Cultura

18 de maio – Dia Internacional dos Museus

Museu de Arte Sacra de Paraty (RJ) – museus.org

Hoje, 18 de maio, é comemorado o Dia Internacional dos Museus. Criado pelo Comitê Internacional de Museus – ICOM, o Dia Internacional de Museus é a ocasião de, a cada ano, sensibilizar o público para a importância dos museus na sociedade. A data tem como objetivo incentivar a população a criar o hábito de visitar e apreciar os espaços de arte. A celebração foi instituída em 1977, através de uma iniciativa do ICOM (Conselho Internacional de Museus), órgão que integra a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

 

ISEM-SP divulga resultados da fase piloto do Cadastro Estadual de Museus

 

Lançamento do novo sistema de gerenciamento de dados acontece dia 18/05 durante o I Encontro de Museus da Baixada Santista, no Museu Pelé, em Santos

 

A divulgação dos resultados da fase piloto do Cadastro Estadual de Museus (CEM-SP), que será realizada quinta-feira (18/05), às 9h, no Museu Pelé, em Santos (SP), marca uma nova fase para o Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP). Após três anos de discussões e aprimoramento da metodologia e um ano de testes em museus da Baixada Santista, o CEM-SP está pronto para receber as inscrições de unidades públicas e privadas de todo o Estado, visando o fortalecimento de toda a rede. Para realizar o cadastro, que estará disponível a partir do dia 19 de junho, é necessário que a instituição acesse o site  www.sisemsp.org.br, envie o termo de adesão e preencha o instrumento de qualificação cadastral.

O CEM-SP é uma ação governamental da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, que está sendo implantada em parceria com a Organização Social ACAM Portinari e a empresa Corollarium Tecnologia. Em 2016, o cadastro teve fase piloto na região da Baixada Santista, que possui, segundo mapeamento realizado em 2009 pelo SISEM-SP, 19 museus.

O cadastro se caracteriza como fonte de informações sistematizadas sobre os museus paulistas em toda sua diversidade, constituindo-se como instrumento de planejamento para a formulação de políticas públicas para o setor. Poderão se cadastrar os equipamentos culturais caracterizados como instituições permanentes, sem fins lucrativos, que preservem e divulguem acervos culturais materiais ou imateriais em espaços abertos ao público para finalidade de estudo, pesquisa, educação e fruição, contando com quadro de pessoal para seu funcionamento.

De acordo com Davidson Kaseker, diretor do Grupo Técnico de Coordenação do SISEM-SP (GTC-SISEM-SP), a adesão ao CEM-SP é voluntária, mas a aprovação do registro estará sujeita ao atendimento de parâmetros técnicos e será realizada por ordem de inscrição. “Comemorar o Dia Internacional dos Museus com o lançamento deste trabalho, que contou com a participação voluntária de pessoas da comunidade e a colaboração de tantos especialistas em museologia, é gratificante e representa um marco na história do SISEM-SP. A metodologia desenvolvida é bastante completa e vai ser fundamental para o fortalecimento dos museus do Estado, bem como servirá de modelo para outras regiões do País”, afirma Kaseker.

 

Dia Internacional dos Museus – O SISEM-SP participa do Dia Internacional dos Museus, criado em 1977 pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) e comemorado em 18 de maio. Anualmente, o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) convida as instituições de todo País a fazerem parte da celebração com uma programação diferenciada na Semana Nacional de Museus. Em 2017, a 15ª edição do evento visa o debate a partir do tema “Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus”.

Em Santos, a celebração acontece no auditório do Museu do Pelé, das 9h às 17h40, e terá a participação dos dirigentes do SISEM-SP, além de autoridades municipais e estaduais. Os interessados em participar do evento, com vagas limitadas, devem fazer suas inscrições no local com uma hora de antecedência. Confira a programação completa das comemorações nos sites dos museus de sua cidade.

