Mês: dezembro 2016

Serenamente sentado na praça

img_3317Por Gilberto da Silva

Vou ficar por aqui, num canto de praça, esperando o ano acabar. Sentado no banco da praça olhando os pássaros. Como paulistano que sou poderia ver tiririzinho-do-mato, ferreirinho-de-cara-canela, beija-flor-preto, tesoura-de-fronte-violeta, beija-flor-roxo. Ah! tucano-de-bico-verde e bico preto verei com certeza.

Na espera de meus braços abertos, com generosidade e paciência, abraçarei amigos e amigas que não se furtam a um afeto caloroso. Revisarei meus toscos textos, meus enroscos, meus desgostos, minha falsa modéstia.  De posse de meu caderno de anotações – com traços firmes e de cor forte – riscarei os nomes indesejáveis, primeiramente este, depois aquele etc. Olharei na agenda de telefones do celular e deletarei contatos inoportunos e incluirei outros poucos.

Na virada para o ano seguinte, vestirei todas as cores possíveis e gritarei para todos que nenhuma cor é pior ou melhor que a outra.  Do armário de roupas velhas e novas usarei as disponíveis sem distinção de modelo, corte, marca ou tecelagem.  Olhando com meus olhos – já em processo de envelhecimento – para o jardim ao meu redor esperarei por imagens de uma sociedade mais democrática e menos preconceituosa. Mirando o jardim exercitarei o prazer do olfato e sentirei o cheiro das flores, das dálias, das orquídeas, das rosas: das mais simples para as mais complexas. Tentarei extrair o aroma das coisas mais simples.

Na hora dos fogos de artifícios fecharei os ouvidos em respeito aos meus sentidos e a dos outros animais. Beberei uma água simples, comerei um bolo de fubá e tentarei respirar profundamente por alguns instantes. Se existir uma pequena farra, por que não farrear?

Na entrada do ano seguinte chamarei para sentar ao meu lado amigos de verdade, gente boa para prosa alegre ou nem tanto. Que tragam um bom livro, uma boa conversa, um café ou mesmo um bom etílico para momentos comemorativos.  Que venham os amigos velhos e os mais novos. Tentarei num esforço hercúleo não pedir nada em troca a não ser que eu esteja num processo de caducidade.  Mas quem – sem corrupção- não gosta de uma agradinho. Uma bala, um chocolate, um sorriso verdadeiro? Que tudo seja de coração e sem rancor.

Já no ano seguinte, no sereno das manhãs seremos serenos. Seremos?

Anúncios

São Paulo terá ECOPONTOS culturais

Haddad sancionou na terça feira, 27 de dezembro, a lei que institui Ecopontos Culturais que serão destinados para disponibilizar os bens culturais que são descartados e que poderão ser retirados gratuitamente pela população. Agora o negócio é COBRAR da administração que esses pontos sejam REALMENTE criados nas diversas regiões da cidade.

 

 

LEI Nº 16.603, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2016

(Projeto de Lei nº 23/16, do Vereador Claudinho de Souza – PSDB) ((EMENTA))Institui os espaços destinados à cultura denominados Ecopontos Culturais na Cidade de São Paulo e dá outras providências. FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 7 de dezembro de 2016, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º Ficam instituídos os espaços públicos municipais destinados ao fomento de cultura, lazer, recreação, educação e de proteção ao meio ambiente sustentável denominados Ecopontos Culturais.
Art. 2º Considera-se para efeitos desta lei os Ecopontos Culturais espaços definidos pelo Poder Executivo para receber, disponibilizar e dar destino livre à população de exemplares, gratuitamente disponibilizados, de: livros, jornais, revistas, periódicos, mídias, CDs, DVDs, entre outros, ficando ao cidadão em geral, de forma livre, a sua apropriação e consequente destino.
Art. 3º O Poder Executivo definirá, em conjunto com as Subprefeituras, os espaços destinados à prática livre de troca de exemplares culturais, podendo disponibilizar servidores, equipamentos e meios para o fiel cumprimento desta lei.
Art. 4º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 5º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 27 de dezembro de 2016, 463º da fundação de São Paulo. FERNANDO HADDAD,
PREFEITO FRANCISCO MACENA DA SILVA, Secretário do Governo Municipal
Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 27 de dezembro de 2016.

SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA ABRE INSCRIÇÕES PARA O PROGRAMA JOVEM MONITOR/A CULTURAL 2017

monitocultural

Edital público seleciona jovens entre 18 e 29 anos para preencher 300 vagas,
além de formar um cadastro reserva

São Paulo, 23 de dezembro de 2016 – A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), divulga a abertura do edital para o cadastro reserva do Programa Jovem Monitor/a Cultural em 2017. As inscrições serão do dia 23 de dezembro de 2016 a 23 de janeiro de 2017 para jovens de 18 a 29 anos interessados/as em atuar nos espaços culturais e departamentos da SMC. 

 
Serão oferecidas 300 vagas para jovens monitores/as culturais distribuídas em 96 espaços da cidade, como centros culturais, casas de cultura, teatros, bibliotecas, museu, arquivo histórico, e departamentos da Secretaria.
A formação combinada proposta pelo Programa é de 30 horas semanais divididas da seguinte forma: 6h de formação teórica, às segundas-feiras, com reflexões relativas à área da cultura, às juventudes e à diversidade, e, nos outros dias, 24h de formação prática no espaço cultural, participando do seu dia a dia, das atividades e do funcionamento. A bolsa-auxílio é no valor de R$ 1.000,00 somada ao auxílio-refeição e ao bilhete único mensal integrado entre ônibus e metrô.
 
Os requisitos para participar são:
– Ter entre 18 e 29 anos
– Ter concluído o Ensino Médio;
– Morar na cidade de São Paulo há pelo menos um ano;
– Pertencer, prioritariamente, à família de baixa renda;
– Residir na região da subprefeitura do espaço cultural que deseja atuar ou nas subprefeituras vizinhas.
As inscrições serão feitas exclusivamente pelo site do Programa.
 
Para acessar o edital e ter mais informações, acesse: bit.ly/inscricaoPJMC


Programa Museu Sensorial para Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida

LEI Nº 16.601, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2016 (PROJETO DE LEI Nº 503/15, DO VEREADOR ARI FRIEDENBACH – PHS) Dispõe sobre a criação do Programa Museu Sensorial para Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida e dá outras providências. FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 7 de dezembro de 2016, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º Fica instituído o Programa Museu Sensorial, que terá como objetivo a adaptação de obras do acervo museológico para a inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida do Município de São Paulo.

Art. 2º Os objetivos do Programa são: I – incluir a pessoa com deficiência no sistema cultural do Município, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, tomando as medidas apropriadas para que as pessoas com deficiência possam ter o acesso a bens culturais em formatos acessíveis; II – possibilitar a inclusão das crianças e adolescentes com deficiência no sistema cultural, promovendo crescimento e realização pessoal de todos os envolvidos; III – elaborar desenvolvimento profissional para que os alunos com deficiência possam ser aceitos pela sociedade, só assim terão oportunidades de serem produtivos, conquistar seus direitos, exercer e cumprir seus deveres, atender suas necessidades e realizar seus sonhos; IV – instigar o visitante a ampliar sua capacidade perceptiva no contato sensorial com a riqueza de detalhes que compõe cada espécie de obra, sua utilidade e as diferenças entre as várias espécies; V – aplicar metodologia de trabalho tendencialmente indutivo, mediante um projeto de preparação, execução e avaliação de obras com vistas a possível adequação para as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida; VI – proporcionar o contato com o objeto artístico, seguindo um pensamento tendencialmente visual, tendo como base as características da deficiência visual, através da criação de estratégias relacionadas com envolvimentos estéticos que possam ter existido no ambiente natural da pessoa com deficiência visual, como por exemplo, o artesanato ou a arte popular.

