Mês: agosto 2015

Beth Lobo

Quando as questões de gênero saem das sombras

 

bethloboEm 30 de agosto de 1943 nascia no Rio Grande do Sul Elisabeth Souza-Lobo uma das referências do sindicalismo e do movimento de mulheres e uma das fundadoras do PT. Em 1965 graduou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1979 concluiu seus estudos de pós-graduação na Universidade de Paris. Depois de passar por exílios entre o Chile e a França, Beth voltou ao Brasil em 1979 e foi morar em São Paulo. Trouxe na bagagem uma rica experiência de militância política e logo voltou a dar aulas em universidades e a estudar sobre os sujeitos sociais, realizando pesquisa sobre as trabalhadoras na indústria metalúrgica. Beth Lobo participou de entidades do movimento feminista, como a Associação de Mulheres de São Paulo, e incentivou a formação do grupo Sexualidade e Política. Contribuiu com o processo de organização das mulheres sindicalistas, principalmente das filiadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT). No jornal Mulherio escreveu diversos artigos sobre a temática feminista. Participou da comissão de mulheres do Partido dos Trabalhadores, lutando pela incorporação das questões relacionadas à mulher nas plataformas e programas desse partido.

Em 1984 fez seu pós-doutorado no CNRS. Como docente, trabalhou na Universidade de Santiago do Chile, em 1973, e em 1978, na Universidade de Paris VIII. De volta ao Brasil, entre 1981 e 1990, trabalhou na UNIMEP, na UNESP-Marília e na UNICAMP. Em 1989, lecionou na Universidade de Québec, Canadá. Este fundo reúne documentos relativos às atividades docentes e de pesquisa da titular, ligadas aos temas do trabalho feminino e relações de gênero, documentos administrativos relacionados a suas atividades docentes. O período da documentação é de 1967 a 1991. Outros documentos sobre movimento de mulheres, feminismo e relações de gênero, consulte no AEL: Coleção Movimentos Sociais Recentes, Fundo Eloísa Prestes, Fundo Coletivo Feminista de Campinas e o acervo bibliográfico e de periódicos.

Elisabeth Souza-Lobo inovou, desde o início dos anos 1980, as pesquisas sobre gênero e trabalho no Brasil, dedicando-se ao ensino e à pesquisa nessa área a partir de 1982, no corpo docente do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP). Ela conceptualizou, a partir das práticas operárias da região do ABC paulista, a divisão do trabalho entre homens e mulheres e teve intenso intercâmbio intelectual com pesquisadoras da Europa, dos Estados Unidos e do Canadá.

Aliou perspectiva feminista e trabalho teórico, como suas precursoras Heleieth Saffioti e Eva Alterman Blay o fizeram. Estaria de acordo, certamente, com a afirmação da filósofa francesa Elsa Dorlin, de que “O sexo é, antes de mais nada, político”. Por isso, a problemática da dominação entre os sexos e suas consequências sempre foi central na Sociologia do Trabalho, na qual contribuiu, de maneira original, na estrutura e desenvolvimento no Brasil.

Sua morte prematura em março de 1991, aos 47 anos, impediu a realização de novas pesquisas, novas teorizações e intercâmbios, mas a disseminação de suas ideias se deu por colegas e discípulas, doutorandas e estudantes, como também pelas sindicalistas e militantes políticas com quem conviveu e trabalhou no dia a dia. Entre as especialistas da questão do gênero no Brasil, foi uma das primeiras a analisar o difícil acesso das mulheres aos postos de comando, sobretudo no campo político e sindical.

