Dia: 17 de agosto de 2015

Sete benefícios da semente de abóbora para a saúde

As sementes de abóbora fornecem muitas vantagens para a saúde, como fortalecer o sistema imunológico e render boas noites de sono

Sementes de abóbora
A abóbora é um alimento que fornece muitos benefícios para a saúde, podendo ser utilizada na preparação de diversos pratos, como doces, tortas, sopas, entre outros, pois é rica em vitaminas e tem baixo teor calórico. No entanto, geralmente nos desfazemos da parte mais rica do alimento: as sementes!

Veja 7 motivos para incluir as sementes de abóbora em sua dieta e consumi-las regularmente:

1. São fontes ricas e naturais de proteína

De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, ao consumir 100 gramas de sementes de abóbora, você está ingerindo mais de 18 gramas de proteínas, 18,4 gramas de fibras e somente cerca de 446 calorias, além de várias vitaminas e minerais importantes, como zinco, magnésio, ferro e fósforo.

2. Aumentam sua ingestão de magnésio

O magnésio é um mineral vital para o organismo, sendo o segundo mais importante para o corpo humano (logo depois do potássio), pois atua na contração e relaxamento dos músculos, no controle dos níveis de glicemia e de pressão sanguínea, no fornecimento de energia, e também na produção de proteínas.

As mesmas 100 gramas de sementes de abóbora contêm 262 miligramas de magnésio, mais da metade do total sugerido que um adulto consuma por dia.

3. Elevam os níveis de potássio

Assim como o magnésio, o potássio é um mineral essencial para o corpo humano para ajudar a manter um bom funcionamento do organismo, sendo o principal responsável na luta contra a hipertensão. Além disso, ele auxilia na redução da ocorrência de pedras nos rins e na perda de massa óssea. É sugerido que adultos consumam pelo menos 4.700 mg de potássio por dia, mas a maioria das pessoas somente ingere metade desse total. As sementes de abóbora fornecem, a cada 100 gramas, cerca de 919 mg de potássio, considerando que uma banana de tamanho médio – estimada por ser uma das melhores fontes do mineral, oferece 422 mg.

4. Fortalecem o sistema imunológico

O zinco é o responsável por proteger e combater um número grande de doenças que podem se instalar no nosso organismo. O Instituto Nacional de Saúde recomenda a ingestão de 8 mg de zinco por dia para uma mulher adulta, e 100 gramas de sementes de abóbora possuem 10 mg.

5. Ajudam na saúde da próstata

Pesquisas mostram que as propriedades das sementes de abóbora e do óleo extraído das mesmas são benéficas para a saúde da próstata, assim como para o tratamento de hiperplasia prostática benigna (HPB, conhecida como o aumento na próstata). As sementes contêm componentes conhecidos como fitosterois, que previnem a transformação da testosterona em di-hidrotestosterona, a causadora do aumento da próstata.

6. Deixam você mais feliz!

As sementes de abóbora melhoram o seu humor naturalmente e podem ser eficazes até mesmo contra a depressão, além de que, quando ingeridas algumas horas antes de ir para a cama, o triptófano presente nas mesmas ajuda a ter uma boa noite de sono.

7. São repletas de antioxidantes

As sementes de abóbora são inigualáveis em seus níveis de antioxidantes. O alimento possui várias formas de vitamina E, assim como uma mistura diversa de antioxidantes não encontrados facilmente em qualquer outro alimento. Por isso elas são tão especiais!

Além de atuarem como vermífugos, ajudando a paralisar vermes e expeli-los do organismo de adultos e crianças devido aos fitoesterois encontrados nas sementes, elas também têm eficácia comprovada como redutoras do colesterol ruim (o LDL).

Existem várias maneiras possíveis para consumir as sementes de abóbora; por exemplo, torrar as sementes e colocá-las inteiras na salada ou comê-las com frutas, triturar e colocá-las em sopas e cereais ou até mesmo fazer molhos para saladas. Assim, é possível utilizar as sementes e aproveitar sua riqueza nutricional de diversas formas no dia a dia.

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4ª Caminhada Cultural de Santo Amaro – “Caminhar e Criar Conexões Culturais”

Caminhada flyer verso

A 4ª Caminhada Cultural de Santo Amaro – “Caminhar e Criar Conexões Culturais”, que ocorrerá no próximo domingo (16/08/2015), das 9h00 às 16h00,

A Caminhada Cultural de Santo Amaro é uma iniciativa da Rede Santo Amaro em parceria com a Subprefeitura de Santo Amaro e diversos parceiros da região, que reúne pessoas de todas as idades em um dia específico do ano, com o objetivo de sensibilizar a população local quanto a importância de preservar a identidade histórica, cultural, patrimonial e urbana do eixo histórico de Santo Amaro, trazendo ações socioculturais para reunir a comunidade em torno dos equipamentos públicos de cultura, a fim de promover a convivência comunitária, a qualidade de vida e o senso de pertencimento ao próprio bairro.

Saída:(10h00) da Casa de Cultura de Santo Amaro Manoel de Seguirá em direção Rua Tenente Coronel Carlos Silva Araújo, chegando no Paço Julio Guerra (Casa Amarela) às 10:30hs, passará pela Praça Floriano Peixoto, segue pelo calçadão Tiago Luz às 10:40hs, chegará na Igreja da Matriz às 10:50hs, seguirá pela Adolfo Pinheiro, passando em frente ao Teatro Paulo Eiró, logo em seguida, entrará à direita na Rua Conde de Itu e à esquerda na Mário Lopes Leão às 11:00hs, passará pela Rua Paulo Eiró e seguirá a direita sentido Praça Salim Farah Maluf às 11:20hs e retornará para o ponto inicial passando novamente pela Tenente Coronel Carlos Silva Araújo com chegada prevista para às 11:30hs, na Casa de Cultura de Santo Amaro (ponto final de chegada).

Após a chegada final na Casa de Cultura, teremos diversas atrações culturais, com muita música de todos os estilos, dança, teatro e outras atrações até às 16h00.

Traga 1kg de alimento não perecível para doarmos à Casa da Criança de Santo Amaro.

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O sentimento do mundo para Carlos Drummond de Andrade

 

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Publicado em 1940, SENTIMENTO DO MUNDO foi o livro que consagrou definitivamente Carlos Drummond de Andrade como um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos

O sentimento do poeta neste livro é rebelde e muitas vezes sombrio e pessimista. “Não serei o poeta de um mundo caduco”, afirma Drummond, se negando a participar de um mundo com homens medíocres e sem iniciativa.

SENTIMENTO DO MUNDO descreve o nosso tempo através de uma visão concreta e cosmopolita, onde o poeta é um privilegiado observador.

O populismo, sua recusa e, enfim, a lucidez ideológica, presentes na poesia de SENTIMENTO DO MUNDO, faz deste um de seus livros mais políticos. O sentimento do poeta se estende para o sentimento de todo um mundo, é o sentimento da humanidade em guerra, da luta de classes, da revolução sócio-econômica e da explosão da utopia socialista.

Drummond inaugura em SENTIMENTO DO MUNDO uma nova fase em sua poesia e um novo relacionamento com o leitor – a cumplicidade se torna obrigatória ao estender a compreensão e os problemas que o cercam do particular para o público, do ‘eu’ para o ‘nós’.

Em SENTIMENTO DO MUNDO, Itabira, cidade natal do poeta, é o lugar onde tudo acontece, enquanto ele observa. Itabira no livro é “o centro da margem esquerda do mundo capitalista”, segundo Silviano Santiago, prefaciador do livro. A cidade se assemelha a um jornal diário, enquanto Drummond é seu leitor crítico, transmitindo sua visão de mundo para o povo, que somos nós.

 

SENTIMENTO DO MUNDO é um marco na poesia e na história da literatura brasileira e esse destino glorioso foi previsto por Drummond em um dos versos do livro:

“lagarta mole que escreves a história,

escreve sem pressa mais esta história:
o chão está verde de lagartas mortas…
Adeus, princesa, até outra vida.”

 

Carlos Drummond de Andrade nasceu em 1902, em Itabira, Minas Gerais. Em 1921, vivendo em Belo Horizonte com a família, vê seus primeiros trabalhos publicados no Diário de Minas. Em 1924, conhece Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, que regressam de excursão às cidades históricas de Minas Gerais, e inicia longa correspondência com Mário de Andrade, de quem recebe orientação literária. Em 1926, volta para Itabira, mas por pouco tempo. Um ano depois, volta para Belo Horizonte como redator e depois redator-chefe do Diário de Minas.

Em 1928, publica na Revista de Antropofagia, de São Paulo, o poema No meio do caminho, que suscita polêmica nos meios literários. Dois anos depois, publica  Alguma poesia (500 exemplares), sob o selo imaginário de Edições Pindorama. Brejo das almas é publicado em 1934, mesmo ano em que Drummond se transfere para o Rio como chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação e Saúde Pública. Em 1940, publica Sentimento do mundo. Só a partir de 1942 tem seus livros custeados por uma editora, a José Olympio, pela qual são editados A rosa do povo e O gerente, em 1945.

Em 1945, Drummond colabora no suplemento literário do Correio da Manhã, na Folha Carioca, deixa a chefia do gabinete de Capanema e, a convite de Luís Carlos Prestes, dirige o diário comunista Tribuna Popular, do qual se afasta meses depois. A convite de Américo Facó, trabalha na frustrada remodelação do Departamento Nacional de Informações, antigo DIP.

Na década de 40, já consagrado como poeta, publica Poesia até agora e volta a escrever no Minas Gerais. Os anos 50 são marcados pela publicação de obras importantes, como Claro Enigma, Viola de bolso, Fazendeiro do ar e Fala, amendoeira.

Em 1963, recebe os prêmios da União Brasileira de Escritores e do Pen Club do Brasil por Lição de coisas. Três obras de sua autoria são publicadas no exterior em 1965: Antologia poética (Portugal), In the Middle of the Road (Estados Unidos) e  Poesie (Alemanha).

Ao deixar o Correio da Manhã, em 1969, Drummond passa a colaborar no Jornal do Brasil, escrevendo uma coluna que se tornaria referência no jornalismo brasileiro. Em 1974, o escritor recebe o Prêmio de Poesia da Associação Paulista de Críticos Literários. No ano seguinte, é agraciado com o Prêmio Nacional Walmap de Literatura, mas o recusa. Novos prêmios chegam em 1980: o Estácio de Sá, de jornalismo, e o Morgado Mateus (Portugal), de poesia.

A última cronica no Jornal do Brasil: Sábado, 29 de setembro de 1984

A última cronica no Jornal do Brasil: Sábado, 29 de setembro de 1984

Ao completar 80 anos, o escritor recebe o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e é homenageado com exposições comemorativas na Biblioteca Nacional e na Casa de Rui Barbosa. Em 1983, declina do troféu Juca Pato. No ano seguinte, assina contrato com a Editora Record, após 41 anos na José Olympio. Estreia na nova casa editorial com Boca de luar e Corpo, mas decide encerrar a carreira de cronista regular, após 64 anos dedicados ao jornalismo. Pelo selo Record são lançados Amar se aprende amando, O observador no escritório, História de dois amores e Tempo vida poesia, entre outros.

Apesar de problemas de saúde no ano de 1986, ainda encontra tempo e disposição para escrever 21 poemas para a edição do centenário de Manuel Bandeira. Em 1987, Drummond é homenageado com o samba-enredo O reino das palavras pela escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira, que se sagra campeã. No dia 5 de agosto morre sua filha Maria Julieta, vítima de câncer. Doze dias depois, a 17 de agosto, o poeta falece, deixando cinco obras inéditas: O avesso das coisas, Moça deitada na grama, Poesia errante, O amor natural e Farewell.

 

O_SENTIMENTO_DO_MUNDO_1231112576PSENTIMENTO DO MUNDO

Carlos Drummond de Andrade

128 páginas

Formato: 14×21 cm

Preço: R$ 15,00

Lançamento: maio de 2001

ISBN: 85-01-06042-9