Cultura

Estreia no Canal Brasil “Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava”, documentário que analisa o legado das pornochanchadas brasileiras

Estreia no Canal Brasil na próxima terça, dia 7, o documentário “Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava (2018)”, que propõe uma leitura sobre o surgimento das pornochanchadas, um dos momentos mais icônicos do cinema brasileiro. Em meio aos anos mais duros da ditadura militar, entre as décadas de 1960 e 1980, o mercado cinematográfico encontrou, como forma de manifestação artística, um gênero de grande identidade nacional, capaz de atrair milhões de pessoas às salas de projeção com comédias de forte cunho sexual. Muitos anos após o fim das pornochanchadas, a diretora Fernanda Pessoa busca discutir não apenas os detalhes das produções da época, mas também mostrar o legado dessas obras e a influência no cenário atual.

Cartaz

A diretora aposta na montagem de dezenas de filmes exibidos na década de 1970 para mostrar um retrato do Brasil na época, quando o machismo e a objetificação da mulher imperavam. As cenas funcionam como o próprio fio condutor do roteiro para abordar temas como o medo do comunismo em plena Guerra Fria, o fetiche por moças sensuais, a suposta recuperação econômica que nunca alcançava as classes mais baixas, a industrialização do país e a fixação das autoridades por temas subversivos. O documentário retrata um período fundamental e controverso da nossa cultura.

HISTÓRIAS QUE NOSSO CINEMA (NÃO) CONTAVA 

INÉDITO E EXCLUSIVO

Horário: Terça, 7/04, à 1h10

Reapresentações: Sexta, 10/04, às 2h20 e segunda, 13/04, às 4h.

Classificação: 16 anos

Marcos Rey, um paulistano

Ele se chamava Edmundo Donato, mas ficou conhecido pelo pseudônimo Marcos Rey, um escritor, roteirista brasileiro, redator de programas de televisão que adaptou clássicos como A Moreninha de Joaquim Manuel de Macedo em forma de telenovela e o Sítio do Picapau Amarelo.
Marcos Rey que nasceu na cidade de São Paulo em 17 de fevereiro de 1925. marcou uma geração com livros infanto-juvenis, além de obras para teatro, cinema e televisão. Muitos devem se lembra da série de livros infanto juvenis da Coleção Vaga-lume, como “O mistério dos cinco estrelas”.

Marcos Rey

Em 1945 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde viveu em uma pensão no bairro da Lapa e trabalhou na tradução de obras infantis.

Em 1946 ele voltou para São Paulo e em 1949 foi contratado como redator da Rádio Excelsior. Entre o período em que trabalhou na Rádio Excelsior e na Rádio Nacional conseguiu publicar seu primeiro livro, “Um gato no triângulo”.


Com a chegada da televisão na década de 50, Marcos Rey passa a trabalhar como redator de programas televisivos, entre eles, os infantis “Vila Sésamo” e “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, as novelas “A moreninha” e “Partidas Dobradas” e as séries “Memórias de um gigolô” e “O homem que salvou Van Gogh do suicídio”. Paralelo a isso também trabalhou como publicitário.

No ano de 1958, em parceria com o seu irmão Mário Donato, fundou a Editora Mauá. Apesar da editora não ter dado certo, foi ali que conheceu sua esposa Palma Bevilacqua.

Marcos Rey foi presidente da União Brasileira de Escritores em 1961.

Em 1967 publica o livro de contos “O enterro da cafetina” e o romance “Memórias de um gigolô”, ambos sucessos de público e de crítica.


No dia 1 de abril de 1999, Marcos Rey morria e com ele uma parte da literatura paulistana.

Glauber Rocha

Em 14 de março de 1939, nascia em Vitória da Conquista, Bahia, o futuro cineasta Glauber de Andrade Rocha. Foi Diretor, roteirista, ator e escritor e um dos mais polêmicos da história da cinematografia nacional.
“Capaz como poucas de desarrumar o arrumado, voz do cineasta baiano faz falta nessas horas”, escreve o crítico de cinema Eduardo Escorel.

