Cultura

Padre José Maurício Nunes Garcia. O sacerdote. O compositor. O regente. O professor. O mestiço

250 anos do padre José Mauricio Nunes Garcia – Ludovica

 

O padre José Maurício Nunes Garcia nasceu no Rio de Janeiro, em 22 de setembro de 1767. Filho de mestiços, Apolinário Nunes Garcia, um alfaiate, e Victória Maria da Cruz, uma filha de escravos.

Da certidão do Batismo de José Maurício, que se realizou na Igreja de Nossa Senhora  do Rosário.
“Aos vinte dias do mez de Outubro de mil settecentos  e sessenta e sette annos nesta Cathedral, baptisei, e puz os Santos Óleos o Reverendo
Coadjutor Mario C. Fernandes de Castro  à Joze  filho legitimo de  Appolinario Nunes baptisado na  Ilha do Governador,  e sua mulher Victoria Maria  da Cruz baptizada em  Minas…  Rio de  Janeiro, aos  vinte e sette  dias do mez de Junho de mil oito centos e nove annos.”

O padre foi um dos maiores compositores das Américas, de seu tempo.

De origem humilde, aos seis anos ele perde o pai e passa a ser criado pela mãe com o auxílio da tia. Estudou teoria musical com o maestro Salvador José e, durante dois anos, foi aluno do poeta Silva Alvarenga.

Aos 16 anos, compõe sua primeira obra, uma antífona para a Catedral e Sé do Rio de Janeiro: Tota pulcra es Maria (1783).

Aos 17 anos, assina a ata de fundação da Irmandade de Santa Cecília, como professor de música.

Em 1790, obteve notoriedade no Rio de Janeiro com uma obra instrumental: Sinfonia Fúnebre.

Em 1791, solicita ordenação ao sacerdócio. Em 1792, o músico negro é ordenado padre, e em 1798 torna-se mestre de capela da Sé. O posto de mestre era o mais importante para um músico no Brasil Colônia. O período entre 1808 e 1811 foi o mais produtivo de Nunes, ele compôs cerca de setenta obras.

No ano de 1826, no ápice da sua criação,  realizou sua última composição, a Missa de Santa Cecília, encomendada pela Irmandade de Santa Cecília.

O padre José Maurício faleceu em 18 de abril de 1830. Vítima de seu tempo, da sua origem, da sua cor.

 

 

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Outubro

Fernando Brant (Outubro 1946 – Junho 2015) e Milton Nascimento

 

Como entrou Outubro, vamos inaugurar o mês com uma das mais bonitas letra/música da dupla Fernando Brant e Milton Nascimento, presente no 1º LP(Disco) do Milton(1967).

OUTUBRO
Tanta gente no meu rumo
Mas eu sempre vou só
Nessa terra desse jeito
Já não sei viver
Deixo tudo deixo nada
Só do tempo eu não posso me livrar
E ele corre para ter meu dia de morrer
Mas se eu tiro do lamento um novo canto
Outra vida vai nascer
Vou achar um novo amor
Vou morrer só quando for
A jogar o meu braço no mundo
Fazer meu outubro de homem
Matar com amor essa dor
Vou
Fazer desse chão minha vida
Meu peito é que era deserto
O mundo já era assim
Tanta gente no meu rumo
Já não sei viver só
Foi um dia e é sem jeito
Que eu vou contar
Certa moça me falando alegria
De repente ressurgiu
Minha história está contada
Vou me despedir.

O que tem sido feito e organizado para a comemoração do Bicentenário da Independência do Brasil?

Faltam quase 5 anos para o Bicentenário da Independência e não vemos nenhuma movimentação com vistas a este evento importante. Nada temos visto de articulação e preparativos para este data.
Fechado ao público desde agosto de 2013, o Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, só deverá abrir as portas em 2022 (se abrir…).
E as obras da Avenida D. Pedro I ? E as obras no entorno? O que tem sido feito para receber os milhares de turistas?

