Biografias

Barbosa, a Justiça que nunca chegou

 

Por Gilberto da Silva

Maior goleiro dos anos 1940 e titular da seleção brasileira por um longo período, Barbosa tinha tudo para ser glorificado e eternizado como um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro, não fora um fatídico acidente na tarde de 16 de julho de 1950 ao ser responsabilizado pelo gol do uruguaio Ghiggia, aos 34min da etapa final, selando o 2 a 1 para a equipe celeste. No final, já que não contavam com este resultado, os organizadores “esqueceram” de entregar o trofeu para o time campeão; após pequena confusão, Jules Rimet entregou a taça para o capitão uruguaio Obdulio Varela. A cruz da derrota quem carregou para sempre foi Barbosa.

Mas quem foi Barbosa? Moacyr Barbosa nasceu em 27 de março de 1921, em Campinas, e morreu em 07 de abril de 2000, aos 79 anos em Praia Grande, litoral do estado de São Paulo. No Cemitério Morada da Planície estão seus restos mortais onde descansa ao lado da cunhada e da esposa.

Após o fracasso no Maracanã, Barbosa foi morar em Ramos, no subúrbio do Rio de Janeiro, morava na Rua João Romarez. A maioria dos amigos o abandonou. Voltou atuar uma vez, três anos mais tarde pela seleção brasileira contra o Equador, no Peru. Em 1960 deixou o Vasco da Gama e encerrou sua carreira aos 42 anos atuando pelo Campo Grande (Rio)(onde teve uma pequena passagem como treinador), e se tornou funcionário do Maracanã (Suderj).

Barbosa muito moço veio trabalhar em São Paulo em um laboratório farmacêutico com o nome de LPB, e lá defendeu a equipe do laboratório se destacando como goleiro, “o CAY que detinha grande equipes de futebol na época, possuía alguns olheiros garimpando a várzea a procura de talentos, e assim Barbosa foi convidado a treinar no CAY, em pouco tempo destacou-se pela sua grande performance no gol, e em um amistoso contra o Taubaté, ele defendeu nesta partida 3 pênaltis. Logo em seguida foi contratado como goleiro profissional pelo então presidente Carlos Jafet, ardoroso Ypiranguista que investia muito no futebol profissional do CAY. Barbosa ficou pouco mais de 2 anos, e foi contratado pelo Vasco da Gama em 1948, e lá seguiu sua trajetória sendo convocado como titular na Copa de 50. No CAY, jogou com grandes jogadores tais como Silas, Bibe, Liminha e Reinaldo Zamai”, relata com exclusividade para nossa reportagem, Roberto Nappi, ex-meiocampista do Corinthians e dirigente do CAY – Clube Atlético Ypiranga.

 

Quem é o CAY

Após sua aposentadoria a vida de Barbosa começou a ficar mais difícil e necessitou da ajuda dos amigos e dos clubes que atuou. Nappi, ex-presidente do CAY declara que, na verdade, quem sempre ajudou o ex-goleiro foi o CAY, e não o Vasco da Gama e que o calvário de Barbosa começou quando a cunhada e a esposa morreram e ele ficou sem lugar para morar.

 

Homenagem

Uma homenagem com o intuito de arrecadar fundos para auxiliar Barbosa foi gestada em São Paulo. “Com a colaboração e auxilio de algumas pessoas de Praia Grande conseguimos manter Barbosa em um apartamento alugado, e a partir daí me ocorreu a ideia de fazer algo melhor por ele, graças a Agnaldo Timóteo, fervoroso fã de Barbosa, pude explicar a ele nossa intenção em fazer show no CAY em homenagem a ele. A renda seria destinada para comprar um apartamento em nome da associação de atletas profissionais, e no caso de falecimento de Barbosa seria destinado a outro atleta em dificuldade. Arrecadamos aproximadamente R$ 12.000,00 (doze mil reais) que foram depositados na conta do Barbosa no banco Itaú, e ficamos na promessa de realizar outro show, para arrecadar todo numerário para compra do imóvel!, declara Nappi.

