Mês: abril 2016

Faço da poeira o meu camarada

Há mais de 40 anos na estrada, O Quinteto Violado ainda nos teima em mostrar que produzimos coisas boas: xote, coco, forro, baião, frevo, bumba meu boi, maracatu, cordel, emboladas. Essa aqui, com música de Geraldo Vandré e Hilton Accioly é uma obra prima  que nos mostra as coisas do campo e a noção de relação do homem da terra com a natureza.

 

O Plantador

Composição: Geraldo Vandré e Hilton Accioly

Quanto mais eu ando,
Mais vejo estrada
E se não caminho
Não sou nada
Se tenho a poeira
Como companheira
Faço da poeira
O meu camarada
Se tenho a poeira
Como companheira
Faço da poeira
Meu camarada.

O dono quer ver
A terra plantada
Diz de mim
Que vou pela grande estrada
Deixem-no morrer
Não lhe dêem água
Que ele é preguiçoso
E não planta nada.
Deixem-no morrer
Não lhe dêem água
Que ele é preguiçoso
E não planta nada.

Eu que planto tudo
E não tenho nada
Ouço tudo e calo
Na caminhada
Deixem que ele diga
Que eu sou preguiçoso
Mas não planto em tempo
Que é de queimada
Deixem que ele diga
Que eu sou preguiçoso
Mas não planto em tempo
Que é de queimada

Link: http://www.vagalume.com.br/geraldo-vandre/o-plantador.html#ixzz47GQgLafp

A burrice é genética!

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Por Gilberto da Silva

Segundo um dos descobridores da estrutura do DNA, James Watson, a burrice é uma doença genética que deveria ser cuidada. Mas como a Saúde no Brasil é um caso quase  insolúvel teremos que conviver com essa doença durante muitos anos. Watson defende que as pessoas burras ou com coeficiente intelectual baixo que não têm um transtorno mental diagnosticado sofrem de uma desordem que é transmitida de forma hereditária pelos genes, como acontece com doenças. O prêmio Nobel de Medicina (1962)  disse isso lá pelos idos de 2003 fato que só faz comprovar a sua teoria diante do cenário nacional.

Um amigo meu disse-me recentemente que é importante para o convívio na sociedade que as pessoas não sejam realmente muito inteligentes. Trump está ai, digo, lá no hemisfério norte a querer comprovar. Talvez as pessoas queiram conviver com essa doença genética por livre e espontânea vontade. Imagino um deputados desses inteligentes que a nossa Câmara produz de quatro em quatro anos elaborando uma lei que proíbe a correção da burrice. “Fica proibido pela lei toda e qualquer cirurgia, invasiva ou não, que restitua a inteligência para a pessoa normal, posto que a burrice é um dom da natureza divina….” coisas assim estariam no caput da lei.

Cenas de um discurso no Congresso:

“Imaginem, senhores deputados, querem acabar com essa coisa genuinamente brasileira que é a burrice! Comunistas, salafrários e ateus de toda espécie querem exterminar essa dádiva que a natureza nos deu, querem acabar com a naturalidade do homem brasileiro. Esses comunas querem implantar o pre´natal para determinar se a criança será burra! Querem acabar com a burrice no poder. Isso é uma afronta aos poderes constituídos. Pela minha mãe, pela minha nora, pela minha esposa, pela minha filha eu digo não à cura da burrice!”

Para James Watson a burrice é genética e que seria moralmente imperativo modificar genes para eliminá-la. Mas não será pelo SUS que vamos realizar….

Dia Internacional da Dança

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Hoje é comemorado o Dia Internacional da Dança. O 29 de abril é celebrado desde 1982 e foi escolhido pela Unesco por ser a data de nascimento do bailarino e professor francês Jean-Georges Noverre (1727-1810), que, em sua época, trouxe diversas inovações à dança.

Noverre foi bailarino e professor de balé, e ficou conhecido por ter escrito uma das obras sobre a dança mais importantes da história, Lettres sur La Danse? (as Cartas Sobre a Dança).

Apenas por coincidência, a data está associada a uma personalidade brasileira de importância no balé. Marika Gidali, bailarina co-fundadora do Ballet Stagium em São Paulo, também nasceu no dia 29 de abril.

 

A dança na valorização de si mesmo

Como essa forma de arte pode influenciar na saúde corporal e emocional de seus praticantes.

imagem_release_414480_mediumA dança é uma forma de arte que traz inúmeros benefícios para quem a pratica. Ela proporciona maior vitalidade e qualidade de vida, além de, nas aulas, os alunos ainda poderem libertar suas tensões, se ajustarem e organizarem seus pensamentos, formando hábitos saudáveis e desenvolvendo disciplina.

