Mês: abril 2020

As pessoas por trás da máquina de ferro

Por Gilberto da Silva

Na minha memória afetiva de criança está sempre presente o apito, ao longe, do trem. Imaginações infantis, viagens, sonhos e por consequência imaginava-me aquele senhor trabalhando para levar a locomotiva para rincões nunca conhecido.

As primeiras viagens marcadas pelo ferro, pelo aço das bitolas. Cambará (PR) – Ourinhos – São Paulo: trajetos muitas vezes demorados, oito, dez até doze horas de viagens. A primeira vez que desci na estação Julio Prestes, em São Paulo, pelas mãos do meu avô materno, inesquecível: aquele amontoado de gente nunca visto pelos olhos juvenis.

As trocas de máquinas, as mudanças nos trilhos e os sonhos de ser um maquinista. A vida e a lida nos levam para caminhos nunca dantes sonhados. Este foi só mais um sonho, sonhado acordado.

O que nunca esqueci é que ali, dentro daquela máquina, que na Grande São Paulo transportou diariamente meus sonhos, minhas dores, minhas angústias, meus amores, minhas desilusões, meus defeitos e minhas qualidades estava um ser denominado ferroviário e ao seu lado outros seres responsáveis para que tudo desse certo, mesmo nas horas em que irritados pelas demoras e atrasos, invariavelmente enlouquecíamos.

Eles e elas estão nos trilhos diariamente levando, trazendo pessoas e mercadorias para alimentar nosso corpo e nossa alma. Meus profundos agradecimentos a esses trabalhadores.

30 de abril é comemorado o dia do ferroviário

As pessoas por trás da máquina de ferro

Por Gilberto da Silva

Gilberto da Silva é jornalista, professor (sem aulas…) e sociólogo da Prefeitura do Município de São Paulo. Graduado em Jornalismo pela FIAM e Ciências Políticas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. É editor do site Revista Partes

Na minha memória afetiva de criança está sempre presente o apito, ao longe, do trem. Imaginações infantis, viagens, sonhos e por consequência imaginava-me aquele senhor trabalhando para levar a locomotiva para rincões nunca conhecido.

As primeiras viagens marcadas pelo ferro, pelo aço das bitolas. Cambará – Ourinhos – São Paulo: trajetos muitas vezes demorados, oito, dez até doze horas de viagens. A primeira vez que desci na estação Julio Prestes, em São Paulo, pelas mãos do meu avô materno, inesquecível: aquele amontoado de gente nunca visto pelos olhos juvenis.

As trocas de máquinas, as mudanças nos trilhos e os sonhos de ser um maquinista. A vida e a lida nos levam para caminhos nunca dantes sonhados. Este foi só mais um sonho, sonhado acordado.

O que nunca esqueci é que ali, dentro daquela máquina, que na Grande São Paulo transportou diariamente meus sonhos, minhas dores, minhas angústias, meus amores, minhas desilusões, meus defeitos e minhas qualidades estava um ser denominado ferroviário e ao seu lado outros seres responsáveis para que tudo desse certo, mesmo nas horas em que irritados pelas demoras e atrasos, invariavelmente enlouquecíamos.

Eles e elas estão nos trilhos diariamente levando, trazendo pessoas e mercadorias para alimentar nosso corpo e nossa alma. Meus profundos agradecimentos a esses trabalhadores.

Gerson Victalino, ouro no Pan de 1987, morre aos 60 anos

Gerson Victalino, ex-jogador de basquete do Brasil — Foto: Divulgação / CBB – Foto: Divulgação

Gerson Victalino, ex-jogador da seleção brasileira de basquete, morreu nesta madrugada, aos 60 anos. A informação foi divulgada pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB) na manhã desta quarta-feira
Em 1987, a Seleção Brasileira de Basquete derrotou o time americano dentro da casa dos adversários na final dos jogos Pan-Americanos e um dos jogadores daquela equipe era o pivô Gerson.
Gerson começou no basquete aos 18 anos, mas primeiro se destacou no futebol por conta de sua altura. Fez sua estreia como profissional em 1979, pelo Ginástico, em Minas Gerais. Em 1981, atuou pela primeira vez na Seleção Brasileira, no Sul-Americano, sob comando de Claudio Mortari, anotando sete pontos na vitória sobre o Chile por 100 a 43, em Montevidéu, e desde então fez uma carreira linda com nosso manto, sendo o atleta que mais vezes vestiu a camisa do Brasil, se despedindo na Olimpíada de 1992, no jogo que decidiu o quinto lugar para o país diante da Austrália, com 14 pontos. Entre Olimpíadas, Mundiais, Copas Américas, Sul-Americanos e Jogos Pan-Americanos, Gérson fez 93 partidas em torneios FIBA pela Seleção Brasileira.
O ex-atleta defendeu Monte Líbano, Corinthians, Lençóis Paulista, Jales, Manresa-ESP, Sport-PE e Remo, onde se aposentou em 2002. Pelo Brasil, Gerson esteve em quadra no título do inesquecível Pan de Indianapólis 1987, diante dos Estados Unidos. Ainda jogou três Olimpíadas, em Los Angeles 1984, Seul 1988 e Barcelon 1992. Vestiu a camisa do Brasil de 1981 a 1994. Aposentou-se em 2002.
Em 2020, Gerson Victalino foi homenageado pela CBB como um dos nomes das Conferências do Campeonato Brasileiro Adulto, com um selo comemorativo. ” Me senti lisonjeado com esta homenagem. Ser escolhido dentre tantos nomes que fizeram e fazem história no nosso basquete. Quando recebi essa notícia, fiquei em êxtase, pois sei a importância de ter o nome vinculado a um evento da CBB – disse Gerson na ocasião.
O pivô lutava para vencer um outro adversário, a esclerose lateral amiotrófica (ELA) que faz que a pessoa perca progressivamente os movimentos.


