Livros

Sidarta, de Hesse

Quando comecei a trabalhar no Departamento de Zoologia da USP, sobrava uns minguados no orçamento e, então, eu comecei a comprar unidades de uma belíssima e cuidadosa coleção da Editora Record chamada Prêmio Nobel de Literatura, via reembolso postal. Todo mês eu corria para os Correios ansioso para buscar aquele livro de capa dura, bom papel, boa diagramação, boas ilustrações, enfim, um luxo para a época.

Entre tantos “nobéis” poetas, cientistas e demais doutores das letras que ganharam, até aquela época, o prêmio de literatura, um que me marcou profundamente a leitura foi Sidarta do Hermann Hesse. Inspirado na obra de Hesse cheguei a tentar rascunhar pequenos versos e prosas. Até hoje tenho pequenos lapsos de lembrança de passagens do livro. Infelizmente, por motivos vários, aos poucos a coleção foi sendo desfeita e, incrível, hoje não tenho nenhum exemplar comigo!

Assim como o Krisnamurti, o Sidarta de Hesse me marcou e mesmo sabendo que o “ideal” da leitura dele fosse O Lobo da estepe (que eu recusei leitura por longos anos) precisarei chegar ao NIRVANA…

autor: Leonardo Padura

edição:
2
selo:
Boitempo
idioma:
Portuguese
páginas:
592
formato:
23cm x 16cm x 4cm
peso:
785 gr
ISBN:
9788575594452

Outro livro que marcou, este de safra recente, é obra de um cubano bom nas letras: Leonardo Pagura. Percorrer as quase 600 páginas de O Homem que Amava os Cachorros foi ao mesmo tempo percorrer trechos da História que eu já conhecia e ajuntando mais conhecimento que não me pertencia. Sobre o velho Leon, sua vida e sua trajetória, eu já conhecia de vários livros entre eles um que gostei muito Da Noruega ao México; mas a boa trama do Pagura mostrou um Ramon Mercader e uma política que eu não sabia muito como funcionava.

Claro, o livro é uma mistura de ficção com realidade. É incômodo, provocativo, mas cheia de detalhes, numa escrita que não cansa. Vale a pena, mesmo sendo um romance escrito por um cubano e todas as contradições que sua experiência histórica possa interferir na obra.

Niemeyer e as curvas do tempo

Editora: Revan, Rio de Janeiro
Ano: 1998
As curvas do tempo é o livro de memórias de Oscar Niemeyer.

Devorei com o prazer inerente As curvas do tempo. É o livro de memórias de Oscar Niemeyer editada em 1998 e se reescrevesse um pouco mais tarde teríamos mais novidades (morreu em 2012).
É uma bela edição fotos e com desenhos do autor feitos especialmente para o livro. Ferreira Gullar assina o texto de apresentação.
Niemeyer faz uma seleta de textos de caráter afetivo, quando um dos temas é a família, ou a arquitetura e as artes que a integram. Fala de livros e sobre os autores que sente prazer em ler. O Brasil e o Rio de Janeiro (em especial a vista para o mar das janelas de seu escritório) que ele sempre sente saudades quando passa muito tempo fora.
É uma delicia ler o diário, uma síntese de sua vida repleta de muita sensibilidade e nostalgia. fala da sua infância, da sua militância, de seus trabalhos de maneira fluída, leve.

O homem do castelo alto

Aproveitei a quarentena para assistir a quarta temporada de O Homem do Castelo Alto, série da Amazon Prime baseado no livro O Homem do Castelo Alto, originalmente lançado em 1963, e que foi um dos principais romances escritos por Philip K. Dick. Com esse livro, Dick conquistou seu primeiro prêmio Hugo, e se consagrou como um dos grandes escritores de ficção científica. Com um enredo eletrizante, o romance apresenta um cenário sombrio: a Segunda Guerra Mundial foi vencida pelos nazistas. O mundo vive sob o domínio da Alemanha e do Japão. Há uma zona neutra, onde não fica muito claro quem manda e como manda. Os negros são escravos e os judeus sobreviventes se escondem sob identidades falsas.

Dick está a todo momento, nesta obra, discutindo que “realidade você quer viver?”  ou mais na linha especificamente: “o que é realidade, afinal?”. Realidades paralelas …

Philip K. Dick é um dos meus autores preferidos, principalmente depois que assisti Blade Runner, o filme, baseado no seu livro Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?” Ridley é o produtor executivo que a Amazon convocou, além de Frank Spotnitz, roteirista, produtor e conhecido por fazer parte da equipe criativa de Arquivo X.

