérica • 78
  • (1952) Quantas vezes?/Bate um sino além • Todamérica • 78
  • (1952) Agulha no palheiro/Perdão • Todamérica • 78
  • (1952) Marcha do apartamento/Sacrifício não se mede • Todamérica • 78
  • (1952) Sou tão feliz/Nunca te direi • Todamérica • 78
  • (1951) Se você se importasse/Fecho meus olhos…vejo você • Todamérica • 78

Em 21 de outubro de 1984 morria o cineasta francês François Truffaut

François Truffaut ficou famoso na história do cinema por, ao lado de nomes como Jean-Luc Godard, Eric Rohmer e Claude Chabrol, fundar o movimento cinematográfico Nouvelle Vague (a “Nova Onda”), que trouxe uma nova experiência para o cinema

Em 21 de outubro de 1984 morria o cineasta francês François Truffaut – um dos fundadores do movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague e um dos maiores ícones da história do cinema do século XX.
Alguns Filmes do diretor:

Jules e Jim – Uma Mulher para Dois (1962): triângulo amoroso imaginado por Truffaut traz Jeanne Moreau como a instável emocionalmente Catherine. Ela era a base da felicidade e da tristeza de Jules e Jim.

A Noite Americana (1973): vencedor de melhor filme estrangeiro de 1973, traz uma discussão sobre o processo de produção de um filme. A personagem feminina mais uma vez é parte crucial da narrativa.

Fahrenheit 451 (1966): único filme de Truffaut falado em inglês e mostra um mundo onde os livros são proibido, ideia que por si só já seria assustadora. Ver meu artigo sobre Fahrenheit 451

A essência da humanidade: a esperança

Ganhei este lindo livro do Thiago de Mello por ter participado de um concurso de crônicas e poesias no colégio (ensino médio), o autor do bilhete não assinou, pela letra até imagino quem seja, reler este bilhete hoje tem um grande significado: a questão da esperança sempre está presente na minha vida.

Esse texto ainda é do tempo do EEPG PROFESSOR EMYGDIO DE BARROS…

Caótica Parafernália

Há muito tempo eu venho escrevendo sob tensão, raiva e medo. Tensão, raiva e medo. As vezes só com tensão (outras só com tesão), ou com raiva ou com medo. Há muito tempo escrevo com ódio e mais nada, nada. Nada como o vazio do próprio ser.

O que me faz a raiva? O que me traz o medo? Por que a tensão? (Cadê o tesão?). Tensão e raiva e medo.

Ódio? Que ódio, que medo? Nervos, raiva e ódio…

Viver morrendo, morrer vivendo: simples trocas…

Cheguei ao caos – caótico -, anti, ANTI: o animal radical, radical? (e se for sufixo?)

Antifilosofia, ou antesfilosofia? Antiherói (o que morreu morreu ficou prá trás), anticristo, antidiabo, antisatanás, antianimal. Antigamente…. tudo era tão diferente???

Há muito tempo escrevo sob tensão, raiva e medo. Raiva, medo e ódio.

LACÔNICO – não de lacunas, mas breve, curto, conciso. Duro, animal emergido do nada.

Duro como pedra, como aço – metal, metálico. Vi mundos caírem aos meus pés, ao meu redor. Psicodélico vi objetos voadores não identificados, ufos, UFA!, antidroga, anti-humano, antílope (veloz, carrega a dor da passagem)

“Da vida ao meio da jornada, tendo perdido o caminho verdadeiro, achei-me embrenhado em selva escura” (A Divina Comédia, Dante Alighieri)

Antitudo, antinada, antitodos. Escrevo sobre o nada com raiva, medo e ódio. Caído dos céus, dos céus das vagas estrelas dos homens. Sem nada para o fim, o infinito fim? Perdido.

Existem três alternativas: 1) Viver 2) Morrer 3) Estar perdido para sempre.

Não existem mais saídas no mundo do caos, Laos, paus, saos, maos, Que alternativas existirão?  Nada mais será asneira e sim tudo besteira.

Antiladrão, antipatrão, antiilusão no mundo do medo, cedo, azedo e sofrido, mas com pinta de alegre, democrático (de que riem os democratas?) asiático, asmático, enfático, panfleteador, funcionário público. Sem mais nada.

Antiparadisíaco (Paraíso?) O de Eva? Ou lá pelas bandas da Vergueiro? Antilúcido, anti anti o onteontem.

Pepe satan, Pepe satan, aleppe” A Divina Comédia – Dante Alighieri

Há certas ocasiões que escrevo com sonho, com sonho de sonhar o impossível. Ocasiões em que penso não mais pensar o impensável.

Muitas vezes nada escrevo pelo medo de ser censurado, cortado, malhado (sob a desculpa de ser melhorado). Sem nada de informações, escrevo malhado e molhado com raiva. E com medo daquele mundo caótico, católico, apostólico e bibliânico.

