Day: 22 de junho de 2015

Manifesto em defesa das áreas verdes de São Paulo

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Manifesto em defesa das áreas verdes de São Paulo

Pela revisão e mudança nos artigos 27 a 34 do projeto de lei de parcelamento, uso e ocupação do solo enviado à Câmara Municipal.

No último dia 2 de Junho, o prefeito Fernando Haddad enviou à Câmara Municipal de São Paulo o PL 272/2015, que complementa o Plano Diretor e trata do uso e ocupação do solo. De acordo com o texto dos artigos 27 a 34, o PL abre a possibilidade do uso das áreas verdes do município para a instalação de equipamentos públicos.

É visível a todos a carência da cidade de parques, praças e arborização – das 32 Subprefeituras, 23 delas têm áreas verdes abaixo do mínimo recomendado de 12m2 por habitante e as nove Subprefeituras que superam o recomendado estão nos extremos do município. Ainda assim, o Executivo municipal comete o enorme equívoco de pretender utilizar estas áreas verdes públicas para outros fins, prevendo, inclusive, a possibilidade de desmatamento das mesmas.

No lugar desta perigosa e inaceitável brecha na legislação, a população necessita da defesa incondicional do pouco que resta de áreas verdes no município, considerando-as inalienáveis, assim como propostas e planos para que elas sejam ampliadas e devidamente protegidas!

As áreas verdes são fundamentais nos espaços urbanos, prestam inúmeros serviços ambientais e à saúde humana, tais como: humidificação do ar; diminuição da temperatura; estabelecimento de equilíbrio de microclima; redução de tempestades; redução de enchentes; remoção de material particulado; retenção de substâncias danosas como enxofre, cadmio, manganês e outros; absorção de ruídos; e convívio social, lazer e atividade física.

São Paulo necessita, urgentemente, concluir seu Plano Municipal de Mata Atlântica e de elaborar um Plano Municipal de Arborização e de ampliação de seus parques e praças, assim como incentivar a instalação de tetos verdes, jardins verticais e mini praças. O objetivo principal deve ser o de potencializar os benefícios das áreas verdes à população.

Os poderes públicos de São Paulo têm a obrigação de encontrar soluções para a alegada falta de terrenos para a construção de equipamentos públicos e habitações populares. Devem fazer valer a função social da cidade e da propriedade, entre outros instrumentos legais de que dispõem, e jamais colocar em risco as mínimas porções de áreas verdes que restam na cidade. É preciso ficar claro que é totalmente inadmissível propor compensações ambientais, como versa o PL 272, para o desmatamento de parques, praças e áreas de proteção ambiental!

Portanto, as organizações da sociedade civil abaixo-assinadas convidam o Executivo municipal a modificar substancialmente os artigos 27 a 34, tornando as áreas verdes do município devidamente protegidas de riscos de desmatamento ou de qualquer outro fim que não seja o de sua preservação incondicional. Assim como convidam os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo a atuarem no mesmo sentido, rejeitando qualquer risco às áreas verdes do município no PL 272/2015.

São Paulo, 18 de Junho de 2015.

Organizações que apoiam:

Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas
Amarribo Brasil
Associaçao Beneficente Comunitária Bem Querer
Associação de Moradores dos Jardins Petrópolis e dos Estados (SAJAPE)
Associação dos Amigos das Praças da Rua Curitiba e Entorno (APRACE)
Associação dos Amigos do Bairro Alto da Boa Vista (SABABV)
Associação dos Moradores da Granja Julieta e Imediações (AMOGRANJI)
Associação dos Moradores do Bolsão Residencial Jardim Campo Grande-City (AMBRECITY)
Associação Viva o Centro
Ciranda
Diana Malzoni Arquitetura
Eccaplan Consultoria em Sustentabilidade
Espaço Cultutal Dona Julieta Sohn-Casarão do Belvedere
Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste
Fundação SOS Mata Atlântica
Grupo de Amigos do Jardim Marajoara (GAMA)
Instituto Artesocial
Instituto Saúde e Sustentabilidade
Núcleo de Direitos Humanos da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (NDH-FESPSP)
Palavra Cantada Produções Musicais Ltda
Portal ZNnaLinha
Programa de Gestão e Educação para a Sustentabilidade
Projeto SEE-MEAR – Participação Social, Interações e Articulações
Rede Nossa São Paulo (Secretaria Executiva e GT Meio Ambiente)
Renovação Cristã do Brasil (RCB)
Sociedade de Amigos da Vila Mara Jardim Maia e Vilas Adjacentes
Sociedade dos Amigos do Planalto Paulista
Sociedade dos Amigos dos Jardins America, Europa, Paulista e Paulistano (SAJEP)
SOS Abelha
Thema Consultoria e Assessoria em Marketing Ltda
Universidade Paulista (UNIP)”

Alimentação Saudável

 

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Por que precisamos de uma alimentação saudável?

