Dia: 1 de maio de 2015

1º de Maio no Anhangabaú

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Com fotos de Gil Félix

O ato, organizado pelas centrais CUT, CTB, Intersindical, CMP e movimentos sociais de diversas áreas, como o direito à moradia, o direito à terra e a democratização da comunicação serviu para o lançamento de uma frente unificada de movimentos de esquerda para enfrentar a ofensiva conservadora no Congresso Nacional.

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Em defesa dos direitos da classe trabalhadora, da democracia, da Petrobras e da reforma política, centrais sindicais e movimentos populares do campo e da cidade se uniram no 1º de Maio, Dia do Trabalhador (a), que foi comemorado em evento a partir das 10h, no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista.

Entre as cerca de 30 entidades engajadas neste 1º de Maio, estão as centrais CUT, CTB e Intersindical, além de organizações dos movimentos sociais e estudantil: Central dos Movimentos Populares (CMP), Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Marcha Mundial de Mulheres, Movimento dos Atingidos Por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e União Nacional dos Estudantes (UNE).

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As entidades assinam conjuntamente o conteúdo abaixo, no qual ressaltam o respeito aos direitos trabalhistas e à democracia, entre outras reivindicações.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi várias vezes citado pelos sindicalistas. Bem diante do palco, manifestantes levaram um caixão com réplicas de carteiras do trabalho e fotografias do parlamentar, identificado com o andamento mais acelerado de propostas conservadoras.

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Lula rebate críticas da Veja

O ex-presidente Lula participou do ato unificado do Dia do Trabalhador convocado por centrais sindicais e movimentos sociais no centro de São Paulo.”Vamos reunir os movimentos de mulheres, negros, pela educação, pela causa LGBT, diversos movimentos sociais, e montar uma frente unificada em defesa do Brasil, contra a direita conservadora. Diremos não à intolerância no Brasil, e não deixaremos que mexam nos nossos direitos. Como disse o ex-presidente Lula, que não ousem mexer nos direitos da classe trabalhadora”, afirmou Vagner Freitas, presidente da CUT, antes da fala de Lula.

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Em seu discurso, Lula criticou insinuações contra o seu nome.  “Vejo nas revistas brasileiras, que são um lixo, as insinuações. Eles querem pegar o Lula, mas me chama para a briga que eu gosto”, afirmou, para as milhares de pessoas presentes ao ato, no Vale do Anhangabaú. “Quero dizer aqui, na frente das crianças: pega 10 jornalistas da Veja, da Época, e enfia um dentro do outro que não dá nem 10% da minha honestidade”, completou.

Em defesa do governo federal, Lula disse que irá voltar a viajar pelo Brasil para conversar com os brasileiros. “Aos meus detratores: eu vou andar este país outra vez, e vou conversar com os desempregados, os camponeses, os empresários. Vou começar a desafiar aqueles que não se conformaram com o resultado da democracia”, afirmou.

As centrais e movimentos presentes aprovaram a realização de um dia de lutas em 29 de maio para manifestar seu repúdio ao projeto de lei 4330, que permite a terceirização de todos os postos de trabalho no Brasil. Será articulada ainda uma marcha a Brasília para o dia em que o Senado abrir a votação sobre o projeto.

 

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A presidenta Dilma Rousseff usa as redes sociais para fazer pronunciamento no Dia do TrabalhoReprodução de vídeo da Presidência da República

Dilma se coloca contra terceirização

A criação de um fórum para debater políticas de emprego e renda foi anunciada hoje (1º) pela presidenta Dilma Rousseff em mais uma de suas mensagens divulgadas nas redes sociais pelo Dia do Trabalho. A presidenta disse também que é preciso reconhecer como legítimas as reivindicações de todos os segmentos sociais.

“Propomos como pauta para os trabalhos do Fórum sustentabilidade do sistema previdenciário, regras de acesso, idade mínima, tempo de contribuição e fator previdenciário. Propomos ainda como pauta políticas de fortalecimento do emprego, do trabalho e da renda; medidas de redução da rotatividade, de formalização e aumento de produtividade de trabalho”, explicou.  Dilma ressaltou que é preciso “nos acostumar às vozes das ruas” e defendeu o diálogo “franco e transparente” entre o governo e a sociedade como instrumento para a busca de consenso entre os diferentes setores da sociedade.

“Temos que nos acostumar a fazer isso sem violência e sem repressão. Para isso, nada melhor do que o diálogo franco e transparente entre governo e sociedade”, disse Dilma.

