Mês: janeiro 2022

Helena Costa, cantora

HELENINHA COSTA – CANTORA
Helena Costa Grazioli, conhecida como Heleninha Costa foi uma cantora brasileira. Foi casada com o músico Ismael Neto, integrante e fundador do grupo musical “Os Cariocas”.
Em 1947, a convite de César Ladeira, começou a trabalhar na Rádio Nacional, participando do programa “Música do coração”, considerado um dos melhores musicais noturnos da emissora.

Helena Costa Grazioli, conhecida como Heleninha Costa (Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 1924 – Rio de Janeiro, 11 de abril de 2005)

81 vezes Mautner

“Você guarda todos os livros que lê, tem um grande biblioteca em casa?Eu já tinha 10 mil livros aos 14 anos, pois meu pai sempre me incentivou a ler. Foram tantos livros lidos que eu não teria onde guardar, fui dando tudo. Conheço a literatura de cada país. Leio em alemão, leio em francês… Mas leio novidades também. Recomendo, por exemplo, A nova biografia do Brasil, que saiu pela Companhia das Letras [das autoras Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling]. Ali elas dizem que o Brasil de fato já era conhecido em 1008, 500 anos antes do descobrimento. Também comentam que os índios eram nus, atléticos, perfumados… Mas o que mais causava estranheza é que eles faziam guerra não para conquistar território, e sim apenas por vingança pessoal. Aí você tem outros livros, como os do Domenico De Masi. O último dele, O futuro chegou, tem 500 páginas. Começa lá nos sumérios e acádios, segue por todas as culturas e nas últimas 100 páginas afirma que a única civilização que poderá dar continuidade à vida no planeta é o Brasil, por tudo isso que estou dizendo. Por esse amálgama, esse tropicalismo, essas características que são totalmente inéditas e originais de um país que é um continente.”

Trecho da entrevista à revista Cândido in: https://www.bpp.pr.gov.br/…/Entrevista-Jorge-Mautner

Tarsila do Amaral

Em 17 de janeiro de 1973 morria em São Paulo, Tarsila do Amaral ou simplesmente Tarsila, é considerada uma das principais artistas modernistas da América Latina, descrita como “a pintora brasileira que melhor atingiu as aspirações brasileiras de expressão nacionalista em um estilo moderno.”

Tarsila de Aguiar do Amaral, internacionalmente conhecida como o expoente do modernismo brasileiro. Uma mulher emancipada à frente de seu tempo.

 #tarsiladoamaral #tarsila #modernismo #modernismobrasileiro

102 anos sem Rosa Luxemburgo

Hoje, 15 de janeiro de 2022 completa 102 anos do assassinato da revolucionária pacifista, antimilitarista, defensora da democracia no seio da revolução, Rosa Luxemburgo.

Rosa, em polonês Róża Luksemburg, nasceu a 5 de março de 1871 num vilarejo de Zamość, perto de Lublin, na Polônia e é considerada a dirigente marxista mais importante da história. Um século depois de sua morte, sua vasta produção teórica continua viva e merece ser lida, principalmente nos dias atuais. Ela foi certeira em muita análise feita à sua época.

Seu legado ficou com o assim denominado “luxemburguismo”, uma escola marxista com características próprias: seu pacifismo, de homens livres, sua luta contra o revisionismo e a defesa da democracia no seio da revolução.

Para Rosa Luxemburgo não se trata primeiro de tomar o poder e só depois mudar o mundo que era uma corrente hegemônica da esquerda no século XX.:

“A democracia socialista não começa somente na Terra prometida, quando tiver sido criada a infraestrutura da economia socialista, como um presente de Natal, já pronto, para o bom povo que, entretanto, apoiou fielmente o punhado de ditadores socialistas. A democracia socialista começa com a destruição da dominação de classe e a construção do socialismo. Ela começa no momento da conquista do poder pelo partido socialista.”

Rosa Luxemburgo foi assassinada em 15 de janeiro de 1919, por soldados de uma milícia protofascista criada para reprimir os revolucionários. Rosa tinha 47 anos. Seu corpo, lançado ao canal Landwehr, que atravessa o Tiergarten (parque central de Berlim), só foi encontrado em 31 de maio e sepultado em 13 de junho daquele ano. 

Trecho fina de O Socialismo e as Igrejas – o comunismo dos primeiros cristãos de Rosa Luxemburgo. Coleção Zero/07 – Afrontamento – Porto, Portugal s/d

OBRAS DE ROSA LUXEMBURGO EM PORTUGUÊS E ESPANHOL

LUXEMBURG, Rosa. Introducción a la economia política. Córdoba: Pasado y Presente, 1972.