Roberto Nappi

Nessa mesma época, Nappi e alguns amigos organizaram a realização de uma partida de futebol entre veteranos da seleção Paulista e amigos de Barbosa, tudo isto foi registrado pela TV Cultura que deu ampla cobertura ao evento, e que proporcionou uma grande alegria a Barbosa. Tentaram organizar um segundo show com Agnaldo Timóteo, mas Barbosa faleceu logo em seguida interrompendo a empreitada.

A dor irreparável
Responsabilizado pela derrota e condenado pela opinião pública, poucos estenderam as mãos para ajuda-lo. “Conheci pessoalmente Barbosa em 1990, naquela ocasião o CAY inaugurou uma arquibancada no campo de futebol, e convidou vários atletas para a solenidade, como eu era vice-presidente do clube fui incumbido de assessorar Barbosa, que chegou na sexta-feira. Fizemos grande recepção a ele. O evento de inauguração estava previsto para o sábado, houve uma afinidade muito grande entre nós e a partir daí grande amizade, pois nos comunicava-nos semanalmente, já que Barbosa havia vendido loja de artigos de pesca e enfrentando grande dificuldade, e estava vivendo da aposentadoria paga pela Suderj, empresa que administrava o Maracanã. Barbosa estava muito desgostoso com dirigentes do Vasco da Gama”, Nappi não se cansa de dar detalhes sobre a vida de Barbosa e do martírio vivido pelo craque.

O sonho de Barbosa era ser enterrado ao lado de sua esposa Dona Clotilde, “fato este que foi respeitado e ele foi enterrado no cemitério de Praia Grande ao lado da esposa. Dois anos atrás estive tentando exumá-lo e trazê-lo para São Paulo, e em decorrência disto deram a Barbosa uma campa definitiva, justificando ser uma atração turística” disse Nappi.

Barbosa sobreviveu galhardamente lutando contra o preconceito e superando as adversidades após o grande desastre do Maracanã, pois conseguiu “mesmo depois da Copa de 50 ser campeão de vários títulos disputado pelo Vasco da Gama, clube que ele defendeu por 20 anos, sendo exemplo de atleta pela sua postura simpática, cativante e sempre amigável, principalmente para os jogadores iniciantes na carreira, enfim embora com o estigma de perdedor da copa, ele conseguiu ajudar muitos colegas de profissão em busca do sucesso. Barbosa foi um símbolo para o futebol brasileiro.” conclui Roberto Nappi.

 

 

Barbosa, Roberto Nappi e Aguinaldo Timóteo no dia da homenagem no CAY

Para Roberto Nappi, Barbosa teve como importância para o futebol brasileiro, como um atleta que galhardamente soube superar o grande desastre do Maracanã Barbosa teve como importância para o futebol brasileiro,como um atleta que galhardamente soube superar o grande desastre do Maracanã, pois conseguiu mesmo depois da copa de 50 ser campeão de vários títulos disputado pelo Vasco da gama clube que ele defendeu por 20 anos, sendo exemplo de atleta pela sua postura simpática, cativante e sempre amigável, principalmente para os Jogadores iniciantes na carreira de jogador, enfim embora com o estigma de perdedor da copa, ele conseguiu ajudar muitos colegas de profissão em busca Do  sucesso, enfim Barbosa foi um símbolo para o futebol brasileiro.

Barbosa que originariamente nasceu em Campinas, muito moço veio trabalhar em S.Paulo em um laboratório farmacêutico com o nome de LPB, e lá defendeu a equipe do laboratório se destacando como goleiro, o CAY que detinha grande equipes de futebol na época, possuía alguns olheiros garimpando a várzea a procura de talentos , e assim Barbosa foi convidado a treinar no CAY, em pouco tempo destacou-se pela

Sua grande performance no gol, e em um amistoso contra o Taubaté, ele defendeu nesta partida 3 pênaltis, e logo em seguida foi contratado como goleiro profissional pelo então presidente  Carlos Jafet, ardoroso Ypiranguista que investia muito no futebol profissional do CAY, Barbosa ficou pouco mais de 2 anos, e foi contratado pelo Vasco da Gama em 1948, e lá seguiu sua trajetória sendo convocado como titular na copa de 50. No CAY jogou com grandes jogadores tais como Silas , Bibe, Liminha e Reinaldo Zamai.