“Meus pêsames à família, era meu amigo, fez abertura de olimpíada no Clube Atlético Ypiranga (CAY), na época fez seu casamento em nosso salão, mineiro gente boa, tentei localizá-lo havia uns tempos atrás quando soube que estava doente, mas não consegui. Vai com Deus, Gersão” declarou Roberto Nappi, ex-presidente do CAY. segundo Nappi, Gerson morou na Vila Carioca.

Leny Eversong

Dia 29/04/1984 é o dia da morte da cantora paulista Hilda Campos Soares da Silva, a Leny Eversong – conhecida pela sua voz poderosa, que lhe deu fama internacional nos anos de 1950, fez várias temporadas anuais nos cassinos de Las Vegas. Em 1945, transferindo-se da Rádio Tupi, passou por duas rádios paulistas: a Excelsior e depois a Nacional. O repertório de Leny Eversong era em sua maioria musica internacional e jazzista.

Nascida em Santos, em 01 de setembro de 1920, desde pequena participava de concursos e apresentações. Em 1936 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a cantar na Rádio Tupi e fazer shows no Cassino da Urca e no Copacabana Palace.

Em 1940 lançou seu primeiro LP pela Copacabana Discos. Sua carreira foi marcada pela critica por não cantar musica brasileira, o que a obrigou a gravar algumas musicas de autores nacionais como Adoniran Barbosa, Tom Jobim e Lupicínio Rodrigues.

Leny na Revista do Rádio – 656

De volta pra São Paulo, mostrou sua potente voz em várias emissoras e casas noturnas.

Leny morreu – com apenas 64 anos -na penúria depois de uma década de ostracismo em 1984. Cansada, com diabetes e sobrepeso vivia desde 1973 afastada da vida artística. Seu marido, Francisco Luís Campos Soares da Silva (conhecido como Nei) havia desaparecido misteriosamente, só após a sua morte é que ficou revelado que seu marido tinha sido executado junto com sindicalistas santistas pelos órgãos repressivos da ditadura militar.

Leny Eversong – OTINDERÊ – Leyde Olivé – orquestração de Guerra-Peixe – Ano de 1956


NUNCA
Nunca
Nem que o mundo caia sobre mim
Nem se Deus mandar, nem mesmo assim
As pazes contigo eu farei

Nunca
Quando a gente perde a ilusão
Deve sepultar o coração
Como eu sepultei

Saudade
Diga a esse moço, por favor
Como foi sincero o meu amor
Quanto eu o adorei, tempos atrás

Saudade
Não esqueça também de dizer
Que é você que me faz adormecer
Pra que eu viva em paz

Na voz de Leny Eversong

Dia Internacional do Milho

Olá amigos e amiga da Vitrine do Giba. Vocês sabiam, que hoje, 24 de abril é comemorado o dia Internacional do Milho? É, em todo planeta esta data é usada com o meio de homenagear e incentivar o cultivo e consumo de um dos cereais mais nutritivos do mundo.
Pois saibam que o milho, segundo os especialistas tem uma grande importância nutritiva e apresenta também um valor cultural de destaque, principalmente entre os povos das Américas.
Milho é vida! Milho é agro! Milho é pop! Milho é curau, milho é pamonha! Milho é munguzá. O milho é utilizado em diversas receitas típicas da culinária brasileira, afro-brasileira e dos povos originários deste Brasil tupiniquim, saibam que praticamente todos os povos indígenas cultivam o milho – e suas grandes variedades de espécies.
O milho tem diversos benefícios para o ser humanos e os animais, como: proteger as células, reduzir os níveis de colesterol, prevenir problemas cardíacos e controlar a taxa de açúcar no sangue, por exemplo. O milho ajuda no funcionamento do intestino.
E o melhor, com o milho branco podemos saborear uma aquela pipoca com a família!

