Comunicação

Expediente de uma publicação

Uma das coisas que mais gosto de fazer ao receber um jornal ou uma revista e até mesmo os livros é olhar o expediente. Lugar de informação da obra. Lugar de reconhecimento intelectual, de consideração aos direitos autorais que a cada dia que passa é raridade nas publicações. Tem sindicatos de trabalhadores que adoram não publicar o expediente, não reconhecendo o trabalho  dos profissionais que ali labutaram.

Entre outros, é no expediente que encontro pessoas, personalidades que estão, que foram, que passaram e que de uma maneira ou outra emprestaram seu nome a aquela obra. Local onde podemos encontrar o nome da publicação, a editora,  o endereço da Redação, telefones, e-mail, nome do Diretor, nome do editor-responsável, nome do editor-assistente, nome dos repórteres e dos colaboradores, consultoria jurídica,distribuição, nome da gráfica onde a obra foi impressa, entre outras informações que reportam à essência da obra. 

O expediente é a fotografia – a selfie – do momento da publicação. Diria, a alma momentânea que se eterniza. É uma preciosidade para os historiadores que poderão em estudos posteriores analisar a obra dentro do seu contexto histórico, com amis precisão e mais dados analíticos.

O expediente, por vários motivos, estão sumindo. Falta de espaço ou falta de criatividade para transformar o expediente em uma nova atração jornalística ou comunicacional, ou por outros motivos que poderíamos numa longa lista elencar.

Mas nessa época da liquidificação da comunicação, os expedientes estão desaparecendo. Uma pena.

 

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Maio de 97 e hoje na República

Maio de 97.  A revista  REPÚBLICA cujo diretor de redação à época era o Wagner Carelli e o editor Luiz Felipe d’Ávila publica uma capa com o ex-presidente Collor de Mello (vide foto). Ca Capa/Reportagem intitulada: Para o Forte, Tudo. Para o Fraco, a lei.  O autor da reportagem: Reinaldo Azevedo. Lendo, vasculho atualidades…

Eu tenho a revista original, impressa, mas quem tiver curiosidade basta acessar : http://revrepublica.com.br/edicao/7/58

Negri e Hardt são tema de reflexão na FESPSP

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Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) oferece curso de extensão sobre povo, Estado e território.

Introduzir os alunos na obra dos autores Antonio Negri e David Hardt é a proposta do curso de extensão O Império e a Multidão – Uma reflexão a partir de Negri e Hardt, da FESPSP, que aborda os principais conceitos dos autores sobre império, multidão, subjetividade e o comum.
O curso será desenvolvido a partir do conceito de povo, estado e território desenvolvido por Thomas Hobbes, em O Leviatã, e a partir desta perspectiva serão abordados os conceitos trabalhados por Negri e Hardt sobre a nova ordem mundial. “Abordamos a perspectiva sobre as subjetividades produzidas por este contexto de capitalismo contemporâneo. Além de abordar o conceito de comum, que é debatido no último livro dos autores e a sua relação com os conceitos de império e multidão”, explica o professor Thiago da Silva Prada.
As aulas são voltadas a pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação, especialmente bacharéis em Ciências Sociais, Pedagogia, Biblioteconomia, Ciências da Informação, História, Geografia, Jornalismo, Letras, Artes, Filosofia, Comunicação, Psicologia, Educação e Serviço Social. Voltado, também, a professores das diversas áreas de saber e níveis de ensino.
Mais informações pelo telefone 3123-7800 ou 3123-7823 ou pelo e-mail extensao@fespsp.org.br.
Serviço
Curso de Extensão: O Império e a Multidão – Uma reflexão a partir de Negri e Hardt 
Local: Campus FESPSP – Rua General Jardim, 522 – Vila Buarque, São Paulo – SP
Período: 11 de março a 01 de abril de 2017.
Horário: Sábados, das 9h às 13h.
Carga Horária: 16 horas
Docentes: Prof. Me. Thiago da Silva Prada e Profa. Patricia Cucio Guisordi
Sobre Prof. Me. Thiago da Silva Prada
Possui graduação em Psicologia pela Universidade São Marcos (2008). Especialização em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP (2010). Especialização em Sócio-Psicologia pela FESPSP (2011). Mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP (2015). Escritor e poeta, publicou dois livros de poesia: Os Céus de Van Gogh (2014) e Da Noite Sem Fim – poéticas sobre tristezas e assombros (2015). Texto retirado da plataforma Lattes em 02/03/2017.
Sobre Profa. Patricia Cucio Guisordi
Mestranda em Ciências Sociais pela PUC-SP e pesquisadora da área de mobilização política na Internet. Patricia atua como consultora na área social com foco em mobilização, participação e articulação de redes. Seus últimos trabalhos estão relacionados a compreensão das dinâmicas sociais e seus impactos na realidade. Atuou como facilitadora e mobilizadora em iniciativas para o investimento social nas áreas de meio ambiente, esporte, direitos humanos e juventude. Texto retirado da plataforma Lattes em 02/03/2017.