Em abril deste ano O MINc (Ministério da Cultura) noticiou o seguinte:

Começa organização do Bicentenário da Independência do Brasil
 Em 2022, o Brasil comemorará 200 anos da Independência. Com o objetivo de coordenar as atividades, eventos e projetos relacionados a essa data, foi criada a Comissão Interministerial Brasil 200 anos, que teve sua primeira reunião nesta terça-feira (4), em Brasília. Coordenada pelo Ministério da Cultura (MinC), o grupo já assumiu, como tarefa primordial, a reabertura do Museu do Ipiranga, em São Paulo (SP). Também fazem parte da comissão representantes da Casa Civil e dos Ministérios da Defesa, de Relações Exteriores e da Educação.

Alberto Aggio, assessor especial do ministro da Cultura, Roberto Freire, explicou que o caminho para a organização das festividades segue quatro pontos fundamentais. Além do apoio do MinC para o Museu do Ipiranga, os outros aspectos primordiais são: reflexão sobre a trajetória histórica dos 200 anos do Brasil independente; promoção de concursos para projetos específicos de celebração para o bicentenário e, por último, envolvimento da sociedade nas comemorações, com participação de sindicatos, associações e entidades científicas, entre outros.

O reexame da trajetória histórica busca fazer com que a sociedade repense como o País foi construído, que instituições foram criadas e sobre os percursos e percalços ocorridos ao longo dos séculos. De acordo com Aggio, o intuito é que as pessoas também reflitam sobre concepções pré-estabelecidas a respeito dessa data histórica.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

 

E a Prefeitura de São Paulo, o que tem feito?

Folha Seca em Paraty

Paralelamente à programação da Flip 2017 – viva Lima Barreto! – no sábado acontece em Paraty um encontro de autores, às 18h, com roda de samba a partir das 21h. “Folha Seca em Paraty”, busca reproduzir o clima bacana da livraria mais charmosa do Rio e é capitaneado pelo produtor Raphael Vidal, com apoio da Editora Autografia, da própria Livraria Folha Seca e da Editora Mórula.

Entre os confrades autores, presenças confirmadas de Luiz Antonio Simas, Alberto Mussa, Fernando Molica, Marcelo Moutinho, Raphael Vidal, Caroline Peres Couto, Janaina Marquesine, Zeh Gustavo, Hermes Honorato, Regina Valente, Marcos Contrucci, Nivea Oliveira, Paulo Chaves, Dirce Mello, Adel José, Tina Correa e Patricia Porto. É ótima oportunidade de conhecer o trabalho dos autores e adquirir livros como “Pedagogia do suprimido”, lançado em 2a edição, em 2015, pela Autografia.

Filmes de Junho no MIS

 

Mensalmente, o Museu da Imagem e do Som abre espaço para novos talentos do cinema com o programa Cine MIS. A edição de junho do projeto apresenta, no dia 1º, quinta-feira, apresenta três documentários: Obra autorizada (dir. Iago Cordeiro Ribeiro), Intervenções urbanas (dir. Lorena Figueiredo) e Avenida Presidente Kennedy (dir. Adalberto Oliveira).  A sessão acontece às 20h, com entrada gratuita, no Auditório MIS (172 lugares). Os ingressos são distribuídos com uma hora de antecedência na recepção do museu. Confira abaixo as sinopses dos filmes.

 

Obra autorizada (dir. Iago Cordeiro Ribeiro, Brasil, 2016, 16’, Documentário, Cor)

Cachoeira, Cidade Monumento Nacional. Os destroços de uma casa em ruínas interrompem o cotidiano de um beco, a velha casa agora ganha olhares atentos, perguntas e teorias; os tijolos no chão evocam políticos corruptos, a crise política, alienígenas, Estado Islâmico e que houver na cabeça que quem passa.

 

Intervenções urbanas (dir. Lorena Figueiredo, Brasil, 2015, 26’, Documentário, Cor)

Intervenções urbanas busca apresentar um novo olhar sobre o Distrito Federal por meio das intervenções urbanas presentes no concreto da rua. Os inimagináveis assuntos, muitas vezes, esquecidos diante da rotina. São contrastados e interrogados, constituindo um personagem vivo no meio urbano.

