Cultura

Confira o Giro da Vitrine desta quinta, 27 de agosto

Revista semanal de notícias, comentários sobre política, cultura e fotografia como o fotógrafo Cuca Jorge. Quadro sobre futebol com Yasmin Dias; cultura pop com o professor Homero Massuto. E muito mais! Apresentação do jornalista e sociólogo Gilberto da Silva.

Tivemos a participação especial do músico e compositor Nei Silva que falou da sua carreira e deste momento de pandemia

Giro da Vitrine

Notícias da semana e #comentários! #culturapop, #futebol #imagensdasemana, Todas as quintas, 10h30 na Vitrine do Giba.

Giro da Vitrine teve papo sobre a taxação dos livros e sobre a nossa constituição, com o Dr. Roberto Montanari Custódio. Cultura com Homero Odisseus Massuto, que falou sobre o livro Canone Gráfico Volumes 1 e 2, editados pela Boitempo e Cuca Jorge falando sobre fotografia.
Yasmin Dias falou sobre a Liga dos Campeões e sobre o futebol brasileiro.

taxaçãodelivro #taxaçãodoslivro #nãoàtaxaçãodelivros #futebol #canonegráfico

Viva, Raul Seixas!

Todos sujeito é sujeito a uma crítica e assim foi o velho Raul.

Em 26 de junho de 1945 nascia em Salvador, aquele que seria o pai do rock nacional, Raul Seixas.

É no álbum GITA (1974) que encontramos a “Sociedade Alternativa”, música de Raul Seixas e Paulo Coelho que Bruce Springsteen. Uma obra-prima do rock brasileiro. A canção é uma ode ao ocultista inglês Aleister Crowley (1875-1947), criador da religião de Thelema. Crowley foi um personagem polêmico, um bruxo que se autoproclamava “Grande Besta 666” e defendia o sexo livre e o uso de drogas.

Mas neste dia, em comemoração ao nascimento de Raul, eu fico com a música e letra “Prelúdio” que consta do álbum Gita:

Prelúdio

Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade

Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade

Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade

autor: Leonardo Padura

edição:
2
selo:
Boitempo
idioma:
Portuguese
páginas:
592
formato:
23cm x 16cm x 4cm
peso:
785 gr
ISBN:
9788575594452

Outro livro que marcou, este de safra recente, é obra de um cubano bom nas letras: Leonardo Pagura. Percorrer as quase 600 páginas de O Homem que Amava os Cachorros foi ao mesmo tempo percorrer trechos da História que eu já conhecia e ajuntando mais conhecimento que não me pertencia. Sobre o velho Leon, sua vida e sua trajetória, eu já conhecia de vários livros entre eles um que gostei muito Da Noruega ao México; mas a boa trama do Pagura mostrou um Ramon Mercader e uma política que eu não sabia muito como funcionava.

Claro, o livro é uma mistura de ficção com realidade. É incômodo, provocativo, mas cheia de detalhes, numa escrita que não cansa. Vale a pena, mesmo sendo um romance escrito por um cubano e todas as contradições que sua experiência histórica possa interferir na obra.

Dias Gomes, o pai do realismo fantástico na televisão

Dias Gomes foi o sexto ocupante da Cadeira 21, eleito em 11 de abril de 1991, na sucessão de Adonias Filho e recebido pelo Acadêmico Jorge Amado em 16 de julho de 1991