A atualidade das reflexões de Beth Lobo, como  era carinhosamente chamada, se evidencia quando se compara o princípio de não hierarquização das diferenças, dos objetivos estratégicos, do “principal” e do “secundário” às teorias da “consubstancialidade”, de Danièle Kergoat, ou da “intersecionalidade”, de Kimberlé Crenshaw: relações de classe, sexo e raça estão imbricados e são indissociáveis. Nos seus estudos, privilegiou a questão da subjetividade e a intersubjetividade, um tema marcante de pesquisas recentes sobre as formas de gestão do trabalho e das relações sociais de gênero.

classeoperaria_capa_frontalSeu livro, A classe operária tem dois sexos – trabalho, dominação e resistência é a coletânea de artigos e ensaios publicada como obra póstuma no final de 1991, pela editora Brasiliense, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), dirigida à época por Marilena Chaui. Com textos escritos por Elisabeth Souza-Lobo entre 1982 e 1991, três grandes temas estruturam a obra: estudos sobre Sociologia do Trabalho, reflexões sobre questões metodológicas e análises sobre as mulheres nos movimentos sociais. Através de suas múltiplas pesquisas, Beth Lobo  demonstrou que a classe operária é heterogênea,que operárias e operários não agem da mesma  maneira no trabalho, na família ou na ação coletiva. Os conceitos de representação ou de experiência também se revelaram heurísticos no desenvolvimento da análise das relações sociais.

Espírito heterodoxo e libertário, dedicou seu primeiro livro à vida da revolucionária russa e judia Emma Goldmann (Brasiliense, 83). Sua militância plural era capaz de construir as pontes necessárias para integrar diferentes frentes de trabalho e luta: partido, sindicato, vida universitária, movimentos sociais e feministas. A cultura do trabalho elaborada e reelaborada no trabalho, conforme sua expressão em “Masculino e feminino na linha de montagem – divisão sexual do trabalho e controle social”, apontou-lhe a questão da heterogeneidade das formas de dominação e a multiplicidade de práticas de resistência desenvolvidas por trabalhadores e trabalhadoras na sociedade brasileira. O mesmo pode-se afirmar em relação à temática da subjetividade, isto é, como homens e mulheres vivem, sentem e percebem as suas condições sociais de existência.

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Diaféria, cronista da cidade

Lourencodiaferia

Por Gilberto da Silva

Eu sempre corria para ler o que Lourenço Diaféria escrevia na Folha de São Paulo, sobretudo no caderno “Ilustrada”, entre 1973 e 1977. Seus textos continham tintas simples, leve, criativos e sensíveis. Cheguei a recortar e colecionar várias das suas crônicas, mas infelizmente não as tenho mais. Foi preso pela Ditadura Militar por um texto maravilhoso da época, no texto ele descrevia a saga de um sargento para salvar um garoto e fazia referências à estátua de Duque de Caxias que fica numa praça no centro paulistano. O processo durou cerca de três anos e terminou com a absolvição do cronista pelo Supremo Tribunal Federal. Posteriormente voltou a atuar na “Folha de S. Paulo”.  No ano de sua prisão, 1977,  o conto “Como se fosse um boi” é premiado com o quarto lugar no VII Concurso Nacional de Contos do Paraná e incluído no livro Novos Contistas, editado pela Francisco Alves Editora. Lembro também que a FSP publicou sua coluna em branco logo após a sua prisão.

Lourenço Diaféria foi um dos maiores cronistas da cidade de São Paulo e nasceu no bairro paulistano do Brás em 28 de agosto de 1933. Fez jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, por dois anos, e na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP, por apenas um semestre. Contista, cronista e autor de histórias infantis, o jornalista iniciou sua carreira em 1956 na “Folha da Manhã”, hoje “Folha de S. Paulo”, como preparador de matérias. Em 1964 escreveu sua primeira crônica assinada.   Colaborou também no “Jornal da Tarde”, “Diário Popular”, “Diário do Grande ABC”, e escreveu para as rádios “Excelsior”, “Gazeta”, “Record”, “Bandeirantes” e para a “Rede Globo”. A partir de 1980, dedica-se à literatura infantil e juvenil, estreando com O Empinador de Estrelas.

Lourenço Diaféria morreu no dia 17 de setembro de 2008, aos 75 anos.

 

Herói. Morto. Nós.


Lourenço Diaféria

Crônica publicada em 1/9/1977, na Folha de S.Paulo

Não me venham com besteiras de dizer que herói não existe. Passei metade do dia imaginando uma palavra menos desgastada para definir o gesto desse sargento Sílvio, que pulou no poço das ariranhas, para salvar o garoto de catorze anos, que estava sendo dilacerado pelos bichos.