Confira receita dos legumes ao creme de milho:
Tempo de preparo – 1 hora
Número de porções – 10

Ingredientes:
500g de cenoura crua
500g de vagem crua
600g de milho verde cru
500g de couve-flor crua
500g de carne de frango
50g de salsa crua
20g de cebolinha crua
40g de margarina vegetal sem sal
5g de alho cru
15g de sal de cozinha
1,5l de leite de vaca integral

Modo de preparo:
Corte todos os legumes em pedacinhos pequenos e cozinhe de modo que fiquem firmes. Retire o milho da espiga e cozinhe metade (300g). A outra metade, bata no liquidificador com o leite, coe e reserve.

Frite o frango em cubinhos em 20g de margarina, até que fique dourado, e reserve. Junte o frango, os legumes e o milho já cozidos em uma só panela com 20g de margarina, alho e sal. Jogue, a seguir, o caldo do milho batido com leite e mexa até engrossar.

Desligue o fogo, coloque a salsinha e a cebolinha. Mexa e sirva quente.

Dina Sfat, as palmas merecidas

Em 20 de abril de 1989 morria no Rio de Janeiro Dina Kutner de Souza, mais conhecida como Dina Sfat.

Filha de poloneses, o Sfat é em homenagem à terra natal da sua mãe, Dina participou de importantes espetáculos teatrais na década de 1960. Em 1965 conquistou o prêmio governador do estado (SP) pelo desempenho como atriz na peça Arena Conta Zumbi, um musical de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal. Foi atriz também no Arena Conta Tiradentes, em 1967, da mesma dupla de autores do Arena Conta Zumbi.

No cinema, entre muitos papéis, atuou em Macunaíma de Joaquim Pedro de Andrade e na Televisão em muitas novelas de Janete Clair: Selva de Pedra, Fogo sobre Terra, O Astro, Eu prometo e, também novelas de outros autores como Os Ossos do Barão escrita por Jorge Andrade.

Escreveu um livro Palmas pra que te quero, que fez pouco antes da sua morte, em 1988, depois de uma luta contra o câncer de mama.

Dina Sfat em cena em Arena Conta Tiradentes. Foto Derly Matos

Os Portugueses Deixam a Língua Nos Trópicos

Os Portugueses Deixam a Língua Nos Trópicos
Secos & Molhados

Composição: João Apolinario / João Ricardo


Um pedaço de pátria livre com minhas veias atlânticas
No mapa mestiço do meu corpo negro ou brasileiro
A mesma face enterrada no chão português da ibéria
E a mesma alma oceânica a caminho dos ventos
A mesma língua por dentro da língua falada nos espaços
Recônditos da alma morena dos antepassados recíprocos
Todos comuns ás virgens desfloradas pelos homens sem cor
Que punham lantejoulas no céu de cada ventre tropical
Ao sul das lânguidas praias margens da misteriosa atlântida
Quilhas rasgando os vendavais de cada aventura sem destino
Aí nasceram as bocas astrais para os signos dos deuses
Criando a mitologia dos afogados ao leme dos tempos
Resta essa lusíada chama agora liberta nas plagas continentais
Onde fermenta o sol no sal das obtusas claridades das sombras
Gerando a palavra nos corações misturados nos abismos das raças
Onde as pirâmides assinalam os sarcófagos do meu povo
Povo triturado pelas esferas e os cata-ventos imperdoáveis
Das bruxas que urdiram o maligno feitiço do império
E agora mortas expelem nas marés as fétidas fezes da história
Uma história que é preciso começar outra vez de zero
Um pedaço de pátria livre com essa chama lusíada
Líquida chama nos lábios de um futuro sem abortos
Expressão dos ventres da gestação austral
Ou das pequeninas ilhas dos golfos crioulos
Um beijo na boca do universo um beijo africano
Principalmente africano e brasileiro
Do zero ao êxtase um beijo íngreme na boca
Das líquidas palavras da mesma língua cósmica
Será uma fusão de asas salgadas pelas marés claras
Das praias assinaladas pelas âncoras ancestrais
E a mesma viagem andrógina dos bissexos da mesma pele
Desfraldando as bandeiras miscigenadas pelas lantejoulas
Um pedaço de pátria das pátrias procriadas
No mesmo verbo ardente de lírica melodia
Cantando amanhã as palavras somadas
Pelas gentes que esta língua em si mesmo procria
Meu sangue diluído nos poros do teu ser
Esse meu estar no mundo na tua pele sem cor
Colhendo os brasis nas selvas africanas
E as áfricas semeando no reino dos algarves
Quem será esse filho do grávido futuro
Que a tua boca oferece ao beijo redimido
Fecundado pelos séculos no mesmo chão sem pátria
Das pátrias do meu verbo do teu verbo nascido
Um pedaço uma gota uma única gota
Do teu perfil mestiço projetado nos astros
Singrando mares siderais á procura de rota
Os mares os mesmo mares nunca antes navegados
Que os despojos da história voltem ao restelo
Mas que essa chama livre para sempre viva
Num pedaço de pátria múltipla pátria amada
Feita de mil pedaços da alma do meu povo
Português em macau ou brasileiro em luanda
Africano da bahia ou crioulo europeu
Quando falas eu sei que nasceste de mim
Quando em mim nascias do meu pai do teu pai
Português infeliz nas andanças andadas
Palmilhou cicatrizes no rosto do tempo
E não sabe o que fazer das encruzilhadas
Nem das cruzes que pôs nas vertentes oblíquas
Português sem o gesto da própria mão direita
Decepadas nos becos das entranhas marinhas
(poentes de navalhas em horizontes mortos)
Com a vida esvaída nas correntes submersas
Português carregando os crepúsculos pesados
De uma podre velhice para estrumar a europa
Enforca-te no mar e nos próprios cabelos
Mas não morras deitado na cama da ibéria
Português que furaste os olhos ardentes
Para veres os confins dos confins da aventura
Não desistas agora das auroras urgentes
E volta para casa para nasceres de novo

