Livros

Dica de Leitura – Jornalismo em Trânsito

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Lançamento do livro Dicas de Viagens em crônicas de quatro continentes e bate-papo informal com os leitores

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No dia 29 de novembro, próxima terça-feira às 19hs, João da Luz – escritor do Ipiranga – estará no evento promovido pela Aliança Francesa “Lançamento do livro Dicas de Viagens em crônicas de quatro continentes e bate-papo informal com os leitores”, com entrada franca.

Aliança Francesa – Rua General Jardim, 182 – Vila Buarque – São Paulo – Dia 29.11.2016 ás 19 horas – Biblioteca Multimídia Claudie Monteil

Frei Betto: Uma Biografia

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Lançamento no Rio de Janeiro

Segunda-feira, 28 de Novembro

18:00

Teatro Eva Herz – Rio de Janeiro
 LIVRARIA CULTURA – CINE VITÓRIA
Cidade: Rio de Janeiro – RJ

Bate-papo e Sessão de Autógrafos

A Livraria Cultura e a Editora Record convidam para o bate-papo  com os autores Américo Freire e Evanize Sydow, Frei Betto, a atriz Letícia Sabatella, o jornalista Chico Pinheiro e a ex-advogada de presos políticos Eny Moreira,  no lançamento do livro: ‘’Frei Betto: Uma Biografia’’

Lançamento em São Paulo

Terça-feira, 29 de Novembro

18:00

Loja principal – Piso do Teatro

LIVRARIA CULTURA – CONJUNTO NACIONAL

Cidade: São Paulo – SP

Bate-papo e Sessão de Autógrafos

A Livraria Cultura e a Editora Record convidam para o bate-papo  com os autores Américo Freire e Evanize Sydow, Frei Betto, Fernado Morais, Rose Nogueira e o Rógerio Sottili,  no lançamento do livro: ‘’Frei Betto: Uma Biografia’’

Américo Freire e Evanize Sydow revelam o significado histórico da vida e do trabalho de Carlos Alberto Libanio Christo, o Frei Betto, em meio às transformações político-sociais que ocorreram no Brasil e nos demais países da América Latina a partir dos anos 1960  O livro conta as diversas histórias que marcam a vida de Frei Betto, em que a religião – o Amor –, a política e a militância se articulam para criar uma sociedade democrática e plural, que acolha todos os cidadãos. Desde seu nascimento em uma tradicional família mineira, a Teologia da Libertação, a Ação Libertadora Nacional, a prisão durante a ditadura militar, a participação na criação de movimentos populares, a literatura e os prêmios, a proximidade com Lula, o trabalho nos países socialistas – principalmente em Cuba –, os gestos de solidariedade pessoais e públicos, entre tantos acontecimentos que têm tornado Frei Betto um homem admirável.

A porca e eu

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Por Redação

A escritora Maria Eugenia Cerqueira já conhecida pelo livro Quem dá Brilho, brilha – obra que dá dicas sobre limpeza doméstica, apresenta seu mais novo livro: A Porca e Eu. Nesse interessante livro, a autora narra a sua relação com Gipsy, uma porca de estimação que foi adquirida como mini porco, e que com o tempo mostrou que era uma porca de verdade, ou seja, Gipsy tornou-se um presente de grego.

Apesar de ser enganada pelos criadores que ela cita no livro, a porca conquistou seu coração e ganhou um espaço especial na vida de Maria Eugenia, uma ultramaratonista apaixonada por animais.

Gipsy, como foi carinhosamente batizada a nova inquilina, acabou crescendo mais do que a dona esperava e hoje pesa cerca de 195 quilos fato que fez a advogada tomar diversas provida-porca-e-euências e mudanças na vida para se adequar.

No livro, Maria Eugenia dá dicas e fala sobre os cuidados para a criação de um porco e, principalmente sobre posse responsável de qualquer animal. A obra, de certa forma, reflexiona o leitor sobre a importância da posse responsável e conta a história do amor entre a “porquinha” e sua dona.

A autora nunca encontrou instruções ou conselhos que pudessem ajudá-la com a Gipsy, um animal de grande porte que precisa de atenção especial. Teve que se virar sozinha.

O livro traz curiosidades sobre o mundo dos porcos e desafios sobre a convivência com o animal, além de ser um alerta, pois a autora constatou que milhares de indivíduos são, como ela, enganados não só no Brasil, mas também em muitos outros países.

A Porca e Eu está à venda através do site: www.amantesdavida.com.br. e na livraria Martins Fontes.

Assista o comentário de Gilberto da Silva:

Aniversário de Habermas resgata sua importância para diversos campos do conhecimento

Por Pluricom

Com 87 anos a serem completados no dia 18 de junho, o nome de Jürgen Habermas ocupa lugar de destaque entre os grandes pensadores contemporâneos. Seus conceitos de esfera pública e ação comunicativa alicerçam os diagnósticos críticos da sociedade atual; sua obra científica é parte do cânone de, ao menos, duas áreas do conhecimento: a filosofia e as ciências sociais; suas intervenções como intelectual público pautam as principais questões políticas tanto alemãs quanto europeias há 50 anos. Enfim, é um autor fundamental para a compreensão da vida pública nas sociedades democráticas, para o reconhecimento de seus potenciais de emancipação e dos obstáculos à sua consolidação.

Como colocam os responsáveis pela Coleção Habermas, da Editora Unesp, ele faz parte do restrito grupo de pensadores capazes não só de “criar passagens entre as áreas mais especializadas das ciências humanas e da filosofia”, que já é algo raro, mas também de “reconstruir a fundo as contribuições de cada uma delas, rearticulá-las com um propósito sistemático e, ao mesmo tempo, fazer jus à suas especificidades”.