A série, como uma adaptação, muda algumas coisas do livro, mas a essência continua a mesma. Não sou um especialista em crítica cinematográfica, mas senti alguns buracos entre os episódios, o que não impede, na minha opinião de ser a melhor série da Amazon Prime.

Recomendo assistir desde a primeira temporada para entender a narrativa. Apesar de ser prometida como a derradeira temporada o seu final estampou algumas pistas do que poderá vir pela frente se resolverem continuar com a série.

Vale a pena ler o livro e depois assistir a série….

Rufus Sewell interprete o americano líder dos Estados Nazistas Americanos

Belchior, por Ricardo Ramos

A lembrança de Belchior em um capítulo do livro Pelo Amor de Adriana, do Ricardo Ramos. Ricardo foi filho do grande Graciliano Ramos

Autor alagoano, nascido em Palmeira dos Índios a 4 de janeiro de 1929, Ricardo de Medeiros Ramos era filho do escritor Graciliano Ramos. Aos 15 anos mudou-se para o Rio de Janeiro onde cursou Direito, porém nunca exerceu, dedicando-se à publicidade.

Transferiu-se para São Paulo em 1956, onde viveu até sua morte. Participou ativamente da vida cultural da cidade; trabalhou como cronista e jornalista, foi professor de Comunicação e diretor da Escola Superior de Propaganda e Marketing. Organizou e foi o primeiro diretor do Museu de Literatura Paulista e presidiu a União Brasileira de Escritores.

Escreveu diversos contos e romances, sendo consagrado com os mais significativos prêmios literários do país. Participou de várias antologias do conto brasileiro contemporâneo. Muitas de suas obras foram traduzidas para o inglês, espanhol, alemão, russo e japonês.
Faleceu em 20 de março de 1992, em São Paulo.

Segundo o próprio autor, no prefácio: “Este livro é uma história de amor. Do amor entre jovens< do primeiro amor. E sendo assim, muito naturalmente, um livro apaixonado.”

Contrarresiliente, uma resenha

O livro é de poesias, mas bem poderia ser um livro de crônicas. Ou será uma crônica-poesia? Mas poderia ser também um livro reportagem, um retrato escrito poeticamente na desgraça que é ser nas ruas onde não ser igual já é um enorme diferencial. O Zeh Gustavo, nosso contrarresiliente fala (ou melhor escreve, descreve e reescreve) o que o engasgado está por nós.
Vá devagar, o livro tem seu público e tem seu selo antifascista, portanto, não espere que nele impere cápsulas antipedagógicas oprimidas. Aqui a escrita é trans! Transbolzonarizado, transacomodado, transeunte.
O Zeh que já em outras lavras traçou linhas incômodas, em contrarresiliente vai direto ao golpe! Pronto para combater o ar contaminado de imbecilidade ou da boçalidade bosta que impera nos guetos nobres da sociedade pós-boçal com seus hiper chiliques.
A poesia aqui é contracorrente e deveras atinge quem deveras ler. Ler aqui é um ato de contravenção, contradição, contradito, não espere palavras mornas, textos leves como beijos suaves ou músicas para dormir.
Portanto, na contra mão necessária, eu super indico a leitura de contrarresiliente de Zeh Gustavo, editado pela Editora Viés.

Livro dos 110 anos da Academia Paulista de Letras traz a biografia dos imortais

Anna Maria Martins e Márcio Scavone a biografia dos imortais – foto: Marcelo Navarro

Os 40 membros da APL escreveram suas próprias histórias de vida

Realizado na noite desta quarta-feira, no auditório da instituição, o evento contou com a presença de intelectuais, como Maria Adelaide do Amaral, que recentemente foi eleita para ocupar umas das cadeiras da APL, de autoridades como o presidente da Imprensa Oficial do Estado, Norival Pântano Junior, de vários integrantes da casa como José de Souza Martins, Roberto Duailibi, Eros Grau, Raul Cutait, Júlio Medaglia, Anna Maria Martins, José Gregori, Dom Fernando Antonio Figueiredo, entre outros.

O Projeto – Feito sob o formato de 25X 29 cm, com 240 páginas, o 110 anos recebeu apoio da Lei Rouanet e patrocínio do Banco Safra. Em sua primeira tiragem – 1500 exemplares -, a obra foi elaborada pelo fotógrafo e acadêmico (cadeira de número 9) Marcio Scavone, e levou três anos para ser concluída. “Sinto-me envaidecido por estar à frente deste projeto, uma vez que procurei instigar cada acadêmico a trazer para o papel a sua impressão, escrevendo sua biografia e ofertando uma citação. Portanto, o livro é uma criação colaborativa. Cada intelectual deixou sua marca pessoal”, afirma Scavone.

