Mês: julho 2016

28 de julho, dia do agricultor

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Programa de Aquisição de Alimentos movimenta economia de Porto Walter (Foto: Leônidas Badaró/SecomAcre). Foi em 28 de julho de 1960 que o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira instituiu o DIA DO AGRICULTOR, durante a comemoração do centenário do Ministério da Agricultura.

Eleições e dor de cotovelo

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Por Gilberto da Silva

 

Toda eleição é a mesma ladainha. O Zé Esquerda acusa o Zé Meio Esquerda de falta de união e vai logo arrotando: tem que unir o pão como o fermento para dar o alimento! Juntos somos fortes, na eleição e na direção: “tamu juntos…”  Todos se julgam vítimas das conspirações, mas no primeiro beijo logo esquecem das desavenças.

Toda eleição é sempre a mesma coisa. A Maria Direita roga praga na Dircinha Coxinha que diz que com aquela camisola amarela não sai mais nas manifestações. Temos que unir nosso amarelo para combater os vermelhos!!!! Maria arrogante, Dircinha ignorante. Doces lembranças de Nelson Rodrigues!

 

Millor escreveu certa vez:

Político é um sujeito que convence todo mundo a fazer uma coisa da qual ele não tem a menor convicção.

 

Mas acredito que Millor não estava totalmente certo pois o político tem a total convicção do que está fazendo.

Uns fedem, outros cheiram, outros inodoros.

É na eleição que a traição sai da cama e vai para a urna. Eleições, Ilusões, assim dirão alguns.

É na eleição que a inveja mostra seu verdadeiro vestido: a inveja veste “santinho”.

Há pouco espaço para os retos e os que teimam em seguir certinho. Mas tem espaço…. temos raras exceções.

E o ciúmes então…

 

Em eleições cabe um repertório do Lupicínio Rodrigues:

Vingança: ” O remorso talvez seja a causa do seu desespero/Você deve estar bem consciente do que praticou…”

Felicidade: “e é por isso que eu gosto lá de fora/porque sei que a falsidade não vigora”

Traição ?: “Se acaso você chegasse/No meu chatô encontrasse/aquela mulher/que você gostou”

Claro, temos aqueles que pedem: VOLTA!!. “Vem viver outra vez ao meu lado”. Mas para isso é preciso Ter Nervos de Aço: “eu não sei se o que eu trago no peito/ é ciúmes, despeito, amizade ou horror.”

Ou seja, em eleições temos também muita dor de cotovelo! Portanto, sempre é bom ficar com um olho aberto…..

Escola sem partido: uma ode ao atraso

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“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Paulo Freire

 

O Senado Federal abriu uma consulta pública relativa ao no Projeto de Lei 193/2016 que institui a chamada Escola sem Partido. De autoria do senador Magno Malta (PR-ES), o PL tem como objetivo a proibição de manifestações ideológicas e político-partidárias por parte de professores em sala de aula.

O projeto Escola sem Partido revive uma conexão com a postura ideológica conservadora surgida no período pré-1964, antes da instauração da ditadura militar no Brasil. O projeto ao alegar combater a doutrinação de esquerda nas escolas e defender uma educação supostamente neutra, pretende colocar uma mordaça na Educação e decretar o fim da liberdade de expressão no exercício da atividade docente. O projeto retoma conceitos da época da Guerra Fria com o intuito de perseguir, demitir e prender os docentes que defendem uma visão de mundo contrária ao pensamento único dominante.

O projeto Escola sem Partido objetiva judicializar as relações escolares ao propor a terceirização do arbítrio sobre as mesmas!

O projeto aspira cercear a autonomia da escola prevista pela LDB! Pretende tolir a atividade docente cuja principal característica é a liberdade de cátedra exercida a partir da área de conhecimento do professor e do compromisso com os valores que regem as instituições públicas de ensino.

Entendo esse projeto como uma ofensiva conservadora voltada para sufocar as ideologias divergentes no universo da formação educacional. É uma ofensiva para impedir que a escola dispute conceitos progressistas, humanitários, de gêneros etc. A Escola é uma complexa interação entre agentes com princípios (morais, religiosos e políticos) e valores diferentes. A escola e a universidade devem falar sobre gênero, sexualidade, política, filosofia, sobre história, ideias, ideologias e doutrinas de todo tipo, e isso precisa ser visto como algo positivo, não como um perigo. A Escola é um espaço do contraditório, das diversidades de opiniões, da leitura e do pensamento criticam.

Todos que defendem uma escola livre devem lutar e responder ao ataque da direita numa grande mobilização contra o PL que promove o programa Escola Sem Partido. Lutar contra os pressupostos da Escola Sem Partido é lutar em defesa da democracia.

 

De como manipular estatística para favorecer um dado cenário

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Ivan Valente

É sabido que a grande imprensa interpreta e apresenta os fatos de acordo com as suas preferências políticas. Isso seria menos grave se, em primeiro lugar, fosse mais sincero e, em segundo, se outras opiniões também circulassem. O que não é o caso, tendo em vista a concentração de informação nos monopólios dos meios de comunicação.

No último domingo, foi divulgada uma pesquisa Datafolha que avalia a expectativa dos brasileiros em relação à economia e a compreensão do governo Temer. A maneira como foi apresentado o resultado conduz o leitor a uma compreensão equivocada dos números e do contexto político.

O gráfico mais comemorado pela edição indica que a expectativa do brasileiro em relação à economia apresentou um relativo aumento diante de um cenário de terra arrasada. Atualmente 38% acreditam que a economia tende a melhorar, contra os 28% de fevereiro. Números fracos.

