Mês: maio 2018

Itinerários para uma esquerda democrática


Debate CEDEM, com lançamento de livro
7/06/2018 – Quinta-feira – 18h30

Itinerários para uma esquerda democrática é uma coletânea de artigos e ensaios, nos quais o autor, Alberto Aggio, percorre os principais temas que perpassaram a realidade brasileira nos últimos anos. Eles relatam o processo de modernização vivido pelo país no último século. Influenciados pelo pensamento de Antonio Gramsci, os escritos registram que em nossos ciclos de crescimento econômico não fomos capazes de construir uma sociedade moderna. No início de 2003, a posse de Lula parecia anunciar uma luz sobre nossos problemas. Todavia, após uma década, as ruas foram tomadas por multidões difusas e insatisfeitas com os rumos da política. O início do segundo mandato de Dilma Rousseff se apresentou como o anticlímax do petismo. Tal cenário se agravou em razão do colapso provocado pela opção ao modelo nacional-desenvolvimentista, que reverteu investimentos estatais na criação artificial dos “campeões nacionais”. Baseado em fatos, Aggio aponta que a década petista abandonou a possibilidade de transformar o país, aliando-se ao atraso e colocando-o novamente na encruzilhada diante da modernidade. A resposta sugerida no livro reside na construção de uma esquerda democrática capaz de valorizar a política e promover um reformismo, marcado por um desenvolvimento econômico sustentável, aliado à igualdade, liberdade e respeito pelo indivíduo.

Palestrantes:
Prof. Dr. Alberto Aggio – Graduado em História, com mestrado e doutorado pela USP. É Professor Titular da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Unesp, Câmpus de Franca. Atuou como professor visitante na Universidade de Valencia (Espanha), onde realizou seu pós-doutorado. Fez Estágio Sênior na Universidade Roma-3 (Italia). É autor de diversos livros, entre eles Um lugar no mundo – ensaios de história política latino-americana, lançado em 2015 pela Ed. Brasília e FAP.

Prof. Dr. Rogério Baptistini – Doutor em Sociologia pela Unesp; mestre em Sociologia pela Unicamp; Graduado em Ciências Sociais pela Unesp. Professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pesquisador nas áreas da Sociologia Brasileira, do Pensamento Político Brasileiro, do Estado e do Desenvolvimento no Brasil. É autor do capítulo Os intelectuais e a construção do Brasil moderno, do livro Intelectuais e Política no Brasil, organizado por Angelo Del Vechio e Silvia Telarolli e publicado pela Cultura Acadêmica Editora.

Prof. Dr. Vinícius Müller – Graduação em História pela PUC-SP, mestre em Economia pela UNESP; doutor em História Econômica pela USP. É professor do INSPER – Instituto de Ensino e Pesquisa e da FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado).

Debate Cedem

Itinerários para uma esquerda democrática
Data e horário: 7/06/2018, 5ª feira às 18h30;

Local: Praça da Sé, 108 – 1º andar (metrô Sé);

Informações: (11) 3116–1701

Inscrições gratuitas: http://www.cedem.unesp.br/#!/evento1

Transmissão on-line: https://video.unesp.br/cedem

E-mail: eventos.cedem@unesp.br

http://www.cedem.unesp.br / https://www.facebook.com/CedemUnespOficial

*Certificado de participação a ser retirado durante evento

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Papa Paulo III reconhecia que os índios tem alma

No dia 28 de maio de 1537, o Papa Paulo III reconhecia que os índios tem alma. a Bula Universis Christi fidelibus afirmava que os indígenas são verdadeiros homens.
A Bula reconhecia os índios da América como homens racionais, da mesma espécie e natureza que todos os outros, capazes dos Sacramentos da igreja, e por conseguinte, livres por natureza e senhores de suas ações.

Dia 22 – Dia Internacional da Diversidade Biológica

A biodiversidade é fundamental para assegurar a manutenção da vida, tal como a conhecemos hoje, na Terra

Neste dia, comemora-se a adoção, a 22 de maio de 1992, do Nairobi Final Act of the Conference for the Adoption of the Agreed Text of the Convention on Biological Diversity. Inicialmente, o dia da Biodiversidade comemorava-se a 29 de dezembro, data da entrada em vigor da Convenção da Diversidade Biológica. No entanto, em dezembro de 2000, a Assembleia-geral das Nações Unidas escolheu o dia 22 de maio como Dia da Diversidade Biológica, para comemorar a adoção do texto da Convenção. Esta alteração esteve também relacionada com o facto de os Estados terem dificuldade em realizar eventos a 29 de dezembro.

DEUS é mulher!

(foto: Daryan Dornelles/Divulgação)

Uma das maiores personalidades da história da música popular brasileira, Elza Soares voltou de maneira avassaladora à cena musical no ano de 2015 com o show da turnê A Mulher do Fim do Mundo, o primeiro álbum de inéditas da artista, onde várias letras trazia críticas contra o racismo e a violência da mulher.  Agora volta à tona com o álbum “Deus É Mulher” e teve grande repercussão nas redes sociais. O nome do novo CD virou trending topic no Twitter.

A carreira da Elza Soares sempre foi pautada pela ousadia, seja pela maneira de cantar, pela atitude no palco ou pelas escolhas artísticas. Com um timbre único, o balanço e a voz que soam como um instrumento, a artista vive o seu tempo e mantém sua vanguarda.

No álbum atual há letras de protestos contra a intolerância religiosa e o projeto Escola sem Partido. As percussões são das mulheres do Ilú Obá de Min, tradicional bloco afro de Carnaval, além de flauta, quarteto de cordas, sintetizadores e guitarras.