Além de proporcionar inúmeros benefícios para o corpo e a mente, existem muitas modalidades de dança que agradam todo o tipo de gente. Para Ingrid Teles, que é bailarina desde os 12 anos, estuda jazz e dança moderna, além de ser profissional em Danças Urbanas, a dança ultrapassa a barreira de hobby, podendo ser até um nicho de negócio. “Participei de vários campeonatos e batalhas na Europa, em dezembro de 2014, e posso dizer que a dança vai muito além do que as pessoas imaginam”, afirma.

Ela, que atua, presentemente, como dançarina, professora, enquanto participa de diversas competições e mantém seus estudos em modalidades de dança diferentes, comenta que cada um precisa encontrar o tipo de arte que combina melhor com sua personalidade e necessidade. “O ballet clássico, por exemplo, melhora a postura, o equilíbrio e os reflexos, e exige bastante concentração, aumentando a flexibilidade. Já aulas de flamenco são ótimas para quem quer afinar a cintura, fortalecer as pernas e melhorar a coordenação motora. O jazz, por outro lado, desenvolve o ritmo e a musicalidade, ajudando na memorização de sequências e contribuindo para um físico saudável”, explica.

Ingrid, que também é fundadora da Agência Creators Content, de Curitiba, também fala que novas modalidades de dança, que estão em alta, são ótimas para quem já experimentou de tudo, e ainda não encontrou sua atividade física ideal. “A zumba, que é praticada, geralmente, com ritmos latinos, queima muitas calorias de uma vez só, fortalecendo a musculatura e aumentando a autoestima. Além disso, as danças urbanas também melhoram a musicalidade e o ritmo, trabalhando o corpo como um todo. Por último, o stilleto, praticado com sapatos de salto, apesar de ser desafiador, tonifica o corpo e transmite sensualidade por meio das aulas”, conclui.

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O Senado vai assegurar o processo democrático?

40 anos CPT - logo

Depois do deprimente espetáculo que a nação brasileira e o mundo acompanharam no dia 17 de abril, na Câmara dos Deputados, na qual aos olhos de todos se desenrolou uma orgia de hipocrisias, de patriarcalismo exacerbado, de blasfemas referências a Deus, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), reunida em sua Assembleia Nacional anual, dirige-se a toda a nação, de modo particular aos senadores e senadoras da República. A votação do processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff acabou criando uma imagem ridícula de nosso País no contexto das nações, deixando muitos milhões de brasileiros envergonhados.

O compromisso histórico e atual da CPT é com os homens e mulheres do campo e suas organizações, buscando manter fidelidade ao Deus dos Pobres, aos Pobres de Deus e à terra de Deus para todos e todas. Não tem compromisso com qualquer governo ou partido. Por isso tem se manifestado criticamente em relação a todos os governos nestes 40 anos de sua história, inclusive os de Lula e Dilma. Criticou firmemente os governos petistas por terem priorizado os acordos e alianças para garantir o poder, em detrimento da defesa dos valores e princípios que eram defendidos quando da criação do partido. Acordos e alianças que desembocaram neste inferno de intrigas e traições que o governo e o partido hoje vivem, e que os tornaram indefensáveis por terem cedido tudo às elites e não atendido às reivindicações do povo, sobretudo do povo do campo. Reforma Agrária e reconhecimento dos territórios quilombolas e das Terras Indígenas não tiveram qualquer prioridade nas pautas destes governos. 

Apesar disso, reafirmando o que a CPT expressou em Nota do dia 05 de abril, na qual qualificou o governo Dilma de ‘desastroso’, neste momento, diante do quadro político nacional, sustenta que o processo de impedimento é um atentado à ordem democrática. E é inqualificável pelo fato de ser julgada sem que sobre ela pese qualquer acusação de crime ou de enriquecimento ilícito, ou de malversação de recursos públicos.

Ao lado dos movimentos populares do campo e da cidade, a CPT tem certeza que esta mudança será um golpe fatal nos direitos duramente conquistados e inscritos na Constituição Federal, sobretudo pelos indígenas, quilombolas e as demais categorias de camponeses. E reafirma a necessidade urgente de uma profunda reforma política que garanta mecanismos de maior participação popular nos destinos da nação.

Senhores e senhoras senadores e senadoras, a dignidade do povo brasileiro, tão vilipendiada pela votação na Câmara dos Deputados, precisa ser resgatada para que os direitos dos mais frágeis de nosso País sejam resguardados, garantidos e para não sermos taxados como uma ‘república de bananas’. Ainda mais, como os senhores e as senhoras responderão à história pela substituição de uma pessoa honesta, como dizem muitos até da oposição, por figuras claramente involucradas em denúncias e em casos de corrupção?

Aqueles e aquelas que têm uma rica biografia de compromissos com os movimentos populares e de históricos lutadores contra o golpe militar e a ditadura, não a queiram macular com a pecha de cúmplices e promotores de um golpe à democracia. A CPT insiste no cumprimento das regras do jogo democrático.