Conheci pessoalmente Barbosa em  1990, pois naquela ocasião  o CAY inaugurou uma arquibancada no campo de futebol, e convidou vários atletas par tal solenidade, como eu era vice-presidente do clube fui imcubido  de assessorar Barbosa que chegou  na sexta-feira, onde fizemos grande recepção a ele, e o evento de inauguração estava previsto para o sábado, houve uma afinidade muito grande entre nós e a partir daí grande amizade, pois nos comunicava-nos  semanalmente, já que Barbosa havia vendido loja de artigos de pesca e enfrentando grande dificuldade, pois vivia de aposentadoria pela Suderg empresa que administra o Maracanã , muito desgostoso inclusive com dirigentes do Vasco da Gama, houve oportunidade de vir morar na Praia grande em apto de sobrinho, onde passou a morar com sua cunhada e esposa Dna,.Clotilde (irmã de Sapólio e Sapolinho) dupla de zaga do CAY., e ai passamos a conviver mais com Barbosa dando apoio necessário a ele , entretanto em prazo curto de tempo faleceram cunhada e esposa, deixando Barbosa sem ter onde morar, graças colaboração e auxilio de algumas pessoas de Praia Grande conseguimos manter Barbosa em um apto. alugado, e a partir daí me ocorreu a ideia de fazer algo melhor por ele, graças a Agnaldo Timóteo  fervoroso fan de Barbosa , pude explicar a ele nossa intenção em fazer show no CAY em homenagem a ele e a renda seria destinada a compra de um apto em nome de associação de atletas profissionais, e no caso de falecimento de Barbosa seria destinado a outro atleta em dificuldade.Fato este que ocorreu onde arrecadamos aproximadamente R$ 12.000,00 (dose mil reais) que foram depositados na conta do Barbosa no banco Itaú, e na promessa de outro show, para arrecadarmos todo numerário para compra de tal apto., nesta mesma época fizemos uma partida de futebol entre veteranos da seleção Paulista e amigos de Barbosa, tudo isto registrado pela Tv. Cultura que deu ampla cobertura ao evento, o que trouxe grande alegria a Barbosa, e novamente o recolou na mídia, entretanto  não conseguimos realizar este segundo show com Agnaldo Timóteo, pois tivemos a morte do grande ídolo Barbosa, cujo sonho era ser enterrado ao lado de sua esposa Dna. Clotilde, fato este que foi respeitado e ele foi enterrado no cemitério de Praia Grande ao  lado da esposa. Há dois anos estive tentando exumá-lo e trazê-lo  para S.Paulo,, e em decorrência disto deram a Barbosa uma campa definitiva, justificando ser uma atração turística, e assim Barbosa será nosso craque eternamente.

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Padre José Maurício Nunes Garcia. O sacerdote. O compositor. O regente. O professor. O mestiço

250 anos do padre José Mauricio Nunes Garcia – Ludovica

 

O padre José Maurício Nunes Garcia nasceu no Rio de Janeiro, em 22 de setembro de 1767. Filho de mestiços, Apolinário Nunes Garcia, um alfaiate, e Victória Maria da Cruz, uma filha de escravos.

Da certidão do Batismo de José Maurício, que se realizou na Igreja de Nossa Senhora  do Rosário.
“Aos vinte dias do mez de Outubro de mil settecentos  e sessenta e sette annos nesta Cathedral, baptisei, e puz os Santos Óleos o Reverendo
Coadjutor Mario C. Fernandes de Castro  à Joze  filho legitimo de  Appolinario Nunes baptisado na  Ilha do Governador,  e sua mulher Victoria Maria  da Cruz baptizada em  Minas…  Rio de  Janeiro, aos  vinte e sette  dias do mez de Junho de mil oito centos e nove annos.”

O padre foi um dos maiores compositores das Américas, de seu tempo.

De origem humilde, aos seis anos ele perde o pai e passa a ser criado pela mãe com o auxílio da tia. Estudou teoria musical com o maestro Salvador José e, durante dois anos, foi aluno do poeta Silva Alvarenga.

