Autor: Gilberto da Silva

Eu, Gilberto da Silva sou graduado em jornalismo pela FIAM e em sociologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Nasci em Assis (SP) de depois de uma rápida passagem por Paraguaçu Paulista fui para Cambará (PR) onde fiquei até o 1972. Após curta temporada em Sorocaba acabei em São Paulo em 1973. Sou mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero e é lá que ainda frequento como pesquisador do grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo na linha de pesquisa A Teoria Crítica e a Comunicação na Sociedade do Espetáculo. Criei no ano 2000 o site Revista Partes (www.partes.com.br) que toco até hoje. Escrevo, às vezes com raiva, às vezes com medo tudo que posso: notícias, histórias inventadas, poesias, resenhas, artigos em geral e assim vou tocando em frente...

Barbosa, a Justiça que nunca chegou

 

Por Gilberto da Silva

Maior goleiro dos anos 1940 e titular da seleção brasileira por um longo período, Barbosa tinha tudo para ser glorificado e eternizado como um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro, não fora um fatídico acidente na tarde de 16 de julho de 1950 ao ser responsabilizado pelo gol do uruguaio Ghiggia, aos 34min da etapa final, selando o 2 a 1 para a equipe celeste. No final, já que não contavam com este resultado, os organizadores “esqueceram” de entregar o trofeu para o time campeão; após pequena confusão, Jules Rimet entregou a taça para o capitão uruguaio Obdulio Varela. A cruz da derrota quem carregou para sempre foi Barbosa.

Mas quem foi Barbosa? Moacyr Barbosa nasceu em 27 de março de 1921, em Campinas, e morreu em 07 de abril de 2000, aos 79 anos em Praia Grande, litoral do estado de São Paulo. No Cemitério Morada da Planície estão seus restos mortais onde descansa ao lado da cunhada e da esposa.

Após o fracasso no Maracanã, Barbosa foi morar em Ramos, no subúrbio do Rio de Janeiro, morava na Rua João Romarez. A maioria dos amigos o abandonou. Voltou atuar uma vez, três anos mais tarde pela seleção brasileira contra o Equador, no Peru. Em 1960 deixou o Vasco da Gama e encerrou sua carreira aos 42 anos atuando pelo Campo Grande (Rio)(onde teve uma pequena passagem como treinador), e se tornou funcionário do Maracanã (Suderj).

Barbosa muito moço veio trabalhar em São Paulo em um laboratório farmacêutico com o nome de LPB, e lá defendeu a equipe do laboratório se destacando como goleiro, “o CAY que detinha grande equipes de futebol na época, possuía alguns olheiros garimpando a várzea a procura de talentos, e assim Barbosa foi convidado a treinar no CAY, em pouco tempo destacou-se pela sua grande performance no gol, e em um amistoso contra o Taubaté, ele defendeu nesta partida 3 pênaltis. Logo em seguida foi contratado como goleiro profissional pelo então presidente Carlos Jafet, ardoroso Ypiranguista que investia muito no futebol profissional do CAY. Barbosa ficou pouco mais de 2 anos, e foi contratado pelo Vasco da Gama em 1948, e lá seguiu sua trajetória sendo convocado como titular na Copa de 50. No CAY, jogou com grandes jogadores tais como Silas, Bibe, Liminha e Reinaldo Zamai”, relata com exclusividade para nossa reportagem, Roberto Nappi, ex-meiocampista do Corinthians e dirigente do CAY – Clube Atlético Ypiranga.

 

Quem é o CAY

Após sua aposentadoria a vida de Barbosa começou a ficar mais difícil e necessitou da ajuda dos amigos e dos clubes que atuou. Nappi, ex-presidente do CAY declara que, na verdade, quem sempre ajudou o ex-goleiro foi o CAY, e não o Vasco da Gama e que o calvário de Barbosa começou quando a cunhada e a esposa morreram e ele ficou sem lugar para morar.

 

Homenagem

Uma homenagem com o intuito de arrecadar fundos para auxiliar Barbosa foi gestada em São Paulo. “Com a colaboração e auxilio de algumas pessoas de Praia Grande conseguimos manter Barbosa em um apartamento alugado, e a partir daí me ocorreu a ideia de fazer algo melhor por ele, graças a Agnaldo Timóteo, fervoroso fã de Barbosa, pude explicar a ele nossa intenção em fazer show no CAY em homenagem a ele. A renda seria destinada para comprar um apartamento em nome da associação de atletas profissionais, e no caso de falecimento de Barbosa seria destinado a outro atleta em dificuldade. Arrecadamos aproximadamente R$ 12.000,00 (doze mil reais) que foram depositados na conta do Barbosa no banco Itaú, e ficamos na promessa de realizar outro show, para arrecadar todo numerário para compra do imóvel!, declara Nappi.