O garoto está salvo. O sargento morreu e está sendo enterrado em sua terra.

Que nome devo dar a esse homem?

Escrevo com todas as letras: o sargento Silvio é um herói. Se não morreu na guerra, se não disparou nenhum tiro, se não foi enforcado, tanto melhor.

Podem me explicar que esse tipo de heroísmo é resultado de uma total inconsciência do perigo. Pois quero que se lixem as explicações. Para mim, o herói -como o santo- é aquele que vive sua vida até as últimas consequências.

O herói redime a humanidade à deriva.

Esse sargento Silvio podia estar vivo da silva com seus quatro filhos e sua mulher. Acabaria capitão, major.

Está morto.

Um belíssimo sargento morto.

E todavia.

Todavia eu digo, com todas as letras: prefiro esse sargento herói ao duque de Caxias.

O duque de Caxias é um homem a cavalo reduzido a uma estátua. Aquela espada que o duque ergue ao ar aqui na Praça Princesa Isabel -onde se reúnem os ciganos e as pombas do entardecer- oxidou-se no coração do povo. O povo está cansado de espadas e de cavalos. O povo urina nos heróis de pedestal. Ao povo desgosta o herói de bronze, irretocável e irretorquível, como as enfadonhas lições repetidas por cansadas professoras que não acreditam no que mandam decorar.

O povo quer o herói sargento que seja como ele: povo. Um sargento que dê as mãos aos filhos e à mulher, e passeie incógnito e desfardado, sem divisas, entre seus irmãos.

No instante em que o sargento -apesar do grito de perigo e de alerta de sua mulher- salta no fosso das simpáticas e ferozes ariranhas, para salvar da morte o garoto que não era seu, ele está ensinando a este país, de heróis estáticos e fundidos em metal, que todos somos responsáveis pelos espinhos que machucam o couro de todos.

Esse sargento não é do grupo do cambalacho.

Esse sargento não pensou se, para ser honesto para consigo mesmo, um cidadão deve ser civil ou militar. Duvido, e faço pouco, que esse pobre sargento morto fez revoluções de bar, na base do uísque e da farolagem, e duvido que em algum instante ele imaginou que apareceria na primeira página dos jornais.

É apenas um homem que -como disse quando pressentiu as suas últimas quarenta e oito horas, quando pressentiu o roteiro de sua última viagem- não podia permanecer insensível diante de uma criança sem defesa.

O povo prefere esses heróis: de carne e sangue.

Mas, como sempre, o herói é reconhecido depois, muito depois. Tarde demais.

É isso, sargento: nestes tempos cruéis e embotados, a gente não teve o instante de te reconhecer entre o povo. A gente não distinguiu teu rosto na multidão. Éramos irmãos, e só descobrimos isso agora, quando o sangue verte, e quanto te enterramos. O herói e o santo é o que derrama seu sangue. Esse é o preço que deles cobramos.

Podíamos ter estendido nossas mãos e te arrancando do fosso das ariranhas -como você tirou o menino de catorze anos- mas queríamos que alguém fizesse o gesto de solidariedade em nosso lugar.

Sempre é assim: o herói e o santo é o que estende as mãos.

E este é o nosso grande remorso: o de fazer as coisas urgentes e inadiáveis -tarde demais.

15 lugares para visitar que revelam a história de São Paulo

Confira uma linha do tempo formada por construções e lugares emblemáticos da metrópole

O obelisco Mausoléu dos Heróis de 32 –. Foto: José Cordeiro/SPTuris.

“Viaduto do Chá e Praça da Sé são só alguns dos lugares representativos e históricos de São Paulo”, afirma a estudante Nathalia Gorga, que visitou o centro de São Paulo por dois dias e ficou encantada com o que encontrou por lá. “A Catedral da Sé e o Theatro Municipal também contam muita história”, completa.