Art. 3º São beneficiárias deste Programa as pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida.

Art. 4º O Programa será coordenado pela Secretaria de Cultura, que disporá, dentro da sua área de atuação, a escolha da obra adaptada em relevo a ser exposta no Município de São Paulo.

Art. 5º O Poder Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 90 (noventa) dias, contados a partir da sua publicação.

Art. 6º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 22 de dezembro de 2016, 463º da fundação de São Paulo. FERNANDO HADDAD, PREFEITO FRANCISCO MACENA DA SILVA, Secretário do Governo Municipal Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 22 de dezembro de 2016.

Decreto dispõe sobre o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de travestis, mulheres transexuais e homens trans no âmbito da Administração

DECRETOS DECRETO Nº 57.559, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2016

Dispõe sobre o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de travestis, mulheres transexuais e homens trans no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta, conforme especifica. FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,

D E C R E T A:

Art. 1º Este decreto dispõe sobre o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de travestis, mulheres transexuais e homens trans no âmbito da Administração Pública Municipal Direta e Indireta.

Art. 2º Para os efeitos deste decreto, entende-se por: I – nome social: aquele pelo qual travestis, mulheres transexuais e homens trans se reconhecem, bem como são identificados por sua comunidade e em seu meio social; II – identidade de gênero: a dimensão da identidade de uma pessoa que diz respeito à forma como esta se relaciona com as representações de masculinidade e feminilidade e como isso se traduz em sua prática social, sem guardar relação necessária com o sexo biológico.

Art. 3º As travestis, mulheres transexuais e homens trans que queiram ser chamados pelo nome social deverão manifestar essa vontade perante a Administração Municipal. § 1º É vedada a exigência de testemunhas ou de quaisquer outros requisitos que não a autodeclaração. § 2º No caso de servidores municipais, a utilização de nome social em registros e sistemas deve ser requerida por escrito ao setor responsável pelo cadastramento interno.

Art. 4º É dever dos órgãos e entidades da Administração Pública Municipal Direta e Indireta adotar, utilizar e respeitar o nome social da travesti, mulher transexual ou homens trans, nos termos deste decreto. § 1º Os órgãos e entidades da Administração Pública Municipal Direta e Indireta devem adotar e utilizar o nome social em todos os registros e sistemas de informação municipais, tais como fichas de cadastro, formulários, prontuários e documentos de tramitação. § 2º Havendo a necessidade de confecção de crachás, carteiras ou quaisquer outros tipos de documentos de identificação, deve ser utilizado apenas o nome social. § 3º O nome social deve ser adotado e utilizado em quaisquer manifestações da Administração Municipal, vedado o uso do respectivo nome civil, substituindo-o, quando necessário, por número de documento oficial. § 4º A identificação pelo registro civil da travesti, mulher transexual ou homem trans deve limitar-se aos sistemas internos e de acesso restrito, devendo ser feita, nesse caso, entre parênteses, garantindo-se destaque ao nome social.

Art. 5º É vedada a publicação, no Diário Oficial da Cidade, de quaisquer procedimentos utilizando o nome civil de travestis, mulheres transexuais ou homens trans, desde que respeitado o disposto no “caput” do artigo 3º deste decreto. Parágrafo único. Nos casos de publicação de procedimentos no Diário Oficial da Cidade, o nome civil da travesti, mulher transexual ou homem trans deve ser substituído por número de documento oficial, acompanhado do respectivo nome social.

Art. 6º Os sistemas internos da Administração Pública Municipal Direta e Indireta deverão incorporar, quando atualizados, o campo de nome social. Parágrafo único. Até que sejam estabelecidas as adequa- ções de que trata o “caput” deste artigo, a anotação do nome social deve ser feita de acordo com o disposto no § 4º do artigo 4º deste decreto.

Art. 7º Os agentes públicos vinculados à Administração Municipal Direta e Indireta deverão respeitar a identidade de gênero das travestis, mulheres transexuais e homens trans e tratá-los pelos nomes indicados, que constará dos atos escritos.