 

SISEM-SP – O Sistema Estadual de Museus de São Paulo (SISEM-SP) congrega e articula os museus do Estado de São Paulo, com o objetivo de promover a qualificação e o fortalecimento institucional em favor da preservação, pesquisa e difusão do acervo museológico paulista. Em mapeamento realizado em 2010, foram listadas 415 instituições museológicas, públicas e privadas, em 190 municípios paulistas. O SISEM-SP se estrutura em torno das premissas de parceria e responsabilidade compartilhada, em que as ações previstas para cada região são concebidas levando-se em conta o contexto, as demandas e as potencialidades locais. É coordenado pela Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo (UPPM/SEC), tendo como instância organizacional o Grupo Técnico de Coordenação do Sistema Estadual de Museus (GTC SISEM-SP). Para saber mais acesse: www.sisemsp.org.br.

 

Serviço:

Evento: I Encontro de Museus da Baixada Santista (divulgação dos resultados da fase piloto do Cadastro Estadual de Museus)

Data: Quinta-feira (18/05/2017)

Horário: das 9h às 17h40

Local: Auditório do Museu Pelé

Endereço: Largo Marquês de Monte Alegre s/nº – Valongo – Santos – SP

Inscrições: Gratuitas (devem feitas com uma hora de antecedência no local do evento – vagas limitadas)

IV Festival de Finos Filmes no MIS

 

O MIS integra a programação do IV Festival de Finos Filmes, que anualmente seleciona e exibe curtas-metragens em diversos espaços culturais na cidade de São Paulo. As sessões acontecem nos dias 6, 7 e 8 de maio, no Auditório MIS. O ingresso é gratuito, com retirada 1h antes da sessão na Recepção MIS.

No sábado, dia 6, às 16h30, acontece sessão com quatro curtas nacionais seguida pelo debate Cinema e Política. Com presença de Fernando Haddad, Maria Rita Kehl e Cláudio Couto, a conversa abordará pontos apresentados nos filmes exibidos, que giram em torno de diretos humanos.

Dos mais de 200 realizadores que inscreveram os seus trabalhos para esta edição do evento, dezesseis participarão da seleção oficial da mostra. Uma novidade para este ano é o Panorama do Cinema Português. Além do enfoque nacional, o IV Festival de Finos Filmes trará, em parceria com a Agência da Curta-Metragem, entidade portuguesa, uma seleção de Portugal, país cuja produção recente tem conquistado espaço em grandes festivais a cada ano, como Cannes e Berlim. “Precisamos pensar em novos modelos de produção e distribuição de curtas-metragens. Algumas experiências portuguesas têm sido valiosas nesse sentido e, sem dúvida, podem servir de inspiração”, completa Felipe Poroger, idealizador e curador do Festival.

Programação

6 de maio, sábado
16h30 | Programa I
Duração: 60 min.
Exibição de quatro curtas-metragens nacionais, incluindo Estacionamento, de William Biagioli, que faz sua estreia em São Paulo depois ter sido vencedor, em 2016, da categoria Melhor Curta-Metragem no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro.
O delírio é a redenção dos aflitos (21’), de Fellipe Fernandes
Fotograma (9’), de Luís Henrique Leal e Caio Zatti
Restos (15’), de Renato Gaiarsa
Estacionamento (15’), de William Biagioli
Após a sessão haverá debate sobre Cinema e Política, com participação do ex-prefeito Fernando Haddad, a psicanalista Maria Rita Kehl e o cientista político Cláudio Couto.

19h | Programa II
Duração: 71 min.
Estado itinerante (25’), de Ana Carolina Soares
Maria Cachoeira (11’), de Pedro Carcereri
Córrego Grande, 13 (14’), de Carol Covre
Não me prometa nada (21’), de Eva Randolph

7 de maio, domingo
18h30 | Programa III
Duração: 60 min.
Exibição de quatro curtas-metragens nacionais, incluindoA moça que dançou com o diabo, de João Paulo Maria, selecionado e laureado na competição de Cannes em 2016.
Lúcida (16’), de Fábio Rodrigo
Obra autorizada (16’), de Iago Ribeiro
Iluminadas (13’), de Gabi Saegesser
A moça que dançou com o diabo (15’), de João Paulo Maria