Roberto Nappi

Nessa mesma época, Nappi e alguns amigos organizaram a realização de uma partida de futebol entre veteranos da seleção Paulista e amigos de Barbosa, tudo isto foi registrado pela TV Cultura que deu ampla cobertura ao evento, e que proporcionou uma grande alegria a Barbosa. Tentaram organizar um segundo show com Agnaldo Timóteo, mas Barbosa faleceu logo em seguida interrompendo a empreitada.

A dor irreparável
Responsabilizado pela derrota e condenado pela opinião pública, poucos estenderam as mãos para ajuda-lo. “Conheci pessoalmente Barbosa em 1990, naquela ocasião o CAY inaugurou uma arquibancada no campo de futebol, e convidou vários atletas para a solenidade, como eu era vice-presidente do clube fui incumbido de assessorar Barbosa, que chegou na sexta-feira. Fizemos grande recepção a ele. O evento de inauguração estava previsto para o sábado, houve uma afinidade muito grande entre nós e a partir daí grande amizade, pois nos comunicava-nos semanalmente, já que Barbosa havia vendido loja de artigos de pesca e enfrentando grande dificuldade, e estava vivendo da aposentadoria paga pela Suderj, empresa que administrava o Maracanã. Barbosa estava muito desgostoso com dirigentes do Vasco da Gama”, Nappi não se cansa de dar detalhes sobre a vida de Barbosa e do martírio vivido pelo craque.

O sonho de Barbosa era ser enterrado ao lado de sua esposa Dona Clotilde, “fato este que foi respeitado e ele foi enterrado no cemitério de Praia Grande ao lado da esposa. Dois anos atrás estive tentando exumá-lo e trazê-lo para São Paulo, e em decorrência disto deram a Barbosa uma campa definitiva, justificando ser uma atração turística” disse Nappi.

 

Barbosa sobreviveu galhardamente lutando contra o preconceito e superando as adversidades após o grande desastre do Maracanã, pois conseguiu “mesmo depois da Copa de 50 ser campeão de vários títulos disputado pelo Vasco da Gama, clube que ele defendeu por 20 anos, sendo exemplo de atleta pela sua postura simpática, cativante e sempre amigável, principalmente para os jogadores iniciantes na carreira, enfim embora com o estigma de perdedor da copa, ele conseguiu ajudar muitos colegas de profissão em busca do sucesso. Barbosa foi um símbolo para o futebol brasileiro.” conclui Roberto Nappi.

 

 

 

Barbosa, Roberto Nappi e Aguinaldo Timóteo no dia da homenagem no CAY

 

 

 

Para Roberto Nappi, Barbosa teve como importância para o futebol brasileiro, como um atleta que galhardamente soube superar o grande desastre do Maracanã Barbosa teve como importância para o futebol brasileiro,como um atleta que galhardamente soube superar o grande desastre do Maracanã, pois conseguiu mesmo depois da copa de 50 ser campeão de vários títulos disputado pelo Vasco da gama clube que ele defendeu por 20 anos, sendo exemplo de atleta pela sua postura simpática, cativante e sempre amigável, principalmente para os Jogadores iniciantes na carreira de jogador, enfim embora com o estigma de perdedor da copa, ele conseguiu ajudar muitos colegas de profissão em busca Do  sucesso, enfim Barbosa foi um símbolo para o futebol brasileiro.

Barbosa que originariamente nasceu em Campinas, muito moço veio trabalhar em S.Paulo em um laboratório farmacêutico com o nome de LPB, e lá defendeu a equipe do laboratório se destacando como goleiro, o CAY que detinha grande equipes de futebol na época, possuía alguns olheiros garimpando a várzea a procura de talentos , e assim Barbosa foi convidado a treinar no CAY, em pouco tempo destacou-se pela

Sua grande performance no gol, e em um amistoso contra o Taubaté, ele defendeu nesta partida 3 pênaltis, e logo em seguida foi contratado como goleiro profissional pelo então presidente  Carlos Jafet, ardoroso Ypiranguista que investia muito no futebol profissional do CAY, Barbosa ficou pouco mais de 2 anos, e foi contratado pelo Vasco da Gama em 1948, e lá seguiu sua trajetória sendo convocado como titular na copa de 50. No CAY jogou com grandes jogadores tais como Silas , Bibe, Liminha e Reinaldo Zamai.

