Mês: novembro 2015

Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres

25 de novembro é o Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres,  uma situação que se agrava a cada dia
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A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é realizada no Brasil, entre os dias 25 de novembro e 10 de dezembro (Dia dos Direitos Humanos). Procura dar visibilidade às diferentes formas de violência, ainda presentes no cotidiano de muitas mulheres, em particular a violência contra as mulheres negras.

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A questão do direito humano a uma vida sem violência e do enfrentamento à violência contra as mulheres combina uma discussão ampla, que nos permite desvendar e desconstruir as amarras da cultura milenar que estruturou e consolidou as desigualdades de gênero.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a violência doméstica como um problema de saúde pública, pois afeta a integridade física e a saúde mental. Portanto, a defesa do Sistema Único da Saúde, garantindo a ampliação de uma rede de atendimento digno e eficaz, e o acesso aos serviços com muito respeito ao nosso corpo é uma das questões centrais para a efetivação da Lei Maria da Penha.

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A Lei Maria da Penha é um instrumento fundamental na luta pelo fim da violência contra as mulheres, por isso precisamos estar vigilantes á sua efetiva aplicação. É preciso colocar em prática todas as reivindicações do movimento feminista e de mulheres reforçada pela Comissão Parlamentar de Inquérito – CPMI da Violência contra a Mulher que indica e exige: criação de organismo de gestão de políticas para mulheres; a dotação orçamentária específica para políticas e programas; a expansão e interiorização da rede de atendimento; a universalização do registro das notificações compulsórias; a capacitação dos profissionais de saúde, gestores, educadores, juízes, promotores de justiça, delegados, policiais e demais servidores públicos e funcionários e o monitoramento do oferecimento dos serviços de atenção às vítimas de violência, entre outros.

 

Desgrafismos Quilombola

Poema Neila Daniela Figueira e Alexandre Dias Paza

Desgrafismos Quilombola
                                                                          
(Pra quem drume acordá)

Os ecos dos quilombos
Gritam nas vozes das metralhadoras
Que vomitam nossa história,
Evacuam nossa miséria
Favela abaixo
E salpicam nas telas
das salas, dos quartos,
das cozinhas.

Em horário nobre
pela casa toda
as flechas de minha bisavó
resistem e se renovam
em rajadas
com o ouro-pó
escoando em gramas
do morro vermelho

e-nosso sangue inda ferve
e-nosso braço inda serve
e-nossa luta inda

Não, acabou não
Terminou nunca
Abalou nem
Minha pulsação de pipoca

medieval e barroco
nosso coração oco
e feliz
e só
retruca
no ritmo dos disparos
trêsoitão

É um assalto
É a batida da corimba
É um som
Zumbindo
É Zumbi
Zambi

quem sabe um dia
eu aprenda a gostar
dos tri-balistas
sem tribo sem taba sem oca
sem bala
e suas mercadorias
mel-ódiosas.
Mas a rosa na mão
é o truque

Eu quero o batuque
desassossegado com
ou sem rima
fiapo de vida
do negócio
e-legal
que mantém
nosso epitáfio:
[ sóssequer respirar
  aqui só, sequer ]
des-construção
soñ-ar
?

Hino à Negritude

Hino à Negritude (Cântico à Africanidade Brasileira)

I
Sob o céu cor de anil das Américas
Hoje se ergue um soberbo perfil
É uma imagem de luz
Que em verdade traduz
A história do negro no Brasil
Este povo em passadas intrépidas
Entre os povos valentes se impôs
Com a fúria dos leões
Rebentando grilhões
Aos tiranos se contrapôs
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)II
Levantado no topo dos séculos
Mil batalhas viris sustentou
Este povo imortal
Que não encontra rival
Na trilha que o amor lh destinou
Belo e forte na tez cor de ébano
Só lutando se sente feliz
Brasileiro de escol
Luta de sol a solenidadesPara o bem de nosso país
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, horoi, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)

III
Dos Palmares os feitos históricos
São exemplos da eterna lição
Que no solo Tupi
Nos legara Zumbi
Sonhando com a libertação
Sendo filho também da Mãe-África
Arunda dos deuses da paz
No Brasil, este Axé
Que nos mantém de pé
Vem da força dos Orixás
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)

IV
Que saibamos guardar estes símbolos
De um passado de heróico labor
todos numa só voz
Bradam nossos avós
Viver é lutar com destemor
Para frente marchemos impávidos
Que a vitória nos há de sorrir
Cidadãs, cidadãos
Somos todos irmãos
Conquistando o melhor por vir
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São Galardões aos negros de altivez.

Autor: Eduardo de Oliveira (letra e música)

Dilma sanciona lei que oficializa no país o Hino à Negritude

Música será tocada em cerimônias para homenagear a comunidade negra.
Primeiro projeto de lei para institucionalizar o hino foi proposto em 1966.

No dia 28 de maio de 2014, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei nº 12.981/2014, que determina que  o Hino à Negritude seja entoado em eventos oficiais relacionados ao tema

A letra é de autoria do professor Eduardo Oliveira, ex-vereador da cidade de São Paulo, líder do movimento negro no Brasil e um dos principais articuladores do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB). Eduardo de Olveira morreu em 2012, aos 86 anos, e não chegou a ver o seu hino oficializado no Diário Oficial.

A primeira tentativa de institucionalizar o Hino à Negritude ocorreu em 1966, ano em que foi apresentada a primeira proposta sobre o tema. Em 1993 e 1997, foram protocolados novos projetos para institucionalizar o hino, mas as matérias não avançaram no Congresso.

Em 2007, a proposta voltou a ser debatida no Legislativo por meio de um projeto de lei de autoria do deputado Vicentinho (SP), atual líder da bancada do PT na Câmara.

Na justificativa de seu projeto de lei, o petista, que é negro, argumentou que a homenagem ajudaria a valorizar “a trajetória do negro na formação da sociedade brasileira e a inexistência de símbolos que enalteçam e registrem esse sentimento de fraternidade entre as diversas etnias que compõem a base da população brasileira”.

Hino da Bandeira

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A letra do Hino à Bandeira  foi escrito por Olavo Bilac e a música composta por Francisco Braga. Ele foi apresentando pela primeira vez em 9 de novembro de 1906.

 

 

Hino da Bandeira Nacional

Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amados,
poderoso e feliz há de ser!
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

 

Luiz Gonzaga de Pinto Gama

luizgama01A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) homenageou na noite 03 de outubro de 2015 Luiz Gonzaga de Pinto Gama, reconhecendo-o como advogado. “Há 133 anos, faleceu Luiz Gama e, após esse período, temos a oportunidade de reescrever a história. Ao apóstolo negro da Abolição, pelos seus relevantes serviços prestados junto aos tribunais na libertação dos escravos, a OAB Nacional e a OAB de São Paulo concedem [a Luiz Gama] o título de advogado”, disse o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coelho, em cerimônia na Universidade.

Seu tataraneto, Benemar França, 68 anos, recebeu a homenagem em nome de Luiz Gama. “Trata-se de uma reparação histórica e do reconhecimento da sua atuação jurídica para a qual foi proibido de se graduar. Trata-se de uma justíssima homenagem a quem tanto lutou pela liberdade, igualdade e respeito”, disse o presidente da OAB.

Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu em 21 de junho de 1830. Baiano e filho de um fidalgo português e de Luiza Mahin (negra livre e figura importante na luta contra a escravidão).
Aos 10 anos, quando ficou sob guarda de seu pai, por conta do exílio de sua mãe, ele vendeu Luiz como escravo para pagar dividas, e assim Gama chegou no município de Lorena, em São Paulo. Aos 18 anos fugiu da fazenda e veio para capital.

Aqui começou a conhecer e se interessar pelos assuntos públicos e judiciários. Em 1850, ele frequentou as aulas da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, porém por conta do racismo da sociedade paulistana, Luiz Gama enfrentou hostilidades dos alunos e professores, mas persistiu como ouvinte das aulas. O conhecimento adquirido dentro da sala de aula e tudo que já tinha vivenciado em sua vida contribuiu para atuar bravamente na defesa jurídica de escravos e a favor da Abolição, chegando a libertar mais de 500 negros escravizados.


Luiz Gama foi advogado, poeta e deu início ao jornalismo satírico em grandes publicações paulistanas, como o Polichinello, Cabrião e Diabo Coxo.


Luiz Gama morreu em 24 de agosto de 1882, sem ver a tão sonhada liberdade dos negros que tanto lutou.

