CULTURA

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A negação e o consumo na cultura

Fotos: EthelPereira

A proposta da apresentação realizada no dia 17 de outubro, na Faculdade Cásper Líbero,  foi analisar o capítulo VIII – A negação e o consumo na cultura do livro A Sociedade do Espetáculo de Guy Debord, obra em que o pensador francês discute a arte e a cultura. Debord reflete sobre a procura da unidade perdida na sociedade capitalista e trava um diálogo crítico com o idealismo filosófico alemão, com os movimentos artísticos do barroco, o dadaísmo e surrealismo e com a sociologia americana e o estruturalismo francês. Procuramos, ao percorrer as teses ou aforismos do capítulo, entender a concepção dialética de Debord e sua proposta de intervenção direta na realidade como forma de suprimir a cultura como realidade separada da vida cotidiana. Fotos: Ethel Pereira

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Guy Louis Marie Vicent Ernest Debord nasceu em 28 de dezembro de 1931 e morreu em 30 de novembro de 1994 alguns anos após descobrir que sofria de polineurite alcoólica. Membro e fundador da Internacional Situacionista, Debord foi não apenas um pensador, mas também um estrategista. Fotos: Ethel Pereira

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A cultura então para Debord é o lugar da procura da unidade perdida, “A unidade da vida se perdeu quando a sociedade original baseada no mito se dissolveu com a divisão crescente do trabalho, fato que originou várias esferas separadas, independentes umas das outras” Foto: Ethel Pereira

 

Leia o artigo completo publicado no Livro (clique aqui)

Pinacoteca de São Paulo comemora 110 anos com programação especial e novos projetos

© Pinacoteca de São Paulo - Foto: Isabella Matheus

© Pinacoteca de São Paulo – Foto: Isabella Matheus

A Pinacoteca, Museu de arte mais antigo de São Paulo e um dos mais visitados e ativos da capital paulista e do Brasil, pertencente à Secretaria do Estado de Cultura, completa 110 anos de existência em dezembro deste ano. Para celebrar mais de um século de uma história tão relevante, prepara uma série ações especiais que se estenderão pelo segundo semestre de 2015 e 2016.

Além de exposições que lançarão as questões sobre sua história, fazem parte do calendário comemorativo a concepção e a venda de novos produtos, a aquisição de uma obra de arte histórica, o lançamento de publicações, a realização de eventos e a reformulação da sua comunicação visual.

As atividades começaram em julho deste ano com a abertura da exposição ‘A paisagem na arte: 1690-1998. Artistas britânicos na coleção da Tate’ e seguem até 2016. “É um orgulho poder marcar esta data com uma agenda tão completa e variada. Começamos a organizar tudo há meses e nosso maior compromisso é festejar, revisitar e propor projetos e ações que reforçam a importância da Pinacoteca, além de aproximar o público e convidá-lo a também dividir conosco esta história”, disse o diretor geral, Tadeu Chiarelli.

EXPOSIÇÕES

A mostra internacional que celebra a parceria entre a Tate e a Pinacoteca de São Paulo deu início à extensa lista de atividades que vai marcar os 110 anos do Museu, mas outras grandes exposições ainda estão previstas:

Em dezembro abre ‘Museu Paulista e a Pinacoteca: Coleções em diálogo’, “uma mostra que remete à origem do acervo da Pinacoteca, que foi formado a partir da doação de 26 obras vindas do Museu Paulista, e que, portanto, dialogam diretamente com a nossa história”, explica a curadora-chefe Valéria Piccoli.
Também em dezembro de 2015 será inaugurada uma mostra inédita com curadoria de Tadeu Chiarelli. Nesta exposição, o diretor geral apresentará, com a proposta de retomar das grandes contribuições da Pinacoteca para a historiografia da arte brasileira introduzida na gestão de Emanoel Araújo (1993-2002), uma importante reflexão sobre a presença de obras de artistas afrodescendentes na coleção do Museu, coleção esta ampliada com novas aquisições.
Ainda em 2015 e com curadoria de José Augusto Ribeiro, a ‘Arte Contemporânea na coleção da Pinacoteca’ apresentará cerca de 40 obras de artistas em atividade no Brasil, realizadas desde a década de 1980 e pertencentes à coleção da Pinacoteca. A mostra reúne pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, vídeos e instalações, a maioria incorporada recentemente ao acervo da instituição e com trabalhos que vêm a público pela primeira vez.
Em março de 2016 chega à Pinacoteca a primeira exposição que examina a produção artística de Tulio Mugnaini (1895-1975), artista formado pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e que atuou como diretor do Museu por quase 20 anos (entre 1944 e 1965).
Uma outra exposição, primeira a analisar a pintura de paisagem desde as primeiras décadas do século XIX até o início do século XX em um contexto pan-americano, é organizada para o ano que vem. Fruto de uma inédita parceria entre a Art Gallery of Ontario (Toronto, Canadá), Terra Foundation for American Art (Chicago, EUA) e a Pinacoteca, ela enfatizará a produção artística da Argentina e da região do Prata; de países andinos como Peru, Chile, Equador e Venezuela; Brasil, México, Estados Unidos e Canadá, onde a presença da pintura de paisagem foi mais expressiva.
Ivo Mesquita, ex-diretor da Pinacoteca, e José Augusto Ribeiro assinam a curadoria da ‘Coleção Helga de Alvear’, que trará à São Paulo em junho de 2016 cerca de 120 obras pertencentes à Fundación Helga de Alvear, uma das mais importantes coleções de arte contemporânea da Europa, sediada em Cáceres, na Espanha. Os trabalhos representam a obra de quase 70 artistas, entre nomes decisivos, como Kandinsky, Duchamp e Josef Albers, Gerhard Richter, Bruce Nauman, Cindy Sherman, entre outros.
A exposição de Ana Tavares vem completar o ciclo de mostras dedicadas à revisão de carreira de artistas que iniciaram suas trajetórias no cenário brasileiro na década de 1980. Ela pretende apresentar uma antologia da obra da artista, recorrendo a trabalhos marcantes de sua trajetória. Além disso, uma obra site-specific será projetada e executada especialmente para ocupar o Octógono, sendo incorporada à coleção da Pinacoteca ao fim da exposição.