 

Avenida Presidente Kennedy (dir. Adalberto Oliveira, Brasil, 2014, 17’, Documentário, Cor)

A Avenida Presidente Kennedy é uma das principais vias de acesso ao subúrbio de Olinda, localizada na Região Metropolitana do Recife. Ela atende diariamente a milhões de pessoas que por ali transitam, e trata-se de uma região culturalmente diversificada, onde se encontra um grande número de moradores que dividem espaço com lojas de departamento e feiras que remetem ao passado. A proposta do documentário é apresentar o cotidiano dessas pessoas que fazem uso da via diariamente, com uma estética que explora o som do ambiente, fazendo uma sobreposição como se o espectador pudesse contemplar a poesia visual daquela avenida, bem como todo o contexto que envolve os problemas dos subúrbios das cidades.

cinema
01jun2017
quinta,
às 20h

auditório MIS

ingresso: gratuito

MANHÃ CIENTÍFICA: Borboletando

Borboletando: Palestra e Observação em campo!

Conversa com o público infanto-juvenil sobre observação de borboletas nas áreas verdes da cidade de São Paulo. Quem e quantas são, o que fazem e onde estão esses seres tão coloridos que nos encantam?

Especialista: Dr. Gustavo de Mattos Accacio

Data: 03/06/2017

Horário: 10h

O Parque CienTec fica na Avenida Miguel Stéfano, 4.200,  Água Funda-SP.

CEP 04301-904.

O estacionamento situa-se em frente ao Zoológico.

O acesso pode ser feito pela entrada ao lado do estacionamento ou pela portaria principal.

Para quem vai de transporte público:
A 15 minutos da estação São Judas do Metrô, ônibus 4742-10, Jardim Clímax

ou, da estação Santos-Imigrantes, ônibus Jardim Zoológico.

18 de maio – Dia Internacional dos Museus

Museu de Arte Sacra de Paraty (RJ) – museus.org

Hoje, 18 de maio, é comemorado o Dia Internacional dos Museus. Criado pelo Comitê Internacional de Museus – ICOM, o Dia Internacional de Museus é a ocasião de, a cada ano, sensibilizar o público para a importância dos museus na sociedade. A data tem como objetivo incentivar a população a criar o hábito de visitar e apreciar os espaços de arte. A celebração foi instituída em 1977, através de uma iniciativa do ICOM (Conselho Internacional de Museus), órgão que integra a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

 

ISEM-SP divulga resultados da fase piloto do Cadastro Estadual de Museus

 

Lançamento do novo sistema de gerenciamento de dados acontece dia 18/05 durante o I Encontro de Museus da Baixada Santista, no Museu Pelé, em Santos

 

A divulgação dos resultados da fase piloto do Cadastro Estadual de Museus (CEM-SP), que será realizada quinta-feira (18/05), às 9h, no Museu Pelé, em Santos (SP), marca uma nova fase para o Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP). Após três anos de discussões e aprimoramento da metodologia e um ano de testes em museus da Baixada Santista, o CEM-SP está pronto para receber as inscrições de unidades públicas e privadas de todo o Estado, visando o fortalecimento de toda a rede. Para realizar o cadastro, que estará disponível a partir do dia 19 de junho, é necessário que a instituição acesse o site  www.sisemsp.org.br, envie o termo de adesão e preencha o instrumento de qualificação cadastral.

O CEM-SP é uma ação governamental da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, que está sendo implantada em parceria com a Organização Social ACAM Portinari e a empresa Corollarium Tecnologia. Em 2016, o cadastro teve fase piloto na região da Baixada Santista, que possui, segundo mapeamento realizado em 2009 pelo SISEM-SP, 19 museus.

O cadastro se caracteriza como fonte de informações sistematizadas sobre os museus paulistas em toda sua diversidade, constituindo-se como instrumento de planejamento para a formulação de políticas públicas para o setor. Poderão se cadastrar os equipamentos culturais caracterizados como instituições permanentes, sem fins lucrativos, que preservem e divulguem acervos culturais materiais ou imateriais em espaços abertos ao público para finalidade de estudo, pesquisa, educação e fruição, contando com quadro de pessoal para seu funcionamento.