Conheci pessoalmente Barbosa em  1990, pois naquela ocasião  o CAY inaugurou uma arquibancada no campo de futebol, e convidou vários atletas par tal solenidade, como eu era vice-presidente do clube fui imcubido  de assessorar Barbosa que chegou  na sexta-feira, onde fizemos grande recepção a ele, e o evento de inauguração estava previsto para o sábado, houve uma afinidade muito grande entre nós e a partir daí grande amizade, pois nos comunicava-nos  semanalmente, já que Barbosa havia vendido loja de artigos de pesca e enfrentando grande dificuldade, pois vivia de aposentadoria pela Suderg empresa que administra o Maracanã , muito desgostoso inclusive com dirigentes do Vasco da Gama, houve oportunidade de vir morar na Praia grande em apto de sobrinho, onde passou a morar com sua cunhada e esposa Dna,.Clotilde (irmã de Sapólio e Sapolinho) dupla de zaga do CAY., e ai passamos a conviver mais com Barbosa dando apoio necessário a ele , entretanto em prazo curto de tempo faleceram cunhada e esposa, deixando Barbosa sem ter onde morar, graças colaboração e auxilio de algumas pessoas de Praia Grande conseguimos manter Barbosa em um apto. alugado, e a partir daí me ocorreu a ideia de fazer algo melhor por ele, graças a Agnaldo Timóteo  fervoroso fan de Barbosa , pude explicar a ele nossa intenção em fazer show no CAY em homenagem a ele e a renda seria destinada a compra de um apto em nome de associação de atletas profissionais, e no caso de falecimento de Barbosa seria destinado a outro atleta em dificuldade.Fato este que ocorreu onde arrecadamos aproximadamente R$ 12.000,00 (dose mil reais) que foram depositados na conta do Barbosa no banco Itaú, e na promessa de outro show, para arrecadarmos todo numerário para compra de tal apto., nesta mesma época fizemos uma partida de futebol entre veteranos da seleção Paulista e amigos de Barbosa, tudo isto registrado pela Tv. Cultura que deu ampla cobertura ao evento, o que trouxe grande alegria a Barbosa, e novamente o recolou na mídia, entretanto  não conseguimos realizar este segundo show com Agnaldo Timóteo, pois tivemos a morte do grande ídolo Barbosa, cujo sonho era ser enterrado ao lado de sua esposa Dna. Clotilde, fato este que foi respeitado e ele foi enterrado no cemitério de Praia Grande ao  lado da esposa. A dois anos estive tentando exumá-lo e trazê-lo  para S.Paulo,, e em decorrência disto deram a Barbosa uma campa definitiva, justificando ser uma atração turística, e assim Barbosa será nosso craque eternamente.

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Conheça o seu imimigo

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.” Sun Tzu in A Arte da Guerra

No belo livro Os Caminhos de Mandela, o jornalista Richard Stengel mostra que o líder sulafricano, lutador amador de boxe, aprendeu com seu treinador, Skipper Molotsi, a importância de conhecer seu adversário e compreendeu que precisava fazer isso na arena política também. Quando estava na prisão, começou a estudar livros de gramática africâner e era caçoado pelos seus companheiros por aprender a língua do opressor, dos brancos. Stengel perguntou a Mandela que razões ele tinha para isso, e ele respondeu: “Bem, é óbvio, porque, como uma figura pública, vocês quer conhecer as duas línguas principais do país, e o africâner é uma língua importante, falada pela maioria da população branca do país e pela maioria das pessoas de cor, e é uma desvantagem não conhecê-la. Quando você fala africâner, entende, vai direto ao coração deles”.

Para Mandela, conhecer o inimigo não era apenas uma tática, mas um ato de empatia.

E quando você conquista seu inimigo, ele disse, nunca se vanglorie disso. Não os humilhe sob nenhuma circunstância. Deixe-os, na verdade, salvar as aparências. E então você terá transformado seu inimigo em seu amigo.

 

Ao homem sábio são mais úteis os seus inimigos do que ao tolo os seus amigos.

Baltasar Gracián y Morales

 

Padre José Maurício Nunes Garcia. O sacerdote. O compositor. O regente. O professor. O mestiço

250 anos do padre José Mauricio Nunes Garcia – Ludovica

 

O padre José Maurício Nunes Garcia nasceu no Rio de Janeiro, em 22 de setembro de 1767. Filho de mestiços, Apolinário Nunes Garcia, um alfaiate, e Victória Maria da Cruz, uma filha de escravos.

Da certidão do Batismo de José Maurício, que se realizou na Igreja de Nossa Senhora  do Rosário.
“Aos vinte dias do mez de Outubro de mil settecentos  e sessenta e sette annos nesta Cathedral, baptisei, e puz os Santos Óleos o Reverendo
Coadjutor Mario C. Fernandes de Castro  à Joze  filho legitimo de  Appolinario Nunes baptisado na  Ilha do Governador,  e sua mulher Victoria Maria  da Cruz baptizada em  Minas…  Rio de  Janeiro, aos  vinte e sette  dias do mez de Junho de mil oito centos e nove annos.”

