Dia: 17 de maio de 2017

Seminário resgata pensamento de intelectual brasileiro sobre desenvolvimento nacional

 

Iniciativa gratuita reúne especialistas da USP, UFRJ, UTFPR, ESPM, FIAM-FAAM e UNIP para debater visão de Álvaro Vieira Pinto; pensador define tecnologia como fruto do trabalho humano, capaz de garantir a emancipação social

 

Numa ação inédita, pesquisadores da USP, UFRJ, UTFPR, ESPM, FIAM-FAAM e Unip participam no próximo dia 18/5 (quinta-feira), das 9h às 18h, no Auditório Paulo Emílio Gomes da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, do seminário “Álvaro Vieira Pinto – a comunicação e a informação”.

 

A iniciativa, que tem entrada franca, pretende mostrar a atualidade desse intelectual brasileiro (1909-1987), cuja produção, após um período de relativo esquecimento, passou a ser revalorizada, inclusive com a publicação póstuma, em 2005, do estudo “O conceito de tecnologia”.

 

Formado em Medicina e integrante da Ação Integralista Brasileira (AIB), organização de inspiração fascista, da qual se afastou, destacou-se por sua posição nacionalista e sua atividade política e intelectual em defesa do desenvolvimento autônomo do Brasil durante o século 20.

 

Autor de obras como “Consciência e realidade nacional” e “Ciência e existência”, compreendeu o país nas condições de sua época. Foi pioneiro ao investigar conceitos e problemas relacionados à informação, cibernética e automação. Para ele, a tecnologia é resultado direto do trabalho humano e deve ser entendida dentro do contexto de emancipação social. A originalidade de suas ideias se faz presente, nos dias atuais, com contribuições para as pesquisas em comunicação e informação.

 

FORMAÇÃO PLURAL – Chamado de “mestre brasileiro” pelo educador Paulo Freire, Álvaro Vieira Pinto tinha formação também em Física, Matemática e Filosofia. Estudou na Universidade Paris Sorbonne e foi colaborador da revista “Cultura Política” (1941-1945), publicação que reuniu os mais expressivos intelectuais, tais como Mario de Andrade, Gustavo Capanema, Gilberto Freyre e Nélson Werneck Sodré.

 

Em 1955, tornou-se chefe do Departamento de Filosofia do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB). No órgão, ligado ao Ministério da Educação e Cultura, lançou a coleção “Textos de Filosofia Contemporânea do ISEB”. Em 1962, assumiu a direção executiva do instituto, quando enfrentou intensa campanha difamatória devido ao comprometimento da instituição com as reformas de base defendidas pelo governo do presidente João Goulart (1961-1964).

 

Com o golpe militar, parte para o exílio, primeiro na Iugoslávia e depois no Chile, onde trabalhou como pesquisador e professor do Centro Latino-Americano de Demografia, entidade vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU). De volta ao Brasil, traduziu para a Editora Vozes, com diferentes pseudônimos, obras de consagrados autores como Georg Lukacs, Noam Chomsky e Claude Lévy-Strauss.

 

“Álvaro Vieira Pinto foi um intelectual brasileiro, filósofo e pensador das causas nacionais. Sua obra, ainda pouco conhecida, tem um compromisso vibrante com a criação de um pensamento crítico autônomo. Obras importantes foram publicadas postumamente, sendo a mais destacada delas, na atualidade, os dois volumes de ‘O conceito de tecnologia’, no qual antecipa, de maneira magistral, temas tão caros à contemporaneidade. O seminário é uma homenagem e um convite aos jovens para tomarem contato com o pensamento de um filósofo brasileiro que tem contribuições a dar para entendermos o Brasil do século 21”, afirma a professora doutora Roseli Fígaro, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da ECA-USP e coordenadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT).

 

 

PROGRAMAÇÃO

 

9h – Abertura – Prof. Dr. Eneus Trindade (Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação/PPGCOM-ECA-USP)

 

9h30 – Mesa temática – Álvaro Vieira Pinto em contexto: vida, época e conceitos fundamentais

  • Dra. Norma Cortês (Instituto de História/IH-UFRJ)
  • Dr. Luiz Ernesto Merkle (Universidade Tecnológica Federal do Paraná/UTFPR)
  • Dra. Maria Aparecida Baccega (ESPM/USP)

 

Mediação: Profa. Dra. Cláudia Nonato (FIAM-FAAM/USP)

 

13h-14h – Almoço

 