Art. 8º Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogado o Decreto nº 51.180, de 14 de janeiro de 2010.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 22 de dezembro de 2016, 463º da fundação de São Paulo. FERNANDO HADDAD, PREFEITO FELIPE DE PAULA, Secretário Municipal de Direitos Humanos e Cidadania FRANCISCO MACENA DA SILVA, Secretário do Governo Municipal Publicado na Secretaria do Governo Municipal, em 22 de dezembro de 2016

Representantes do movimento negro tomam posse no Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial

Cerimônia de posse do COMPIR – Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial e Lançamento da pesquisa “Diversidade Étnico-racial e Pluralismo Religioso no Município de São Paulo”

Cerimônia de posse do COMPIR – Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial e Lançamento da pesquisa “Diversidade Étnico-racial e Pluralismo Religioso no Município de São Paulo”

 

Assessoria de Comunicação

Representantes do movimento negro e da administração municipal tomaram posse nesta quinta-feira (22) no Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, em cerimônia realizada na sede da Prefeitura, na região central. O órgão consultivo será responsável por acompanhar e avaliar políticas públicas de combate à discriminação racial. No evento, houve também a divulgação de pesquisa inédita sobre a diversidade religiosa na Capital.

“A riqueza de São Paulo está justamente no fato de que nós somos plurais. Essa concepção simples exige um esforço educacional. Nós precisamos de heterogeneidade inclusive na máquina pública, para poder compreender os problemas da cidade”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.

Durante a posse, Haddad apontou a importância de ações de promoção da igualdade racial, como a adoção da lei de cotas para o serviço público municipal, regulamentada nesta quinta-feira por decreto publicado no Diário Oficial do Município. A lei foi aprimorada para minimizar o risco de fraudes, exigindo correspondência da identidade fenotípica com a autodeclaração como negro (preto ou pardo). Outro destaque lembrado pelo prefeito foi a distribuição de 90 mil exemplares de livros didáticos sobre a história da África na rede municipal de ensino, atendendo à meta 58 do Programa de Metas 2013-2016.

O conselho empossado nesta tarde é um órgão colegiado composto por 10 representantes, sendo cinco eleitos pela sociedade civil e cinco indicações da administração municipal. “O conselho é realizado essencialmente pela sociedade civil. Ele vai ser uma ferramenta muito importante para continuarmos avançando”, disse o secretário Maurício Pestana (Promoção da Igualdade Racial).

Os representantes da sociedade civil foram eleitos em 16 de dezembro e atuam nas entidades Educafro, União de Negros pela Igualdade (Unegro), Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro da Universidade de São Paulo (NEINB – USP), União de Núcleos de Educação Popular para Negras, Negros e Classe Trabalhadora (Uneafro) e Instituto Akhanda. “Este conselho nos dá a oportunidade de unir a sociedade civil e fazer um ótimo trabalho. Vamos ser muitos atuantes”, disse a conselheira Rose Anancleto, da Unegro.

Pesquisa

O estudo “Diversidade Étnico-racial e Pluralismo Religioso no Município de São Paulo”, lançado nesta tarde, tem o objetivo de mapear o perfil dos adeptos das religiões afro-brasileiras e orientais. A pesquisa utilizou dados dos censos de 2000  e de 2010, realizados pelo IBGE, para cruzar características da população paulistana, como nível de renda, escolaridade, raça e crença religiosa. O objetivo é subsidiar políticas públicas que combatam a discriminação religiosa e racial.

“A grande contribuição da pesquisa é a mensagem de que não basta atacar o problema da intolerância com repressão, mas que é preciso uma intervenção preventiva, com acesso à informação, que subsidia a luta contra a intolerância religiosa. Nesse sentido, a secretaria teve uma contribuição de vanguarda”, avalia o professor Hédio Silva Júnior, coordenador do estudo.