Aos 16 anos, compõe sua primeira obra, uma antífona para a Catedral e Sé do Rio de Janeiro: Tota pulcra es Maria (1783).

Aos 17 anos, assina a ata de fundação da Irmandade de Santa Cecília, como professor de música.

Em 1790, obteve notoriedade no Rio de Janeiro com uma obra instrumental: Sinfonia Fúnebre.

Em 1791, solicita ordenação ao sacerdócio. Em 1792, o músico negro é ordenado padre, e em 1798 torna-se mestre de capela da Sé. O posto de mestre era o mais importante para um músico no Brasil Colônia. O período entre 1808 e 1811 foi o mais produtivo de Nunes, ele compôs cerca de setenta obras.

No ano de 1826, no ápice da sua criação,  realizou sua última composição, a Missa de Santa Cecília, encomendada pela Irmandade de Santa Cecília.

O padre José Maurício faleceu em 18 de abril de 1830. Vítima de seu tempo, da sua origem, da sua cor.

 

 

Leônidas, o Diamante Negro

Em 6 de setembro de 1913 nascia o futuro jogador de futebol que inventou a “bicicleta”: Leônidas da Silva, também conhecido apenas como Leônidas.
Leônidas era conhecido também como “Homem-Borracha” ou “Diamante Negro”, é considerado um dos mais importantes atacantes do futebol brasileiro na primeira metade do século XX. Começou a jogar ainda muito novo pelo São Cristóvão, clube do seu bairro. Na década de 1930, profissionalizou-se pelo Bonsucesso e teve passagens de destaque pelo Vasco da Gama, Botafogo e Flamengo, nos 3 times conquistou títulos cariocas. Defendeu ainda o São Paulo (último clube de sua carreira, encerrada em 1949), onde seria campeão paulista em cinco ocasiões.
Pela Seleção Brasileira de Futebol, atuou nas Copas de 1934 e 1938, tendo marcado nove gols na história do torneio. É um dos maiores artilheiros da história da seleção “canarinho”, com 37 gols em 37 partidas disputas.
Após deixar os gramados, em 1950, continuou no mundo do futebol, em princípio como técnico, depois, como comentarista esportivo.
Morreu em Cotia, nod dia 24 de janeiro de 2004.

Dalva, a Diva

Em 5 de maio de 1917 nascia Vicentina de Paula Oliveira, conhecida como Dalva de Oliveira, cantora brasileira que se estivesse nascido nos EUA seria uma Rainha da Música reverenciada por todos. Segundo a revista Rolling Stone, Dalva de Oliveira foi considerada uma das maiores vozes da música brasileira de todos os tempos.

Dalva de Oliveira nasceu em Rio Claro, no interior de São Paulo, tinha uma extensão de sua voz, que ia do contralto ao soprano, marcou época como intérprete e uma das grandes estrelas dos anos 40 e 50.

Casou-se com Herivelto Martins, com quem fez dupla e o casal teve dois filhos, o cantor Pery Ribeiro e o produtor de programas televisivos da TV Globo, Ubiratã. Gravaram o primeiro disco (1937) na RCA Victor, com as músicas Itaguaí e Ceci e Peri, razão do nome do seu primeiro filho, o futuro cantor Pery Ribeiro. Transferiram-se para a Rádio Tupi e para a gravadora Odeon.

Um casamento atribulado que acaba em 1947. Em 1949casa-se com o argentino Tito Clement e foram morar em Buenos Aires. Retornou ao Brasil (1950), separou-se (1963) de Clement e depois casou-se com Manuel Carpinteiro. Sofreu um grave acidente automobilístico (1965), sendo obrigada a abandonar a carreira por alguns anos. Retornou ao mundo da música em 1970, lançando um dos grandes sucessos do ano e também seu último: Bandeira branca, marcha-rancho de Max Nunes e Laércio Alves.

Morreu em 31 de agosto de 1972, no Rio de Janeiro.