Para os leitores brasileiros, textos importantes não traduzidos e a falta de padronização terminológica nas traduções existentes traziam algumas dificuldades para uma apreciação adequada de todos esses aspectos da obra habermasiana. Assim, incluindo quase que a integralidade dos quarenta volumes publicados na Alemanha pela Suhrkamp Verlag Berlim, a Coleção Habermas abre caminho para o aprofundamento de uma das obras mais instigantes e inovadoras da atualidade. Os títulos já lançados são:

Textos e contextos

Autor: Jürgen Habermas | 344 páginas | R$ 74,00

Jürgen Habermas discorre, nesta obra escrita nos anos 1990, sobre a produção de oito teóricos que o influenciaram de alguma maneira: Charles S. Peirce,Edmund Husserl, Martin Heidegger, Ludwig Wittgenstein, Max Horkheimer, Georg Simmel, Alexander Mitscherlich e Alfred Schmidt. Em especial, o autor procura tecer os vínculos da produção desses pensadores com os seus contextos históricos. O que o filósofo alemão discute é o quanto um determinado conteúdo argumentativo é capaz de transcender o tempo no qual surgiu e, portanto, aspirar à universalidade. Habermas convida o leitor a questionar se todos os pensadores ficam marcados pelos seus respectivos contextos históricos e a refletir sobre o que significa ser marcado de forma especial. Além dos ensaios sobre os oito teóricos, a obra apresenta dois outros artigos, que, nas palavras de Habermas, “tematizam os próprios contextos”: “A sociologia na República de Weimar” e “Sobre o desenvolvimento das ciências sociais e das ciências humanas na República Federal da Alemanha”.

 

A nova obscuridade

Autor: Jürgen Habermas | 392 páginas | R$ 70,00

Um dos principais eixos temáticos desta coletânea diz respeito ao neoconservadorismo. O assunto abre e perpassa todos os textos aqui reunidos, que remetem ainda a diferentes aspectos da defesa de Habermas da continuidade do projeto de modernidade. Sem abandonar a dimensão teórica, o filósofo, conhecido por seu engajamento político, coloca-se como “contemporâneo político” e assume posições sobre questões públicas candentes ainda hoje – escrita em 1985, a obra reflete sobre problemas e tensões de uma década crucial para a sobrevivência e maturação do projeto democrático não apenas na Alemanha.

 

Técnica e ciência como “ideologia”

Autor: Jürgen Habermas | 208 páginas | R$ 44,00

Jürgen Habermas discute a tese de Herbert Marcuse sobre a instrumentalização da técnica. Ao mesmo tempo, aponta já para futuros desenvolvimentos no seu pensamento, sobretudo em torno do agir comunicativo.

 

 

 

Na esteira da tecnocracia

Autor: Jürgen Habermas | 264 páginas | R$ 58,00

Os 14 ensaios que constituem esta obra, a 12ª da série Pequenos escritos políticos, contribuem para o reconhecimento de Jürgen Habermas como intelectual público no Brasil. No país, a maior parte de suas análises da conjuntura social e política e avaliações sobre o estado da democracia na Europa ou no mundo permanecem praticamente desconhecidas do público, principalmente por estarem disponíveis apenas em alemão.

 

 

Conhecimento e interesse

Autor: Jürgen Habermas | 528 páginas | R$ 80,00

Esta obra, a mais filosófica e importante de Jürgen Habermas do ponto de vista da epistemologia, discute o entrelaçamento entre razão prática e razão pura e mostra a importância das definições do conhecimento, levantando questões sobre os fatores que o definem.

 

 

 

Mudança estrutural da esfera pública

Autor: Jürgen Habermas | 568 páginas | R$ 88,00

Jürgen Habermas examina neste livro o “complexo” que segundo ele descansa sob a expressão “esfera pública”. Para ele, pode-se esperar, ao compreender tal conceito e submetê-lo a esclarecimento sociológico, apreender de modo sistemático a própria sociedade. “A esfera pública”, diz o filósofo, “continua a ser um princípio organizador de nossa ordem política”.

 

 

Teoria e práxis

Autor: Jürgen Habermas | 728 páginas | R$ 98,00

As investigações reunidas neste volume, orientadas predominantemente de um ponto de vista histórico, destinam-se a desenvolver uma teoria crítica da sociedade projetada com um propósito prático e a delimitar seu status diante de teorias de outra proveniência.

 

 

 

Fé e saber

Autor: Jürgen Habermas | 88 páginas | R$ 19,00

Segundo volume da Coleção Habermas, este texto reproduz um discurso do filósofo proferido aproximadamente um mês depois do 11 de setembro de 2001. Embora circunstancial, é de grande importância no conjunto da obra do filósofo que, ao retomar o clássico tema fé e saber, adota uma nova expressão – “pós-secular” – imprimindo mudanças em sua teoria da modernidade, presente em suas obras posteriores.

 

 

Sobre a constituição da Europa

Autor: Jürgen Habermas | 192 páginas | R$ 40,00

A explosão das ilusões neoliberais promoveu a concepção de que os mercados financeiros, principalmente os sistemas funcionais que perpassam as fronteiras nacionais, criam situações problemáticas na sociedade mundial que os Estados individuais – ou as coalizões de Estados – não conseguem mais dominar. A política como tal, a política no singular, é desafiada em certa medida por tal necessidade de regulamentação: a comunidade internacional dos Estados tem de progredir para uma comunidade cosmopolita de Estados e dos cidadãos do mundo, levando adiante a juridificação democrática do poder político.

 

Filosofia, racionalidade, democracia: Os debates Rorty & Habermas 

Filosofia, racionalidade, democracia

Organizador: José Crisostomo de Souza | 270 páginas | R$ 52,00

Rorty e Habermas estão entre os mais importantes intelectuais e filósofos e são, provavelmente, aqueles que têm maior público, dentro e fora das universidades. Entrevistas e artigos seus aparecem em jornais e revistas de grande circulação, e seus livros são traduzidos e publicados pelo mundo afora. Neste livro, Habermas e Rorty debatem e dialogam, entre si, sobre suas concepções mais gerais e, em especial, sobre filosofia, cultura, razão e política, num confronto que envolve posições de outros importantes pensadores, de ontem e de hoje, como Apel e os “pós-modernos” franceses, como Dewey e Wittgenstein, como Heidegger e Nietzsche, como Hegel e Kant. Suas concepções tratam de levar em conta os desenvolvimentos mais recentes da filosofia, em relação a temas como valores, linguagem, verdade e conhecimento.

 

ÁGUA: Elemento Essencial da Vida

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No próximo dia 29 de março, às 18 horas na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo – ALESP – Av. Pedro Alvares Cabral, 201 – Em Frente ao Parque do Ibirapuera
Auditório Teotônio Vilela – 1º Andar, será realizada audiência pública para o lançamento do livro ÁGUA: Elemento Essencial da Vida, produzido pela Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal do Rio Grande do Sul (APCEF/RS). No total 13 escritores (as) escreveram contos literários, realizados na Oficina de Criação Literária da associação. Os temas abordam a importância da água para a preservação da vida, a conservação e a recuperação ambiental, além da sua valiosa interface com a questão da saúde. Destaca-se a importância da publicação em um ano em a Campanha da Fraternidade Ecumênica trata da questão da água e do saneamento como um direito fundamental de todos e todas.
 