A capital paulista, fundada em 1554, ainda conserva espaços e construções emblemáticas que contam a sua trajetória até alcançar o posto de maior metrópole do Hemisfério Sul. Isabela Rossi trabalhou seis meses no centro da cidade e afirma que foi o suficiente para respirar a história de São Paulo. “Sempre que chegava à (rua) Libero Badaró, eu era remetida a várias épocas diferentes”, diz.

Confira uma linha do tempo com lugares que contam um pouco dos 461 anos da cidade:

1. 1554 – A data não podia ser melhor representada do que pelo Pateo do Collegio, local emblemático, localizado no centro da São Paulo, onde teve a cerimônia oficial de fundação.

2. 1598 – Quer regressar para este ano, visite o Mosteiro de São Bento. Ele faz referência aos beneditinos que chegaram à cidade neste ano. Em 1634, foi criada a Abadia e a capela foi dedicada a São Bento. Foi nele que o Papa Bento XVI ficou hospedado durante sua visita ao país.

3. 1825 – Passear pela Rua 25 de Março não é só prazeroso por encontrar muita variedade de produtos, que vai de roupas a enfeites, a preços populares! A rua remete ao ano 1825, data de seu surgimento, quando imigrantes árabes abriram as primeiras lojas no local. Além disso, o nome faz alusão à data da criação da primeira constituição brasileira outorgada pelo imperador D. Pedro I.

4. 1827 – Com um Brasil já independente (1822), a cidade de São Paulo ganha uma importante instituição, a Academia de Direito, localizado no Largo São Francisco. Foi responsável por formar figuras públicas importantes, que protagonizaram movimentos que marcaram a história do país, como as Diretas já.

5. 1834 – Quem visita o Solar da Marquesa, no centro da capital paulista, faz uma viagem a 1834, data em que a marquesa de Santos, amante do imperador Dom Pedro I, comprou o sobrado.

6. 1890 – A data marca a fundação da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Hoje é considerado o maior centro de negociação com ações da América Latina.

Região do Anhangabaú, no Centro da cidade. Foto: José Cordeiro/SPTuris.

7. 1891 – É neste ano que é inaugurada a avenida mais famosa da cidade, Avenida Paulista, local onde os barões do café – ouro negro que movimentou a economia brasileira no século XIX – construíram suas mansões. Algumas dessas construções foram consideradas Patrimônios Históricos, como a residência de Joaquim Franco de Mello construída em 1905 (fica no número 1919 da Avenida) e a Casa das Rosas, que era a casa de Ernesto Dias de Castro, com a primeira construção datada em 1935. (fica no número 37).

8. 1901- A data também é marcada pela fundação da Estação da Luz, inspirada na Abadia de Westminster, de Londres. Por ela, passaram figuras ilustres e os imigrantes que chegaram à cidade no século XX. Bem próximo a ela, está o Museu da Língua Portuguesa.

9. 1910 – A data é um marco entre a velha e a nova cidade de São Paulo, delimitada pelo Vale do Anhangabaú. Até a data de independência do país (1822), a área era uma chácara de propriedade do Barão de Itapetininga, onde os moradores vendiam chá e agrião. Para chegar ao outro lado do morro era preciso atravessar a Ponte de Lorena, que em 1855 se transformou na Rua Formosa. A urbanização veio com o projeto de construção do Viaduto do Chá, em 1877.

10. 1929 – Uma visita ao Edifício Martinelli, idealizado pelo italiano Giuseppe Martinelli, faz uma alusão a data, que marca a fundação do primeiro arranha céus da América Latina. A construção fica no centro de São Paulo, entre as ruas São Bento, a famosa Avenida São João e a Rua Libero Badaró.

11. 1932 – Uma passada pelo jardim que aponta para a Avenida 23 de Maio, onde está localizado o Obelisco do Ibirapuera (Obelisco Mausoléu) é voltar para o ano de 1932 e recordar a Revolução Constitucionalista. O monumento foi inaugurado em 1955 e guarda os corpos de alguns dos combatentes. O nome da Avenida também faz referência à data que marca a morte dos quatro estudantes (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo).

12. 1933 – A data traz a imagem de um delicioso sanduíche de mortadela. Foi neste ano que foi inaugurado o Mercado Municipal de São Paulo, o conhecido Mercadão, que funciona na Rua 25 de Março.

