Comportamento

Não olhai as estrelas

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Por Gilberto da Silva

É duro viver no dantesco mundo dos oportunistas. Nem as estrelas poupam. Miram o Sol todos os dias para consumir a energia solar em toda a sua potencialidade. Não perdem um lanche. Não atrasam um trem.  Cavam seus espaços na arquitetura falida dos que optam por uma vida honesta. Oportunistas são hábeis manipuladores.

Não há necessidade de ficar olhando estrelas para observar oportunistas no universo. Há uma constelação deles vagando por nossas ruas. E não são aliens.  Não há necessidade de procurar no espaço infinito. Os oportunistas estão perto dos nossos olhos, no espaço das nossas vivências. o oportunista é um tentador no sentido de ser um agente da tentação.

Falando de um tipo específico de oportunistas, Lenin em O oportunismo e a falência da II Internacional (1916), afirma que o oportunismo é primeiro um estado de espírito, depois uma tendência e numa fase final, um grupo ou camada da burocracia operária a que se juntam companheiros pequeno-burgueses: “O social-chauvinismo é o oportunismo acabado. Ele amadureceu para uma aliança aberta, frequentemente vulgar, com a burguesia e os estados-maiores. E é precisamente essa aliança que lhe dá uma grande força e o monopólio da imprensa legal e da mistificação das massas” escreveu em certo trecho.

Egoísta, o oportunista não dá espaço para você.  Ele sempre vai dar um jeitinho para te chamar de trouxa. Onde encontrar um oportunista? Procure quem pratica caixa dois, quem realiza subornos de fiscais, quem comete sonegação fiscal, quem fura filas, quem compra ou vende produtos sem nota fiscal, quem comete fraudes contábeis, quem te induz  a erro, quem pratica formação de cartéis, quem comete plágio, quem realiza superfaturamentos, quem explora o trabalho infantil, quem contrata funcionários sem carteira assinada, quem costuma se apropriar do trabalho alheio, quem comete assédio moral e assédio sexual, quem manipula seus amigos ou funcionários, ou quem pratica danos ao meio ambiente, quem está sempre dando um jeitinho, entre outros tantos exemplos.

Os oportunistas estão sempre à espreita para golpes e contragolpes, portanto, não fique parado olhando estrelas…

Jornada para Ubuntu na política: Vamos juntos?

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Estamos passando por tempos sombrios. Tempos de raiva, indignação. Parece que, quanto mais lutamos contra, mais o outro lado se fortalece. É a lei de ação e reação dando as caras.

É hora de mudar de estratégia. De parar de gastar energia lutando contra o que não queremos, e nos ocupar com a construção de uma nova política, uma nova sociedade.

Para isso, precisamos nos libertar da raiva, do medo, e nos abrir para juntos criarmos essa nova realidade. Precisamos, mais do que nunca, de Ubuntu na política. Precisamos de Ubuntu para efetivar o consenso progressivo nos processos de deliberação da RAiZ. Precisamos de Ubuntu para mudar os rumos do Brasil.

Convidamos todos os enraizados e demais interessados a percorrer juntos um caminho para trazer Ubuntu para a política, através da Teoria U. Utilizaremos o U.Lab, curso on-line do MIT que conecta milhares de agentes de mudança em todo o mundo, fortalecendo suas ações, trilhando em conjunto uma jornada baseada na Teoria U.

A Teoria U é uma tecnologia social de aprendizado coletivo que tem por propósito preparar lideranças para os desafios atuais. A teoria U foi idealizada por Otto Scharmer, doutor em Economia e Negócios pela Universidade de Witten–Herdecke na Alemanha, professor da Sloan School of Management do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e fundador do Presencing Institute, um centro de pesquisas de inovação e empreendedorismo social e ambiental, sediado em Cambridge, nos Estados Unidos.

A Jornada U, que trilharemos juntos pelo U.Lab, consiste em se aprofundar e se conectar à realidade com um propósito transformador, individual e coletivo. Um caminho trilhado coletivamente, que levará o grupo a abrir a mente, coração e braços para, em conexão com o grupo e com o todo, cocriarem uma nova realidade, agindo desse lugar de conexão, resultando na criação de protótipos de soluções concretas para o tema desenvolvido. É ação com Ubuntu!

Para saber mais sobre a relação da teoria U com Ubuntu e o momento político que estamos vivendo, veja este artigo: http://www.raiz.org.br/ubuntu-chave-para-transformacao-do-sistema

Para entender resumidamente no que consiste a jornada U, veja esta matéria: http://inovforum.fgv.br/pauta/teoria-u/

Para ter acesso a alguns conteúdos do curso, veja o site da U School: https://uschool.presencing.com

O curso terá duração de 8 semanas, começando no início de setembro. Os participantes podem realizar todo o curso em sua casa, de forma 100% gratuita e on-line, mas o ideal é que consigamos nos conectar também de forma presencial. A sugestão é que grupos de interessados se organizem através dos círculos territoriais, para realizarem juntos as atividades propostas no curso, saindo ao final com um protótipo coletivamente construído que gere transformação na realidade local, visando a Revolução Ecológica baseada no Ecossocialismo!