Serviço:
Lançamento do livro 
Terça Feira, 29 de Março de 2016 às 18 horas
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo – ALESP
Av. Pedro Alvares Cabral, 201 – Em Frente ao Parque do Ibirapuera
Auditório Teotônio Vilela – 1º Andar
Promoção: Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da ALESP
Haverá distribuição do livro e sessão de autógrafos, além de leitura de alguns contos
 
Convidados: 
  • Dom Flavio Irala – Presidente do CONIC – Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil. (Coordenador da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 que tem como tema central a questão da água e do saneamento)
  • Autores  e idealizadores do livro (virão do Rio Grande do Sul especialmente para o lançamento do livro) 

Pesquisadora encontra solidariedade no trânsito de São Paulo ao discutir o papel de mediação social dos jornalistas

A mobilidade urbana se tornou um dos temas mais recorrentes na discussão urbana contemporânea, tanto na esfera acadêmica como na jornalística. O ponto de maior visibilidade desse debate é, certamente, a característica caótica e, em grande medida, conflituosa do trânsito.

Na contramão dessa perspectiva, a professora e jornalista Mara Rovida observa a dimensão solidária presente na cobertura e nas narrativas apresentadas por repórteres que atuam diretamente no espaço urbano. A reflexão sobre essa possibilidade e o mergulho empírico nessa realidade resultou em Jornalismo em trânsito: o diálogo social solidário no espaço urbano, lançamento da EdUFSCar.

Buscando em Émile Durkheim o conceito de solidariedade orgânica, Mara discute o que está além da fragmentação típica das sociedades capitalistas modernas. Da Comunicação Social, traz a ideia de dialogia jornalística de Cremilda Medina, o jornalismo como um espaço de encontro das diversidades. Trafega assim entre a Sociologia e a reflexão sobre a prática jornalística em busca do diálogo social solidário.

Contrapondo sua proposta com as falas padronizadas e repetitivas sobre as condições do trânsito, Mara se volta para outra possibilidade narrativa: uma que desvenda a diversidade dos personagens e seus conflitos e disputas, mas que, principalmente, possibilita o diálogo e a solidariedade entre estes sujeitos sociais. Neste caminho, busca responder, na segunda parte de Jornalismo em trânsito, que sociedade, que espaço urbano é este? Descobre então que o caótico cenário do trânsito de São Paulo é também um lugar de encontro, muitas vezes forçados e violentos, mas também de empatia e cumplicidade.

Na sequência, mergulha no cotidiano dos repórteres da Rádio SulAmérica Trânsito para compreender as relações e interações acionadas no processo de produção de suas narrativas. Nessa observação empírica, descobre, entre as narrativas da equipe, uma fala que contempla a perspectiva de um dos antagonistas mais emblemáticos do trânsito, o caminhoneiro. Daí, circula por São Paulo a bordo de caminhões, além de buscar informações de especialistas e órgãos responsáveis pelo controle do trânsito. Esta imersão, como registra Cremilda Medina no prefácio, possibilitou à autora um duplo protagonismo, como ouvinte e como jornalista, em relação à cobertura cotidiana do universo da cidade. O resultado é que, assim, “o diálogo social solidário deixou de ser uma chave conceitual para se tornar embate real nas ruas congestionadas, nas marginais e nas estradas de acesso a São Paulo”.

Mara Ferreira RovidaSobre a autora – Mara Ferreira Rovida é doutora em Ciências da Comunicação pela USP, mestre em Comunicação Social pela Faculdade Cásper Líbero e jornalista. Atualmente, faz parte do corpo docente das Faculdades Integradas Rio Branco, onde leciona disciplinas teóricas e laboratoriais no curso de jornalismo. É membro do grupo de pesquisa do CNPq Comunicação e Sociedade do Espetáculo e é autora de artigos publicados em periódicos de referência na área de Comunicação e de Ciências Sociais. (Foto: Carlos Eduardo Martini)

Título: Jornalismo em trânsito: o diálogo social solidário no espaço urbano
Autora: Mara Ferreira Rovida
Número de páginas: 254
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 36,00
ISBN: 978-85-7600-420-2

De: Pluricom

Livros de luta política

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Recebo uma caixa com dois livros de autoria do professor José de Lima Soares – que eu conheço como Soarão, paraibano de Catolé da Rocha, local que já me trouxe outro conhecido de luta, o Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê,  o irmão do cantor Chico Cesar. Ambos, Gegê e Soarão, são meus antigos colegas do movimento dos trabalhadores gráficos nos meados dos anos 70.  O Gegê está aqui em São Paulo em sua luta pelos sem tetos. Soarão e/ou Soares é hoje professor de Sociologia na Universidade Católica de Brasília (UCB).

Um dos livros recebidos versa sobre os Encontros e desencontros de duas trajetórias: O PT e a CUT nos anos 90 e o outro  sobre a reestruturação produtiva e o mundo do trabalho: Sindicalismo no ABC Paulista. o primeiro livro tem tudo haver com a recente entrevista que realizei com o professor Soares e que poderemos conhecer mais para a frente e o segundo, creio, será interessante a leitura de um livro sobre a sociologia do trabalho escrito por um ex-operário.

Dia Nacional do Livro

Cultura

Dia Nacional do Livro

(*) Renata Ribeiro de Moraes   Hoje, 29 de outubro, é o Dia Nacional do Livro. E é preciso mesmo celebrar, pois diante de tantos “rivais”, como a internet ou os livros digitais, ainda há espaço para ele comemorar e muito. Imagine se, no dia de hoje, para comemorá-lo, todos os escritores brasileiros se reunissem para festejar o dia. Imagine mais…
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Uma homenagem:

Cultura

Resistir sempre

RESISTIR SEMPRE Margarete Hülsendeger Minha memória é composta de fragmentos de existência, estáticos e eternos: o tempo não passa entre eles, e coisas que aconteceram em épocas muito distantes entre si estão juntas, ligadas ou reunidas por estranhas antipatias e simpatias. Ernesto Sabato (2008, p. 24) No dia 30 de abril de 2011, quando estava a dois meses de…
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Cultura

Nos Bastidores do Pink Floyd

Por Gilberto da Silva Ao som da trilha sonora do Pink Floyd, aos poucos fui devorando esse livro da Editora Generale, com quase 500 páginas e bem escrito pelo jornalista Mark Blake. O livro  Nos  bastidores do Pink Floyd é literalmente uma viagem para dentro do mundo de uma banda que marcou uma geração (a minha…) e possui muitas entrevistas…
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Cultura