De acordo com Davidson Kaseker, diretor do Grupo Técnico de Coordenação do SISEM-SP (GTC-SISEM-SP), a adesão ao CEM-SP é voluntária, mas a aprovação do registro estará sujeita ao atendimento de parâmetros técnicos e será realizada por ordem de inscrição. “Comemorar o Dia Internacional dos Museus com o lançamento deste trabalho, que contou com a participação voluntária de pessoas da comunidade e a colaboração de tantos especialistas em museologia, é gratificante e representa um marco na história do SISEM-SP. A metodologia desenvolvida é bastante completa e vai ser fundamental para o fortalecimento dos museus do Estado, bem como servirá de modelo para outras regiões do País”, afirma Kaseker.

 

Dia Internacional dos Museus – O SISEM-SP participa do Dia Internacional dos Museus, criado em 1977 pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) e comemorado em 18 de maio. Anualmente, o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) convida as instituições de todo País a fazerem parte da celebração com uma programação diferenciada na Semana Nacional de Museus. Em 2017, a 15ª edição do evento visa o debate a partir do tema “Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus”.

Em Santos, a celebração acontece no auditório do Museu do Pelé, das 9h às 17h40, e terá a participação dos dirigentes do SISEM-SP, além de autoridades municipais e estaduais. Os interessados em participar do evento, com vagas limitadas, devem fazer suas inscrições no local com uma hora de antecedência. Confira a programação completa das comemorações nos sites dos museus de sua cidade.

 

SISEM-SP – O Sistema Estadual de Museus de São Paulo (SISEM-SP) congrega e articula os museus do Estado de São Paulo, com o objetivo de promover a qualificação e o fortalecimento institucional em favor da preservação, pesquisa e difusão do acervo museológico paulista. Em mapeamento realizado em 2010, foram listadas 415 instituições museológicas, públicas e privadas, em 190 municípios paulistas. O SISEM-SP se estrutura em torno das premissas de parceria e responsabilidade compartilhada, em que as ações previstas para cada região são concebidas levando-se em conta o contexto, as demandas e as potencialidades locais. É coordenado pela Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo (UPPM/SEC), tendo como instância organizacional o Grupo Técnico de Coordenação do Sistema Estadual de Museus (GTC SISEM-SP). Para saber mais acesse: www.sisemsp.org.br.

 

Serviço:

Evento: I Encontro de Museus da Baixada Santista (divulgação dos resultados da fase piloto do Cadastro Estadual de Museus)

Data: Quinta-feira (18/05/2017)

Horário: das 9h às 17h40

Local: Auditório do Museu Pelé

Endereço: Largo Marquês de Monte Alegre s/nº – Valongo – Santos – SP

Inscrições: Gratuitas (devem feitas com uma hora de antecedência no local do evento – vagas limitadas)

IV Festival de Finos Filmes no MIS

 

O MIS integra a programação do IV Festival de Finos Filmes, que anualmente seleciona e exibe curtas-metragens em diversos espaços culturais na cidade de São Paulo. As sessões acontecem nos dias 6, 7 e 8 de maio, no Auditório MIS. O ingresso é gratuito, com retirada 1h antes da sessão na Recepção MIS.

No sábado, dia 6, às 16h30, acontece sessão com quatro curtas nacionais seguida pelo debate Cinema e Política. Com presença de Fernando Haddad, Maria Rita Kehl e Cláudio Couto, a conversa abordará pontos apresentados nos filmes exibidos, que giram em torno de diretos humanos.

