Dia: 23 de abril de 2017

O dia em que Jerri Adriani cantou na Casa de Cultura

Gilberto da Silva

Numa tarde de setembro de 2010, Jerri Adriani surpreendia seus fãs que lotaram a Casa de Cultura Chico Science, então com a coordenadoria do meu colega Paulo Cassa, para assistir numa tarde da semana um show maravilhoso. Jerri esbanjou simplicidade e humildade.  Jair Alves de Souza que nasceu em 29 do janeiro de 1947, no bairro do Brás, em São Paulo, não hesitou em tirar fotografias e selfs com a predominante plateia de terceira idade. Jerri entrou no palco e desfilou sucessos dos bons tempos da juventude de quem estava na plateia.

Jerry Adriani, ídolo da Jovem Guarda, morreu neste domingo (23/04) no Rio de Janeiro, aos 70 anos. Ele enfrentava um câncer e estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Recentemente, o cantor também sofreu uma trombose em uma das pernas.

Durante o show, Jerri contou um pouco da sua história, de seus sucessos e da sua relação com outros artistas em, até então, mais de 45 anos de carreira.  Apenas como ilustração, contou como Raulzito (Raul Seixas) e os Panteras atuaram como banda de apoio de Jerry por três anos. O cantor gravou músicas de Raul (”Tudo que é bom dura pouco”, “Tarde demais” e “Doce doce amor”) e foi produzido pelo maluco beleza entre 1969 e 1971.

O primeiro disco foi “Italianíssimo”, quando cantava músicas em italiano, algo que seguiu fazendo em toda a carreira.

Em 1965, o cantor passou a gravar em português, com músicas reunidas no disco “Um grande amor”.

O cantor da Jovem Guarda cantou e levantou o público da terceira idade e deixou o romantismo tomar conta da plateia enquanto resgatava os grandes sucessos da Jovem Guarda, como Doce Doce Amor.

Jerri Adriani também atuou no cinema, cantando e interpretando em “Essa gatinha a minha” (com Peri Ribeiro e Anik Malvil); “Jerry, A grande parada”; e “Jerry em busca do tesouro” (com Neyde Aparecida e os Pequenos Cantores da Guanabara).

Com certeza todos e todas que estiveram ali naquela tarde, 24 de setembro de 2010, na Casa de Cultura Chico Science, no Ipiranga, São Paulo, saíram mais felizes e contentes por estar perto de um ídolo.

Projeto Solos em Cena

De 21 a 30 de abril, o Teatro Armando Gonzaga  recebe o Projeto Solos em Cena, uma parceria entre a Cia Plúmbea e a Cia Teatro Vivo, que consiste em apresentações dos espetáculos A Arte de Enterrar seus Mortos, inspirado no mito de Antígona de Sófocles, com Ana Cecilia Reis e Francisco, um santo sem órgãos, inspirado na vida de São Francisco de Assis com textos de Antonin Artaud, com Rodrigo Carvalho.

Serviço:

Francisco, um santo sem órgãos: de 21 a 23 de abril, às 19h. sextas, sábados e domingos.
R$20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia).

Sinopse: Em um mundo devastado pelo ódio e a maldade, um homem opta deixar sua vida burguesa, vivendo com o mínimo possível e pregando amor. A obra de Francisco de Assis sob um prisma científico, com texto criado a partir de biografias escritas após a sua morte e com fragmentos do poeta francês Antonin Artaud. Roteiro e atuação: Rodrigo Carvalho. Direção: Ana Cecilia Reis e Rodrigo Carvalho.

A Arte de Enterrar seus Mortos: de 28 a 30 de abril, às 19h.
sextas, sábados e domingos.
R$20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia).

Sinopse: Uma mulher grita. Com o que resta de suas forças, joga um punhado de terra sobre o corpo morto de seu irmão. E assim, se faz uma criminosa. A história de Antígona, a princesa banida, que retorna à sua terra natal para cumprir os rituais fúnebres de seu irmão. Mas sua manifestação de amor fraterno a torna uma fora da lei, e como tal, será julgada. Texto e direção: Ronaldo Ventura. Atuação: Ana Cecilia Reis.

 

Endereço: Av. Gal Osório Cordeiro Farias, 511 – Marechal Hermes – RJ