Um amor suspenso

O quadro é idílico, uma imagem quase lírica de um amor casto entre dois jovens inexperientes. Seria assim se essa imagem não fosse retirada do livro “Na praia” (em inglês, On Chesil Beach), do escritor inglês Ian McEwan – também conhecido nos meios literários como “Ian Macabro”. Se alguém já teve a oportunidade de ler algum de seus livros…
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Colunistas

A Cidade Como Negócio

As cidades são tratadas pelos gestores como espaços de segregação “casa de pobre para pobre, lugar pobre para pobre” (p.179) gerando conflitos que não se resolvem diante das condições de reprodução capitalista. São questões complexas, mas que os textos ajudam a refletir sobre as dinâmicas de ocupação e uso do espaço urbano….
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Cultura

Pequenos deuses

Por Gilberto da Silva   “ O problema em ser um deus é que não se tem ninguém para quem orar.” O humor ácido é a tônica utilizada por Terry Pratchett para desenvolver uma história crítica à religião institucionalizada. Como imaginar um deus (Om) que se manifesta na forma de uma tartaruga sendo “uma tartaruga de pernas para o…
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Cinema

O cinema sensível de Zuzu Angel

*Paulo Custódio de Oliveira             Que pode um filme mudar na retina cansada das pessoas? Muita coisa, se considerarmos a diversidade de olhos que ele pode alcançar. As telas de cinema são consideradas por muitos como diversão inconsequente, porque um grande número de filmes hollywoodianos e brasileiros denunciam a despreocupação política de alguns diretores. Mas o contrário não é…
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Cultura

A pedagogia do suprimido

Por Gilberto da Silva Poderia sintetizar A Pedagogia do Suprimido como uma obra que tem “o futuro todo ainda para desacontecer”, mas com certeza, não seria um elogio às avessas, uma maldição e sim um desacontecimento meritório, um des-acontecer no sentido da oposição ao que já acontece na literatura, em específico, a poética. Tento de início, não entender esta…
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Cultura

Mentes Perigosas

MENTES PERIGOSAS, o Psicopata mora ao Lado   Nair Lúcia de Britto A obra publicada pela Editora Principium da GLOBOLivros, de autoria da  psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, é uma  edição nova, revista e ampliada, que aborda o assunto de forma mais aprimorada e detalhada; citando novos casos divulgados pela Imprensa e que horrorizaram a população. O objetivo da…
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Assédio Moral

Uma verdadeira história de assédio moral

Por Gilberto da Silva Segue abaixo texto que escrevi sobre o segundo livro de Ednete Franca , O perigo invisível. Recomendo a leitura e pauta para apresentações, palestra e entrevista.   Depois de Entre sonhos e pesadelos, Ednete Franca nos presenteia com O perigo invisível, obra em que a autora sergipana aprofunda sua narrativa sobre o processo de vitimização…
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Cultura

Crianças com livros serão adultos leitores

Por Antonio Luiz Rios* A última edição da pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, há pouco divulgada e cujo ano base é 2013, mostra que as editoras comercializaram no mercado consumidor, principalmente por meio das livrarias, dentre outros canais de venda, 279,66 milhões de exemplares no ano passado. O volume representa aumento de 4,13% em relação aos…
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Cultura

Narrativas clássicas infantis: construindo um leitor autônomo

Izaura da Silva Cabral As narrativas estudadas Alice no país das maravilhas, O mágico de Oz, Narizinho Arrebitado e As aventuras de Tom Sawyer são narrativas que se tornaram clássicas, pois ultrapassaram os limites cronológicos do tempo e possuem traços comuns que contribuem para a construção de um possível leitor. Dessa forma, partimos do princípio de que o leitor…
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Educação

Educação ao ritmo da vida

Evelin Gomes da Silva* Acadêmica de Letras na Faculdade de Comunicação, Artes e Letras (FACALE) Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) BRANDAO, C. R. O Que é Educação. 49ª reimpressão. São Paulo: Brasiliensis, 2007, 117p.   O livro “O que é Educação” (2007) é de autoria de Carlos Rodrigues Brandão, psicólogo e doutor em Antropologia pela Universidade de Brasília…
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Em questão

Dia Mundial do Livro e o protagonismo da sociedade

                                              Karine Pansa* A celebração — uma homenagem a Miguel de Cervantes e William Shakespeare, falecidos nessa data, em 1616, bem como ao nascimento e morte de escritores como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo — tem especial significado para o mercado editorial brasileiro em 2014, quando será realizada a 23ª Bienal…
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Cultura

O Triunfo do Capitalismo e o Declínio da Democracia

REICH, Robert B. Supercapitalismo: como o capitalismo tem transformado os negócios, a democracia e o cotidiano. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 288p.   O Triunfo do Capitalismo e o Declínio da Democracia   Antonio Gil da Costa Júnior *1 Carlos Eduardo de Mira Costa *2   A economia nos Estados Unidos, a partir da década de 70, disparou. Uma…
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Ciências Sociais

Positivismo, historicismo e marxismo: contradições, dilemas e contribuições para as ciências sociais

LÖWY, Michael. As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Münchhausen: marxismo e positivismo na sociologia do conhecimento. 9ª Ed. São Paulo: Cortez, 2007. 280p.    Antonio Gil da Costa Júnior *1 Carlos Eduardo de Mira Costa *2   LÖWY, Michael. As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Münchhausen: marxismo e positivismo na sociologia do conhecimento….
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Cultura

A vida sabe o que faz

  Nair Lúcia de Britto No prefácio desse livro espiritualista A vida sabe o que faz, de Zíbia Gasparetto, lançado pela Editora Vida e Consciência, a escritora comenta sobre sua mediunidade e sobre seu mentor espiritual, Lucius, quem lhe dita todos os romances que escreve e com quem tem uma especial afinidade. Primeiramente ela agradece a Deus por ter…
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Administração

Prefácio para Madalena Carvalho

Por Gilberto da Silva Se de tudo fica um pouco, mas por que não ficaria um pouco de mim? (Carlos Drummond de Andrade) Enfrentar os desafios de um mundo contemporâneo que vive em constante processo de mudança é uma tarefa árdua, mas extremamente necessária para as organizações. Os novos líderes não podem mais agir de acordo com as lições…
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Cultura

Saberemos ouvir como Momo?