Em 18 de maio de 1999, morria Alfredo de Freitas Dias Gomes, mais conhecido pelo sobrenome Dias Gomes, foi um romancista, dramaturgo, autor de telenovelas e membro da Academia Brasileira de Letras. Também conhecido pelo seu casamento com a também escritora Jenete Stocco Emmer (Janete Clair).
“Aos quinze anos, escreve a primeira peça, A Comédia dos Moralistas (1937), premiada pelo Serviço Nacional do Teatro (SNT). Em 1943, ingressa na faculdade de direito, no Rio de Janeiro, mas não conclui a graduação. Entre o fim dos anos 1930 e o início da década de 1940, redige os textos reunidos no livro Peças da Juventude. Em 1942, estreia no teatro profissional com a peça Pé-de-Cabra, depois de cortes no texto feitos pela censura. A peça, encenada por Procópio Ferreira (1898-1979), rende-lhe contrato de exclusividade com o ator, para quem escreve mais cinco textos. Divergências ideológicas encerram a parceria.” Do site Enciclopédia Itaú Cultural.
Dias Gomes começou sua carreira no rádio. Na Jovem Pan, durante um ano, trabalhou como autor de radionovelas. Depois, passou por outras emissoras até ser contratado pela Rede Globo. Sua primeira novela na TV não levou seu nome, mas um pseudônimo feminino.


“Em 1964, Dias Gomes foi demitido da Rádio Nacional, da qual era diretor-artístico, pelo Ato Institucional n. 1, enquanto O pagador de promessas estreava em Washington e A invasão era encenada em Montevidéu. A partir de então, participou de diversas manifestações contra a censura e em defesa da liberdade de expressão. Ele próprio teve várias peças censuradas durante a vigência do regime militar (O berço do herói, A revolução dos beatos, O pagador de promessas, A invasão, Roque Santeiro, Vamos soltar os demônios ou Amor em campo minado). Fez parte do Conselho de Redação da Revista Civilização Brasileira desde seu lançamento, em 1965. Contratado, desde 1969, pela TV Globo, produziu inúmeras telenovelas, além de minisséries, seriados e especiais (telepeças). Apesar da censura, não interrompeu a produção teatral, e várias peças suas foram encenadas entre 1968 e 1980, destacando-se Dr. Getúlio, sua vida e sua glória (Vargas), em parceria com Ferreira Gullar, encenada no Teatro Leopoldina, de Porto Alegre, em 1969; O bem-amado, encenada no Teatro Gláucio Gil, do Rio de Janeiro, em 1970; O santo inquérito, no Teatro Teresa Rachel, do Rio, em 1976; e O rei de Ramos, no Teatro João Caetano, em 1979. Em 1980, em decorrência da decretação da Anistia, foi reintegrado aos quadros da Rádio Nacional, e trabalhos seus, como Roque Santeiro, foram liberados para apresentação. Do período pós-Anistia é a peça Campeões do mundo, encenada em novembro de 1980 no Teatro Vila-Lobos, do Rio. Em 1983, Vargas (nova versão de Dr. Getúlio) estreou no Teatro João Caetano, do Rio. No dia 16 de novembro, faleceu sua esposa, a novelista Janete Clair.” (trecho do site da Academia Brasileira de Lestras)
Dias Gomes faleceu em São Paulo, em um trágico acidente automobilístico, ao sair de um restaurante no centro, no dia 18 de maio de 1999.

Rádio Agencia Nacional
O bem amado revolucionou a televisão

Até quando as fogueiras reais ou simplesmente morais (estas não menos cruéis) serão usadas para eliminar aqueles que teimam em fazer uso da liberdade de pensamento? (O Santo Inquérito)


Obras TEATRO: A comédia dos moralistas (1939); Esperidião, inédita (1938); Ludovico, inédita (1940); Amanhã será outro dia (1941); Pé-de-cabra (1942); João Cambão (1942); O homem que não era seu (1942); Sinhazinha (1943); Zeca Diabo (1943); Eu acuso o céu (1943); Um pobre gênio (1943); Toque de recolher (revista), em parceria com José Wanderlei (1943); Doutor Ninguém (1943); Beco sem saída (1944); O existencialismo (1944); A dança das horas (inédita), adaptação do romance Quando é amanhã (1949); O bom ladrão, inédita (1951); Os cinco fugitivos do Juízo Final (1954); O pagador de promessas (1959); A invasão (1960); A revolução dos beatos (1961); O bem-amado (1962); O berço do herói (1963); O santo inquérito (1966); O túnel (1968); Vargas (Dr. Getúlio, sua vida e sua glória), em parceria com Ferreira Gullar (1968); Amor em campo minado (Vamos soltar os demônios) (1969); As primícias (1977); Phallus, inédita (1978); O rei de Ramos (1978); Campeões do mundo (1979); Olho no olho, inédita (1986); Meu reino por um cavalo (1988).

TELEVISÃO Telenovelas na TV Globo: A ponte dos suspiros, sob o pseudônimo de Stela Calderón (1969); Verão vermelho, (1969/1970); Assim na terra como no céu (1970/1971); Bandeira 2 (1971/1972); O bem-amado (1973); O espigão (1974); Saramandaia (1976); Sinal de alerta (1978/1979); Roque Santeiro (1985/1986); Mandala, sinopse e primeiros 20 capítulos (1987/1988); Araponga, com Ferreira Gullar e Lauro César Muniz (1990/1991).

Minisséries: Um tiro no coração, em co-autoria com Ferreira Gullar, inédita (1982); O pagador de promessas (1988); Noivas de Copacabana (1993); Decadência (1994); O fim do mundo (1996).

Seriados: O bem-amado (1979/1984); Expresso Brasil (1987).

Especiais (Telepeças): O bem-amado, em adaptação de Benjamin Cattan, TV Tupi, “TV de Vanguarda” (1964); Um grito no escuro (O crime do silêncio), TV Globo, “Caso Especial” (1971); O santo inquérito, em adaptação de Antonio Mercado, TV Globo, “Aplauso” (1979); O boi santo, TV Globo (1988); A longa noite de Emiliano, inédita, TV Globo.

ROMANCES: Duas sombras apenas (1945); Um amor e sete pecados (1946); A dama da noite (1947); Quando é amanhã (1948); Sucupira, ame-a ou deixe-a (1982); Odorico na cabeça (1983); Derrocada (1994); Decadência (1995).

CONTOS A tarefa ou Onde estás, Castro Alves? in Livro de cabeceira do homem, ano I, v. III (Civilização Brasileira, 1967); A tortuosa e longa noite de Emiliano Posada, inédito.

CINEMA O pagador de promessas, direção de Anselmo Duarte, Leonardo Vilar, Glória Menezes, Dionísio Azevedo, Geraldo Del Rey, Norma Benguell, Othon Bastos e Antonio Pitanga (1962); O marginal (roteiro), direção de Carlos Manga, com Tarcísio Meira e Darlene Glória (1974); O rei do Rio (adaptação de O rei de Ramos), direção de Bruno Barreto, com Nuno Leal Maia, Milton Gonçalves e Nelson Xavier (1985); Amor em campo minado, direção de Pastor Vera, Cuba (1988).

A obra escrita de Dias Gomes foi reunida na COLEÇÃO DIAS GOMES, coordenação de Antonio Mercado, composta dos seguintes volumes: 1 Os heróis vencidos (1989); 2 Os falsos mitos (1990); 3 Os caminhos da revolução (1991); 4 Espetáculos musicais (1992); 5 Peças da juventude (1994); 6 Rádio e TV (a sair) 7 Contos (a sair).

Leny Eversong

Dia 29/04/1984 é o dia da morte da cantora paulista Hilda Campos Soares da Silva, a Leny Eversong – conhecida pela sua voz poderosa, que lhe deu fama internacional nos anos de 1950, fez várias temporadas anuais nos cassinos de Las Vegas. Em 1945, transferindo-se da Rádio Tupi, passou por duas rádios paulistas: a Excelsior e depois a Nacional. O repertório de Leny Eversong era em sua maioria musica internacional e jazzista.

Nascida em Santos, em 01 de setembro de 1920, desde pequena participava de concursos e apresentações. Em 1936 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a cantar na Rádio Tupi e fazer shows no Cassino da Urca e no Copacabana Palace.

Em 1940 lançou seu primeiro LP pela Copacabana Discos. Sua carreira foi marcada pela critica por não cantar musica brasileira, o que a obrigou a gravar algumas musicas de autores nacionais como Adoniran Barbosa, Tom Jobim e Lupicínio Rodrigues.

Leny na Revista do Rádio – 656

De volta pra São Paulo, mostrou sua potente voz em várias emissoras e casas noturnas.

Leny morreu – com apenas 64 anos -na penúria depois de uma década de ostracismo em 1984. Cansada, com diabetes e sobrepeso vivia desde 1973 afastada da vida artística. Seu marido, Francisco Luís Campos Soares da Silva (conhecido como Nei) havia desaparecido misteriosamente, só após a sua morte é que ficou revelado que seu marido tinha sido executado junto com sindicalistas santistas pelos órgãos repressivos da ditadura militar.

Leny Eversong – OTINDERÊ – Leyde Olivé – orquestração de Guerra-Peixe – Ano de 1956


NUNCA
Nunca
Nem que o mundo caia sobre mim
Nem se Deus mandar, nem mesmo assim
As pazes contigo eu farei

Nunca
Quando a gente perde a ilusão
Deve sepultar o coração
Como eu sepultei

Saudade
Diga a esse moço, por favor
Como foi sincero o meu amor
Quanto eu o adorei, tempos atrás

Saudade
Não esqueça também de dizer
Que é você que me faz adormecer
Pra que eu viva em paz

Na voz de Leny Eversong

Dina Sfat, as palmas merecidas

Em 20 de abril de 1989 morria no Rio de Janeiro Dina Kutner de Souza, mais conhecida como Dina Sfat.

Filha de poloneses, o Sfat é em homenagem à terra natal da sua mãe, Dina participou de importantes espetáculos teatrais na década de 1960. Em 1965 conquistou o prêmio governador do estado (SP) pelo desempenho como atriz na peça Arena Conta Zumbi, um musical de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal. Foi atriz também no Arena Conta Tiradentes, em 1967, da mesma dupla de autores do Arena Conta Zumbi.

No cinema, entre muitos papéis, atuou em Macunaíma de Joaquim Pedro de Andrade e na Televisão em muitas novelas de Janete Clair: Selva de Pedra, Fogo sobre Terra, O Astro, Eu prometo e, também novelas de outros autores como Os Ossos do Barão escrita por Jorge Andrade.

Escreveu um livro Palmas pra que te quero, que fez pouco antes da sua morte, em 1988, depois de uma luta contra o câncer de mama.

Dina Sfat em cena em Arena Conta Tiradentes. Foto Derly Matos

O homem do castelo alto

Aproveitei a quarentena para assistir a quarta temporada de O Homem do Castelo Alto, série da Amazon Prime baseado no livro O Homem do Castelo Alto, originalmente lançado em 1963, e que foi um dos principais romances escritos por Philip K. Dick. Com esse livro, Dick conquistou seu primeiro prêmio Hugo, e se consagrou como um dos grandes escritores de ficção científica. Com um enredo eletrizante, o romance apresenta um cenário sombrio: a Segunda Guerra Mundial foi vencida pelos nazistas. O mundo vive sob o domínio da Alemanha e do Japão. Há uma zona neutra, onde não fica muito claro quem manda e como manda. Os negros são escravos e os judeus sobreviventes se escondem sob identidades falsas.

Dick está a todo momento, nesta obra, discutindo que “realidade você quer viver?”  ou mais na linha especificamente: “o que é realidade, afinal?”. Realidades paralelas …

Philip K. Dick é um dos meus autores preferidos, principalmente depois que assisti Blade Runner, o filme, baseado no seu livro Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?” Ridley é o produtor executivo que a Amazon convocou, além de Frank Spotnitz, roteirista, produtor e conhecido por fazer parte da equipe criativa de Arquivo X.

A série, como uma adaptação, muda algumas coisas do livro, mas a essência continua a mesma. Não sou um especialista em crítica cinematográfica, mas senti alguns buracos entre os episódios, o que não impede, na minha opinião de ser a melhor série da Amazon Prime.

