Cultura

Em 21 de outubro de 1984 morria o cineasta francês François Truffaut

François Truffaut ficou famoso na história do cinema por, ao lado de nomes como Jean-Luc Godard, Eric Rohmer e Claude Chabrol, fundar o movimento cinematográfico Nouvelle Vague (a “Nova Onda”), que trouxe uma nova experiência para o cinema

Em 21 de outubro de 1984 morria o cineasta francês François Truffaut – um dos fundadores do movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague e um dos maiores ícones da história do cinema do século XX.
Alguns Filmes do diretor:

Jules e Jim – Uma Mulher para Dois (1962): triângulo amoroso imaginado por Truffaut traz Jeanne Moreau como a instável emocionalmente Catherine. Ela era a base da felicidade e da tristeza de Jules e Jim.

A Noite Americana (1973): vencedor de melhor filme estrangeiro de 1973, traz uma discussão sobre o processo de produção de um filme. A personagem feminina mais uma vez é parte crucial da narrativa.

Fahrenheit 451 (1966): único filme de Truffaut falado em inglês e mostra um mundo onde os livros são proibido, ideia que por si só já seria assustadora. Ver meu artigo sobre Fahrenheit 451

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Teatro, moda e cultura no V Seminário Comunicação, Cultura e Sociedade do Espetáculo

No dia 18 de outubro de 2019 atuei como moderador de uma mesa durante o V Seminário Comunicação, Cultura e Sociedade do Espetáculo evento organizado pelo grupo de pesquisa em Comunicação e Sociedade do Espetáculo do PPGCOM (Programa de Pós Graduação em Comunicação) da Faculdade Cásper Líbero. O grupo é liderado pelo professor doutor Cláudio Novaes Pinto Coelho.

A proposta do evento é refletir sobre a produção cultural na contemporaneidade, procurar compreender como esta produção está vinculada a processos comunicacionais que se concretizam em produtos midiáticos, que podem ou não estar integrados à dinâmica da sociedade capitalista do espetáculo, que articula produção e consumo de mercadorias e produção e consumo de imagens. Uma pergunta se coloca neste instante: Práticas de resistência a essa dinâmica são possíveis? Por outro lado, a contemporaneidade também nos coloca, tendo em vista o crescimento em escala mundial de governos repressivos, o desafio de refletir sobre as possibilidades de resistência diante das diferentes formas de exercício da opressão.

A mesa que mediei foi muito boa, com belas apresentações e contribuições para esta debate.

Giulia Garcia e o TEMPO Y ESPETÁCULO: poética e processos comunicacionais no Teatro Oficina, uma aula sobre a resistência do Teatro Oficina Uzyna Uzona e reflexões sobre as montagens de Roda Viva em 1968, 2018 e 2019. A Giulia está terminado o curso de jornalismo na Cásper Libero e é uma menina com futuro brilhante!
Em Polifonias no teatro popular: reflexões sobre a peça “Bom Retiro, Meu Amor” do TUOV, Mei Hua Soares, doutora e atriz, contou um pouco sobre o processo criativo do TUOV ( Teatro Popular União e Olho Vivo ) durante a elaboração da peça Bom Retiro Meu Amor: Ópera-Samba, Mei Hua Soares foi e é uma garota sensacional! Muito aprendi.

Em Cogitando sobre uma arte crítica: pensamento crítico em gesto, meu colega de grupo Antonio Duran mostrou o processo criativo do grupo Teatro da Vertigem, da qual é dramaturgo e a partir das reflexões entendermos um pouco mais sobre os processos de criação teatral. Antonio como sempre contundente, não dá para passar num debate com ele sem levar alguma experiência da prática teatral para casa.


Eis que, Entre flores e vaga-lumes: um recorte da cultura e da resistência em Pasolini, Ethel Pereira Shiraishi leva-nos ao mundo do enigmático e contundente cineasta e homem de cultura italiano. Nossa sempre boa anfitriã ( eventos e Relações Públicas), Ethel Pereira, sempre trazendo poesia onde não há esperança.


Em Arte, história e mídia: o que comunicam as releituras de O Quarto Estado, Fabiola Ballarati Chechetto, que nós carinhosamente a chamamos de Nina refletimos sobre sobre o quadro O Quarto Estado de Giuseppe Pellizza da Volpedo e suas diversas apropriações e ressignificações. O Novecento presente. Itália viva! Descobri na apresentação a referência do final do filme Novecento (1976) de Bernardo Bertolucci que marcou minha juventude!