Luziânia, 28 de abril de 2016.

Os/as participantes da Assembleia Nacional da CPT

MANIFESTO CONTRA RETROCESSO NO LICENCIAMENTO AMBIENTAL

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Os representantes das entidades ambientalistas retiraram-se do Grupo de Trabalho do CONAMA que está discutindo a revisão das normas e procedimentos para o licenciamento ambiental brasileiro, em veemente protesto contra a manipulação do governo e interesses econômicos para fragilizar o licenciamento ambiental.

Diante disso, qualquer tentativa de uso de ong’s ambientalistas pelo Governo para legitimar esse processo eivado de vícios de procedimento e inconstitucionalidades, deverá ser repudiado pelo movimento socioambiental brasileiro.

NÃO VAMOS PERMITIR QUE O INSTRUMENTO MAIS IMPORTANTE DA POLÍTICA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE SEJA FRAGILIZADO.

Assine embaixo, subscreva o Manifesto, cujo teor segue abaixo. Envie email para proam@proam.org.br, com o título Apoio o Manifesto! 
MANIFESTO PELA ÉTICA, QUALIDADE TÉCNICA E PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO LICENCIAMENTO AMBIENTAL BRASILEIRO

Os representantes da bancada ambientalista no CONAMA, membros do Grupo de Trabalho que trata da Proposta de Resolução que dispõe sobre Critérios e Diretrizes para o Licenciamento Ambiental, deliberaram pelo presente Manifesto visando consignar sua posição diante do processo CONAMA n° 02000.001845/2015-32:

Considerando que o referido processo proposto pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente – ABEMA foi instalado de forma açodada no CONAMA, com convocação de reunião extraordinária da Câmara Técnica de Controle Ambiental (CTCA) no período de festas de final de ano em 2015;

Considerando que a CTCA deliberou pela formação de um Grupo de Trabalho que foi instalado no início de janeiro de 2016, para um período de trabalho exíguo de 60 dias, quando o Regimento Interno do Conselho possibilita o prazo de até um ano, renovável, e foi instalado exatamente no período das férias de verão, época inapropriada em função de baixa possibilidade de articulação institucional;

Considerando a apresentação pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, de um cronograma exíguo para a boa execução dos trabalhos, em se tratando de matéria de alta complexidade técnica e jurídica e que representa uma das ferramentas mais importantes para a consecução dos princípios estabelecidos na Lei 6.938/1981 (Lei da Política Nacional do Meio Ambiente), especialmente do princípio da participação social;

Considerando que foi estabelecido um prazo insuficiente para contribuições internas, desconsiderando-se a imprescindível necessidade de nivelamento das informações, de tempo para consulta às entidades ambientalistas, aos pesquisadores e acadêmicos que atuam na área, aos técnicos dos diversos setores e segmentos sociais, aos movimentos sociais em geral no Brasil, país que apresenta grande diversidade cultural e dimensões continentais;

Considerando que, até a presente data, apesar de solicitado, não foi apresentado um estudo que permitisse traçar um paralelo comparativo entre as atuais resoluções CONAMA em vigor e a proposta em discussão, resultando num processo em que não está garantido o princípio do não retrocesso ambiental, já sendo perceptíveis impactos negativos sobre a jurisprudência conquistada decorrente das resoluções 001/86 e 237/97 – e que a minuta proposta pretende revogar;

Considerando que até o presente momento também não foi apresentado Anexo com classificação de tipologia e porte dos empreendimentos, o que é basilar para definir a

classificação das modalidades e que tem a ver com todo o teor de mérito do projeto em questão;

Considerando que a condução dos trabalhos pelo MMA tem sido direcionada de forma a ignorar apelos da sociedade civil por um processo democrático, com participação social eficiente, eficaz e verdadeiramente transparente;

Considerando a forma insuficiente e democraticamente limitada utilizada para a consulta eletrônica, resumida ao período de feriados carnavalescos, assim como a intransigência do MMA e da ABEMA na definição dos locais da Consulta Pública que possibilitassem maior inserção e participação da sociedade civil, conforme proposto pelos representantes da bancada ambientalista na CTCA;

Considerando que tais fatos vêm gerando um clima de insegurança e um estado de clamor público no seio do movimento socioambiental – e de outros setores representativos da sociedade brasileira, especialmente entre estudiosos e pesquisadores que se dedicam ao tema da gestão ambiental;

Considerando que, durante o processo, em que pese a intenção de excessiva discricionariedade concedida aos Estados na elaboração de quesitos e modelos aplicáveis ao licenciamento, sequer cogitou-se avaliar a viabilidade de gestão do SISNAMA, à exemplo de capacitação técnica e meios operacionais, elementos sem os quais a viabilidade do licenciamento para sua implementação e para as atividades de fiscalização estará comprometida;