8 de maio, segunda
19h | Portugal em Foco I: curtas premiados
Duração: 50 min
Exibição de premiados curtas-metragens portugueses, dentre eles Cidade Pequena, de Diogo Costa Amarante, ganhador do Urso de Ouro na última edição do Festival de Berlim.
A Brief History Of Princess X (7’), de Gabriel Abrantes
Penúmbria (8’), de Eduardo Brito
A glória de fazer cinema em Portugal (16’), de Manuel Mozos
Cidade pequena (19’), de Diogo Costa Amarante

20h30 | Programa IV
Duração: 75 min.
Melhor fase da vida (18’), de Rodrigo Lavorato
Noite púrpura (18’), de Caroline Biagi
Balada dos mortos (22’), de Lucas Sá
Postergados (17’), de Carolina Markowicz

Curadoria
A direção do Festival segue a cargo do cineasta Felipe Arrojo Poroger. Seu último filme, Aqueles anos em dezembro, concorre ao Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, depois de sido exibido em festivais como É Tudo Verdade, Gramado e Mar del Plata e ganhado como, dentre outros prêmios, Melhor Filme na última Semana Paulista do Curta-Metragem. Na curadoria estará acompanhado de Bruno Carboni, montador de longas-metragens como Castanha de Davi Pretto (selecionado para 64ª Berlinale – Forum), Beira-mar de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (selecionado para 65ª Berlinale – Forum) e Rifle de Davi Pretto (Melhor Filme Júri da Crítica no 49º Festival de Brasília e selecionado para 67ª Berlinale – Forum), além de diretor do curta O teto sobre nós que estreou no 68º Locarno Film Festival – Leopards of Tomorrow International Competition.

O programa completo do IV Festival de Finos será divulgada nas redes sociais do evento (facebook.com/finosfilmes). Mais informações sobre a Finos Filmes, empresa produtora do evento, podem ser encontradas em http://www.finosfilmes.com.br

O dia em que Jerri Adriani cantou na Casa de Cultura

Gilberto da Silva

Numa tarde de setembro de 2010, Jerri Adriani surpreendia seus fãs que lotaram a Casa de Cultura Chico Science, então com a coordenadoria do meu colega Paulo Cassa, para assistir numa tarde da semana um show maravilhoso. Jerri esbanjou simplicidade e humildade.  Jair Alves de Souza que nasceu em 29 do janeiro de 1947, no bairro do Brás, em São Paulo, não hesitou em tirar fotografias e selfs com a predominante plateia de terceira idade. Jerri entrou no palco e desfilou sucessos dos bons tempos da juventude de quem estava na plateia.

Jerry Adriani, ídolo da Jovem Guarda, morreu neste domingo (23/04) no Rio de Janeiro, aos 70 anos. Ele enfrentava um câncer e estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Recentemente, o cantor também sofreu uma trombose em uma das pernas.

Durante o show, Jerri contou um pouco da sua história, de seus sucessos e da sua relação com outros artistas em, até então, mais de 45 anos de carreira.  Apenas como ilustração, contou como Raulzito (Raul Seixas) e os Panteras atuaram como banda de apoio de Jerry por três anos. O cantor gravou músicas de Raul (”Tudo que é bom dura pouco”, “Tarde demais” e “Doce doce amor”) e foi produzido pelo maluco beleza entre 1969 e 1971.

O primeiro disco foi “Italianíssimo”, quando cantava músicas em italiano, algo que seguiu fazendo em toda a carreira.

Em 1965, o cantor passou a gravar em português, com músicas reunidas no disco “Um grande amor”.

O cantor da Jovem Guarda cantou e levantou o público da terceira idade e deixou o romantismo tomar conta da plateia enquanto resgatava os grandes sucessos da Jovem Guarda, como Doce Doce Amor.

