Bar do Giba

Cachaça Vincenzi

Mais uma bela cachaça para minha coleção! Agora presente da minha querida escritora, jornalista e roteirista Eliana Natividade. Será meu combustível na preparação do artigo para o seminário…

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Dia do Enólogo

Dia do Enólogo

 

Dia 22 de outubro é celebrado o Dia do Enólogo e, para a ocasião, a Domno compartilha 5 dicas do enólogo Lucas Simões sobre como conservar melhor seus espumantes e garantir bons brindes para todas as ocasiões. Confira!

1- Quanto mais velho melhor?

Não somente com espumantes, mas com qualquer estilo de vinho, “quanto mais velho melhor” é um dos grandes mitos. Vinhos são bebidas vivas e, como tudo que é vivo, um dia declina. É um fato que alguns grandes espumantes podem suportar mais de 10 anos ou mais na garrafa, podendo evoluir e melhorar com o passar do tempo. Entretanto, o grande risco é perder os gases carbônicos (CO2) dissolvidos no líquido, pois naturalmente eles vão permeando a rolha.

2- Deve ser servido bem gelado ou em temperatura ambiente?

O espumante sempre deverá ser servido em temperaturas mais baixas. Entre 4°C para os espumantes mais doces e leves e, os já mais maturados e cremosos, ficam excelentes a 8°C. Se estiver mais gelado do que isto, seus aromas e sabores ficarão menos intensos. Caso contrário, em altas temperaturas, o gás se perderá mais rápido, além de tornar a bebida ácida e desiquilibrada.

 

3- Tem alguma dica de harmonização que seja ideal para alimentos leves (ideal para o clima primavera/verão)?

Para dias quentes, o ideal são pratos com maior acidez e que também possam ser consumidos em temperatura ambiente. Queijos brancos, salpicão, frutas secas, bruschettas, saladas, frutos do mar etc.

4- A escolha da taça influencia no sabor?

Sim. Para melhor visualização do perlage (borbulhas), o ideal é utilizar taças de cristal, pois o material apresenta maior porosidade, facilitando a liberação das borbulhas e consequentemente, melhor visualização. Nesse sentido, taças com o corpo mais delgado e longilíneas são as mais proveitosas. Estas taças são conhecidas com flute. Entretanto, há uma tendência de utilizar taças mais bojudas para a degustação de espumantes, pois podem não destacar tanto o perlage visualmente, mas liberam com mais intensidade os aromas da bebida. Taças do estilo tulipa também são recomendadas.

5- Após a abertura, devemos manter na geladeira ou no freezer?

Após a abertura da garrafa, caso o produto não seja consumido totalmente, pode-se armazená-lo na geladeira, pois a temperatura baixa ajuda a manter o CO2 dissolvido no líquido. O ideal é utilizar uma tampa especial para vedá-lo, preservando o produto por cerca de três dias.

Festival de Camarão e Massas Ceagesp

Spaghetti com Camarao e Parmesao (Foto Eduardo Bacani)

Spaghetti com Camarão e Parmesão (Foto Eduardo Bacani)

 

Começa nessa quarta-feira (28/02), a partir das 18h, o Festival de Camarão e Massas Ceagesp, edição 2018. O mais novo evento gastronômico da cidade funcionará de quarta a domingo, e vai até 29 de abril. Serão mais de 50 itens pelo preço fixo de R$ 69,90 por pessoa (exceto bebidas e sobremesas).

Neste festival, a proposta é combinar camarões com diversas opções de massas e molhos. Também haverá risotos, pizzas, parmegianas, frango à passarinho, pernil, porqueta e outros pratos da culinária italiana.

O Espaguete com Camarão preparado no interior de uma esfera de queijo parmesão será uma das grandes atrações do Festival de Camarão e Massas Ceagesp. O prato, servido individualmente, é finalizado na frente do público.

O mesmo acontece com os risotos, que serão preparados sempre na hora, à la minute. Ilhas de preparação de pratos ficarão instaladas no salão do Espaço Gastronômico Ceagesp para garantir a temperatura ideal das massas.

Camarão e Massas

Os camarões continuam presentes neste novo festival, tanto nas massas quanto nas tradicionais opções consagradas nos festivais da Ceagesp. O Camarão Assado no Espeto e o Camarão Crocante com Tártaro e Limão, por exemplo, continuarão sendo servidos nas mesas, à vontade. O mesmo acontecerá com o Frango à Passarinho e a Polenta Frita.

