Comunicação

Debord no Enem

O pensador Guy Debord foi tema do Enem (questão 85). O que evidencia a contemporaneidade do pensamentos do autor francês. Quem quiser saber mais deve ler A Sociedade do Espetáculo ( á venda nas livrarias e sites) e também se aprofundar mais com Debord, 50 anos depois

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Marcelo Tas: “o jornalismo, às vezes, produz suas pérolas falsas”


Marcelo Tas fala em fake news vindas do jornalismo (Imagem: arquivo pessoal)


Influenciador também comenta papel da imprensa e das redes sociais. Marcelo Tas não poupou o jornalismo de críticas em conversa com Roseann Kennedy, da TV Brasil

tor, jornalista, comunicador, educador, produtor de TV, Marcelo Tas é um profissional multitarefas.Com cerca de 13 milhões de seguidores no Facebook e no Twitter, ele é um dos influenciadores mais premiados do país. Com redes sociais robustas, vê na internet um espaço de comunicação promissor e define: “Rede social é que nem escova de dente, tem que ser você que usa. Não adianta você emprestar para alguém”. Ele conta que, com tantos seguidores, precisa de auxílio para lidar com suas redes sociais, mas não abre mão do contato direto com os internautas. “Tenho pessoas que me auxiliam, mas quem escreve e quem responde sou eu”, garante.

Em entrevista ao programa ‘Conversa com Roseann Kennedy’, da TV Brasil, Marcelo Tas diz que o jornalismo é sua veia, seu pilar. E reflete sobre a função da imprensa num cenário repleto de fake news. “O jornalismo, às vezes, produz as suas próprias pérolas falsas e muitas vezes nem reconhece que eram erros”. Mas ele é um otimista quanto ao futuro da comunicação. “Cada veículo hoje, tem uma chance grande de construir uma nova credibilidade principalmente reconhecendo o erro, respondendo a erro, respondendo a questionamento de seus ouvintes, telespectadores, leitores”.

Para Tas, é preciso reconhecer a responsabilidade de cada um nesse cenário de informações falsas. “As pessoas tratam fake news como se fossem os alienígenas que tivessem jogado as fake news aqui no nosso planeta tão limpinho”, ironiza. “Nós é que produzimos fake news e nós sempre produzimos. Então, a gente tem que baixar essa bola do preconceito para poder participar dessa festa de oportunidades que é o mundo digital”, complementa.

“Nós é que produzimos fake news e nós sempre produzimos” (Marcelo Tas)

Tas diz que, no meio virtual é preciso avaliar o que está funcionando e não fugir de assuntos relevantes, principalmente quando se tratam de críticas. “A gente tem que praticar mais isso: transparência. Que é você falar de assuntos que as pessoas estão querendo que você fale, mas você não quer falar. E acho uma prática muito saudável tanto para as pessoas, quanto para as empresas, escolas, governos, entenderem que acabou o mundo que você falava e as pessoas ficavam caladas. É o mundo do diálogo mesmo”.

Sobre o clima de hostilidade na internet, Tas é crítico. “O hater é um ser humano e muitas vezes um ser humano muito próximo. Você tem hater dentro da família, muitas vezes. Todo mundo tem um tio, uma tia maluca… A rede é um espelho do que é a realidade”. Para Marcelo, é preciso saber como responder ao ódio com sabedoria e filosofa. “Uma pessoa que vai dedicar o tempo dela para te odiar é porque você tem algo relevante que ela ou está invejando ou ela não consegue fazer aquilo que você faz. Então, você tem que entender um pouco do ódio para poder iniciar um diálogo. O ódio também é sinal de amor”.

Com uma carreira sempre voltada para a educação, Marcelo Tas ficou conhecido pelo papel de repórter ficcional Ernesto Varela, pela participação na série infantil “Rá-Tim- Bum” (da TV Cultura), e pelo projeto de educação à distância “Telecurso”, da Fundação Roberto Marinho. Foi líder programa de TV “CQC” por muitos anos, faz comentários na rádio CBN e no Jornal da Cultura.


Marcelo Tas: críticas ao jornalismo em conversa com Roseann Kennedy (Imagem: divulgação/TV Brasil)

“O hater é um ser humano e muitas vezes um ser humano muito próximo. Você tem hater dentro da família, muitas vezes” (Marcelo Tas)

Atualmente, é membro do Conselho de Professores do IBMEC, na área de Inovação e Jornalismo dando cursos online e trabalha na reconstrução do Museu da Língua Portuguesa de São Paulo. Bem humorado, Tas ainda se define como extraterrestre e diz que tem sonhos de trabalhar numa estação espacial. Com tantas atividades diz que administrar o tempo é uma tarefa crucial nos dias de hoje. “A era que a gente vive de aceleração, especialmente por conta das comunicações é muito desafiadora”, conclui.


Roseann Kennedy – entrevista com Marcelo Tas:

Amor fundamental

Sempre que posso retorno ao livro da Madalena Carvalho

 

Sempre um aprendizado!