–––––. A crise da social-democracia. Lisboa: Presença, 1974.

–––––. Huelga de masas, partido y sindicatos. México: Ediciones Pasado y Presente, 1978.

Tradução brasileira: Greve de massas, partido e sindicatos. São Paulo: Kairós, 1979.

–––––. Debate sobre la huelga de masas. México: Ediciones Pasado y Presente, 1978. (Nesta publicação encontramos os seguintes artigos de Rosa Luxemburg: La causa de la derrota; Y por tercera vez el experimento belga; Y después qué? ).

–––––. Camarada e amante. Cartas de Rosa Luxemburg a Leo Jogiches. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.

–––––. A questão nacional e a autonomia. Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1988.

–––––. A acumulação do capital. São Paulo: Nova Cultural, 1988.

–––––. A revolução russa. Petrópolis: Vozes, 1991 (Nesta obra encontram-se os seguintes artigos com tradução de Isabel Loureiro: Questões de organização da social-democracia russa; A revolução russa; O que quer a Liga Spartakus?).

–––––. Reforma, revisionismo e oportunismo. Rio de Janeiro: Laemmert, 1970. (Sob este título encontra-se a primeira tradução brasileira de Reforma social ou revolução? feita por Lívio Xavier, e os seguintes apêndices: Os óculos ingleses; Discurso sobre a tática; Resposta ao discurso de Vollmar; A participação socialista do poder na França; A crise do movimento socialista na França; A greve geral).

–––––. Reforma ou revolução? São Paulo: Editora Expressão Popular, 1999 (republicação da tradução de Lívio Xavier).

OBRAS SOBRE ROSA LUXEMBURGO EM PORTUGUÊS

ARENDT, Hannah. Rosa Luxemburgo: 1871-1919. In: Homens em tempos sombrios. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

ETTINGER, Elzbieta. Rosa Luxemburgo. Rio de Janeiro: Zahar, 1989.

GERAS, Norman. A actualidade de Rosa Luxemburgo. Lisboa: Edições Antídoto, 1978.

GUIMARÃES, Juarez (org.). Rosa, a vermelha. Vida e obra da mulher que marcou a história da revolução no século XX. São Paulo: Busca Vida, 1987. (Esta obra contém os seguintes textos de Rosa Luxemburg: O Folheto Junius, A revolução Russa, Contra a pena capital e A ordem reina em Berlim).

LOUREIRO, Isabel, VIGEVANI, Tullo. (org.). Rosa Luxemburg – a recusa da alienação. São Paulo: Editora UNESP/FAPESP, 1991.

LOUREIRO, Isabel. Rosa Luxemburg e Trotsky: a revolução russa de 1905. In: COGGIOLA, OSVALDO. Trotsky hoje. São Paulo: Editora Ensaio, 1994.

LOUREIRO, Isabel. Rosa Luxemburg – os dilemas da ação revolucionária. São Paulo: Editora UNESP, 1995.

LOUREIRO, Isabel. Lukács e Rosa Luxemburg. In: ANTUNES, Ricardo, LEÃO RÊGO, Walquíria. Lukács – um Galileu no século XX. São Paulo: Boitempo, 1996.

LOUREIRO, Isabel. Rosa Luxemburgo – vida e obra. São Paulo: Expressão Popular, 2000.

LÖWY, Michael. Método dialético e teoria política. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975. (Nesta obra há dois ensaios excelentes sobre Rosa Luxemburg: Rosa Luxemburgo; A significação metodológica da palavra de ordem “Socialismo ou Barbárie”).

LUKÁCS, Georg. História e consciência de classe. Porto: Escorpião, 1974. (Encontramos nesta obra dois ensaios clássicos sobre Rosa Luxemburg: Rosa Luxemburgo, marxista; Notas críticas sobre a crítica da revolução russa de Rosa Luxemburgo).

NASCIMENTO, Cláudio. Rosa Luxemburgo e Solidarnosc. Autonomia operária e autogestão socialista. São Paulo: Loyola, 1988.

NEGT, Oskar. Rosa Luxemburgo e a renovação do marxismo. In: HOBSBAWM, E. (org.). História do marxismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984, v.3.

PEDROSA, Mario. A crise mundial do imperialismo e Rosa Luxemburgo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

SADER, Emir. Rosa Luxemburgo. In: O poder, cadê o poder? – Ensaios para uma nova esquerda. São Paulo: Boitempo, 1997.