Todas as semanas, o público encontrará várias opções de massas secas e recheadas, preparadas na Cozinha Gourmet Ceagesp. Nesta primeira semana (de quarta a domingo), além de espaguete com camarão, terá ainda penne, fettuccine e gnocchetti, com opções de molhos ao sugo, bolonhesa, romanesca e dois queijos.

No cardápio também haverá sempre uma opção de peixe. Nesta semana, será a vez do Salmão com Molho de Maracujá. As opções de entradas do novo festival ficarão por conta de pizzas, brusquetas e caldos diversos, além de casquinha de siri.

Uma farta mesa de saladas e antepastos também estará incluída no valor do evento. Conservas, patês, embutidos, vários tipos de queijos, pães e saladas diversas ficarão à disposição dos comensais. Nesta primeira semana, entre os destaques, estarão Abobrinha Grelhada com Tomate Seco e Manjericão, Berinjela Grelhada com Pesto, Rúcula com Parmesão, entre outras opções.

Funcionamento

O Festival de Camarão e Massas Ceagesp 2018 funcionará de quarta a domingo. De quarta a sexta, o horário será das 18h à 0h. Aos sábados, das 12h às 17h (almoço), e das 18h à 0h (jantar). Aos domingos, das 12h às 17h (apenas almoço).

A entrada será pelo Portão 4 da Ceagesp, na altura do 1.946 da av. Dr. Gastão Vidigal, na Vila Leopoldina, zona oeste da capital. O estacionamento para automóveis ficará no Portão 4, com preço especial para os frequentadores do evento. O estacionamento para Motos será somente pelo Portão 2, na mesma avenida.

Serviço

Festival de Camarão e Massas Ceagesp

  • Quando: de 28 de fevereiro a 29 de abril
  • Horários: de quarta a sexta, das 18h à 0h. Aos sábados, das 12h às 17h, e das 18h à 0h. Aos domingos, das 12h às 17h
  • Preço: R$ 69,90 por pessoa (não há cobrança de taxa de serviço). Criança até cinco anos, não paga. De seis a dez, paga metade do valor. Bebidas e sobremesas são cobradas à parte.
  • Onde: Espaço Gastronômico Ceagesp
  • Endereço: Portão 4 da Ceagesp – av. Dr. Gastão Vidigal, altura do 1.946, na Vila Leopoldina, zona oeste da capital.
  • Estacionamento: Automóveis pelo Portão 4 (preço especial para os frequentadores do evento). Motos: somente pelo Portão 2.
  • Site: www.festivaisceagesp.com.br

Virado à Paulista

virado

O Virado à Paulista, prato tradicional das segundas-feiras paulistanas, foi tombado como Patrimônio Imaterial do Estado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do governo do Estado de São Paulo.

O Prato é composto de arroz, feijão engrossado com farinha de milho, bisteca, linguiça, toucinho, couve, ovo frito e banana, o prato carrega história em seus ingredientes, tendo seus primeiros registros ainda no século 17.

 

Ingredientes

  • 3 xícaras de feijão cozido, batido no liquidificador
  • 2 dentes de alho, picados ou amassados
  • 1 cebola, picada
  • Sal a gosto
  • Pimenta – do – reino a gosto
  • 1/2 xícara de farinha de mandioca crua
  • 2 colheres de sopa de óleo de soja ou azeite
  • 3 xícaras de água
  • 2 bistecas
  • Suco de 2 limões
  • Óleo para fritura
  • 1/2 kg de lingüiças fresca ou caipira
  • 3 l de água fervente
  • 2 bananas nanicas
  • 1 ovo batido com 1 copo de leite
  • O suficientes de farinha de trigo, para empanar
  • Sal a gosto
  • 1 maço de couve, lavado e higienizado
  • 1/2 kg de panceta
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio

Receita de couve-flor gratinada

Ingredientes:
1kg couve-flor
½ cebola
3 dentes alho
2 colheres de sopa de azeite
50g de queijo parmesão
Molho bechamel
500ml de leite
1 colher de sopa de margarina
1 ½ colher de sopa de farinha de trigo
Sal e pimenta a gosto
Noz moscada a gosto

Pré-Preparo:
Descascar e picar o alho e a cebola. Cozinhar a couve-flor até ficar al dente. Reservar.