14h – Mesa temática – Questões teórico-metodológicas para pensar Álvaro Vieira Pinto na comunicação e na informação hoje

  • Dra. Roseli Fígaro (Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho/CPCT-ECA-USP)
  • Dr. Marcos Dantas (UFRJ)
  • Dr. Rafael Grohmann (FIAM-FAAM / USP)
  • Dr. Wagner Souza Silva (ECA-USP)

 

Mediação: Prof. Dr. Fernando Pachi (Unip/USP)

 

SERVIÇO

Seminário “Álvaro Vieira Pinto – a comunicação e a informação”

Dia 18/5 (quinta-feira)

Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP)

Avenida Professor Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Auditório Paulo Emílio

Cidade Universitária/USP

Entrada franca

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Bibliotecas são locais ideais para realização de makerspaces

Programa de Educação Continuada da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) explicará a metodologia que prioriza a prática no processo de aprendizagem.

 

As bibliotecas, como espaço de pesquisa, criatividade e inovação, são locais ideais para implementação de makerspaces, explicam as bibliotecárias maker Angela Maria Reis e Silvia Maria Rocha. Nos dias 18 de maio, às 11h30, e 23 de maio, às 17h30, as especialistas ministrarão o PEC (Programa de Educação Continuada) Bibliotecas como makerspaces: inovação, colaboração e criatividade. Para participar dos encontros, que acontecerão no campus FESPSP, é necessário inscrever-se em: http://www.fespsp.org.br/pagina/pec.
O maker movement, movimento do fazer, é uma prática com origem nos Estados Unidos que tem como proposta a fabricação ou adaptação de equipamentos com o material disponível e pelas mãos dos próprios usuários. “É uma nova metodologia, uma cultura que permeia a educação e, consequentemente, as bibliotecas na inovação e na criatividade”, explica Silvia Rocha, bibliotecária pela FESPSP e bacharel em Educação Artística pela Universidade São Judas Tadeu.
Porém, é o fator pesquisa que torna as bibliotecas ainda mais atrativas para a elaboração desta prática. “Para criarmos algo novo, precisamos saber como está o mercado, o que já existe e até mesmo os facilitadores para a criação. A biblioteca, além de contribuir com o ambiente e com o espaço, também contribui com o seu acervo e com o auxilio dos bibliotecários na pesquisa”, define Angela Reis, que trabalha com o projeto maker na Associação Alumni. “O bibliotecário é um profissional muito adequado para essa nova cultura, pois ele desenvolve, organiza e compartilha informação e conhecimento”, acrescenta Silvia.
Durante os encontros, que são gratuitos e abertos para todos os interessados, as bibliotecárias makers explicarão os conceitos e as dinâmicas dos makerspaces, do maker movement e darão dicas sobre como é possível desenvolver características makers.
Serviço
PEC – Bibliotecas como makerspaces: inovação, colaboração e criatividade.
Local: Campus FESPSP – Rua General Jardim, 522 – Vila Buarque, São Paulo – SP
Datas: 18 de maio de 2017 (às 11h30) e 23 de maio de 2017 (às 17h30).
Docentes: Angela Maria Reis e Silvia Maria Rocha.
Sobre Angela Maria Reis Silva
Bibliotecária na Associação Alumni, Centro Binacional Brasil-Estados Unidos. e menbro do Projeto Achieving 21st Century Skills, projeto desenvolvido pelo Departamento de Estado americano e o Instituto Smithsonian. Graduada em biblioteconimia e ciência da informação pela FESPSP(2010)  e Pós graduada em Gestão de Pessoas pelo Senac (2017).
Sobre Silvia Maria Alves Rocha
Silvia Maria Alves Rocha – Bibliotecária na Associação Alumni, Centro-Binacional Brasil-Estados Unidos. Membro do Projeto Achiving 21st Century Skills, projeto desenvolvido pelo Departamento de Estado americano e o Instituto Smithsonian. Graduada em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela FESPSP (1993), em Educação Artística  pela Universidade São Judas Tadeu USJT  (1990), pós graduada em Docência no Ensino Superior pelo SENAC SP(2016).

Dia Internacional contra a Homofobia

Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS)excluiu a questão da opção sexual da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Essa foi uma importante vitória para o movimento LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) comemorada por pessoas e ONGs de vários países.

A data passou a ser comemorada como o Dia Internacional contra a Homofobia, instituída oficialmente no Brasil como Dia Nacional de Combate à Homofobia em 4 de junho de 2010 por decreto assinado pelo então presidente Lula às vésperas da XIV Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).