Música

Viva, Raul Seixas!

Todos sujeito é sujeito a uma crítica e assim foi o velho Raul.

Em 26 de junho de 1945 nascia em Salvador, aquele que seria o pai do rock nacional, Raul Seixas.

É no álbum GITA (1974) que encontramos a “Sociedade Alternativa”, música de Raul Seixas e Paulo Coelho que Bruce Springsteen. Uma obra-prima do rock brasileiro. A canção é uma ode ao ocultista inglês Aleister Crowley (1875-1947), criador da religião de Thelema. Crowley foi um personagem polêmico, um bruxo que se autoproclamava “Grande Besta 666” e defendia o sexo livre e o uso de drogas.

Mas neste dia, em comemoração ao nascimento de Raul, eu fico com a música e letra “Prelúdio” que consta do álbum Gita:

Prelúdio

Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade

Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade

Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade

Carlos Lyra

BNDES 5° NO BNDES – “Carlos Lyra – 60 Anos de Bossa” – Ficha TécnicaCarlos Lyra – vozClaudio Lyra – voz e violãoFernando Merlino – tecladoRicardo Costa – bateriaAdriano Giffoni – baixo acústicoDirceu Leite – sax, flauta e clarineteDiogo Gomes – trompete e flugel 30 AGO 2018 FOTO ANDRE TELLES

Hoje, 11 de maio é aniversário do compositor carioca, Carlos Lyra, uma das maiores figuras da bossa nova, não por menos considerado por Tom Jobim como o “maior melodista da bossa nova”.

Você e Eu
Carlos Lyra
Podem me chamar e me pedir e me rogar
E podem mesmo falar mal
Ficar de mal que não faz mal
Podem preparar milhões de festas ao luar
Que eu não vou ir, melhor nem pedir
Eu não vou ir, não quero ir
E também podem me intrigar
Até sorrir, até chorar
E podem mesmo imaginar o que melhor lhes parecer
Podem espalhar que eu estou cansado de viver
E que é uma pena para quem me conheceu.

1954
– Compõe “Quando Chegares”, sua primeira música (e letra). Reuniões com Sylvia Telles, João Gilberto, Lúcio Alves, Luiz Eça, João Donato e outros à volta do piano de Johnny Alf, no bar do Hotel Plaza.

1955
– Silvinha Telles grava as músicas “Menina” de Carlos Lyra e “Foi a Noite”, de Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça em um compacto.

1956
– Compõe “Maria Ninguém” entre outras músicas também com letras suas.
– Gravação da música “Criticando” pelos “Os Cariocas”.

1957
– Primeiras parcerias com Ronaldo Bôscoli: “Lobo bobo”, “Se é tarde me perdoa”, etc.

1958
– Primeiras parcerias com Geraldo Vandré: “Quem Quiser Encontrar o Amor” e “Aruanda”.

1959
– Gravação do primeiro disco LP: “Carlos Lyra Bossa Nova” com contra-capa escrita por Ary Barroso.

1960
– Inicia parceria com Vinícius de Moraes: “Você e eu”, “Coisa Mais Linda”, “Minha Namorada”, etc.
– Compõe música para a peça “A Mais Valia vai Acabar, seu Edgar”, de Oduvaldo Vianna Filho, com direção de Chico de Assis.
– Compõe com Maria Clara Machado o musical infantil, “Maroquinhas Fru-Fru”.
– Grava seu segundo LP “Carlos Lyra”, com contra-capa de Vinicius de Moraes.
– Lança compacto duplo, 45 rpm, “No Balanço do Samba”, pela Philips, com as faixas: “Canção do olhar amado”, “Chora tua tristeza”, “Quando chegares” e “Só mesmo por amor”.

1961
– Funda, com Oduvaldo Vianna Filho, Ferreira Gullar e outros, o Centro Popular de Cultura da União dos Estudantes.
– Faz a música para a peça “Cinderela” de Maria Clara Machado.
– É escrito o musical “Um americano em Brasília”. Criação conjunta de Carlos Lyra, Chico de Assis e Nélson Lins e Barros.
– Faz a música para a peça “O testamento do cangaceiro”de Chico de Assis.
– Faz a música para a peça “Almas mortas” de Nikolai Gogol em montagem no TBC, com direção de Flávio Rangel.
– Gravação do terceiro LP “Depois do Carnaval”.
– Sai o disco “Bossa Nova Mesmo” com participações de Carlos Lyra, Vinicius de Moraes, Sylvia Teles, Lucio Alves e outros.

1962
– Apresentação de Concerto de Bossa Nova no Carnegie Hall de New York.
– Compõe com Vinícius de Moraes o musical “Pobre Menina Rica”.
– Lança compacto duplo – “Carlos Lyra”, pela Philips, com as faixas: “Você e eu”, “Chora tua tristeza”, Ïnfluência do jazz” e “Depois do carnaval”.