 Iremos nos conectar nacionalmente através do HUB Nacional da RAiZ, um espaço virtual onde os participantes de diferentes círculos, e os participantes que não conseguirem se inserir em grupos presenciais, poderão trocar e se articular, com o apoio da Coordenação Seiva da RAiZ.

No final de julho, teremos a oportunidade de entender melhor a  proposta do U.Lab. Haverá um curso introdutório de 90 minutos, que apresentará as linhas gerais da Teoria U, mostrará exemplos recentes de transformação social, e conectará os participantes à comunidade global do U.Lab!

Ficou interessado? Preencha este formulário para receber mais informações! http://goo.gl/forms/0CJNsy22q3CdDcxm2

Vamos juntos?

A arte da conversação

Sabe daquela angústia momentos antes de uma palestra, de um encontro, de uma reunião? Daquelas dúvidas imensas que tomam nossa cabeça antes de falar com uma pessoa de um nível hierárquico superior ao seu? Como se comportar, como falar o que você quer falar? São dúvidas que muitos comunicadores e especialistas em relações humanas sempre estão a dar suas opiniões. Mas neste momento em que um conhecido está próximo ao papa Francisco, pronto para falar de seu projeto para o Brasil, pensei nas palavras do mestre escritor e padre jesuíta espanhol Baltasar Grácian y Morales , autor de A Arte da Prudência ou Oráculo Manual e Arte de Prudência:

 

148. Possuir arte da conversação.
É o que revela ser uma pessoa verdadeira. Nenhuma atividade humana exige mais atenção por ser a mais comum. É aqui que ganhamos ou perdemos.
Requer siso escrever uma carta, que é a conversa refletida e escrita, e ainda mais conversar, pois a discrição é logo posta à prova. Os entendidos tomam pulso da alma baseados na linguagem, e baseado nisso um sábio disse: “Fale, e será conhecido”. Para alguns, a arte da conversação está em falar sem arte, deixando-a cair livremente, como a roupa. A ideia talvez seja válida quanto à conversa entre amigos. Mas, nos círculos mais elevados, a conversação deve ser mais formal, revelando a excelente substância da pessoa. Para que a conversa seja bem aceita, tem de se adaptar ao caráter e inteligência dos interlocutores. Não banque o censor de palavras- pois será tomado como um pedante gramático-, e muito menos o fiscal das opiniões- o que fará que seja evitado pelos demais, impedindo-o de se comunicar. Na conversa, a discrição é mais importante que a eloquência.

Pelo fim da violência simbólica contra a mulher 

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Simone Baía* 

Simone Baía é engenheira química e diretora da mulher da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge)

Simone Baía é engenheira química e diretora da mulher da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge)

“E se… você fizesse uma dieta, uma plástica ou alisasse o cabelo?”. Estas são algumas formas de expressão de violência simbólica que nós, mulheres, passamos todos os dias. A campanha #primeiroassédio nas redes sociais trouxe à tona diferentes formas de violência contra a mulher. Uma das violências invisibilizadas e naturalizadas pela sociedade é a violência simbólica. Nossos corpos são inseridos em um código de subalternidade e normatividade. Para Pierre Bourdieu, a violência simbólica é o meio de exercício do poder simbólico. Esse sistema de dominação que vem desde o simbólico pode chegar à violência física. Afinal, estamos falando sobre dominação e propriedade de corpos e vidas.

Os principais motores da violência simbólica são a mídia, o próprio Estado e algumas religiões fundamentalistas, que impõem determinados sistemas de crenças, nos quais temos de nos enquadrar. E esses códigos são reproduzidos por homens e mulheres. Nossas crianças negras sofrem todos os dias com o racismo que, praticamente, impõe um cabelo liso e “arrumadinho”. Esse é apenas um dos cenários, pois ainda temos as violências simbólicas sofridas por pessoas gordas, idosas, transexuais, com deficiência, por exemplo.

CampanhaMulher_02NaturalNossos corpos são questionados desde a infância, adolescência, maternidade até na 3ª idade. Isso porque vivemos em uma sociedade fundada no patriarcalismo e todas as cobranças e imposições direcionadas às mulheres. A violência simbólica legitima o discurso dominante e as práticas de discriminação. E essas narrativas são reforçadas pela mídia, tanto em seus programas de jornalismo quanto em suas propagandas. Afinal, qual a representatividade das mulheres negras nas novelas? São personagens exercendo papéis de servidão e com corpos objetificados. Na propaganda, o modelo eurocêntrico branco e corpos magros são ditos como o padrão e o saudável. Os meios de comunicação produzem subjetividades alinhadas ao sistema hegemônico, que é capitalista, machista, racista e LGBTfóbico, e tudo isso gera capital simbólico.