Jerri Adriani também atuou no cinema, cantando e interpretando em “Essa gatinha a minha” (com Peri Ribeiro e Anik Malvil); “Jerry, A grande parada”; e “Jerry em busca do tesouro” (com Neyde Aparecida e os Pequenos Cantores da Guanabara).

Com certeza todos e todas que estiveram ali naquela tarde, 24 de setembro de 2010, na Casa de Cultura Chico Science, no Ipiranga, São Paulo, saíram mais felizes e contentes por estar perto de um ídolo.

Projeto Solos em Cena

De 21 a 30 de abril, o Teatro Armando Gonzaga  recebe o Projeto Solos em Cena, uma parceria entre a Cia Plúmbea e a Cia Teatro Vivo, que consiste em apresentações dos espetáculos A Arte de Enterrar seus Mortos, inspirado no mito de Antígona de Sófocles, com Ana Cecilia Reis e Francisco, um santo sem órgãos, inspirado na vida de São Francisco de Assis com textos de Antonin Artaud, com Rodrigo Carvalho.

Serviço:

Francisco, um santo sem órgãos: de 21 a 23 de abril, às 19h. sextas, sábados e domingos.
R$20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia).

Sinopse: Em um mundo devastado pelo ódio e a maldade, um homem opta deixar sua vida burguesa, vivendo com o mínimo possível e pregando amor. A obra de Francisco de Assis sob um prisma científico, com texto criado a partir de biografias escritas após a sua morte e com fragmentos do poeta francês Antonin Artaud. Roteiro e atuação: Rodrigo Carvalho. Direção: Ana Cecilia Reis e Rodrigo Carvalho.

A Arte de Enterrar seus Mortos: de 28 a 30 de abril, às 19h.
sextas, sábados e domingos.
R$20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia).

Sinopse: Uma mulher grita. Com o que resta de suas forças, joga um punhado de terra sobre o corpo morto de seu irmão. E assim, se faz uma criminosa. A história de Antígona, a princesa banida, que retorna à sua terra natal para cumprir os rituais fúnebres de seu irmão. Mas sua manifestação de amor fraterno a torna uma fora da lei, e como tal, será julgada. Texto e direção: Ronaldo Ventura. Atuação: Ana Cecilia Reis.

 

Endereço: Av. Gal Osório Cordeiro Farias, 511 – Marechal Hermes – RJ

Sem latinos em Cannes 2017

SELEÇÃO OFICIAL DE CANNES 2017

Grandes nomes da cinematografia contemporânea integram a Seleção Oficial da 70ª edição do Festival de Cannes, que vai acontecer de 17 a 28 de maio. Ao todo, 18 filmes vão disputar a Palma de Ouro, nenhum latino americano. Embora o Brasil, que brilhou em 2016 com Aquarius de Kléber Mendonça Filho, não participe da disputa principal, Vazio Do Lado de Fora de Eduardo Brandão Pinto (Universidade Federal Fluminense) competirá na Seleção Cinéfondation, voltada a curtas-metragens produzidos em escolas de cinema com o objetivo de encontrar novos talentos. Outra novidade é que a atriz Sandrine Kiberlain será a presidente do júri da Câmera de Ouro, função já desempenhada por nomes como Wim WendersTim RothAbbas KiarostamiAgnès Varda e o brasileiro Cacá Diegues. O júri da Câmera de Ouro é responsável pela escolha do melhor primeiro longa metragem da Seleção Oficial, da Quinzena dos realizadores e da Semana da Crítica. O presidente do júri principal será o espanhol Pedro Almodóvar.

Fonte: Embaixada da França no Brasil

Negri e Hardt são tema de reflexão na FESPSP

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Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) oferece curso de extensão sobre povo, Estado e território.