1963
– Compõe música para o filme “Gimba” de Flávio Rangel.
– O filme “Couro de Gato” recebe prêmios em Sestri Levanti (Itália) e Oberhausen (Alemanha).
– Compõe com Vinícius de Moraes o “Hino da UNE” e a “Marcha da Quarta-feira de Cinzas”. Compõe a “Canção do Subdesenvolvido” em parceria co Chico de Assis.
– Compõe música para o filme “Bonitinha mas ordinária” de Nelson Rodrigues”

Billy Blanco: “Todo mundo é igual quando a vida termina Com terra em cima e na horizontal”

Em 8 de maio de 1924 nascia em Belém do Pará, William Blanco Abrunhosa Trindade, mais conhecido como Billy Blanco, arquiteto (Em 1946 estudou na Universidade Presbiteriana Mackenzie (FAU/Mackenzie e em 1948 muda-se para o Rio de Janeiro e continua os estudos na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil, diplomando-se em 1950), músico, compositor e escritor.

A carreira artística inicia nos anos 1950 com o Sexteto Billy Blanco. As primeiras músicas são gravadas pela então namorada Dolores Duran (1930-1959), “Outono”, e por Linda Batista (1919-1988), “Prece de um Sambista”:
Quando morre um sambista,
No céu é motivo de festa,
Pois os anjos, que são da seresta,
Se alegram também,
E no meio de tanta alegria,
Todo o céu, se transforma em terreiro,
Os clarins, dão lugar ao pandeiro,
Que marca a chegada de alguém,
O Noel, que nosso santo do samba,
E chegou lá primeiro,
É o chefe do santo terreiro,
De Nosso Senhor,
Imploro a Deus,
Conservai-me um sambista decente,
Para merecer algum dia,
Sambar com esta gente,
De tanto valor !

A banca do distinto. Billy Blanco foi originalmente lançada em julho de 1959, no compacto duplo “Dolores Duran no Michel de São Paulo”:

A Banca do Distinto

Não fala com pobre, não dá mão a preto
Não carrega embrulho
Pra que tanta pose, doutor
Pra que esse orgulho
A bruxa que é cega esbarra na gente
E a vida estanca
O enfarte lhe pega, doutor
E acaba essa banca
A vaidade é assim, põe o bobo no alto
E retira a escada
Mas fica por perto esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal
Todo mundo é igual quando a vida termina
Com terra em cima e na horizontal


A grande e fenomenal Inezita Barroso (1925-2015) registra “Estatutos da Gafieira”, em 1954:
Moço
Olha o vexame
O ambiente exige respeito
Pelos estatutos
Da nossa gafieira
Dance a noite inteira
Mas dance direito
Aliás
Pelo artigo 120
O distinto que fizer o seguinte:
Subir na parede
Dançar de pé pro ar
Debruçar-se na bebida sem querer pagar
Abusar da umbigada
De maneira folgazã
Prejudicando hoje
O bom crioulo de amanhã
Será distintamente censurado
Se balançar o corpo
Vai pra mão do delegado
Ta bem, moço?
Olha o vexame, moço!

Também em 1954, compõe com Tom Jobim (1927-1994) a música “Tereza da Praia”, sucesso na voz dos cantores Dick Farney (1921-1987) e Lúcio Alves (1927-1993).

Tereza da Praia

Oh, Dick?
– Fala, Lúcio
Arranjei novo amor no Leblon
– Não diga!
Que corpo bonito, que pele morena
-Eu conheço
Que amor de pequena, amar é tão bom

Oh, Lúcio?
– Fala meu irmão
Ela tem um nariz levantado?
– Tem
Os olhos verdinhos
– É mesmo
Bastante puxados
– Uhum
Cabelo castanho, né?
E uma pinta do lado

É a minha Tereza da praia
Se ela é tua é minha também
O verão passou todo comigo
O inverno pergunta com quem

Então vamos
A Tereza na praia deixar
Aos beijos do sol
E abraços do mar

Tereza é da praia
Não é de ninguém
Não pode ser tua
Nem minha também
Tereza é da praia

Billy Blanco e Tom Jobim lançam o disco Sinfonia do Rio de Janeiro (1954), com arranjos de Radamés Gnatalli (1906-1988).  Algumas canções desse disco fazem parte da trilha sonora do filme Esse Rio que Eu Amo (1961), do diretor Carlos Hugo Christensen (1914-1999).