O padre foi um dos maiores compositores das Américas, de seu tempo.

De origem humilde, aos seis anos ele perde o pai e passa a ser criado pela mãe com o auxílio da tia. Estudou teoria musical com o maestro Salvador José e, durante dois anos, foi aluno do poeta Silva Alvarenga.

Aos 16 anos, compõe sua primeira obra, uma antífona para a Catedral e Sé do Rio de Janeiro: Tota pulcra es Maria (1783).

Aos 17 anos, assina a ata de fundação da Irmandade de Santa Cecília, como professor de música.

Em 1790, obteve notoriedade no Rio de Janeiro com uma obra instrumental: Sinfonia Fúnebre.

Em 1791, solicita ordenação ao sacerdócio. Em 1792, o músico negro é ordenado padre, e em 1798 torna-se mestre de capela da Sé. O posto de mestre era o mais importante para um músico no Brasil Colônia. O período entre 1808 e 1811 foi o mais produtivo de Nunes, ele compôs cerca de setenta obras.

No ano de 1826, no ápice da sua criação,  realizou sua última composição, a Missa de Santa Cecília, encomendada pela Irmandade de Santa Cecília.

O padre José Maurício faleceu em 18 de abril de 1830. Vítima de seu tempo, da sua origem, da sua cor.

 

 

Entenda o desmanche do setor de saneamento no país

O setor de saneamento básico no país se vê diante de um grave ataque, após anúncio do governo federal de uma Medida Provisória, que visa modificar a Legislação Nacional de Saneamento Básico – Lei 11.445/2007. Entidades realizam o Seminário Nacional – “Garantir à Água como Direito e não Mercadoria”

O governo golpista de Michel Temer não tem medido esforços no sentido de avançar no processo de privatização de todos os serviços e empresas públicas. Seu objetivo a atender a agenda privatista imposta pelo capital nacional e internacional.

No setor do saneamento, na primeira tentativa, o governo designou como principal articulador do processo de privatização o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, que contratou consórcios de empresas para procederem à modelagem da privatização dos serviços públicos de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, para aqueles Estados que aderiram ao Programa de Parcerias e Investimentos – PPI (Lei 13.334, de 13 de setembro de 2016).

Como viram que a legislação do saneamento (Lei 11.445/07), traz uma série de entraves para que esse processo de consolide, resolveu alterar a lei numa “canetada”.

Num breve resumo pretendem, os defensores da privatização, acabar com o Contrato de Programa, instrumento que possibilita que um município possa contratar, através da gestão associada, uma empresa pública para a prestação dos serviços de saneamento básico. Além disso, a MP define que, a partir da sua aprovação, passa a ser necessário a edição de uma Proposta de Manifestação de Interesse – PMI, dirigida às empresas privadas, ou seja, os municípios terão que oferecer primeiro ao privado a operação daquele serviço, caso não haja interesse, aí sim o município poderá celebrar contrato com a empresa pública.

O presidente da FNU, Pedro Blois, reafirma que, “caso essa proposta siga adiante, o setor privado deverá manifestar interesse naquelas cidades onde a possibilidade de lucro maior seja garantido, os municípios não rentáveis continuariam com o poder público. Isso significaria um total desequilíbrio no saneamento básico, já que, o mecanismo de subsídio cruzado é o garante as condições para a prestação dos serviços”.

 

 

PROGRAMAÇÃO
Seminário Nacional – “Garantir à Água como Direito e não Mercadoria”
22/11/2017   – das 13h30 às 19h
Câmara dos Deputados – Brasília
Plenário 2 – Anexo II

Mesa de Abertura: Silvano Silvério da Costa(FAMA/DF) e Deputado Federal Paulo Teixeira -PT-SP(CDU)

Painel I: Os Conflitos pela Água
Mesa 1
: Desafios da disputa pela Água no campo
Coordenação:  Eduardo Luiz Zen – Movimento dos Atingidos por Barragens
Expositor: Gislei  MST ( a confirmar )

Mesa 2: Água e soberania popular
Coordenação:  Érica Ramos Andrade – Consulta Popular
Expositor: Iury Chaves P.Bezerra – Movimento dos Atingidos por Barragens ( MAB)

Painel II: Estratégia do capital sobre os bens naturais
Mesa 3
: A luta contra a privatização do saneamento básico
Coordenação:  Eliene Otaviano da Rocha – Coord. Frente Nacional pelo Saneamento ambiental ( FNSA)
Expositor:  Marcos Helano Montenegro – Secretário Geral da Assoc.Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental-ABES/DF

Mesa 4: Água como direito e não mercadoria
Coordenação: Washinton Fraga Guimarães- Diretor do Sind.dos Urbanitários-Goiás( STIEGO)
Expositor: Tatiana  Santana Timóteo Pereira – Vice Presidente da ABES/DF

