Day: 30 de abril de 2020

As pessoas por trás da máquina de ferro

Por Gilberto da Silva

Na minha memória afetiva de criança está sempre presente o apito, ao longe, do trem. Imaginações infantis, viagens, sonhos e por consequência imaginava-me aquele senhor trabalhando para levar a locomotiva para rincões nunca conhecido.

As primeiras viagens marcadas pelo ferro, pelo aço das bitolas. Cambará (PR) – Ourinhos – São Paulo: trajetos muitas vezes demorados, oito, dez até doze horas de viagens. A primeira vez que desci na estação Julio Prestes, em São Paulo, pelas mãos do meu avô materno, inesquecível: aquele amontoado de gente nunca visto pelos olhos juvenis.

As trocas de máquinas, as mudanças nos trilhos e os sonhos de ser um maquinista. A vida e a lida nos levam para caminhos nunca dantes sonhados. Este foi só mais um sonho, sonhado acordado.

O que nunca esqueci é que ali, dentro daquela máquina, que na Grande São Paulo transportou diariamente meus sonhos, minhas dores, minhas angústias, meus amores, minhas desilusões, meus defeitos e minhas qualidades estava um ser denominado ferroviário e ao seu lado outros seres responsáveis para que tudo desse certo, mesmo nas horas em que irritados pelas demoras e atrasos, invariavelmente enlouquecíamos.

Eles e elas estão nos trilhos diariamente levando, trazendo pessoas e mercadorias para alimentar nosso corpo e nossa alma. Meus profundos agradecimentos a esses trabalhadores.

30 de abril é comemorado o dia do ferroviário

As pessoas por trás da máquina de ferro

Por Gilberto da Silva

Gilberto da Silva é jornalista, professor (sem aulas…) e sociólogo da Prefeitura do Município de São Paulo. Graduado em Jornalismo pela FIAM e Ciências Políticas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. É editor do site Revista Partes

Na minha memória afetiva de criança está sempre presente o apito, ao longe, do trem. Imaginações infantis, viagens, sonhos e por consequência imaginava-me aquele senhor trabalhando para levar a locomotiva para rincões nunca conhecido.

As primeiras viagens marcadas pelo ferro, pelo aço das bitolas. Cambará – Ourinhos – São Paulo: trajetos muitas vezes demorados, oito, dez até doze horas de viagens. A primeira vez que desci na estação Julio Prestes, em São Paulo, pelas mãos do meu avô materno, inesquecível: aquele amontoado de gente nunca visto pelos olhos juvenis.

As trocas de máquinas, as mudanças nos trilhos e os sonhos de ser um maquinista. A vida e a lida nos levam para caminhos nunca dantes sonhados. Este foi só mais um sonho, sonhado acordado.

O que nunca esqueci é que ali, dentro daquela máquina, que na Grande São Paulo transportou diariamente meus sonhos, minhas dores, minhas angústias, meus amores, minhas desilusões, meus defeitos e minhas qualidades estava um ser denominado ferroviário e ao seu lado outros seres responsáveis para que tudo desse certo, mesmo nas horas em que irritados pelas demoras e atrasos, invariavelmente enlouquecíamos.

Eles e elas estão nos trilhos diariamente levando, trazendo pessoas e mercadorias para alimentar nosso corpo e nossa alma. Meus profundos agradecimentos a esses trabalhadores.