Editoriais

Nove vezes novembro

Por Gilberto da Silva
Revista Partes – Ano V – novembro de 2004 – nº 51

 

Nove fora onze, novembro chegou!
Esta edição tem textos maravilhosos. Não citarei nenhum em especial por que com certeza estarei cometendo omissões injustas.

Mas não posso deixar de dar um agradecimento especial aos colaboradores habituais que todo mês enviam seus artigos para a revista. Continuamos nosso caminho…

Uma das coisas que me faz ter coragem e ânimo de continuar esta jornada é receber, entre outras, cartas como a enviada pela leitora Ednete Franca, de Aracaju, Sergipe:

“Olá, Estou há quase dois anos sofrendo e com diversas doenças adquiridas… e nunca havia escutado alguém falar em assédio moral.
Em uma das minhas crise, em casa de licença, eu assistia televisão e ouvi um deputado falar em assedio moral e os sintomas da pessoa que sofria um assédio…
Corri fui para internet, procurando assédio moral, dei de cara com o P@RTES, nossa ali encontrei respostas e todo tipo de informação para o meu sofrimento. Eu estava sofrendo um Assedio Moral.
Hoje um pouco recuperada, e sem reação resolvi escrever um livro…”

 

Termino com um trecho de O Pidido, letra musical de Elomar, o menestrel da caatinga:
“Já que tu vai prá fêra
Traga di lá para mim
Água da fulô que chera
Um nuvelo e um carrim.”

 

 

Leia os livros de Gilberto da Silva<a href=”https://www.amazon.com.br/Um-ser-singular-Jo%C3%A3o-Filho-ebook/dp/B00LW6RGCG/ref=sr_1_8?s=digital-text&amp;ie=UTF8&amp;qid=1498851783&amp;sr=1-8″><img class=”alignleft wp-image-23283″ src=”http://www.partes.com.br/wp-content/uploads/2004/12/umsersingular.jpg&#8221; alt=”” width=”142″ height=”226″ /></a>
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Os melhores momentos

Os melhores momentos
por Gilberto da Silva

Ano III n.42 fevereiro de 2004

http://www.partes.com.br/ed42/editorial.asp

Foto: Jaqueline Novaes

Nossos melhores momentos são aqueles em que sentimos que nossas ações cotidianas são recompensadas e que podemos de uma forma ou outra ser útil ao próximo.
Assim, na dor e na alegria renovamos nossas baterias para outras batalhas.

 

Gilberto da Silva é jornalista e sociólogo. É editor da Partes.

Todo fechamento de edição é um parto pra mim. Um parto com dor, geralmente muita dor. Este sofrimento aumenta no momento do editorial. Eu sinto – tenho certeza – nestes momentos, que realmente escrevo mal. É uma sucessão de vírgulas fora do lugar, gramáticas entaladas na garganta, pontuações desnecessárias entre tantas aflições da língua. Sinceramente, nestas horas, sinto inveja dos bons jornalistas. Melhor: tenho admiração.

Sonho em escrever como Machado de Assis (e que sonho!). Sonho em ter um texto limpo, bonito, legível, fluido, espontâneo, rápido. Não tenho o dom da boa escrita. Ainda bem que poucos leitores arriscam-se a ler o editorial. Sinto que morrerei tropeçando nas vírgulas, nas ortografias, nos verbos sem conjugação e nas orações subordinadas. Morrerei pensando que poderia ser um bom jornalista.

Porém, o que me alegra nestas horas são os textos maravilhosos que recebo para publicar nas páginas da Partes. Ao edita-los realizo meus sonhos. Concretos são as contribuições. Textos belos, talentosos e inspiradores. Mesmo antagônicos, harmonizam-se. As presenças desses amigos, muitos deles ainda virtuais, elevam a qualidade da Partes. Isto recompensa.

Utopia e voluntariado

Utopia e voluntariado
Por Gilberto Silva

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de extrema importância para a  causa feminina neste país. Trata-se do PL n.º 61, de 1999, que dispõe sobre o crime de assédio sexual, de autoria da deputada paulista Iara Bernardi.

Polêmico, mas cremos útil e necessário. Esperamos que em breve um outro tipo de assédio, o moral, possa fazer parte dos códigos de leis.

Este ano de 2001 foi designado como o Ano Internacional do Voluntariado. É bastante apropriado para cada cidadão refletir sobre qual ação concreta pode desenvolver para impedir a crescente miséria e os excluídos.

Não basta apenas palavras bonitas, a ação efetiva é fundamental! Fátima Teixeira, em seu artigo neste número acredita que o trabalho voluntário é uma arma para que os idosos não permaneçam ou sejam deitados à margem da sociedade.

Somos e podemos ser capazes de produzir ações que resgatem a cidadania, a ética, a solidariedade e o respeito pelos seres humanos.

Os que não compartilham da receita neoliberal podem e devem procurar novas alternativas e, sem medo, propor essas alternativas para a sociedade.

É chegado a hora do re-fazer, do re-criar, do re-nascer. Cremos que este é o momento ideal para, citando o Paulo de Abreu, refletir quem somos, o que somos.

Numa época em que a Internet – daqueles que pensavam em ganhar rios de dinheiro na rede, está em crise, Partes continua com suas páginas abertas para o debate franco entre seus leitores, amigos e colaboradores. Em busca, através da reflexão, de uma sociedade democrática. Em busca de novos horizontes, que mesmo que não se concretize tão cedo, mantenha acessa a chama da utopia.

Esperamos que as alterações ocorridas nesta edição, com a volta do webmaster André Neves, agrade o internauta e torne a leitura mais agradável e eficiente.
Bom proveito!
O editor