Foi indicado à Palma de Ouro em Cannes já em seu segundo longa e seria lembrado no Festival algumas outras vezes, sendo indicado à Palma de Ouro novamente nos filmes Terra em Transe, O Dragão da Maldade e Di Cavalcanti (na categoria de Curta-metragem) e vencendo o Prêmio do Júri ou FIPRESCI em Terra em Transe e Di Cavalcanti. Em 1969, ele recebeu o prêmio de Melhor Diretor no Festival, empatado com o cineasta tcheco Vojtech Jasný. Sua última presença em festivais internacionais aconteceu em 1980, quando foi indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza, pelo filme A Idade da Terra.
Glauber Rocha faleceu em 22 de agosto de 1981, no Rio de Janeiro. Segundo Lúcia Rocha, mãe do cineasta, “Glauber morreu de Brasil”.

Filmografia completa:
Pátio (curta, 1959), Barravento (1962), Deus e o Diabo na Terra do Sol (1963), Amazonas, Amazonas (curta, 1965), Maranhão 66 (curta, 1966), Terra em Transe (1967), 1968 (curta, 1968), O Dragão da Maldade contra o santo Guerreiro (1969), Cabeças Cortadas (1970), O Leão de Sete Cabeças (1970), Câncer (1972), História do Brasil (filme não localizado, 1973), Claro (1975), Di Cavalcanti (curta, 1977), Jorge Amado no Cinema (curta, 1979), Programa Abertura (TV, 1979) e A Idade da Terra (1980).

Vitrine do Giba Indica. Teatro

Com texto de Leonardo Netto e direção de Fabiano de Freitas, peça aborda a homofobia na sociedade moderna.
No dia 29 de fevereiro o Sesc Ipiranga recebe a estreia da peça 3 Maneiras de Tocar no Assunto. O espetáculo aborda a homofobia da sociedade moderna através de três solos curtos. No primeiro, O Homem de Uniforme Escolar, o público assiste a uma aula de bullying homofóbico. O segundo, O Homem com a Pedra na Mão, é o depoimento de um dos participantes da Revolta de Stonewall, que aconteceu em junho de 1969, em Nova York. O terceiro, O Homem no Congresso Nacional, é o pronunciamento de um deputado gay e ativista na tribuna da Câmara.
Inédita em São Paulo, a montagem esteve em temporada no Teatro Poeirinha, no Rio de Janeiro, em 2019,  e já acumula quase 20 indicações em premiações de teatro.
Concorre ao Prêmio APTR (Melhor Espetáculo, Texto, Direção, Ator, Direção de Movimento, Iluminação e Música) e ao Botequim Cultural (Melhor Espetáculo, Ator, Texto e Direção de Movimento). É a atual vencedora do Prêmio Cesgranrio nas categorias: Melhor Texto Nacional Inédito, Melhor Ator e Categoria Especial, pela direção de movimento de Marcia Rubin e integrará a programação do Festival de Curitiba, que acontece em abril de 2020.

Entrevista com Emerson Ike Coan sobre o Clube da esquina

Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero (FCL), na qual é pesquisador no Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo (CNPq), nas linhas de pesquisa Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo e Comunicação e Cultura na Sociedade do Espetáculo. Mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Sesc Ipiranga recebe a Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene

Única apresentação do concerto inusitado é grátis e aberto ao público em geral

No dia 08 de fevereiro, sábado, às 16h, o Sesc Ipiranga recebe a Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene, num concerto inusitado, no quintal da unidade.

A Orquestra é formada por capoeiristas, músicos e pessoas da comunidade. Sua proposta é musical, tanto na concepção dos arranjos quanto na escolha do repertório que inclui ritmos oriundos de difrentes manifestações populares como o samba, afoxé, puxada-de – rede e frevo.

Os berimbaus são afinados e agrupados em naipes: berimbau gunga ou berra-boi (som grave), de centro (som médio) e o viola ou violinha (som mais agudo). O “Berimbum”, com som super-grave, é tocado com arco de violoncelo. Vozes entoam os versos das ladainhas, corridos e canções. Alguns instrumentos como o guimbarde ou trump (berimbau de boca), agogô, pandeiro, reco-reco, ganzá, triângulo, atabaque, kalimba, n’tama (talk-drums), matraca, efeitos diversos e palmas completam a sonoridade.