Recentemente, o presidente da Câmara dos Deputados apresentou o Projeto de Lei 5069, que dificulta e praticamente impede a mulher a ter acesso à pílula do dia seguinte em casos de estupro. Assim funciona o discurso de dominação, que subalterniza e nega às mulheres  direitos pelo corpo, promovendo práticas misóginas. O país tem uma taxa de 4,8 homicídios para cada 100 mil mulheres, a quinta maior do mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) que avaliou um grupo de 83 países.

Para combater essa ofensiva no Parlamento e os discursos de ódio na sociedade, é fundamental o debate de gênero nas escolas. Embora tão temido pelos setores conservadores, é fundamental que esse debate esteja transversalizado na educação. O Enem sinalizou de maneira pedagógica o necessário enfrentamento às narrativas machistas impostas.

Precisamos falar sobre gênero. Precisamos falar sobre machismo. Precisamos falar sobre violências simbólicas e físicas. Apenas com o debate, iremos descortinar silenciamentos de mulheres historicamente oprimidas.

Simone Baía é engenheira química e diretora da mulher da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge)

 

Que tipo de homem-sexual você é?

 

By ACROSS Team | Published: November 6, 2013

Dentro do universo masculino, até alguns anos atrás, os homens eram definidos, grosseiramente falando, como homossexual, heterossexual ou bissexual.

Porém o novo milênio, não presenteou somente o mundo tecnológico com novas definições. O aumento da oferta em diferentes indústrias despertou nos homens gosto e apreço por hábitos, produtos, hobbies e estilos diferenciados. Com isso, surgiram descrições para o ser ‘homem’ em um universo que era, até então, bem básico.

Conheça abaixo os conceitos que definem  o universo masculino contemporâneo, independente da opção sexual, e veja como eles se agrupam.

Übersexual

  • Homem moderno e que também cuida da sua imagem, porém de uma forma mais despojada.
  • Em alemão, Über significa “acima de”, ou seja, este é um homem que une boas qualidades e se destaca comparado aos demais, mas sem exageros.
  • Ele tem estilo, mas não é narcisista.
  • É inteligente, charmoso e gosta de se envolver em causas sociais.
  • Além de todo este jeito moderno e discreto, o übersexual é também companheiro fiel, sensível e dedicado, sem atitudes grosseiras.

Retrosexual

  • Conhecido como “o homem à moda antiga”. Por isso, a palavra inicia com “retrô”.
  • É valente, viril e conservador.
  • Apesar deste resgate de valores antigos, este homem rejeita o comportamento machista.
  • Veste-se bem, mas não necessariamente com o que a moda dita. O relógio é o seu acessório.
  • Tem pouca preocupação com a forma física, a barba não tem pressa para ser feita, não usa cosméticos e vai ao cabeleireiro só para fazer o tradicional corte de cabelo.

Machosexual

  • Homem forte, viril com características masculinas bem visíveis. É decidido, valente e protetor.
  • Não implementa estilos novos no seu comportamento, na atitude e na maneira de vestir.
  • É o homem que assume a responsabilidade frente a(o) companheira(o), sua família e a sua comunidade, podendo até mesmo ter a sua atitude confundida com o machismo.
  • A falta de compromisso com a vaidade é uma forma de assegurar a sua masculinidade.
  • Suas características físicas são corpo, barba e cabelo naturais. Não usa gel ou cera para ajeitar o cabelo para um lado ou para o outro.
  • Essas descrições estão de acordo com a definição mais recente de machosexual. No estudo que fizemos, encontramos em um artigo uma definição mais antiga que relaciona o machosexual ao homem homossexual que mantém as características físicas e de comportamento bem masculinas.

Metrossexual

  • Homem vaidoso, que se veste bem e precisa estar na moda.
  • Investe na compra de roupas, acessórios e cosméticos com elevado grau de sofisticação.
  • Vai ao cabeleireiro para fazer mais do que um corte básico; faz manicure, pedicure, depilação e limpeza de pele.
  • Se possível, complementa o visual com um corpo chamado “escultural”, de músculos extremamente definidos.
  • Todo este cuidado não é somente para sentir-se melhor, é também para ser visto.
  • Urbano, serve de público alvo para as revistas de moda masculina.

E, por fim, o mais novo no pedaço…

Tecnosexual:

  • É o homem envolvido pelo mundo virtual.
  • Mantém um visual moderno, com um toque de vaidade.
  • Carregam no mínimo um gadget (o mais atual, é claro) e sabem o melhor aplicativo para qualquer demanda.
  • São atualizados e navegam com gosto pelas redes sociais. Com senso estético, estão transformando a definição mais nerd de “geek” para algo mais cool. Ou seja, eles são os moderninhos.

Nos divertimos muito  buscando essas novas definições do homem-sexual (até onde sabemos Across cunhou este termo). Dentro dessas categorias, em qual você mais se encaixaria?