Roberto Duailibi, Roberta Matarazzo e Eros Grau. Foto: Marcelo Navarro

Agora, o livro será distribuído nas principais bibliotecas nacionais e instituições de educação.

Drosófila, a mosquinha famosa

A drosófila se reproduz rapidamente e por isso é muito usada em pesquisas científicas. Ilustrado e escrito pela bióloga e artista plástica Francisca C. do Val, o livro nos conta como nascem, onde vivem, como namoram e se reproduzem as drosófilas e qual foi sua contribuição para a comprovação da teoria da evolução de Darwin.
“Faço pesquisa com moscas, entre elas as drosófilas, e gosto de desenhar plantas, paisagens e bichos. Nas ilustrações, tomo o maior cuidado para que tudo fique como é de verdade: os insetos com suas seis pernas, os ovos com seus filamentos, que são tubinhos para a respiração. Eu quis fazer um livro bonito para falar sobre as drosófilas e mostrar que qualquer criança pode se tornar um cientista (ou uma cientista como eu!). Gostaria que todos soubessem como é interessante estudar a vida dessas moscas e como elas nos ajudaram a entender muito de nós mesmos, inclusive por que somos tão parecidos com nossos pais”, explica Francisca C. do Val.

12 de Outubro – Dia do Engenheiro Agrônomo

Em 12 de outubro é celebrado o Dia do Engenheiro Agrônomo. por se tratar do dia da regulamentação da profissão (decreto 23.196 de 1933).  O profissional não trabalha apenas em fazendas e sítios. Sua atuação se estende a empresas de consultoria, indústrias de fertilizantes, defensivos agrícolas, herbicidas, alimentos e até mesmo a bancos de financiamento e investimento, na fiscalização da distribuição do crédito agrícola e em formas de aperfeiçoamento das espécies vegetais e animais.

engenheiro agrônomo atua em uma área que permite múltiplas funções – desde a preparação de solo para cultivo até as atividades ligadas ao meio ambiente e ao agronegócio. Tudo depende do tipo de formação e especialização profissional. Alguns preferem se aperfeiçoar em física e matemática, uns escolhem biologia e química, outros se especializam em gestão.

Graças aos agrônomos, temos a alta produtividade das lavouras e da pecuária. Com a aplicação de técnicas avançadas, eles aprimoram e potencializam todas as atividades realizadas no campo. Enfim, são profissionais de grande valor, que colaboram com o aquecimento da economia do nosso país e o crescimento dos produtores rurais.

Segue uma dica de livro:

História das agriculturas no mundo

Do neolítico à crise contemporânea de Marcel Mazoyer, Laurence Roudart

Por que o homem tornou-se agricultor? A que picos inesperados de produtividade alguns milhões de agricultores motorizados, mecanizados e especializados chegaram ao final do século XX?
Ao retraçar a prodigiosa epopeia que vai das primeiras domesticações de plantas e animais às agriculturas diferenciadas de hoje, este livro mostra que a recente crise da economia mundial está enraizada na instauração da concorrência, que não leva em conta as heranças agrárias das diferentes regiões do mundo. Os autores propõem uma estratégia mundial capaz de desenvolver a agricultura camponesa pobre e de dar novo impulso à economia.

  • TRADUÇÃO: Cláudia F. Falluh Balduino Ferreira
  • ASSUNTOS: Agronomia / História Cultural / História Geral
  • ANO: 2010
  • ACABAMENTO: Brochura com orelhas
  • PÁGINAS: 568
  • EDIÇÃO: 1
  • ISBN: 9788571399945
  • PESO: 878g
  • FORMATO: 16 X 23

Livro Digital “Direitos das Pessoas com Deficiência”

A fim de fomentar os estudos e pesquisas nessa temática, foi lançado o Livro Digital “Direitos das Pessoas com Deficiência”, organizado pelos Professores  da PUC Minas André Vicente, Fernanda Diniz e pelo advogado Thiago Helton. A obra faz parte da Coleção Essencial de Direito do Curso de Direito da PUC Minas em Contagem/MG.

Além de oferecer gratuitamente, em formato acessível, conteúdos aprofundados nos mais diversos ramos do direito envolvendo a temática da pessoa com deficiência, o livro tem por objetivo homenagear o saudoso Professor Daniel Augusto dos Reis, tetraplégico, entusiasta do Direito Penal falecido em 2018.


CLIQUE AQUI PARA DOWNLOAD DO LIVRO