Day: 29 de abril de 2020

Gerson Victalino, ouro no Pan de 1987, morre aos 60 anos

Gerson Victalino, ex-jogador de basquete do Brasil — Foto: Divulgação / CBB – Foto: Divulgação

Gerson Victalino, ex-jogador da seleção brasileira de basquete, morreu nesta madrugada, aos 60 anos. A informação foi divulgada pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB) na manhã desta quarta-feira
Em 1987, a Seleção Brasileira de Basquete derrotou o time americano dentro da casa dos adversários na final dos jogos Pan-Americanos e um dos jogadores daquela equipe era o pivô Gerson.
Gerson começou no basquete aos 18 anos, mas primeiro se destacou no futebol por conta de sua altura. Fez sua estreia como profissional em 1979, pelo Ginástico, em Minas Gerais. Em 1981, atuou pela primeira vez na Seleção Brasileira, no Sul-Americano, sob comando de Claudio Mortari, anotando sete pontos na vitória sobre o Chile por 100 a 43, em Montevidéu, e desde então fez uma carreira linda com nosso manto, sendo o atleta que mais vezes vestiu a camisa do Brasil, se despedindo na Olimpíada de 1992, no jogo que decidiu o quinto lugar para o país diante da Austrália, com 14 pontos. Entre Olimpíadas, Mundiais, Copas Américas, Sul-Americanos e Jogos Pan-Americanos, Gérson fez 93 partidas em torneios FIBA pela Seleção Brasileira.
O ex-atleta defendeu Monte Líbano, Corinthians, Lençóis Paulista, Jales, Manresa-ESP, Sport-PE e Remo, onde se aposentou em 2002. Pelo Brasil, Gerson esteve em quadra no título do inesquecível Pan de Indianapólis 1987, diante dos Estados Unidos. Ainda jogou três Olimpíadas, em Los Angeles 1984, Seul 1988 e Barcelon 1992. Vestiu a camisa do Brasil de 1981 a 1994. Aposentou-se em 2002.
Em 2020, Gerson Victalino foi homenageado pela CBB como um dos nomes das Conferências do Campeonato Brasileiro Adulto, com um selo comemorativo. ” Me senti lisonjeado com esta homenagem. Ser escolhido dentre tantos nomes que fizeram e fazem história no nosso basquete. Quando recebi essa notícia, fiquei em êxtase, pois sei a importância de ter o nome vinculado a um evento da CBB – disse Gerson na ocasião.
O pivô lutava para vencer um outro adversário, a esclerose lateral amiotrófica (ELA) que faz que a pessoa perca progressivamente os movimentos.


“Meus pêsames à família, era meu amigo, fez abertura de olimpíada no Clube Atlético Ypiranga (CAY), na época fez seu casamento em nosso salão, mineiro gente boa, tentei localizá-lo havia uns tempos atrás quando soube que estava doente, mas não consegui. Vai com Deus, Gersão” declarou Roberto Nappi, ex-presidente do CAY. segundo Nappi, Gerson morou na Vila Carioca.

Leny Eversong

Dia 29/04/1984 é o dia da morte da cantora paulista Hilda Campos Soares da Silva, a Leny Eversong – conhecida pela sua voz poderosa, que lhe deu fama internacional nos anos de 1950, fez várias temporadas anuais nos cassinos de Las Vegas. Em 1945, transferindo-se da Rádio Tupi, passou por duas rádios paulistas: a Excelsior e depois a Nacional. O repertório de Leny Eversong era em sua maioria musica internacional e jazzista.

Nascida em Santos, em 01 de setembro de 1920, desde pequena participava de concursos e apresentações. Em 1936 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a cantar na Rádio Tupi e fazer shows no Cassino da Urca e no Copacabana Palace.

Em 1940 lançou seu primeiro LP pela Copacabana Discos. Sua carreira foi marcada pela critica por não cantar musica brasileira, o que a obrigou a gravar algumas musicas de autores nacionais como Adoniran Barbosa, Tom Jobim e Lupicínio Rodrigues.

Leny na Revista do Rádio – 656

De volta pra São Paulo, mostrou sua potente voz em várias emissoras e casas noturnas.

Leny morreu – com apenas 64 anos -na penúria depois de uma década de ostracismo em 1984. Cansada, com diabetes e sobrepeso vivia desde 1973 afastada da vida artística. Seu marido, Francisco Luís Campos Soares da Silva (conhecido como Nei) havia desaparecido misteriosamente, só após a sua morte é que ficou revelado que seu marido tinha sido executado junto com sindicalistas santistas pelos órgãos repressivos da ditadura militar.

Leny Eversong – OTINDERÊ – Leyde Olivé – orquestração de Guerra-Peixe – Ano de 1956


NUNCA
Nunca
Nem que o mundo caia sobre mim
Nem se Deus mandar, nem mesmo assim
As pazes contigo eu farei

Nunca
Quando a gente perde a ilusão
Deve sepultar o coração
Como eu sepultei

Saudade
Diga a esse moço, por favor
Como foi sincero o meu amor
Quanto eu o adorei, tempos atrás

Saudade
Não esqueça também de dizer
Que é você que me faz adormecer
Pra que eu viva em paz

Na voz de Leny Eversong