Considerando a limitação da abordagem proposta, que não contempla a conjuntura atual do período civilizatório/Antropoceno, assim como a frágil, simplista e questionável metodologia para classificação e avaliação de impactos, que não tangencia questões basilares como perceber a realidade e criar salvaguardas diante da perda de capacidade de suporte, da incidência de efeitos sinérgicos e da cumulatividade dos impactos ambientais;

Considerando a forma limitada como está sendo abordada a participação social, elemento basilar para a construção de um sistema de gestão ambiental participativo;

Considerando a falta de consulta antecipada a organismos representativos com atuação em território nacional como a FUNAI, o IPHAM, o CNRH, entre outros;

Por fim, considerando os últimos acontecimentos na 10ª reunião ordinária da CTCA, que a princípio sinalizou aparente espírito de dialogo por parte da ABEMA e do MMA, mas que resultou em: prazos exíguos e insuficientes para a boa execução dos trabalhos de prorrogação do GT; construção de aparentes consensos para apresentação à sociedade nas

consultas públicas, uma vez que o setor ambientalista tem sistematicamente questionado o conjunto da obra; a negativa de consultas públicas em estados onde problemas ambientais são mais graves em escala, nível de desconformidades e recentes impactos, como nas regiões do Estado do Pará, São Paulo, assim como em Minas Gerais, denotando direcionamento sem justificativas por critérios aceitáveis; a demonstração de condução dos trabalhos em articulação política voltada a interesses contrários à prática eficaz da avaliação ambiental, fato que aponta desde já para uma finalização com resultados contrários aos interesses maiores da sociedade e do meio ambiente; a inaceitável subjetividade e superficialidade, já que o documento a ser encaminhado para as consultas públicas não apresenta, até o momento, os anexos com tipologias que determinariam os tipos de atividades licenciáveis e quais procedimentos lhes seriam aplicados, tema que por si só demandaria consultas regionais e forte debate e aporte de conhecimento científico.

Pelo conjunto da obra, pelo desequilíbrio de forças pró-sociedade e pró-sustentabilidade diante da demonstração de interesses econômicos imediatistas, concluímos que não há condições mínimas para manter diálogo democrático dentro do Grupo de Trabalho, diante de um processo comprovadamente açodado, com metodologia questionável, cujos resultados apontam para um inaceitável retrocesso ambiental.

Assim sendo, a bancada ambientalista, através dos representantes das ong’s do CNEA que compõem o CONAMA, e por decisão com manifestação das bases, deliberam se retirar como veemente protesto do Grupo de Trabalho que discute a resolução sobre os Critérios Gerais para Licenciamento Ambiental, vindo a público denunciar as distorções que vem ocorrendo, com vistas ao restabelecimento pelo Conama da prática dos princípios democráticos basilares, assim como valores e o espírito norteador impressos na Lei da Política Nacional do Meio Ambiente.

Dessa forma, requeremos:

1. A revisão conceitual da proposta, na perspectiva de atendimento aos princípios estabelecidos na Lei 6.938/81 (Lei da Política Nacional do Meio Ambiente) e da atual conjuntura da intensificação dos impactos pela ação humana (Antropoceno);

2. Apresentação de um Estudo de Viabilidade de Gestão por parte dos órgãos integrantes do SISNAMA e de comprovação da sua capacitação técnica e viabilidade operacional para proceder com eficiência às demandas atuais de licenciamento e fiscalização;

3. Realização prioritária de um Encontro Nacional de Colegiados Ambientais, como mecanismo de integração e fortalecimento do SISNAMA, precedido da elaboração da Agenda Nacional do Meio Ambiente e da Avaliação da Política Ambiental do país, no âmbito do CONAMA, conforme estabelece o art. 28 do seu Regimento Interno.

4. Realização de Audiências Públicas em cada Estado da Federação, atendendo aos princípios do direito à informação e da participação social, acrescida de nova Consulta Pública eletrônica, apoiando a efetiva mobilização da sociedade civil, da Academia e do Ministério Público, assim como de outros atores que possam contribuir neste processo, em especial para contemplar de forma adequada a defesa dos interesses difusos.

Brasília, 11 de abril de 2016.