A cacofônica e quebradiça Deus há de ser é a controversa música escrita por Pedro Luiz em que se usa o jogo de palavras e sons para definir uma suposta Deusa como ”mulher”, ”fêmea”, ”fina” e ”linda”. A música, em ritmo acelerado, vem acompanhada de percussão pulsante e sons eletrônicos.

 

confira o single Deus Há de Ser

Rinhas de Galo

Em 18 de maio de 1961, o presidente Jânio Quadros baixava decreto proibindo a rinha de galo. O decreto 50.620 proibiu as brigas de galo em todo o território nacional atividade, então, muito popular em várias regiões do Brasil.

 

Foto: Arquivo nacional

Decreto nº 50.620, de 18 de Maio de 1961

Proíbe o funcionamento das rinhas de “briga de galos” e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atribuições que lhe confere o art. 87, nº I, da Constituição,

CONSIDERANDO que todos os animais existentes no País são tutelados do Estado;

CONSIDERANDO que a lei proíbe e pune os maus tratos infringidos a quaisquer animais, em lugar público ou privado;

CONSIDERANDO que as lutas entre animais, estimuladas pelo homem, constituem maus tratos;

CONSIDERANDO que os centros onde se realizam as competições denominadas “brigas de galos” converteram-se em locais públicos de apostas e jogos proibidos,

Decreta:

Art. 1º Fica proibido em todo o território nacional, realizar ou promover “brigas de galo” ou quaisquer outras lutas entre animais da mesma espécie ou de espécies diferentes.

Art. 2º Fica proibido, realizar ou promover espetáculos cuja atração constitua a luta de animais de qualquer espécie.

Art. 3º As autoridades promoverão o imediato fechamento das “rinhas de galos” e de outros quaisquer locais onde se realizam espetáculos desta natureza, e cumprirão as disposições referentes à punição dos infratores, e demais medidas legais aplicáveis.

Art. 4º O presente Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Brasília, D.F., 18 de maio de 1961; 140º da Independência e 73º da República.

JÂNIO QUADROS
Oscar Pedroso Horta

 

Este texto não substitui o original publicado no Diário Oficial da União – Seção 1 de 18/05/1961

 

Publicação:

  • Diário Oficial da União – Seção 1 – 18/5/1961, Página 4549 (Publicação Original)
  • Coleção de Leis do Brasil – 1961, Página 216 Vol. 4 (Publicação Original)

Sergio Sampaio, o cantor que botou o bloco na rua

Sérgio Moraes Sampaio (Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, 13 de abril de 1947 — Rio de Janeiro, 15 de maio de 1994)

Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua

“Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou”

 

Polícia, bandido, cachorro, dentista

“Eu tenho medo de polícia, de bandido, de cachorro e de dentista
Porque polícia quando chega vai batendo em quem não tem nada com issoPorque bandido quase sempre quando atira não acerta no que mira
Porque cachorro quando ataca pode às vezes atacar o seu amigo”

Roda Morta (reflexões de um executivo)

“Eu sei que quando acordo eu visto a cara falsa e infame
como a tara do mais vil dentre os mortais
E morro quando adentro o gabinete
Onde o sócio o e o alcaguete não me deixam nunca em paz”

Maiúsculo

“Como é maiúsculo
O artista e a sua canção
Relação entre Deus e o músculo
Que faz poderosa a sua criação”

Velho Bandido

Eu que sou filho de um pai teimoso
Descobri maravilhado que sou mentiroso
Sou feio, desidratado e infiel, bolinha de papel
Que nunca vou ser réu dormindo

E descobri como um velho bandido
Que já tudo está perdido neste céu de zinco
Eu que só tenho essa cabeça grande
Penso pouco, falo muito e sigo pr’adiante
Descobri que a velha arca já furou
Que não desembarcou
Dançou na transação dormindo
E como eu fui o tal velho bandido
Vou ficar matando rato pra comer
Dançando rock pra viver
Fazendo samba pra vender… sorrindo

Quem é do Amor

 

Quem é do amor não engana,
Ama mesmo a duras penas
Por isso não são pequenas,
As doces vezes do amor.
Quem é do amor é mais quente,
Viaja contra a corrente

Tem sangue de aguardente
Nas doces veias do amor.Quem é do amor tem um nome,
De raoni da floresta
Ruschi do espírito santo
Da medicina da selva.
Quem é do amor é mais simples,
Tem uma cara de nuvem
E não permite que sujem,
O verde da sua relva.

Quem é do amor somos nós,
Consolo dos idiotas
Chave de se abrir as portas,
Dupla que se satisfaz.
Que amor assim é pros vivos,
Pros rituais, pros sentidos
Não é para ser escrito,
Não é para os livros, que se faz.

Dia do Enfermeiro

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Em 1938, Getúlio Vargas, assinou o decreto nº 2.956, que instituía o “Dia do Enfermeiro”, a ser celebrado a 12 de maio, devendo nesta data ser prestadas homenagens especiais à memória de Ana Neri, em todos os hospitais e escolas de enfermagem do País. Ana Justina Ferreira Neri foi a pioneira brasileira da enfermagem. No Brasil, os primeiros enfermeiros foram os padres jesuítas que atuaram nas Santas Casas de Misericórdia, desde 1540.

Jair Rodrigues

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O cantor Jair Rodrigues morreu na manhã do dia 8 de maio, aos 75 anos, em Cotia, no interior de São Paulo, onde ele morava.

Jair nasceu em Igarapava (SP), no dia 6 de fevereiro de 1939 e foi criado em Nova Europa, também interior paulista. Começou sua carreira nos anos 1950 e conquistou sucesso nos anos 1960, em programas de calouros. Em 1965, Elis Regina e Jair Rodrigues fizeram muito sucesso no programa O Fino da Bossa,na TV Record.

Jair Rodrigues é pai de Jair de Oliveira e Luciana Mello, que também seguiram carreira musical.