Introduzir os alunos na obra dos autores Antonio Negri e David Hardt é a proposta do curso de extensão O Império e a Multidão – Uma reflexão a partir de Negri e Hardt, da FESPSP, que aborda os principais conceitos dos autores sobre império, multidão, subjetividade e o comum.
O curso será desenvolvido a partir do conceito de povo, estado e território desenvolvido por Thomas Hobbes, em O Leviatã, e a partir desta perspectiva serão abordados os conceitos trabalhados por Negri e Hardt sobre a nova ordem mundial. “Abordamos a perspectiva sobre as subjetividades produzidas por este contexto de capitalismo contemporâneo. Além de abordar o conceito de comum, que é debatido no último livro dos autores e a sua relação com os conceitos de império e multidão”, explica o professor Thiago da Silva Prada.
As aulas são voltadas a pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação, especialmente bacharéis em Ciências Sociais, Pedagogia, Biblioteconomia, Ciências da Informação, História, Geografia, Jornalismo, Letras, Artes, Filosofia, Comunicação, Psicologia, Educação e Serviço Social. Voltado, também, a professores das diversas áreas de saber e níveis de ensino.
Mais informações pelo telefone 3123-7800 ou 3123-7823 ou pelo e-mail extensao@fespsp.org.br.
Serviço
Curso de Extensão: O Império e a Multidão – Uma reflexão a partir de Negri e Hardt 
Local: Campus FESPSP – Rua General Jardim, 522 – Vila Buarque, São Paulo – SP
Período: 11 de março a 01 de abril de 2017.
Horário: Sábados, das 9h às 13h.
Carga Horária: 16 horas
Docentes: Prof. Me. Thiago da Silva Prada e Profa. Patricia Cucio Guisordi
Sobre Prof. Me. Thiago da Silva Prada
Possui graduação em Psicologia pela Universidade São Marcos (2008). Especialização em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP (2010). Especialização em Sócio-Psicologia pela FESPSP (2011). Mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP (2015). Escritor e poeta, publicou dois livros de poesia: Os Céus de Van Gogh (2014) e Da Noite Sem Fim – poéticas sobre tristezas e assombros (2015). Texto retirado da plataforma Lattes em 02/03/2017.
Sobre Profa. Patricia Cucio Guisordi
Mestranda em Ciências Sociais pela PUC-SP e pesquisadora da área de mobilização política na Internet. Patricia atua como consultora na área social com foco em mobilização, participação e articulação de redes. Seus últimos trabalhos estão relacionados a compreensão das dinâmicas sociais e seus impactos na realidade. Atuou como facilitadora e mobilizadora em iniciativas para o investimento social nas áreas de meio ambiente, esporte, direitos humanos e juventude. Texto retirado da plataforma Lattes em 02/03/2017.

Raduan Nassar recebe Prêmio Camões

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“Excelentíssimo Senhor Embaixador de Portugal, Dr. Jorge Cabral.

Senhor Dr. Roberto Freire, Ministro da Cultura do governo em exercício.

Senhora Helena Severo, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional.

Professor Jorge Schwartz, Diretor do Museu Lasar Segall.

Saudações a todos os convidados.

Tive dificuldade para entender o Prêmio Camões, ainda que concedido pelo voto unânime do júri. De todo modo, uma honraria a um brasileiro ter sido contemplado no berço de nossa língua.

Estive em Portugal em 1976, fascinado pelo país, resplandecente desde a Revolução dos Cravos no ano anterior. Além de amigos portugueses, fui sempre carinhosamente acolhido pela imprensa, escritores e meios acadêmicos lusitanos.

Portanto, Sr.Embaixador, muito obrigado a Portugal.

Infelizmente, nada é tão azul no nosso Brasil.

Vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; a prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes.

Com curriculum mais amplo de truculência, Moraes propiciou também, por omissão, as tragédias nos presídios de Manaus e Roraima. Prima inclusive por uma incontinência verbal assustadora, de um partidarismo exacerbado, há vídeo, atestando a virulência da sua fala. E é esta figura exótica a indicada agora para o Supremo Tribunal Federal.