Molho Bechamel:
Em uma panela colocar a margarina para aquecer em fogo baixo, quando derreter acrescentar a farinha de trigo, mexer constantemente com o fuê, tendo o cuidado para não empelotar, deixar cozinhar mexendo sempre. Acrescentar o leite quente ao roux aos poucos, abaixar o fogo e continuar mexendo, para não empelotar. Não deixar o molho grosso, pois quando esfriar ele tende a engrossar.

Preparo:
Em uma frigideira colocar o azeite, o alho e a cebola, deixar dourar e puxar a couve-flor. Colocar em uma travessa fazendo camadas alternadas de couve-flor e molho bechamel. Finalizar com queijo parmesão. Levar ao forno a 180ºC para gratinar por alguns minutos. Servir.

Tempo de Preparo: 25 minutos

Rendimento Aproximado: 1,800 kg

Fonte: Divino Fogão – http://www.divinofogao.com.br

Alguns detalhes de gastos numa viagem para o Espírito Santo

Por Gilberto da Silva

Saída de São Paulo para o Espírito Santos, dia 22, de um ano que não lembro mais qual, às 06h15 minutos. Antes um café na padaria da esquina que é o que São Paulo tem de melhor! Dutra e demais estradas: um saco! Chegada em Iriri, às 18h45m minutos de um dia quente.

Álcool: $25,00 + r$ 20 + 20,00 = R65,00. Café da manhã: R$ 72,00. Jantar no dia 22: R$15,00. No dia 24, paguei mais 20 conto pro álcool/combustível.. Em Vila Velha gastei r$ 8,70 por um almoço e paguei R$1,40 por uma cerveja. No pedágio pra Vila Velha paguei 0,95 centavos. Mas na minha viagem não poderia faltar uma pinga Reserva do Gerente que paguei R$ 10,00 mas não devia, tomei uma pinga boa e me venderam outra ruim, afinal, quem mandou cair no papo de bêbado com o atendente…

No caminho para Iriri, já cansado,  comi um lanche por 8 conto.

Na primeira noite, dia 23, houve um homicídio e uma tentativa de roubo. Segundo minha acompanhante, o homicídio seria qualificado. Programas policiais à parte, dormi. Dia seguinte, café da manhã e mais estrada. Gastei mais 50 conto para ir até Anchieta e lá mais 9 conto pro lanche e oito e cinquenta para sucos em geral. Bem, sobrou um bife no restaurante português por R$ 12,50. Tempo para retorno na história, padre, igreja etc.

Saco cheio de Anchieta, rumamos pra Domingos Martins, caminho que se deu através de Alfredo Chaves. Estrada de terra. Uma parada para curtir a Cachoeira de Matilde. Uma linda região com muita plantação  de café, criação de gado e de bananas. Até hoje quando vejo a cotação do café, lembro-me da região.

Em Domingo Martins, região de imigrantes alemães, o clima é das montanhas e nessa época 9 no dia da minha passagem) acontecia um festival de música. Muitos jovens. Bom clima. tempo para a Pedra Azul.

Retorno pelas belas paisagens.

Chegada em Guarapari, num sábado, duas cervejas (R$8,50) praia,, suco, mar e sol. Tudo bem, parecia o Guarujá.

Caldo verde em Iriri, à noite com bebidas e petiscos, tudo muito barato na casa de uns 9 mangos.

O Hotel em que estávamos hospedados só oferecia café da manhã com manteiga gelada, na verdade pedra de manteiga. Cansei de pão com presunto. Cansei de anotar os gastos!

Retornar, São Paulo nos espera!

Cachaça, a verdadeira preferência nacional

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Dona de muitos nomes, ainda estigmatizada em sua própria terra, para muitos não é uma boa ideia, mas, também há admiradores espalhados por todo o Brasil. Com moderação e cautela é possível tomar um bom gole da “marvada”. Invenção dos tempos da colonização portuguesa no Brasil, nos antigos engenhos de açúcar, o refugo da produção era dado aos animais e aos escravos.

Os escravos, às vezes, deixavam a borra de melaço fermentar por alguns dias, criando assim a primitiva cachaça.

As marcas em todo país

Entre as cachaças de renome nacional podemos citar a Havana, produzida em Salinas, dita como hors-concurs, ela é a preferida de pelo menos oito entre dez apreciadores. A Salineira, da mesma cidade, é outra que merece destaque. Pedra Azul e Montes Claros, também em Minas Gerais, são municípios com tradição e boas marcas. Além disso, no Nordeste, no Sudeste e no Centro-Oeste não é difícil encontrar produtos de boa qualidade. No Paraná destaca-se a Reserva do Patrão

Em Águas de Lindóia também é produzida uma das melhores pingas de São Paulo, a do engenho Barreiro, na pequena Cabreúva se produz também excelentes aguardentes.

