Dia: 11 de dezembro de 2015

Natal Iluminado traz Michelangelo para Avenida Paulista

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A partir do dia 15 e até o dia 22 de dezembro, a paróquia São Luís Gonzaga será palco de 14 apresentações que envolvem projeções internas de arte sacra, em sua maior parte inspiradas na Capela Sistina.

Quem nunca foi para o Palácio Apostólico, residência oficial do Papa, no Vaticano, vai poder ter uma ideia da magnitude da Capela Sistina durante o Natal Iluminado, projeto cultural gratuito realizado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

O evento, que tem o apoio do Ministério da Cultura e patrocínio do Bradesco e Cielo, vai projetar no teto e no altar da igreja uma seleção de centenas de imagens de artistas como Michelangelo, Rafael, Bernini e Botticelli. Além dos clássicos, o Natal Iluminado também traz obras pouco conhecidas dos brasileiros, mas de valor histórico imensurável, como o batistério ortodoxo de Ravena.

“Buscamos fazer um mix entre clássicos famosos, obras menos conhecidas e conteúdo original, para proporcionar uma experiência mais rica e complexa para o público”, revela José Mauro Gnaspini, diretor de arte do Natal Iluminado e diretor da Virada Cultural de São Paulo. A arquitetura da igreja também foi considerada na escolha das imagens para garantir o máximo de acuidade nas exibições. “Utilizamos sete projetores de alta definição e luminosidade e dezenas de pessoas foram envolvidas na produção”, informa José Mauro.

Além das projeções visuais haverá um auto de Natal representado na nave da igreja acompanhado de trilha sonora desenvolvida especialmente para o evento. O texto aborda um menino que sonha com a criação do universo em suas diversas etapas. “Nossa ideia foi desenvolver uma atração cultural e visual grátis para as pessoas que circulam na Avenida Paulista, visando facilitar o acesso à população, já que o local é um dos mais disputados do Natal na cidade”, revela Gui Afif, diretor geral do Natal Iluminado.

As apresentações acontecerão todas as noites e serão abertas ao público, sem necessidade de inscrição prévia ou ingresso, mas vale chegar com antecedência, pois em 2014, 11 mil pessoas conferiram o evento. “Estamos preparando um espetáculo que, com certeza, deve encantar a população, já que toca em temas profundos como a origem da vida e traz uma mensagem de esperança no final”, acrescenta Afif. O local comporta cerca de 400 pessoas sentadas e o espetáculo tem duração de 25 minutos.

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Confira abaixo a fica técnica e agenda do evento:

Direção Geral: Gui Afif
Direção Técnica: Ricardo de Paula Eduardo
Direção Artística: José Mauro Gnaspini
Texto: Geraldo Lacerdine e André Luís Araújo
Narrador: Geraldo Lacerdine
Projeções: Alexis Anastasiou e Visualfarm
Trilha Original: Ricardo Perez
Canções: Grupo OPA
Coreografia Sandra Miyazawa

Programação

15/12/2015: 21h30

16/12/2015: 20h e 21h

17/12/2015: 21h30

18/12/2015: 20h e 21h

19/12/2015: 19h, 20h e 21h

20/12/2015: 21h

21/12/2015: 20h e 21h

22/12/2015: 20h e 21h

Local: Paróquia São Luís Gonzaga, Avenida Paulista, 2.378.

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Verde e Meio Ambiente tem novo secretário

Durou pouco no cargo o secretário José Tadeu Candelária, Haddad nomeou hoje Rodrigo Pimentel Pinto Ravena para ser o novo secretário do verde e do meio ambiente (SVMA) de São Paulo.
Ravena era funcionário da Câmara Municipal, sendo Diretor Geral da Câmara Municipal de São Paulo na época do vereador José Américo, hoje secretário das Relações Institucionais.
PORTARIA 518, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2015
FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo,
usando das atribuições que lhe são conferidas por lei,
RESOLVE:
Exonerar, a pedido, o senhor JOSÉ TADEU CANDELÁRIA, RF
823.155.9, do cargo de Secretário Municipal, referência SM, da
Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 10 de
dezembro de 2015, 462° da fundação de São Paulo.
FERNANDO HADDAD, Prefeito
TÍTULO DE NOMEAÇÃO 102, DE 10 DE DE-
ZEMBRO DE 2015
FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo,
usando das atribuições que lhe são conferidas por lei,
RESOLVE:
Nomear o senhor RODRIGO PIMENTEL PINTO RAVENA,
RG 15.789.178-1-SSP/SP, para exercer o cargo de Secretário
Municipal, referência SM, da Secretaria Municipal do Verde e
do Meio Ambiente.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 10 de
dezembro de 2015, 462° da fundação de São Paulo.
FERNANDO HADDAD, Prefeito