Fidelis Paixão – Argonautas (Membro da CTCA)
Marcus Vinicius Polignano – Instituto Guaicuy (Membro da CTCA)
Boisbaudran Imperiano – Sociedade Nordestina de Ecologia
Bruno Manzolillo – FBCN
Carlos Alberto Hailer Bocuhy – SODEMAP
Lisiane Becker – Mira-Serra
Tadêu Santos – Sócios da Natureza

AS ENTIDADES ABAIXO SUBSCREVEM O MANIFESTO EM APOIO:
*atualizada até 16 de abril de 2016:

ABRAMPA – Associação Brasileira de Membros do Ministério Público do Meio Ambiente – Belo Horizonte (MG)
ACAPRENA – Associação Catarinense de Preservação da Natureza (SC)
Ação Ecológica Guaporé – Ecoporé – Porto Velho (RO)
ADDAF- Associação de Defesa e Desenvolvimento Ambiental de Ferros (MG)
ADESNOR – Agência de Desenvolvimento Sustentável do Noroeste de Minas – Paracatu (MG)
AFES – Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade (MG)
AGAPAN – Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (RS)
AMAPIRA (Associação dos Amigos da Cidadania e do Meio Ambiente de
Piracicaba (SP)
AMJS-Associação de Moradores do Jardinm da Saúde – São Paulo (SP)
APOENA – Associação em Defesa do Rio Paraná (SP)
APREC Ecossistemas Costeiros (RJ)
Argonautas Ambientalistas da Amazônia (PA)
Articulação Antinuclear Brasileira – Brasil
Associação Alternativa Terrazul (CE)
Associação Amigos de Iracambi (MG)
Associação Cultural Caminho de Vida – ComVida (PA)
Associação Cunhambebe da Ilha Anchieta – Ubatuba (SP)
Associação Lixo e Cidadania de Divinopolis (MG)
Associação para Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro–Angá (MG)
Associação de Promoção Social e Meio Ambiente da Bacia do Rio da Prata – João Pinheiro (MG)
Associação Ecophalt – Praia Grande (SP)
Associação Ibióca – Embu das Artes (SP)
Associação Mar Brasil (PR)
Associação Mico-Leão-Dourado (RJ)
Associação Mineira de Defesa do Ambiente – AMDA (MG)
Associação Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania (BA)
Associação Park Way Residencial – São Paulo (SP)
Bolsa Amazônia (PA)
Campanha “Billings, Eu te quero Viva” (SP)
Centro de Estudos Ambientais – CEA (RS)
Centro Franciscano de Defesa de Direitos (MG)
Cidade Verde (DF)
Cineclube Socioambiental “Em Prol da Vida” (SP)
COATI – Centro de Orientação Ambiental Terra Integrada de Jundiaí (SP)
Coletivo de Entidades Ambientalistas do Estado de São Paulo (SP)
Coletivo Educador de Farroupilha (RS)
Coletivo Educador de Taquara (RS)
Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul – CJ (RS)
Coletivo Projeto SustentABC (SP)
Comissão Solidaria dos Servidores Públicos e da Sociedade e Grupo Metropolitano do Programa Agenda 21- São Paulo (SP)
Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica – RBMA (SP)
DHEMA – Direitos Humanos e Meio Ambiente – São Paulo (SP)
ECOPHALT – Praia Grande (SP)
Espaço de Formação, Assessoria e Documentação – São Paulo (SP)
CPT Nacional (MG)
Crescente Fértil – Resende (RJ)
Faculdade de Educação – FAED- Universidade de Passo Fundo – UPF (RS)
Fórum de ONGs Ambientalistas do Distrito Federal – Brasília (DF)
Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social (GO)
Fundação Brasileira para Conservação da Natureza – FBCN (RJ)
Fundação Pró Defesa Ambiental (MG)
Fórum Nacional da Sociedade Civil em Comitês de Bacia (FONASC) na Regional Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (MG)
Gambá (BA)
Grupo de Estudos Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (GEDMMA/UFMA) (MA)
Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Ambiental, Diversidade e Sustentabilidade (GEPEADS/UFRRJ) (RJ)
Grupo de Pesquisa e Ação Direitos de Gaia e Desenvolvimento Ambiental na Amazônia – UFPA (PA)
Grupo de Pesquisa Educação, Estudos Ambientais e Sociedade – (GEEAS/UNIVALI) (SC)
GPME – Grupo de Preservação dos Mananciais do Eldorado – Diadema (SP)
Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais – Gesta – UFMG (MG)
Grupo Ecológico Humanista PAPAMEL – Propágulos Prum Ambiente
Ecologicamente Legal – (BA)
Grupo Maricá – Viamão (RS)
Grupo Pau-Campeche – Florianópolis – (SC)
H2O Amazônia Ambiental (RO)
IDEIA – Instituto de Defesa, Estudo e Integração Ambiental – Valença (BA)
Iniciativa Verde (SP)
Instituto Amazônia – Manaus (AM)
Instituto Ambiental Vidágua – Bauru (SP)
Instituto de Defesa Ambiental – IDA – Brasília (DF)
Instituto Gaia Guria (RS)
Instituto Gondwana – São Sebastião (SP)
Instituto Guaicuy (MG)
Instituto Hóu para a Cidadania (MG)
Instituto Mira-Serra (RS)
Instituto Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente – IPEVS – Cornélio Procópio (PR)
Instituto SOS Rio das Contas (BA)
Instituto Teko Porã Amazônia (PA)
IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas (SP)
Kanindé – Associação de Defesa Etnoambiental (RO)
Laboratório de Estudos de Riscos e Desastres – UDESC Florianópolis (SC)
Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais (PR)
Movimento Defenda São Paulo – MDSP – São Paulo (SP)
MDGV – Movimento em Defesa da Granja Viana – Cotia (SP)
MDPS – Movimento de Defesa de Porto Seguro (BA)
Movimento Ficha Verde (AM)
Movimento Garça Vermelha – Mogave – São Paulo (SP)
Movibelo – Movimento em Defesa do Campo Belo – São Paulo (SP)
Movieco – São Paulo (SP)
Movimento Resgate Cambui – Campinas (SP)
Movimento pela Preservação da Serra do Gandarela–Belo Horizonte (MG)
Movimento pelas Serras e Águas de Minas – MovSAM (MG)
Movimento Verde de Paracatu – Paracatu (MG)
Movimento Pró Rio Todos os Santos e Mucuri – Teófilo Otoni (MG)
Núcleo Sócio Ambiental
Oca – Laboratório de Educação e Política Ambiental / ESALQ/USP (SP)
ONG Abrace a Serra (MG)
Organização Bio-Bras – (SP)
Ponto Terra – Belo Horizonte (MG)
Projeto Manuelzão – UFMG (MG)
PROAM – Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (SP)
Reaja- Rede de Articulação e Justiça Ambiental dos Atingidos do Projeto Minas Rio (MG)
Rede Educafro Minas (MG)
Rede Pantanal de ONGs e Movimentos Sociais – Campo Grande (MS)
Rede Paraense de Educação Ambiental (PA)
Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental – REASul Rede Temática
Materiais de EA – REMATEA
SASP-Sociedade dos Amigos de Sete Praias – São Paulo (SP)
Sociedade Amigos da Lagoa do Santa Rosa e Ambiente – Piracicaba (SP)
Sociedade Brasileira de Espeleologia – SBE (SP)
Serviço Franciscano de Justiça, Paz e Integridade da Criação (MG)
Serviço de Tecnologia Alternativa – SERTA (PE)
Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS (PR)
Sociedade Ecológica de Santa Branca – SESBRA (SP)
Sociedade Nordestina de Ecologia – SNE (PE)
Sociedade para Defesa do Meio Ambiente de Piracicaba – SODEMAP (SP)
Sócios da Natureza (SC)
SOS Amazônia (AC)
Teko Porã Amazônia (PA)
Unicon – Associação Unidos por Conceição Mato Dentro (MG)

