Cultura

Neve

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Entre inúmeras leituras por fazer – entre tantos outros afazeres – procurarei desvendar as quase quinhentas páginas do Nobel de Literatura de 2006, Orhan Pamuk. Minha colega Deyse Cioccari recomendou, o que por si só já é um bom caminho.

Eu tinha uma coleção antiga da Record que comprei por meses a fio, via Reembolso Postal, lá pelos idos de 1978-1982. Tinha que ir buscar nos Correios. Era uma edição primorosa, Capa dura. Bom acabamento e ilustrações. Infelizmente tive que desfazer de tal coleção. Sempre que eu consigo um livro “Nobel” veem à lembrança tal coleção.

Bem, mas “Nobel” é aquilo: tem coisas ótimas, mas tem também muitos desconhecidos que ganharam “politicamente” o prêmio.

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Cultura a Unir os Povos – A Arte do Encontro

Célio Turino convida todas as pessoas que ajudaram na formação da RaiZ-Movimento Cidadanista ao lançamento de seu novo livro, sobre a América Latina vista a partir da mirada dos movimentos comunitários e ancestrais.

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“Cultura a Unir os Povos – A Arte do Encontro”

dia 26/fev – às 19h
Memorial da América Latina – Salão de Atos

Com exposição fotográfica por Mario Miranda Filho de povos antigos e sagradas cores da América Latina

CURSO DE MICRO DRAMATURGIA

Com a premiada autora de Córdoba, Argentina, SONIA DANIEL, de 19 a 22 de fevereiro, das 19 às 22h, no Teatro Commune, Rua da Consolação, 1218 (metrô Mackenzie-Higienópolis) e estacionamento ao lado.

Inscrições pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf0Eq746fIgQ192iNFOp-XqHIL6crsS4bI9b-J28mid7piTOA/viewform

 

OBJETIVOS: Desenvolver noções básicas da dramaturgia abordando personagem, conflito e o texto dramático e a criação de micro cenas que serão apresentadas no Teatro Commune no final do curso. Os alunos deverão trazer 5 fotos de situações (familiares, cotidianas, do mundo, curiosas, interessantes….), 1 notícia de jornal ( que seja interessante, teatral… ) e 1 texto curto de sua autoria (que foi ou esteja sendo escrito)

SONIA DANIEL é atriz, professora e dramaturga premiada e coordenadora do Teatro Maria Castana, em Córdoba, Argentina e fundadora da Rede de Salas Independentes de Córdoba. É diplomada em Produção e Gestão Cultural na Universidade Blas Pascal. Suas referências em dramaturgia são Patricia Suarez, Alejandro Finzi, Luis Cano, Marco Antonio de La Parra, Ariel Davila. Foi dirigida como atriz por Chete Cavagliatto, Elisenda Seras, Jorge Pinus, Mildred Yedro, Sergio Blanco, Mauricio Kartun, Leo Rey, Jorge Aran entre outros.

Recebeu inúmeros prêmios como atriz, professora, escritora de teatro e gestora cultural. Como dramaturga foi representada em várias ocasiões. Destacam-se seus textos “Qual pluma ao vento”, “Expediente Fidelio, una historia clínica” (Arquivo Fidelio, uma história clínica), em coautoria com Liliana Sosa, “El gran deporte nacional” (O Grande esporte nacional), “Herida absurda” (Ferida Absurda), montada no Brasil há alguns anos, ”Mala Muerte” (Morte má), “El Juego de las Palomas” (O Jogo das Pombas).  Foi premiada com o primeiro lugar no Dramaturgia Provincial 2005 e no Prêmio Municipal Dramaturgia Unipersonal 2011. Recebeu em 2012 uma menção especial de Argentores, SAGAI e do Ministério do Desenvolvimento Social por sua peça curta “Boca de Lobo” no concurso de Aplausos pela Inclusão. Em 2013, sua peça “A vida sexual dos morcegos” é escolhida para a série “A Cozinha dos Dramaturgos” pela sociedade dos autores teatrais da Argentina.

Em 2014 foi premiada por sua peça “Herida Absurda” como o melhor texto de teatro da Festa Provincial de Teatro de Formosa e é convidada a participar do Ciclo de Autoras Argentinas no Teatro Nacional Cervantes, onde estreia “Pequeña Melodia para piano y Ella” com direção de Cristina Merelli. Sua obra foi publicada e traduzida em várias línguas. Seus textos são geralmente representados tanto em Córdoba, sua cidade natal na Argentina, como no resto do país e em países como Espanha, Bolívia, México, Brasil e Venezuela. Foi destaque como atriz em muitos projetos, incluindo: “Desviaciones musicoteatricas”, “El guante blanco”, “El rey se muere”, “Extraño juguete”, “Paseantes, maqueta de una história contada”, “Creciendo con el cuerpo” e seu exclusivo: “Dicese de la persona cuyo conyuge ha muerto” (Fala-se da Pessoa cujo Marido Morreu). Seus últimos textos foram “Pequeño Cyrano Ilustrado” dirigido por Leo Rey, seu marido, falecido em 2014. A trilogia Anti Comics, com os textos A Vida Sexual dos Morcegos, A Festa do Pijama e O Evangelho Segundo o Superman e Entre Mi piernas (adaptação do conto de Chapeuzinho Vermelho), premiada em Córdoba, em 2016. É autora da peça ANTI COMICS, DESCONSTRUINDO SUPER HERÓIS, montada pela COMMUNE, em parceria com o Teatro Maria Castana, em 2016, com recursos do IBERESCENA. Em 2015 participou, representando a Argentina, do “Encontro: a mulher na cena teatral latino-americana no século XXI, realizado em Mérida, no México.