 

 

 

Quem é Madalena Carvalho?

Madalena Carvalho é formada em Administração de Empresas e Pós-graduada em Recursos Humanos, pela Escola Superior de Administração de Negócios (ESAN/FEI-SP). Certificada pela Academia Brasileira de Cibernética em Integração Sistêmica. E Graduanda em Sociologia Política pela USP. Professora universitária em cursos de MBA e Pós-Graduação. Consultora organizacional, é considerada uma das conferencistas mais requisitadas da atualidade, principalmente por sua capacidade de despertar profundas reflexões em seus espectadores. Respeitada pelas maiores empresas brasileiras, seu índice de renovação de contratos ultrapassa a 80%. No Brasil e no exterior, possui diversos artigos publicados em mais de 160 websites e revistas especializadas. Suas pesquisas possuem um foco voltado para o desenvolvimento integral do ser humano. Em seu portfólio de treinamentos, há mais de 50 títulos habitualmente ministrados, tendo treinado mais de 15 mil executivos e profissionais das áreas pública e privada. Autora do livro Amor Fundamental: Histórias e Fábulas para Treinamento.

“Alguém que seja capaz de amar plenamente sem ser servil, alguém que entenda e pratique o perdão, que seja capaz de ouvir plenamente o outro numa atitude de entrega, que possa agir por convicção interna, ser sensível sem ser piegas, capaz de agir com ética e respeito, capaz de celebrar as vitórias e conquistas incondicionalmente e não por um compulsório dever, capaz de rever seus valores, capaz de mudar seus pensamentos, capaz de realizar uma intramudança, capaz de dar a luz a si mesmo” Madalena Carvalho

Massa folhada ao trabalho….

Iniciar o dia com a Massa Folhada – blog de papel do Maúcio! Poeta, cartunista, professor para tempos difíceis.  Eu qual o massiano não para pra pensar nem corro, nem ando pensando (pode doer). Você pode receber em casa a Massa Folhada, basta entrar em contato com o maucio@uol.com.br

Quer saber mais, confira meu depoimento sobre a Massa Folhada (clique aqui)

UFSCar e Uniso promovem debate sobre Comunicação e Mídia

Fruto de uma parceria entre a Uniso e a UFSCAR, o Seminário Ciência, Políticas e Metodologias da Pesquisa – Diálogos Brasil-Portugal promovem debate sobre Comunicação e Mídia

O II Seminário Ciência, Políticas e Metodologias da Pesquisa – Diálogos Brasil-Portugal – “Comunicação e Mídia”, com a participação da pesquisadora Isabel Ferin, da Universidade de Coimbra, acontece em 29, 30 e 31 de outubro. O evento é promovido pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar/Sorocaba) e pela Universidade de Sorocaba (Uniso), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal).
O encontro, que reúne pesquisadores das áreas da Linguística, Educação e Comunicação, tem início às 14h, no Auditório do Núcleo de Extensão em Educação, Tecnologia e Cultura (ETC/UFSCar), com a participação de Teresa Melo, líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Tecnologia, Cultura e Sociedade (NEPeTeCS/UFSCar), Andrea Sanhudo, coordenadora do curso de Jornalismo da Uniso, e Fernanda Ikedo, coordenadora de Imprensa do SMetal. A primeira mesa abordará o tema “Produção volumosa de rumor público: quem está autorizado a falar de quê?”, com a presença de Geraldo Tadeu Souza, Luciana Salazar Salgado e Márcio Antônio Gatti, da UFSCar.

Às 19h, o evento será no Auditório do SMetal, com o tema “Desdobramentos das narrativas populares: Telenovela”, com Miriam Carlos, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura (PPGCC) e Josefina Tranquilin, docente nos cursos de Comunicação, ambas da Uniso, com mediação de Vanda Aparecida da Silva, da UFSCar.
No dia 30, às 19h, o tema “Mídia brasileira e campanha presidencial” será abordado por Pedro Varoni, editor do Observatório da Imprensa, e Julio Cesar Lemes, com mediação de Mara Rovida Martini, ambos do PPGCC/Uniso, no Campus Cidade Universitária Prof. Aldo Vannucchi da Uniso.
O tema “Políticas de Comunicação – diálogos Brasil e Portugal” fecha o evento, no dia 30, às 19h, com a participação de Isabel Ferin e do jornalista Paulo Donizetti, da Rede Brasil Atual, com mediação de Débora Burini, da UFSCar. O debate será realizado no Auditório do Núcleo ETC/UFSCar.

Minicurso – O evento promove ainda um minicurso sobre “Tendências em Pesquisa em Ciências Sociais e da Comunicação”, ministrado por Isabel Ferin, da Universidade de Coimbra, nos dias 30 e 31, das 14h às 17h, no Núcleo ETC/UFSCar.
O minicurso abordará as novas tendências da Teoria Social e da Comunicação, bem como visa discutir as contribuições que trazem à contextualização e compreensão dos fenômenos sociais globais. “Com base nesse tipo de fenômenos, pretende-se explorar conceitos e teorias que fundamentem cenários alternativos e promovam a intervenção social”, descreve Isabel.