Em 1956 compõe “Samba Triste”, em parceria com o violonista Baden Powell (1937-2000):
Samba triste
A gente faz assim:
Eu aqui
Você longe de mim, de mim
Alguém se vai
Saudade vem
E fica perto
Saudade, resto de amor
De amor que não deu certo
Samba triste
Que antes eu não fiz
Só porque
Eu sempre fui feliz, feliz, feliz, feliz
Agora eu sei
Que toda vez que o amor existe
Há sempre um samba triste, meu bem
Samba que vem
De você, amor

Em 1965, participa do 1o Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior, São Paulo, com a canção “Rio do Meu Amor”, interpretada por Wilson Simonal (1939-2000), que se classifica em 5º lugar. Em 1966, no 1o Festival Internacional da Canção da TV Globo, Rio de Janeiro, obtém  4º lugar na classificação geral com o samba “Se a Gente Grande Soubesse”, interpretado pelo filho Billy Blanco Jr., e Quarteto em Cy. Em 1968, na Bienal do Samba da TV Record, São Paulo, classifica em 4o lugar o samba “Canto Chorado” na voz de Jair Rodrigues (1939-2014):

No jogo se perde ou se ganha
Caminho que leva
Que traz
Trazendo alegria tamanha
Levando, levou minha paz
Tem gente que ri da desgraça
Duvido que ria da sua
Se alguém escorrega aonde passa
Tem riso do povo
Na rua
O que dá pra rir, dá pra chorar
Questão só de peso e medida
Problema de hora
E lugar
Mas tudo são coisas da vida
O que dá pra rir, dá pra chorar
O que dá pra rir, dá pra chorar.

Participa das trilhas sonoras para os filmes Carnaval Atlântida (1952), de José Carlos Burle (1910-1983), e Crônica da Cidade Amada (1965), de Carlos Hugo Christensen.

Compõe a trilha sonora para a peça Chico do Pasmado, do autor Aurimar Rocha (1934-1979), em 1965. Nesse ano, escreve letras em português para canções do musical Noviça Rebelde (The Sound of Music), e para a comédia musical norte-americana do escritor Shepherd Mead (1914-1994), Como Vencer na Vida sem Fazer Força (How to Succeed in Business Without Really Trying). Em 1996, publica pela Editora Record o livro Tirando de Letra e Música.

Em 2002, a gravadora Biscoito Fino lança o CD A Bossa de Billy Blanco, com sucessos como os sambas “Estatutos da Gafieira”, “Pistom de Gafieira”, “Rio do Meu Amor” e “Samba Triste”.

Em 1974, o compositor Billy Blanco lançou “Sinfonia Paulistana”, um disco dedicado a celebrar o povo e a história de São Paulo:

Amanhecendo

Começou um novo dia
Já volta quem ia
O tempo é de chegar
De metrô chego primeiro
Se tempo é dinheiro
Melhor vou faturar
Sempre ligeiro na rua
Como quem sabe o que quer
Vai o paulista na sua
Para o que der e vier

A cidade não desperta
Apenas acerta
A sua posição
Porque tudo se repete
São sete, e às sete
Explode em multidão
Portas de aço levantam!
Todos parecem correr!
Não correm de, correm para
Para São Paulo crescer!

Vam bora, vam bora
Olha a hora
Vam bora, vam bora
Vam bora, vam bora
Olha a hora
Vam bora, vam bora
Vam bora!

Vam bora, vam bora
Olha a hora
Vam bora, vam bora
Vam bora, vam bora
Olha a hora
Vam bora, vam bora
Vam bora!