Vejamos que a situação é mais grave. De acordo com o próprio Datafolha, os que acham que o Brasil é um bom lugar para se viver caiu de 61% para 53%. Ao passo que o “orgulho de ser brasileiro” foi de 71% para 67% e o índice de vergonha em relação ao país subiu de 26% para 30%.

Outros indicadores apontam que a maioria está pessimista. 60% acreditam que a inflação subirá. Somente 15% pensam que cairá. Aqueles que entendem que a inflação ficará como está são 20%. Quanto ao desemprego, 60% entendem que a carência será maior. 20% pensam que diminuirá e para 18% continuará como está. Os números dizem por si só.

Quando observamos a avaliação do governo interino, a situação é lamentável. 31% consideram ruim ou péssimo. 42%, regular. Minguados 14% julgam bom ou ótimo. Para o início de uma “nova fase” com o apoio das classes dominantes e dos veículos de comunicação, tais índices impressionam de tão baixos.

Algo que valeria maior destaque: 33% dos entrevistados simplesmente não sabem quem é o atual presidente da República. Visto os escândalos de corrupção que assolam o governo, as medidas impopulares que estão sendo prometidas e a incrível falta de carisma de Temer, se conhecessem de fato o presidente interino, podemos supor que seus índices de popularidade seriam ainda piores.

A “cereja do bolo” da pesquisa, todavia, é apresentada com destaque: 50% defende que Temer deve continuar na presidência. Esse número legitimaria o afastamento de Dilma. Considerando que 33% não sabem que Temer é presidente, o correto seria destacar que dos entrevistados que sabem que Michel Temer é o atual presidente, 50% apoiam a sua permanência. Algo completamente diferente do que indicar que 50% dos brasileiros apoiam a sua permanência.

O governo legítimo custa a aumentar o seu apoio social, a despeito do esforço colossal da mídia e dos donos do poder. A manipulação não suplanta a realidade. Estamos atentos. Nosso sempre presente senso crítico deve estar ainda mais antenado nos dias atuais.

Ivan Valente é deputado Federal (PSOL-SP)

http://www1.folha.uol.com.br/…/1792483-datafolha-aponta-que…

http://datafolha.folha.uol.com.br/…/1792829-otimismo-com-ec…

‪#‎MandatoValentePSOL‬

Nelson Mandela

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Nascido em 18 de julho de 1918, na cidade de Transkei, Nelson Rolihlahla Mandela era filho único do casal Henry Mgadla Mandela e Noseki Fanny, que integrava uma antiga família de aristocratas da casa real de Thembu.

Mandela ganhou em 1993 o Prêmio Nobel da Paz e é conhecido atualmente como Tata (Pai) ou Madiba (nome de seu clã).

Filho de pais analfabetos, Mandela era um dos treze filhos de Nosekeni Fanny, terceira esposa de seu pai, Nkosi Mphakanyiswa Gadla Mandela.

Mandela morreu em decorrência dos do agravamento da infecção pulmonar, em 05 de dezembro de 2013 e mesmo antes de sua morte, sua vida encorajou a produção de inúmeros documentários, livros, filmes e até músicas.

Estudo sobre o masculino: primeiro movimento

Cartaz - Estudo sobre o masculino

Estudo sobre o masculino: primeiro movimento

De 21 de julho a 07 de agosto de 2016.

De quinta a sábado, às 21h.

Domingos, às 20h.

 

Curta temporada

Ingressos: Entrada franca

Lotação: 30 lugares

 

Sede Teatro da Vertigem  Rua Treze de Maio, 240.
Não temos estacionamento.

Telefone: (11) 3255-2713

 


Duração: 90 min

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.

Carmen Costa – A Grande Dama da Musica Brasileira

Carmen Costa – Trinta Anos Depois (1973)

Carmen Costa – Trinta Anos Depois (1973)

Carmelita Madriaga, conhecida como Carmen Costa, (Trajano de Moraes, 5 de julho de 1920 — Rio de Janeiro, 25 de abril de 2007) foi uma cantora e compositora brasileira. Carmen Costa ganhou uma homenagem em um Doodle Google nesta terça-feira, 5, dia em que completaria 96 anos. O Google marca o aniversário da cantora e compositora que morreu em 2007, aos 86 anos, e foi um dos grandes nomes da rádio no Brasil.

 

A Reinvenção da Democracia: Bem Viver/Teko Porã, Ubuntu e Ecossocialismo

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Ciclo de debates com ativistas, intelectuais e artistas para discutir questões emergenciais durante uma das mais profundas crises da história brasileira: o bem-viver na cidade, democracia direta e a questão das diversidades.

No 20 tivemos o Tema Bem Viver na cidade. , e neste dia 27 o Tema Ecossocialismo e Democracia Direta. Ambos ótimas conversas !!

Agora, na próxima segunda-feira, acontecerá o próximo:

Dia 04/07/2016 – 19h30 às 22h30

Tema: Ubuntu e as diversidades

Local: Auditório Tucarena – Rua Monte Alegre, 1024 – São Paulo / SP

Palestrantes convidados:

Luiza Erundina – deputada federal

Prof Dennis Oliveira – professor livre-docente da USP e fundador do Coletivo Quilombação

Dimitri Sales – advogado e militante LGBT

Cesar Cordaro – advogado na área de Direitos Humanos e membro do Comitê Paulista pela Memória,Verdade e Justiça

Kelly Di Bertolli – membro do grupo de teatro do Oprimido Garoa

Joselicio Junior – presidente estadual do PSOL e militante do Círculo Palmarino.

Mediador: Celio Turino – historiador, ex-secretário da Cidadania Cultural do Ministério da Cultura

Confira a programação no nosso site !

Seminários – A Reinvenção da Democracia