Day: 24 de maio de 2016

Livro destaca biodiversidade em paisagens agrícolas do Sudeste

Obra com download gratuito aborda aspectos biológicos e humanos relativos à conservação da biodiversidade em paisagens alteradas pela agricultura

Obra com download gratuito aborda aspectos biológicos e humanos relativos à conservação da biodiversidade em paisagens alteradas pela agricultura

Diego Freire  |  Agência FAPESP – Com uma economia fortemente baseada na cana-de-açúcar, em plantações de eucalipto e na pecuária, o Estado de São Paulo tem paisagens naturais continuamente transformadas pelo uso intenso do solo, o que altera também o hábitat natural de diversas espécies nativas.

O papel da ciência no equilíbrio dessa relação é abordado em Biodiversity in Agricultural Landscapes of Southeastern Brazil, publicado pela editora alemã De Gruyter. O livro reúne textos de pesquisadores de diversas instituições, que abordam as dimensões humanas e biológicas relativas à conservação da biodiversidade em paisagens alteradas do Sudeste do Brasil, contemplando fauna e flora.

“O que antes era visto como um conflito, a relação entre produção e conservação, hoje se apresenta como uma interdependência. Mas, para que essa relação ocorra de maneira equilibrada, é preciso conhecer em profundidade a biodiversidade dessas paisagens agrícolas, contribuindo para o desenvolvimento da agricultura e também para a conservação das espécies”, disse Luciano Martins Verdade, professor do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP) e membro da coordenação do programa BIOTA-FAPESP.

Verdade, que é um dos editores do livro, conta que muito do conhecimento apresentado na obra é derivado das pesquisas realizadas no âmbito do BIOTA, cujo objetivo é conhecer, mapear e analisar a biodiversidade do Estado de São Paulo, incluindo a fauna, a flora e os microrganismos, avaliando as possibilidades de exploração sustentável de plantas ou de animais com potencial econômico e subsidiando a formulação de políticas de conservação.

“Graças ao conhecimento acumulado ao longo de inúmeras dessas pesquisas foi possível apresentar uma revisão histórica dos processos que mudaram a paisagem no Estado de São Paulo e que seguem provocando importantes transformações”, disse.

A partir desse panorama, os autores discutem, já no primeiro capítulo, os principais elementos que caracterizam uma área bem preservada, tratando dos diferentes tipos de pressão que os hábitats sofrem e dos processos ecológicos resultantes delas, além do papel das populações locais em iniciativas de conservação. São abordados a história da agricultura no estado, os impactos agrícolas na vida selvagem e perspectivas para o futuro do setor, entre outros temas.

Nos capítulos seguintes é travada uma discussão sobre a atenção dada por pesquisadores às influências da atividade humana sobre as espécies selvagens e seus hábitats, como os impactos da construção de estradas.

“A maioria dos biomas tem sido intensamente modificada, mas alguns ainda são capazes de preservar uma biodiversidade considerável. O caminho para um equilíbrio não deve se restringir à biologia, mas também contemplar todas as dimensões humanas envolvidas para que se possa alcançar o ideal de conservação da biodiversidade em paisagens agrícolas”, disse Verdade.

Também é abordada a biodiversidade para além das plantas e dos animais, contemplando os microrganismos do solo. O capítulo 5, por exemplo, trata dos mecanismos de avaliação da diversidade e da estrutura das comunidades microbianas do solo por meio de ferramentas moleculares.

Também são apresentadas tecnologias de sequenciamento, técnicas biogeoquímicas para avaliação da qualidade da fertilidade do solo e aspectos relacionados à biomassa microbiana.

Os autores apresentam ainda estudos de caso sobre a relação entre a diversidade de aves e o uso da terra em paisagens agrícolas, os padrões alimentares de macacos bugios em uma floresta urbana, a geometria de determinadas paisagens e os padrões de queda de folhas em uma região do Sudeste brasileiro.

O livro está disponível na íntegra, em acesso aberto e para download gratuito, no site da editora. Também é possível comprar exemplares impressos.

Biodiversity in Agricultural Landscapes of Southeastern Brazil
Editores: Carla Gheler-Costa, Maria Carolina Lyra-Jorge e Luciano Martins Verdade
Lançamento: 2016
Preço: US$ 224 (acesso aberto on-line)
Páginas: 342
Mais informações: De Gruyter

Abertas inscrições para atividades do “Bicicultura 2016”

bicicletada

Encontro nacional de mobilidade por bicicleta e ciclo ativismo acontece de 26 a 29 de maio em São Paulo

Entre quinta-feira (26/05) e domingo (29/05), São Paulo será sede em 2016 do maior encontro nacional de mobilidade por bicicleta e ciclo ativismo: o Bicicultura. O evento, realizado pela União de Ciclistas do Brasil (UCB), com organização de Ciclocidade e apoio da Prefeitura de São Paulo, busca divulgar, debater e fomentar a cultura da bicicleta em todas as suas vertentes: cultural, social, política, artística, econômica e ambiental.