Sinfonia Paulistana

Fazendo som com as estrelas, ligado no sideral
Por Maria, fez poemas, nas praias do litoral
As ondas contaram ao mar, por isso é que os oceanos
No mundo inteiro cantados, cantarão mais cem mil anos
E o homem entre mar e céu, tem canções por todo lado
Louvado seja Anchieta, pra sempre seja louvado
Navegante tem cantiga, que aprendeu no mar um dia
Qualquer rota que ele siga, se não canta, ele assobia
Cabelos cor da noite, pele de alvorada
Cacique entregou ao branco, a filha amada
Raízes de Brasil, chegaram até aqui
Abençoado o colo dessa mãe antiga
Por 400 anos feitos de cantiga, naquele doce embalo
Da canção Tupi
Na tez de uma paulista em cheiro de floresta
A cor de jambo é a índia, que ninguém contesta
De uma altivez que o Império nunca vira
É a tradição, é a raça, é a nossa origem
As coisas da história de São Paulo exigem
A honra que se faça ao nome de Bartira, Bartira
Era tudo, era o nada rio acima
Que o paulista no peito ia vencer
Pra fazer mais Brasil do que existia
Já um tempo era pouco pra perder
Reunindo oração e despedida na partida da horda triunfal
Caçador da esmeralda perseguida
Foi fazendo a unidade nacional
Bandeiras, monções
Já se dava por glória ao que se ia
Porque mal se sabia se voltava
E a benção levada já servia
De unção para quem por lá ficava
Nas monções quem seguia, na verdade
Já partia cheirando à santidade
Quem não via esmeralda ou não morria
Povoava cidade mais cidade
Bandeiras, monções, São Paulo
Que amanheceu trabalhando
São Paulo, que não sabe adormecer
Porque durante a noite, paulista vai pensando
Nas coisas que de dia vai fazer
São Paulo, todo frio quando amanhece
Correndo no seu tanto o que fazer
Na reza do paulista, trabalho é Padre-Nosso
É a prece de quem luta e quer vencer
Bastante italiano, sírio e japonês
Além do africano, índio e português
Tudo isso ao alho e óleo, temperando a raça
Na capital do tempo, tempo é ouro e hora
Quem vive de espera, é juros de mora
Não tem mais-mais nem menos, ou é sim ou não
No máximo se espera pela condução
Nas retas da Rio-São Paulo, chegando, chegando eu vim
Paulista é quem vem e fica plantando, família e chão
Fazendo a terra mais rica, dinheiro e calo na mão
Dinheiro, mola do mundo, que põe a gente na tona
Leva a gente ao fundo
Sim, senhor, sim, senhor, sim, senhor
Faz a paz e a guerra, traz a Lua pra Terra
No mais aumenta a barriga do comendador
Dinheiro, juras e juros, erguendo todos os muros
Pra ele próprio depois, derrubar, derrubar
É a voz que fala mais forte, razão de vida e de morte
Também só compra o que pode comprar
São Paulo, que amanhece trabalhando
Casais entram no elevador
O fino pra curtir um som: ran ran, ren ren, ron ron
A noite é sempre uma criança, é só não deixar crescer
Assim existe esperança, no amanhecer
São coisas da noite, anúncios conhecidos
Que enfeitam a cidade, em movimentos coloridos
Alguém vem do trabalho, do baralho ou do que for
Do La Licorne ao Ceasa, de alguma coisa do amor
Tem sempre mais um, que vem pela calçada
Na bruma que esconde quem sobrou na madrugada
Dei tempo ao tempo, o tempo é que não dá
Tenho que estar pelas sete, no Viaduto do Chá
Olha o Sol, olha o Sol, cadê o Sol? Onde o Sol?
Sumiu, sumiu, sumiu
Quando amanhece, o Sol comparece por obrigação
Nublado, cansado, um Sol de rotina
Se bem ilumina, nem dão atenção
É que o bandeirante não perde o seu tempo
Olhando pro alto, o Sol verdadeiro está no asfalto
Na terra, no homem e na produção
A cor diferente do céu de São Paulo não é da garoa
É véu de fumaça, que passa, que voa
Na guerra paulista das mil chaminés
São Paulo, que amanhece trabalhando
Começou um novo dia, já volta
Quem ia, o tempo é de chegar
Do metrô chego primeiro, se tempo é dinheiro
Melhor, vou faturar
Sempre ligeiro na rua, como quem sabe o que quer
Vai o paulista na sua, para o que der e vier
A cidade não desperta, apenas acerta a sua posição
Porque tudo se repete, são sete
E às sete explode em multidão:
Portas de aço levantam, todos parecem correr
Não correm de, correm para
Para São Paulo crescer
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
Que o tempo não espera, a vida é derradeira
Quem é vai ser, já era de qualquer maneira
O mundo é do “eu quero”
Quem me der é triste, tristeza basta a guerra
E o adeus no amor
Você onde é que estava quando o tempo andou?
Na terra que não pára, só você parou
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
O que vale é a versão, pouco interessa o fato
Porque a sensação maior é a do boato
Em coisa de um segundo, noite é madrugada
Notícia ganha o mundo, e a gente não é nada
Você onde é que estava quando o tempo andou?
São Paulo nunca pára, mas você, parou
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
São Paulo que amanhece trabalhando
Na Praça do Patriarca, rua Direita, São Bento
Na Líbero Badaró, no Viaduto do Chá
Lá está aquele moço, que não dá ponto sem nó
Na conversa bem jogada, vai vendendo geladeira
Pra esquimó curtir verão
Papo firme é isso aí, desse dono da calçada
Rei da comunicação
Olhe aqui, dona Teresa, o produto de beleza
Que chegou da Argentina, examina, examina
De brinde pra seu marido
Nova pomada pra calo que resolve a dor de ouvido
Tem Parker 73, compre uma e ganhe três
Nem paga o justo valor, mais outra ali pro doutor
Leve a lei do inquilinato, mesmo não sendo inquilino
Morar na lei é um barato, e ele prova à sua maneira
Que um ataque de besteira, faz de um doutor um otário
Cursando numa avenida o vestibular da vida
Para ser bom empresário
Ser do São Paulo, do Corinthians e Palmeiras
É ter o fino em futebol durante o ano
Em tênis, remo, natação, nas domingueiras
Bom é Pinheiros, Tietê ou Paulistano
Com Ademir, com Rivelino no gramado
Com rei Pelé e suas jogadas de veludo
Não pe de graça que São Paulo é chamado
Melhor da América Latina em quase tudo
Pró-esporte, pró-esporte é a solução
Pró-esporte, pró-esporte contra a poluição
Lá por setembro o estudante nos ensina
Aquele esporte pelo esporte que não cede
E o meu Mackenzie, dá um show com a medicina
Na grande guerra que se chama MacMed
No corre-corre mundial estamos nessa
Os Fittipaldi estão aí para dizer
Só em São Paulo que é a terra do depressa
A São Silvestre poderia acontecer
Pró-esporte, pró-esporte é a solução
Pró-esporte, pró-esporte contra a poluição
São Paulo jovem, dos que promovem velocidade
Nos seus cavalos, de roda e ferro, na sua forma de liberdade
O peito agarra, a costa de aço
Que deu garupa na Yamaha, no upa-upa
Feito de abraço e muito amor
São Paulo jovem, na mesma cela
Vão ele e ela, por onde seja
Deus os proteja, pelos caminhos da vida em flor
Tem coisas da Ipiranga, da Itapetininga, até da São João
Às vezes também dá
Puxar o show, o chope, o uísque, boa pinga
E o molho das mulheres que transam por lá
Tem loja, tem butique, tem pizzaria
Boate, restaurante, até casa lotérica
É rua que de nada mais precisaria
Com todo aquele charme do Jardim América
América, rua augusta
E agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Rua augusta, e agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Bartira e João Ramalho nunca imaginaram
Que a tanga e a miçanga vinham outra vez
Agora nos diriam vendo que acertaram:
Valeu o nosso amor, pelo amor de vocês
E a moça vai passando, e ninguém vê mais nada
Quando ela vai na dela, é pra machucar
É a paulistana boa, despreocupada
De short ou minissaia, pondo pra quebrar, pra quebrar
Rua augusta, e agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Na sinfonia, que é de todos os barulhos
De Santo Amaro, ao Brás, ao Centro, ao ABC
Por Santo André, Vila Maria até Guarulhos
Grande São Paulo, como eu gosto de você
São Paulo, que amanhece trabalhando
São Paulo que não pode amanhecer
Porque durante a noite, paulista vai pensando
Nas coisas que de dia vai fazer.

