Itamar canta Ataulfo

Quando adquiri este CD não sabia das coisas boas que ouviria! Fiquei impressionado com a “releitura” que o “Nego Dito” fez do Ataulfo Alves.
O álbum Ataulfo Alves por Itamar Assumpção foi lançado em 1996 pela Paradoxx Music. Acompanham Itamar Assumpção, a banda Integrantes da Isca de Polícia: Gigante Brasil, Bocato, Luiz Waack, Paulo Lepetit, Tonho Penhasco, Luiz Chagas, Ricardo Cristaldi, Josué Guimarães, Tata Fernandes, Vange Milliet, Simone Soul.
As Orquídeas, banda feminina com que Itamar gravou a trilogia “Bicho de 7 Cabeças” (93-94), abrem o disco com “Meus Tempos de Criança”. Jards Macalé aparece em “Saudades da Amélia” e “Laranja Madura”. Duo Fel participa de “Mulata Assanhada” e Tonho Penhasco arranjou “Jubileu”.
É uma obra prima de um um cantor/compositor que mereceria ser mais ouvido! Ouvi muito e ouço até hoje!

O Dia em que fomos TRI

A formação da seleção brasileira foi esta: Félix, Carlos Alberto Torres, Brito, Wilson Piazza e Everaldo; Clodoaldo, Gerson, Jairzinho e Tostão; Pelé e Rivelino. O técnico era Mário Jorge Lobo Zagalo.

50 anos da conquista do tricampeonato mundial de 1970 no México

Nem mesmo dez anos havia eu completado e quase todos os dias de junho, nas horas dos jogos do Brasil, eu caminhava alguns metros para ir até a casa do amigo Fernando para assistir os jogos da seleção canarinha. Não havia aparelho de Tv em casa e lá, na casa do amigo, juntávamos ocasionalmente a família dele: seus pais e sua irmã, mais nosso amigo João e nossa amiga Silvana. Crianças sem TVs, na pequena Cambará, no norte do Paraná. Creio que o único jogo que não assisti na casa do Fernando foi a peleja contra a Inglaterra, na primeira fase, com o um gol solitário do Jairzinho, o furacão da Copa. Era noite, e acompanhei minha manhã na quermesse da Igreja da Vila Rubim. Assisti, portanto, num bar em frente.

O dia 21 de junho de 1970 foi marcante. Pela primeira vez eu via a Seleção Brasileira ser campeã. Amigos, vide minha idade, mal sabia de política e outras maquinações. A Itália era forte, um belo time, uma equipe que queria ser campeã. Jogaram pesado, com garra. Mas nossa equipe era muito boa, cheia de craques camisas dez espalhados pelo campo: Pelé, Tostão, Rivellino (ao rever o jogo hoje sinto que sua chuteira estava descalibrada..), Gerson e Jairzinho (não sei se usava a 10 no Botafogo).

O primeiro tempo foi muito difícil quase tomamos mais gol e graças ao injustiçado goleiro Félix fomos salvos várias vezes. Fim do primeiro tempo: 1 a 1.Ao término, uma goleada, 4 a 1, (com gols de Pelé, Gérson, Jairzinho e o capitão Carlos Alberto Torres), que faz pensar que foi fácil! Parabéns a todos os que puderam proporcionar este show maravilhoso. Conheci, pela primeira vez, o Futebol Arte!

Elenco da Copa de 70

Bate papo sobre a Conjuntura Nacional

Debate com especialista de Comunicação, Jornalistas e Sociólogos sobre a conjuntura nacional. Presença de Profa Dra Mara Rovida (Uniso), Prof. Dra. Deysi Cioccari (Casper Libero), Ms Vanderlei Castro (mestrando da Unesp-Araraquara), Prof. Ms Gilberto da Silva (editor da Revista Partes e Vitrine do Giba) e Prof. Luciano Feltrin (jornalista)

Sidarta, de Hesse

Quando comecei a trabalhar no Departamento de Zoologia da USP, sobrava uns minguados no orçamento e, então, eu comecei a comprar unidades de uma belíssima e cuidadosa coleção da Editora Record chamada Prêmio Nobel de Literatura, via reembolso postal. Todo mês eu corria para os Correios ansioso para buscar aquele livro de capa dura, bom papel, boa diagramação, boas ilustrações, enfim, um luxo para a época.