 

Marca centenária, a Ypioca existe há 156 anos

Com a situação financeira abalada, o agricultor português radicado em Recife, Dario Telles de Menezes utilizou um pequeno alambique de cerâmica que havia trazido do Velho Continente. Com a enxada, abriu covas na terra e deu início ao primeiro plantio de cana-de-açúcar da região. Nascia a Cachaça Ypioca.

São produzidos anualmente 80 milhões de litros resultantes de cana plantada em 3 mil hectares. A empresa emprega 2.400 pessoas e gera outros 7 mil empregos indiretos. São os homens e mulheres que fazem a cobertura de palha que envolve as garrafas da Ypioca. Pouco mais de 5% da produção é exportada, com o incentivo à exportação a meta é chegar a 30%. É exportada para diversos países da Ásia, Europa e também para os Estados Unidos.

A Ypioca recicla 100% dos subprodutos de suas indústrias.

Cachaça para estimular as exportações

Considerada a terceira bebida destilada mais consumida no mundo, pois ela só perde para a vodka, e para o soju (bebida coreana bastante difundida no oriente), a pinga é praticamente consumida só no Brasil.

A ideia agora é incentivar as exportações, ensinar os outros países a beber a caninha, identificando-a como produto genuinamente nacional.

 

 

Uma bala explosiva!

Lá vai uma receita de bala para cachaceiro nenhum botar defeito, faça …

Ingredientes:

1 quilo de açúcar refinado

2 copos de pinga

2 copos de água

2 pacotes de gelatina sem sabor

1 pacote de gelatina vermelha

Modo de preparar

Dissolver as gelatinas nos dois copos de água quente. Em seguida colocar a pinga e açúcar, mexer bem.

Colocar no fogo (mas não apague a chama). Volte novamente para o fogo e faça a mesma coisa até levantar fervura três vezes. Retire do fogo, coloque em uma assadeira e leve à geladeira.

No dia seguinte, corte em cubos e passe no açúcar. Sirva!

Pequena história da cachaça

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O jornalista Rômulo Almeida é conhecido como um grande especialista no assunto e é dele esta pequena história da cachaça:

Os egípcios antigos dão o primeiro sinal. Curam várias moléstias, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado.

Os gregos registram o processo de obtenção da ácqua ardens. A Água que pega fogo – água ardente, aparece nos registros do Tratado da Ciência escrito por Plínio, o velho, que viveu entre os anos 23 e 79 depois de Cristo. Ele conta que apanha o vapor da resina de cedro, do bico de uma chaleira, com um pedaço de lã. Torcendo o tecido obtem-se o Al kuhu.

A água ardente vai para as mãos dos Alquimistas que atribuem a ela propriedades místico-medicinais. Se transforma em água da vida. A Eau de Vie é receitada como elixir da longevidade.

A aguardente então vai para da Europa para o Oriente Médio, pela força da expansão do Império Romano. São os árabes que descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje. Eles não usam a palavra Al kuhu e sim Al raga, originando o nome da mais popular aguardente da Península Sul da Ásia: Arak. Uma aguardente misturada com licores de anis e degustada com água.

A tecnologia de produção espalha-se pelo velho e novo mundo. Na Itália, o destilado de uva fica conhecido como Grappa. Em terras Germânicas, se destila a partir da cereja, o kirsch. Na Escócia fica popular o Whisky, destilado da cevada sacarificada.

No extremo Oriente, a aguardente serve para esquentar o frio das populações que não fabricam o Vinho de Uva. Na Rússia a Vodka, de centeio. Na China e Japão, o Sakê, de arroz.

Portugal também absorve a tecnologia dos árabes e destila a partir do bagaço de uva, a Bagaceira.

Os portugueses, motivados pelas conquistas espanholas no Novo Mundo, lançam-se ao mar. Na vontade da exploração e na tentativa de tomar posse das terras descobertas no lado oeste do Tratado de Tordesilhas, Portugal traz ao Brasil a Cana de Açúcar, vindas do sul da Ásia. Assim surgem na nova colônia portuguesa, os primeiros núcleos de povoamento e agricultura.

Os primeiros colonizadores que vieram para o Brasil, apreciavam a Bagaceira Portuguesa e o Vinho d’Oporto. Assim como a alimentação, toda a bebida era trazida da Corte.