Nascimento do ator e cineasta inglês Charles Chaplin

Nascia em 16 de abril de 1889, na Inglaterra, Charles Spencer Chaplin. Chaplin foi um dos atores da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão. É bastante conhecido pelos seus filmes O Imigrante, O Garoto, Em Busca do Ouro (este considerado por ele seu melhor filme), O Circo, Luzes da Cidade, Tempos Modernos, O Grande Ditador, Luzes da Ribalta, Um Rei em Nova Iorque e A Condessa de Hong Kong.

Utopia e distopia – pequenas considerações sobre liberdade, felicidade, alienação e resistência na ficção científica

Utopia e distopia: pequenas considerações sobre liberdade, felicidade, alienação e resistência na ficção científica

Gilberto da Silva [1]

Resumo:

Entendemos que a ficção científica pode se constituir num elemento de reflexão sobre o presente, passado, futuro e, a partir da utopia ou da distopia estabelecermos uma conexão entre alguns conceitos como felicidade e liberdade. Dessa forma, à luz da teoria crítica, nos utilizamos de autores como Fredric Jameson, Herbert Marcuse, Adorno e Horkheimer para refletir sobre questões e conceitos que perpassam as obras do gênero, tais como: alienação, verdade, ódio e tolerância, resistência e libertação.

Palavras-chave: Utopia; Distopia; Sociedade do espetáculo, teoria crítica, totalitarismo; ficção científica.


[1] Gilberto da Silva é formado em sociologia pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e jornalismo pela Faculdade Alcântara Machado/FIAM, mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero e pesquisador do grupo Comunicação e Sociedade do Espetáculo na linha de pesquisa A Teoria Crítica e a Comunicação na Sociedade do Espetáculo organizado pela Cásper Líbero. É um dos organizadores do livro A Sociedade do espetáculo -Debord, 50 anos depois (Appris, 2018).  É Analista de Ordenamento territorial da Prefeitura de São Paulo (aposentado). Foi professor do ensino secundário e universitário e edita a revista virtual P@rtes (www.partes.com.br).

Santos F. C. completa 108 anos de existência

Aqui uma homenagem da Vitrine do Giba ao Santos Futebol Clube! O #Santos Futebol Clube foi fundado no dia 14 de abril de 1912, por iniciativa de três esportistas da cidade, que convocaram uma assembleia na sede do Clube Concórdia para a criação de um time de futebol. Durante a reunião, surgiu a dúvida sobre o nome da agremiação, mas os participantes da reunião aclamaram, por unanimidade, a proposta de Santos Futebol Clube. O primeiro jogo em que entraram em campo foi contra um Combinado santista em 23 de junho de 1912, na Vila Macuco. Anacleto Ferramenta e Geraule marcaram os gols pelo Santos com a seguinte escalação:
Fauvel, Simon, Ari, Bandeira, Ambrósio, Oscar, Bulle, Geraule, Esteves, Fontes e Anacleto Ferramenta.
Mas o Santos considera como o primeiro jogo oficial ocorreu em 15 de setembro daquele ano. O adversário foi o Santos Athletic Club, mais conhecido como Clube dos Ingleses, e o Santos Futebol Clube venceu por 3 a 0.