De acordo com os dados compilados, a maior parte da população paulistana (58,6%) afirma professar a religião católica. O segundo lugar ficou com as religiões evangélicas de origem pentecostal, com 12,7%. “Na comparação entre 2000 e 2010, nós percebemos que as religiões católicas perderam fiéis significativamente e que as religiões espíritas cresceram 86%, e as afro-brasileiras, 43%”, complementou a professora doutora Marcilene Lena Garcia de Souza, responsável pela pesquisa. Os dados completos do estudo estão disponíveis na internet.

Regulamento de Funcionamento das Casas de Cultura de São Paulo

Após obras, casa sediará atividades culturais e de capacitação

Após obras, casa sediará atividades culturais e de capacitação

A SECRETÁRIA MUNICIPAL DE CULTURA, no uso das suas atribuições legais,
CONSIDERANDO
a Lei Municipal n° 11.325/92, de 29 de dezembro de 1992, que cria as Casas de Cultura, bem como o disposto no Decreto Municipal nº 55.547/2014, de 26 de setembro de 2014, que dispõe sobre a transferência da sua gestão para a Secretaria Municipal de Cultura;
CONSIDERANDO
a necessidade de uniformização de critérios e procedimentos para a utilização dos espaços das Casas de Cultura, padronização do horário de funcionamento dos
mesmos e normatização de trabalhos voluntários nas mesmas;
CONSIDERANDO
o incentivo e a valorização da produção cultural realizada nas diferentes regiões da cidade e a necessidade da Administração Pública de zelar pela integridade
do patrimônio público, pela segurança da população e pelo interesse público e cultural das ações que acontecem nas Casas de Cultura;
RESOLVE:
I – Publicar o Regulamento de Funcionamento das Casas
de Cultura, como Anexo a esta Portaria.
II – Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação.
Regulamento de Funcionamento das Casas de Cultura
1. As Casas de Cultura terão funcionamento normal de
terça-feira a sábado, das 9h00 às 21h00, podendo esse horário
ser ampliado, a critério da coordenação e do conselho gestor,
respeitando a estrutura de recursos humanos do equipamento.
2. A utilização dos espaços de uso público das Casas de
Cultura, ainda que temporária, deverá ser precedida de solici-
tação, a ser submetida à análise do gestor responsável, que po-
derá autorizá-la, desde que compatível com o interesse público
e cultural, em observância às disposições normativas da Casa.
3. Fica vedada a utilização permanente de qualquer fração
dos espaços públicos das Casas de Cultura, ressalvadas as hipó
teses em que haja permissão de uso, gestão compartilhada ou
ajustes congêneres, com período de vigência pré-estabelecido.
4. A solicitação de uso dos espaços das Casas de Cultura
deverá ser preenchida na forma do ANEXO 1, dirigida ao gestor
responsável e protocolada com antecedência mínima de 30
(trinta) dias antes do início do período da utilização pretendi-
da. Para eventos de menores proporções, tais como reuniões,
grupos de estudos e ensaios, os pedidos poderão ser avaliados
com menor antecedência, desde que haja espaço disponível na
programação da Casa.
5. A utilização dos espaços poderá ser permitida para um
período de até 06 (seis) meses. Para as atividades continuadas,
uma nova solicitação deverá ser encaminhada ao coordenador
após esse período.
6. No caso de solicitação do espaço para atividades de
longa duração (como oficinas e encontros) a ausência por 2
(dois) dias seguidos, sem comunicação prévia ou justificativa
com o equipamento e aprendizes, ocasionará disponibilidade
do espaço para outros usuários. Mesmo que comunicadas, se
as ocorrências ultrapassarem 4 (quatro) datas consecutivas, sem
nenhum uso do espaço, os solicitantes terão que aguardar nova
disponibilidade.
7. O interessado autorizado a utilizar o espaço será respon-
sável pela manutenção dos bens que lhe forem confiados, bem
como pela entrega do local, após o evento ou projeto, em per-
feitas condições, inclusive de higiene e limpeza. Após o uso será
realizada vistoria na Casa de Cultura para verificar se o espaço
foi deixado em condições de uso. O autorizado é responsável
por todos e quaisquer danos, direta ou indiretamente, ocorridos
no equipamento da Casa de Cultura, devendo ressarci-la por
eventuais prejuízos havidos.
