Mês: junho 2015

Símbolo da Capital Paulista é tomada por ciclistas

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Sem carros, a Avenida Paulista foi tomada por ciclistas e pedestres no dia da abertura da ciclovia

Fotos Gil Félix

Trecho inaugurado liga a Praça Oswaldo Cruz à Avenida Angélica e foi aberto oficialmente neste domingo (28)

 

10914913_1666607260238128_7325377617882225821_oCom 2,7 quilômetros de extensão, a ciclovia da Paulista foi construída com concreto pigmentado, método que confere maior durabilidade, regularidade e resistência ao piso. Alguns trechos, próximos a semáforos, ganharam grades para a proteção dos ciclistas. A fim de garantir maior segurança nas travessias, a sinalização semafórica existente foi sincronizada para o fluxo de bicicletas.

 

Entre a Praça Oswaldo Cruz (no Paraíso) e a Rua Haddock Lobo (Consolação), o percurso é bidirecional e está no canteiro central da Avenida, que foi alargado e tem agora 4 metros, além de uma elevação de 18 centímetros em relação às pistas, com nivelamento apenas nos cruzamentos. Quando o canteiro central termina e dá lugar ao Túnel José Roberto Fanganiello Melhem (Complexo Viário Paulista), a ciclovia continua bidirecional na faixa da esquerda, até a Rua da Consolação, e segue à direita entre a Consolação e a Avenida Angélica.

 

O espaço destinado aos pedestres não foi alterado. As oito faixas de rolamento foram redimensionadas e mantidas, sendo seis delas para veículos em geral e duas exclusivas para os ônibus, divididas em ambos os sentidos. Uma ligação entre as ciclovias da Paulista e da Rua Treze de Maio foi implantada na Praça Oswaldo Cruz, onde houve troca do piso, reforma das jardineiras e das muretas em volta das árvores e instalação de nova iluminação.

 

A implantação de dutos para passagem de fibra ótica e cabeamento sob o canteiro central também foi contemplada no eixo Avenida Paulista – Avenida Bernardino de Campos. A Bernardino de Campos está passando por uma requalificação urbanística, o que permitirá enterramento de fiação, iluminação reforçada no canteiro central, implantação de totens de sinalização e de informações e reforma das calçadas, tudo isso com a preservação das árvores existentes.

 

11411958_1666608110238043_2584014086261420439_o“Isso aqui não é uma política partidária, não é uma política de governo. É uma política que deveria ser abraçada por todos os partidos, por todos os governos, para que pedestres e ciclistas tivessem o seu espaço garantido, além do transporte público. É importante para a cidade também pelo simbolismo. O principal cartão postal da América Latina agora tem um marco, que é a malha cicloviária”, declarou  o prefeito Fernando Haddad

 

 

Estiveram presentes na inauguração da ciclovia da Avenida Paulista a vice-prefeita Nádia Campeão, que também coordena o Comitê Integrado de Subprefeituras (CIS), e os secretários municipais Celso Jatene (Esportes, Lazer e Recreação), Tadeu Candelária (Verde e Meio Ambiente), Eduardo Suplicy (Direitos Humanos e Cidadania), Gabriel Chalita (Educação), Luiz Antonio de Medeiros (Coordenação das Subprefeituras), Nunzio Briguglio (Comunicação) e Chico Macena (Governo).

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Com o grande número de pessoas que passaram pela Paulista ao longo do dia – para usufruir da avenida sem carros, da nova ciclovia e da ciclofaixa de lazer, que funcionou normalmente das 7h às 16h –, o secretário municipal Jilmar Tatto (Transportes) voltou a falar sobre a possibilidade de interdição total da via aos domingos.

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que bom andar a pé

Estrada de Canindé

Luiz Gonzaga

Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e uma cabocla
Cum a gente andando a pé
Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e a lua branca
No sertão de Canindé
Artomove lá nem sabe se é home ou se é muié
Quem é rico anda em burrico
Quem é pobre anda a pé
Mas o pobre vê nas estrada
O orvaio beijando as flô
Vê de perto o galo campina
Que quando canta muda de cor
Vai moiando os pés no riacho
Que água fresca, nosso Senhor
Vai oiando coisa a grané
Coisas qui, pra mode vê
O cristão tem que andá a pé

Os jornalistas, os sertanejos e os pontos de vistas

Violeiro-do-Sertão-Leo-Costa

Por Gilberto da Silva

Tem jornalistas que escrevem bem, dominam magistralmente a língua e de posse desse saber dominam outros. Pensam que são sábios, os melhores. Geralmente estão em bons postos de trabalho exercendo seus fascínios sobre outros.