Histórico

A ideia de uma Orquestra de Berimbaus surgiu nos encontros informais que aconteciam na pracinha do Morro do Querosene, ao cair das tardes de domingo, quando Dinho Nascimento e alguns amigos se reuniam para tocar, jogar capoeira e passar seus ensinamentos aos mais jovens e outros recém-chegados. O convite para um concerto, em fins de 2007, consolidou a formação atual e inaugurou a agenda de apresentações. Sua identidade artística a tem levado a eventos de capoeira, de populações em situação de rua e em defesa de causas ambientais e sociais, além da profunda interação com a comunidade local e de culturas populares.

O berimbau

 Urucungo ou berimbau de barriga, o mais utilizado no Brasil, é um instrumento musical constituído por um arco de madeira retesado por um arame ou corda (string) com uma cabaça (ou caixa de ressonância), que utiliza uma pedra ou dobrão (para pressionar a corda), uma baqueta (para percutir a corda) e um caxixi (pequeno chocalho que reforça a marcação do ritmo). Inspirado em modelos africanos, tornou-se um instrumento tipicamente brasileiro, símbolo de liberdade e resistência cultural. No início era utilizado pelos mercadores. Hoje, fundamental numa roda-de-capoeira, arte marcial brasileira, é respeitado como mestre que dita e organiza o jogo. Daí as peças rítmicas conhecidas como toques de capoeira: Angola, São Bento Grande, São Bento Pequeno, Luna, Cavalaria, Amazonas…


Ficha Técnica
Dinho Nascimento – direção artística, maestro, músico (berimbum, berimbau-rabeca, kalimba, talk-drums)
Gabriel Brilé – berimbau, atabaque e pandeiro
Cecília Pellegrini – caixa do divino, pandeiro, agogô, sinos, triângulo, reco-reco, vocais
Luís Henrique Meira – berimbau
Wagner Branco – berimbau
Tchaca Souza – berimbau e zabumba
Pedro Romão – berimbau, zabumba, atabaque
Décio Sá – berimbau

Serviço:

Orquestra de Berimbaus

Dia: 08/02, Sábado, às 16h
Grátis

Praça Cinza
Classificação: Livre

YANNICK HARA TRAZ O CAÇADOR DE ANDROIDES AO SESC BELENZINHO

Segundo disco do artista é inspirado no livro Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick; dos cantores Clemente Nascimento (Inocentes e Plebe Rude), Rodrigo Lima (Dead Fish) e Sara Não tem Nome participam do show
No dia 31 de janeiro de 2020, sexta-feira, Yannick Hara mostra músicas de seu segundo disco O Caçador de Androides no Sesc Belenzinho. O show, que acontece no Teatro da Unidade, às 21h, conta com as participações de Clemente Nascimento, das bandas Inocentes e Plebe Rude, Rodrigo Lima, do Dead Fish, e da cantora Sara Não Tem Nome. No repertório, músicas que remetem ao universo cyberpunk, num futuro distópico. Além de Yannick (voz), o DJ Paulo Ribeiro integra a apresentação.

Caçador de Androides é baseado no livro Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, do escritor Philip K. Dick, que por sua vez inspirou o filme Blade Runner. As 12 faixas do disco, que serão mostradas no show do Sesc Belenzinho, relacionam a cultura da ficção científica cyberpunk com os tempos atuais, e trazem como tema questões como a realidade atual do mundo globalizado, a distopia, as relações humanas, a alta tecnologia e a baixa qualidade de vida.

Este disco de Yannick tem como proposta disseminar um novo conceito de música urbana, derivada da mistura da cultura hip hop misturada com a ficção científica e com o cyberpunk. Tudo isso embalado pela estética da poesia e do rap.