Hipertensão: previna-se!

hipertenso

Você sabia que a má alimentação, obesidade, estresse, consumo de bebidas alcoólicas e excesso de sal podem contribuir para o desenvolvimento da hipertensão? Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 30 milhões de brasileiros sofrem da doença e ela é um dos principais fatores para a ocorrência de AVC (Acidente Vascular Cerebral), enfarte, aneurisma arterial, insuficiência renal e cardíaca.

Com o objetivo de conscientizar e informar a população sobre o assunto, a Hortifruti realiza há mais de cinco anos ações durante o mês de abril, quando é comemorado o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hipertensão Arterial (26/04). Neste período, as lojas da rede promovem degustações de receitas especiais, distribuem cartazes informativos e dão dicas de alimentos que são aliados no combate à doença como alcachofra, laranja, linhaça, canela, abacate, peixes, morango, semente de abóbora, melancia e azeite de oliva.

Para quem quer se prevenir, as nutricionistas da Hortifruti listam importantes recomendações e ainda dão a dica de uma receita de sal de ervas, com mais sabor e menos sódio. Confira abaixo:

– Fazer atividade física, de intensidade baixa a moderada, com duração de 30 a 45 min, em pelo menos quatro dias da semana;

– Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas;

– Consumir pelo menos 800 mg de cálcio por dia – o nutriente está presente em leite e derivados;

– Restringir o consumo de sal para 6g/dia (corresponde a 2400mg de sódio/dia), por meio da diminuição do consumo de alimentos como: embutidos, batata chips, pickles, bolachas cream cracker, shoyo, sucos e sopas e caldos (legumes, galinha ou carne) artificiais;

– Alterar as receitas do dia a dia eliminando ou reduzindo a quantidade de sal;

– Realçar o sabor das receitas utilizando-se de ervas e especiarias, suco de limão, vinagre ou vinho;

– Preferir as carnes grelhadas ou assadas; evitar as milanesas, churrascos ou carnes com molhos e frituras;

– Evitar Fast Food, que é frequentemente rico em sódio.

