Cultura

Negri e Hardt são tema de reflexão na FESPSP

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Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) oferece curso de extensão sobre povo, Estado e território.

Introduzir os alunos na obra dos autores Antonio Negri e David Hardt é a proposta do curso de extensão O Império e a Multidão – Uma reflexão a partir de Negri e Hardt, da FESPSP, que aborda os principais conceitos dos autores sobre império, multidão, subjetividade e o comum.
O curso será desenvolvido a partir do conceito de povo, estado e território desenvolvido por Thomas Hobbes, em O Leviatã, e a partir desta perspectiva serão abordados os conceitos trabalhados por Negri e Hardt sobre a nova ordem mundial. “Abordamos a perspectiva sobre as subjetividades produzidas por este contexto de capitalismo contemporâneo. Além de abordar o conceito de comum, que é debatido no último livro dos autores e a sua relação com os conceitos de império e multidão”, explica o professor Thiago da Silva Prada.
As aulas são voltadas a pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação, especialmente bacharéis em Ciências Sociais, Pedagogia, Biblioteconomia, Ciências da Informação, História, Geografia, Jornalismo, Letras, Artes, Filosofia, Comunicação, Psicologia, Educação e Serviço Social. Voltado, também, a professores das diversas áreas de saber e níveis de ensino.
Mais informações pelo telefone 3123-7800 ou 3123-7823 ou pelo e-mail extensao@fespsp.org.br.
Serviço
Curso de Extensão: O Império e a Multidão – Uma reflexão a partir de Negri e Hardt 
Local: Campus FESPSP – Rua General Jardim, 522 – Vila Buarque, São Paulo – SP
Período: 11 de março a 01 de abril de 2017.
Horário: Sábados, das 9h às 13h.
Carga Horária: 16 horas
Docentes: Prof. Me. Thiago da Silva Prada e Profa. Patricia Cucio Guisordi
Sobre Prof. Me. Thiago da Silva Prada
Possui graduação em Psicologia pela Universidade São Marcos (2008). Especialização em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP (2010). Especialização em Sócio-Psicologia pela FESPSP (2011). Mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP (2015). Escritor e poeta, publicou dois livros de poesia: Os Céus de Van Gogh (2014) e Da Noite Sem Fim – poéticas sobre tristezas e assombros (2015). Texto retirado da plataforma Lattes em 02/03/2017.
Sobre Profa. Patricia Cucio Guisordi
Mestranda em Ciências Sociais pela PUC-SP e pesquisadora da área de mobilização política na Internet. Patricia atua como consultora na área social com foco em mobilização, participação e articulação de redes. Seus últimos trabalhos estão relacionados a compreensão das dinâmicas sociais e seus impactos na realidade. Atuou como facilitadora e mobilizadora em iniciativas para o investimento social nas áreas de meio ambiente, esporte, direitos humanos e juventude. Texto retirado da plataforma Lattes em 02/03/2017.

Raduan Nassar recebe Prêmio Camões

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“Excelentíssimo Senhor Embaixador de Portugal, Dr. Jorge Cabral.

Senhor Dr. Roberto Freire, Ministro da Cultura do governo em exercício.

Senhora Helena Severo, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional.

Professor Jorge Schwartz, Diretor do Museu Lasar Segall.

Saudações a todos os convidados.

Tive dificuldade para entender o Prêmio Camões, ainda que concedido pelo voto unânime do júri. De todo modo, uma honraria a um brasileiro ter sido contemplado no berço de nossa língua.

Estive em Portugal em 1976, fascinado pelo país, resplandecente desde a Revolução dos Cravos no ano anterior. Além de amigos portugueses, fui sempre carinhosamente acolhido pela imprensa, escritores e meios acadêmicos lusitanos.

Portanto, Sr.Embaixador, muito obrigado a Portugal.

Infelizmente, nada é tão azul no nosso Brasil.

Vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; a prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes.

Com curriculum mais amplo de truculência, Moraes propiciou também, por omissão, as tragédias nos presídios de Manaus e Roraima. Prima inclusive por uma incontinência verbal assustadora, de um partidarismo exacerbado, há vídeo, atestando a virulência da sua fala. E é esta figura exótica a indicada agora para o Supremo Tribunal Federal.

Os fatos mencionados configuram por extensão todo um governo repressor: contra o trabalhador, contra aposentadorias criteriosas, contra universidades federais de ensino gratuito, contra a diplomacia ativa e altiva de Celso Amorim. Governo atrelado por sinal ao neoliberalismo com sua escandalosa concentração da riqueza, o que vem desgraçando os pobres do mundo inteiro.

Mesmo de exceção, o governo que está aí foi posto, e continua amparado pelo Ministério Público e, de resto, pelo Supremo Tribunal Federal.

Prova da sustentação do governo em exercício aconteceu há três dias, quando o ministro Celso de Mello, com suas intervenções enfadonhas, acolheu o pleito de Moreira Franco. Citado 34 vezes numa única delação, o ministro Celso de Mello garantiu, com foro privilegiado, a blindagem ao alcunhado “Angorá”. E acrescentou um elogio superlativo a um de seus pares, o ministro Gilmar Mendes, por ter barrado Lula para a Casa Civil, no governo Dilma. Dois pesos e duas medidas

É esse o Supremo que temos, ressalvadas poucas exceções. Coerente com seu passado à época do regime militar, o mesmo Supremo propiciou a reversão da nossa democracia: não impediu que Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados e réu na Corte, instaurasse o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Íntegra, eleita pelo voto popular, Dilma foi afastada definitivamente no Senado.

O golpe estava consumado!

Não há como ficar calado.

Obrigado.

Raduan Nassar”

 

 

 

Ministro da Cultura rebate críticas do escritor Raduan Nassar ao governo

Da Agência Brasil

O ministro da Cultura, Roberto Freire, rebateu, nesta sexta-feira (17), as críticas do escritor paulista Raduan Nassar ao governo do presidente Michel Temer. “Quem dá prêmio a adversário político não é a ditadura”, disse Freire ao escritor, que, ao receber o Prêmio Camões de Literatura, classificou o governo de opressor.

Na cerimônia, realizada em São Paulo, Raduan Nassar, de 81 anos, afirmou que o Brasil vive “tempos sombrios” e criticou também o Supremo Tribunal Federal e a indicação do ministro licenciado da Justiça e Segurança Pública, Alexandre de Moraes, para uma vaga nesta Corte.

Segundo Freire, manifestações críticas são próprias da democracia, e só os mais velhos realmente sabem o que foi viver durante o regime militar. “Que os jovens critiquem hoje, não há perplexidade, mas quem dá prêmio ao adversário não é representante da ditadura.”

Instituído em 1988, o Prêmio Camões de Literatura é dado anualmente a um escritor de língua portuguesa que, pelo conjunto da obra, tenha contribuído para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural dos países lusófonos. O prêmio, no valor de 100 mil euros, é concedido pelos governos do Brasil e de Portugal.

Autor dos romances Lavoura Arcaica e Um Copo de Cólera e de alguns contos, Raduan Nassar é o décimo segundo escritor brasileiro a receber o Prêmio Camões. Antes dele, foram escolhidos Alberto da Costa e Silva, Dalton Trevisan, Ferreira Gullar, João Ubaldo Ribeiro, Lygia Fagundes Telles, Rubem Fonseca, Autran Dourado, Antonio Cândido, Jorge Amado, Rachel de Queiroz e João Cabral de Melo Neto.

Edição: Nádia Franco

Dia dos Santos Reis

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O “Dia de Reis”, ou “Dia dos Santos Reis”, comemorado em 6 de janeiro, tem origem na tradição católica que lembra o dia que Jesus Cristo, recém-nascido, recebeu a visita de três Reis Magos: Belchior, Gaspar e Baltazar, que vieram do oriente, guiados por uma estrela.

O Dia dos Santos Reis Magos, mais conhecido como Folia de Reis, é uma festa religiosa de origem portuguesa, que chegou ao Brasil no século XVIII. Segundo a Bíblia, tendo Jesus nascido em Belém, no tempo do Rei Herodes, os magos do Oriente seguiram uma estrela e foram adorá-lo.
Ignora-se a proveniência dos Reis Magos, mas se supõe que fossem três pessoas por conta dos presentes ofertados ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, que, respectivamente, simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei.