Por Gilberto da Silva O que fazer com o meu tempo livre? Estamos sempre amarrados na desculpa do circulo temporal onde ninguém quer compreender o vazio do outro, o tempo do outro, não fazer nada sempre fazendo alguma coisa. Então, nessa arte de saber o que fazer com o tempo e aproveitando o feriado, depois de muito tempo, literalmente,…
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Cultura

Celso Furtado e a produção de um clássico da historiografia brasileira: Formação Econômica do Brasil (1959)

Denilton Novais Azevedo*        Celso Monteiro Furtado nasceu na cidade de Pombal – PB, no dia 26 de Julho de 1920, vindo a falecer em 20 de novembro de 2004. Filho de magistrados, realizou todo o curso secundário na Paraíba, posteriormente, bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, no ano de 1944; doutorou-se em Economia quatro…
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Cultura

O Homem e a Cultura – Obra de Leontiev, O desenvolvimento do psiquismo

Resenha do Capítulo: “O Homem e a Cultura – Obra de Leontiev, O desenvolvimento do psiquismo”   Cassiano Telles Cícera Andréia de Souza Esta obra é uma tentativa de Leontiev, analisar os fatores históricos que influenciam no desenvolvimento cultural do homem quanto a sociedade. Pensando o homem quanto a um ser em progressão ele classifica este processo como um…
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Crônicas

Universo feito de papel

      Uma história, um romance, um conto – essas coisas assemelham-se a seres vivos, e talvez o sejam de fato. Elas têm sua cabeça, suas pernas, sua circulação sanguínea e sua roupa, como pessoas de verdade. Erich Kästner E se os personagens dos livros pudessem falar? E se eles pudessem dar ao seu criador o mesmo tratamento…
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Ciências Sociais

“Enigmas da modernidade-mundo” de Octávio Ianni

 Cassiano Telles Cícera Andréia de Souza Resumo: Octavio Ianni nasceu em São Paulo em 1926, faleceu em 2004. É considerado, assim como Florestan Fernandes e Fernando Henrique Cardoso, um dos principais sociólogos do Brasil. Ianni foi um dos primeiros a lançar mão do método dialético para desvendar enigmas da formação histórica do Brasil e as contradições econômicas, sociais e…
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Cultura

GOTO, o Novo Romance de Silas Correa Leite

GOTO – A Lenda do Mundo do Barqueiro Noturno Na Terceira Margem do Rio Itararé -“A mão que faz girar a água no charco Acorda a areia movediça; que amarra o sopro do vento” Dylan Thomas Sessenta anos e vinte livros. Pensa que é fácil? Sessenta anos e postado em mais de oitocentos links de sites, até no exterior,…
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Livros

Cidades Rebeldes, manifestações contemporâneas

“Se fizermos um bom trabalho pedagógico, teremos uma nova geração com uma nova energia para lutar contra a barbárie” . Erminia Maricato em Cidades Rebeldes.   As jornadas de junho causaram reboliço e repercute até hoje. Nem bem os ânimos esfriaram e a Boitempo lançou Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. Rápida…
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Cultura

Discurso da Servidão Voluntária, de Etienne de La Boétie

Cassiano Telles Cícera Andréia de Souza   Resumo: Etienne de La Boétie foi um filósofo francês nascido em 1530 que viveu até 1563. Conhecido principalmente por traduzir textos de Plutarco e Xenofonte, referências clássicas Greco-romanas, mas principalmente por ter escrito Discurso da Servidão Voluntária. O presente trabalho tem como objetivo apresentar, na forma de resenha crítica, as principais ideias…
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Comunicação

A Comunicação, por ela mesma

Por Gilberto da Silva* A PAULUS lança O rosto e a máquina: O fenômeno da comunicação visto pelos ângulos humano, medial e tecnológico, de Ciro Marcondes Filho que busca formatar uma Teoria da Comunicação livre dos “vícios” da Sociologia, da Filosofia, da Antropologia ou da Ciência Política. Assim como vários estudiosos da área, Ciro que  professor da USP, deseja uma…
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contemporaneidade e comunicação.

Tecnologias do Imaginário

Fernanda Cielo1 Vantoir Roberto Brancher2 Valeska Maria Fortes de Oliveira3   Juremir Machado da Silva, autor da obra Tecnologias do imaginário é graduado em Jornalismo e História, mestre em Sociologia da Cultura e doutor em Sociologia da Cultura pela Universidade de Paris; foi, também, colunista e correspondente do jornal Zero Hora. Atualmente é professor do curso de Jornalismo da…
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Cultura

A escravidão além da cor

Resenha do livro As cores da escravidão, de Ieda de Oliveira Por Gilberto da Silva Não sei o que aconteceu. Mas antes de chegar ao término da leitura fui tomado pelo choro, pelas lágrimas que teimavam cair dos olhos. Uma angústia, uma sofreguidão insuportável. Parei, respirei….  Pensei: seria alguma alma antepassada fazendo-se presente no meu corpo?  Reminiscências de um…
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comportamento

Quando o apego é demais

Resenha do livro  Stalking – A história real de uma perseguição amorosa, de Flávio Braga, lançamento da editora nVersos   Por Gilberto da Silva Terminei a leitura do livro acreditando que o Edu é um vacilão. O meia idade que se apaixona por uma jovem de 16 anos e acaba vítima da sua sogra gostosa era, até eu receber…
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Educação

Fundamentos da escola significativa

Obra tem  como propósito fornecer as bases de uma escola possível “Mais do que conteúdos, a escola deve promover habilidades intelectuais” Ao apresentar uma visão teórica bem fundamentada, o livro Fundamentos da escola significativa, de Fabio C. B. Villela, professor da Unesp de Presidente Prudente, e Ana Archangelo, da Unicamp, que inaugura a coleção A escola significativa (Edições Loyola)…
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Cultura

O labirinto de Mariana

nair lúcia de britto O Labirinto de Mariana, livro de autoria de Marcelo Antinori, foi escrito com o objetivo de proporcionar uma leitura agradável e um bom entretenimento ao leitor. O romance é envolto num clima de amor e mistério; no qual lenda e realidade de confundem. A Vila de Paraty e suas belezas naturais foram um componente imperioso…
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Cultura

Modernidade e Cenário Urbano em “Alma” de Oswald de Andrade: Traços do Modernista Brasileiro