Entre tantos “nobéis” poetas, cientistas e demais doutores das letras que ganharam, até aquela época, o prêmio de literatura, um que me marcou profundamente a leitura foi Sidarta do Hermann Hesse. Inspirado na obra de Hesse cheguei a tentar rascunhar pequenos versos e prosas. Até hoje tenho pequenos lapsos de lembrança de passagens do livro. Infelizmente, por motivos vários, aos poucos a coleção foi sendo desfeita e, incrível, hoje não tenho nenhum exemplar comigo!

Assim como o Krisnamurti, o Sidarta de Hesse me marcou e mesmo sabendo que o “ideal” da leitura dele fosse O Lobo da estepe (que eu recusei leitura por longos anos) precisarei chegar ao NIRVANA…

autor: Leonardo Padura

edição:
2
selo:
Boitempo
idioma:
Portuguese
páginas:
592
formato:
23cm x 16cm x 4cm
peso:
785 gr
ISBN:
9788575594452

Outro livro que marcou, este de safra recente, é obra de um cubano bom nas letras: Leonardo Pagura. Percorrer as quase 600 páginas de O Homem que Amava os Cachorros foi ao mesmo tempo percorrer trechos da História que eu já conhecia e ajuntando mais conhecimento que não me pertencia. Sobre o velho Leon, sua vida e sua trajetória, eu já conhecia de vários livros entre eles um que gostei muito Da Noruega ao México; mas a boa trama do Pagura mostrou um Ramon Mercader e uma política que eu não sabia muito como funcionava.

Claro, o livro é uma mistura de ficção com realidade. É incômodo, provocativo, mas cheia de detalhes, numa escrita que não cansa. Vale a pena, mesmo sendo um romance escrito por um cubano e todas as contradições que sua experiência histórica possa interferir na obra.

Niemeyer e as curvas do tempo

Editora: Revan, Rio de Janeiro
Ano: 1998
As curvas do tempo é o livro de memórias de Oscar Niemeyer.

Devorei com o prazer inerente As curvas do tempo. É o livro de memórias de Oscar Niemeyer editada em 1998 e se reescrevesse um pouco mais tarde teríamos mais novidades (morreu em 2012).
É uma bela edição fotos e com desenhos do autor feitos especialmente para o livro. Ferreira Gullar assina o texto de apresentação.
Niemeyer faz uma seleta de textos de caráter afetivo, quando um dos temas é a família, ou a arquitetura e as artes que a integram. Fala de livros e sobre os autores que sente prazer em ler. O Brasil e o Rio de Janeiro (em especial a vista para o mar das janelas de seu escritório) que ele sempre sente saudades quando passa muito tempo fora.
É uma delicia ler o diário, uma síntese de sua vida repleta de muita sensibilidade e nostalgia. fala da sua infância, da sua militância, de seus trabalhos de maneira fluída, leve.

Os desafios e ações no combate ao Covid-19

Dia 09/6, terça-feira, às 19h, bate papo com Claudia Carletto, jornalista e Secretaria Municipal dos Direitos Humanos e Cidadania do município de São Paulo e Buiu, liderança comunitária de São Paulo com grande atuação na região do Ipiranga

Claudia Carletto, Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania

Claudia Carletto é jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduada em Marketing Político pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Atualmente é mestranda do programa de pós-graduação em Cidades Inteligentes e Sustentáveis (PPG-CIS) da UNINOVE.

Começou a exercer a atividade política na recém-criada Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo de 2005 a 2007, quando, a partir daí, passou a fazer parte da assessoria da ex-deputada e, agora senadora, Mara Gabrilli – trabalhando depois, até 2012, como chefe de gabinete dela na Câmara Federal.

Nos anos seguintes, foi Diretora de Comunicação da Assembleia Legislativa de São Paulo, quando reformulou as atividades da TV Alesp, revendo a grade de programação para um foco na prestação de serviços ao cidadão.

Entre 2017 e 2018 foi chefe de gabinete na Câmara Municipal de São Paulo e de 2018 a 2019 ocupou o cargo de secretária executiva adjunta de Políticas para Mulheres da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, implantando e gerindo políticas públicas para as mulheres. Desde dezembro de 2019, passou a responder como secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

Buiu

Buiu, como é mais conhecido o líder comunitário Nazareno Antonio da Silva, é uma liderança referência na cidade de São Paulo com grande atuação na comunidade do Heliópolis, contribuindo para a transformação social com a implementação de políticas públicas voltadas para a inclusão de crianças e adolescentes.

Buiu desde cedo aprendeu o que é lutar por sobrevivência, frequentou centro de juventude, vendeu gelinho nas ruas, bijuterias, trabalhou em mercado e lanchonete, foi entregador de contas de luz dentro da favela de Heliópolis onde possibilitou ter o contato direto com as pessoas, com os becos e vielas da comunidade. Esta luta pela sobrevivência possibilitou que ele entendesse melhor como vivia as pessoas. Foi nesse momento que iniciou sua grande trajetória de luta. Em seguida coordenou o movimento sem creche que lutava para ter mais equipamentos de atendimento para a região, para que as mães além de garantir o acesso à educação infantil, também pudessem ter onde deixar seus filhos para poder trabalhar. Nosso grande orgulho e reencontrar, as famílias e as crianças da época hoje adultas e já cursando universidades. Muitas já estão formadas em cursos superiores.

Grande parte das conquistas e projetos realizados em toda a região tem a presença do Buiu, tais como a construção do Céu Heliópolis, do condomínio residencial Redondinho feito pelo arquiteto Ruy Otake, da escola Abrão Huck, EMEI Isolina, da canalização dos córregos Independência e Sacomã, uma luta de 40 anos, além da regularização da urbanização de Heliópolis. A lista de conquistas se completa com a ampliação do número de vagas de creches na região, uma luta árdua, mas que se tornou possível e, hoje, quase zerou o número de crianças fora de creche em nossa região. A mais recente conquista foi a nova UBS Sacomã e logo mais a nova UPA 24h, além de todo recapeamento da principal avenida, a Estrada das Lágrimas.

Hoje é o Puta day: Dia internacional da prostituta

Dia Internacional da Prostituta é comemorado para marcar a data de 2 de junho de 1975, quando cerca de 150 trabalhadoras sexuais entraram para a história ao ocuparem a Igreja Saint-Nizier na cidade francesa de Lyon, exigindo que o trabalho prestado por elas fosse considerado tão útil à França como outro ofício qualquer.  Em reconhecimento de sua luta e coragem, esse dia foi declarado o Dia Internacional da Prostituta pelo movimento organizado de trabalhadorxs sexuais e vem sendo celebrado anualmente desde 1976.

Como disse o jornal Le Progres:

C’était il y a quarante ans. Le 2 juin 1975, des prostituées lyonnaises envahissent l’église Saint-Nizier, située au cœur de la Presqu’île, entre la place des Terreaux et celle des Jacobins pour protester contre les arrestations dont elles sont victimes. Elles l’occuperont pendant une dizaine de jours et seront une centaine.

Pour célébrer le quarantième anniversaire de ce mouvement devenu historique, leur syndicat, le Strass, organise des rencontres internationales des travailleuses du sexe. Un rendez-vous qui se tient à Lyon du dimanche 31 mai au mardi 2 juin. Au programme, des ateliers de réflexion sur différents thèmes (situation à l’étranger, abolition et pénalisation des clients, etc.) réservés aux prostitués au centre Aris (Lyon 1er ) et une manifestation mardi à 14 heures au départ de la place de Saint-Nizier, pour protester contre la répression toujours présente.

À noter également, une exposition organisée par l’association Cabiria sur l’occupation de l’église de Saint-Nizier. À découvrir dès mardi à 19 heures à La Fourmilière, 15 rue Salomon-Reinach (Lyon 7e ).

“Passaram-se 40 anos. Em 2 de junho de 1975, as prostitutas lionesas invadiram a igreja de St. Nizier, situada no coração da Presqu’île, entre a praça dos Terreaux e a dos Jacobinos, para protestar contra as prisões de que eram vítimas. Elas eram cerca de cem, e ocuparam a igreja por dez dias.”

Conta-nos  Maggie McNeill, no blog The Honest Courtesan:

By 1974, the embattled French hookers had enough; the police had (as usual) done nothing about two mutilation murders of prostitutes in Lyon, so a group of whores and supporters (including lawyers and journalists) called a protest meeting to demand an end to the various anti-prostitute laws and police repression which was endangering their lives by forcing them to work in dark, sparsely-trafficked areas.  The police responded by harassing the protesters with three or four fines per day each, and the French tax authorities made ridiculous estimates of the number of clients each protesting worker saw, then presented them with tax bills exceeding their entire incomes.  When they appeared on television to tell the public what was happening, they were sentenced to prison in absentia for the unpaid fines and taxes.  Recognizing that dramatic action was called for, on Monday, June 2nd, 1975 a group of over 100 prostitutes occupied the Church of St. Nizier in Lyon with the cooperation of the priest; they hung a banner across the front of the building stating in French, “OUR CHILDREN DON’T WANT THEIR MOTHERS IN PRISON.”

