Dia: 26 de agosto de 2015

Desafio São Paulo de Mobilidade

Ford lança no Brasil o seu programa global “Innovate Mobility Challenge”, pesquisa e busca de novas soluções para a mobilidade urbana

 

Uma de suas iniciativas é o Desafio São Paulo de Mobilidade, concurso que incentiva os desenvolvedores de aplicativos a criar ideias inovadoras que combinem o uso do carro e do transporte público na capital paulista. As inscrições para o desafio entram agora na reta final e podem ser feitas até o dia 8 de setembro pelo site http://saopaulo-national.devpost.com.

O Desafio São Paulo de Mobilidade faz parte do programa global da Ford chamado Ford Innovative Mobility Challenge, que já promoveu dez concursos ao redor do mundo em grandes cidades como Bombaim (Índia), Los Angeles (EUA), Londres (Reino Unido), Lisboa (Portugal), Xunquim (China) e Johanesburgo (África do Sul). Em todos eles, o objetivo é encontrar soluções inovadoras para os principais problemas de mobilidade, ajudando a criar o transporte urbano do futuro e novos modelos de negócios no setor.

No Desafio São Paulo, os projetos serão avaliados por um júri especializado em tecnologia e mobilidade urbana, seguindo critérios como qualidade da ideia, criatividade, originalidade, implementação e potencial de impacto. Os três primeiros colocados receberão, respectivamente, os prêmios de R$ 30 mil, R$ 20 mil e R$ 7 mil. Haverá ainda um vencedor pelo voto popular, com prêmio de R$ 2 mil.

As inscrições e a votação serão feitas por meio do site ChallengePost. Para participar do Desafio São Paulo de Mobilidade é preciso ter no mínimo 18 anos e residir no país. O concurso está aberto também a organizações. Além do app, junto com a inscrição é preciso apresentar um vídeo que demonstre suas funcionalidades e características principais.

Rio Antigo

 

Quero um bate-papo na esquina
Eu quero o Rio antigo
Com crianças na calçada
Brincando sem perigo
Sem metrô e sem frescão
O ontem no amanhã
Eu que pego o bonde 12 de Ipanema
Pra ver o Oscarito e o Grande Otelo no cinema
Domingo no Rian
Me deixa eu querer mais, mais paz

Quero um pregão de garrafeiro
Zizinho no gramado
Eu quero um samba sincopado
Baioba, bagageiro
E o desafinado que o Jobim sacou
Quero o programa de calouros
Com Ary Barroso
O Lamartine me ensinando
Um lá, lá, lá, lá, lá, gostoso
Quero o Café Nice
De onde o samba vem
Quero a Cinelândia estreando “E o Vento Levou”
Um velho samba do Ataulfo
Que ninguém jamais agravou
PRK 30 que valia 100
Como nos velhos tempos

Quero o carnaval com serpentinas
Eu quero a Copa Roca de Brasil e Argentina
Os Anjos do Inferno, 4 Ases e Um Coringa
Eu quero, eu quero porque é bom
É que pego no meu rádio uma novela
Depois eu vou à Lapa, faço um lanche no Capela
Mais tarde eu e ela, nos lados do Hotel Leblon

Quero um som de fossa da Dolores
Uma valsa do Orestes, zum-zum-zum dos Cafajestes
Um bife lá no Lamas
Cidade sem Aterro, como Deus criou
Quero o chá dançante lá no clube
Com Waldir Calmon
Trio de Ouro com a Dalva
Estrela Dalva do Brasil
Quero o Sérgio Porto
E o seu bom humor
Eu quero ver o show do Walter Pinto
Com mulheres mil
O Rio aceso em lampiões
E violões que quem não viu
Não pode entender
O que é paz e amor

NOTA DO COLETIVO DE LUTA PELA ÁGUA

CRISE DA ÁGUA E LICENÇA AMBIENTAL PARA OBRAS PRONTAS

Cada ato do Governo do Estado de São Paulo desnuda a falta de planejamento, amadorismo e irresponsabilidade no enfrentamento da crise de água que se abate sobre a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Dessa vez o Governo, de forma intempestiva, tenta corrigir o erro que cometeu quando do lançamento de várias obras chamadas de “emergenciais”, sem as devidas licenças ambientais e sem declaração formal de situação emergencial ou crítica para pleitear a simplificação do licenciamento.

Para tentar “acertar as coisas”, o DAEE editou a portaria 2.617 em 17/08/2015 em que reconhece a “situação de criticidade hídrica da região da bacia hidrográfica do Alto Tietê” e, no dia seguinte, o Secretario de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, encaminhou oficio à Secretária do Meio Ambiente (OF.SSRH.GS Nº 273/2015) no qual solicita que seja analisada “a possibilidade de um rito especial à tramitação e análise dos respectivos pedidos de licenciamento” pelo CONSEMA.

Para agravar a situação irregular de licenciamento ambiental em Área de Proteção e Recuperação de Mananciais (APRM) sem EIA-RIMA algumas dessas obras já estão concluídas e em operação há mais de um mês, como as transposições do rio Guaió e do rio Guaratuba para o sistema Alto Tietê. Além disso, para comprovar a falta de planejamento e de estudos prévios estes rios estão sem vazão suficiente o que torna as obras inúteis para socorrer o Alto Tietê.
No caso da transposição dos braços dos rios Grande e Pequeno para o reservatório Taiaçupeba do Alto Tietê, 80% das obras de forte impacto ambiental estão concluídas, sem o devido estudo de impacto ambiental tal como determina a lei, na medida em que tratam-se de obras de transposição de bacias em APRM.

Este Coletivo solicita que o CONSEMA se pronuncie, na reunião do dia 26 de agosto em que será apreciado o pedido de rito especial, no sentido de responsabilização dos órgãos públicos que deram andamento as obras sem as devidas autorizações ou os órgãos que autorizaram indevidamente obras que dependiam de estudo de impacto ambiental.

COLETIVO DE LUTA PELA ÁGUA
25/08/2015