 

No supermercado:

– Ler os rótulos com cuidado;

– Os vegetais enlatados são ricos em sódio porque o sal é adicionado durante o processamento para conservação, evitar e preferir os frescos;

– Evitar preparações instantâneas, congeladas ou enlatadas;

– Adicionar aos pratos ervas e especiarias exóticas, para aprimorar o sabor e diminuir no sal. Manjericão, tomilho, coentro, salsa, cominho, sálvia, alecrim são alguns exemplos (receita abaixo).

 

 

RECEITA SAL DE ERVAS:

Ingredientes:

1 colher de sopa de alecrim
1 colher de sopa de salsinha, alho e cebola desidratados
1 colher de sopa de manjericão
1 colher de sopa de orégano
1/2 xícara de sal rosa

Modo de preparo:
Adicione todos os ingredientes no liquidificador ou mixer e bata até que fiquem misturados e mais finos.
Conserve em um recipiente de vidro tampado.
Validade: 3 semanas.

 

Sem bônus, sem água e com aumento de tarifa

* por Edson Aparecido da Silva

A população do Estado de São Paulo foi surpreendida recentemente com a notícia de um aumento na conta d’água de 8,45% a partir do mês de maio, calculado com base na variação do IPCA no período de março de 2015 a março de 2016 que foi de 9,37%, descontando um fator chamado “fator de eficiência” de 0,94%, chega-se ao reajuste.

É importante lembrar que aumento ocorre menos de um ano depois do aumento anterior, de 15,24%, aplicado em junho do ano passado. Esse percentual não considerou apenas a variação do IPCA, mas também um aumento extra em razão das perdas de caixa que a Sabesp alegou sofrer em razão da crise hídrica.

O aumento vem logo depois do anuncio do fim do bônus e da tarifa de contingência (multa). O bônus havia sido instituído pela primeira vez em 3 de fevereiro de 2014 apenas para os bairros de São Paulo e municípios da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) abastecidos pelo Sistema Cantareira. Em março do mesmo ano foi estendido para toda RMSP em razão do agravamento da crise. Em 7 de janeiro de 2015 a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo – ARSESP edita nova deliberação que garantiam o beneficio até 31 de dezembro de 2015. Em 23 de dezembro de 2015, publicou deliberação estendendo as medidas até 31 de dezembro de 2016, sendo que no caso do bônus colocava novas regras que dificultavam para os usuários a manutenção do beneficio, na pratica teriam que reduzir o consumo de água em cerca de 20% além do que já vinham economizando. Porém, logo depois, em abril de 2016, resolve acabar com o bônus apresentando como justificativa o fato de que os “meses de janeiro, fevereiro e março foram extremamente positivos sob o ponto de vista hidrológico o que permite concluir sobre a maior previsibilidade” quanto a situação hídrica.

A tarifa de contingência foi implantada em janeiro de 2015 e punia o usuário cujo consumo mensal ultrapasse a média apurada, no período de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014 em 40% de acréscimo sobre o valor da tarifa, aplicável à parte do consumo de água encanada que excedesse até 20% da média, ou 100% de acréscimo sobre o valor da tarifa, aplicável à parte do consumo de água encanada que excedesse a mais de 20% da média. Essa medida foi muito criticada pelos órgãos de defesa do consumidor. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), defendia que a multa era abusiva porque contrariava o Código de Defesa do Consumidor) com base no art. 39:

“É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (…) inciso X – elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços”. Neste caso, não está caracterizada a “justa causa”, já que as medidas necessárias para evitar tal situação não foram tomadas pelo governo.

Ocorre que essas medidas tiveram um impacto importante na gestão da água na RMSP. Em audiência pública promovida pela ARSESP em abril do ano passado a Sabesp mostrou que adesão ao programa de redução de consumo variou 76% em agosto de 2014 a 82% em março de 2015, significando uma redução de 6,2 m³/s (6.200 litros de água por segundo). Isso é igual a produção de água que terá o Sistema São Lourenço qu vai reforçar o abastecimento de água na RMSP e que vai custar alguns bilhões de reais.

Também vale destacar que apesar da crise a Sabesp continuou garantindo boas receitas e grandes lucros cujos dividendos foram repassados aos seus acionistas na Bolsa de Valores de São Paulo e Nova Iorque. (Veja quadro – Fonte: Relatório de Administração da Sabesp – Balanço 2015).

O que podemos observar é que o Governo do Estado e a Sabesp ao adotar essas medidas: fim do bônus e da tarifa de contingência antes do prazo previsto inicialmente, mais o aumento da tarifa, pretende sinalizar ao mercado sua intensão em recuperar as receitas, com isso retomar os patamares de lucro de 2012 e 2013  e voltar a garantir polpudos dividendos aos acionistas.