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FOTO: Capa do seu jornal O Polichinello -1876

 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br /Arquivo Público do Estado de São Paulo

Consulta pública sobre Educação Integral está disponível no portal da São Paulo Aberta

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Entre os dias 17 e 30 de novembro, a Prefeitura de São Paulo apresenta para consulta pública o documento do Programa “São Paulo Integral”. O material propõe diretrizes para a ampliação do tempo de permanência das crianças e adolescentes em ambiente educativo, considerando os princípios e diretrizes pedagógicas da Educação Integral em tempo integral.

O Programa “São Paulo Integral” reflete as diretrizes gerais do Programa Mais Educação, criado em 2007 pelo Ministério da Educação, que expande o tempo diário escolar para o mínimo de sete horas e amplia as oportunidades educativas dos estudantes. No município de São Paulo a proposta se alinha ao vigente Plano Municipal de Educação de São Paulo (PME) e com o Programa Mais Educação São Paulo, implantado em 2013, por esta gestão e que possibilitou o acesso a mais de 70 mil alunos às atividades no contra turno escolar em 2014.

Café Científico: OS TERREMOTOS E O CAMPO GEOMAGNÉTICO

 

mala direta terremotos

O Parque CienTec fica na Avenida Miguel Stéfano, 4.200,  Água Funda-SP.
CEP 04301-904.

O estacionamento situa-se em frente ao Zoológico.

O acesso pode ser feito pela entrada ao lado do estacionamento ou pela portaria principal.

 

Para quem vai de transporte público:
A 15 minutos da estação São Judas do Metrô, ônibus 4742-10, Jardim Clímax

ou, da estação Santos-Imigrantes, ônibus Jardim Zoológico.​

Gratuito e sem necessidade de inscrição.

fone: 5077-6312 / 5077-6314

http://parquecientec.usp.br

Ciclo de debates: O Urbanismo das Ruas em Rede

cartaz - Ciclo sobre Urbanismo

Encontro aberto sobre o Situacionismo e o Ciclo de Debates: O Urbanismo das Ruas em Rede.

 

Quando e onde:

– Encontro aberto sobre o Situacionismo: 18/11 (quarta-feira) às 19h30 na Faculdade de Filosofia – USP – sala 104A

– Ciclo de Debates: O Urbanismo das Ruas em Rede: 23/11 (segunda-feira). Mesa 3: às 17h; Mesa 4: às 19h30 no auditório da FAU – USP (Rua do Lago, 876)

 

A organização está sendo feita pelo Grupo de Estudos em Estética Contemporânea, ligado ao departamento de Filosofia-USP.

 

 

Ciclo de debates:  O Urbanismo das Ruas em Rede

Cidade Universitária USP – FAU- auditório   (Rua do lago, 876) – inscrições no local

Dias 03/11 e 23/11 – 17h00 às 21h30

 

O evento parte do diagnóstico segundo o qual forças sociais vindas das ruas têm desempenhado papel importante na agenda urbana nos últimos anos. Por meio de um diálogo, da sistematização de experiências e da ampliação dos repertórios de ação, o ciclo de debates visa compreender as possibilidades e desafios de cada uma destas forças a partir, sobretudo, de suas próprias vozes e agenciamentos.

 

Mesa 3  –  segunda-feira 23/11 –  17h00-19h00:      Vida urbana e urbanismos bottom up

Luiz Recaman – FAU USP

Paolo Colosso – FFLCH USP

Mediação: Leandro Medrano – FAU USP

 

 

Mesa 4 –  segunda-feira 23/11 19h30 – 21h30: Diversidades, ampliação do espaço público e o papel da juventude

Beatriz Lourenço – Movimento Negro

Nathalia O. Araújo – Levante Popular da Juventude

Mediação: Jéssica Omena – FFLCH US

Hino da Proclamação da República

 

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Hino da Proclamação da República
Letra de: Medeiros e Albuquerque
Música de: Leopoldo Augusto Miguez

OUÇA (clique aqui)

Seja um pálio de luz desdobrado,
Sob a larga amplidão destes céus.
Este canto rebel, que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!

Seja um hino de glória que fale
De esperanças de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós,
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País…
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.

Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar !

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós,
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou neste audaz pavilhão!

Mensageiro de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder,
Mas da guerra, nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós,
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.

Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!