Painel III: O Fórum Alternativo Mundial da Água – FAMA – como instrumento de luta
Coordenação: Amélia Fernandes – Diretora da Confederação Nacional dos Urbanitários ( CNU)
Expositor:  Fábio Giori Smarçaro – Secretário Nacional de Saneamento – FNU

PROGRAMAÇÃO
Reunião do Coletivo Nacional de Saneamento
Local: STIU-DF Sindicato dos Urbanitários no DF
Endereço: SCS QD 06 BLOCO A 7ª andar
Condomínio Ed Arnaldo Dumont Villares – Brasília

23 de novembro
. Mesa de Abertura
: Pedro Blois – Explicação sobre a atividade e dinâmica proposta para os dois dias
Coordenação da Mesa: Fabio Giori – Secretário Nacional de Saneamento da FNU
Exposição sobre a proposta de MP: Abelardo Oliveira – Engenheiro da Embasa

. Debate com base na exposição e Informe dos Estados

24 de novembro
. Debate sobre o Plano de Lutas
: Coordenação: Eliene Otaviano da Rocha – Coordenadora da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental e Pedro Romildo – Secretário de Saneamento da CNU
. Apresentação e aprovação do Plano de Lutas

Cachaça, a verdadeira preferência nacional

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Dona de muitos nomes, ainda estigmatizada em sua própria terra, para muitos não é uma boa ideia, mas, também há admiradores espalhados por todo o Brasil. Com moderação e cautela é possível tomar um bom gole da “marvada”. Invenção dos tempos da colonização portuguesa no Brasil, nos antigos engenhos de açúcar, o refugo da produção era dado aos animais e aos escravos.

Os escravos, às vezes, deixavam a borra de melaço fermentar por alguns dias, criando assim a primitiva cachaça.

As marcas em todo país

Entre as cachaças de renome nacional podemos citar a Havana, produzida em Salinas, dita como hors-concurs, ela é a preferida de pelo menos oito entre dez apreciadores. A Salineira, da mesma cidade, é outra que merece destaque. Pedra Azul e Montes Claros, também em Minas Gerais, são municípios com tradição e boas marcas. Além disso, no Nordeste, no Sudeste e no Centro-Oeste não é difícil encontrar produtos de boa qualidade. No Paraná destaca-se a Reserva do Patrão

Em Águas de Lindóia também é produzida uma das melhores pingas de São Paulo, a do engenho Barreiro, na pequena Cabreúva se produz também excelentes aguardentes.

 

Marca centenária, a Ypioca existe há 156 anos

Com a situação financeira abalada, o agricultor português radicado em Recife, Dario Telles de Menezes utilizou um pequeno alambique de cerâmica que havia trazido do Velho Continente. Com a enxada, abriu covas na terra e deu início ao primeiro plantio de cana-de-açúcar da região. Nascia a Cachaça Ypioca.

São produzidos anualmente 80 milhões de litros resultantes de cana plantada em 3 mil hectares. A empresa emprega 2.400 pessoas e gera outros 7 mil empregos indiretos. São os homens e mulheres que fazem a cobertura de palha que envolve as garrafas da Ypioca. Pouco mais de 5% da produção é exportada, com o incentivo à exportação a meta é chegar a 30%. É exportada para diversos países da Ásia, Europa e também para os Estados Unidos.

A Ypioca recicla 100% dos subprodutos de suas indústrias.

Cachaça para estimular as exportações

Considerada a terceira bebida destilada mais consumida no mundo, pois ela só perde para a vodka, e para o soju (bebida coreana bastante difundida no oriente), a pinga é praticamente consumida só no Brasil.

A ideia agora é incentivar as exportações, ensinar os outros países a beber a caninha, identificando-a como produto genuinamente nacional.

 

 

Uma bala explosiva!

Lá vai uma receita de bala para cachaceiro nenhum botar defeito, faça …

Ingredientes:

1 quilo de açúcar refinado

2 copos de pinga

2 copos de água

2 pacotes de gelatina sem sabor

1 pacote de gelatina vermelha

Modo de preparar

Dissolver as gelatinas nos dois copos de água quente. Em seguida colocar a pinga e açúcar, mexer bem.

Colocar no fogo (mas não apague a chama). Volte novamente para o fogo e faça a mesma coisa até levantar fervura três vezes. Retire do fogo, coloque em uma assadeira e leve à geladeira.

No dia seguinte, corte em cubos e passe no açúcar. Sirva!

Pequena história da cachaça

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O jornalista Rômulo Almeida é conhecido como um grande especialista no assunto e é dele esta pequena história da cachaça:

Os egípcios antigos dão o primeiro sinal. Curam várias moléstias, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado.