© Pinacoteca de São Paulo - Foto: Isabella Matheus

© Pinacoteca de São Paulo – Foto: Isabella Matheus

EVENTOS

Duas grandes festas estão programadas para celebrar o aniversário do Museu.

O “PinaBall” acontecerá dia 29 de outubro para 800 convidados pagantes e será uma festa beneficente com cenografia de Felippe Crescenti. Parte da arrecadação será destinada à compra de uma obra de arte histórica para o acervo da Pinacoteca. Fazem parte da comissão organizadora Andrea Pereira, Beatriz Yunes Guarita, Nathalia Lenci, Ana Maria Carvalho Pinto e Paulo Vicelli, diretor de relações institucionais da Pinacoteca. “Será um momento mágico de celebração e confraternização com os amigos, patrocinadores, artistas e admiradores da Pina”, afirma Vicelli. Os convites já estão à venda no site http://www.pinacoteca.org.br e a festa promete marcar o calendário social de São Paulo.
Dia 25 de janeiro de 2016, o estacionamento da Pinacoteca receberá food trucks e música ao vivo para comemorar os seus 110 anos com todo o público. Nesta data, o Museu também terá visitação gratuita.
PRODUTOS

Uma nova coleção de joias exclusiva e inspirada na arquitetura da Pinacoteca foi desenvolvida pela designer Aurea Sacilotto. São nove peças, entre anéis, brincos, broches e colares, que terão uma edição única feita em ouro, pérolas e brilhantes e uma versão com tiragem maior em prata.  As peças serão vendidas na Loja da Pinacoteca a partir de novembro deste ano.
Uma opção lúdica para marcar o aniversário será o lançamento da publicação: ‘Pinacoteca de São Paulo – 110 anos de história para colorir’. Um livro de 30 páginas com imagens desenvolvidas pelo ilustrador José Carlos Lollo que registrarão os fatos marcantes do Museu. A venda na Loja da Pinacoteca começa em setembro de 2015.
Onze artistas que fizeram história na Pinacoteca de São Paulo doarão trabalhos inéditos para compor uma caixa de gravuras exclusiva e limitada que será vendida para arrecadar fundos. Esta seleção especial será protagonizada por um time de peso composto por Beatriz Milhazes, Leda Catunda, Ester Grinspum, Carmela Gross, Maria Bonomi, Ana Maria Tavares, Ana Maria Maiolino, Monica Nador, Laura Vinci, Jac Leirner (a confirmar) e Regina Silveira. Apenas 50 caixas serão comercializadas a partir de julho de 2016.
COMUNICAÇÃO

Aproveitando a ocasião, a Pinacoteca iniciou recentemente, junto à agência F/Nazca Saatchi & Saatchi, uma reflexão sobre sua identidade visual.
Para fortalecer a sua presença nas redes sociais, o Museu está apostando em uma comunicação que conte aos leitores fatos e curiosidades sobre os seus 110 anos de história e em hashtags comemorativas (#pinaball e #pinacoteca110anos). As ações online pretendem impactar as mais de 250 mil pessoas que acompanham a Pina no Facebook, Twitter e Instagram.

Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça da Luz, 02 – Tel. +55 11 3324 1000
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h.
Entrada gratuita até 18 de outubro.

Estação Pinacoteca e Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – São Paulo, SP – Tel. +55 11 3335 4990
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h.
Entrada gratuita até 18 de outubro.

Morre no Rio Orlando Orfei, um dos maiores nomes do circo

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Orlando Orfei sendo agraciado com a insígnia da Ordem do Mérito Cultural – Foto: Elisabete Alves

Por Victor Ribeiro Edição:Luana Lourenço Fonte:Agência Brasil

Ordem do Mérito Cultural 2012Fundador do Circo Nazionale D’Itália e do Tivoli Park e um dos maiores nomes do circo mundial, o artista Olrlando Orfei morreu na noite de sábado (1º) , aos 95 anos. Ele teve pneumonia e estava em coma induzido desde o dia 16, no Hospital do Coração de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Orlando Orfei é da quinta geração de uma família circense. A tradição começou em 1820, quando o bisavô dele, que era padre, largou a batina por amor. Orlando Orfei nasceu cem anos depois, em 1920, na Itália, e começou no circo aos cinco anos de idade, como palhaço. Também foi equilibrista, malabarista, mágico e domador.

O artista veio ao Brasil no final da década de 1960, para o Festival Mundial do Circo, e se apaixonou pelo país. Em 1969, inaugurou o Circo Nazionale D’Itália, em São Paulo, e, em 1972, fundou o Tivoli Park, no Rio de Janeiro. Durante duas décadas, o Tivoli foi um dos parques de diversões mais famosos do país.

O corpo de Orlando Orfei será velado nesta segunda-feira (3), a partir das 14h, no Cemitério Jardim da Saudade de Mesquita. O enterro será na terça-feira (4).