13. 1938 – A data remete ao surgimento da Estação Júlio Prestes, importante via para o transporte dos produtos da indústria cafeeira. O nome faz alusão ao ex-presidente do Brasil, Júlio Prestes.Hoje, ela abriga a sede da Secretaria de Cultura de São Paulo e a Sala São Paulo.

14. 1954 – É o ano que comemora os 400 anos da cidade de São Paulo. Por esse motivo, a capital inaugurou o Parque Ibirapuera, o mais conhecido e frequentado parque da cidade. Junto a ele, foi inaugurado o Monumento às Bandeiras.

15. 1954 – O 4º centenário da capital também é comemorado com a inauguração da Catedral e da Praça da Sé. Em frente à Catedral, está o Marco Zero, monumento de mármore em forma de hexágono com um mapa das estradas que partem de São Paulo a outros estados.

Frente do Solar da Marquesa de Santos. Foto: José Cordeiro/SPTuris.

Fonte: SPTURIS

Não é tristeza, é doença

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O psicólogo João Alexandre Borba adverte sobre os sintomas e possíveis tratamentos da depressão.

João Alexandre Borba é Co-CEO do Instituto Internacional Japonês de Coaching e Psicólogo

João Alexandre Borba é Co-CEO do Instituto Internacional Japonês de Coaching e Psicólogo

Você sabia que a depressão não é um estado de espírito, mas uma doença mental? E, além disso, é a mais comum no mundo, atingindo 7% da população mundial, cerca de 400 milhões de pessoas. Ademais, 10% dos cidadãos brasileiros apresentam quadros depressivos, porém grande parte não faz ideia de que possui a doença. Ela deve ser tratada e levada muito a sério por todos que convivem com alguém que sofre com essa condição.

Segundo o psicólogo e Co-CEO do Instituto Internacional Japonês de Coaching, João Alexandre Borba, a depressão “é um estado patológico, que dura, geralmente, 15 dias. Ou seja, a pessoa tem depressão por um tempo determinado, mas os episódios vêm e vão”. Os sintomas são vários e prejudicam o desempenho no trabalho, na vida social e no âmbito psicológico. Além de sentir-se deprimido praticamente todos os dias, existe a anedonia, que é a “falta de ânimo e disposição, incapacidade de sentir prazer em atividades que, normalmente, seriam agradáveis, juntamente a pensamentos negativos, desesperança e desamparo”, afirma Borba.

Existem, para adultos, efeitos menos conhecidos que devem receber atenção caso alguém apresente tendências a ser depressivo, como: alteração de peso (ganho ou perda não intencional), fadiga ou perda de energia constantes, insônia ou sonolência excessiva diárias, agitação ou apatia psicomotora, sentimento de culpa e inutilidade constante, desconcentração, baixa autoestima, alteração da libido, e ideias suicidas. “Em crianças e adolescentes, o humor deprimido pode se manifestar por meio de irritabilidade, rebeldia, baixo rendimento escolar ao invés de tristeza”, assegura o profissional de recursos humanos.

Existe uma predisposição genética para desenvolver a doença, “a ocorrência de depressão em um membro da família aumenta muito a possibilidade de se ter o transtorno”, descreve o psicólogo. Porém, o ambiente onde se vive influencia, e muito, no desenrolar dos fatos. Não existe uma receita mágica para prevenir o distúrbio, entretanto o Co-CEO adverte que é possível diminuir as chances ao ter uma boa qualidade de vida e ser ensinado desde criança a lidar com problemas, conflitos e dificuldades.

A depressão pode causar outros distúrbios, como diminuição da resistência do sistema imunológico. Pode levar também à adoção involuntária de hábitos não saudáveis, por exemplo beber, fumar, não cuidar da higiene pessoal, etc.

Entende-se que é uma doença sem cura, mas que pode ser tratada por meio de remédios e psicoterapia. Com a medicina atual, os pacientes que tem acompanhamento constante mostram grande melhora nos quadros, com menor número de episódios e menor intensidade. A prática de exercícios físicos é recomendada pois gera disposição e energia, porém é preciso que haja um rodízio das atividades para  que quem tem o transtorno se mantenha interessado. Tem até alimentos que podem ajudar no caso, como maçã, melancia, castanhas, leite, iogurte, alimentos naturais e com pouca gordura.

Serviço: João Alexandre Borba

Co-CEO do Instituto Internacional Japonês de Coaching e Psicólogo

joao.alexandre@live.com

https://www.facebook.com/joaoalexandre.c.borba

 

Desafio São Paulo de Mobilidade

Ford lança no Brasil o seu programa global “Innovate Mobility Challenge”, pesquisa e busca de novas soluções para a mobilidade urbana

 

Uma de suas iniciativas é o Desafio São Paulo de Mobilidade, concurso que incentiva os desenvolvedores de aplicativos a criar ideias inovadoras que combinem o uso do carro e do transporte público na capital paulista. As inscrições para o desafio entram agora na reta final e podem ser feitas até o dia 8 de setembro pelo site http://saopaulo-national.devpost.com.

O Desafio São Paulo de Mobilidade faz parte do programa global da Ford chamado Ford Innovative Mobility Challenge, que já promoveu dez concursos ao redor do mundo em grandes cidades como Bombaim (Índia), Los Angeles (EUA), Londres (Reino Unido), Lisboa (Portugal), Xunquim (China) e Johanesburgo (África do Sul). Em todos eles, o objetivo é encontrar soluções inovadoras para os principais problemas de mobilidade, ajudando a criar o transporte urbano do futuro e novos modelos de negócios no setor.

No Desafio São Paulo, os projetos serão avaliados por um júri especializado em tecnologia e mobilidade urbana, seguindo critérios como qualidade da ideia, criatividade, originalidade, implementação e potencial de impacto. Os três primeiros colocados receberão, respectivamente, os prêmios de R$ 30 mil, R$ 20 mil e R$ 7 mil. Haverá ainda um vencedor pelo voto popular, com prêmio de R$ 2 mil.

As inscrições e a votação serão feitas por meio do site ChallengePost. Para participar do Desafio São Paulo de Mobilidade é preciso ter no mínimo 18 anos e residir no país. O concurso está aberto também a organizações. Além do app, junto com a inscrição é preciso apresentar um vídeo que demonstre suas funcionalidades e características principais.

Rio Antigo

 

Quero um bate-papo na esquina
Eu quero o Rio antigo
Com crianças na calçada
Brincando sem perigo
Sem metrô e sem frescão
O ontem no amanhã
Eu que pego o bonde 12 de Ipanema
Pra ver o Oscarito e o Grande Otelo no cinema
Domingo no Rian
Me deixa eu querer mais, mais paz

Quero um pregão de garrafeiro
Zizinho no gramado
Eu quero um samba sincopado
Baioba, bagageiro
E o desafinado que o Jobim sacou
Quero o programa de calouros
Com Ary Barroso
O Lamartine me ensinando
Um lá, lá, lá, lá, lá, gostoso
Quero o Café Nice
De onde o samba vem
Quero a Cinelândia estreando “E o Vento Levou”
Um velho samba do Ataulfo
Que ninguém jamais agravou
PRK 30 que valia 100
Como nos velhos tempos

Quero o carnaval com serpentinas
Eu quero a Copa Roca de Brasil e Argentina
Os Anjos do Inferno, 4 Ases e Um Coringa
Eu quero, eu quero porque é bom
É que pego no meu rádio uma novela
Depois eu vou à Lapa, faço um lanche no Capela
Mais tarde eu e ela, nos lados do Hotel Leblon

Quero um som de fossa da Dolores
Uma valsa do Orestes, zum-zum-zum dos Cafajestes
Um bife lá no Lamas
Cidade sem Aterro, como Deus criou
Quero o chá dançante lá no clube
Com Waldir Calmon
Trio de Ouro com a Dalva
Estrela Dalva do Brasil
Quero o Sérgio Porto
E o seu bom humor
Eu quero ver o show do Walter Pinto
Com mulheres mil
O Rio aceso em lampiões
E violões que quem não viu
Não pode entender
O que é paz e amor

NOTA DO COLETIVO DE LUTA PELA ÁGUA

CRISE DA ÁGUA E LICENÇA AMBIENTAL PARA OBRAS PRONTAS

Cada ato do Governo do Estado de São Paulo desnuda a falta de planejamento, amadorismo e irresponsabilidade no enfrentamento da crise de água que se abate sobre a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Dessa vez o Governo, de forma intempestiva, tenta corrigir o erro que cometeu quando do lançamento de várias obras chamadas de “emergenciais”, sem as devidas licenças ambientais e sem declaração formal de situação emergencial ou crítica para pleitear a simplificação do licenciamento.

Para tentar “acertar as coisas”, o DAEE editou a portaria 2.617 em 17/08/2015 em que reconhece a “situação de criticidade hídrica da região da bacia hidrográfica do Alto Tietê” e, no dia seguinte, o Secretario de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, encaminhou oficio à Secretária do Meio Ambiente (OF.SSRH.GS Nº 273/2015) no qual solicita que seja analisada “a possibilidade de um rito especial à tramitação e análise dos respectivos pedidos de licenciamento” pelo CONSEMA.

Para agravar a situação irregular de licenciamento ambiental em Área de Proteção e Recuperação de Mananciais (APRM) sem EIA-RIMA algumas dessas obras já estão concluídas e em operação há mais de um mês, como as transposições do rio Guaió e do rio Guaratuba para o sistema Alto Tietê. Além disso, para comprovar a falta de planejamento e de estudos prévios estes rios estão sem vazão suficiente o que torna as obras inúteis para socorrer o Alto Tietê.
No caso da transposição dos braços dos rios Grande e Pequeno para o reservatório Taiaçupeba do Alto Tietê, 80% das obras de forte impacto ambiental estão concluídas, sem o devido estudo de impacto ambiental tal como determina a lei, na medida em que tratam-se de obras de transposição de bacias em APRM.

Este Coletivo solicita que o CONSEMA se pronuncie, na reunião do dia 26 de agosto em que será apreciado o pedido de rito especial, no sentido de responsabilização dos órgãos públicos que deram andamento as obras sem as devidas autorizações ou os órgãos que autorizaram indevidamente obras que dependiam de estudo de impacto ambiental.

COLETIVO DE LUTA PELA ÁGUA
25/08/2015

Oficina da LAI com Comunicadores

Vem em aí a Oficina da LAI com Comunicadores, com a proposta de combinar o perfil multiplicador deste público com o potencial da Lei de Acesso à informação como importante instrumento de controle social entre jornalistas e comunicadores de associações de bairros, movimentos sociais e outras organizações.

A oficina acontecerá no dia 27/8, das 9h30 às 12h30, na sede do Arquivo Histórico Municipal (próximo ao metrô Tiradentes) , e contaremos com a presença da jornalista Marina Iemini Atoji, gerente-executiva da Associação Brasileira de Jornalismo investigativo – Abraji e secretária-executiva do Fórum de Acesso à Informação.

A programação da atividade é composta por uma introdução à Lei de Acesso a Informação, seguida de uma exposição e debate sobre o tema do encontro. Após um intervalo, passamos para uma fase mais prática, com recomendações para a redação de pedidos de informação e uma demonstração do registro de uma solicitação no Sistema Eletrônico do Serviço de Informação ao Cidadão (e-SIC).

Desta vez, a oficina é direcionada a membros de organizações, coletivos e movimentos sociais e, em especial neste caso, jornalistas e comunicadores populares, mas todos os interessados no tema são bem-vindos. Em virtude da metodologia, teremos 60 vagas disponíveis, e as inscrições devem ser feitas por meio do formulário disponível neste link.

Oficina da LAI com Comunicadores

  • Data: 27/08/2015
  • Horário : das 9h30 às 12h30
  • Local: Auditório do Arquivo Histórico Municipal
  • Endereço: Praça Coronel Fernando Prestes, 152, térreo – Luz (clique aqui e veja como chegar)
  • Inscrições:clique aqui

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