Carolina Barboza da Silva* Rafael Ademir Oliveira de Andrade** Introdução Oswald de Andrade não só participou como foi um dos líderes de um dos movimentos considerados primordiais para a compreensão da sociedade brasileira. O movimento Modernista contou com intelectuais e artistas como Mario de Andrade, Tarsila do Amaral, Menotti Del Picchia, Anita Malfatti e outros, mas poucos foram engajados…
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A nova dimensão dos livros e das escolas

   Antonio Luiz Rios* A harmoniosa convivência do livro impresso, cada vez mais bonito e lúdico, com o e-book é uma nova realidade do mercado editorial, tornando infrutífera a discussão sobre o risco de extinção do primeiro. As editoras, mais do que nunca, tornam-se provedoras de conteúdos e espaço de produção criativa, no qual interagem autores, ilustradores, tradutores, capistas,…
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Assédio Moral

Assédio Moral: entre sonhos e pesadelos

Gilberto da Silva “Que trágica ironia! As pessoas da minha instituição que, na pior das hipóteses, deveriam me proteger foram elas as responsáveis com ou sem intenção da minha dor” Página 201.   Obra: Entre sonhos e pesadelos: uma história real de assédio moral Autora: Ednete Franca Passos Oliveira Editora: Gráfica Editora J. Andrade Local: Aracaju, 2005 Preço:s/i Contatos…
Cultura

Ivan Gogh – a vida

VAN GOGH – A VIDA Steven Naifeh e Gregory White Smith Trad: Denise Bottmann São Paulo: Companhia das Letras, 2012   A PINTURA E A VIDA DE VAN GOGH                           “Ai, ai, as pinturas mais belas são as que sonhamos deitados na cama,                                                            fumando um cachimbo, mas nunca pintamos.”  Van Gogh   Uma vida curta e conturbada…
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Gilberto da Silva

Para viver uma vida integrada

Você já tomou muito antibióticos para combater as infecções? Usa de forma constante analgésico? Faz uma alimentação baseada nos produtos industrializados e na carne? Amigos leiam com cuidado e atenção o livro Terapia Integrativa, de Ilan Segre. Vai gostar ou odiar. Mas com certeza, fará uma reflexão sobre si. No livro Terapia integrativa – Ioga, naturopatia, psicologia e ayurveda,…
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Espiritualidade

Reflexões Diárias

nair lúcia de britto  Encontra-se disponível no mercado o livro Reflexões Diárias (2013), de Zíbia Gasparetto, lançado pela Editora Vida & Consciência. Considerada a escritora brasileira mais importante da literatura espiritualista, a autora apresenta nesta obra uma seleção de pensamentos poéticos que conduzem o leitor a uma reflexão diária; uma vez que cada um deles corresponde, respectivamente, a cada dia do…
Cultura

Limites da Fundação

Há uma série muito antiga de Isaac Asimov – os romances da Fundação – na qual os cientistas sociais entendem a verdadeira dinâmica da civilização e a salvam. Isso é o que eu queria ser. E isso não existe, mas a economia é o mais próximo que se pode chegar. Então, como eu era um adolescente, embarquei nessa.” – Paul…
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Cultura

Ciberjornalismo e a produção jornalística na internet

Por Gilberto da Silva Ciberjornalismo. Assim, seco e direto é o nome da obra lançada pela Paulinas. A autora Carla Schwingel, é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBA), especializada em cibercultura e ciberjornalismo e escreve com profundidade sobre o assunto. Objeto de estudo para a tese de doutorado com o título “Sistemas de Produção de conteúdos no ciberjornalismo:…
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O inferno somos todos nós

Pequena Resenha Critica   Romance “Diário de Um Médico Louco” de Edson Amâncio   “…-Eu não vou entrar nesse buraco com você!” (Fala de personagem do Filme ‘Olhar de Anjo’)     Escrever nos coloca em nós? Pior – ou, melhor – escrever nos desloca de nós, isso quando não nos fragmenta, fermenta (purga) de nós, nos liberta de…
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Cultura

Confundezas com a Língua Portuguesa

Por Gilberto da Silva O cotidiano de um casal é marcado pelo original e inusitado Jaqueline Novaes, escritora paulistana de 41 anos, que hoje reside em Valinhos (SP), lançou o livro Confundezas com a Língua Portuguesa- trasduzindo Rolf Geissinger. O livro retrata as dificuldades da convivência entre diferentes culturas e línguas que são muito mais do que um simples…
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Livros

O Pequeno Príncipe

Por: Raylene Rêgo.   Quem disse que esse livro é só para criança? Ah! Já sei. Quem ainda não leu, só pode. O livro “O Pequeno Príncipe” nos ensina várias lições. O seu autor: Antoine de Saint-Exupéry demonstra uma sensibilidade incrível em suas palavras. Eu me vi envolvida e comovida com a história. Não sei se com você acontecerá…
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Cultura

Contos do Isaac

  Por Jaqueline Novaes Título: 47 contos de Isaac B. Singer Editora Cia das Letras ISBN:8535905030 Tradução:José Rubens Siqueira Este livro nos traz um poço do rico do universo judaico, suas lendas, seu folclore; com contos breves e bem escritos por este “contador” de história que é Isaac B. Singer. De maneira sutil ele vai nos narrando sem nenhum maneirismo…
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Cultura

O Brasil Privatizado II

O Brasil Privatizado II O assalto das privatizações continua Autor: Aloysio Biondi R$ 7,00 – 64 páginas Prefácio A publicação de O Brasil Privatizado II: O assalto das privatizações continua poderia ser justificada de várias formas. A mais imediata seria simplesmente dizer: “O Aloysio já havia acertado com a Editora Fundação Perseu Abramo uma continuação do primeiro. Além disso, ele até já…
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Cultura

Como andam as relações entre homens e mulheres?

Ninguém duvida que estão acontecendo mudanças de comportamento nas relações entre os sexos na sociedade brasileira contemporânea. Mas o que mudou? Como homens e mulheres estão lidando com isso? Nos seis artigos que compõem este volume, estas transformações são analisadas a partir do discurso de homens e mulheres em situações atuais como o mercado de trabalho feminino, academias de.

O pretinho básico

O Balcão - Édouard Manet - A elegância do preto em contraste com o branco

O Balcão – Édouard Manet – A elegância do preto em contraste com o branco

John Harvey, em Homens de Preto,  transita entre a política, a arte e a história para analisar os vários usos da cor preta no traje masculino. Para além do mundo da modo o livro de Harvey mostra como a roupa preta já carregou os mais diversos significados ao longo da história.  O autor apresenta o amplo leque de significações que as vestimentas desta cor carregam, tudo com muitas descrições- algumas curiosas – e uma farta ilustração. Da tragédia grega de Ésquilo aos romances do americano Thomas Pynchon, Harvey privilegia as fontes literárias em sua reconstituição da moda negra. Leia abaixo um pedaço do livro que foi editado em português pela Editora Unesp.

