Mês: agosto 2020

Eu grito ébano /O couro que me cobre a carne”/ Questões da negritude

“Eu grito ébano /O couro que me cobre a carne… Questões da negritude “Live do dia 30/08, as 10h30 minutos é para discutir a questão do racismo. Homens e mulheres negras para bater um papo sobre o assunto, no espírito do programa aos domingos: #racismo, #negritude, #desigualdades, valorização, construção de identidade etc..

Presenças de : Charles Borges, Coordenador da Casa de Cultura Chico Science, no Ipiranga, São Paulo. Cleuder de Paula, Coordenador de projetos na Subprefeitura Ipiranga; Levi Pedro Souto, trabalhador da construção civil/gesseiro. Vila Velha – ES Dayse Rodrigues, pedagoga, Projeto Ubuntu Oficial. Recife – PE Fernanda Santos, professora de educação básica em Santa Maria – RS Moderador: Gilberto da Silva, sociólogo e jornalista.

O ensinamento de Agostinho ao homem contemporâneo

Para Todos os efeitos (para crítica e contra crítica) é importante conhecer a obra de Santo Agostinho, um célebre filósofo e teólogo da Igreja Católica. #santoagostinho #santoagostinhodehipona #bispodehipona

Com ele se aprende a introspecção interior e a busca de Deus através da razão e da fé. Mas Santo Agostinho, que a Igreja lembra hoje, também ensina a ler a história à luz da Providência. O novo Prior da Província agostiniana da Itália afirma: “Agostinho fala muito ao homem de hoje”. Carta do Prelado Geral a todos os Agostinianos

Tiziana Campisi – Vatican News

Os Padres da Igreja são justamente chamados os santos que, com a força da fé, a profundidade e a riqueza de seus ensinamentos, regeneraram e fizeram crescer a Igreja nos primeiros séculos”, assim escreveu João Paulo II na Carta Apostólica Patres Ecclesiae. E entre os Padres da Igreja está Santo Agostinho, Bispo de Hipona, que com seu ministério pastoral e suas obras contribuiu enormemente para o desenvolvimento da doutrina cristã.

Santo Agostinho pastor

Se com sua experiência de vida o prelado africano nos ensina a percorrer o caminho da interioridade para encontrar Deus e compreender Sua Palavra com fé e razão, através de seus escritos responde também às grandes perguntas do homem sobre a existência, sobre o bem e o mal, sobre a história. Há muitas homilias nas quais Agostinho aborda temas atuais, adverte seus fiéis sobre costumes pagãos, ajuda-os a ler a realidade à luz do Evangelho. Como pastor, durante 35 anos, ele conduziu sua diocese na ortodoxia cristã e, cabendo-lhe a episcopalis audientiae, deve resolver as disputas civis que os cidadãos de Hipona lhe submetem como árbitro de disputas, o que o aproximou ainda mais de seu povo. Tudo isso o levou a lidar com problemas concretos e a lidar com heresias e questões teológicas, enquanto seus sermões apaixonavam tanto os fiéis que ficavam horas ouvindo-o falar.

Entre 413 e 426, quando já tinha idade madura, Agostinho escreveu A Cidade de Deus, oferecendo uma leitura da história através das lentes da fé católica. Nos 22 livros que a compõem, o mundo é descrito como o fruto da “cidade terrestre”, marcada pelo pecado e amor próprio do homem, e da “cidade celeste”, o lugar da Graça e do amor de Deus. Mas, para o bispo de Hipona, em todas as civilizações há homens que pertencem a uma ou a outra. Além disso, vendo a Providência como um guia para toda a história, cada acontecimento e cada evento pessoal é iluminado por um significado. A Cidade de Deus de Agostinho é uma reflexão filosófica, teológica e política. Padre Giustino Casciano, Prior Provincial da Província Agostiniana da Itália, explica o que podemos recuperar nos dias de hoje desta obra:

Padre Casciano: “A Cidade de Deus” foi escrita por Agostinho quando Roma caiu nas mãos dos Godos. Este evento que marcou época abalou o povo, as consciências de então, e deu origem à acusação contra os cristãos de que eles eram a causa da ruína da cidade de Roma, da cidade eterna. Escrevendo “A Cidade de Deus”, Agostinho quer responder precisamente a estas acusações. E ele diz que não é por causa do cristianismo que Roma se tornou fraca e caiu nas mãos dos bárbaros, mas é por causa da corrupção moral, da corrupção dos costumes, que Roma perdeu seu esplendor e sua grandeza.   Tornou-se frágil por causa do homem, que seguiu mais paixões do que sua própria inteligência, o próprio destino eterno. Penso que é interessante refletir sobre a situação atual no mundo, sobre o fato de que estamos passando por esta crise da epidemia global que afetou todos os povos. A reflexão de Agostinho pode ser muito interessante para se ter uma visão da história do mundo, onde o cristianismo pode dar tanta luz, onde a fé cristã pode oferecer tantas saídas.

Como Agostinho se dirigiria ao mundo hoje?

Padre Casciano: Devo dizer que Agostino fala muito ao homem de hoje. O homem contemporâneo se sente muito próximo a ele; ele está a mais de 1600 anos de distância, mas sua linguagem, seu modo de ser e de se colocar, o tornam muito, muito atual. Acredito que Agostinho falaria, acima de tudo, em nível antropológico, falaria ao coração das pessoas, à sua necessidade de felicidade, de segurança. Creio que seria realmente interessante ouvi-lo falar ou escrever na sociedade de hoje. E é nossa tarefa, como agostinianos, torná-lo vivo e atual na nossa sociedade.

Como o senhor vê o futuro das comunidade agostinianas na Itália?

Padre Casciano: Certamente é um futuro com muitas dificuldades, devido sobretudo à falta de vocações, por isso a urgência mais importante é aproximar os jovens, caminhar junto com os jovens, anunciar Jesus às novas gerações e pedir com incessante oração o dom de ter novas e santas vocações para a vida consagrada e para o ministério ordenado. Não gostaríamos de fechar conventos, gostaríamos, com a ajuda de Deus, de abrir novas realidades; mas isto, é claro, só pode ser feito através de novas vocações, sem esquecer que caminhamos juntos com as famílias, junto com os leigos. Somos um só com os leigos e as famílias agostinianas que vivem em nossos contextos. As dificuldades da Igreja são nossas dificuldades.

Há uma frase, um pensamento, de Agostinho que, em sua opinião, pode ser um pouco o lema da província agostiniana italiana para os próximos anos?

Padre Casciano: Posso pensar em várias frases, é claro. Uma se trata da razão e da fé: “Creia para poder compreender e compreenda para poder crer”. Acredito que seja importante para nós unirmos cada vez mais todas as capacidades da ciência, tecnologia, inteligência humana, porém, uni-las à fé. Somente se formos capazes de ter estas duas asas, engenhosidade humana e fé em Deus, poderemos realmente voar. Se uma dessas duas asas estiver faltando, há o risco de ficarmos no chão e não sermos capazes de nos levantar. Também gosto muito da frase sobre a Graça de Deus. Unir a liberdade humana e a Graça de Deus, portanto fazer tudo o que for possível com suas forças, mas acima de tudo confiar-se à Graça de Deus com a oração. Creio que Agostinho seja capaz de sempre unir sempre estas realidades entre si; ele é o médico da Graça, mas é também o médico da liberdade.

A carta do Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho

O Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho, Padre Alejandro Moral, por ocasião da solenidade que todos os agostinianos celebram hoje, escreveu uma carta para convidar os religiosos a viverem com um só coração e uma só alma prostrados a Deus. “Vamos permanecer (…) fortemente unidos. Demos testemunho da comunhão entre nós e a Cabeça, que é Cristo – pode-se ler na carta – Ele nos ajudará a ler e interpretar a realidade e as necessidades de nossos irmãos. Unidos e em comunhão com Cristo, podemos confiar na segurança da superação das situações difíceis que teremos de viver”.