Nascido e criado no centro de São Paulo, Yannick é um rapper independente que não segue os padrões tradicionais do gênero. Em seu primeiro disco, Também Conhecido Como Afro Samurai, lançado em 2016, Yannick uniu as culturas otaku, geek e rap ao mundo dos mangás e dos animes. E agora, em seu segundo trabalho, ele explora ainda mais a cultura da ficção científica.

YANNICK HARA

Dia 31 de janeiro de 2020. Sexta-feira, às 21h
Local: Teatro (364 lugares)
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$15,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$9,00 (credencial plena do Sesc – trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes. Ingressos disponíveis pelo portal Sesc SP (www.sescsp.org.br) nas bilheterias das unidades. Limite de 2 ingressos por pessoa. Ingressos disponíveis pelo portal Sesc SP (www.sescsp.org.br) e nas bilheterias das unidades do Sesc. Limite de 2 ingressos por pessoa.
Recomendação etária: 12 anos
Duração: 90 minutos

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
http://www.sescsp.org.br/belenzinho

Estacionamento
De terça a sábado, das 9h às 22h. Domingos e feriados, das 9h às 20h.
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional.

Para espetáculos pagos, após as 17h: R$ 7,50 (Credencial Plena do Sesc – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo). R$ 15,00 (não credenciados).

Transporte Público
Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

As Aventuras da Arte Moderna, no Canal Curta

Terça das Artes – 21/01

23h – “As Aventuras da Arte Moderna” (Série) – Episódio “Boemia”
No alegre início do século XX, em Montmartre, um grupo de artistas pobres que compreende Max Jacob, Picasso, Apollinaire, Derain e Vlaminck, entre outros, passa a residir numa antiga fábrica de pianos: Le Bateau-Lavoir. Enquanto isso, do outro lado do Sena, Matisse, conhecido por levar uma vida de austeridade, está ocupado em virar a ordem estabelecida de cabeça para baixo no Salon d´Automne de 1905, exibindo obras que explodem em cores extravagantes. O Fauvismo nasce. Dentro das salas escuras do Bateau -Lavoir, Picasso prepara sua resposta. Prestando homenagem às suas respectivas visões da modernidade, os dois pintores erguem os seus pincéis para uma competição de telas. Diretoras: Amélie Harrault, Pauline Gaillard. Duração: 52 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 22 de janeiro, quarta-feira, às 03h e às 17h; 23 de janeiro, quinta-feira, às 11h.

Livro dos 110 anos da Academia Paulista de Letras traz a biografia dos imortais

Anna Maria Martins e Márcio Scavone a biografia dos imortais – foto: Marcelo Navarro

Os 40 membros da APL escreveram suas próprias histórias de vida

Realizado na noite desta quarta-feira, no auditório da instituição, o evento contou com a presença de intelectuais, como Maria Adelaide do Amaral, que recentemente foi eleita para ocupar umas das cadeiras da APL, de autoridades como o presidente da Imprensa Oficial do Estado, Norival Pântano Junior, de vários integrantes da casa como José de Souza Martins, Roberto Duailibi, Eros Grau, Raul Cutait, Júlio Medaglia, Anna Maria Martins, José Gregori, Dom Fernando Antonio Figueiredo, entre outros.

O Projeto – Feito sob o formato de 25X 29 cm, com 240 páginas, o 110 anos recebeu apoio da Lei Rouanet e patrocínio do Banco Safra. Em sua primeira tiragem – 1500 exemplares -, a obra foi elaborada pelo fotógrafo e acadêmico (cadeira de número 9) Marcio Scavone, e levou três anos para ser concluída. “Sinto-me envaidecido por estar à frente deste projeto, uma vez que procurei instigar cada acadêmico a trazer para o papel a sua impressão, escrevendo sua biografia e ofertando uma citação. Portanto, o livro é uma criação colaborativa. Cada intelectual deixou sua marca pessoal”, afirma Scavone.

Roberto Duailibi, Roberta Matarazzo e Eros Grau. Foto: Marcelo Navarro

Agora, o livro será distribuído nas principais bibliotecas nacionais e instituições de educação.