Porque nosso organismo depende da alimentação para obter os nutrientes necessários à sua manutenção.

 

O que devemos fazer para ter uma alimentação saudável?

Para ter uma alimentação balanceada, precisamos ingerir todos os grupos de alimentos. Estes grupos, estão dispostos em uma roda ou pirâmide de alimentos.

 

 

A roda de alimentos possui 4 grupos de alimentos, que são eles:

 

  • Construtores: São as proteínas, que têm a função de construir e manter nossos tecidos e órgãos. Encontramos: nas carnes (boi, peixe, aves), ovos, leite e derivados (queijo, iogurtes, creme de leite), grãos (ervilha, feijão, lentilha, grão-de-bico). Também devem ser consumidos todos os dias em todas as refeições, mas evitando os alimentos gordurosos, dando preferência aos magros, desnatados, sem pele ou gordura aparente.

 

  • Energéticos: São os carboidratos, fornecem energia para o funcionamento do nosso organismo, mesmo quando estamos dormindo. Encontramos nos: pães, massas, bolos, biscoitos, mel, açúcar, batata, farinha, farofa, cereais, arroz, etc. Devemos consumir um alimento desse grupo em cada refeição, todos os dias, mas seu excesso pode levar ao aumento do triglicérides, que estão relacionados com a formação de placa de gordura nas artérias.
    • Gorduras: Também servem para fornecer energia, mas é o nutriente que mais fornece caloria, portanto, é o que mais “engorda”. Existem dois tipos de gorduras: animal e a vegetal. Devemos restringir o uso das gorduras de origem animal (gema de ovo, pele de aves, gordura aparente das carnes, gordura do leite integral, queijos amarelos, banha, toucinho, creme de leite, manteiga e embutidos), porque elas aumentam os níveis de colesterol sanguíneo. Temos que dar preferências às gorduras de origem vegetal (óleo de soja, girassol, milho, canola e principalmente o azeite), que auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares. Mas mesmo assim, devemos controlar a quantidade consumida. Em relação às frituras, devemos lembrar que, por mais que o alimento esteja “sequinho” após a fritura, ele foi banhado em gordura, portanto, a caloria do alimento foi somada à caloria do óleo em que este foi banhado; e que o aumento da temperatura desse óleo vegetal para a fritura, transforma-o em gordura saturada, que aumenta o “mau colesterol” – LDL.

 

  • Reguladores: São as frutas, verduras e legumes, como o próprio nome já diz, servem para regular o nosso organismo. Fornecem vitaminas e minerais que são responsáveis para contribuir na prevenção de algumas doenças. Além disso fornecem água que auxilia na hidratação do nosso organismo e as fibras. As fibras são responsáveis pelo bom funcionamento do intestino, prevenção de câncer do intestino, auxilia no controle do colesterol e da glicemia e dão saciedade. Consumir de duas a três porções de frutas ao dia e folhas e legumes no almoço e jantar, diariamente.

 

 

Então, para uma refeição saudável, devemos ingerir um alimento de cada grupo. Independente de estar disposta num prato, num lanche ou na forma de sopa, a refeição deve conter um alimento do grupo dos energéticos, um alimento do grupo dos construtores e pelo menos um alimento do grupo dos reguladores, lembrando que o grupo das gorduras está inserido no preparo das refeições.

 

Governo cria nova regra de aposentadoria; entenda

Previdência Social

Novo cálculo será feito com base na expectativa de vida do cidadão, dando mais previsibilidade ao trabalhador e mais sustentabilidade ao regime de previdência social. Saiba o que muda a partir de hoje
por Portal Planalto publicado: 18/06/2015 13h58 última modificação: 18/06/2015 19h51

O governo federal publicou no Diário Oficial da União, uma medida provisória que institui uma nova regra para a concessão de aposentadorias, criando uma alternativa ao fator previdenciário. Entenda o caso:

O que está acontecendo?

O governo instituiu, nesta quinta-feira (18), uma nova regra para a concessão de aposentadorias que cria uma alternativa ao fator previdenciário. A medida tem consonância com uma decisão tomada pelo Congresso Nacional no último dia 13 de maio, e visa garantir a sustentabilidade da Previdência e das contas públicas brasileiras.