 

 

“Homens de Preto”, de John Harvey (Editora Unesp, 340 págs. R$ 48)

Introdução: Roupas, cor e significado

Em O mercado de algodão, Nova Orleans de Degas, a radiosa maciez do algodão novo sobre a mesa, que parece feito da luz branca que o ilumina, contrasta distintamente com as figuras de preto dos conoisseurs e potenciais compradores. Um deles exibe a um colega um chumaço de algodão novo, com um movimento que talvez fosse o mesmo, estivesse ele em outro tipo de quadro oferecendo um cálice a alguém que admira (mesmo que sua postura aqui seja menos celebrativa: ele tem um dos pés sobre o assento de uma cadeira). Em todo o quadro, diferentes pretos contrastam com diferentes brancos: cartolas, couro dos sapatos, escuridão (a lareira); algodão, pintura, papel, luz do dia (a janela). Com sua tranqüila perspectiva de figuras e retângulos, seu espaço e o teto alto, sua luz clara e homogênea, a pintura vê uma certa graça no mundo dos negócios. Os homens em seus costumes negros estão à vontade, examinando, avaliando, confiantes no seu discernimento; o homem negro, vestido de preto, encostado na viga da porta, observa os avaliadores. É o mundo dos homens e do dinheiro, no qual uma matéria bruta deslumbrante (que alguns anos antes teria sido tratada na plantação pelos pais escravizados do homem negro) é comercializada antes de ser transformada em roupa em camisas radiantemente brancas como as que os homens estão usando, especialmente o funcionário em mangas de camisa, à direita, que escreve num livro com uma meticulosa expressão. (Mais tarde, jogada fora como farrapo, a mesma matéria poderá se transformar em papel, ou em jornal.) E a pintura reflete o valor das roupas. A cor negra das roupas dos homens tem a sua formalidade, por mais à vontade que eles estejam. Ela reflete posição social, define se são proprietários ou empregados; também reflete a impessoalidade do seu trabalho de perícia. Todos usam a mesma cor como uma obrigação para com eles mesmos e com a sua posição. O homem de jaqueta clara, na ponta da mesa, não é um deles: talvez seja um plantador, esperando com um olhar preocupado para saber o preço que alcançará o algodão. Ele tem o produto, mas os outros, nesse momento, têm o poder.

As pessoas não mostradas são as mulheres, mesmo que o algodão sobre a mesa vá acabar transformado principalmente em vestidos para elas, especialmente em musselina, que muitas das mulheres ligadas a esses homens usarão em seu mundo: em casa, em seus jardins ou em seus passeios (acompanhadas). Elas usarão principalmente o branco sob o sol de Nova Orleans elas vão parecer tão radiantes quanto o algodão sobre a mesa , tanto quanto os homens usam o negro. E enquanto o branco que elas usam demonstra que não são empregadas (a não ser que o branco seja um avental) e denota virtude mais preciosa que a mais cara musselina feita do melhor e mais caro algodão , é no negro dos homens que está o poder. Ele tem gravidade e autoridade.

É com uma certa surpresa que notamos a segurança tranqüila com a qual esses homens vestem preto. Quinhentos anos antes, na Europa, homens vestidos assim de preto poderiam ser monges ou frades: e a mesa radiantemente branca exibiria objetos sagrados. Eles seriam do clero ou enlutados. Mil anos antes, eles certamente estariam de luto e a longa forma branca sobre a mesa seria o corpo, coberto por sua branca mortalha. Eles não estariam, então, sentados tão casualmente; e não seriam apenas homens. Haveria homens e mulheres de preto, sofrendo juntos. Pois se este livro é sobre um sexo e uma cor, é porque a curiosa metamorfose no uso do tecido preto e o poder adquirido pelo preto aconteceu principalmente, e por razões óbvias, na roupa masculina. O preto da roupa feminina manteve, até quase o século XX, a conotação de luto e de penitência. Mesmo quando, no passado, mulheres ricas e poderosas vestiam preto, elas normalmente precisavam do pretexto do luto para fazê-lo. E o que me parece uma questão curiosa e interessante de ser estudada é a maneira como, através dos tempos, o uso dessa cor uma cor sem cor, sem luz, a cor do pesar, da perda, da humilhação da culpa, da vergonha foi adotado pelos homens não como a cor do que eles perderam ou não possuem, mas precisamente como a marca do que eles têm: posição, bens, autoridade. Em outras palavras, o tema envolve mais que as aparências. Ele diz respeito às relações entre as pessoas em sociedade, e entre homens e mulheres, e também à maneira como as pessoas demonstram externamente o que é, de certa forma, o interior “obscuro” das motivações humanas. Há um mistério residual nesse processo: a conexão entre negro e morte não é jamais completamente deixada para trás. Apesar de o preto ter desenvolvido usos ordinários e insípidos, e também elegantes, sempre houve um elemento sinistro recorrente no uso que os homens fazem do preto.

Este é, então, um estudo sobre a cor e as roupas. Que tipo de significado tem o significado das roupas? É evidente que as roupas realmente significam alguma coisa, e prova disso é a dificuldade em imaginar uma roupa que não tenha significado algum. Mesmo a roupa que diz “pouco me importa o que eu visto” diz exatamente isso, ela significa alguma coisa. No entanto, como sugere o último exemplo, é fácil ser vago sobre o que, precisamente, as roupas significam, ou representam, ou sinalizam para nós. De fato, a incerteza é a marca de uma grande parte da ambiciosa generalização sobre a “linguagem das cores”, como no revelador e informal livro de Alison Lurie:

Especialmente no caso de pessoas com um guarda-roupa limitado, um artigo pode ser usado porque é quente, ou impermeável ou bom para cobrir uma roupa de banho molhada da mesma maneira que pessoas com um vocabulário limitado usam “né” ou adjetivos como “legal” o tempo todo.1

Essa conexão entre pobreza verbal e material não é exata nem atraente como se uma pessoa encharcada, por não poder se proteger da chuva, estivesse na mesma situação de alguém que demonstra entusiasmo dizendo “legal!” o tempo todo. E mesmo que Lurie diga, meio de passagem, que “se a vestimenta é uma linguagem, ela deve ter… uma gramática”, a gramática que ela tenta construir é tão incompleta quanto arbitrária. Ela diz que podemos “considerar enfeites e acessórios como adjetivos ou advérbios”, e cita fivelas nos sapatos e botões nos punhos como “modificadores da sentença que é o traje completo”. Mas é difícil entendê-los como advérbios, já que ela não identifica os verbos. Talvez eles possam ser chamados de adjetivos, mas poderiam igualmente ser chamados parênteses, orações subordinadas, interjeições ou pontuações. Um acessório por exemplo, um emblema pode ser importante o suficiente para ser considerado o sujeito da frase.