FONTE DE PESQUISA:
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa530871/billy-blanco

Leny Eversong

Dia 29/04/1984 é o dia da morte da cantora paulista Hilda Campos Soares da Silva, a Leny Eversong – conhecida pela sua voz poderosa, que lhe deu fama internacional nos anos de 1950, fez várias temporadas anuais nos cassinos de Las Vegas. Em 1945, transferindo-se da Rádio Tupi, passou por duas rádios paulistas: a Excelsior e depois a Nacional. O repertório de Leny Eversong era em sua maioria musica internacional e jazzista.

Nascida em Santos, em 01 de setembro de 1920, desde pequena participava de concursos e apresentações. Em 1936 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a cantar na Rádio Tupi e fazer shows no Cassino da Urca e no Copacabana Palace.

Em 1940 lançou seu primeiro LP pela Copacabana Discos. Sua carreira foi marcada pela critica por não cantar musica brasileira, o que a obrigou a gravar algumas musicas de autores nacionais como Adoniran Barbosa, Tom Jobim e Lupicínio Rodrigues.

Leny na Revista do Rádio – 656

De volta pra São Paulo, mostrou sua potente voz em várias emissoras e casas noturnas.

Leny morreu – com apenas 64 anos -na penúria depois de uma década de ostracismo em 1984. Cansada, com diabetes e sobrepeso vivia desde 1973 afastada da vida artística. Seu marido, Francisco Luís Campos Soares da Silva (conhecido como Nei) havia desaparecido misteriosamente, só após a sua morte é que ficou revelado que seu marido tinha sido executado junto com sindicalistas santistas pelos órgãos repressivos da ditadura militar.

Leny Eversong – OTINDERÊ – Leyde Olivé – orquestração de Guerra-Peixe – Ano de 1956


NUNCA
Nunca
Nem que o mundo caia sobre mim
Nem se Deus mandar, nem mesmo assim
As pazes contigo eu farei

Nunca
Quando a gente perde a ilusão
Deve sepultar o coração
Como eu sepultei

Saudade
Diga a esse moço, por favor
Como foi sincero o meu amor
Quanto eu o adorei, tempos atrás

Saudade
Não esqueça também de dizer
Que é você que me faz adormecer
Pra que eu viva em paz