Por que as mudanças são necessárias?

Para garantir uma Previdência sustentável e contas equilibradas para o futuro, de modo a assegurar a aposentadoria dos trabalhadores de hoje, mas também de seus filhos e netos.

Sim, mas por que mudar as regras?

Diversos países estão revendo seu modelo de previdência por causa do aumento da expectativa de vida e da rápida transição demográfica que estão vivendo. As pessoas estão vivendo mais tempo, e recebendo aposentadoria por um período maior de tempo, o que aumenta os custos da Previdência. Ao mesmo tempo, no caso brasileiro, as taxas de fecundidade estão caindo, o que significa que nas próximas décadas haverá menos contribuintes para cada idoso.

Hoje há mais de 9 pessoa em idade ativa para cada idoso. Em 2030 serão 5 na ativa para cada idoso, e em 2050, 3. Em 2060, 2,3.

Essa mudança prejudica os trabalhadores?

Pelo contrário. Essa mudança beneficia o conjunto dos trabalhadores e garante que, no futuro, seus filhos e netos também terão garantidas as suas aposentadorias.

Como passa a funcionar?

A partir de agora passa a existir um sistema de pontos, alternativo ao fator previdenciário, que combina a idade da pessoa com o tempo de contribuição com a Previdência. Até dezembro de 2016, mulheres passam a poder se aposentar de forma integral quando a soma de sua idade com os anos pelos quais pagou sua contribuição ao INSS for igual a 85. No caso dos homens, quando for igual a 95. A partir de janeiro de 2017 o número de pontos necessários para a aposentadoria integral será elevado gradualmente até chegar a 90 para as mulheres e 100 para os homens em 2022 (veja no último gráfico como será a progressão).

Por que instituir essa progressividade do sistema de pontos?

Porque o modelo não pode ser estático, já que a expectativa de vida do brasileiro continuará crescendo. Vincular o sistema de pontos à expectativa de vida evita que a discussão sobre os valores tenha que ser feita a cada tanto.

Além disso, estudos do Ministério do Planejamento mostram que, sem a progressividade, o Brasil teria um gasto extra de R$ 100 bilhões até 2026.

Infográfico sobre os motivos da mudança das regras da aposentadoria. Clique para acessar o texto alternativo

O que a progressividade muda para o trabalhador?

Ela traz previsibilidade ao sistema e permite que o trabalhador planeje melhor a sua aposentadoria, analisando qual a melhor alternativa para o seu caso.

Houve mudança no tempo mínimo de contribuição para recebimento de aposentadoria integral?

Não. Para receber aposentadoria integral, as mulheres precisam contribuir por pelo menos 30 anos, e os homens por pelo menos 35.

O fator previdenciário foi extinto?

Não, ele continua em vigor. Contudo, não incidirá na aposentadoria de quem completar o patamar mínimo de pontos, que até dezembro de 2016 será de 85 para mulheres e 95 para homens, e depois aumentará progressivamente até o ano de 2022 (veja no gráfico abaixo como será a progressão).

O que é o fator previdenciário?

É uma fórmula complexa que reduz o valor do benefício com o objetivo de evitar aposentadorias precoces. O fator é aplicado a aposentadorias por tempo de contribuição.

A mudança das regras já está em vigor?

Sim. Vale a partir desta quinta-feira, por Medida Provisória publicada no Diário Oficial da União. A MP, contudo, ainda terá de ser apreciada em até 90 dias pelo Congresso Nacional.

Os trabalhadores vão se aposentar com 85 e 95 anos?

Não! 85 e 95 é o número de PONTOS que eles deverão atingir para se aposentarem integralmente. O número de pontos é igual à idade da pessoa mais o tempo de contribuição com o INSS. (ex: uma mulher de 55 anos que tiver trabalhado por 30 anos já pode receber aposentadoria integral. O mesmo vale para um homem de 60 que tiver trabalhador por 35 anos). Esses números serão gradualmente aumentados até 2022, quando chegarão a 90 pontos para as mulheres e 100 para os homens (veja no gráfico abaixo como será a progressão).

Há alguma conotação política na mudança?

Nenhuma. A Previdência não é uma questão do governo, mas do Estado brasileiro.

A discussão sobre o replanejamento da Previdência está encerrada?

Não. No dia 30 de abril o governo federal criou um Fórum de Debates com trabalhadores, aposentados, pensionistas e empregadores para continuar debatendo o tema, que é de vital importância para o futuro do país.

 

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Fonte: Portal Planalto