Por outro lado, há os que pretendem um dia almejar os postos dos primeiros. Mas falta algo, um domínio inferior da língua que deve ser superado, uma cultura acadêmica menor, mas com todos os defeitos tentam chegar lá no topo. Podem ter empregos,e estarem gozando de ótimos salários ou estarem desempregados. A segunda hipótese é mais crível.

Um ou outro aproveita das novas tecnologias para desenvolver sua inata característica preconceituosa, dominadora, elitista. Mas não o desafie! Opera como um estilista de moda ferido em seus sentimentos.

O caso da recente morte de um cantor denominado sertanejo colocou alguns destes operários das letras em confronto. Bom, primeiro gostaria de saber porque denominar sertanejo um ritmo que está além das fronteiras do rural. A mídia, ou a indústria cultural não achou ainda nenhuma denominação mais atualizada e compatível para cantores desse gênero?

Não é minha seara, mas creio que o sertanejo foi o último suspiro do caipira urbanizado. O caipira sobrevive ainda rudimentarmente em alguns cantões e em duplas que ainda retiram de forma genuína as plantas da cultura raiz. O sertanejo se celebrizou na versão chitão com a inclusão de sons urbanos mesclados com a velha cultura caipira. O novo sertanejo – este que agora prolifera nas camadas populares – parece ter ido além, me dá a impressão que é muito mais que sertanejo. Fato e fatos que não devem gerar juízo de valor sobre qual é o melhor ou pior.  Mas é um ponto de vista – o meu – e assim respeito todos os outros.

 

Deixo abaixo três reflexões sobre o caso

O Caipira raiz

O Sertanejo Chitão

O “novo sertanejo”

 

Lenda de São João

juninas03Reza a lenda – portanto sem comprovação histórica -que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora (uns dizem prima) e, por isso, costumavam visitar-se. Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e contou-lhe que em breve nasceria seu filho, que se chamaria João Batista. Nossa Senhora então perguntou:
– Como poderei saber do nascimento dessa criança?

– Vou acender uma fogueira bem grande; assim você poderá vê-la de longe e saberá que João nasceu. Mandarei também erguer um mastro com uma boneca sobre ele.

A imagem de São João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneiro no colo, já que segundo a Bíblia, ele anunciou a chegada cordeiro de Deus.

A imagem de São João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneiro no colo, já que segundo a Bíblia, ele anunciou a chegada cordeiro de Deus.

Santa Isabel cumpriu a promessa. Certo dia Nossa Senhora viu ao longe uma fumaceira e depois umas chamas bem vermelhas. Foi à casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, aquele que mais tarde batizaria Jesus nas águas do Rio Jordão (e na hipótese anterior, então João era primo em segundo grau de Jesus) e seria um dos santos mais importantes do catolicismo. Isso se deu no dia 24 de junho: uma noite de céu estrelado. Isabel mandou erguer, na porta de sua casa, um mastro e acendeu uma fogueira que o iluminava. A Virgem Maria correu logo a visitar Isabel. Levou-lhe de presente uma capelinha, um feixe de folhas secas e folhas perfumadas para a caminha do recém –nascido”.

Antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste por não ter filhos. Certa vez, um anjo de asas coloridas, envolto em uma luz misteriosa, apareceu à frente de Zacarias e anunciou que ele seria pai.

A alegria de Zacarias foi tão grande que ele perdeu a voz desse momento em diante. No dia do nascimento do filho, perguntaram a Zacarias como a criança se chamaria. Fazendo um grande esforço, ele respondeu “João” e a partir daí recuperou a voz. Todos fizeram um barulhão enorme. Foram vivas para todos os lados.

São João  é um dos santos mais populares e considerado santo protetor das mulheres grávidas e é descrito como uma pessoa solitária e um profeta de grande popularidade.
São João fez severas críticas à família real da época, a do rei Herodes Antipas, da Galiléia, pois o rei era amante da sua cunhada, Herodíades. Segundo o evangelho de São Marcos (cap. 6, vers. 17-28) Salomé, filha de Herodíades, dançou tão bonito diante de Herodes que este lhe prometeu o presente que quisesse. A mãe de Salomé aproveitou a oportunidade para se vingar: anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista, que se encontrava preso. O “presente” foi trazido em uma bandeja de prata.

