O dia em que Jerri Adriani cantou na Casa de Cultura

Gilberto da Silva

Numa tarde de setembro de 2010, Jerri Adriani surpreendia seus fãs que lotaram a Casa de Cultura Chico Science, então com a coordenadoria do meu colega Paulo Cassa, para assistir numa tarde da semana um show maravilhoso. Jerri esbanjou simplicidade e humildade.  Jair Alves de Souza que nasceu em 29 do janeiro de 1947, no bairro do Brás, em São Paulo, não hesitou em tirar fotografias e selfs com a predominante plateia de terceira idade. Jerri entrou no palco e desfilou sucessos dos bons tempos da juventude de quem estava na plateia.

Jerry Adriani, ídolo da Jovem Guarda, morreu neste domingo (23/04) no Rio de Janeiro, aos 70 anos. Ele enfrentava um câncer e estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Recentemente, o cantor também sofreu uma trombose em uma das pernas.

Durante o show, Jerri contou um pouco da sua história, de seus sucessos e da sua relação com outros artistas em, até então, mais de 45 anos de carreira.  Apenas como ilustração, contou como Raulzito (Raul Seixas) e os Panteras atuaram como banda de apoio de Jerry por três anos. O cantor gravou músicas de Raul (”Tudo que é bom dura pouco”, “Tarde demais” e “Doce doce amor”) e foi produzido pelo maluco beleza entre 1969 e 1971.

O primeiro disco foi “Italianíssimo”, quando cantava músicas em italiano, algo que seguiu fazendo em toda a carreira.

Em 1965, o cantor passou a gravar em português, com músicas reunidas no disco “Um grande amor”.

O cantor da Jovem Guarda cantou e levantou o público da terceira idade e deixou o romantismo tomar conta da plateia enquanto resgatava os grandes sucessos da Jovem Guarda, como Doce Doce Amor.

Jerri Adriani também atuou no cinema, cantando e interpretando em “Essa gatinha a minha” (com Peri Ribeiro e Anik Malvil); “Jerry, A grande parada”; e “Jerry em busca do tesouro” (com Neyde Aparecida e os Pequenos Cantores da Guanabara).

Com certeza todos e todas que estiveram ali naquela tarde, 24 de setembro de 2010, na Casa de Cultura Chico Science, no Ipiranga, São Paulo, saíram mais felizes e contentes por estar perto de um ídolo.

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