“Em 1974, as putas francesas estavam fartas; a polícia, como sempre, não havia feito nada sobre o assassinato e a mutilação de duas prostitutas em Lyon, de modo que um grupo de putas e apoiadores (que incluíam advogados e jornalistas) convocaram uma reunião de protesto para exigir o fim das várias leis anti prostituição e da repressão policial que colocava suas vidas em perigo por obrigá-las a trabalhar em áreas escuras e de pouco tráfego. A polícia reagiu assediando os manifestantes com três ou quatro multas por dia, e as autoridades do fisco francês fizeram estimativas ridículas do número de clientes que cada trabalhadora manifestante atendia, e lhes apresentou contas de impostos que excediam toda a renda delas. Quando elas apareceram na TV para dizer ao público o que estava acontecendo, foram condenadas à prisão à revelia, por causa das multas e dos impostos não pagos. Reconhecendo que era necessária uma ação dramática, na segunda-feira, 2 de junho de 1975, um grupo de mais de cem prostitutas ocupou a igreja de St. Nizier, em Lyon, com a cooperação do padre. Elas penduraram uma enorme faixa na frente da igreja, declarando “Nossas crianças não querem suas mães na prisão.”

A solidariedade das mulheres de Lyon

“Quando o governo reagiu com a ameaça de tomar suas crianças se elas não fossem embora imediatamente, houve uma indignação pública; muitas mulheres de Lyon juntaram-se a elas, de modo que os policiais não tinham como dizer quais delas eram as prostitutas. Além disso, o ‘submundo’ de Paris enviou uma delegação para ajudá-las, grupos ocuparam igrejas em outras partes da França e uma ‘greve de prostitutas’ foi organizada em várias províncias.”

Hoje o Dia serve para denunciar a discriminação e a exploração das prostitutas a nível mundial, assim como as precárias condições de vida e de trabalho

Educação e ações contra o Covid-19

João Cury é ex-secretário da Educação do Município de São Paulo, ex-Prefeito do município de Botucatu nos períodos 2009/2016 e ex-secretário de Estado da Educação de SP.

Buiu, como é mais conhecido o líder comunitário Nazareno Antonio da Silva, é uma referência em liderança na cidade de São Paulo com grande atuação na comunidade do Heliópolis, contribuindo para a transformação social com a implementação de políticas públicas voltadas para a inclusão de crianças e adolescentes.

Quarta, 10/06, 19 horas.

Ações e combate ao Covid-19

Hoje, 30/05, as 19hs, faremos uma LIVE para discutir a pandemia do Coronavírus com as seguintes convidadas Muna Zeyn e Cynthia regina Fisher.

Muna Zeyn é assistente social formada pela FMU e pós-graduada pela PUC, chefe de gabinete da deputada federal Luiza Erundina e funcionária aposentada da Prefeitura de São Paulo. Foi apresentadora do primeiro programa de internet para mulheres o Alltv Mulheres. Ativista pelos direitos das mulheres e participa do comitê estadual de vigilância e mortalidade materna do estado de São Paulo.

Cynthia Regina Fischer é Doutora e Mestre em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, tendo sido também pesquisadora do grupo de pesquisa GEALIN – PUC/SP desde sua criação até 2014. Bacharel e Licenciada em Língua e Literatura Inglesas, com habilitação para magistério e tradução pela mesma instituição. Atualmente, além de Professora Titular do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP (antigo CEFET-SP), é também Assessora de Relações Internacionais do Instituto, em que atua na busca de parcerias com instituições de ensino superior, focando em ações de pesquisa, ensino, extensão e mobilidade da comunidade acadêmica para promover a internacionalização do IFSP. Foi Pró-Reitora de Ensino no período de 2013-2014 do IFSP. Foi Diretora Geral dos Câmpus Itapecerica da Serra (2015) e Câmpus São Paulo-Pirituba (2015-2018), cuja principal responsabilidade foi estruturar o novo campus e gerenciar sua implantação. Atualmente, desenvolve pesquisa e capacitação na área de Formação de Professores e inserção de Novas Tecnologias da Informação e Comunicação no fazer pedagógico.

Pelo LINK: https://www.facebook.com/vitrinedogiba/live/