Os fatos mencionados configuram por extensão todo um governo repressor: contra o trabalhador, contra aposentadorias criteriosas, contra universidades federais de ensino gratuito, contra a diplomacia ativa e altiva de Celso Amorim. Governo atrelado por sinal ao neoliberalismo com sua escandalosa concentração da riqueza, o que vem desgraçando os pobres do mundo inteiro.

Mesmo de exceção, o governo que está aí foi posto, e continua amparado pelo Ministério Público e, de resto, pelo Supremo Tribunal Federal.

Prova da sustentação do governo em exercício aconteceu há três dias, quando o ministro Celso de Mello, com suas intervenções enfadonhas, acolheu o pleito de Moreira Franco. Citado 34 vezes numa única delação, o ministro Celso de Mello garantiu, com foro privilegiado, a blindagem ao alcunhado “Angorá”. E acrescentou um elogio superlativo a um de seus pares, o ministro Gilmar Mendes, por ter barrado Lula para a Casa Civil, no governo Dilma. Dois pesos e duas medidas

É esse o Supremo que temos, ressalvadas poucas exceções. Coerente com seu passado à época do regime militar, o mesmo Supremo propiciou a reversão da nossa democracia: não impediu que Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados e réu na Corte, instaurasse o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Íntegra, eleita pelo voto popular, Dilma foi afastada definitivamente no Senado.

O golpe estava consumado!

Não há como ficar calado.

Obrigado.

Raduan Nassar”

 

 

 

Ministro da Cultura rebate críticas do escritor Raduan Nassar ao governo

Da Agência Brasil

O ministro da Cultura, Roberto Freire, rebateu, nesta sexta-feira (17), as críticas do escritor paulista Raduan Nassar ao governo do presidente Michel Temer. “Quem dá prêmio a adversário político não é a ditadura”, disse Freire ao escritor, que, ao receber o Prêmio Camões de Literatura, classificou o governo de opressor.

Na cerimônia, realizada em São Paulo, Raduan Nassar, de 81 anos, afirmou que o Brasil vive “tempos sombrios” e criticou também o Supremo Tribunal Federal e a indicação do ministro licenciado da Justiça e Segurança Pública, Alexandre de Moraes, para uma vaga nesta Corte.

Segundo Freire, manifestações críticas são próprias da democracia, e só os mais velhos realmente sabem o que foi viver durante o regime militar. “Que os jovens critiquem hoje, não há perplexidade, mas quem dá prêmio ao adversário não é representante da ditadura.”

Instituído em 1988, o Prêmio Camões de Literatura é dado anualmente a um escritor de língua portuguesa que, pelo conjunto da obra, tenha contribuído para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural dos países lusófonos. O prêmio, no valor de 100 mil euros, é concedido pelos governos do Brasil e de Portugal.

Autor dos romances Lavoura Arcaica e Um Copo de Cólera e de alguns contos, Raduan Nassar é o décimo segundo escritor brasileiro a receber o Prêmio Camões. Antes dele, foram escolhidos Alberto da Costa e Silva, Dalton Trevisan, Ferreira Gullar, João Ubaldo Ribeiro, Lygia Fagundes Telles, Rubem Fonseca, Autran Dourado, Antonio Cândido, Jorge Amado, Rachel de Queiroz e João Cabral de Melo Neto.

Edição: Nádia Franco

Dia dos Santos Reis

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O “Dia de Reis”, ou “Dia dos Santos Reis”, comemorado em 6 de janeiro, tem origem na tradição católica que lembra o dia que Jesus Cristo, recém-nascido, recebeu a visita de três Reis Magos: Belchior, Gaspar e Baltazar, que vieram do oriente, guiados por uma estrela.

O Dia dos Santos Reis Magos, mais conhecido como Folia de Reis, é uma festa religiosa de origem portuguesa, que chegou ao Brasil no século XVIII. Segundo a Bíblia, tendo Jesus nascido em Belém, no tempo do Rei Herodes, os magos do Oriente seguiram uma estrela e foram adorá-lo.
Ignora-se a proveniência dos Reis Magos, mas se supõe que fossem três pessoas por conta dos presentes ofertados ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, que, respectivamente, simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei.