Diz a lenda que São João adora festa, mas que é preciso muitos fogos e uma fogueira bem bonita para ele ficar feliz.

A lenda diz que os fogos de artifício que estouram no dia de São João são para “acordar o santo”. Dizem que no dia do seu aniversário, ele adormeceu para não ver as fogueiras em sua homenagem e o jeito foi fazer barulho.  Muitos dos fabricantes de fogos de artifício, por conta disso, o coloca no rótulo.

 

A Virada Cultural no Heliópolis em Fotogramas

Virada Cultural 2015

A Virada Cultural no Ceu Heliópolis pela fotos de Gil Félix, fotógrafo da comunidade do Bairro Educador Heliópolis. Um dos maiores eventos culturais do mundo, a Virada Cultural chegou a sua 11ª edição nos dias 20 e 21 de junho. Refletindo o espírito da “cidade que nunca dorme”, a Virada ofereceu, durante 24h, atrações gratuitas nos mais variados gêneros artísticos.

Nabil Bonduki, secretário municipal de Cultura da Cidade de São Paulo destacou a diversidade do evento: “Essa Virada Cultural teve um excelente resultado do ponto de vista cultural. Nós tivemos uma diversidade muito grande. Quem teve a oportunidade de circular pela cidade ontem e hoje deve ter visto espetáculos maravilhosos, sob vários pontos de vista, com muita cidadania cultural também. Não eram só os grandes espetáculos que reúnem muita gente, mas também muitas manifestações de pessoas que também estão fazendo cultura, embora não sejam artistas renomados”, afirmou.

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Prefeitura assina acordo para transferência da CEAGESP

Kátia Abreu e Fernando Haddad assinaram termo de cooperação para dar início aos estudos- Foto: Carlos Silva/Mapa

Kátia Abreu e Fernando Haddad assinaram termo de cooperação para dar início aos estudos- Foto: Carlos Silva/Mapa

Objetivo é instalar o entreposto em local que facilite a logística de distribuição e diminua o fluxo de caminhões nas Marginais. Área que será desocupada deve dar lugar a novo bairro de uso misto

19:10 23/06/2015

Bolo Floresta Negra de Café

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Bolo Floresta Negra de Café. Fácil de preparar, essa sobremesa deixa todos com água na boca.

 

Bolo Floresta Negra de Café
Ingredientes
Massa

2 xícaras (chá) de farinha de trigo (240 g)

1 colher (sopa) de fermento em pó (10 g)

5 ovos médios (250 g)

½ xícara (chá) de chocolate em pó (50 g)

1½ xícara (chá) de açúcar refinado (270 g)

½ xícara (chá) de café Melitta coado (120 ml)

1 colher (sopa) de manteiga para untar (12 g)

 

Calda

10 colheres (sopa) de açúcar refinado (120 g)

½ xícara (chá) de rum (120 ml)

300 ml de café Melitta coado

 

Recheio

2 xícaras (chá) de creme de leite pasteurizado, bem gelado (420 g)

5 colheres (sopa)  de açúcar refinado (60 g)

20 morangos médios limpos picados (200 g)

 

Cobertura

200 g de chocolate meio amargo em raspas

5 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro (60 g)

Para decorar: 14 morangos (125 g)

Modo de Fazer
Massa: coloque na batedeira a farinha de trigo, o fermento, os ovos, o chocolate em pó, o açúcar e o café Melitta coado. Bata na velocidade máxima por 5 minutos. Despeje em uma assadeira (22 cm de diâmetro) untada com a manteiga e enfarinhada. Leve ao forno preaquecido em temperatura média (180°C) por 45 minutos ou até que enfiando um palito no bolo ele saia limpo. Retire do forno e ao amornar, desenforme e corte o bolo no sentido horizontal, com uma faca grande, em três partes iguais. Reserve.
Calda: misture em uma panela o açúcar, o rum e o café Melitta. Cozinhe, sem mexer, por 25 minutos ou até a calda reduzir. Retire do fogo e reserve.
Recheio: bata o creme de leite com o açúcar na batedeira até obter ponto de chantilly. Incorpore os morangos picados e misture. Reserve.
Montagem: em um prato de bolo grande arrume uma fatia do bolo. Regue com um pouco da calda e espalhe 1/3 do recheio. Mais uma fatia de bolo, mais calda e mais 1/3 do recheio. Cubra com a última fatia de bolo e regue com o restante da calda. Por fim espalhe, de maneira uniforme sobre o bolo, o recheio. Distribua as raspas de chocolate, polvilhe o açúcar de confeiteiro e decore com os morangos.
Rendimento: 12 fatias de 175 g .