E por último, a Moda como Cultura e Forma de Comunicação, na rápida, porém magnífica exposição sobre a moda como parte integrante de uma cultura e como forma de comunicação. Rafaella Piragini Fernandes, estudante de Relações Públicas na Faculdade Cásper Líbero traçou um breve percurso histórico cujo enfoque é justamente a moda em seu vínculo como questões mais amplas.. Ah! Madame Channel…

Noam Chomsky

Hoje, 7 de dezembro,é dia do aniversário de Noam Chomsky. O pensador filósofo, linguista, cientista político e acadêmico Noam Chomsky completa 90 anos. Nasceu em 1928 na Filadélfia,Estados Unidos; Chomsky, recebeu o título de PhD em linguística na Universidade da Pensilvânia em 1955, na mesma época em que entrou para o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

PRINCIPAIS TRABALHOS NA ÁREA DA LINGÜÍSTICA

Aspectos da Teoria da Sintaxe, Armênio Amado, Portugal, 1995

O Conhecimento da Língua: Sua Natureza, Origem e Uso, Caminho, Portugal, 1994

O Programa Minimalista, Caminho, Portugal, 1999

ALGUNS TÍTULOS PUBLICADOS NO BRASIL DA ÁREA DA CRÍTICA CIAL E POLÍTICA

Novas e Velhas Ordens Mundiais, Scitta, São Paulo, 1996

Segredos, Mentiras e Democracia, Editora Universidade de Brasília, Brasília, 1997

O Que o Tio Sam Realmente Quer, Editora Universidade de Brasília, Brasília, 1999

A Minoria Próspera e a Multidão Inquieta, Editora da Universidade de Brasília, Brasília, 1997

O Lucro ou as Pessoas? Neoliberalismo e Ordem Global, Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 2002

Banhos de Sangue, Noam Chomsky e Edward Herman, Difel, São Paulo, 1976

A Sociedade Global – Educação, Mercado e Democracia, Noam Chomsky e Heinz Dieterich, Editora da FURB, Blumenau, 1999

Propaganda e Consciência Popular, Noam Chomsky e David Barsamian, EDUSC, São Paulo, 2003

SOBRE CHOMSKY

O Instinto da Linguagem: Como a Mente Cria a Linguagem, Steven Pinker, Martins Fontes, São Paulo, 2002

Noam Chomsky: A Life of Dissent, Robert F. Barsky, MIT Press, Estados Unidos, 1997

Dias de Resistência

Dias de Resistência

Título Original: Chosen

País: Reino Unido

Sinopse: Depois que a guerra e a doença lhe tiraram tudo, resta a Sonson cumprir a promessa de proteger sua família. Para isso, ele terá que resgatar uma jovem capturada pelos nazistas e o plano é ousado!

Direção: Jasmin Dizdar

Estrelando: Harvey Keitel , Luke Mably , Ana Ularu , Tomasz Aleksander , Freddie Fuller , Sam Churchill , Luke Jerdy , Julian Shatkin

Marcelo D´Salete – A história negra em quadrinhos

No próximo dia 20/11 o Museu Afro Brasil inaugura a expo “Marcelo D´Salete – A história negra em quadrinhos”.

 

 

Endereço e telefone:

Av. Pedro Álvares Cabral Portão 10
Parque Ibirapuera CEP: 04094 050
São Paulo/SP – Brasil – Acesso pelo portão 03
Fone: 55 11 3320 8900

Horário de funcionamento:

De terça-feira a domingo, das 10hs às 17hs,
com permanência até às 18hs. 

Ingresso:

Ingresso: R$ 6,00 – Meia Entrada: R$ 3,00
Gratuidade aos sábados 

Massa folhada ao trabalho….