(Re)lançamento da PEDAGOGIA DO SUPRIMIDO no FIM

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Por Zeh Gustavo

O FIM {Fim de Semana do Livro no Porto}, do qual Zeh Gustavo é um dos cambonos-curadores, não larga da literatura, como não se perde da rua, nem abre mão do copo em mãos, sempre meio cheio. Nisso que, dois anos depois de lançado, em uma pequena edição que felizmente se esgotou, meu livro de versos algo torpes algo porres algo fortes, “Pedagogia do suprimido”, ressurge, em segunda edição. O bicho agora baixou no terreiro da Autografia Editora, e terá lançamento no próximo sábado (12/12), às 18h, durante o FIM, no Morro da Conceição, no estande da editora. O autor da tela de capa é o cubano Pepe Lazcano, com arte da editora.

Quando publicou, num 2008 de aparente satisfação ou conformidade com os limites da política social então bastante populares, seu livro A Perspectiva do Quase, Zeh Gustavo já parecia antever que faltava alguma – ou muita – coisa. Diz o autor, na época, em entrevista ao jornal Algo a Dizer: “A poesia hoje é um instrumento de luta, luta criativa contra o utilitarismo reinante, e também uma possibilidade de intervenção discursiva à margem das mensagens onipresentes do estatuto do poder supermercadológico.” Complicado? Em 2013, as ruas mostraram que esse sentimento de insuficiência da vida contemporânea é capaz de tomar conta de uma grande massa de gentes de todos os matizes. É nesse clima de contestação que se insere Pedagogia do Suprimido, produzido em 2013, e que Zeh Gustavo relança, pela Autografia Editora, no dia 12 de dezembro, durante a terceira edição do FIM – Fim de Semana do Livro no Porto, do qual Zeh é um dos cambonos-curadores.

Sobre o livro
Pedagogia do Suprimido traça um inventário poético das refinadas estratégias de anulação do indivíduo, nas sociedades contemporâneas. O título do livro remete à obra do educador Paulo Freire, que propunha a emergência de uma pedagogia própria, para a libertação do oprimido. Na poesia-tese de Zeh Gustavo, o oprimido estaria a tal ponto enredado na trama desumanizante de um deus-máquina-mercado, programador até dos sentimentos, desejos e emoções, que teria involuído para uma condição de plena compressão – ou supressão, de si. Uma espécie de morte em vida que o autor busca flagrar, usando da própria biografia, inventada ou não, e de seu olhar aparentemente desencantado para, de maneira lírica, se situar em um combate por mais vida. Face a um sistema que tenta reduzir, dia a dia, o ser urbano a um estado mínimo de mero consumidor, alienado do potencial de realização de sua existência, a poesia faz-se arma para uma retomada, com amor e alma.

Sobre o autor
Um dos organizadores do Fim desde 2012, e morador da Zona Portuária do Rio, Zeh Gustavo é músico e escritor. Canta nos grupos de samba Terreiro de Breque e Samba da Saúde e nos blocos de carnaval Cordão do Prata Preta e Banda da Conceição. Na literatura, publicou, entre outros, os livros de poesia “Pedagogia do Suprimido” (Verve, 2013; Autografia, 2015), “A Perspectiva do Quase” (Arte Paubrasil, 2008) e “Idade do Zero” (Escrituras, 2005). Em 2012 participou da coletânea “Porto do Rio do início ao fim” (Rovelle, 2012), com o conto “Comuna da Harmonia”. Em 2015 integrou o livro “Rio de Janeiro: alguns de seus gênios e muitos delírios” (Autografia), com o texto Sérgio Ricardo: a toada firme de quem sabe o mar; a coletânea de crônicas “O meu lugar” (Mórula), com “Serpentina avoa, que hoje tem barricada!”; a antologia “Pele de todos os sangues”, do Sarau dos Sambistas, com uma série de poemas; e a Revista da Academia Carioca de Letras (Batel), com o conto “Por sobre o ruído rude da rotina besta”. Em 2014 seu livro de contos ‘Eu algum na multidão de motocicletas verdes agonizantes” (inédito) venceu o Prêmio Lima Barreto da Academia Carioca de Letras.

Vai ter samba! Vai ter carnaval!
E no domingo Zeh Gustavo canta com o Terreiro de Breque e a Banda da Conceição, no encerramento do FIM. 

Serviço
Sábado, 12/12, 18h. Lançamento do livro Pedagogia do suprimido, de Zeh Gustavo. 2ª ed. Orelha: Maria Célia Barbosa Reis da Silva. Rio de Janeiro: Autografia, 2015. 142 p. R$ 35,00.

Domingo, 13/12, 20h. Terreiro de Breque, Lúcio Sanfilippo e Banda da Conceição.

A entrada para todo o evento é franca.