Você é:

( ) Übersexual
( ) Retrosexual
( ) Machosexual
( ) Metrossexual
( ) Tecnosexual

O pretinho básico

O Balcão - Édouard Manet - A elegância do preto em contraste com o branco

O Balcão – Édouard Manet – A elegância do preto em contraste com o branco

John Harvey, em Homens de Preto,  transita entre a política, a arte e a história para analisar os vários usos da cor preta no traje masculino. Para além do mundo da modo o livro de Harvey mostra como a roupa preta já carregou os mais diversos significados ao longo da história.  O autor apresenta o amplo leque de significações que as vestimentas desta cor carregam, tudo com muitas descrições- algumas curiosas – e uma farta ilustração. Da tragédia grega de Ésquilo aos romances do americano Thomas Pynchon, Harvey privilegia as fontes literárias em sua reconstituição da moda negra. Leia abaixo um pedaço do livro que foi editado em português pela Editora Unesp.

 

 

“Homens de Preto”, de John Harvey (Editora Unesp, 340 págs. R$ 48)

Introdução: Roupas, cor e significado

Em O mercado de algodão, Nova Orleans de Degas, a radiosa maciez do algodão novo sobre a mesa, que parece feito da luz branca que o ilumina, contrasta distintamente com as figuras de preto dos conoisseurs e potenciais compradores. Um deles exibe a um colega um chumaço de algodão novo, com um movimento que talvez fosse o mesmo, estivesse ele em outro tipo de quadro oferecendo um cálice a alguém que admira (mesmo que sua postura aqui seja menos celebrativa: ele tem um dos pés sobre o assento de uma cadeira). Em todo o quadro, diferentes pretos contrastam com diferentes brancos: cartolas, couro dos sapatos, escuridão (a lareira); algodão, pintura, papel, luz do dia (a janela). Com sua tranqüila perspectiva de figuras e retângulos, seu espaço e o teto alto, sua luz clara e homogênea, a pintura vê uma certa graça no mundo dos negócios. Os homens em seus costumes negros estão à vontade, examinando, avaliando, confiantes no seu discernimento; o homem negro, vestido de preto, encostado na viga da porta, observa os avaliadores. É o mundo dos homens e do dinheiro, no qual uma matéria bruta deslumbrante (que alguns anos antes teria sido tratada na plantação pelos pais escravizados do homem negro) é comercializada antes de ser transformada em roupa em camisas radiantemente brancas como as que os homens estão usando, especialmente o funcionário em mangas de camisa, à direita, que escreve num livro com uma meticulosa expressão. (Mais tarde, jogada fora como farrapo, a mesma matéria poderá se transformar em papel, ou em jornal.) E a pintura reflete o valor das roupas. A cor negra das roupas dos homens tem a sua formalidade, por mais à vontade que eles estejam. Ela reflete posição social, define se são proprietários ou empregados; também reflete a impessoalidade do seu trabalho de perícia. Todos usam a mesma cor como uma obrigação para com eles mesmos e com a sua posição. O homem de jaqueta clara, na ponta da mesa, não é um deles: talvez seja um plantador, esperando com um olhar preocupado para saber o preço que alcançará o algodão. Ele tem o produto, mas os outros, nesse momento, têm o poder.

As pessoas não mostradas são as mulheres, mesmo que o algodão sobre a mesa vá acabar transformado principalmente em vestidos para elas, especialmente em musselina, que muitas das mulheres ligadas a esses homens usarão em seu mundo: em casa, em seus jardins ou em seus passeios (acompanhadas). Elas usarão principalmente o branco sob o sol de Nova Orleans elas vão parecer tão radiantes quanto o algodão sobre a mesa , tanto quanto os homens usam o negro. E enquanto o branco que elas usam demonstra que não são empregadas (a não ser que o branco seja um avental) e denota virtude mais preciosa que a mais cara musselina feita do melhor e mais caro algodão , é no negro dos homens que está o poder. Ele tem gravidade e autoridade.

É com uma certa surpresa que notamos a segurança tranqüila com a qual esses homens vestem preto. Quinhentos anos antes, na Europa, homens vestidos assim de preto poderiam ser monges ou frades: e a mesa radiantemente branca exibiria objetos sagrados. Eles seriam do clero ou enlutados. Mil anos antes, eles certamente estariam de luto e a longa forma branca sobre a mesa seria o corpo, coberto por sua branca mortalha. Eles não estariam, então, sentados tão casualmente; e não seriam apenas homens. Haveria homens e mulheres de preto, sofrendo juntos. Pois se este livro é sobre um sexo e uma cor, é porque a curiosa metamorfose no uso do tecido preto e o poder adquirido pelo preto aconteceu principalmente, e por razões óbvias, na roupa masculina. O preto da roupa feminina manteve, até quase o século XX, a conotação de luto e de penitência. Mesmo quando, no passado, mulheres ricas e poderosas vestiam preto, elas normalmente precisavam do pretexto do luto para fazê-lo. E o que me parece uma questão curiosa e interessante de ser estudada é a maneira como, através dos tempos, o uso dessa cor uma cor sem cor, sem luz, a cor do pesar, da perda, da humilhação da culpa, da vergonha foi adotado pelos homens não como a cor do que eles perderam ou não possuem, mas precisamente como a marca do que eles têm: posição, bens, autoridade. Em outras palavras, o tema envolve mais que as aparências. Ele diz respeito às relações entre as pessoas em sociedade, e entre homens e mulheres, e também à maneira como as pessoas demonstram externamente o que é, de certa forma, o interior “obscuro” das motivações humanas. Há um mistério residual nesse processo: a conexão entre negro e morte não é jamais completamente deixada para trás. Apesar de o preto ter desenvolvido usos ordinários e insípidos, e também elegantes, sempre houve um elemento sinistro recorrente no uso que os homens fazem do preto.

