Luiz Gonzaga de Pinto Gama

luizgama01A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) homenageou na noite 03 de outubro de 2015 Luiz Gonzaga de Pinto Gama, reconhecendo-o como advogado. “Há 133 anos, faleceu Luiz Gama e, após esse período, temos a oportunidade de reescrever a história. Ao apóstolo negro da Abolição, pelos seus relevantes serviços prestados junto aos tribunais na libertação dos escravos, a OAB Nacional e a OAB de São Paulo concedem [a Luiz Gama] o título de advogado”, disse o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coelho, em cerimônia na Universidade.

Seu tataraneto, Benemar França, 68 anos, recebeu a homenagem em nome de Luiz Gama. “Trata-se de uma reparação histórica e do reconhecimento da sua atuação jurídica para a qual foi proibido de se graduar. Trata-se de uma justíssima homenagem a quem tanto lutou pela liberdade, igualdade e respeito”, disse o presidente da OAB.

Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu em 21 de junho de 1830. Baiano e filho de um fidalgo português e de Luiza Mahin (negra livre e figura importante na luta contra a escravidão).
Aos 10 anos, quando ficou sob guarda de seu pai, por conta do exílio de sua mãe, ele vendeu Luiz como escravo para pagar dividas, e assim Gama chegou no município de Lorena, em São Paulo. Aos 18 anos fugiu da fazenda e veio para capital.

Aqui começou a conhecer e se interessar pelos assuntos públicos e judiciários. Em 1850, ele frequentou as aulas da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, porém por conta do racismo da sociedade paulistana, Luiz Gama enfrentou hostilidades dos alunos e professores, mas persistiu como ouvinte das aulas. O conhecimento adquirido dentro da sala de aula e tudo que já tinha vivenciado em sua vida contribuiu para atuar bravamente na defesa jurídica de escravos e a favor da Abolição, chegando a libertar mais de 500 negros escravizados.


Luiz Gama foi advogado, poeta e deu início ao jornalismo satírico em grandes publicações paulistanas, como o Polichinello, Cabrião e Diabo Coxo.


Luiz Gama morreu em 24 de agosto de 1882, sem ver a tão sonhada liberdade dos negros que tanto lutou.

luisgama
FOTO: Capa do seu jornal O Polichinello -1876

 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br /Arquivo Público do Estado de São Paulo

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