Na voz de Leny Eversong

Os Portugueses Deixam a Língua Nos Trópicos

Os Portugueses Deixam a Língua Nos Trópicos
Secos & Molhados

Composição: João Apolinario / João Ricardo


Um pedaço de pátria livre com minhas veias atlânticas
No mapa mestiço do meu corpo negro ou brasileiro
A mesma face enterrada no chão português da ibéria
E a mesma alma oceânica a caminho dos ventos
A mesma língua por dentro da língua falada nos espaços
Recônditos da alma morena dos antepassados recíprocos
Todos comuns ás virgens desfloradas pelos homens sem cor
Que punham lantejoulas no céu de cada ventre tropical
Ao sul das lânguidas praias margens da misteriosa atlântida
Quilhas rasgando os vendavais de cada aventura sem destino
Aí nasceram as bocas astrais para os signos dos deuses
Criando a mitologia dos afogados ao leme dos tempos
Resta essa lusíada chama agora liberta nas plagas continentais
Onde fermenta o sol no sal das obtusas claridades das sombras
Gerando a palavra nos corações misturados nos abismos das raças
Onde as pirâmides assinalam os sarcófagos do meu povo
Povo triturado pelas esferas e os cata-ventos imperdoáveis
Das bruxas que urdiram o maligno feitiço do império
E agora mortas expelem nas marés as fétidas fezes da história
Uma história que é preciso começar outra vez de zero
Um pedaço de pátria livre com essa chama lusíada
Líquida chama nos lábios de um futuro sem abortos
Expressão dos ventres da gestação austral
Ou das pequeninas ilhas dos golfos crioulos
Um beijo na boca do universo um beijo africano
Principalmente africano e brasileiro
Do zero ao êxtase um beijo íngreme na boca
Das líquidas palavras da mesma língua cósmica
Será uma fusão de asas salgadas pelas marés claras
Das praias assinaladas pelas âncoras ancestrais
E a mesma viagem andrógina dos bissexos da mesma pele
Desfraldando as bandeiras miscigenadas pelas lantejoulas
Um pedaço de pátria das pátrias procriadas
No mesmo verbo ardente de lírica melodia
Cantando amanhã as palavras somadas
Pelas gentes que esta língua em si mesmo procria
Meu sangue diluído nos poros do teu ser
Esse meu estar no mundo na tua pele sem cor
Colhendo os brasis nas selvas africanas
E as áfricas semeando no reino dos algarves
Quem será esse filho do grávido futuro
Que a tua boca oferece ao beijo redimido
Fecundado pelos séculos no mesmo chão sem pátria
Das pátrias do meu verbo do teu verbo nascido
Um pedaço uma gota uma única gota
Do teu perfil mestiço projetado nos astros
Singrando mares siderais á procura de rota
Os mares os mesmo mares nunca antes navegados
Que os despojos da história voltem ao restelo
Mas que essa chama livre para sempre viva
Num pedaço de pátria múltipla pátria amada
Feita de mil pedaços da alma do meu povo
Português em macau ou brasileiro em luanda
Africano da bahia ou crioulo europeu
Quando falas eu sei que nasceste de mim
Quando em mim nascias do meu pai do teu pai
Português infeliz nas andanças andadas
Palmilhou cicatrizes no rosto do tempo
E não sabe o que fazer das encruzilhadas
Nem das cruzes que pôs nas vertentes oblíquas
Português sem o gesto da própria mão direita
Decepadas nos becos das entranhas marinhas
(poentes de navalhas em horizontes mortos)
Com a vida esvaída nas correntes submersas
Português carregando os crepúsculos pesados
De uma podre velhice para estrumar a europa
Enforca-te no mar e nos próprios cabelos
Mas não morras deitado na cama da ibéria
Português que furaste os olhos ardentes
Para veres os confins dos confins da aventura
Não desistas agora das auroras urgentes
E volta para casa para nasceres de novo

YANNICK HARA TRAZ O CAÇADOR DE ANDROIDES AO SESC BELENZINHO

Segundo disco do artista é inspirado no livro Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick; dos cantores Clemente Nascimento (Inocentes e Plebe Rude), Rodrigo Lima (Dead Fish) e Sara Não tem Nome participam do show
No dia 31 de janeiro de 2020, sexta-feira, Yannick Hara mostra músicas de seu segundo disco O Caçador de Androides no Sesc Belenzinho. O show, que acontece no Teatro da Unidade, às 21h, conta com as participações de Clemente Nascimento, das bandas Inocentes e Plebe Rude, Rodrigo Lima, do Dead Fish, e da cantora Sara Não Tem Nome. No repertório, músicas que remetem ao universo cyberpunk, num futuro distópico. Além de Yannick (voz), o DJ Paulo Ribeiro integra a apresentação.

Caçador de Androides é baseado no livro Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, do escritor Philip K. Dick, que por sua vez inspirou o filme Blade Runner. As 12 faixas do disco, que serão mostradas no show do Sesc Belenzinho, relacionam a cultura da ficção científica cyberpunk com os tempos atuais, e trazem como tema questões como a realidade atual do mundo globalizado, a distopia, as relações humanas, a alta tecnologia e a baixa qualidade de vida.