Este é, então, um estudo sobre a cor e as roupas. Que tipo de significado tem o significado das roupas? É evidente que as roupas realmente significam alguma coisa, e prova disso é a dificuldade em imaginar uma roupa que não tenha significado algum. Mesmo a roupa que diz “pouco me importa o que eu visto” diz exatamente isso, ela significa alguma coisa. No entanto, como sugere o último exemplo, é fácil ser vago sobre o que, precisamente, as roupas significam, ou representam, ou sinalizam para nós. De fato, a incerteza é a marca de uma grande parte da ambiciosa generalização sobre a “linguagem das cores”, como no revelador e informal livro de Alison Lurie:

Especialmente no caso de pessoas com um guarda-roupa limitado, um artigo pode ser usado porque é quente, ou impermeável ou bom para cobrir uma roupa de banho molhada da mesma maneira que pessoas com um vocabulário limitado usam “né” ou adjetivos como “legal” o tempo todo.1

Essa conexão entre pobreza verbal e material não é exata nem atraente como se uma pessoa encharcada, por não poder se proteger da chuva, estivesse na mesma situação de alguém que demonstra entusiasmo dizendo “legal!” o tempo todo. E mesmo que Lurie diga, meio de passagem, que “se a vestimenta é uma linguagem, ela deve ter… uma gramática”, a gramática que ela tenta construir é tão incompleta quanto arbitrária. Ela diz que podemos “considerar enfeites e acessórios como adjetivos ou advérbios”, e cita fivelas nos sapatos e botões nos punhos como “modificadores da sentença que é o traje completo”. Mas é difícil entendê-los como advérbios, já que ela não identifica os verbos. Talvez eles possam ser chamados de adjetivos, mas poderiam igualmente ser chamados parênteses, orações subordinadas, interjeições ou pontuações. Um acessório por exemplo, um emblema pode ser importante o suficiente para ser considerado o sujeito da frase.

Poderíamos de fato considerar a cor um adjetivo das roupas, um uso que corresponderia à maneira pela qual nos referimos às cores em palavras. Mas as cores são também comparadas por Lurie ao tom e à altura da voz, o que parece compreensível: a idéia principal é que a cor nas vestimentas não é nem um adjetivo nem um tom de voz. Se as roupas têm uma linguagem, esta não corresponde tão exatamente à linguagem verbal e, por extensão, não pode conter significados da mesma maneira que as palavras.

Se nos dirigirmos a uma lingüística mais sistematicamente científica do vestir, como a proposta por Roland Barthes em O sistema da moda, vemos que é dada muita atenção e análise, precisamente, às diferenças na maneira pela qual roupas e palavras expressam seus significados. Ao colocar a linguagem usada para as roupas os textos de moda ao lado das roupas descritas (ele identifica, jocosamente, a unidade do “vesteme“), Barthes consegue ser exato sobre as maneiras muito diversas nas quais roupas e linguagem se expressam. Assim, enquanto registra as oposições que dão significado às peças de roupa (oposições de peso e leveza, abertura e fechamento, ênfase e neutralidade), ele também registra a diferença principal:

Tudo na linguagem é um sinal, nada é inerte; tudo emite significado, nada o recebe. No código vestuário, a inércia é o estado original… uma saia existe sem significado, antes de significar; o significado que recebe é ao mesmo tempo encantador e evanescente: [os textos de moda] tomam objetos insignificantes e… os investem com um significado, dão a eles a vida de um sinal; podem também retirar deles esta vida, de modo que o significado é como uma graça recebida pelo objeto.2

Em O sistema da moda, a principal preocupação de Barthes é com o significado amplo mas particularmente evanescente como uma graça que é concedida e retirada de “estar na moda” (ele nota que “na moda, negro é uma cor completa”). É possível que em outros contextos possamos achar uma estrutura mais durável dos significados das roupas, como é certamente o caso com qualquer tipo de uniforme, como argumenta Nathan Joseph. Aparentemente, no entanto, o que Barthes chama de “código vestuário” é diferente da maior parte dos códigos por ser, em suas palavras, frágil. Umberto Eco preferiu usar o termo “subcódigo” para definir a maneira pela qual as roupas expressam significado, no sentido de que elas funcionam mediante uma combinação de sugestões e pistas em vez de usar sinais claros e preestabelecidos.3