 

Segundo a tradição, um era negro (africano), outro branco (europeu) e o terceiro moreno (assírio ou persa) e representavam toda a humanidade conhecida daquela época. Beda, um cronista inglês que viveu entre 673 e 735 d.C., foi quem deu nome aos magos: Gaspar, Melchior (ou Belchior) e Baltazar

 

São Paulo terá ECOPONTOS culturais

Haddad sancionou na terça feira, 27 de dezembro, a lei que institui Ecopontos Culturais que serão destinados para disponibilizar os bens culturais que são descartados e que poderão ser retirados gratuitamente pela população. Agora o negócio é COBRAR da administração que esses pontos sejam REALMENTE criados nas diversas regiões da cidade.

 

 

LEI Nº 16.603, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2016

(Projeto de Lei nº 23/16, do Vereador Claudinho de Souza – PSDB) ((EMENTA))Institui os espaços destinados à cultura denominados Ecopontos Culturais na Cidade de São Paulo e dá outras providências. FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 7 de dezembro de 2016, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º Ficam instituídos os espaços públicos municipais destinados ao fomento de cultura, lazer, recreação, educação e de proteção ao meio ambiente sustentável denominados Ecopontos Culturais.
Art. 2º Considera-se para efeitos desta lei os Ecopontos Culturais espaços definidos pelo Poder Executivo para receber, disponibilizar e dar destino livre à população de exemplares, gratuitamente disponibilizados, de: livros, jornais, revistas, periódicos, mídias, CDs, DVDs, entre outros, ficando ao cidadão em geral, de forma livre, a sua apropriação e consequente destino.
Art. 3º O Poder Executivo definirá, em conjunto com as Subprefeituras, os espaços destinados à prática livre de troca de exemplares culturais, podendo disponibilizar servidores, equipamentos e meios para o fiel cumprimento desta lei.
Art. 4º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 5º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 27 de dezembro de 2016, 463º da fundação de São Paulo. FERNANDO HADDAD,
PREFEITO FRANCISCO MACENA DA SILVA, Secretário do Governo Municipal
Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 27 de dezembro de 2016.

SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA ABRE INSCRIÇÕES PARA O PROGRAMA JOVEM MONITOR/A CULTURAL 2017

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Edital público seleciona jovens entre 18 e 29 anos para preencher 300 vagas,
além de formar um cadastro reserva

São Paulo, 23 de dezembro de 2016 – A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), divulga a abertura do edital para o cadastro reserva do Programa Jovem Monitor/a Cultural em 2017. As inscrições serão do dia 23 de dezembro de 2016 a 23 de janeiro de 2017 para jovens de 18 a 29 anos interessados/as em atuar nos espaços culturais e departamentos da SMC. 

 
Serão oferecidas 300 vagas para jovens monitores/as culturais distribuídas em 96 espaços da cidade, como centros culturais, casas de cultura, teatros, bibliotecas, museu, arquivo histórico, e departamentos da Secretaria.
A formação combinada proposta pelo Programa é de 30 horas semanais divididas da seguinte forma: 6h de formação teórica, às segundas-feiras, com reflexões relativas à área da cultura, às juventudes e à diversidade, e, nos outros dias, 24h de formação prática no espaço cultural, participando do seu dia a dia, das atividades e do funcionamento. A bolsa-auxílio é no valor de R$ 1.000,00 somada ao auxílio-refeição e ao bilhete único mensal integrado entre ônibus e metrô.
 
Os requisitos para participar são:
– Ter entre 18 e 29 anos
– Ter concluído o Ensino Médio;
– Morar na cidade de São Paulo há pelo menos um ano;
– Pertencer, prioritariamente, à família de baixa renda;
– Residir na região da subprefeitura do espaço cultural que deseja atuar ou nas subprefeituras vizinhas.
As inscrições serão feitas exclusivamente pelo site do Programa.
 
Para acessar o edital e ter mais informações, acesse: bit.ly/inscricaoPJMC