Sidarta, de Hesse

Quando comecei a trabalhar no Departamento de Zoologia da USP, sobrava uns minguados no orçamento e, então, eu comecei a comprar unidades de uma belíssima e cuidadosa coleção da Editora Record chamada Prêmio Nobel de Literatura, via reembolso postal. Todo mês eu corria para os Correios ansioso para buscar aquele livro de capa dura, bom papel, boa diagramação, boas ilustrações, enfim, um luxo para a época.

Entre tantos “nobéis” poetas, cientistas e demais doutores das letras que ganharam, até aquela época, o prêmio de literatura, um que me marcou profundamente a leitura foi Sidarta do Hermann Hesse. Inspirado na obra de Hesse cheguei a tentar rascunhar pequenos versos e prosas. Até hoje tenho pequenos lapsos de lembrança de passagens do livro. Infelizmente, por motivos vários, aos poucos a coleção foi sendo desfeita e, incrível, hoje não tenho nenhum exemplar comigo!

Assim como o Krisnamurti, o Sidarta de Hesse me marcou e mesmo sabendo que o “ideal” da leitura dele fosse O Lobo da estepe (que eu recusei leitura por longos anos) precisarei chegar ao NIRVANA…

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