Nau da insensatez

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Por Gilberto da Silva

Na nau da insensatez, os viajantes não sabem a diferença entre revolucionário, conservador, reacionário, esquerda, direita, liberalismo, estatismo, ironia, metáfora etc. Não sabem, não buscam saber e nutrem ódio a quem sabe. O que se faz na rapidez de um supersônico é a criminalização, o julgamento apressado e condenatório, sem direito a uma defesa digna. O linchamento se faz em todos os instantes.

Dentro da nau não há busca por soluções de conflitos ideológicos, não há debate fraterno ou cordial que tente navegar pela forma do consenso ou mesmo pelo antagonismo dialético na busca de soluções ou de aspiração ao espírito da solidariedade.

Tais argumentações não significam o abandono de posições intelectuais e políticas. O contraditório deve ser debatido dentro de um ambiente sadio e não ancorado por um pensamento doentio. Trabalha-se, hoje, pelo gueto, pela exclusão, pelo Thânatos sem o Eros…

Na nau da odiosidade o outro é sempre ameaça permanente. É regressividade, animalismo, canalização do mal sendo usada sem distinção. Na pressa condenatório todo comentário é eivado de maldade de preconceitos; rifa-se o diálogo, a partilha, a compaixão e a colaboração. A ética, nesse caso, só é boa se for para o benefício do Eu.

Como fazer para parar a nau?

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