Inscrições pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf0Eq746fIgQ192iNFOp-XqHIL6crsS4bI9b-J28mid7piTOA/viewform

De 19 a 22 de fevereiro das 19h às 22h

No Teatro Commune (ao lado do metrô estação Higienopolis Mackenzie)

INFORMAÇÕES E CONTATO: cursos@commune.com.br

Em São Paulo, obras do cubano Carlos Garaicoa são expostas no Espaço Cultural Porto Seguro

Carlos Garaicoa, RBC, 2012.

Carlos Garaicoa – ser urbano, individual Espaço Cultural Porto Seguro, de 6/02 a 6/05

São ao todo 8 trabalhos do artista cubano Carlos Garaicoa que estarão disponíveis para deleite do público no Espaço Cultural Porto Seguro. Reunindo vídeos, instalações, maquetes, fotografias e desenhos de Garaicoa, o curador Rodolfo de Athayde leva todos por uma viagem no universo urbano que ronda as criações do artista. Os debates políticos, econômicos e sociais inerentes a Carlos estão presentes na mostra, com o intuito de provocar transformações internas e externas.

La Ciudad Liberada

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“La ciudad liberada”, último álbum lançado de Fito Páez, segue recebendo elogios, tanto na Argentina quanto no exterior.

Pelas diversas nuances que têm as 18 faixas que o compõem, pelas músicas que podem ser futuros clássicos e, entre outras coisas, pelas letras inspiradas de todo o trabalho. Segundo a revista Rolling Stone, “La Ciudad Liberada” é o melhor disco de Fito Páez em 20 anos.

“Tu Vida Mi Vida” é seu novo single e conta com o clipe que mostra um Fito íntimo, cantando junto com sua namorada Eugenia Kolodziej.

É uma música em midtempo que segundo Fito “tem algo que não pertence ao gênero da canção de amor, não é a clássica canção que você canta para sua namorada. Ela fala da fragilidade das mulheres e dos homens”.

A Última Tentação de Cristo

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Foto Barbara Hershey, Martin Scorsese, Willem Dafoe.

Jesus (Willem Dafoe) é um carpinteiro que vive um grande dilema, pois é quem faz as cruzes com as quais os romanos crucificam seus oponentes. Resumindo, Jesus se sente como um judeu que mata judeus. Vivendo um terrível conflito interior ele decide ir para o deserto, mas antes pede perdão a Maria Madalena (Barbara Hershey), que se irrita com Jesus, pois não se comporta como uma prostituta e sim como uma mulher que quer sentir um homem ao seu lado. Ao retornar, Jesus volta convencido de que é o filho de Deus e logo salva Maria Madalena de ser apedrejada e morta. Então reúne doze discípulos à sua volta e prega o amor, mas seus ensinamentos são encarados como algo ameaçador, então é preso e condenado a morrer na cruz. Já crucificado, é tentado a imaginar como teria sido sua vida se fosse uma pessoa comum.

O livro que resultou no film é A última tentação, do escritor grego Nikos Kazantzákis (1883-1957). Publicado em 1955, o romance causou sentimentos de desaprovação em muitos religiosos por apresentar um Jesus demasiadamente humano.

O livro chegou a ser colocado pelo Vaticano no Index Librorum Prohibitorum (Índice dos Livros Proibidos); a Igreja Ortodoxa de Atenas tentou bani-lo da Grécia, além de abrir um processo de excomunhão do autor.

Dirigido por Martin Scorsese. Com: Willem Dafoe, Harvey Keitel, Barbara Hershey, Verna Bloom, Irvin Kershner, Victor Argo, Michael Been, Leo Burmester, Andre Gregory, Randy Danson, Harry Dean Stanton, David Bowie e Juliette Caton

JesusCristo

São Paulo com Suco

Boa pedida para este feriado em SAMPA. Assistir um filme feito em 1980 – O Homem que Virou Suco – de João Batista de Andrade. Nunca me esqueço que na saída do Cine Olido, no dia do lançamento, o diretor veio me perguntar se gostei do filme….

A história de um migrante nordestino que chega a São Paulo e é confundido com um operário que matara o patrão.

 

Padre José Maurício Nunes Garcia. O sacerdote. O compositor. O regente. O professor. O mestiço

250 anos do padre José Mauricio Nunes Garcia – Ludovica

 

O padre José Maurício Nunes Garcia nasceu no Rio de Janeiro, em 22 de setembro de 1767. Filho de mestiços, Apolinário Nunes Garcia, um alfaiate, e Victória Maria da Cruz, uma filha de escravos.