Dia da Língua Portuguesa

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Comemora-se neste 10 de junho nos países lusófonos, em homenagem ao poeta Luís Vaz de Camões, autor de “Os Lusíadas”, o Dia da Língua Portuguesa.

“Os Lusíadas” é considerado o maior poema épico da Língua Portuguesa. É composta por dez cantos, 1.102  estrofes e 8.816 versos que seguem um rígido esquema de rima para contar detalhes da viagem de Vasco da Gama por “mares nunca dantes navegados”. Não à toa, Camões é tido como uma das maiores figuras da literatura lusófona. Mas aventurar-se pelo poema não é privilégio de grandes autores. Se o olhar e os ouvidos estão atentos aos ambientes, às histórias, às pessoas e à sonoridade das palavras, construir um texto com métrica, rima e ritmo é uma questão de prática.

 

O poema épico é constituído por dez cantos; cada canto possui um número variável de estrofes de oito versos (oitava), sendo cada verso composto por dez sílabas (decassilábico). A rima é cruzada nos seis primeiros versos e emparelhada nos dois últimos (ab ab ab cc).Na sua estrutura interna, o Poema revela-se claramente uma epopeia clássica, ao dividir-se em quatro partes: proposição (apresentação do assunto), invocação (o poeta invoca as ninfas do Tejo e pede-lhes inspiração para escrever o Poema), dedicatória (o poeta dedica a obra a D. Sebastião) e narração (parte em que é feita a narrativa da viagem, já em meio da acção – in medias res – e a narrativa histórica).

Em todo o poema estão visíveis as influências recebidas da Antiguidade greco-romana (sobretudo da Eneida de Virgílio), embora Camões tenha sabido impor um cunho original que fez d’Os Lusíadas uma das obras literárias mais conhecidas em todo o mundo.

  http://cvc.instituto-camoes.pt/historiasdivertidas/manuscritomist/lusiadas.html

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A arte da conversação

Sabe daquela angústia momentos antes de uma palestra, de um encontro, de uma reunião? Daquelas dúvidas imensas que tomam nossa cabeça antes de falar com uma pessoa de um nível hierárquico superior ao seu? Como se comportar, como falar o que você quer falar? São dúvidas que muitos comunicadores e especialistas em relações humanas sempre estão a dar suas opiniões. Mas neste momento em que um conhecido está próximo ao papa Francisco, pronto para falar de seu projeto para o Brasil, pensei nas palavras do mestre escritor e padre jesuíta espanhol Baltasar Grácian y Morales , autor de A Arte da Prudência ou Oráculo Manual e Arte de Prudência:

 

148. Possuir arte da conversação.
É o que revela ser uma pessoa verdadeira. Nenhuma atividade humana exige mais atenção por ser a mais comum. É aqui que ganhamos ou perdemos.
Requer siso escrever uma carta, que é a conversa refletida e escrita, e ainda mais conversar, pois a discrição é logo posta à prova. Os entendidos tomam pulso da alma baseados na linguagem, e baseado nisso um sábio disse: “Fale, e será conhecido”. Para alguns, a arte da conversação está em falar sem arte, deixando-a cair livremente, como a roupa. A ideia talvez seja válida quanto à conversa entre amigos. Mas, nos círculos mais elevados, a conversação deve ser mais formal, revelando a excelente substância da pessoa. Para que a conversa seja bem aceita, tem de se adaptar ao caráter e inteligência dos interlocutores. Não banque o censor de palavras- pois será tomado como um pedante gramático-, e muito menos o fiscal das opiniões- o que fará que seja evitado pelos demais, impedindo-o de se comunicar. Na conversa, a discrição é mais importante que a eloquência.