Recomendo assistir desde a primeira temporada para entender a narrativa. Apesar de ser prometida como a derradeira temporada o seu final estampou algumas pistas do que poderá vir pela frente se resolverem continuar com a série.

Vale a pena ler o livro e depois assistir a série….

Rufus Sewell interprete o americano líder dos Estados Nazistas Americanos

Estreia no Canal Brasil “Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava”, documentário que analisa o legado das pornochanchadas brasileiras

Estreia no Canal Brasil na próxima terça, dia 7, o documentário “Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava (2018)”, que propõe uma leitura sobre o surgimento das pornochanchadas, um dos momentos mais icônicos do cinema brasileiro. Em meio aos anos mais duros da ditadura militar, entre as décadas de 1960 e 1980, o mercado cinematográfico encontrou, como forma de manifestação artística, um gênero de grande identidade nacional, capaz de atrair milhões de pessoas às salas de projeção com comédias de forte cunho sexual. Muitos anos após o fim das pornochanchadas, a diretora Fernanda Pessoa busca discutir não apenas os detalhes das produções da época, mas também mostrar o legado dessas obras e a influência no cenário atual.

Cartaz

A diretora aposta na montagem de dezenas de filmes exibidos na década de 1970 para mostrar um retrato do Brasil na época, quando o machismo e a objetificação da mulher imperavam. As cenas funcionam como o próprio fio condutor do roteiro para abordar temas como o medo do comunismo em plena Guerra Fria, o fetiche por moças sensuais, a suposta recuperação econômica que nunca alcançava as classes mais baixas, a industrialização do país e a fixação das autoridades por temas subversivos. O documentário retrata um período fundamental e controverso da nossa cultura.

HISTÓRIAS QUE NOSSO CINEMA (NÃO) CONTAVA 

INÉDITO E EXCLUSIVO

Horário: Terça, 7/04, à 1h10

Reapresentações: Sexta, 10/04, às 2h20 e segunda, 13/04, às 4h.

Classificação: 16 anos

Marcos Rey, um paulistano

Ele se chamava Edmundo Donato, mas ficou conhecido pelo pseudônimo Marcos Rey, um escritor, roteirista brasileiro, redator de programas de televisão que adaptou clássicos como A Moreninha de Joaquim Manuel de Macedo em forma de telenovela e o Sítio do Picapau Amarelo.
Marcos Rey que nasceu na cidade de São Paulo em 17 de fevereiro de 1925. marcou uma geração com livros infanto-juvenis, além de obras para teatro, cinema e televisão. Muitos devem se lembra da série de livros infanto juvenis da Coleção Vaga-lume, como “O mistério dos cinco estrelas”.

Marcos Rey

Em 1945 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde viveu em uma pensão no bairro da Lapa e trabalhou na tradução de obras infantis.

Em 1946 ele voltou para São Paulo e em 1949 foi contratado como redator da Rádio Excelsior. Entre o período em que trabalhou na Rádio Excelsior e na Rádio Nacional conseguiu publicar seu primeiro livro, “Um gato no triângulo”.


Com a chegada da televisão na década de 50, Marcos Rey passa a trabalhar como redator de programas televisivos, entre eles, os infantis “Vila Sésamo” e “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, as novelas “A moreninha” e “Partidas Dobradas” e as séries “Memórias de um gigolô” e “O homem que salvou Van Gogh do suicídio”. Paralelo a isso também trabalhou como publicitário.

No ano de 1958, em parceria com o seu irmão Mário Donato, fundou a Editora Mauá. Apesar da editora não ter dado certo, foi ali que conheceu sua esposa Palma Bevilacqua.

Marcos Rey foi presidente da União Brasileira de Escritores em 1961.

Em 1967 publica o livro de contos “O enterro da cafetina” e o romance “Memórias de um gigolô”, ambos sucessos de público e de crítica.


No dia 1 de abril de 1999, Marcos Rey morria e com ele uma parte da literatura paulistana.