Os gregos registram o processo de obtenção da ácqua ardens. A Água que pega fogo – água ardente, aparece nos registros do Tratado da Ciência escrito por Plínio, o velho, que viveu entre os anos 23 e 79 depois de Cristo. Ele conta que apanha o vapor da resina de cedro, do bico de uma chaleira, com um pedaço de lã. Torcendo o tecido obtem-se o Al kuhu.

A água ardente vai para as mãos dos Alquimistas que atribuem a ela propriedades místico-medicinais. Se transforma em água da vida. A Eau de Vie é receitada como elixir da longevidade.

A aguardente então vai para da Europa para o Oriente Médio, pela força da expansão do Império Romano. São os árabes que descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje. Eles não usam a palavra Al kuhu e sim Al raga, originando o nome da mais popular aguardente da Península Sul da Ásia: Arak. Uma aguardente misturada com licores de anis e degustada com água.

A tecnologia de produção espalha-se pelo velho e novo mundo. Na Itália, o destilado de uva fica conhecido como Grappa. Em terras Germânicas, se destila a partir da cereja, o kirsch. Na Escócia fica popular o Whisky, destilado da cevada sacarificada.

No extremo Oriente, a aguardente serve para esquentar o frio das populações que não fabricam o Vinho de Uva. Na Rússia a Vodka, de centeio. Na China e Japão, o Sakê, de arroz.

Portugal também absorve a tecnologia dos árabes e destila a partir do bagaço de uva, a Bagaceira.

Os portugueses, motivados pelas conquistas espanholas no Novo Mundo, lançam-se ao mar. Na vontade da exploração e na tentativa de tomar posse das terras descobertas no lado oeste do Tratado de Tordesilhas, Portugal traz ao Brasil a Cana de Açúcar, vindas do sul da Ásia. Assim surgem na nova colônia portuguesa, os primeiros núcleos de povoamento e agricultura.

Os primeiros colonizadores que vieram para o Brasil, apreciavam a Bagaceira Portuguesa e o Vinho d’Oporto. Assim como a alimentação, toda a bebida era trazida da Corte.

Num engenho da Capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana de açúcar – Garapa Azeda, que fica ao relento em cochos de madeiras para os animais, vinda dos tachos de rapadura. É uma bebida limpa, em comparação com o Cauim – vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho, acredita-se. Os Senhores de Engenho passam a servir o tal caldo, denominado Cagaça, para os escravos. Daí é um pulo para destilar a Cagaça, nascendo aí a Cachaça.

Dos meados do Século XVI até metade do Século XVII as “casas de cozer méis“, como está registrado, se multiplicam nos engenhos. A Cachaça torna-se moeda corrente para compra de escravos na África. Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a Cachaça.

A descoberta de ouro nas Minas Gerais, traz uma grande população, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A Cachaça ameniza a temperatura.

Incomodada com a queda do comércio da Bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe várias vezes a produção, comercialização e até o consumo da Cachaça.

Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado. Em 1756 a Aguardente de Cana de Açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755.

Para a Cachaça são criados vários impostos conhecidos como subsídios, como o literário, para manter as faculdades da Corte.

Como símbolo dos Ideais de Liberdade, a Cachaça percorre as bocas dos Inconfidentes e da população que apoia a Conjuração Mineira. A Aguardente da Terra se transforma no símbolo de resistência à dominação portuguesa.

Com o passar dos tempos melhoram-se as técnicas de produção. A Cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas – o famoso Quentão.

No século passado instala-se, com a economia cafeeira, a abolição da escravatura e o início da república, um grande e largo preconceito a tudo que fosse relativo ao Brasil. A moda é européia.

Em 1922, a Semana da Arte Moderna, vem resgatar a brasilidade nos campos literário e das artes plásticas. No decorrer do nosso século, o samba é resgatado. Vira o carnaval. Nestas últimas décadas a feijoada é valorizada como comida brasileira especial. A Cachaça ainda tenta desfazer preconceitos e continuar no caminho da apuração de sua qualidade.

Hoje, várias marcas de alta qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo.

Vida e obra de Leon Trotsky

 

Em 7 de novembro de 1879, nascia o intelectual e revolucionário bolchevique León Trotsky

Nascido em família de origem judaica, Lev Davidovich Bronstein, que mais tarde assumiria o nome de guerra de Leon Trotsky, foi um intelectual marxista e revolucionário bolchevique, organizador do Exército Vermelho e rival de Stalin na tomada do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) à morte de Lenin.

No final de 1917, os bolcheviques, liderados por Lênin e Trotsky, deram um golpe de Estado e derrubaram o governo provisório, dando início ao que chamavam de “ditadura do proletariado” e criando uma República Soviética da Rússia.

Em 1923 aprofundou-se a cisão entre ele e seu companheiro de partido Stalin, provocada pela ascendência deste na crescente burocracia partidária e por divergências políticas relacionadas aos rumos da revolução. Trotsky propugnava a expansão da revolução por outros países, enquanto Stalin formulava a doutrina do socialismo em um país único. Com a morte de Lênin, em 21 de janeiro de 1924, começou a corrida pela sucessão. No Comitê Central do Partido Bolchevique, iniciou-se o processo de calúnia e difamação de Trotsky promovido por Stalin e seus principais aliados de ocasião. Em 1925 Trotsky foi proibido de falar em público e em 1929 foi banido da União Soviética.

Exílio, affair e morte

Ficou no exílio na Turquia até 1933, na França até 1935 e depois na Noruega até 1937. Finalmente, foi para o México com sua segunda esposa, Natalia Sedova, no dia 9 de janeiro de 1937, a convite do muralista Diego Rivera, marido de Frida Kahlo. No méxico, Trotsky teve um romance, nem tão secreto, com Frida Kahlo, que ainda se recuperava das muitas traições de Diego. Ele mandou cartas de amor para Frida dentro dos livros que a emprestou e deixou para trás o auto retrato que Frida dedicou à ele: “Between the Curtains”. Na pintura, Frida está segurando uma carta que diz, “Para Trotsky, com muito carinho, eu dedico está pintura. 7 de Novembro de 1937. Frida Kahlo, São Miguel, México.”. Sete de novembro é o dia de aniversário de Trotsky.

 

Ele nunca deixou de lado o ativismo político, em 1938, escreveu o panfleto “Programa de Transição”, que é o programa de fundação da 4a Internacional Comunista. Stalin, porém, considerava a militância de Trotsky uma ameaça real a sua hegemonia sob o movimento comunista internacional. Assim, infiltrou um agente na residência mexicana de Trotsky, Ramón Mercader, que o matou a golpes de picareta em 1940. Mercader jamais assumiu ter agido a mando de Stalin.

Leia a obra do autor e suas biografias disponíveis no acervo da Estante Virtual:


Diário do Exílio – Leon Trotski

Entre os anos 1934 e 1935, quando a Segunda Guerra Mundial se iniciava, Trotsky escreveu seu Diário do Exílio em três cadernos escolares. Neste diário, Trotsky faz comentários clarividentes de acontecimentos futuros e fala também de sua situação pessoal.

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Clique na imagem e confira na Estante Virtual

Stalin – Leon Trotski

Neste livro Trotsky retoma a luta contra a teoria de Stalin-Bukharin do “socialismo em um só país”, que visava transformar a III Internacional em uma agência de defesa da URSS. Ao mesmo tempo, sintetiza as batalhas travadas pela Oposição de Esquerda entre 1923 e 1928. Os textos de Trotsky compõe uma poderosa síntese dessa luta teórica, programática, política e metodológica.

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Trotsky Exilio e Assassinato de um Revolucionario – Bertrand M. Patenaud

Baseado em vasta pesquisa original e com impressionante força narrativa, Bertrand M. Patenaude apresenta a trágica e fascinante biografia de Leon Trótski, tendo como ponto de partida seu exílio no México, entre 1937 e 1940, quando é assassinado. O autor entrelaça a história dos últimos anos de vida de Trótski com flashbacks de episódios cruciais de sua carreira como jovem marxista, herói revolucionário, chefe do Exército Vermelho, líder bolchevique, proscrito da URSS de Stálin e finalmente herege do Kremlin, marcado para morrer pela polícia secreta do regime. Valendo-se da correspondência privada e dos diários de Trótski, bem como de testemunhos de seus guarda-costas e secretários e arquivos da KGB, Patenaude detalha as tumultuadas relações do líder revolucionário com o casal de pintores Diego Rivera e Frida Kahlo – que incluíram um caso amoroso com Frida – e sobre o tormento que viveu enquanto sua família e camaradas eram vítimas do Grande Terror promovido pelo stalinismo.

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O Imperialismo e a Crise da Economia Mundial – Leon Trotsky

Nessa coletânea de textos, trotsky analisa a economia mundial sob dois aspectos fundamentais: sob o impacto da crise de 1929, e sob a reorganização política dos países imperialistas e das classes sociais nas décadas do entre-guerras. Retira dessas análises conclusões fundamentais para o método marxista aplicado à economia.

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A Revolução Desfigurada – Leon Trotsky

A obra retrata as fases da luta de seis anos da facção dirigente da URSS contra a Oposição de Esquerda e particularmente contra Trotsky. Grande parte do livro é consagrada à refutação das acusações contra o autor. A primeira parte apresenta uma carta de Trotsky ao Instituto Histórico do Partido e da Revolução de Outubro. A segunda parte compõem-se de quatro discursos pronunciados por Trotsky perante as mais altas instâncias do Partido, de junho a outubro de 1927, período da mais intensa luta ideológica entre a Oposição e a facção de Stalin. Por fim, um pequeno panfleto escrito no exílio em Alma-Ata, em 1928, em resposta a uma carta de admoestação de um adversário. Este documento dá ao livro a conclusão necessária, iniciando o leitor na apreciação do último estágio da luta que precedeu diretamente o banimento do autor.