De fato, a maneira pela qual as roupas “significam” não é semelhante ao significado verbal, mas sim ao significado presumido de uma pessoa que diz “eu sei o que você quer dizer” e então coloca a construção dela, com as palavras dela, sobre as suas palavras. Os “significados” das roupas são “construções” colocadas sobre elas, e não podem ser lidos num dicionário, como o podem os significados verbais. Esses significados baseiam-se na percepção de escolhas específicas (ou na abdicação da escolha) no que diz respeito a tecido, cor, corte, mas há um alto grau de ambigüidade quanto ao objetivo dessas escolhas. Além disso, qualquer significado na roupa será corroborado ou modificado pela postura e movimento do corpo dentro dela. Existe uma inescapável “multivalência” no vestir: e isso é especialmente verdadeiro em relação ao “significado” das cores, que são facilmente mal interpretadas como no caso da cor vermelha. Ela é politicamente ativa, ou sexualmente convidativa, ou simplesmente alegre, ou talvez zangada?

Isso quer dizer que um estudo de como as roupas funcionam como sinais deve levar em conta o modo como os sinais funcionam como sinais, não somente por meio de códigos preestabelecidos (como no caso de um farol vermelho ou verde), mas também por meio de associações históricas indeterminadas (como no caso das várias espécies de setas de direção um sinal sem contra-sinal trazendo nelas a memória de flechas e lanças reais), e também pelo sistema consciente ou inconsciente de gestos. Voluntários ou involuntários, os gestos podem ser lidos pelos outros como sinais quer tenham ou não essa intenção (como ruborizar, por exemplo). Assim, insegurança, nervosismo, uma origem social modesta podem ser percebidos no vestir sem serem sinais intencionais; nas roupas de um anfitrião cortês, por exemplo, a combinação de cores, cada uma com sua ambigüidade, pode enviar ao mesmo tempo uma variedade de sinais, todos demonstrando atenção por parte de quem as veste. As ambigüidades, brincadeiras e equívocos do vestir são tão sutis e múltiplos que uma ciência capaz de explicá-los precisaria ser uma ciência da implicação contraditória inferida e não uma semiótica de códigos claros. Comentaristas especializados na área da semiótica, como Susan Kaiser, diferenciaram vários níveis de comunicação das roupas, traçando, em um extremo, “os mais complexos tipos de mensagem da aparência plenos de ambigüidade, emoção, expressão”.4 Mais do que uma lingüística do vestir, há momentos em que queremos uma poética do vestir.

Notas:
1 Alison Lurie, The Language of Clothes (London, 1982, p.5).
2 Roland Barthes, The Fashion System, tradução em inglês Matthew Ward e Richard Howard (New York, 1983, p.64-5) [O sistema da moda, Edições 70, 1999].
3 The Fashion System (p.173). Nathan Joseph, Uniforms and Nonuniforms: Communication Through Clothing (New York, 1986). Para uma listagem de diferentes “leituras” do vestir, ver Michael R. Solomon (Ed.) The Psychology of Fashion (Toronto, 1985); o “subcódigo” de Eco (A Theory of Semiotics, Bloomington, IN, 1979) é discutido por Fred Davis, “Clothing and Fashion as Communication” em Solomon, Psychology of Fashion (p.15-27).
4 Susan B. Kaiser, “The Semiotics of Clothing: Linking Structural Analysis and Social Process”, em The Semiotic Web 1989 (New York, 1990), de Thomas A. Sebeok e Jean Umiker Sebeok (Ed.) (p.616).

A fórmula da traição

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Psicólogo desenvolve ações para quem quer trair.

Algumas pessoas cativam relacionamentos amorosos sem saber o por quê. Diante dos problemas da vida a dois, essas pessoas, geralmente, acabam traindo, seja por carência, insatisfação relacionado a desejos e expectativas com o parceiro, falta de diálogo do casal, a busca pelo novo ou até mesmo o estímulo de perigo que é provocado com a traição.

Assim, o psicólogo e master coach João Alexandre Borba desenvolveu uma fórmula precisa para quem deseja trair o seu companheiro (a). Basta seguir os seguintes passos para que se tenha uma traição clássica, digna de livros e filmes:

1) Jamais se mostre vulnerável a sua companheira (o).
De acordo com Borba, a vulnerabilidade gera intimidade sempre, assim como dois mais dois são quatro. No momento em que você não se expõe por insegurança, seus desejos irão se acumular e, por consequência, você precisará de uma terceira pessoa para descarregá-los. Quer trair? Já sabe agora, não se envolva.

2) Seja pai ou mãe da sua companheira (o).
Para o psicólogo, os filhos são dependentes emocionais de seus pais e isso resultará para quem estiver na posição de pai uma sensação de poder descomunal para com o seu companheiro. Seria semelhante a um Rei (ou Rainha) em um reino sem chão e exército, já que na realidade, a paternidade não tem legitimidade.

Porém, tome cuidado para não ser traído… Afinal, nem Édipo conseguiu se dar bem ao desposar sua mãe Jocasta. A repulsão após alguns anos será enorme já que nenhum pai ou mãe irá ter relações com seu próprio filho. Essa rejeição também te levará à traição. Perfeito, não?

