Day: 11 de julho de 2020

Guilherme de Almeida

O Príncipe dos Poetas Brasileiros

Nasceu a 24 Julho 1890
(Campinas, São Paulo, Brasil) Morreu em 11 Julho 1969
(São Paulo, São Paulo, Brasil)

Infância
Um gosto de amora
comida com sol. A vida
chamava-se “Agora”.
Publicado no livro Poesia Vária (1947). Poema integrante da série II. Parte: Os Meus Haikais. In: ALMEIDA, Guilherme de. Toda a poesia. 2.ed. São Paulo: Livr. Martins, 1955. v.

Guilherme de Andrade e Almeida nasceu em Campinas, SP, a 24 de julho de 1890. Filho do jurista e professor de direito Estevão de Araújo Almeida e de Angelina de Andrade Almeida, passou os primeiros anos da infância nas cidades de Limeira, Araras e depois Rio Claro, onde realizou os estudos primários. Em 1902 tornou-se aluno do Ginásio de Campinas e, em 1903, com a vinda da família à cidade de São Paulo, ingressou no Colégio de São Bento. Formou-se, em 1907, no Ginásio Nossa Senhora do Carmo, dos Irmãos Maristas. Em 1912, concluiu o curso da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, tendo, após a formatura, atuado como promotor público em Apiaí e em Mogi-Mirim. De volta à Capital em 1914, trabalhou com o pai até 1923, quando passou a se dedicar prioritariamente à atividade de escritor, iniciada alguns anos antes.

A estreia literária de Guilherme de Almeida se deu em 1916, com Mon Coeur Balance e Leur Âme (teatro), peças escritas em colaboração com Oswald de Andrade e editadas sob o título de Théatre Brésilien. Seu primeiro livro de poemas, Nós, veio a lume em 1917, seguindo-se A dança das horas e Messidor, ambos de 1919, e o Livro de Horas de Sóror Dolorosa, publicado em 1920. Escreveu, em 1921, o ensaio Natalika e os atos em verso Scheherazada e Narciso – A flor que foi um homem. Publicou Era uma Vez… em 1922. Nesse mesmo ano, atuou decisivamente na realização da Semana de Arte Moderna, ao lado de Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Di Cavalcanti e Menotti del Picchia, entre outros. Ajudou a fundar a revista Klaxon (porta-voz do movimento), integrando a equipe de editores; criou a capa do periódico, além de anúncios publicitários dos patrocinadores, de concepção precursora da visualidade da arte de vanguarda e da própria propaganda moderna.

O poeta casou-se em 1923 com Belkiss Barroso do Amaral (Baby), e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1925. Nesse ano publicou quatro livros de poemas: Narciso, Encantamento, Raça e Meu, consistindo, estes dois últimos (principalmente Meu), no ápice de sua poesia modernista. Escreveu, também nesse ano, a conferência “Revelação do Brasil pela poesia moderna” e a apresentou no Rio Grande do Sul, em Pernambuco e no Ceará, a fim de difundir os ideais estéticos do Modernismo, regressando, em seguida, a São Paulo.

Em 1932, Guilherme participou ativamente da Revolução Constitucionalista, chegando a se alistar voluntariamente, como soldado raso, e a lutar na cidade de Cunha. Ao final desse Movimento, foi preso e exilado em Portugal, onde permaneceu até o ano seguinte. A estada naquele país forneceu elementos para a elaboração de crônicas reunidas no livro O meu Portugal, publicado em 1933.

Eleito em 1928 para a Academia Paulista de Letras e, em 1930, para a Academia Brasileira de Letras, Guilherme de Almeida foi, durante décadas, o mais popular poeta paulista. Sua obra compreende mais de 70 publicações, entre poesia, prosa, ensaio, tradução, além do extenso trabalho jornalístico, ainda esparso; deste, destaque-se sua coluna “Cinematographos”, pioneira da crítica cinematográfica em nosso país, mantida no jornal O Estado de S. Paulo entre as décadas de 1920 e 1940. Em 1959 foi eleito “Príncipe dos Poetas Brasileiros” em concurso patrocinado pelo jornal Correio da Manhã, por meio da seção “Escritores e livros” – escolhido por um “colégio eleitoral” de cerca de mil componentes, concorreu com os poetas Manuel Bandeira, Carlos Drummond da Andrade, Vinicius de Moraes e Mauro Mota.

Guilherme faleceu em 11 de julho de 1969, em sua casa da Rua Macapá, no Pacaembu, em São Paulo – a “Casa da Colina” –, onde residia desde 1946. Adquirida pelo Governo do Estado na década de 1970, a residência do poeta tornou-se o museu biográfico e literário Casa Guilherme de Almeida, inaugurado em 1979, que abriga também, hoje, um Centro de Estudos de Tradução Literária.

Dotado de reconhecido domínio técnico, Guilherme transitou com igual competência por modelos composicionais diversos. Segundo o escritor Lêdo Ivo, em sua introdução à segunda edição de Raça, “talvez mais do que nenhum outro dos participantes da Semana de Arte Moderna, Guilherme de Almeida viveu o drama da conciliação estética do novo com o velho, da fôrma com a forma, da tradição com a invenção, da rotina e do automatismo das receitas com o clamor de criatividade”.

FONTE: http://www.casaguilhermedealmeida.org.br

Um viva ao Lattes!

Em 11 de julho de 1924, nascia em Curitiba (PR), Cesare Mansueto Giulio Lattes, mais conhecido como César Lattes , falecido em Campinas, no dia 8 de março de 2005. Cesár Lattes foi um matemático e físico brasileiro dos mais ilustres e honrados e seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento da física atômica. Figura como um dos poucos brasileiros na Biographical Encyclopedia of Science and Technology de Isaac Asimov, como também na Encyclopædia Britannica e no Oxford Companion to the History of Modern Science. Embora Ele também foi um grande líder científico de física brasileira e foi uma das principais personalidades por trás da criação do importante Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
RTormento hoje para muitos a Plataforma Lattes (curriculos de pesquisadores) leva este nome em sua homenagem!
#cesarlattes #plataformalattes #lattes
Em 11 de julho de 1924, nascia em Curitiba (PR), Cesare Mansueto Giulio Lattes, mais conhecido como César Lattes , falecido em Campinas, no dia 8 de março de 2005. Cesar Lattes foi um matemático e físico brasileiro dos mais ilustres e honrados e seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento da física atômica. Figura como um dos poucos brasileiros na Biographical Encyclopedia of Science and Technology de Isaac Asimov, como também na Encyclopædia Britannica e no Oxford Companion to the History of Modern Science. Embora Ele também foi um grande líder científico de física brasileira e foi uma das principais personalidades por trás da criação do importante Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
RTormento hoje para muitos a Plataforma Lattes (currículos de pesquisadores) leva este nome em sua homenagem!
cesarlattes #plataformalattes #lattes