Num engenho da Capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana de açúcar – Garapa Azeda, que fica ao relento em cochos de madeiras para os animais, vinda dos tachos de rapadura. É uma bebida limpa, em comparação com o Cauim – vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho, acredita-se. Os Senhores de Engenho passam a servir o tal caldo, denominado Cagaça, para os escravos. Daí é um pulo para destilar a Cagaça, nascendo aí a Cachaça.

Dos meados do Século XVI até metade do Século XVII as “casas de cozer méis“, como está registrado, se multiplicam nos engenhos. A Cachaça torna-se moeda corrente para compra de escravos na África. Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a Cachaça.

A descoberta de ouro nas Minas Gerais, traz uma grande população, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A Cachaça ameniza a temperatura.

Incomodada com a queda do comércio da Bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe várias vezes a produção, comercialização e até o consumo da Cachaça.

Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado. Em 1756 a Aguardente de Cana de Açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755.

Para a Cachaça são criados vários impostos conhecidos como subsídios, como o literário, para manter as faculdades da Corte.

Como símbolo dos Ideais de Liberdade, a Cachaça percorre as bocas dos Inconfidentes e da população que apoia a Conjuração Mineira. A Aguardente da Terra se transforma no símbolo de resistência à dominação portuguesa.

Com o passar dos tempos melhoram-se as técnicas de produção. A Cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas – o famoso Quentão.

No século passado instala-se, com a economia cafeeira, a abolição da escravatura e o início da república, um grande e largo preconceito a tudo que fosse relativo ao Brasil. A moda é européia.

Em 1922, a Semana da Arte Moderna, vem resgatar a brasilidade nos campos literário e das artes plásticas. No decorrer do nosso século, o samba é resgatado. Vira o carnaval. Nestas últimas décadas a feijoada é valorizada como comida brasileira especial. A Cachaça ainda tenta desfazer preconceitos e continuar no caminho da apuração de sua qualidade.

Hoje, várias marcas de alta qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo.

Cachaça boa, é cachaça velha

Confira este ótimo estudo sobre os efeitos da técnica do envelhecimento de cachaças artesanais

Realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o estudo mostra que, embora a produção industrial ainda seja muito superior, o grande destaque do setor nas últimas duas décadas é o progressivo crescimento e consolidação da fabricação artesanal, a chamada agroindústria de alambique (operada por pequenos produtores).

“Trata-se de um segmento que vem se adaptando às novas condições de concorrência, ao mesmo tempo em que tem conquistado competitividade e preço”, dizem Ricardo Augusto Barboza e colegas no artigo.

Dentre os principais fatores que contribuem para esse processo, o estudo destaca o reconhecimento da denominação cachaça e a definição de normas e selos de qualidade nas várias esferas (nacional, estadual e regional

Efeito do envelhecimento na qualidade da cachaça produzida por pequenos produtores

Ricardo Augusto Bonotto Barboza, Maria Cristina Meneghin, Vitor Rocha dos Santos, Sérgio Azevedo Fonseca, João Bosco Faria

 

Resumo

Este artigo relata os resultados de um estudo que buscou avaliar os efeitos da técnica do envelhecimento sobre amostra de cachaças produzidas e comercializadas por pequenos produtores do Estado de São Paulo. Amostras de cachaças, envelhecidas e não envelhecidas, foram enviadas por 10 produtores de cachaça participantes do projeto e curso de extensão: Encontro da Cadeia Produtiva de Cachaça e Concurso Paulista da Cachaça de Alambique, organizado pelo Departamento de Alimentos e Nutrição da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNESP/Araraquara em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa do Estado de São Paulo (SEBRAE-SP) e o Sindicato Rural de Araraquara. A avaliação das amostras foi feita com base em testes sensoriais realizados no laboratório de análise e controle da qualidade de alimentos e bebidas do referido Departamento. Os resultados da pesquisa revelaram médias de aceitação significativamente maiores nas amostras envelhecidas em comparação com as amostras não envelhecidas. O processo de envelhecimento, um dos tópicos do curso, apresentou-se como uma forma efetiva de melhorar a qualidade da cachaça. Assim como, a pesquisa confirmou a importância do apoio da Universidade para o aprimoramento da qualidade de alimentos e bebidas produzidos no Brasil.

Palavras-chave

Envelhecimento de Cachaça. Extensão Universitária. Transferência de Tecnologia.

