Os jornalistas, os sertanejos e os pontos de vistas

Violeiro-do-Sertão-Leo-Costa

Por Gilberto da Silva

Tem jornalistas que escrevem bem, dominam magistralmente a língua e de posse desse saber dominam outros. Pensam que são sábios, os melhores. Geralmente estão em bons postos de trabalho exercendo seus fascínios sobre outros.

Por outro lado, há os que pretendem um dia almejar os postos dos primeiros. Mas falta algo, um domínio inferior da língua que deve ser superado, uma cultura acadêmica menor, mas com todos os defeitos tentam chegar lá no topo. Podem ter empregos,e estarem gozando de ótimos salários ou estarem desempregados. A segunda hipótese é mais crível.

Um ou outro aproveita das novas tecnologias para desenvolver sua inata característica preconceituosa, dominadora, elitista. Mas não o desafie! Opera como um estilista de moda ferido em seus sentimentos.

O caso da recente morte de um cantor denominado sertanejo colocou alguns destes operários das letras em confronto. Bom, primeiro gostaria de saber porque denominar sertanejo um ritmo que está além das fronteiras do rural. A mídia, ou a indústria cultural não achou ainda nenhuma denominação mais atualizada e compatível para cantores desse gênero?

Não é minha seara, mas creio que o sertanejo foi o último suspiro do caipira urbanizado. O caipira sobrevive ainda rudimentarmente em alguns cantões e em duplas que ainda retiram de forma genuína as plantas da cultura raiz. O sertanejo se celebrizou na versão chitão com a inclusão de sons urbanos mesclados com a velha cultura caipira. O novo sertanejo – este que agora prolifera nas camadas populares – parece ter ido além, me dá a impressão que é muito mais que sertanejo. Fato e fatos que não devem gerar juízo de valor sobre qual é o melhor ou pior.  Mas é um ponto de vista – o meu – e assim respeito todos os outros.

 

Deixo abaixo três reflexões sobre o caso

O Caipira raiz

O Sertanejo Chitão

O “novo sertanejo”

 

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1 comentário

  1. Fantástica explanação. O povo se acomoda e aceita o que a indústria fonográfica enfia guela abaixo. Cultura é muito mais que isso. Cultura é buscar raízes. Pesquisar o ninho de onde surgiu o primeiro ovo.

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