A crise da água esta longe de terminar, a população, sobretudo a que vive na periferia das cidades continuam sofrendo com a falta d’agua mas o Governador garante que a crise acabou, ou seja, continua agindo da forma que agiu durante toda a crise nos anos de 2014 e 2015, mentindo para população, restringindo os espaços de participação e tratando a água como qualquer outro produto que vende nas prateleiras, como uma mercadoria qualquer, onde o que importa e a remuneração do produto custe o que custar.

Por isso mesmo é preciso dar inicio a campanha da “SABESP 100 pública” onde a água e o saneamento sejam tratados e garantidos como um direito.

*Edson Aparecido da Silva é membro do Coletivo de Luta pela Água e coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental

http://www.mabnacional.org.br/noticia/sem-b-nus-sem-gua-e-com-aumento-tarifa

 

Livros para conhecer povos e culturas indígenas

 da Pluricom

Estimativas apontam que a população indígena brasileira poderia ser de até 10 milhões de habitantes quando os portugueses chegaram no país. A Fundação Nacional do Índio (Funai) calcula que cerca de 1.300 línguas eram faladas pelas muitas sociedades que povoavam o Brasil. Atualmente, porém, esse panorama é bem diferente. Muitos povos foram completamente dizimados.

 

Para refletir sobre a questão, por ocasião do Dia do Índio, celebrado em 19 de abril, a Editora Unesp resgata títulos que compõem um quadro da realidade indígena brasileira, abordando a temática sob diferentes pontos de vista. Confira a seleção:

Autor: Oscar Calavia Sáez | 480 páginas | R$ 74,00

O nome e o tempo dos Yaminawa

A obra conta a história de um pequeno grupo humano, composta a partir de uma documentação secundária e pouco expressiva somada a relatos locais. O livro busca a visão que os herdeiros deste grupo têm dessa história, e ainda o papel que essa visão exerce na vida social – um ser, um ver e um fazer entretecidos.

 

 

O caminhar sob a luz

O caminhar sob a luz: território Mbya à beira do oceano

Autora: Maria Ines Ladeira | 200 páginas | R$ 46,00

O objetivo da publicação é discorrer sobre a ocupação Guarani Mbya no litoral do Brasil e adjacências, com base na importância social e religiosa que este complexo territorial representa. Além disso, apresenta informações sobre o grupo indígena, como classificação, localização e situação das aldeias, a partir das fontes históricas e de dados sobre as migrações recentes.

 

Caminhos da identidade: ensaios sobre etnicidade e multiculturalismo

Autor: Roberto Cardoso de Oliveira | 256 páginas | R$ 52,00

Caminhos da identidade

Livro que apresenta uma reunião de textos que adicionam novos temas a questões tradicionalmente abordadas, ao longo de mais de quatro décadas, por Roberto Cardoso de Oliveira. Na obra é tratada a temática da identidade étnica, a sua relação com os fenômenos culturais e com o mundo moral.

 

A luta indígena no coração do Brasil

A luta indígena no coração do Brasil

Autor: Seth Garfield | 416 páginas | R$ 72,00

O autor Seth Garfield coloca os xavante no foco dos embates políticos e disputas ideológicas que atravessaram o período entre o Estado Novo a Constituição de 1988. O livro enfoca a luta desses índios que clamam pelo direito de possuir a terra e de permanecer xavante.

Filhos da cobra de pedra

Autor: Aloisio Cabalzar | 368 páginas | R$ 62,00

Filhos da cobra de pedraOs Tuyuka fazem parte de um extenso sistema social situado no noroeste da Amazônia. Falantes de uma das línguas Tukano Orientais, convivem aí com seus parentes e aliados, com outros povos de origem Aruak e Maku e, mais recentemente, com brasileiros e colombianos – porque estão habitando nessa fronteira. Este livro trata das relações dos Tuyuka entre si e com os outros. De suas origens na Cobra Canoa, as malocas nas quais foram se transformando, seus nomes e cerimônias, os rios que percorreram e nos quais continuam navegando – essa etnografia percorreu alguns desses caminhos e seus sentidos.

 

Políticas culturais e povos indígenas

Políticas culturais e povos indígenas

Organizadores: Pedro de Niemeyer Cesarino e Manuela Carneiro da Cunha | Selo Cultura Acadêmica| 517 páginas | R$ 69,00

Os 19 ensaios que compõem esta obra, ganhadora do Prêmio Jabuti 2015, procuram distinguir e debater as políticas culturais feitas para os índios, as feitas pelos índios e aquelas que de alguma maneira os envolvem. Os textos observam não apenas tais políticas, mas também seus pontos de cruzamento e seus efeitos conjugados, levando em conta a grande diversidade dos povos indígenas  do Brasil.

 

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