Poderíamos de fato considerar a cor um adjetivo das roupas, um uso que corresponderia à maneira pela qual nos referimos às cores em palavras. Mas as cores são também comparadas por Lurie ao tom e à altura da voz, o que parece compreensível: a idéia principal é que a cor nas vestimentas não é nem um adjetivo nem um tom de voz. Se as roupas têm uma linguagem, esta não corresponde tão exatamente à linguagem verbal e, por extensão, não pode conter significados da mesma maneira que as palavras.

Se nos dirigirmos a uma lingüística mais sistematicamente científica do vestir, como a proposta por Roland Barthes em O sistema da moda, vemos que é dada muita atenção e análise, precisamente, às diferenças na maneira pela qual roupas e palavras expressam seus significados. Ao colocar a linguagem usada para as roupas os textos de moda ao lado das roupas descritas (ele identifica, jocosamente, a unidade do “vesteme“), Barthes consegue ser exato sobre as maneiras muito diversas nas quais roupas e linguagem se expressam. Assim, enquanto registra as oposições que dão significado às peças de roupa (oposições de peso e leveza, abertura e fechamento, ênfase e neutralidade), ele também registra a diferença principal:

Tudo na linguagem é um sinal, nada é inerte; tudo emite significado, nada o recebe. No código vestuário, a inércia é o estado original… uma saia existe sem significado, antes de significar; o significado que recebe é ao mesmo tempo encantador e evanescente: [os textos de moda] tomam objetos insignificantes e… os investem com um significado, dão a eles a vida de um sinal; podem também retirar deles esta vida, de modo que o significado é como uma graça recebida pelo objeto.2

Em O sistema da moda, a principal preocupação de Barthes é com o significado amplo mas particularmente evanescente como uma graça que é concedida e retirada de “estar na moda” (ele nota que “na moda, negro é uma cor completa”). É possível que em outros contextos possamos achar uma estrutura mais durável dos significados das roupas, como é certamente o caso com qualquer tipo de uniforme, como argumenta Nathan Joseph. Aparentemente, no entanto, o que Barthes chama de “código vestuário” é diferente da maior parte dos códigos por ser, em suas palavras, frágil. Umberto Eco preferiu usar o termo “subcódigo” para definir a maneira pela qual as roupas expressam significado, no sentido de que elas funcionam mediante uma combinação de sugestões e pistas em vez de usar sinais claros e preestabelecidos.3

De fato, a maneira pela qual as roupas “significam” não é semelhante ao significado verbal, mas sim ao significado presumido de uma pessoa que diz “eu sei o que você quer dizer” e então coloca a construção dela, com as palavras dela, sobre as suas palavras. Os “significados” das roupas são “construções” colocadas sobre elas, e não podem ser lidos num dicionário, como o podem os significados verbais. Esses significados baseiam-se na percepção de escolhas específicas (ou na abdicação da escolha) no que diz respeito a tecido, cor, corte, mas há um alto grau de ambigüidade quanto ao objetivo dessas escolhas. Além disso, qualquer significado na roupa será corroborado ou modificado pela postura e movimento do corpo dentro dela. Existe uma inescapável “multivalência” no vestir: e isso é especialmente verdadeiro em relação ao “significado” das cores, que são facilmente mal interpretadas como no caso da cor vermelha. Ela é politicamente ativa, ou sexualmente convidativa, ou simplesmente alegre, ou talvez zangada?

Isso quer dizer que um estudo de como as roupas funcionam como sinais deve levar em conta o modo como os sinais funcionam como sinais, não somente por meio de códigos preestabelecidos (como no caso de um farol vermelho ou verde), mas também por meio de associações históricas indeterminadas (como no caso das várias espécies de setas de direção um sinal sem contra-sinal trazendo nelas a memória de flechas e lanças reais), e também pelo sistema consciente ou inconsciente de gestos. Voluntários ou involuntários, os gestos podem ser lidos pelos outros como sinais quer tenham ou não essa intenção (como ruborizar, por exemplo). Assim, insegurança, nervosismo, uma origem social modesta podem ser percebidos no vestir sem serem sinais intencionais; nas roupas de um anfitrião cortês, por exemplo, a combinação de cores, cada uma com sua ambigüidade, pode enviar ao mesmo tempo uma variedade de sinais, todos demonstrando atenção por parte de quem as veste. As ambigüidades, brincadeiras e equívocos do vestir são tão sutis e múltiplos que uma ciência capaz de explicá-los precisaria ser uma ciência da implicação contraditória inferida e não uma semiótica de códigos claros. Comentaristas especializados na área da semiótica, como Susan Kaiser, diferenciaram vários níveis de comunicação das roupas, traçando, em um extremo, “os mais complexos tipos de mensagem da aparência plenos de ambigüidade, emoção, expressão”.4 Mais do que uma lingüística do vestir, há momentos em que queremos uma poética do vestir.

Notas:
1 Alison Lurie, The Language of Clothes (London, 1982, p.5).
2 Roland Barthes, The Fashion System, tradução em inglês Matthew Ward e Richard Howard (New York, 1983, p.64-5) [O sistema da moda, Edições 70, 1999].
3 The Fashion System (p.173). Nathan Joseph, Uniforms and Nonuniforms: Communication Through Clothing (New York, 1986). Para uma listagem de diferentes “leituras” do vestir, ver Michael R. Solomon (Ed.) The Psychology of Fashion (Toronto, 1985); o “subcódigo” de Eco (A Theory of Semiotics, Bloomington, IN, 1979) é discutido por Fred Davis, “Clothing and Fashion as Communication” em Solomon, Psychology of Fashion (p.15-27).
4 Susan B. Kaiser, “The Semiotics of Clothing: Linking Structural Analysis and Social Process”, em The Semiotic Web 1989 (New York, 1990), de Thomas A. Sebeok e Jean Umiker Sebeok (Ed.) (p.616).

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