Abismo: lugar muito profundo na terra.   Será que nos enfiaremos? Sairemos?

Acordo: Deus fez com o povo de Israel; os empresários fizeram com os metalúrgicos e não cumpriram; Sadat com Israel, do Diabo com o Satanás, do carro com o novo preço da gasolina e com a poluição do ambiente. Acordos que são feitos sobre pressão, prisão, depressão e depressinha.

“Esta é a mensagem daquele que é o Primeiro e o Último (Alfa e Omega) que tornou a viver” (Bíblia). Será o Diabo o Meio?

“Os que conseguirem a vitória não sofrerão a segunda morte” (Bíblia) os que forem derrotados PACIÊNCIA!

Teatro, moda e cultura no V Seminário Comunicação, Cultura e Sociedade do Espetáculo

No dia 18 de outubro de 2019 atuei como moderador de uma mesa durante o V Seminário Comunicação, Cultura e Sociedade do Espetáculo evento organizado pelo grupo de pesquisa em Comunicação e Sociedade do Espetáculo do PPGCOM (Programa de Pós Graduação em Comunicação) da Faculdade Cásper Líbero. O grupo é liderado pelo professor doutor Cláudio Novaes Pinto Coelho.

A proposta do evento é refletir sobre a produção cultural na contemporaneidade, procurar compreender como esta produção está vinculada a processos comunicacionais que se concretizam em produtos midiáticos, que podem ou não estar integrados à dinâmica da sociedade capitalista do espetáculo, que articula produção e consumo de mercadorias e produção e consumo de imagens. Uma pergunta se coloca neste instante: Práticas de resistência a essa dinâmica são possíveis? Por outro lado, a contemporaneidade também nos coloca, tendo em vista o crescimento em escala mundial de governos repressivos, o desafio de refletir sobre as possibilidades de resistência diante das diferentes formas de exercício da opressão.

A mesa que mediei foi muito boa, com belas apresentações e contribuições para esta debate.

Giulia Garcia e o TEMPO Y ESPETÁCULO: poética e processos comunicacionais no Teatro Oficina, uma aula sobre a resistência do Teatro Oficina Uzyna Uzona e reflexões sobre as montagens de Roda Viva em 1968, 2018 e 2019. A Giulia está terminado o curso de jornalismo na Cásper Libero e é uma menina com futuro brilhante!
Em Polifonias no teatro popular: reflexões sobre a peça “Bom Retiro, Meu Amor” do TUOV, Mei Hua Soares, doutora e atriz, contou um pouco sobre o processo criativo do TUOV ( Teatro Popular União e Olho Vivo ) durante a elaboração da peça Bom Retiro Meu Amor: Ópera-Samba, Mei Hua Soares foi e é uma garota sensacional! Muito aprendi.

Em Cogitando sobre uma arte crítica: pensamento crítico em gesto, meu colega de grupo Antonio Duran mostrou o processo criativo do grupo Teatro da Vertigem, da qual é dramaturgo e a partir das reflexões entendermos um pouco mais sobre os processos de criação teatral. Antonio como sempre contundente, não dá para passar num debate com ele sem levar alguma experiência da prática teatral para casa.


Eis que, Entre flores e vaga-lumes: um recorte da cultura e da resistência em Pasolini, Ethel Pereira Shiraishi leva-nos ao mundo do enigmático e contundente cineasta e homem de cultura italiano. Nossa sempre boa anfitriã ( eventos e Relações Públicas), Ethel Pereira, sempre trazendo poesia onde não há esperança.


Em Arte, história e mídia: o que comunicam as releituras de O Quarto Estado, Fabiola Ballarati Chechetto, que nós carinhosamente a chamamos de Nina refletimos sobre sobre o quadro O Quarto Estado de Giuseppe Pellizza da Volpedo e suas diversas apropriações e ressignificações. O Novecento presente. Itália viva! Descobri na apresentação a referência do final do filme Novecento (1976) de Bernardo Bertolucci que marcou minha juventude!

E por último, a Moda como Cultura e Forma de Comunicação, na rápida, porém magnífica exposição sobre a moda como parte integrante de uma cultura e como forma de comunicação. Rafaella Piragini Fernandes, estudante de Relações Públicas na Faculdade Cásper Líbero traçou um breve percurso histórico cujo enfoque é justamente a moda em seu vínculo como questões mais amplas.. Ah! Madame Channel…

EM ÁGUAS PROFUNDAS

No livro EM ÁGUAS PROFUNDAS, David Lynch discorre sobre as influências e o impacto da prática da meditação transcendental em sua vida e obra. Diretor e roteirista da premiada série de TV americana Twin Peaks, e autor do clássico Veludo Azul, David Lynch tornou-se adepto da prática na década de 70, ao se aproximar do movimento espiritual criado pelo guru indiano Maharishi Mahesh Yogi, que teve sua primeira onda de popularidade nos anos 60 graças a seus célebres seguidores, como John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Mia Farrow e Donovan.
David Lynch revela a experiência de “mergulhar em si mesmo” e de “pescar ideias” como se pescam peixes e, em seguida, como aplicar esses conceitos na televisão, no cinema e nos outros meios criativos como pintura, música e desenho. “Quanto mais você expande a consciência – a atenção – mais fundo é seu mergulho na direção dessa fonte, e maior será o peixe que pode pegar”.


O mito é o nada que é tudo

Fernando Pessoa
Primeiro: ULISSES

  

O mito é o nada que é tudo.

O mesmo sol que abre os céus

É um mito brilhante e mudo —

O corpo morto de Deus,

Vivo e desnudo.

Este, que aqui aportou,

Foi por não ser existindo.

Sem existir nos bastou.

Por não ter vindo foi vindo

E nos criou.

Assim a lenda se escorre

A entrar na realidade,

E a fecundá-la decorre.

Em baixo, a vida, metade

De nada, morre.
s.d.

Mensagem. Fernando Pessoa. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1934 (Lisboa: Ática, 10ª ed. 1972). – 25.

12 de Outubro – Dia do Engenheiro Agrônomo

Em 12 de outubro é celebrado o Dia do Engenheiro Agrônomo. por se tratar do dia da regulamentação da profissão (decreto 23.196 de 1933).  O profissional não trabalha apenas em fazendas e sítios. Sua atuação se estende a empresas de consultoria, indústrias de fertilizantes, defensivos agrícolas, herbicidas, alimentos e até mesmo a bancos de financiamento e investimento, na fiscalização da distribuição do crédito agrícola e em formas de aperfeiçoamento das espécies vegetais e animais.

engenheiro agrônomo atua em uma área que permite múltiplas funções – desde a preparação de solo para cultivo até as atividades ligadas ao meio ambiente e ao agronegócio. Tudo depende do tipo de formação e especialização profissional. Alguns preferem se aperfeiçoar em física e matemática, uns escolhem biologia e química, outros se especializam em gestão.

Graças aos agrônomos, temos a alta produtividade das lavouras e da pecuária. Com a aplicação de técnicas avançadas, eles aprimoram e potencializam todas as atividades realizadas no campo. Enfim, são profissionais de grande valor, que colaboram com o aquecimento da economia do nosso país e o crescimento dos produtores rurais.

Segue uma dica de livro:

História das agriculturas no mundo

Do neolítico à crise contemporânea de Marcel Mazoyer, Laurence Roudart

Por que o homem tornou-se agricultor? A que picos inesperados de produtividade alguns milhões de agricultores motorizados, mecanizados e especializados chegaram ao final do século XX?
Ao retraçar a prodigiosa epopeia que vai das primeiras domesticações de plantas e animais às agriculturas diferenciadas de hoje, este livro mostra que a recente crise da economia mundial está enraizada na instauração da concorrência, que não leva em conta as heranças agrárias das diferentes regiões do mundo. Os autores propõem uma estratégia mundial capaz de desenvolver a agricultura camponesa pobre e de dar novo impulso à economia.

  • TRADUÇÃO: Cláudia F. Falluh Balduino Ferreira
  • ASSUNTOS: Agronomia / História Cultural / História Geral
  • ANO: 2010
  • ACABAMENTO: Brochura com orelhas
  • PÁGINAS: 568
  • EDIÇÃO: 1
  • ISBN: 9788571399945
  • PESO: 878g
  • FORMATO: 16 X 23

Apesar de tudo é Guardavento

Por Gilberto da Silva

“Apesar de Tudo” é o primeiro álbum da banda independente brasiliense Guardavento. O grupo foi formado entre 2017-19 e constituída por Naiça Mel (Vocal), Lídia Moreira (Teclados), Anderson Freitas (Guitarra/teclado), Humberto florim (Baixo), Yan Britto (Bateria).

O álbum que foi gravado e produzido por André Zinelli e Diego Poloni e mixado e masterizado por Diego Poloni, carrega na ausência de sons ensurdecedores e aposta nas sensações e letras bem elaboradas.

A voz de Naiça Mel é carregada com as influências que a banda traz da MPB, da world music e da música pop internacional expostas nas músicas compostas por Humberto e Anderson.

O trabalho é uma busca de identidade, num mar de obviedades que encontramos na prateleira de ofertas alucinantes da indústria cultural. Busca fugir do imprevisto buscando no tempo entre “discursos com farpas, rastros de mágoa” um “velho com gosto de novo” e revalorizar a memória e as emoções delas advindas: “o passado me fascina”.

Pautados na sonoridade contemporânea, temas como a angústia, a solidão, o destino e a melancolia são discorridos em canções marcadas pela busca da individualidade.

Intimista, “Apesar de Tudo” não é álbum para ser ouvir apenas uma vez…

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