Dos mais de 200 realizadores que inscreveram os seus trabalhos para esta edição do evento, dezesseis participarão da seleção oficial da mostra. Uma novidade para este ano é o Panorama do Cinema Português. Além do enfoque nacional, o IV Festival de Finos Filmes trará, em parceria com a Agência da Curta-Metragem, entidade portuguesa, uma seleção de Portugal, país cuja produção recente tem conquistado espaço em grandes festivais a cada ano, como Cannes e Berlim. “Precisamos pensar em novos modelos de produção e distribuição de curtas-metragens. Algumas experiências portuguesas têm sido valiosas nesse sentido e, sem dúvida, podem servir de inspiração”, completa Felipe Poroger, idealizador e curador do Festival.

Programação

6 de maio, sábado
16h30 | Programa I
Duração: 60 min.
Exibição de quatro curtas-metragens nacionais, incluindo Estacionamento, de William Biagioli, que faz sua estreia em São Paulo depois ter sido vencedor, em 2016, da categoria Melhor Curta-Metragem no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro.
O delírio é a redenção dos aflitos (21’), de Fellipe Fernandes
Fotograma (9’), de Luís Henrique Leal e Caio Zatti
Restos (15’), de Renato Gaiarsa
Estacionamento (15’), de William Biagioli
Após a sessão haverá debate sobre Cinema e Política, com participação do ex-prefeito Fernando Haddad, a psicanalista Maria Rita Kehl e o cientista político Cláudio Couto.

19h | Programa II
Duração: 71 min.
Estado itinerante (25’), de Ana Carolina Soares
Maria Cachoeira (11’), de Pedro Carcereri
Córrego Grande, 13 (14’), de Carol Covre
Não me prometa nada (21’), de Eva Randolph

7 de maio, domingo
18h30 | Programa III
Duração: 60 min.
Exibição de quatro curtas-metragens nacionais, incluindoA moça que dançou com o diabo, de João Paulo Maria, selecionado e laureado na competição de Cannes em 2016.
Lúcida (16’), de Fábio Rodrigo
Obra autorizada (16’), de Iago Ribeiro
Iluminadas (13’), de Gabi Saegesser
A moça que dançou com o diabo (15’), de João Paulo Maria

8 de maio, segunda
19h | Portugal em Foco I: curtas premiados
Duração: 50 min
Exibição de premiados curtas-metragens portugueses, dentre eles Cidade Pequena, de Diogo Costa Amarante, ganhador do Urso de Ouro na última edição do Festival de Berlim.
A Brief History Of Princess X (7’), de Gabriel Abrantes
Penúmbria (8’), de Eduardo Brito
A glória de fazer cinema em Portugal (16’), de Manuel Mozos
Cidade pequena (19’), de Diogo Costa Amarante

20h30 | Programa IV
Duração: 75 min.
Melhor fase da vida (18’), de Rodrigo Lavorato
Noite púrpura (18’), de Caroline Biagi
Balada dos mortos (22’), de Lucas Sá
Postergados (17’), de Carolina Markowicz

Curadoria
A direção do Festival segue a cargo do cineasta Felipe Arrojo Poroger. Seu último filme, Aqueles anos em dezembro, concorre ao Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, depois de sido exibido em festivais como É Tudo Verdade, Gramado e Mar del Plata e ganhado como, dentre outros prêmios, Melhor Filme na última Semana Paulista do Curta-Metragem. Na curadoria estará acompanhado de Bruno Carboni, montador de longas-metragens como Castanha de Davi Pretto (selecionado para 64ª Berlinale – Forum), Beira-mar de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (selecionado para 65ª Berlinale – Forum) e Rifle de Davi Pretto (Melhor Filme Júri da Crítica no 49º Festival de Brasília e selecionado para 67ª Berlinale – Forum), além de diretor do curta O teto sobre nós que estreou no 68º Locarno Film Festival – Leopards of Tomorrow International Competition.