Ciclo de debates: O Urbanismo das Ruas em Rede

cartaz - Ciclo sobre Urbanismo

Encontro aberto sobre o Situacionismo e o Ciclo de Debates: O Urbanismo das Ruas em Rede.

 

Quando e onde:

– Encontro aberto sobre o Situacionismo: 18/11 (quarta-feira) às 19h30 na Faculdade de Filosofia – USP – sala 104A

– Ciclo de Debates: O Urbanismo das Ruas em Rede: 23/11 (segunda-feira). Mesa 3: às 17h; Mesa 4: às 19h30 no auditório da FAU – USP (Rua do Lago, 876)

 

A organização está sendo feita pelo Grupo de Estudos em Estética Contemporânea, ligado ao departamento de Filosofia-USP.

 

 

Ciclo de debates:  O Urbanismo das Ruas em Rede

Cidade Universitária USP – FAU- auditório   (Rua do lago, 876) – inscrições no local

Dias 03/11 e 23/11 – 17h00 às 21h30

 

O evento parte do diagnóstico segundo o qual forças sociais vindas das ruas têm desempenhado papel importante na agenda urbana nos últimos anos. Por meio de um diálogo, da sistematização de experiências e da ampliação dos repertórios de ação, o ciclo de debates visa compreender as possibilidades e desafios de cada uma destas forças a partir, sobretudo, de suas próprias vozes e agenciamentos.

 

Mesa 3  –  segunda-feira 23/11 –  17h00-19h00:      Vida urbana e urbanismos bottom up

Luiz Recaman – FAU USP

Paolo Colosso – FFLCH USP

Mediação: Leandro Medrano – FAU USP

 

 

Mesa 4 –  segunda-feira 23/11 19h30 – 21h30: Diversidades, ampliação do espaço público e o papel da juventude

Beatriz Lourenço – Movimento Negro

Nathalia O. Araújo – Levante Popular da Juventude

Mediação: Jéssica Omena – FFLCH US

A falta que Bundas nos faz

bundascapaHoje acordei com a Bundas na memória. Baixou uma baita saudades de Bundas. Das Bundas lidas e relidas, das Bundas passadas e repassadas. Das sempre boas Bundas! Quem tinhas Bundas não via Caras…

As Bundas vieram e se foram num pequeno fluxo de tempo. As Bundas eram de bom tamanho, ideal para ótimas risadas e gargalhadas, nem muito grande, nem muito pequena, eram páginas de Bundas em palmos medidas.
A revista hebdomadária teve vida curta, mas foi suficiente para encher nossos olhos de boas bundas e caras de bundas por todo o país.
No meio de Bundas encontrávamos Ziraldo, Jaguar, Millor, Veríssimo, Chico e Paulo Caruso, Miguel Paiva, Angeli, Jô Soares, Aroeira e tantos outros mestres na arte de bundar com alegria, e bundar com inteligência. Bundar com satisfação e gozação…

 

Mas Bundas caiu, digamos, saiu das bancas muito rápido deixando seus leitores inconsoláveis. Bundas faz falta! Se o Pasquim já foi e já voltou, quem sabe um dia a Bundas volta. Que volte ruidosa, cheirosa, espalhafatosa e gostosa como todas Bundas…

Jornal pratica a Mentira Difusa

Ao ler a manchete do UOL, nessa segunda, às 14h00, intitulada “EUA, Japão e mais dez países fecham o maior acordo comercial regional” com o chapéu “O Brasil está fora” corri para saber de mais uma cagada do governo brasileiro. Mais eis que a leitura atenta leva ao entendimento que o acordo é de países do Pacífico.  Pelo que eu entendo de geografia, o Brasil não faz parte do Pacífico e sim é banhado pelas águas do Atlântico! Claro que esta matéria serve de gozo para internautas sedentos de esgoto.

O que o jornal faz é praticar a manipulação mais tacanha praticando a Mentira Difusa que á a publicação de informação falsa com o objetivo de formar uma opinião desfavorável ao governo brasileiro.  A matéria é um laudatório das perdas que o Brasil poderá ter com este tratado por não estar incluído nele. Abordagem tendenciosa é pouco!

Mudanças climáticas e redução de riscos de desastres no Brasil: o papel e os desafios da comunicação

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A Cásper Líbero recebe autoridades, especialistas e profissionais para o evento “Mudanças climáticas e redução de riscos de desastres no Brasil: o papel e os desafios da comunicação”. O encontro é uma oportunidade para os profissionais de comunicação (jornalistas, assessores de imprensa e comunicação, relações públicas, publicitários, documentaristas) fomentarem a troca de informações e boas práticas no campo da comunicação de riscos.

Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Redução de Riscos de Desastres (UNISDR), entre 1992 e 2012, desastres como enchentes, inundações, secas, terremotos e tempestades afetaram cerca de 4,5 bilhões de pessoas, provocando 1,3 milhão de mortes e prejuízos de 2 trilhões de dólares. Esses desastres, na sua maioria associados às mudanças climáticas, estão se tornando cada vez mais intensos e frequentes. Por isso, falar da redução de risco de desastres (RRD) é muito mais do que um conceito acadêmico ou uma terminologia técnica, é falar sobre os numerosos esforços para preparar as sociedades no enfrentamento desses riscos.

Confira a programação:

8/10 (Quinta)

19h Mesa de Abertura

Carlos Costa (Diretor da Faculdade Cásper Líbero)

Gilberto Occhi (Ministro da Integração Nacional)

José Roberto Rodrigues (Secretário Chefe da Casa Militar e Coordenador da Defesa Civil do Estado de São Paulo)

 

20h30 Conferência de Abertura

Mudanças Climáticas e Redução de Riscos de Desastres na América Latina, com Osvaldo Luiz Leal de Moraes – Diretor do Cemaden

 

9/10 (Sexta, manhã)

8h30 Mesa-redonda – Redução de Riscos de Desastres na América Latina sob a luz do Marco de Ação de Sendai

Adriano Pereira Júnior (Secretário Nacional da Defesa Civil)

Marcos Lopes (Assessor de Programas de Cooperação Internacional)

José Roberto Rodrigues de Oliveira (Secretário Chefe da Casa Militar e Coordenador da Defesa Civil do Estado de São Paulo)

Moderador: Pedro Ortiz (Faculdade Cásper Líbero)

 

10h30 Mesa-redonda – Redução de Riscos de Desastres: o papel da ciência e da academia

Fernando José Gomes Landgraf (Diretor Presidente IPT)

Cláudio José Ferreira (Coordenador do Grupo de Pesquisa “Gestão de Riscos e Desastres relacionados a Eventos Naturais” do IG)

Edesio Jungles (Diretor Ceped/UFSC)

Hugo Yoshizki (Diretor Ceped/USP)

Moderador: Roberto Chiachiri (Faculdade Cásper Líbero)

 

9/10 (Sexta, tarde)

 

14h Mesa-redonda – Da cobertura dos riscos à cobertura dos desastres: da pauta visível à invisível

Cintia Pereira Torres (Comunicação da Defesa Civil de São Paulo)

Maria Rosário Orquiza (Assessora de Comunicação do Cemaden)

João Garcia (Assessor de Comunicação IPT)

Franz Vacek (Superintendente de Jornalismo e Esporte da RedeTV!)

Rodolfo Gamberini (TV Gazeta)

Moderador: Anderson Scardoelli (Comunique-se)

 

16h às 19h Workshop

RRD e mudanças climáticas: onde estão as pautas?

Da cobertura dos riscos à cobertura dos desastres – da pauta visível à invisível

Sarah Cartagena (Pesquisadora e Consultora/Santa Catarina)

Rita de Cássia Dutra (Consultora Lutheran World Relief e USAID)

 

Conhecimento e ciência como pauta

Ricardo Alexino (Professor da ECA/USP)

Cilene Victor (Faculdade Cásper Líbero)

 

Saúde e qualidade de vida: indicadores invisíveis

Paola Liguori (Relações Institucionais / Saúde e Sustentabilidade)

Helena Jacob (Faculdade Cásper Líbero)

Público

Jornalistas, assessores de imprensa e comunicação, relações públicas, publicitários, documentaristas, especialistas em risco, agentes e profissionais de defesa e proteção civil, formuladores de políticas públicas em RRD e mudanças climáticas, representantes do setor privado, pesquisadores e acadêmicos.

Inscrições: é necessário que você envie, previamente, um e-mail com seu nome, dia e horário de interesse, RG e instituição acadêmica a que está vinculado para eventos@fcl.com.br. Feito isto, aguarde a confirmação de sua inscrição.

Informações gerais

8/10 – Teatro Cásper Líbero / 9/10 – Sala Aloysio Biondi
Data

8 e 9 de outubro de 2015

Horários

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