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A História da Revolução Russa – Leon Trotsky

Trotsky escreve sobre a revolução da sua vida unindo a serenidade do historiador que deve esclarecer o que aconteceu, com a lucidez do teórico que precisa explicar porque aconteceu, sem camuflar o compromisso do militante que esteve na primeira linha de acontecimentos que mudaram os destinos do século 20. Das linhas desta obra imperdível surge a conclusão que a revolução russa não foi prematura, mas atrasada. As sociedades não se transformam na medida em que a mudança é necessária. As mudanças em condições políticas reacionárias, como eram as da Rússia sob o Tsar depois da derrota da revolução de 1905, por mais necessárias que sejam, parecem por anos e anos como impossíveis. Surgem como extravagâncias de visionários. Toda ordem político-social se apoiou, portanto, no extremo conservadorismo das sociedades humanas. Os tempos da política estão sempre atrasados em relação aos tempos da história. Um atraso maior ou menor separa o momento em que o agravamento da crise histórica se manifesta, do momento em que as forças sociais em luta estão dispostas a medir forças, e chega a hora da revolução.

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Entre na nova tendência da Moda Medieval

Por Gilberto da Silva

Já que estamos caminhando a passos largos de volta para a Idade Média, nada melhor do que ir, de pronto, e bem preparado para a moda. Para quem ainda não sabe, ou não se lembra a Idade Média, ou a denominada Era Medieval, foi um período da História Europeia que durou do século IV ao século XV. Afinal, retroceder sim, mas com estilo, não é Denner? Não consultei meus amigos estilistas, mas segue aqui uma pequena seleção de estilos para homens e mulheres. As roupas variam de séculos para séculos, “seculorum”, e também depende da classe social ou hierarquia de poder: imperadores e religiosos vestiam-se com mais suntuosidade.  Escolha seu modelito, peça esta que você pode comprar após pesquisas na internet e vá fundo de volta ao passado. Os milenaristas te agradecem!

 

Tirania, tiranias, tirânicos

SONETO LXV
Se a morte predomina na bravura
Do bronze, pedra, terra e imenso mar,
Pode sobreviver a formosura,
Tendo da flor a força a devastar?
Como pode o aroma do verão
Deter o forte assédio destes dias,
Se portas de aço e duras rochas não
Podem vencer do Tempo a tirania?
Onde ocultar – meditação atroz –
O ouro que o Tempo quer em sua arca?
Que mão pode deter seu pé veloz,
Ou que beleza o Tempo não demarca?
Nenhuma! A menos que este meu amor
Em negra tinta guarde o seu fulgor.

Sendo diversos os modos de alcançar o poder, a forma de reinar é sempre idêntica.

         Os eleitos procedem como quem doma touros; os conquistadores como quem se assenhoreia de uma presa a que têm direito; os sucessores como quem lida com escravos naturais.

         Se acaso hoje nascesse um povo completamente novo, que não estivesse acostumado à sujeição nem soubesse o que é a liberdade, que ignorasse tudo sobre uma e outra coisa, incluindo os nomes, e se lhe fosse dado a escolher entre o ser sujeito ou o viver a liberdade, qual seria a escolha desse povo?

         Não custa a responder que prefeririam obedecer à razão em vez de servirem a um homem; a não ser que se tratasse dos israelitas, os quais, sem ninguém os obrigar e sem necessidade, elegeram um tirano [I Samuel, capítulo 8]; mas nunca leio a história de tal povo sem uma grande decepção e alguma fúria, tanta que quase me alegro por lhe terem acontecido tantas desgraças.

Discurso Sobre a Servidão Voluntária

Etienne de La Boétie

 

Aprenda a fazer brigadeiro de palito para o Dia das Crianças

 

Ingredientes:
½ xícara de chocolate em pó
1 lata de leite condensado
½ caixa de creme de leite
2 colheres de sopa de margarina sem sal
Confeitos coloridos a gosto
Palitos para pirulito a gosto

Modo de preparo
Misturar em uma panela o chocolate em pó, o leite condensado, o creme de leite e a margarina sem sal. Levar ao fogo e mexer até desgrudar do fundo da panela. Deixar esfriar. Fazer as bolinhas, passar nos confeitos coloridos, espetar o palito para pirulito e servir.

Fonte: Divino Fogão – www.divinofogao.com.br

 

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