Tempo de preparo: 45 minutos

 

Valores Nutricionais: Por fatia – 480 kcalorias; 74 g de carboidratos; 7,5 g de proteína; 17 g de gorduras totais; (9,5 g de saturada, 5,5 g de monoinsaturada e 1 g de poli-insaturada); 120 mg de colesterol; 4,5 g de fibras; 9,5 mg de ferro; e 120 mg de cálcio.

Não vai faltar sede

Por Greenpeace

Greenpeace lança Águas Cantareira, um produto gourmet assinado pelo governador Alckmin e pela Sabesp para fazer da crise hídrica uma oportunidade

Chega ao mercado a nova água do Brasil: Águas Cantareira é 100% volume morto!

Tudo bem que nem tudo que reluz é ouro ou, ainda, que tudo que é sólido se desmanche no ar. Mas duro de acreditar mesmo é que a água da mais rica cidade do Brasil – país com 12% da água potável do planeta – está de fato virando poeira, garganta seca e ar encanado (sim, estamos pagando também por isso).

A crise da água em São Paulo não acabou e seus moradores enfrentam o mais grave colapso no abastecimento de sua história estacionados na segunda etapa do processo de luto: a da negação. Nem pelo choque passamos, ainda – mas o Exército já treina o cordão de isolamento da Sabesp em caso de revolta popular e caos nas ruas. A estação seca está apenas começando.

O governo dá desconto para grandes empresas e promete obras de transposição de bacias em regime de urgência, para acumular atrasos em sequência. Os mananciais seguem poluídos, desmatados e cada dia mais secos – e avançamos bebendo o volume morto desde maio do ano passado. Será que caso ou compro uma cisterna?

Água, quem diria, virou produto exclusivo, coisa rara, objeto de disputa. Status de iguaria e cada vez mais cara. A Sabesp impõem dois aumentos consecutivos na conta mensal em apenas seis meses. Os acionistas da empresa em Nova York são insaciáveis e, em São Paulo, dezenas de bairros já vivem sob a pressão de estar com a pressão reduzida. Banho de chuva virou tendência.

Com suas últimas gotas pingando nas torneiras dos bairros centrais, o que pode ser mais exclusivo do que a água do Cantareira (descanse em paz)? Ah, mas sempre haverá a água mineral engarrafada, gourmet de preferência. Nosso governador, aquele que prometeu em rede nacional que não falta e não faltará água em São Paulo, parece ter encontrado uma solução: Águas Cantareira, porque toda crise é uma oportunidade.

Para quebrar a paralisia do luto e propor ação contra a transformação da água em mercadoria de luxo, o Greenpeace lança a marca Águas Cantareira, o produto do governador Geraldo Alckmin e da Sabesp, pai e mãe da gestão irresponsável do recurso que deve ser garantido como um direito essencial a todos os cidadãos. Se depender deles, não vai faltar sede.

A  nova marca de água chega às ruas de São Paulo nesta terça 23 com estardalhaço. O mascote “Voluminho” vai apresentar o produto à população em mercados e espaços públicos. O objetivo é, pela ironia e estranhamento, chamar a atenção para o fato de que a crise da água não acabou – e água é direito, não mercadoria. “O abastecimento da população precisar ser priorizado. O governo tem que acabar com os descontos aos grandes consumidores e investir na recuperação dos mananciais, reduzir a perda de água na rede de distribuição, dialogar com a sociedade sobre a crise e aumentar a transparência de suas ações”, afirma Fabiana Alves, da Campanha de Clima e Energia, do Greenpeace.

Clique aqui e assine a petição pelo fim dos descontos aos grandes consumidores: http://www.aguaparaquem.org.br/

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