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10 fatos curiosos sobre o tradicional bacalhau português

Bacalhau exposta numa típica mercearia portuguesa

O bacalhau no Brasil é consumido geralmente em épocas específicas do ano, como Páscoa e Natal, mas em Portugal esse peixe é parte fundamental das refeições. Para conhecer melhor sobre esse símbolo da gastronomia lusitana, separamos algumas curiosidades incríveis desse prato tão cobiçado. 

1 – O alimento da descoberta do novo mundo

Como não existiam métodos de refrigeração da comida, o bacalhau se tornou parte fundamental das grandes embarcações, pois com os métodos de secagem e salga, o peixe era conservado por um longo período de tempo.

2 – Não existe somente um tipo de bacalhau

“Bacalhau” é na realidade o nome popular para o Gadus morhua, o tipo mais tradicional e mais consumido. Porém, esse processo de desidratação também pode ser feito com o saithe, o zarbo e o ling. Características como sabor, textura e preço variam entre eles.

3 – Altamente nutritivo

Ao contrário do que muitos possam pensar, esse tipo de peixe é muito nutritivo e de fácil digestão. Rico em fósforo, cálcio, zinco, potássio e magnésio, é um alimento saudável que pode ser consumido sem culpa. O óleo extraído do fígado do animal também é abundante em vitaminas A e D.

4 – Considerado o “Fiel Amigo” português

Em Portugal, ele é considerado o “Fiel Amigo”. Esse ditado popular vem de tempos antigos, pois a iguaria é parte essencial da culinária lusitana. Assim como o arroz com feijão está presente na mesa dos brasileiros, o bacalhau é o verdadeiro rei nas refeições das famílias portuguesas.

Diversas formas de apresentação do bacalhau

5 – Ílhavo: a “capital do bacalhau”

A cidade de Ílhavo, localizada na região do Centro de Portugal, tem uma forte ligação com o alimento. Situada próxima do oceano, a pesca sempre fez parte das atividades e o bacalhau tornou-se intrínseco na cultura e costumes. O prato é tão popular que a cidade dispõe de dois museus que contam sua incrível história.

6 – Um museu dedicado ao bacalhau

E falando em museus, o Museu Marítimo de Ílhavo, com o seu famoso Aquário de Bacalhaus, é um ponto de parada obrigatória para todos aqueles que queiram conhecer a verdadeira epopeia da pesca desse nobre animal. 

7 – Mais de 1001 maneiras de preparo

Dizem que existem 1001 maneiras de preparar essa iguaria, e Ílhavo é o lugar ideal para conhecê-las. O “Bacalhau assado lascado, à moda de Ílhavo” e o “Arroz de espinhas de bacalhau” são alguns exemplos peculiares e saborosos. No verão, é comum consumi-lo cru em saladas.

8 – Festival do Bacalhau

Em agosto acontece esse evento, em Ílhavo, que visa promover a gastronomia tradicional da região entre os mais jovens. Desde 2008, turistas e moradores podem aproveitar diversas atrações musicais, palestras e deliciosos pratos preparados especialmente para a celebração.

9 – Portugal é o maior importador de bacalhau da Noruega

Por ser um peixe de água fria, é mais comum encontrá-lo na costa de países assim como Noruega e Canadá. Isso fez com que Portugal se destacasse por ser o maior importador do animal do país nórdico. 

10 – Os melhores locais para comprar

Engana-se quem acha que o melhor local para comprar o bacalhau são as peixarias. Os melhores locais para adquirir bacalhau de qualidade são as mercearias ou, em grandes supermercados, a sessão de comidas “salgadas”. Os portugueses são mestres na arte de salgar os alimentos para sua preservação desde a época das grandes navegações.

Leblon, cachaça leve

No Dia dos Pais, ganhei, provei e atestei como boa a cachaça Leblon.  A cachaça possui um leve aroma frutado. Tomei um gole puro: desceu suave e no final um pouco cítrico. Mas é uma cachaça apropriada para coquetéis e caipirinha por ser leve, onde dá pra sentir a frescura da cana de açúcar, especiarias e frutas. Para os maiores e apreciadores é um destilado que segundo os produtores”aquece na boca e deixa uma suave doçura que se acentua com a cada momento. Com uma textura ultra suave e um corpo que vai do suave ao médio”.

A Cachaça Leblon é refinada e apropriada para exportação. A Maison Leblon que produz a cachaça está localizada em Patos de Minas- MG.

 

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