8. A Casa de Cultura não se responsabiliza por materiais e/
ou pertences do evento ou projeto indicado deixados em suas
dependências, bem como por eventuais danos ocasionados
por terceiros. Ao término do evento/projeto, caso não haja
renovação do presente termo, os responsáveis deverão retirar
imediatamente os materiais e/ou pertences utilizados; passados
60 (sessenta) dias do encerramento da atividade, os bens não
retirados serão incorporados ao patrimônio da Casa de Cultura
e/ou destinados a atividades sociais e/ou culturais.
9. A programação cotidiana do equipamento tem priori-
dade absoluta, razão pela qual, havendo conflito de horário, a
equipe da Casa de Cultura entrará em contato com o interes-
sado para buscar novas datas/horários para o agendamento
solicitado. A Casa de Cultura responsabiliza-se por avisar com
antecedência de 15 (quinze) dias, caso haja necessidade do uso
do espaço para outra atividade.
10. A autorização concedida para o evento programado
não pode ser transferida para terceiros. O autorizado deve
cumprir os horários indicados e os eventos noturnos não devem
ultrapassar o horário acordado com o gestor.
11. Entre as solicitações apresentadas, terão prioridade as
que forem realizadas por grupos e coletivos culturais. Em caso
de ensaio, terão prioridade aqueles que estiverem preparando
apresentações vinculadas à programação oficial do equipa-
mento. Atividades culturais públicas e abertas também têm
prioridade com relação a reuniões fechadas. A Casa de Cultura
é um espaço público, laico e apartidário, motivo pelo qual todas
as atividades abertas deverão manter essas características.
12. Os equipamentos da Casa de Cultura (como os de
som, mesas e cadeiras) poderão ser utilizados na própria Casa
mediante disponibilidade e solicitação prévia. Para que seja
utilizado o equipamento de som, o solicitante deverá levar e/ou
contratar um operador/técnico de som devidamente qualificado,
bem como devolver os equipamentos nas mesmas condições
em que forem entregues, responsabilizando-se por eventuais
danos causados pela sua manipulação.
13. Como as dependências da Casa de Cultura são com-
partilhadas por outros coletivos e/ou grupos, o espaço pode ser
utilizado por mais de um grupo simultaneamente, devendo ser
respeitado, assim, um volume de som que possibilite o compar-
tilhamento do referido espaço. A copa é de uso dos funcionários
da Casa, mas, havendo necessidade de uso, a Coordenação
deverá ser avisada com antecedência.
14. As atividades realizadas na Casa de Cultura são gratui-
tas. É vedada cobrança de ingressos nos espetáculos, oficinas,
shows, reuniões e outros eventos realizados no local. Em even-
tos específicos, como lançamento de livros e CDs, a comercia-
lização de itens dar-se-á mediante consulta prévia ao gestor.
15. Qualquer comércio deve estar estritamente vinculado
à apresentação na Casa, fruto do trabalho artístico/cultural,
conforme preconiza a Ordem Interna nº 01/02-SMC/G. Tal
atividade deve ser previamente encaminhada para análise do
gestor, explicitando interesse público, natureza artístico- cultural
e adequação ao espaço destinado ao evento. As atividades que
ocorrerem nos espaços externos das Casas poderão, ainda, se
for o caso, se beneficiar do que determina a Lei nº 15.776, de
29 de maio de 2013, que trata de apresentações artísticas em
logradouros públicos.
16. Toda divulgação, por quaisquer meios de comunicação,
deverá ter menção e/ou inclusão dos logotipos da Secretaria
Municipal de Cultura e da própria Casa de Cultura, que serão
disponibilizados após a assinatura do pedido de solicitação.
17. É proibido o consumo e comercialização de bebidas
alcoólicas nas dependências da Casa de Cultura. Também não
será permitida quaisquer atitudes ou eventos de caráter discri-
minatório, que atente contra os direitos humanos fundamentais.
O bom convívio e gentileza entre moradores, funcionários,
educadores e participantes em geral da Casa de Cultura são
indispensáveis para garantir a realização das atividades nas
dependências da Casa. O não cumprimento dos procedimentos
desses critérios poderá ensejar a suspensão da atividade e a
indisponibilidade do espaço ao solicitante, a critério da Coorde-
nação e do Conselho Gestor, por até 02 (dois) anos.