Garoto Genial

Em 3 de maio de 1955 falecia, de infarto, no Rio de Janeiro Aníbal Augusto Sardinha ou Garoto que foi um grande compositor e violonista brasileiro. Filho de portugueses e nascido em 28 de junho de 1915, Garoto começou a tocar sozinho, de ouvido, um banjo que ganhou do seu irmão Batista, também músico.

Em 1926, com apenas 11 anos, integrou o Regional Irmãos Armani, ficando conhecido então como o Moleque do Banjo, por sua pouca idade. No ano seguinte passou a tocar no Conjunto dos Sócios, pertencente ao irmão Inocêncio, cantor e violonista. Ao longo de sua carreira, estudou música com Atílio Bernardini e composição com João Sepe, cursando matérias afins com Radamés Gnatali, de quem foi grande amigo.

Só como compositor de Gente Humilde, cuja letra foi escrita posteriormente por Vinícius de Moraes e Chico Buarque, já vale todo o seu rico curriculum musical para alguém que morreu tão cedo. Garoto, que fez muito sucesso nos EUA, aqui serviu de inspiração para Baden Powell, Paulinho Nogueira, Tom Zé e tantos outros.

 

O dia em que Jerri Adriani cantou na Casa de Cultura

Gilberto da Silva

Numa tarde de setembro de 2010, Jerri Adriani surpreendia seus fãs que lotaram a Casa de Cultura Chico Science, então com a coordenadoria do meu colega Paulo Cassa, para assistir numa tarde da semana um show maravilhoso. Jerri esbanjou simplicidade e humildade.  Jair Alves de Souza que nasceu em 29 do janeiro de 1947, no bairro do Brás, em São Paulo, não hesitou em tirar fotografias e selfs com a predominante plateia de terceira idade. Jerri entrou no palco e desfilou sucessos dos bons tempos da juventude de quem estava na plateia.

Jerry Adriani, ídolo da Jovem Guarda, morreu neste domingo (23/04) no Rio de Janeiro, aos 70 anos. Ele enfrentava um câncer e estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Recentemente, o cantor também sofreu uma trombose em uma das pernas.

Durante o show, Jerri contou um pouco da sua história, de seus sucessos e da sua relação com outros artistas em, até então, mais de 45 anos de carreira.  Apenas como ilustração, contou como Raulzito (Raul Seixas) e os Panteras atuaram como banda de apoio de Jerry por três anos. O cantor gravou músicas de Raul (”Tudo que é bom dura pouco”, “Tarde demais” e “Doce doce amor”) e foi produzido pelo maluco beleza entre 1969 e 1971.

O primeiro disco foi “Italianíssimo”, quando cantava músicas em italiano, algo que seguiu fazendo em toda a carreira.

Em 1965, o cantor passou a gravar em português, com músicas reunidas no disco “Um grande amor”.

O cantor da Jovem Guarda cantou e levantou o público da terceira idade e deixou o romantismo tomar conta da plateia enquanto resgatava os grandes sucessos da Jovem Guarda, como Doce Doce Amor.

Jerri Adriani também atuou no cinema, cantando e interpretando em “Essa gatinha a minha” (com Peri Ribeiro e Anik Malvil); “Jerry, A grande parada”; e “Jerry em busca do tesouro” (com Neyde Aparecida e os Pequenos Cantores da Guanabara).

Com certeza todos e todas que estiveram ali naquela tarde, 24 de setembro de 2010, na Casa de Cultura Chico Science, no Ipiranga, São Paulo, saíram mais felizes e contentes por estar perto de um ídolo.

A Voz do Povo

avozdopovo

 Em 6 de dezembro de 1996 morria João do Vale que havia nascido em Pedreira, no Maranhão, em 11 de outubro de 1934.

 

Foi o quinto de oito irmãos, dos quais apenas três sobreviveram à infância pobre. Os pais eram agricultores pobres e sem terra. Por volta dos seis anos de idade foi apelidado de “Pé de xote”, pois vivia pulando e dançando. Um de seus avós fora trazido de Angola como escravo e posteriormente fugiu. Chegou a perder a vaga no Grupo Escolar Oscar Galvão para dar lugar ao filho de um coletor de impostos. Auxiliava nas despesas da casa, vendendo balas, doces e bolos que a mãe fazia. Com 12 anos mudou-se com a família para São Luís, onde trabalhou vendendo laranjas nas ruas. Nesse período participou do Noite Linda, um grupo de bumba-meu-boi, como fazedor de versos, o chamado “amo”. De 14 para 15 anos fugiu de casa, indo de trem para Teresina, onde conseguiu emprego como ajudante de caminhão. Fazia viagens entre Fortaleza e Teresina. Um dia viajou até Salvador e resolveu ficar por lá, por estar mais perto do Rio de Janeiro, para onde tencionava ir. Mais tarde foi para Minas Gerais, onde trabalhou como garimpeiro na cidade de Teófilo Otoni, onde obteve dinheiro para a sonhada viagem à então capital da República. Foi para o Rio de Janeiro de carona em caminhão e arranjou emprego de pedreiro em Copacabana, numa obra na Rua Barão de Ipanema. Trabalhava e dormia na obra, visitando periodicamente as rádios, principalmente a Nacional, à procura de artistas que gravassem suas composições. Mostrava suas músicas a muitos artistas, inclusive à cantora Marlene e a Tom Jobim, que naquela época tocava piano num inferninho em Copacabana. In: Dicionário Cravo Albin da Musica Popular Brasileira. <http://dicionariompb.com.br/joao-do-vale/biografia&gt;.

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Gilberto da Silva

Aos seus 70 é hora de perder o medo: o do avião; o de não pagar conta, o de dever pra todos, medo de dizer não, medo, medo, medo… Em todos os cantos sua música exala aqui como no Belém do Pará! Somos todos honestos, bons e comovidos.

Nossas paixões, nossas cordilheiras, nossas brisas, Ceará; todas unidas numa canção.

Que será de nós sem uma dessas canções que nos embalaram, que alegram nossos corações selvagens deixando um pequeno mapa do tempo guardado em nossos quintais. Em nossos blusões de couro passaram galos e quintais.

Somos todos cidadãos comuns a olhar as bancas de jornais e mulheres e homens nus. Somo todos homens de bons modos!

Aos seus 70 é comemorar em si o que nos trouxe dentro da sua canção. No seu mundo, no seu bem, no seu lugar: onde você quer que ele seja… mesmo longe de casa… Pode ate ser no Paraíso: lugar onde a gente perde o juízo.

Graças a Deus, que a terra lhe seja leve… Que a beleza da canção seja eterna.

Carmen Costa – A Grande Dama da Musica Brasileira

Carmen Costa – Trinta Anos Depois (1973)

Carmen Costa – Trinta Anos Depois (1973)

Carmelita Madriaga, conhecida como Carmen Costa, (Trajano de Moraes, 5 de julho de 1920 — Rio de Janeiro, 25 de abril de 2007) foi uma cantora e compositora brasileira. Carmen Costa ganhou uma homenagem em um Doodle Google nesta terça-feira, 5, dia em que completaria 96 anos. O Google marca o aniversário da cantora e compositora que morreu em 2007, aos 86 anos, e foi um dos grandes nomes da rádio no Brasil.

 

Toca Raul!!!!!

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No dia 28 de junho de 1945, nascia em Salvador, Bahia o nosso Maluco Beleza Raul Santos Seixas (Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989).

 

“Toca Raul!” grito ouvido em qualquer show de música ao vivo, hoje é quase uma expressão do público, como se pedisse para tocar uma boa música ou algo diferente, na tentativa de quebrar os padrões e protocolos:

Toca Raul!!!!!

Ainda Queima a esperança
Uma vela está queimando
Hoje é nosso aniversário
Está fazendo hoje um ano
Que você me disse adeus

Eu não sei se nessa chama
Ainda queima a esperança
Eu só sei que a saudade
Ainda queima o coração

Meus parabéns agora
E feliz aniversário amor
Estás feliz agora
Depois que tudo acabou
Depois que tudo acabou

Todo dia é o mesmo dia
Toda hora é qualquer hora
Quanto tempo vou viver
Sem esquecer o seu amor

Sua história mal contada
Não me sai do pensamento
Eu bem sei que foi desculpa
Teve alguém em meu lugar

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