 

Participação – O evento é aberto e sem taxa de inscrição. As inscrições para certificados de participação serão feitas nos respectivos locais dos debates. Para mais informações, confira no link
https://www.facebook.com/events/887521088038793

Agência de Jornalismo/Uniso

Os golpes de 1964 e 2016: poder, espetáculo, simulacro

Na Revista Rumores da ECA/USP – v. 11, n. 22 (2017) foi publicado  um artigo do professor Cláudio Novaes Pinto Coelho comparando os golpes de 1964

www.revistas.usp.br/rumores.

http://www.revistas.usp.br/Rumores/article/view/133404/135989

 

Resumo

A proposta principal deste trabalho é a realização de uma análise comparativa dos golpes de 1964 e 2016 sob a perspectiva de uma reflexão a respeito das relações entre comunicação e política. Os conceitos de poder espetacular desenvolvidos por Debord são a base para a análise dos golpes. A visão de Baudrillard a respeito do processo comunicacional de simulação e de produção de simulacros também será incorporada ao trabalho, mediante apropriação crítica. O pensamento  de Florestan Fernandes sobre a sociedade brasileira, em especial sua  visão sobre a existência de uma autocracia burguesa, será utilizado para confronto entre os conceitos de Debord e de Baudrillard e as particularidades da história brasileira. Editoriais da Folha de S.Paulo  fornecerão material para a investigação dos vínculos entre a atuação da mídia e a presença do poder espetacular e do processo de simulação e  de produção de espetáculos nas conjunturas históricas de 1964 e 2016.

As trevas vão se avolumando

Nota de repúdio à violação da autonomia universitária

A Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política (Compolítica) vem a público manifestar sua solidariedade e apoio ao professor e pesquisador Luis Felipe Miguel (UnB), um dos sócios fundadores desta instituição, vice-presidente na gestão 2013-2015, diante da ameaça do Ministério da Educação (MEC) em comunicado que diz pretender encaminhar à Advocacia-Geral da União, ao Tribunal de Contas da União, à Controladoria-Geral da União e ao Ministério Público Federal solicitação de apuração de suposta improbidade administrativa face à oferta de disciplina na graduação em Ciência Política da UnB que visa a discutir o golpe de 2016 e o futuro da democracia no país. O movimento parte justamente de entidade a que compete zelar pela autonomia universitária, conforme prescreve o artigo 207 da Constituição Federal.

A comunidade acadêmica tem sido vítima frequente de arbítrios semelhantes nos últimos meses. Mesmo após o trágico episódio que envolveu o suicídio do professor Luiz Carlos Cancellier, então reitor da UFSC, prisões, conduções coercitivas e demais gestos indicativos de abuso de poder, ora orquestrados pelo Judiciário, ora pelo Executivo, têm indicado aos professores, alunos, servidores técnico-administrativos e demais membros da comunidade um exagero e um ímpeto manifesto em desqualificar o ambiente da universidade pública e das instituições de ensino superior de modo geral.

O curso proposto pelo colega da UnB, a partir da disciplina “Tópicos Especiais em Ciência Política 4”, com o tema “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” tem os seguintes objetivos: “(1) Entender os elementos de fragilidade do sistema político brasileiro que permitiram a ruptura democrática de maio e agosto de 2016, com a deposição da presidente Dilma Rousseff; (2) Analisar o governo presidido por Michel Temer e investigar o que sua agenda de retrocesso nos direitos e restrição às liberdades diz sobre a relação entre as desigualdades sociais e o sistema político no Brasil; (3) Perscrutar os desdobramentos da crise em curso e as possibilidades de reforço da resistência popular e de restabelecimento do Estado de direito e da democracia política no Brasil.” O programa contempla bibliografia lúcida, de autores relevantes nas Ciências Humanas e Sociais do país.

Além disso, conforme o próprio pesquisador afirma, em nota posterior à divulgação do caso, “Trata-se de uma disciplina corriqueira, de interpelação da realidade à luz do conhecimento produzido nas ciências sociais, que não merece o estardalhaço artificialmente criado sobre ela”, ao que emenda “A única coisa que não é corriqueira é a situação atual do Brasil, sobre a qual a disciplina se debruçará”. Em outras palavras, a disciplina se propõe a um exercício de análise de conjuntura, uma das mais sofisticadas e intricadas vertentes teórico-epistemológicas.

A nota emitida pelo Ministério da Educação enxerga como “ataque às instituições brasileiras”, uma proposta de discussão e debate em alto nível sobre a realidade social no país após 2016.

Esta Associação reafirma seu compromisso com a defesa da autonomia universitária e estimula iniciativas que busquem aprofundar a análise do atual cenário político e midiático brasileiro.

Atenciosamente,

Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política (COMPOLÍTICA)