3)Aprenda como JAMAIS demonstrar seus desejos sexuais.

imagem_release_498948Guarde seus desejos mais profundos e inconfessáveis com você. Isso te levará a procurar uma terceira pessoa para descarregá-los. Quer trair? Tranque-os dentro de você, sem revelar para seu parceiro (a). Aos poucos, estes desejos ganharão vida, destruirão as correntes que os aprisionaram e sairão livres pelo mundo, procurando alguém para serem liberados.

“Lembro de uma garota de programa que atendi há uns quatro anos que me contou o seguinte: ”Muitos homens me procuram para fazer coisas que suas esposas jamais fariam. Quer saber? Eu acho mesmo é que eles nunca tiveram coragem de pedir pra elas”. E não é que ela estava certa?”, afirma Borba.

Seja homem ou mulher, qualquer um tem a opção de trair ao entrar em um relacionamento. É claro que tudo dependerá sempre do objetivo final a ser alcançado. “Ao escolher alguém como parceiro (a), você está permitindo oferecer a esta pessoa um lugar único e especial na sua vida: o lugar de poder te acompanhar nas mais diversas viagens, sonhos e prazeres. Finalmente, tudo dando certo, você será recompensado com um dos presentes mais belos oferecidos pela vida: a força de se construir a sua família”, conclui João.

Serviço: João Alexandre Borba

Co-CEO do Instituto Internacional Japonês de Coaching e Psicólogo

joao.alexandre@live.com

Não é tristeza, é doença

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O psicólogo João Alexandre Borba adverte sobre os sintomas e possíveis tratamentos da depressão.

João Alexandre Borba é Co-CEO do Instituto Internacional Japonês de Coaching e Psicólogo

João Alexandre Borba é Co-CEO do Instituto Internacional Japonês de Coaching e Psicólogo

Você sabia que a depressão não é um estado de espírito, mas uma doença mental? E, além disso, é a mais comum no mundo, atingindo 7% da população mundial, cerca de 400 milhões de pessoas. Ademais, 10% dos cidadãos brasileiros apresentam quadros depressivos, porém grande parte não faz ideia de que possui a doença. Ela deve ser tratada e levada muito a sério por todos que convivem com alguém que sofre com essa condição.

Segundo o psicólogo e Co-CEO do Instituto Internacional Japonês de Coaching, João Alexandre Borba, a depressão “é um estado patológico, que dura, geralmente, 15 dias. Ou seja, a pessoa tem depressão por um tempo determinado, mas os episódios vêm e vão”. Os sintomas são vários e prejudicam o desempenho no trabalho, na vida social e no âmbito psicológico. Além de sentir-se deprimido praticamente todos os dias, existe a anedonia, que é a “falta de ânimo e disposição, incapacidade de sentir prazer em atividades que, normalmente, seriam agradáveis, juntamente a pensamentos negativos, desesperança e desamparo”, afirma Borba.

Existem, para adultos, efeitos menos conhecidos que devem receber atenção caso alguém apresente tendências a ser depressivo, como: alteração de peso (ganho ou perda não intencional), fadiga ou perda de energia constantes, insônia ou sonolência excessiva diárias, agitação ou apatia psicomotora, sentimento de culpa e inutilidade constante, desconcentração, baixa autoestima, alteração da libido, e ideias suicidas. “Em crianças e adolescentes, o humor deprimido pode se manifestar por meio de irritabilidade, rebeldia, baixo rendimento escolar ao invés de tristeza”, assegura o profissional de recursos humanos.

Existe uma predisposição genética para desenvolver a doença, “a ocorrência de depressão em um membro da família aumenta muito a possibilidade de se ter o transtorno”, descreve o psicólogo. Porém, o ambiente onde se vive influencia, e muito, no desenrolar dos fatos. Não existe uma receita mágica para prevenir o distúrbio, entretanto o Co-CEO adverte que é possível diminuir as chances ao ter uma boa qualidade de vida e ser ensinado desde criança a lidar com problemas, conflitos e dificuldades.

A depressão pode causar outros distúrbios, como diminuição da resistência do sistema imunológico. Pode levar também à adoção involuntária de hábitos não saudáveis, por exemplo beber, fumar, não cuidar da higiene pessoal, etc.

Entende-se que é uma doença sem cura, mas que pode ser tratada por meio de remédios e psicoterapia. Com a medicina atual, os pacientes que tem acompanhamento constante mostram grande melhora nos quadros, com menor número de episódios e menor intensidade. A prática de exercícios físicos é recomendada pois gera disposição e energia, porém é preciso que haja um rodízio das atividades para  que quem tem o transtorno se mantenha interessado. Tem até alimentos que podem ajudar no caso, como maçã, melancia, castanhas, leite, iogurte, alimentos naturais e com pouca gordura.

Serviço: João Alexandre Borba

Co-CEO do Instituto Internacional Japonês de Coaching e Psicólogo

joao.alexandre@live.com

https://www.facebook.com/joaoalexandre.c.borba

 

Os grandes culpados não estão na arraia-miúda

Em tempo de delações, premiações, dedos duros, Justiça, Política e amores vis, lembrei-me de uma passagem de Calabar – o elogio da traição, do Chico Buarque e Ruy Guerra. Nossa história é tão linda….