O “Bicicultura 2016” contarpoliticaspublicasImagem1-300x204á com uma programação de palestras e oficinas, concentradas na região central da cidade. A área externa estará aberta ao público presente, que poderá testar bicicletas, conhecer novidades do mercado para os ciclistas e participar de feiras de trocas, além usufruir de uma área de alimentação.

Concentrada no entorno do Teatro Municipal, a programação interna contará com palestras e oficinas na Galeria Olido e na Praça das Artes, além de uma “bicicletada” e de Visitas Técnicas com a Companhia de Engenharia de Trafego (CET). Para esta atividade, a CET preparou três roteiros diferentes, um por dia, sempre das 16h00 às 17h30: na quinta (26), Roteiro Centro-Minhocão; na sexta (27), Roteiro Avenida Paulista; e no sábado (28),  Roteiro Esportes. A equipe do Departamento Cicloviário da CET comandará as ações, abordando, entre outros temas, os custos envolvidos com cada implantação, a complexidade das intervenções, os projetos, modelos de implantação e outras informações.

Ainda com parte da programação, na Sala Itaú de Cinema ocorre a  1ª Mostra de Vídeos do Bicicultura, com o tema “Que elo te move?”. Os vídeos se encaixam nas categorias Cicloativismo, Cultura Bici, Horizontes e Documentários, com duração máxima de 10 minutos (exceto documentários). A mostra tem caráter competitivo e distribuirá premiações de R$ 1,5 mil e uma bicicleta adulta para o vídeo eleito como melhor por uma comissão julgadora e para o vídeo que obtiver o maior número de votos do público.

Toda a roteiro é gratuito, mas por haver limitação no número de vagas, a participação nas atividades internas está condicionada à uma pré-inscrição, que pode ser realizada no site http://bicicultura.org.br/, preenchendo os formulários daquelas de seu interesse.

O “Bicicultura 2016” é um evento organizado pela sociedade civil e deve funcionar como um espaço para o convívio, o compartilhamento de conhecimento e a formação de alianças entre ciclistas, cicloativistas, entusiastas e todos os interessados na democratização urbana, na sustentabilidade ambiental e na qualidade de vida que o uso da bicicleta proporciona. A programação tem entre seus princípios o direito à cidade, a equidade de gênero e social, o ambientalismo e os direitos humanos.

Serviço:

Bicicultura 2016

De 26 a 29 de maio

Região central de São Paulo

http://bicicultura.org.br/

www.facebook.com/bicicultura.brasil

www.twitter.com/biciculturabr

www.instagram.com/biciculturabr

Desafio na educação de crianças surdas é tema do programa Manheee desta terça-feira (24)

Desafio na educação de crianças surdas é tema do programa Manheee desta terça-feira (24)

Desafio na educação de crianças surdas é tema do programa Manheee desta terça-feira (24)

Programa também foi gravado em vídeo e todo o conteúdo foi traduzido para a Língua Brasileira de Sinais

 

Amanhã, dia 24 de maio, às 11 horas, será exibido o programa da Rádio UFSCar Manheee, que aborda o tema “O desafio na educação de crianças surdas”. E para que as pessoas surdas possam acompanhar o debate, o programa foi gravado também em vídeo e todo o conteúdo foi traduzido para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). O vídeo será disponibilizado no Facebook do programa, www.facebook.com/programamanheee, no mesmo horário da exibição na emissora, às 11 horas.
Foram entrevistadas nesta edição do Manheee as professoras do Departamento de Psicologia (DPsi) da UFSCar Cristina Broglia Feitosa de Lacerda, Mariana de Lima Isaac Leandro Campos, surda de nascença, e Vanessa Regina de Oliveira Martins. A tradução do conteúdo para Libras foi feita pelas intérpretes Sarah Lís e Joyce Cristina Souza, da UFSCar e do curso de graduação em Tradução e Interpretação em Libras/Língua Portuguesa da Universidade.
O programa tem locução das jornalistas da UFSCar Mari Ignatios e Agnes Arato, e é produzido pela Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) em parceria com a Rádio UFSCar. Acompanhe o Manheee na frequência 95,3 FM ou pelo site da Rádio,www.radio.ufscar.br. As edições anteriores do programa podem ser acessadas em www.ccs.ufscar.br/manheee.

anexos: