Day: 7 de maio de 2016

Decisão consciente | Revista Partes

– Tem certeza, minha filha? – perguntou a mulher mais velha.
– Tenho mãe – respondeu pela terceira vez.
– Tens ideia do quanto a tua vida vai mudar? – e antes que a filha respondesse continuou – Noites sem dormir, uma preocupação constante, o tempo não vai mais te pertencer e nem vou falar da relação com o teu marido. Tudo muda e nem sempre é para melhor.
– Chega, mãe! Pelo amor de Deus do jeito que tu falas parece que a maternidade é um inferno! – disse irritada a mulher mais moça.
A mãe olhou firme para os olhos da filha e com um gesto carinhoso empurrou o cabelo para longe do seu rosto:
– Não é um inferno, mas, às vezes, fica bem próximo disso.
– Tem certeza, minha filha? – perguntou a mulher mais velha. – Tenho mãe – respondeu pela terceira vez. – Tens ideia do quanto a tua vida vai mudar? – e antes que a filha respondesse continuou – Noites sem dormir, uma preocupação constante, o tempo não vai mais te pertencer e nem vou falar da relação com o teu marido. Tudo muda e nem sempre é para melhor. – Chega, mãe! Pelo amor de Deus do jeito que tu falas parece que a maternidade é um inferno! – disse irritada a mulher mais moça. A mãe olhou firme para os olhos da filha e com um gesto carinhoso empurrou o cabelo para longe do seu rosto: – Não é um inferno, mas, às vezes, fica bem próximo disso.

Fonte: Decisão consciente | Revista Partes

A mãe provê incondicionalmente a cada um, sem preferências!

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“A mãe ama todos os seus filhos igualmente. São todos eles, sem exceção, fruto de seu ventre e todos necessitam de seus cuidados. Se as mães cuidassem apenas daqueles bebês seus que lhes agradam e lhes obedecem, então a maioria das crianças morreria. Como se sabe, uma criança pequena dificilmente faz o que sua mãe gostaria que ela fizesse.
Se as mães fossem guiadas pelo amor paterno, isso seria o fim biológico, fisiológico, da raça humana. Uma mãe ama seu filho porque é seu filho e é por isso que não se desenvolvem hierarquias em sociedades matriarcais. Existe, pelo contrário, o mesmo amor acessível a todos os que necessitam de cuidados e afeição.” (Erich FROMM, A arte de amar, Jorge Zahar Editor, 1986, p.30).