 

 

MATHIAS

E então? Esteve com o homem?

FREI

Vi-o pela manhã e lhe disse o que importava para sua salvação e que se preparasse para confessar, visto que hoje teria que dar contas a Deus. E depois o deixei só por uma hora para que ele se aparelhasse como convinha.

MATHIAS

E ele confessou?

FREI

Por três horas. Com muitas lágrimas e compunção de espírito. No meu entender, com muito e verdadeiro arrependimento de seus pecados, segundo o que o juízo humano pode alcançar.

MATHIAS

À merda com o juízo humano. Quero saber se Calabar apontou nomes.

FREI

Bem, fez certos apontamentos de dívidas e obrigações, e de boa quantia de dinheiro que os do Conselho Supremo dos holandeses lhe devem do seu soldo e de algumas peças de ouro e de prata, e alfaias de seda que no Arrecife tem, para que dali se paguem algumas dívidas em que está obrigado.

MATHIAS

Os nomes?

FREI

E me mandou que entregasse esses apontamentos a sua mãe, Angela Alvares, o que eu pontualmente farei.

MATHIAS

Frei, o que eu quero saber. . .

FREI (solene)

Às três horas da tarde se tornou a reconciliar com as mesmas lágrimas e mostras de arrependimento. Foi quando o ouvidor, na minha presença e na do escrivão, lhe perguntou se sabia que alguns portugueses haviam sido traidores, e tratavam com o inimigo secretamente, levando-lhe ou mandando-lhe avisos do que entre nós se fazia. Ao que ele respondeu que muito sabia e tinha visto nesta matéria.

 MATHIAS

E deu os nomes?

FREI

Não.

MATHIAS

Como não?

FREI

Disse que de presente não se atrevia a furtar o tempo que lhe restava de vida a ocupar-se a fazer autos e denunciações por mão de escrivão.

MATHIAS

Isso veremos.

FREI

Excelência, cuidado. Segundo o que me disse Calabar, os grandes culpados não estão na arraia-miúda. O que ele me deu licença que lhe contasse são coisas pesadas, que eu gostaria de tratar consigo em particular.

In;

Dia do Homem

Hoje, 15 de julho é celebrado, no Brasil, o Dia do Homem. Essa data é comemorada por muitas nações do exterior aos 19 dias do mês de novembro. Ambas as datas têm o propósito de chamar a atenção da sociedade para problemas e circunstâncias que possam atingir, em especial, o sexo masculino. Além disso, ambas foram instituídas na década de 1990.

No Brasil, a data foi proposta pela Ordem Nacional dos Escritores em 1992. leia abaixo uma mensagem de uma psicóloga sobre o dia do Homem:

Dia do Homem

Homem também é uma pessoa frágil. Ele tem seus conflitos internos. Também se sentem perdidos em seus pensamentos e suas atitudes.
O homem é pré-determinado desde que nasce.  Nas cores que veste ao nascer, no comportamento que precisa cumprir,  para ser visto como um verdadeiro homem.
É comum que seja ressaltado o comportamento de agressividade, atos de coragem, ter iniciativa, ser protetor, liderança nata, sucesso profissional,… Ufa!!!…. Ser homem não é uma tarefa fácil.
Como o homem pode demonstrar seus sentimentos, ser amável, se há tantas crenças que envolvem o papel de um homem autêntico?
Ser homem é mais do que isso. É lutar, é desbravar caminhos. Mas é proteger,  dar carinho, aconchegar, não brigar, é desejar muito ter Paz e Ser Feliz.
Ser feliz, principalmente, com sua mulher. A mais desejada, a mais admirada e a mais Amada. Ter uma mulher ao seu lado, é tudo que o homem deseja.
O olhar de admiração de sua mulher, é fundamental para a vida de um homem.
Ao contrário que a mulher pensa, o homem quer ser desejado. Não quer estar no domínio, o tempo todo. Mas o homem quer conquistar. O homem quer ser o mais interessante e importante para sua mulher.
Hoje, o homem, quer uma companheira ao seu lado. A mulher que é independente, ele está aprendendo a viver, sem competições. Mas não quer ser deixado de lado.
O homem quer aprender a mostrar seus sentimentos, quer ter mais participação na família, quer ser envolvido pela sua mulher em fantasias e romances, quer mais momentos a dois.
Neste dia do homem, aproveite para resgatar homem em novos momentos de prazer, para as alegrias do dia a dia.
Não fale de problemas,  mostre sua admiração e valorize no que ele faz de melhor. Ressalte a melhor qualidade dele.
E claro, não esqueça do melhor presente…. Que é Você!! Divirtam-se.

Feliz dia do homem!!!

Carla Ribeiro – Psicóloga Clínica e Hospitalar voltada para Saúde do Homem – E-mail:  caribeiro.psi@gmail.com