Unidos e orientados para o bem comum diante da pandemia

Recordando a emergência do coronavírus que todos os continentes estão vivendo, Padre Moral acrescenta: “A celebração da solenidade de nosso Padre Santo Agostinho também está envolvida na emergência sanitária que vivemos. Por esta razão, as Santas Missas e outras celebrações terão uma participação reduzida na maioria dos lugares, ou mesmo em outros não poderão sequer ser celebradas publicamente”. Por fim, o Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho nos exorta a dirigir nossas mentes e nossos corações para o essencial do carisma agostiniano. “Busquemos o bem comum, a comunhão com nossos irmãos”, conclui o Prior, “trabalhando em nossa interioridade e relacionamento com Deus, oferecendo um testemunho de fraternidade e solidariedade com as pessoas afetadas pelos problemas causados pela pandemia”.

Confira o Giro da Vitrine desta quinta, 27 de agosto

Revista semanal de notícias, comentários sobre política, cultura e fotografia como o fotógrafo Cuca Jorge. Quadro sobre futebol com Yasmin Dias; cultura pop com o professor Homero Massuto. E muito mais! Apresentação do jornalista e sociólogo Gilberto da Silva.

Tivemos a participação especial do músico e compositor Nei Silva que falou da sua carreira e deste momento de pandemia

#CafédaManhã09 com o Professor Romualdo Portela de Oliveira

O café da manhã do próximo domingo, 23/08, será com o Professor Romualdo Portela de Oliveira. Romualdo é graduado em Matemática, mestre e doutor em Educação e Livre Docência pela Universidade de São Paulo (USP) e ex-coordenador de Educação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Professor Titular aposentado da FE-USP, Diretor de Pesquisa e Avaliação do CENPEC (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Política Educacional, atuando principalmente nos seguintes temas: políticas educacionais, financiamento da educação, avaliação educacional, administração escolar e direito à educação. Romualdo Luiz Portela de Oliveira é presidente da ANPAE – Associação Nacional de Política e Administração da Educação e um dos nomes mais respeitados quando se fala em políticas educacionais, avaliação, administração escolar, financiamento e direito à educação no Brasil. #educação #políticaeeducação #direitoàeducação #romualdoportleadeoliveira

Giro da Vitrine

Notícias da semana e #comentários! #culturapop, #futebol #imagensdasemana, Todas as quintas, 10h30 na Vitrine do Giba.

Giro da Vitrine teve papo sobre a taxação dos livros e sobre a nossa constituição, com o Dr. Roberto Montanari Custódio. Cultura com Homero Odisseus Massuto, que falou sobre o livro Canone Gráfico Volumes 1 e 2, editados pela Boitempo e Cuca Jorge falando sobre fotografia.
Yasmin Dias falou sobre a Liga dos Campeões e sobre o futebol brasileiro.

taxaçãodelivro #taxaçãodoslivro #nãoàtaxaçãodelivros #futebol #canonegráfico

Café da Manhã com Zeh Gustavo

O Café da manhã deste domingo 16/8 é com #ZehGustavo, músico, #escritor, #revisor. Mexe com poesia, canto, letra, conto. Fez uma breve incursão pela filosofia política com um mestrado que relacionou o tema da vida outra de Foucault ao escritor da marginália Antônio Fraga. Dividido entre duas cidades, Cuiabá e Rio de Janeiro, na música faz parte de grupos/projetos como Terreiro de Breque (RJ) e Triuaipi (MT) – já passou também por Cordão do Prata Preta (RJ), Samba da Saúde (RJ), Banda da Conceição (RJ). Em 2019, lançou o livro de poesias Contrarresiliente e em 2020 é um dos organizadores do livro Jumento com Faixa: deboches e antiodes ao fascismo, ambas as obras pela editora Viés. Na literatura, publicou, ainda, Eu algum na multidão de motocicletas verdes agonizantes (Viés, 2018; vencedor do Prêmio Lima Barreto de Contos da Academia Carioca de Letras), Pedagogia do suprimido (Verve, 2013; Autografia, 2015), A perspectiva do quase (Arte Paubrasil, 2008) e Idade do Zero (Escrituras, 2005). Participou, entre outras, das coletâneas Porremas (Mórula, 2018), Para ler o samba (Ímã, 2016), O meu lugar (Mórula, 2015), Rio de Janeiro: alguns de seus gênios e muitos delírios (Autografia, 2015), Porto do Rio do início ao fim (Rovelle, 2012). Foi um dos organizadores do FIM (Fim de Semana do Livro no Porto).