Da certidão do Batismo de José Maurício, que se realizou na Igreja de Nossa Senhora  do Rosário.
“Aos vinte dias do mez de Outubro de mil settecentos  e sessenta e sette annos nesta Cathedral, baptisei, e puz os Santos Óleos o Reverendo
Coadjutor Mario C. Fernandes de Castro  à Joze  filho legitimo de  Appolinario Nunes baptisado na  Ilha do Governador,  e sua mulher Victoria Maria  da Cruz baptizada em  Minas…  Rio de  Janeiro, aos  vinte e sette  dias do mez de Junho de mil oito centos e nove annos.”

O padre foi um dos maiores compositores das Américas, de seu tempo.

De origem humilde, aos seis anos ele perde o pai e passa a ser criado pela mãe com o auxílio da tia. Estudou teoria musical com o maestro Salvador José e, durante dois anos, foi aluno do poeta Silva Alvarenga.

Aos 16 anos, compõe sua primeira obra, uma antífona para a Catedral e Sé do Rio de Janeiro: Tota pulcra es Maria (1783).

Aos 17 anos, assina a ata de fundação da Irmandade de Santa Cecília, como professor de música.

Em 1790, obteve notoriedade no Rio de Janeiro com uma obra instrumental: Sinfonia Fúnebre.

Em 1791, solicita ordenação ao sacerdócio. Em 1792, o músico negro é ordenado padre, e em 1798 torna-se mestre de capela da Sé. O posto de mestre era o mais importante para um músico no Brasil Colônia. O período entre 1808 e 1811 foi o mais produtivo de Nunes, ele compôs cerca de setenta obras.

No ano de 1826, no ápice da sua criação,  realizou sua última composição, a Missa de Santa Cecília, encomendada pela Irmandade de Santa Cecília.

O padre José Maurício faleceu em 18 de abril de 1830. Vítima de seu tempo, da sua origem, da sua cor.

 

 

Outubro

Fernando Brant (Outubro 1946 – Junho 2015) e Milton Nascimento

 

Como entrou Outubro, vamos inaugurar o mês com uma das mais bonitas letra/música da dupla Fernando Brant e Milton Nascimento, presente no 1º LP(Disco) do Milton(1967).

OUTUBRO
Tanta gente no meu rumo
Mas eu sempre vou só
Nessa terra desse jeito
Já não sei viver
Deixo tudo deixo nada
Só do tempo eu não posso me livrar
E ele corre para ter meu dia de morrer
Mas se eu tiro do lamento um novo canto
Outra vida vai nascer
Vou achar um novo amor
Vou morrer só quando for
A jogar o meu braço no mundo
Fazer meu outubro de homem
Matar com amor essa dor
Vou
Fazer desse chão minha vida
Meu peito é que era deserto
O mundo já era assim
Tanta gente no meu rumo
Já não sei viver só
Foi um dia e é sem jeito
Que eu vou contar
Certa moça me falando alegria
De repente ressurgiu
Minha história está contada
Vou me despedir.

O que tem sido feito e organizado para a comemoração do Bicentenário da Independência do Brasil?

Faltam quase 5 anos para o Bicentenário da Independência e não vemos nenhuma movimentação com vistas a este evento importante. Nada temos visto de articulação e preparativos para este data.
Fechado ao público desde agosto de 2013, o Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, só deverá abrir as portas em 2022 (se abrir…).
E as obras da Avenida D. Pedro I ? E as obras no entorno? O que tem sido feito para receber os milhares de turistas?

Em abril deste ano O MINc (Ministério da Cultura) noticiou o seguinte:

Começa organização do Bicentenário da Independência do Brasil
 Em 2022, o Brasil comemorará 200 anos da Independência. Com o objetivo de coordenar as atividades, eventos e projetos relacionados a essa data, foi criada a Comissão Interministerial Brasil 200 anos, que teve sua primeira reunião nesta terça-feira (4), em Brasília. Coordenada pelo Ministério da Cultura (MinC), o grupo já assumiu, como tarefa primordial, a reabertura do Museu do Ipiranga, em São Paulo (SP). Também fazem parte da comissão representantes da Casa Civil e dos Ministérios da Defesa, de Relações Exteriores e da Educação.

Alberto Aggio, assessor especial do ministro da Cultura, Roberto Freire, explicou que o caminho para a organização das festividades segue quatro pontos fundamentais. Além do apoio do MinC para o Museu do Ipiranga, os outros aspectos primordiais são: reflexão sobre a trajetória histórica dos 200 anos do Brasil independente; promoção de concursos para projetos específicos de celebração para o bicentenário e, por último, envolvimento da sociedade nas comemorações, com participação de sindicatos, associações e entidades científicas, entre outros.

O reexame da trajetória histórica busca fazer com que a sociedade repense como o País foi construído, que instituições foram criadas e sobre os percursos e percalços ocorridos ao longo dos séculos. De acordo com Aggio, o intuito é que as pessoas também reflitam sobre concepções pré-estabelecidas a respeito dessa data histórica.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

 

E a Prefeitura de São Paulo, o que tem feito?

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