“Caberá a nós todos encontrarmos a melhor estratégia e definir os mais eficientes instrumentos para que possamos atingir os nossos objetivos de fazer o Brasil crescer, aumentando emprego e renda de todos os trabalhadores”, disse.

“Sei da importância da regulamentação do trabalho terceirizado no país (…) Ela precisa, porém, manter a diferenciação entre a atividade fim e meio (..) É preciso assegurar ao trabalhador a garantia dos direitos conquistados”, disse, afirmando ainda que o seu governo “tem o compromisso de manter os direitos e as garantias dos trabalhadores”.

 

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O político e suas obras

Em maio de 2000 publiquei um texto na Revista Partes falando sobre os políticos e suas obras. Acho que ele ainda não perdeu o tom, portanto, reproduzo aqui, com algumas pequenas correções.

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O político e suas obras

Gilberto da Silva

Vejamos algumas palavras a respeito dos políticos (alguns) e de suas milagrosas obras (se é que elas realizam milagres!).

Obra é construção, trabalho, produção. Mas no vocabulário político obra é visibilidade, matéria de publicidade quase que infinita, repleta de concreticidade (a do concreto), um outdoor permanente. As obras dos políticos são geralmente dotadas de superfaturamento com estilos faraônicos e imponentes. Diríamos, em alguns casos, até que repletas de negociações paralelas: UM LEILÃO AMBULANTE. Quem dá mais? Leva!

As obras legitimam o dinheiro público.  Os políticos e seus gastos exorbitantes realizam a passagem espetacular do público para o privado!

E tome concreto, ferro, cimento… E tome propaganda, placas comemorativas. Viadutos, estradas, calçadas, obras inaugurais que nunca terminam. Haja cimento para tanta civilização!

O maior prazer do político obreiro é construir, reconstruir, reformar, derrubar, erguer, reerguer, mudar e transformar. É o político em construção. O político obreiro parece ser alicerçado pelas guias da corrupção, plantado e alimentado pelo sistema, que ele mesmo controla. Seremos felizes com tantas obras?

Washington Luis, ex-presidente do Brasil, o mesmo que (dizem) criou a frase “a questão social é caso de Polícia” elaborou uma obra prima do pensamento nacional: “governar é abrir estradas”. Desde então nossos audazes políticos obreiros de plantão teimam em conduzir radicalmente essa máxima. “É cobrir águas”, dirão alguns olhando para as águas lamacentas dos rios poluídos das cidades. A questão social – a obra social – não é obra?

A política social é invisível, não permanente, requer manutenção a todo instante. Política social não ganha eleição. São obras de ficção as implantadas na saúde e educação; você lê, olha os projetos, pensa que é verdade, real, mas são puras obras dos sonhos. A invisibilidade não ganha governos, não produz líderes, impossibilita o domínio do poder.

As obras são urnas fixas, latentes, imponentes. Para o “político obreiro”, as obras não são meios, são fins. Retrato fiel de um objetivo claro: dar aparência ao real. É como o homem que só se satisfaz na vida ao ter um filho, produto do seu ser, reprodução do seu EU. Mais Narciso impossível. Um político insinuava que o oceano era sua obra, se houvesse uma construção na lua seria possível reivindicar para si a autoria. Mas ele tentou ser esperto: inventou uma obra humana, um mal sucedido clone. A obra é do homem e o bicho não come.

O político -e suas obras, matreiramente refaz milagres, transforma água em vinho, despolui rios, transforma a natureza e os bolsos, os nossos e o dele.

Nossos políticos, ao colocar as “mãos à obras” condenam à degradação a natureza e os seres mortais. Eles realizam suas obras…

Gilberto da Silva, editor de Partes, é jornalista e sociólogo.

Originalmente em: <http://www.partes.com.br/reflexao02.html>

Primeiro de maio

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Em defesa dos direitos da classe trabalhadora, da democracia, da Petrobras e da reforma política, centrais sindicais e movimentos populares do campo e da cidade se unem no próximo 1º de Maio, Dia do Trabalhador (a), que será comemorado em evento a partir das 10h, no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista. Haverá ato ecumênico, ato político-cultural e programação de shows.

Entre as cerca de 30 entidades engajadas neste 1º de Maio, estão as centrais CUT, CTB e Intersindical, além de organizações dos movimentos sociais e estudantil: Central dos Movimentos Populares (CMP), Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Marcha Mundial de Mulheres, Movimento dos Atingidos Por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e União Nacional dos Estudantes (UNE).