Ajuizada no STF ação que questiona novo marco do saneamento: ADI é baseada em estudo feito pelos urbanitários


Na noite desta terça (11/8), os partidos PT, PSol, PCdoB e PSB ajuizaram ação direta de inconstitucionalidade – ADI – no Supremo Tribunal Federal contra o novo marco legal do saneamento básico – lei 14.026/2020, sancionada pelo presidente Bolsonaro em 15 de julho.

A ação aponta que “o novo marco legal representa risco de dano iminente ao dever da administração pública de ofertar a todos o acesso a bens essenciais em função do princípio da universalidade dos serviços públicos, cuja máxima determina que sua prestação não deva distinguir seus destinatários”.

A ADI teve como base estudos feitos pelo corpo técnico e jurídico da Federação Nacional dos Urbanitários – FNU, que analisou os impactos  do fim dos contratos de programa entre as companhias estaduais e os municípios, previsto na lei. Para o advogado que presta serviços e consultoria à Federação, Luiz Alberto Rocha, o fim do contrato de programa desestrutura totalmente o sistema de solidariedade entre entes federativos para transferir, via contrato de concessão, o saneamento para a exploração do setor privado sem qualquer resguardo para a preservação do interesse público.

O presidente da FNU, Pedro Blois, ressalta a importância da construção da frente de oposição ao novo marco legal do saneamento, agregando trabalhadores do setor e partidos políticos, visto que a lei 14.026/2020  apresenta muitas inconstitucionalidades. “O saneamento é um setor chave para a saúde e redução das desigualdades, por isso é tão importante lutar pela garantia da prestação dos serviços a todos os brasileiros. A universalização dos serviços só é possível de ser atingida por meio do saneamento público. As empresas privadas só visam lucro e não têm o compromisso com o social”, afirma Blois.  

O texto da ADI destaca que o serviço público de saneamento é privativo do poder público, no qual suas atribuições são inerentes ao interesse local que se incluem na competência originária do município, ainda que a natureza do saneamento demande a participação de outros municípios e do Estado no planejamento, execução e gestão do serviço integrado.

Leia a ADI na íntegra

Giro da Vitrine

Revista semanal de notícias, comentários sobre política, cultura e fotografia como o fotógrafo Cuca Jorge. Quadro sobre futebol com Yasmin Dias; cultura pop com o professor Homero Massuto e Rosa Martins: uma convidada especial para falar sobre D. Pedro Pedro Casaldáliga. Apresentação do jornalista e sociólogo Gilberto da Silva.
Enquete da semana: Você é favorável à volta as aulas?

Capital e Trabalho: contradições, tensões, lutas e perspectivas na época do precariado

O #CafédaManhã07 do domingo 09/08 o assunto foi #Capital e #Trabalho: contradições, tensões, lutas e perspectivas na época do #precariado, com o jornalista econômico Luciano Feltrin. Entre outras coisas conversamos sobre: O #neoliberalsimo A #rendabásicadecidadania O aumento do #desemprego A #precarização do trabalho A chamada #uberização da vida e do trabalho A questão do fim do trabalho O enfraquecimento das relações trabalhistas A hegemonia EUA X China Homenagem ao dia dos pais.

Quinta, Giro da Vitrine

Revista da Vitrine do Giba com informações, variedades, esportes, jornalismo, comentários, o que aconteceu na semana.

CPI DA ENEL – INVESTIGAÇÃO, JÁ!
O Exame Nacional do Ensino Médio (@Enem), que teve a aplicação adiada por causa da pandemia do novo coronavírus, foi remarcado para os dias 17 e 24 de janeiro, na sua versão impressa.

Veja o trailler de As Invisíveis, de Louis-Julien Petit, chega no Now e Vivo Play

girodofutebol com Yasmin Dias

As #imagens da semana