 

Segundo a tradição, um era negro (africano), outro branco (europeu) e o terceiro moreno (assírio ou persa) e representavam toda a humanidade conhecida daquela época. Beda, um cronista inglês que viveu entre 673 e 735 d.C., foi quem deu nome aos magos: Gaspar, Melchior (ou Belchior) e Baltazar

 

São Paulo terá ECOPONTOS culturais

Haddad sancionou na terça feira, 27 de dezembro, a lei que institui Ecopontos Culturais que serão destinados para disponibilizar os bens culturais que são descartados e que poderão ser retirados gratuitamente pela população. Agora o negócio é COBRAR da administração que esses pontos sejam REALMENTE criados nas diversas regiões da cidade.

 

 

LEI Nº 16.603, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2016

(Projeto de Lei nº 23/16, do Vereador Claudinho de Souza – PSDB) ((EMENTA))Institui os espaços destinados à cultura denominados Ecopontos Culturais na Cidade de São Paulo e dá outras providências. FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 7 de dezembro de 2016, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º Ficam instituídos os espaços públicos municipais destinados ao fomento de cultura, lazer, recreação, educação e de proteção ao meio ambiente sustentável denominados Ecopontos Culturais.
Art. 2º Considera-se para efeitos desta lei os Ecopontos Culturais espaços definidos pelo Poder Executivo para receber, disponibilizar e dar destino livre à população de exemplares, gratuitamente disponibilizados, de: livros, jornais, revistas, periódicos, mídias, CDs, DVDs, entre outros, ficando ao cidadão em geral, de forma livre, a sua apropriação e consequente destino.
Art. 3º O Poder Executivo definirá, em conjunto com as Subprefeituras, os espaços destinados à prática livre de troca de exemplares culturais, podendo disponibilizar servidores, equipamentos e meios para o fiel cumprimento desta lei.
Art. 4º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 5º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 27 de dezembro de 2016, 463º da fundação de São Paulo. FERNANDO HADDAD,
PREFEITO FRANCISCO MACENA DA SILVA, Secretário do Governo Municipal
Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 27 de dezembro de 2016.

SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA ABRE INSCRIÇÕES PARA O PROGRAMA JOVEM MONITOR/A CULTURAL 2017

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Edital público seleciona jovens entre 18 e 29 anos para preencher 300 vagas,
além de formar um cadastro reserva

São Paulo, 23 de dezembro de 2016 – A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), divulga a abertura do edital para o cadastro reserva do Programa Jovem Monitor/a Cultural em 2017. As inscrições serão do dia 23 de dezembro de 2016 a 23 de janeiro de 2017 para jovens de 18 a 29 anos interessados/as em atuar nos espaços culturais e departamentos da SMC. 

 
Serão oferecidas 300 vagas para jovens monitores/as culturais distribuídas em 96 espaços da cidade, como centros culturais, casas de cultura, teatros, bibliotecas, museu, arquivo histórico, e departamentos da Secretaria.
A formação combinada proposta pelo Programa é de 30 horas semanais divididas da seguinte forma: 6h de formação teórica, às segundas-feiras, com reflexões relativas à área da cultura, às juventudes e à diversidade, e, nos outros dias, 24h de formação prática no espaço cultural, participando do seu dia a dia, das atividades e do funcionamento. A bolsa-auxílio é no valor de R$ 1.000,00 somada ao auxílio-refeição e ao bilhete único mensal integrado entre ônibus e metrô.
 
Os requisitos para participar são:
– Ter entre 18 e 29 anos
– Ter concluído o Ensino Médio;
– Morar na cidade de São Paulo há pelo menos um ano;
– Pertencer, prioritariamente, à família de baixa renda;
– Residir na região da subprefeitura do espaço cultural que deseja atuar ou nas subprefeituras vizinhas.
As inscrições serão feitas exclusivamente pelo site do Programa.
 
Para acessar o edital e ter mais informações, acesse: bit.ly/inscricaoPJMC


Regulamento de Funcionamento das Casas de Cultura de São Paulo

Após obras, casa sediará atividades culturais e de capacitação

Após obras, casa sediará atividades culturais e de capacitação

A SECRETÁRIA MUNICIPAL DE CULTURA, no uso das suas atribuições legais,
CONSIDERANDO
a Lei Municipal n° 11.325/92, de 29 de dezembro de 1992, que cria as Casas de Cultura, bem como o disposto no Decreto Municipal nº 55.547/2014, de 26 de setembro de 2014, que dispõe sobre a transferência da sua gestão para a Secretaria Municipal de Cultura;
CONSIDERANDO
a necessidade de uniformização de critérios e procedimentos para a utilização dos espaços das Casas de Cultura, padronização do horário de funcionamento dos
mesmos e normatização de trabalhos voluntários nas mesmas;
CONSIDERANDO
o incentivo e a valorização da produção cultural realizada nas diferentes regiões da cidade e a necessidade da Administração Pública de zelar pela integridade
do patrimônio público, pela segurança da população e pelo interesse público e cultural das ações que acontecem nas Casas de Cultura;
RESOLVE:
I – Publicar o Regulamento de Funcionamento das Casas
de Cultura, como Anexo a esta Portaria.
II – Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação.
Regulamento de Funcionamento das Casas de Cultura
1. As Casas de Cultura terão funcionamento normal de
terça-feira a sábado, das 9h00 às 21h00, podendo esse horário
ser ampliado, a critério da coordenação e do conselho gestor,
respeitando a estrutura de recursos humanos do equipamento.
2. A utilização dos espaços de uso público das Casas de
Cultura, ainda que temporária, deverá ser precedida de solici-
tação, a ser submetida à análise do gestor responsável, que po-
derá autorizá-la, desde que compatível com o interesse público
e cultural, em observância às disposições normativas da Casa.
3. Fica vedada a utilização permanente de qualquer fração
dos espaços públicos das Casas de Cultura, ressalvadas as hipó
teses em que haja permissão de uso, gestão compartilhada ou
ajustes congêneres, com período de vigência pré-estabelecido.
4. A solicitação de uso dos espaços das Casas de Cultura
deverá ser preenchida na forma do ANEXO 1, dirigida ao gestor
responsável e protocolada com antecedência mínima de 30
(trinta) dias antes do início do período da utilização pretendi-
da. Para eventos de menores proporções, tais como reuniões,
grupos de estudos e ensaios, os pedidos poderão ser avaliados
com menor antecedência, desde que haja espaço disponível na
programação da Casa.
5. A utilização dos espaços poderá ser permitida para um
período de até 06 (seis) meses. Para as atividades continuadas,
uma nova solicitação deverá ser encaminhada ao coordenador
após esse período.
6. No caso de solicitação do espaço para atividades de
longa duração (como oficinas e encontros) a ausência por 2
(dois) dias seguidos, sem comunicação prévia ou justificativa
com o equipamento e aprendizes, ocasionará disponibilidade
do espaço para outros usuários. Mesmo que comunicadas, se
as ocorrências ultrapassarem 4 (quatro) datas consecutivas, sem
nenhum uso do espaço, os solicitantes terão que aguardar nova
disponibilidade.
7. O interessado autorizado a utilizar o espaço será respon-
sável pela manutenção dos bens que lhe forem confiados, bem
como pela entrega do local, após o evento ou projeto, em per-
feitas condições, inclusive de higiene e limpeza. Após o uso será
realizada vistoria na Casa de Cultura para verificar se o espaço
foi deixado em condições de uso. O autorizado é responsável
por todos e quaisquer danos, direta ou indiretamente, ocorridos
no equipamento da Casa de Cultura, devendo ressarci-la por
eventuais prejuízos havidos.
8. A Casa de Cultura não se responsabiliza por materiais e/
ou pertences do evento ou projeto indicado deixados em suas
dependências, bem como por eventuais danos ocasionados
por terceiros. Ao término do evento/projeto, caso não haja
renovação do presente termo, os responsáveis deverão retirar
imediatamente os materiais e/ou pertences utilizados; passados
60 (sessenta) dias do encerramento da atividade, os bens não
retirados serão incorporados ao patrimônio da Casa de Cultura
e/ou destinados a atividades sociais e/ou culturais.
9. A programação cotidiana do equipamento tem priori-
dade absoluta, razão pela qual, havendo conflito de horário, a
equipe da Casa de Cultura entrará em contato com o interes-
sado para buscar novas datas/horários para o agendamento
solicitado. A Casa de Cultura responsabiliza-se por avisar com
antecedência de 15 (quinze) dias, caso haja necessidade do uso
do espaço para outra atividade.
10. A autorização concedida para o evento programado
não pode ser transferida para terceiros. O autorizado deve
cumprir os horários indicados e os eventos noturnos não devem
ultrapassar o horário acordado com o gestor.
11. Entre as solicitações apresentadas, terão prioridade as
que forem realizadas por grupos e coletivos culturais. Em caso
de ensaio, terão prioridade aqueles que estiverem preparando
apresentações vinculadas à programação oficial do equipa-
mento. Atividades culturais públicas e abertas também têm
prioridade com relação a reuniões fechadas. A Casa de Cultura
é um espaço público, laico e apartidário, motivo pelo qual todas
as atividades abertas deverão manter essas características.
12. Os equipamentos da Casa de Cultura (como os de
som, mesas e cadeiras) poderão ser utilizados na própria Casa
mediante disponibilidade e solicitação prévia. Para que seja
utilizado o equipamento de som, o solicitante deverá levar e/ou
contratar um operador/técnico de som devidamente qualificado,
bem como devolver os equipamentos nas mesmas condições
em que forem entregues, responsabilizando-se por eventuais
danos causados pela sua manipulação.
13. Como as dependências da Casa de Cultura são com-
partilhadas por outros coletivos e/ou grupos, o espaço pode ser
utilizado por mais de um grupo simultaneamente, devendo ser
respeitado, assim, um volume de som que possibilite o compar-
tilhamento do referido espaço. A copa é de uso dos funcionários
da Casa, mas, havendo necessidade de uso, a Coordenação
deverá ser avisada com antecedência.
14. As atividades realizadas na Casa de Cultura são gratui-
tas. É vedada cobrança de ingressos nos espetáculos, oficinas,
shows, reuniões e outros eventos realizados no local. Em even-
tos específicos, como lançamento de livros e CDs, a comercia-
lização de itens dar-se-á mediante consulta prévia ao gestor.
15. Qualquer comércio deve estar estritamente vinculado
à apresentação na Casa, fruto do trabalho artístico/cultural,
conforme preconiza a Ordem Interna nº 01/02-SMC/G. Tal
atividade deve ser previamente encaminhada para análise do
gestor, explicitando interesse público, natureza artístico- cultural
e adequação ao espaço destinado ao evento. As atividades que
ocorrerem nos espaços externos das Casas poderão, ainda, se
for o caso, se beneficiar do que determina a Lei nº 15.776, de
29 de maio de 2013, que trata de apresentações artísticas em
logradouros públicos.
16. Toda divulgação, por quaisquer meios de comunicação,
deverá ter menção e/ou inclusão dos logotipos da Secretaria
Municipal de Cultura e da própria Casa de Cultura, que serão
disponibilizados após a assinatura do pedido de solicitação.
17. É proibido o consumo e comercialização de bebidas
alcoólicas nas dependências da Casa de Cultura. Também não
será permitida quaisquer atitudes ou eventos de caráter discri-
minatório, que atente contra os direitos humanos fundamentais.
O bom convívio e gentileza entre moradores, funcionários,
educadores e participantes em geral da Casa de Cultura são
indispensáveis para garantir a realização das atividades nas
dependências da Casa. O não cumprimento dos procedimentos
desses critérios poderá ensejar a suspensão da atividade e a
indisponibilidade do espaço ao solicitante, a critério da Coorde-
nação e do Conselho Gestor, por até 02 (dois) anos.

18. A realização de trabalho voluntário no espaço das
Casas ocorrerá mediante preenchimento de proposta nesse
sentido em documento modelo (ANEXO 2), endereçado ao
gestor, que o compatibilizará com os demais usos requeridos
do espaço público.

___________
ANEXO 1
SOLICITAÇÃO DE USO DE ESPAÇO DA CASA DE CULTURA:
____________________________________________
“Solicito autorização para utilização do espaço da Casa
de Cultura para a atividade descrita abaixo e declaro conhecer
os procedimentos necessários para o uso deste equipamento
público municipal expressos em Portaria.”
Informações da atividade
Nome do evento:
Descrição da atividade:
Início e término do evento (Dias e horários):
Nome do grupo (se houver):
Integrantes do grupo:
Quantidade de público estimado:
Espaço da Casa solicitado:
Equipamentos solicitados:
Informações do solicitante:
Nome do responsável pela solicitação:
CPF ou CNPJ:
RG:
Endereço:
Telefone:
Email:
Assinatura
Coordenador da Casa de Cultura
Nome:
RF:
Assinatura
________
ANEXO 2
TERMO DE ADESÃO À PRESTAÇÃO DE SERVIÇO VOLUNTÁRIO
Data:____________
Nome completo do proponente:
Endereço:
Documento de identidade:
Telefones:
Email:
Qualificação/ Formação:
Nome da oficina e/ou atividade
Dia da semana:
Local (sala/espaço):
Horário:
Público alvo:
Período/duração:
Com a assinatura deste termo, faço saber que:
– a oficina/atividade é totalmente gratuita, sendo ter-
minantemente proibido qualquer tipo de cobrança, taxas ou
arrecadação junto aos participantes. Abro mão, portanto, de
qualquer tipo de recebimento, por parte da Municipalidade.
Casos especiais, referente a uso de materiais, deverão respeitar
o Decreto nº 48.696, de 5 de setembro de 2007;
– deverei providenciar lista de presença diária dos partici-
pantes, visto que o cumprimento dos horários indicados é de
extrema importância para manter a convivência com outras
atividades;
– assumo o compromisso de, imediatamente após utilizar o
espaço cedido para a oficina e/ou atividade, entregar o mesmo
em condições adequadas de limpeza, conservação e organiza-
ção, recompondo-o para atividades posteriores;
– qualquer ocorrência, de ambas as partes, que impossi-
bilite o uso do espaço aqui acordado, deverá ser comunicada,
previamente, com, no mínimo 24 (vinte e quatro) horas de
antecedência;
São deveres do prestador de serviços voluntários, dentre
outros, sob pena de desligamento: manter comportamento
compatível com sua atuação; ser assíduo no desempenho de
suas atividades; identificar-se mediante o uso do crachá que
lhe for entregue, nas dependências do órgão no qual exerce
suas atividades ou fora dele quando a seu serviço; tratar com
urbanidade o corpo de servidores públicos municipais do órgão
no qual exerce suas atividades, bem assim os demais prestado-
res de serviços voluntários e o público em geral; exercer suas
atribuições, conforme previsto no termo de adesão, sempre
sob a orientação e coordenação do responsável designado pela
direção do órgão ao qual se encontra vinculado; justificar as
ausências nos dias em que estiver escalado para a prestação
de serviço voluntário; reparar danos que por sua culpa ou dolo
vier a causar à Administração Pública Municipal ou a terceiros
na execução dos serviços voluntários; respeitar e cumprir as
normas legais e regulamentares.
O presente termo de adesão terá vigência de __________
___ (____) meses e, desde que cumpridas todas as con-
dições anteriormente descritas, poderá ser renovado. Poderá,
ainda, ser rescindido pelas partes, desde que mediante prévia e
expressa manifestação.
Confirmo o interesse em ministrar, voluntariamente, a
oficina e/ou atividade de ________________neste espaço de
cultura, pelo período inicial de _____________ meses.
Nome do proponente:
Assinatura
DE ACORDO:
Nome do gestor e/ou responsável
Assinatura
AUTORIZAÇÃO P

E Se Vivêssemos Todos Juntos?

Por Gilberto da Silva

Abordar a terceira idade no cinema sem ser chato, piegas ou trágico não é fácil. Realizar um filme com um elenco idoso é ousado… e delicado. E Se Vivêssemos Todos Juntos? de Stéphane Robelin é uma grata surpresa pois caminha pelo leve, suave e com um toque de humor num tema que não é inovador, mas que encontramos um resultado simpático e, em certos casos, emocionantes. Quase um elogio à vida!

Annie (Geraldine Chaplin), Jean (Guy Bedos), Claude (Claude Rich), Albert (Pierre Richard) e Jeanne (Jane Fonda) são melhores amigos há mais de quatro décadas. Uma forte amizade une os cinco personagens.

Annie e Jean (um militante comunista excluído do seu grupo) são casados. Albert (convivendo com a falta de memória) e Jeanne (entrando numa fase terminal de câncer) também são casados.

O fotógrafo Claude é um solteirão convicto, que adora tirar fotos de mulheres. É um sedutor, sempre usando os serviços da prostituição: a cena em que lê Memórias de Minhas Putas Tristes de Gabriel Garcia Marques deixa clara a referência do personagem. Quando a saúde deles começa a piorar e o asilo se apresenta como solução para Claude, surge a ideia de todos morarem juntos. E, assim, num bela causa de união acabam todos na casa de Annie e Jean.

Mas morar junto traz antigas lembranças e assim ficamos sabendo que as duas mulheres já foram amantes de Claude. Imagina como fica a situação quando os maridos descobrem!

As cenas de nudez surgem com naturalidade e beleza. Um jovem se apresenta na trama, Dirk vivido por Daniel Brühl, meio emblemático e cheio de lacunas no personagem. Creio que ficou meio descontextualizado e sua existência na trama perfeitamente descartável.

Embora não seja um filme tecnicamente impecável sua mensagem e seu lirismo não deve ser ignorado.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Stéphane Robelin

Elenco: Guy Bedos, Daniel Brühl, Geraldine Chaplin, Jane Fonda, Claude Rich, Pierre Richard, Bernard Malaka, Camino Texeira, Gwendoline Hamon, Shemss Audat, Gustave de Kervern, Laurent Klug

Produção: Christophe Bruncher, Philippe Gompel, Aurélia Grossmann

Roteiro: Stéphane Robelin

Fotografia: Dominique Colin

Trilha Sonora: Jean-Philippe Verdin

Duração: 96 min.

Ano: 2012

País: França, Alemanha

Gênero: Comédia

Cor: Colorido

Distribuidora: Imovision

Estúdio: Studio 37 / Les Films de la Butte / Rommel Film / Manny Films / Home Run Pictures

Classificação: 12 anos

SMC promove encontro “Cultura em SP: Balanço e Perspectivas” no Centro Cultural São Paulo

cultura


Neste encontro, aberto a todos os interessados, será apresentado o balanço da gestão 2013-2016 e as perspectivas para a política cultural de São Paulo

No dia 13 de dezembro, a partir das 18h, o Centro Cultural São Paulo sediará um encontro cultural aberto a todos os interessados com o objetivo de apresentar as principais ações desenvolvidas pela atual gestão entre 2013 e 2016 e as perspectivas de futuro apontadas pelo Plano Municipal de Cultura, recém-instituído pelo Decreto nº 57.484/2016. Promovido pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC), o evento terá, ainda, o lançamento de duas publicações: uma edição especial do guia EmCartaz, com os principais projetos e ações realizados nos últimos quatro anos e a publicação final do Plano Municipal de Cultura de São Paulo.

O Plano Municipal de Cultura é um documento que traz diretrizes para a política cultural na cidade de São Paulo para os próximos 10 anos. Elaborado com a participação da sociedade civil e de diversos órgãos da Prefeitura de São Paulo, o documento estabelece 20 metas e 96 ações, resultado da sistematização das contribuições recebidas de mais de 2.600 participantes ao longo dos meses de fevereiro a maio de 2016, por meio de audiências públicas regionais e temáticas, consulta pública online e reuniões intersecretariais.

A abertura do evento, às 18h, contará com a presença da Secretária Municipal de Cultura, Maria do Rosário Ramalho. A partir das 19h, será realizada uma mesa com o tema “Cultura em SP: Balanço e perspectivas”, com a coordenação da equipe do gabinete da SMC: Maurício Dantas (secretário-adjunto); Rossella Rossetto (chefe de gabinete) e Luciana Piazzon Barbosa Lima (assessora técnica).

Os temas serão apresentados segundo os eixos do Plano Municipal de Cultura:

I: Do Estado e da Participação Social
II: Do Espaço Urbano e da Infraestrutura Cultural
III: Do Patrimônio e da Memória
IV: Da Formação e da Difusão Cultural
V: Do Fomento e da Economia da Cultura

O encerramento terá um show do cantor recifense Siba, que apresentará seu mais recente trabalho, o disco “De baile solto”. Nele, o som das guitarras entrelaçadas da música congolesa, que dialoga com o Maracatu de Baque Solto, sempre presente no trabalho de Siba.

Serviço: “Cultura em SP: Balanço e Perspectivas” |Centro Cultural São Paulo – Sala Adoniran Barbosa. Rua Vergueiro, 1.000. 18h. Paraíso. Próximo da estação Vergueiro do metrô. | Não é preciso fazer inscrição prévia. Entrada gratuita.

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