18. A realização de trabalho voluntário no espaço das
Casas ocorrerá mediante preenchimento de proposta nesse
sentido em documento modelo (ANEXO 2), endereçado ao
gestor, que o compatibilizará com os demais usos requeridos
do espaço público.

___________
ANEXO 1
SOLICITAÇÃO DE USO DE ESPAÇO DA CASA DE CULTURA:
____________________________________________
“Solicito autorização para utilização do espaço da Casa
de Cultura para a atividade descrita abaixo e declaro conhecer
os procedimentos necessários para o uso deste equipamento
público municipal expressos em Portaria.”
Informações da atividade
Nome do evento:
Descrição da atividade:
Início e término do evento (Dias e horários):
Nome do grupo (se houver):
Integrantes do grupo:
Quantidade de público estimado:
Espaço da Casa solicitado:
Equipamentos solicitados:
Informações do solicitante:
Nome do responsável pela solicitação:
CPF ou CNPJ:
RG:
Endereço:
Telefone:
Email:
Assinatura
Coordenador da Casa de Cultura
Nome:
RF:
Assinatura
________
ANEXO 2
TERMO DE ADESÃO À PRESTAÇÃO DE SERVIÇO VOLUNTÁRIO
Data:____________
Nome completo do proponente:
Endereço:
Documento de identidade:
Telefones:
Email:
Qualificação/ Formação:
Nome da oficina e/ou atividade
Dia da semana:
Local (sala/espaço):
Horário:
Público alvo:
Período/duração:
Com a assinatura deste termo, faço saber que:
– a oficina/atividade é totalmente gratuita, sendo ter-
minantemente proibido qualquer tipo de cobrança, taxas ou
arrecadação junto aos participantes. Abro mão, portanto, de
qualquer tipo de recebimento, por parte da Municipalidade.
Casos especiais, referente a uso de materiais, deverão respeitar
o Decreto nº 48.696, de 5 de setembro de 2007;
– deverei providenciar lista de presença diária dos partici-
pantes, visto que o cumprimento dos horários indicados é de
extrema importância para manter a convivência com outras
atividades;
– assumo o compromisso de, imediatamente após utilizar o
espaço cedido para a oficina e/ou atividade, entregar o mesmo
em condições adequadas de limpeza, conservação e organiza-
ção, recompondo-o para atividades posteriores;
– qualquer ocorrência, de ambas as partes, que impossi-
bilite o uso do espaço aqui acordado, deverá ser comunicada,
previamente, com, no mínimo 24 (vinte e quatro) horas de
antecedência;
São deveres do prestador de serviços voluntários, dentre
outros, sob pena de desligamento: manter comportamento
compatível com sua atuação; ser assíduo no desempenho de
suas atividades; identificar-se mediante o uso do crachá que
lhe for entregue, nas dependências do órgão no qual exerce
suas atividades ou fora dele quando a seu serviço; tratar com
urbanidade o corpo de servidores públicos municipais do órgão
no qual exerce suas atividades, bem assim os demais prestado-
res de serviços voluntários e o público em geral; exercer suas
atribuições, conforme previsto no termo de adesão, sempre
sob a orientação e coordenação do responsável designado pela
direção do órgão ao qual se encontra vinculado; justificar as
ausências nos dias em que estiver escalado para a prestação
de serviço voluntário; reparar danos que por sua culpa ou dolo
vier a causar à Administração Pública Municipal ou a terceiros
na execução dos serviços voluntários; respeitar e cumprir as
normas legais e regulamentares.
O presente termo de adesão terá vigência de __________
___ (____) meses e, desde que cumpridas todas as con-
dições anteriormente descritas, poderá ser renovado. Poderá,
ainda, ser rescindido pelas partes, desde que mediante prévia e
expressa manifestação.
Confirmo o interesse em ministrar, voluntariamente, a
oficina e/ou atividade de ________________neste espaço de
cultura, pelo período inicial de _____________ meses.
Nome do proponente:
Assinatura
DE ACORDO:
Nome do gestor e/ou responsável
Assinatura
AUTORIZAÇÃO P