O programa completo do IV Festival de Finos será divulgada nas redes sociais do evento (facebook.com/finosfilmes). Mais informações sobre a Finos Filmes, empresa produtora do evento, podem ser encontradas em http://www.finosfilmes.com.br

O dia em que Jerri Adriani cantou na Casa de Cultura

Gilberto da Silva

Numa tarde de setembro de 2010, Jerri Adriani surpreendia seus fãs que lotaram a Casa de Cultura Chico Science, então com a coordenadoria do meu colega Paulo Cassa, para assistir numa tarde da semana um show maravilhoso. Jerri esbanjou simplicidade e humildade.  Jair Alves de Souza que nasceu em 29 do janeiro de 1947, no bairro do Brás, em São Paulo, não hesitou em tirar fotografias e selfs com a predominante plateia de terceira idade. Jerri entrou no palco e desfilou sucessos dos bons tempos da juventude de quem estava na plateia.

Jerry Adriani, ídolo da Jovem Guarda, morreu neste domingo (23/04) no Rio de Janeiro, aos 70 anos. Ele enfrentava um câncer e estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Recentemente, o cantor também sofreu uma trombose em uma das pernas.

Durante o show, Jerri contou um pouco da sua história, de seus sucessos e da sua relação com outros artistas em, até então, mais de 45 anos de carreira.  Apenas como ilustração, contou como Raulzito (Raul Seixas) e os Panteras atuaram como banda de apoio de Jerry por três anos. O cantor gravou músicas de Raul (”Tudo que é bom dura pouco”, “Tarde demais” e “Doce doce amor”) e foi produzido pelo maluco beleza entre 1969 e 1971.

O primeiro disco foi “Italianíssimo”, quando cantava músicas em italiano, algo que seguiu fazendo em toda a carreira.

Em 1965, o cantor passou a gravar em português, com músicas reunidas no disco “Um grande amor”.

O cantor da Jovem Guarda cantou e levantou o público da terceira idade e deixou o romantismo tomar conta da plateia enquanto resgatava os grandes sucessos da Jovem Guarda, como Doce Doce Amor.

Jerri Adriani também atuou no cinema, cantando e interpretando em “Essa gatinha a minha” (com Peri Ribeiro e Anik Malvil); “Jerry, A grande parada”; e “Jerry em busca do tesouro” (com Neyde Aparecida e os Pequenos Cantores da Guanabara).

Com certeza todos e todas que estiveram ali naquela tarde, 24 de setembro de 2010, na Casa de Cultura Chico Science, no Ipiranga, São Paulo, saíram mais felizes e contentes por estar perto de um ídolo.

Projeto Solos em Cena

De 21 a 30 de abril, o Teatro Armando Gonzaga  recebe o Projeto Solos em Cena, uma parceria entre a Cia Plúmbea e a Cia Teatro Vivo, que consiste em apresentações dos espetáculos A Arte de Enterrar seus Mortos, inspirado no mito de Antígona de Sófocles, com Ana Cecilia Reis e Francisco, um santo sem órgãos, inspirado na vida de São Francisco de Assis com textos de Antonin Artaud, com Rodrigo Carvalho.

Serviço:

Francisco, um santo sem órgãos: de 21 a 23 de abril, às 19h. sextas, sábados e domingos.
R$20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia).

Sinopse: Em um mundo devastado pelo ódio e a maldade, um homem opta deixar sua vida burguesa, vivendo com o mínimo possível e pregando amor. A obra de Francisco de Assis sob um prisma científico, com texto criado a partir de biografias escritas após a sua morte e com fragmentos do poeta francês Antonin Artaud. Roteiro e atuação: Rodrigo Carvalho. Direção: Ana Cecilia Reis e Rodrigo Carvalho.

A Arte de Enterrar seus Mortos: de 28 a 30 de abril, às 19h.
sextas, sábados e domingos.
R$20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia).

Sinopse: Uma mulher grita. Com o que resta de suas forças, joga um punhado de terra sobre o corpo morto de seu irmão. E assim, se faz uma criminosa. A história de Antígona, a princesa banida, que retorna à sua terra natal para cumprir os rituais fúnebres de seu irmão. Mas sua manifestação de amor fraterno a torna uma fora da lei, e como tal, será julgada. Texto e direção: Ronaldo Ventura. Atuação: Ana Cecilia Reis.

 

Endereço: Av. Gal Osório Cordeiro Farias, 511 – Marechal Hermes – RJ

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