Iniciar o dia com a Massa Folhada – blog de papel do Maúcio! Poeta, cartunista, professor para tempos difíceis.  Eu qual o massiano não para pra pensar nem corro, nem ando pensando (pode doer). Você pode receber em casa a Massa Folhada, basta entrar em contato com o maucio@uol.com.br

Quer saber mais, confira meu depoimento sobre a Massa Folhada (clique aqui)

Lançamento de “Eu algum na multidão de motocicletas verdes agonizantes” com samba no Rio

A luta, a resistência às sombras se faz por nossos corpos e também por nosso canto, nossa arte na rua. No dia 10 de novembro, sábado, o Terreiro de Breque estará de volta ao Morro da Conceição, no aconchego especial do Bar do Geraldinho, na zona portuária do Rio de Janeiro, para mais uma roda do Samba da Banda da Conceição. O repertório é sempre especial, ainda mais em tempos de resistência política e cultural. E dessa vez há um atrativo para lá de especial: trata-se do segundo lançamento da nova obra literária do fundador, cantor e compositor do Terreiro de Breque, Zeh Gustavo: “Eu algum na multidão de motocicletas verdes agonizantes” (Editora Viés). O livro tem apresentação de Alberto Mussa e texto de orelha de Godofredo de Oliveira Neto.

Vai ser assim: as partir das 16h e durante todo o evento, tarde/noite de autógrafos e conversas entre biritas, com o autor. A partir das 18h, o couro come com uma roda de samba com um repertório para lá de especial: samba de breque, sincopado, terreiro, ijexá, samba de roda… O evento é uma realização da Banda da Conceição, em parceria com o Terreiro de Breque, e acontece mensalmente. Já o livro de Zeh Gustavo foi vencedor do Prêmio Lima Barreto de Contos, da Academia Carioca de Letras, em 2014, e teve diversos de seus textos premiados em outros concursos e publicados em antologias.

Sobre o livro
“Eu algum na multidão de motocicletas verdes agonizantes” é uma coletânea livre de contos em que o eu narrativo se revela, em geral, o personagem principal. Esse narrador-ator conduz a leitura, com sua fala corrosivamente poética e mordaz, por périplos e situações fictícias que beiram uma super-realidade ou, em algumas tramas, mesmo a banalidade do real. O que acontece se conforma em pano de fundo, um meio-margem para a configuração/atuação de um(a) sujeito(a) não obediente, descaricato(a), protuberante nos seus contornos pouco definidos. Mas que ri – mais do que chora. A vida, trajada de farsa, nesses contos, está para jogo depois que não interessa mais salvá-la, tampouco muni-la dos objetivos tangíveis e concretos do dito mundo produtivo, ora rebaixado à coisa pouca que os personagens usam somente como roupas gastas de vestir seus destinos – e desatinos.

Sobre o autor
Zeh Gustavo é músico e escritor. Canta no grupo de samba Terreiro de Breque e no bloco de carnaval Cordão do Prata Preta. Na literatura, publicou, entre outros títulos, os livros de poesia “Pedagogia do suprimido” (Verve, 2013; Autografia, 2015), “A perspectiva do quase” (Arte Paubrasil, 2008) e Idade do zero (Escrituras, 2005). Participou ainda de antologias como “O meu lugar” (Mórula, 2015), “Rio de Janeiro: alguns de seus gênios e muitos delírios” (Autografia, 2015) e “Porremas” (Mórula, 2018). É um dos organizadores do FIM (Fim de Semana do Livro no Porto).

Participe da Virada Cultural

Acesse: www.viradacultural.prefeitura.sp.gov.br

 

Um dos principais eventos do calendário da cidade de São Paulo, a Virada Cultural está recebendo até dia 20 de NOVEMBRO, propostas de projetos artísticos e culturais para integrar a sua 15ª edição, marcada para os dias 18 e 19 de maio de 2019, na cidade de São Paulo.

Por meio deste formulário, poderão ser enviados projetos que serão analisados por uma comissão curadora, cujos membros ainda serão anunciados.

>>>> Não serão aceitos projetos enviados por e-mail e nem entrega de materiais pessoalmente. Somente os proponentes dos projetos selecionados serão contatados pela organização do evento <<<<<

O objetivo deste chamamento é ampliar ainda mais a pluralidade da Virada Cultural, sendo esta uma das características mais marcantes deste evento. Serão analisadas propostas de quaisquer áreas da cultura: música popular e erudita, dança, circo, cinema, teatro, artes visuais, gastronomia, espetáculo infantil, cultura popular, artistas de rua etc. e direcionadas para públicos de todas as idades.

A Virada Cultural é promovida pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com apoio e adesão de outros parceiros institucionais. Ao longo de sua história, a Virada Cultural aliou programação diversificada, de qualidade, com acesso gratuito a toda a população.

Acesse: www.viradacultural.prefeitura.sp.gov.br

Bibliografia sobre os Guarani-Kaiowá

Imagem: Lucas Ninno/GCOM

Bibliografia sobre os Guarani-Kaiowá

 

ALMEIDA, Rubem Ferreira Thomaz de. O caso Guarani : o que dizem os vivos sobre os que se matam? In: RICARDO, Carlos Alberto, ed. Povos Indígenas no Brasil : 1991/1995. São Paulo : Instituto Socioambiental, 1996. p. 725-8.

      O Projeto Kaiowá-Ñandeva : uma experiência de etnodesenvolvimento junto aos Guarani-Kaiowá e Guarani-Ñandeva contemporâneos do Mato Grosso do Sul. Rio de Janeiro : UFRJ-Museu Nacional, 1991. 441 p. (Dissertação de Mestrado)

 

AZEVEDO, Marta Maria; CIMI. O suicídio entre os Guarani Kaiowá. Terra Indígena, Araraquara : Centro de Estudos Indígenas, v. 8, n. 58, p. 6-28, jan./mar. 1991.

 

BELLO, Samuel Edmondo L. Educação matemática indígena : um estudo etno-matemático com os índios Guaraní-Kaiová do Mato Grosso do Sul. Curitiba : UFPR, 1995. (Dissertação de Mestrado)

 

BRIDGEMAN, Loraine Irene, org. Kwatia mitãygwe-pe gwarã (ABCDário em Kaiwá). Brasília : Missão Evangélica Caiuá/SIL, 1991. 40 p. Circulação restrita.

——–. Manual para o escritor Kaiwá. Dourados : Missão Evangélica Caiuá, 1991. 8 p. Circulação restrita.

——–. O parágrafo na fala dos Kaiwá-Guaraní. Brasília : SIL, 1981. 132 p.

 

CLASTRES, Pierre. A fala sagrada : mitos e cantos sagrados dos índios Guaraní. Campinas : Papirus, 1990. 144 p.

 

GARCIA, Wilson Galhego. Introdução ao universo botânico dos Kayová de Amambaí : descrição e análise de um sistema classificatório. São Paulo : USP, 1985. (Tese de Doutorado)

——–. Plantas medicinais entre os índios Kayovas. Terra Indígena, Araraquara : Centro de Estudos Indígenas, v. 13, n. 77/78, p. 13-94, mar. 1996.

 

GRÜNBERG, Georg G. Por que os Guarani Kaiowá estão se matando? Tempo e Presença, Rio de Janeiro : Cedi, v. 13, n. 258, p. 32-7, jul./ago. 1991.

Publicado também no Boletín IWGIA n. 2, set./out. 1991, p. 21-4.

 

MEIHY, José Carlos Sebe Bom. Canto de morte Kaiowá : história oral de vida. São Paulo : Loyola, 1991. 303 p.

——–. A morte como apelo para a vida : o suicídio Kaiowá. In: SANTOS, Ricardo Ventura; COIMBRA JÚNIOR, Carlos E. A., orgs. Saúde e povos indígenas. Rio de Janeiro : Fiocruz, 1994. p. 243-51.

——–. Suicídio Kaiowá. Carta, Brasília : Gab. Sen. Darcy Ribeiro, n. 9, p. 53-60, 1993.

 

MORGADO, Anastácio F. Epidemia de suicídio entre os Guarani-Kaiowá : indagando suas causas e avançando a hipótese do recuo impossível. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro : Fiocruz, v. 7, n. 4, p. 585-98, out./dez. 1991.

 

MOTA, Clarice Novaes da. La obscuridad y el mar : comienzo y fin de los Guarani. In: CIPOLLETTI, Maria Susana; LANGDON, E. Jean, coords. La muerte y el mas alla en las culturas indígenas Latinoamericanas. Quito : Abya-Yala ; Roma : MLAL, 1992. p. 51-76. (Colección 500 Años, 58)

 

PEREIRA, Maria Aparecida da Costa. Uma rebelião cultural silenciosa : investigação sobre os suicídios entre os Guarani (Nhandeva e Kaiowá) do Mato Grosso do Sul. Brasília : Funai, 1995. 55 p. (Índios do Brasil, 3)

 

SILVA, Joana Aparecida F. Os Kaiowá e a ideologia dos projetos econômicos. Campinas : Unicamp, 1982. 141 p. (Dissertação de Mestrado)