Este disco de Yannick tem como proposta disseminar um novo conceito de música urbana, derivada da mistura da cultura hip hop misturada com a ficção científica e com o cyberpunk. Tudo isso embalado pela estética da poesia e do rap.

Nascido e criado no centro de São Paulo, Yannick é um rapper independente que não segue os padrões tradicionais do gênero. Em seu primeiro disco, Também Conhecido Como Afro Samurai, lançado em 2016, Yannick uniu as culturas otaku, geek e rap ao mundo dos mangás e dos animes. E agora, em seu segundo trabalho, ele explora ainda mais a cultura da ficção científica.

YANNICK HARA

Dia 31 de janeiro de 2020. Sexta-feira, às 21h
Local: Teatro (364 lugares)
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$15,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$9,00 (credencial plena do Sesc – trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes. Ingressos disponíveis pelo portal Sesc SP (www.sescsp.org.br) nas bilheterias das unidades. Limite de 2 ingressos por pessoa. Ingressos disponíveis pelo portal Sesc SP (www.sescsp.org.br) e nas bilheterias das unidades do Sesc. Limite de 2 ingressos por pessoa.
Recomendação etária: 12 anos
Duração: 90 minutos

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
http://www.sescsp.org.br/belenzinho

Estacionamento
De terça a sábado, das 9h às 22h. Domingos e feriados, das 9h às 20h.
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional.

Para espetáculos pagos, após as 17h: R$ 7,50 (Credencial Plena do Sesc – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo). R$ 15,00 (não credenciados).

Transporte Público
Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Apesar de tudo é Guardavento

Por Gilberto da Silva

“Apesar de Tudo” é o primeiro álbum da banda independente brasiliense Guardavento. O grupo foi formado entre 2017-19 e constituída por Naiça Mel (Vocal), Lídia Moreira (Teclados), Anderson Freitas (Guitarra/teclado), Humberto florim (Baixo), Yan Britto (Bateria).

O álbum que foi gravado e produzido por André Zinelli e Diego Poloni e mixado e masterizado por Diego Poloni, carrega na ausência de sons ensurdecedores e aposta nas sensações e letras bem elaboradas.

A voz de Naiça Mel é carregada com as influências que a banda traz da MPB, da world music e da música pop internacional expostas nas músicas compostas por Humberto e Anderson.

O trabalho é uma busca de identidade, num mar de obviedades que encontramos na prateleira de ofertas alucinantes da indústria cultural. Busca fugir do imprevisto buscando no tempo entre “discursos com farpas, rastros de mágoa” um “velho com gosto de novo” e revalorizar a memória e as emoções delas advindas: “o passado me fascina”.

Pautados na sonoridade contemporânea, temas como a angústia, a solidão, o destino e a melancolia são discorridos em canções marcadas pela busca da individualidade.

Intimista, “Apesar de Tudo” não é álbum para ser ouvir apenas uma vez…

No SPOTIFY

O bom Fausto Nilo

Fausto Nilo Costa Júnior é um compositor, arquiteto e poeta brasileiro. Cearense de Quixeramobim. Melancolia com Alegria. Incrível. Gravado por inúmeros artistas. Diplomou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade do Ceará, em 1970. Mais de 400 letras registradas por mais de 100 parceiros, entre músicos e intérpretes do cancioneiro popular nacional. Fausto Nilo ganhou dois Prêmios da Música Brasileira (antigo Prêmio Sharp), na categoria Melhor Música Popular, em 1987 e 1995, e o troféu Playboy em 1982. Suas canções são interpretadas por Ednardo, Fagner, Gal Costa, Ney Matogrosso, Chico Buarque, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Dominguinhos, Moraes Moreira, Simone, Amelinha, Lulu Santos, Pepeu Gomes e Luiz Gonzaga, entre outros

Você Se Lembra

Fausto Nilo

Entre as estrelas do meu drama
Você já foi meu anjo azul
Chegamos num final feliz
Na tela prateada da ilusão
Na realidade onde está você
Em que cidade você mora
Em que paisagem em que país
Me diz em que lugar, cadê você
Você se lembra
Torrentes de paixão
Ouvir nossa canção
Sonhar em Casablanca
E se perder no labirinto
De outra história
A caravana do deserto
Atravessou meu coração
E eu fui chorando por você
Até os sete mares do sertão
Você se lembra…

As Meninas do Brasil

rês meninas do Brasil, três corações democratas
Tem moderna arquitetura ou simpatia mulata
Como um cinco fosse um trio, como um traço, um fino fio
No espaço seresteiro da elétrica cultura

Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura

Se a beleza não carece de ambição e escravatura
E a alegria permanece e a mocidade me procura
Liberdade é quando eu rio na vontade do assobio
Faço arte com pandeiro, matemática e loucura

Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura

Serenatas do Brasil, eu serei três serenatas
Uma é o coração febril, a outra é o coração de lata
A terceira é quando eu crio na canção um desafio
Entre o abraço do parceiro e um pedaço de amargura

Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura

Se eu ganhasse o mundo inteiro, de Amélia a Doralice
De Emília a Carolina, e os mistérios de Clarice
Se teu nome principia, Marina no amor Maria
Só faria melodias com a beleza das meninas

Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura

Quando o povo brasileiro viu Irene dar risada
Clementina no terreiro restaurando a batucada
Muito além de um quarto escuro, nos olhos da namorada
Eu sonhava com o futuro das meninas do Brasil

Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura
As três graças do Brasil
Têm a cor da formosura

Pedras que cantam

Quem é rico mora na praia mas quem trabalha nem tem onde morar
Quem não chora dorme com fome mas quem tem nome joga prata no ar
Ô tempo duro no ambiente, ô tempo escuro na memória, o tempo é quente

E o dragão é voraz….
Vamos embora de repente, vamos embora sem demora,
Vamos pra frente que pra trás não dá mais
Pra ser feliz num lugar pra sorrir e cantar tanta coisa a gente inventa, mas no dia que a poesia se arrebenta

É que as pedras vão canta

Solando


Novo single da cantora Pat Lapin, “Solando SP”

A cidade da garoa, como ficou conhecida a São Paulo, ganha uma homenagem especial no novo clipe da Pat Lapin, “Solando SP”.

Parte do cd LAPIN, que a paulistana fez de forma totalmente independente, a música chega nessa quarta com um video dirigido por Luan Kardoso que mostra a cantora em seu apartamento nos Jardins enquanto a chuva cai pela janela.

“O clipe nasceu sem roteiro, em clima de improvisação entre eu e o Luan. A ideia é retratar que, mesmo em uma grande metrópole, nossa vida é pessoal, íntima, dando muitas vezes a sensação de solidão. A chuva representa a transformação, e os tons de cores em amarelo, a esperança”, conta Patricia Coelho, que passa a assinar seu novo trabalho autoral com o apelido que ganhou durante sua incursão pela cena independente de São Paulo.

A cantora e compositora paulistana que fez parte do trio pop Sect junto com o Dj Gui Boratto e Jorge Boratto, e fez sucessos solos com releituras das músicas “Eu Te Amo Você” e “O Meu Sangue Ferve Por Você”, lançou, recentemente, o single “Coragem”, já disponível em todas as plataformas digitais e que ganhou versão remixada e assinada pelo Dj Zé Pedro. A música “Solando SP” é lançada com apoio da gravadora Joia Moderna.

Link para clipe: https://youtu.be/rl9SUVExduA

Que diferença faz um dia?

Só um dia. Que diferença faz. Só um dia. O que podemos fazer? O que poderemos fazer em apenas um dia? Um amor, uma palavra, uma ação, um beijo, um adeus. Que diferença faz um dia? Se os outros dias não realizarmos a diferença? Apenas um dia, mas há esperança, há desejo, há mudança. São apenas 24 horas para que não tenhamos 25 anos de tormenta. São apenas 24 horas para que não tenhamos 24 anos de atraso.

 

What A Difference A Day Makes 

Dinah Washington

 

What a difference a day made

Twenty-four little hours

Brought the sun and the flowers

Where there used to be rain

 

My yesterday was blue, dear

Today I’m part of you, dear

My lonely nights are through, dear

Since you said you were mine

 

Lord, what a difference a day makes

There’s a rainbow before me

Skies above can’t be stormy

Since that moment of bliss, that thrilling kiss

 

It’s heaven when you find romance on your menu

What a difference a day made

And the difference is you

 

What a difference a day makes

There’s a rainbow before me

Skies above can’t be stormy

Since that moment of bliss, that thrilling kiss

 

It’s heaven when you find romance on your menu

What a difference a day makes

And the difference is you

 

 

 

Que diferença um dia fez

Vinte e quatro pequenas horas

Trouxe o sol e as flores

Onde costumava haver chuva

 

Meu ontem foi triste, querido

Hoje sou parte de você, querido

Minhas noites solitárias estão terminadas, querido

Desde que você me disse que era meu

 

Lord, que diferença um dia faz

Existe um arco-íris diante de mim

O céu acima não pode ser tempestuoso

Desde aquele momento de felicidade, aquele beijo emocionante

 

É céu quando você encontra romance em sua lista

Que diferença um dia fez

E a diferença é você

 

Que diferença um dia fez

Existe um arco-íris diante de mim

O céu acima não pode ser tempestuoso

Desde aquele momento de felicidade, aquele beijo emocionante

 

É céu quando você encontra romance em sua lista

Que diferença um dia fez

E a diferença é você