Datas Comemorativas

Em 21 de outubro de 1984 morria o cineasta francês François Truffaut

François Truffaut ficou famoso na história do cinema por, ao lado de nomes como Jean-Luc Godard, Eric Rohmer e Claude Chabrol, fundar o movimento cinematográfico Nouvelle Vague (a “Nova Onda”), que trouxe uma nova experiência para o cinema

Em 21 de outubro de 1984 morria o cineasta francês François Truffaut – um dos fundadores do movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague e um dos maiores ícones da história do cinema do século XX.
Alguns Filmes do diretor:

Jules e Jim – Uma Mulher para Dois (1962): triângulo amoroso imaginado por Truffaut traz Jeanne Moreau como a instável emocionalmente Catherine. Ela era a base da felicidade e da tristeza de Jules e Jim.

A Noite Americana (1973): vencedor de melhor filme estrangeiro de 1973, traz uma discussão sobre o processo de produção de um filme. A personagem feminina mais uma vez é parte crucial da narrativa.

Fahrenheit 451 (1966): único filme de Truffaut falado em inglês e mostra um mundo onde os livros são proibido, ideia que por si só já seria assustadora. Ver meu artigo sobre Fahrenheit 451

Organiza o Natal – Texto de Carlos Drummond de Andrade

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Texto extraído do livro “Cadeira de Balanço”, Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.

Chico Mendes, presente!

“Hoje completa 30 anos do assassinato de Chico Mendes. Hoje também o Brasil possui a vergonhosa marca de país que mais mata ambientalistas no mundo. Quantos homens e mulheres ainda terão de morrer pela preservação da natureza e da vida? Chico Mendes sempre presente! ” Marcelo Soares – RAIZeiro gaúcho, do seu facebook.

30 de Outubro – Dia do Comerciário!

A categoria comerciária é, sem dúvida, uma das forças de trabalho que mais cresce no país. Por essa razão, trata-se de um segmento digno de todas as homenagens, visto que ele é a ponte entre os meios de produção e distribuição e o consumidor final.

 

É ele que acorda cedo e, muitas vezes, vai dormir mais tarde. Trabalha aos finais de semana e aos feriados, torna-se amigo dos clientes da loja ou outro estabelecimento onde trabalhe. Por seu empenho e importância, ganhou esta data, o Dia do Comerciário, além do reconhecimento como profissão.

 

O comerciário paulistano conquistou, historicamente, diversos direitos. Um deles é o café da manhã (para empresas com mais de 30 trabalhadores). Outros, ainda, a cesta natalina, vale compra assiduidade (setor de supermercados) e benefícios adicionais para trabalhos aos domingos e feriados. E, o mais forte deles, e que simboliza o Dia do Comerciário: um ou dois dias a mais no salário (dependendo do tempo de empresa), o que injeta milhões na economia.

 

É importante frisarmos que, apesar do momento difícil, a categoria e nós, do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, continuamos lutando pela saúde financeira do país. Por sermos um setor de fundamental importância, tudo passa pelo comerciário. E você, que faz parte dos comerciários de São Paulo, é um elo do desenvolvimento desta metrópole. Parabéns!

 

Ricardo Patah

Presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e da União Geral dos Trabalhadores

Mais Sacis, Menos Imbecis

maissacisPor Gilberto da Silva

Hoje é o Dia do Saci! Bela e justa homenagem ao Saci-Pererê, figura mitológica do imaginário folclórico brasileiro. O MITO é Lúdico! Dia do Saci é o dia da educação pela cultura, da valorização da oralidade abafada pelas tecnologias midiáticas.

Por que hoje é o DIA da Contra CULTURA e dia de valorizar a valorizar o folclore nacional, ao invés do DIA DAS BRUXAS (Halloween – festa bonita mas para os yanques), que é celebrado no mesmo dia e que nada tem a ver com a cultura do Brasil. Aqui somos nós! Partindo da lenda do Saci surgiu no sul do Brasil, em meados do século XVIII, onde as histórias populares narravam as travessuras de um pequeno índio de rabo que assustava os animais e destruía plantações. Mudaram para uma figura de negro a usar um gorro vermelho e a fumar um cachimbó. Culpado de tudo. Saci capoeira, Saci de uma perna só! Viva o saci do Monteiro Lobato! Vivam todos os sacis!. Nosso mito do encanto! Protetores da selva! Amantes da Floresta! Quer ter orgulho do Brasil? Comece pelo saci…

O Saci de Tarsila do Amaral

O Saci de Tarsila do Amaral

Saci para multiplicar histórias e versões, para contar e recontar, desviar, desmontar e recriar. SACIS e SACXS, menino ou menino ou ambos! Comportamento de liberdade exposta em suas traquinagens. Somos todos sacis na busca pela liberdade, pela alegria e pelo encantamento. Brasilidade na síntese do negro, do índio, do branco. Sacis gozosos das múltiplas terras tupiniquim. Sim, somos uma terra de sacis, de engenhosidade, inventividade, criatividade. Vamos sair por ai a ver sacis…

Que tenhamos mais sacis e menos imbecis!

PS: Assistam o filme SOMOS TODOS SACYS da Confraria Produções. Documentário que mostra a vida, paixão e morte do mito na tradição oral e suas re-significações nos dias atuais.
Por dois anos, os diretores desse documentário percorreram o interior de São Paulo formulando essas perguntas aos paulistas. Desse passeio encantado originou-se um filme lúdico e poético, tipicamente brasileiro.

https://vimeo.com/11609651