Livro “Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na cidade de SP

livorali

Na última quinta-feira, 15/12, a Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) realizou o lançamento do livro “Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na cidade de São Paulo: ações, desafios e perspectivas do papel da cidade na alimentação”. A publicação contempla as políticas públicas que marcaram a gestão Haddad, nesta temática, chamando a atenção da população para os desafios que ainda precisam ser encarados. Clique na imagem para obter o PDF completo do livro.

E Se Vivêssemos Todos Juntos?

 

Por Gilberto da Silva

 

Abordar a terceira idade no cinema sem ser chato, piegas ou trágico não é fácil. Realizar um filme com um elenco idoso é ousado… e delicado. E Se Vivêssemos Todos Juntos? de Stéphane Robelin é uma grata surpresa pois caminha pelo leve, suave e com um toque de humor num tema que não é inovador, mas que encontramos um resultado simpático e, em certos casos, emocionantes. Quase um elogio à vida!

Annie (Geraldine Chaplin), Jean (Guy Bedos), Claude (Claude Rich), Albert (Pierre Richard) e Jeanne (Jane Fonda) são melhores amigos há mais de quatro décadas. Uma forte amizade une os cinco personagens.

Annie e Jean (um militante comunista excluído do seu grupo) são casados. Albert (convivendo com a falta de memória) e Jeanne (entrando numa fase terminal de câncer) também são casados.

O fotógrafo Claude é um solteirão convicto, que adora tirar fotos de mulheres. É um sedutor, sempre usando os serviços da prostituição: a cena em que lê Memórias de Minhas Putas Tristes de Gabriel Garcia Marques deixa clara a referência do personagem. Quando a saúde deles começa a piorar e o asilo se apresenta como solução para Claude, surge a ideia de todos morarem juntos. E, assim, num bela causa de união acabam todos na casa de Annie e Jean.

Mas morar junto traz antigas lembranças e assim ficamos sabendo que as duas mulheres já foram amantes de Claude. Imagina como fica a situação quando os maridos descobrem!

As cenas de nudez surgem com naturalidade e beleza. Um jovem se apresenta na trama, Dirk vivido por Daniel Brühl, meio emblemático e cheio de lacunas no personagem. Creio que ficou meio descontextualizado e sua existência na trama perfeitamente descartável.

Embora não seja um filme tecnicamente impecável, sua mensagem e seu lirismo não deve ser ignorado.

 

FICHA TÉCNICA

Diretor: Stéphane Robelin

Elenco: Guy Bedos, Daniel Brühl, Geraldine Chaplin, Jane Fonda, Claude Rich, Pierre Richard, Bernard Malaka, Camino Texeira, Gwendoline Hamon, Shemss Audat, Gustave de Kervern, Laurent Klug

Produção: Christophe Bruncher, Philippe Gompel, Aurélia Grossmann

Roteiro: Stéphane Robelin

Fotografia: Dominique Colin

Trilha Sonora: Jean-Philippe Verdin

Duração: 96 min.

Ano: 2012

País: França, Alemanha

Gênero: Comédia

Cor: Colorido

Distribuidora: Imovision

Estúdio: Studio 37 / Les Films de la Butte / Rommel Film / Manny Films / Home Run Pictures

Classificação: 12 anos

%d blogueiros gostam disto: