Notas

Minha seleção 2018

Courtois, Trippier, Thiago Silva, Varane, L. Hernandez, Kante, Modric, Rakitic, Mbappé, Kane e Hazard.

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No dia 13 de julho de 1994, Brasil vence a Suécia e dá o penúltimo passo em busca do tetra

Romário fez o gol da vitória por 1 a 0, aos 30 minutos do segundo tempo, que levou a Seleção Brasileira à grande final

Créditos: Wilson de Carvalho / Gerência de Memória e Acervo da CBF

40 anos do Movimento Negro Unificado e 30 do Geledés contra o racismo

1º de agosto
Quarta-feira – 18h30
Intitulado 40 anos do Movimento Negro Unificado (MNU) e 30 do Geledés contra o racismo, o Debate CEDEM do próximo dia 1 de agosto celebra as conquistas do MNU e do Geledés – Instituto da Mulher Negra. São décadas de ação das duas entidades pelo reconhecimento do negro em sua plenitude. O MNU nasceu com o nome Movimento Unificado Contra a Discriminação Racial para desmascarar o racismo velado da sociedade nacional, foi também um marco na resistência contra a ditadura militar. Em 1978, em pleno regime de exceção, um ato público ocorreu na escadaria do Teatro Municipal, em São Paulo, para denunciar manifestações de racismo. As gotas d’água foram o assassinato, por policiais, do trabalhador negro Robson Silveira da Luz, em Guaianazes, zona Sul da cidade, além da segregação de atletas negros, jogadores de vôlei do Clube de regatas Tietê, impedidos de entrar na piscina. Segundo seus fundadores, o MNU colocou a termo “NEGRO ” no vocabulário corrente. Em sua história, teve o papel de transformar a maneira de o negro enfrentar a discriminação racial e o racismo. De ações semi-clandestinas, ocorridas em terreiros de candomblé e centros culturais periféricos, o MNU passou a priorizar ações públicas. Locais como escolas de samba, universidades, sindicatos, partidos políticos tornaram-se os espaços de discussão da questão racial. Neste debate, membros do MNU e do Geledés abordarão as trajetórias de lutas, conquistas e desafios constantes para as questões de gênero e raça na sociedade brasileira.

 

Expositores

Prof. Ma. Suelaine Carneiro
Mestra em Educação pela UFSCar, socióloga e coordenadora do Geledés Instituto da Mulher Negra.

Neusa Maria Pereira
Jornalista, educadora social e uma das fundadoras do MNU-SP.

José Adão de Oliveira
Gastrônomo, torneiro mecânico, um dos fundadores do MNU-SP.

Mediador
Prof. Dr. Juarez Tadeu de Paula Xavier
Mestre e doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (Prolam – USP). É assessor da Pró-Reitoria de Extensão Universitária da Unesp, docente da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Câmpus de Bauru; pesquisador do Centro de Estudos Latino Americano sobre Cultura e Comunicação (ECA-USP); Coordena o Núcleo Negro da Unesp para a Pesquisa e Extensão (NUPE) e o Núcleo de Estudos e Observação em Economia Criativa (FAAC-UNESP).

No dia 29 de junho de 1958, a seleção brasileira de futebol venceu sua primeira Copa do Mundo, na Suécia

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Primeiro título mundial da seleção brasileira completa 60 anos. A vitória na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, marcou o início de toda a trajetória de glórias da seleção brasileira de futebol.

O herói da equipe foi Pelé, então com 17 anos, no começo de sua esplêndida carreira.Estádio de Rosunda, em Estocolmo. Final da Copa do Mundo de 1958. Brasil contra a Suécia.

Sensibilidade e arte

relembranças do Jornal da Cohab de 1986

Wandir Marques Gonçalves 

No lumiar de um novo século, oramos pela nobreza de seus versos, Que tantos e a todos estes artistas narrou em suas canções, tem até quem diga: “Chico Buarque é um grande artista e poeta”, mas sim um grande músico, suas melodias soam corretas em nossos ouvidos, é como uma manequim nua, com suas curvas e suavidades, linda de se admirar. Logo em seguida vem suas vestes, e faz com que a mesma manequim linda e nua se torne linda e maravilhosamente vestida.

Homem de grande sensibilidade que une ação, força e a realidade num mesmo frasco, como se a química já estivera pronta pôr si própria.

Sua arte nos dá profundidade, buscando-nos no mais profundo sentimento de igualdade, a cada canção ele está mais a frente, mais atrás, mais ao meio, enfim ele nos encontra em todo momento.

Salve Chico Buarque!

 

 

 

 

 

Em filme sobre FHC não!
Chico disse que não está satisfeito com o governo do Fernando Henrique Cardoso e que não deixaria que sua obra, a música “O que será?”, fosse associada à atual gestão.  Chico vetou o uso de um trecho da sua música no filme e na videoinstalação “Pessoas do Brasil”, de Tadeu Jungle e Carlos Rennó, produzidos especialmente para serem exibidos na mostra Expo 2000, de Hannover, Alemanha.

 

 

Chico de Hollanda, de aqui e de alhures

Aqui, mais um trecho da carta do amigo Ruy Guerra ao velho amigo Chico

“Parceiro de euforias e desventuras, amigo de todos os segundos, generosidade sistemática, silêncios eloqüentes, palavras cirúrgicas, humor afiado, serenas firmezas, traquinas, as notas na polpa dos dedos, o verbo vadiando na ponta da língua – tudo à flor do coração, em carne viva… Cavalo de sambistas, alquimistas, menestréis, mundanas, olhos roucos, suspiros nômades, a alma à deriva, Chico Buarque não existe, é uma ficção – saibam.
Inventado porque necessário, vital, sem o qual o Brasil seria mais pobre, estaria mais vazio, sem semana, sem tijolo, sem desenho, sem construção.”

 

 

Curiosidade

Chico Buarque é filho do historiador Sérgio Buarque de Hollanda e de dona Maria Amélia

 

 

Nesta edição, a letra da canção Pedro Pedreiro, letra e música de Chico feita em 1965, boa viagem e até mais amigo leitor

 

 

Pedro Pedreiro
Chico Buarque/1965

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã, parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem
De quem não tem vintém
Pedro pedreiro fica assim pensando
Assim pensando o tempo passa
E a gente vai ficando pra trás
Esperando, esperando, esperando
Esperando o sol
Esperando o trem
Esperando o aumento
Desde o ano passado
Para o mês que vem

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã, parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem
De quem não tem vintém
Pedro pedreiro espera o carnaval
E a sorte grande no bilhete pela federal
Todo mês
Esperando, esperando, esperando
Esperando o sol
Esperando o trem
Esperando aumento
Para o mês que vem
Esperando a festa
Esperando a sorte
E a mulher de Pedro
Está esperando um filho
Pra esperar também

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã, parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem
De quem não tem vintém
Pedro pedreiro está esperando a morte
Ou esperando o dia de voltar pro norte
Pedro não sabe mas talvez no fundo
Espera alguma coisa mais linda que o mundo
Maior do que o mar
Mas pra que sonhar
Se dá o desespero de esperar demais
Pedro pedreiro quer voltar atrás
Quer ser pedreiro pobre e nada mais
Sem ficar esperando, esperando, esperando
Esperando o sol
Esperando o trem
Esperando aumento para o mês que vem
Esperando um filho pra esperar também
Esperando a festa
Esperando a sorte
Esperando a morte
Esperando o norte
Esperando o dia de esperar ninguém
Esperando enfim nada mais além
Da esperança aflita, bendita, infinita
Do apito do trem

Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando o trem
Que já vem, que já vem, que já vem (etc.)

 

Wandir Marques Gonçalves, é artista plástico

CET lança 10º Prêmio de Educação de Trânsito “O respeito ao pedestre faz o trânsito mais seguro, afinal todos somos pedestres!”.

A Companhia de Engenharia de Tráfego – CET de São Paulo lança o 10º Prêmio CET de Educação de Trânsito,

que tem por objetivo incentivar a reflexão, a criatividade e a produção de trabalhos voltados para a segurança no trânsito.

 

As Inscrições começarão no dia 25 de junho de 2018 e poderão ser feitas até 24 de agosto de 2018 pelo site www.cetsp.com.br

 

O Tema central do concurso neste ano é “O respeito ao pedestre faz o trânsito mais seguro, afinal todos somos pedestres!”.

 

Poderão concorrer estudantes (do ensino infantil ao universitário), educadores, motoristas, motociclistas, ciclistas e qualquer cidadão maior de 16 anos que estudem ou residam no Município de São Paulo.

 

No anexo o edital com os detalhes de cada categoria.

 

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail premiocet@cetsp.com.br

Todos têm a responsabilidade de gerir o meio ambiente

Angela Maria Cabel Garcia -Crédito da foto: Paula Dizaró / Canção Nova

 

* Angela Maria Cabel Garcia

A preocupação com a preservação e conservação ambiental vem ganhando destaque nos últimos anos, principalmente, devido aos impactos que o uso irresponsável dos recursos naturais tem causado nos diferentes aspectos da sociedade como a economia, política, saúde e qualidade de vida.

Todos nós sabemos que a situação é séria e que precisamos de uma mudança global. Porém, corremos o risco de não identificar a responsabilidade que cabe a cada um de nós. É preciso admitir de forma pessoal que tudo o que hoje podemos observar e qualificar como desastre ambiental, perda  de biodiversidade, contaminação de água, solo e ar, tem um pouco da nossa contribuição.

O Papa Paulo VI, quando se referia à problemática ecológica, falava de uma crise, consequência da “atividade descontrolada” do ser humano. E quem não vive hoje uma tendência para esse consumismo? Infelizmente somos contagiados sutilmente, quando consumimos produtos  sem necessidade, levados pela agitação e pressão do dia a dia e, como consequência disso, aumentamos a geração de resíduos e emissões atmosféricas, e diminuem-se as reservas dos recursos naturais, muitas vezes não renováveis.

Somos livres, sim, temos liberdade para consumir, porém a obsessão pelo consumo faz de nós seres egoístas interessados unicamente nas nossas necessidades, sem olhar para o efeito que as nossas ações podem causar na vida das outras pessoas.

Dessa forma, a problemática ambiental tem no fundo uma crise social, porque “todos os progressos científicos por mais extraordinários que sejam, se não estiverem unidos a um progresso social e moral, voltam-se, necessariamente, contra o homem” (Paulo VI, discurso à FAO em novembro de 1970).

A encíclica Laudato Si, do Papa Francisco, nos alerta claramente sobre essa realidade, explicando o princípio do bem comum e a responsabilidade humana. São atitudes simples, mas que se formos fiéis em aplicá-las dia a dia, terão um grande efeito. Como o consumo correto da água,  um recurso indispensável para a vida humana e para a sustentação dos ecossistemas.

Infelizmente ainda existe o uso inconsciente desse recurso tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles subdesenvolvidos, que contam com grandes reservas, principalmente, na América Latina. Precisamos cuidar das reservas e da qualidade!

Algumas dicas práticas para aplicar em casa são: garantir a correta vedação de torneiras e chuveiros para evitar vazamentos;  reaproveitar a água da máquina de lavar roupa; lavar a louça de uma vez; regar o jardim no horário certo; acompanhar o consumo indicado no hidrômetro de casa..Outros hábitos indispensáveis são: apagar as luzes durante o dia e nos lugares onde não houver pessoas; não deixar os aparelhos nem computadores em stand by; usar a máquina de lavar só quando ela estiver cheia;  colocar a geladeira longe do fogão e das áreas mais quentes da cozinha.

Quanto à geração de resíduos, nossa primeira opção deveria ser sempre a redução. Os aterros sanitários estão ficando cada vez mais cheios e ocupando mais espaço. Mesmo quando o lixo é disposto corretamente, muitas vezes, grande parte dele, que não é recolhida, é jogada diretamente nos rios e na terra.

Evitemos o uso de material plástico e de papel. Podemos separar os resíduos para facilitar a reciclagem e reaproveitar as coisas antes de jogá-las fora. Dessa forma, também contribuímos na conservação das matérias primas, que são recursos naturais.

Podemos ainda escolher o transporte público, utilizar bicicleta ou até fazer uma caminhada nos percursos que não necessitem de veículo automotor.

O momento difícil que enfrentamos no Brasil precisa nos ajudar a valorizar a riqueza que temos como recurso e nos levar a tomar atitudes diferentes. A humanidade nunca teve tanto poder sobre si mesma como tem hoje. Somos os únicos com a capacidade para transformar essa realidade!

* Angela Maria Cabel Garcia é missionária da Comunidade Canção Nova e engenheira ambiental.