A propósito de Marx

 

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Veja discurso do ex-senador Lauro Campos (PT-DF)

 

(…)

A verdadeira cidadania, nós não a conhecemos. A cidadania

está  do  outro lado  e o capitalismo, monótono, repetitivo, não

tem mais do que quatro ou cinco instrumentos, que usa  ao  longo

de  toda a  sua história, desde a  crise  de 1810 até esta, para

administrar as  suas  contradições, para tentar superar a crise.

Os  mecanismos são muito poucos. O capitalismo, esse gigante, tem

pouca  imaginação; ele  também cria os seus limites de ação e de

avanço.

 

O  que  vemos, agora, é  a  tentativa  desesperada  de se

solucionar o problema de  um capitalismo  que atingiu esse nível

de globalização, esse nível de acumulação de capital.

 

O problema do capital, diz Marx, é o próprio capital. Ao se

acumular  e  se concentrar demais, ele destrói as suas condições

de  reprodução, entra  em  crise, crise  de  sobreacumulação. Se

deixa  crescer alguns setores  mais  do que outros, ele entra em

crise de  desproporção; e se produz demais e  reduz a  renda e o

salário  de  grande  parte  da sociedade – uma produção em massa

sem  massa  de  consumidores -, há uma crise de subconsumo e ele

não resolveu crise alguma. Ele veio carregando os seus problemas

e  as  suas  contradições, e  essas  crises  de  subconsumo,  de desproporção, de sobreacumulação aparecem, ressurgem, renascem em

todo o colapso do sistema.

 

Nada  foi  resolvido. Como  dizia  Delfim Netto, há pouco

tempo, quando resolvemos  um problema, criamos  três. E  não  me

consta que Delfim Netto seja marxista.

 

Pois  bem, o tempo não  me  permite quase nada. Eu queria

apenas prestar, com  estas  palavras improvisadas, uma homenagem

àquele  que, felizmente, eu ainda  vivi  o  suficiente para  ver

reconhecido,  nessa  pesquisa  isenta  da  BBC  de  Londres, via

Internet, escolhido, coroado como o cérebro do milênio.

 

O filósofo Moses, na Alemanha, escreveu uma carta para um

seu  amigo  dizendo: “Finalmente, você  vai  ter oportunidade de

conhecer  Marx. Marx não é apenas Heráclito; ele  é  Heráclito e

Hegel  superados; Marx  não  é  apenas Sócrates; Marx é Sócrates

superado”. E  assim  por  diante. Marx  tinha  24 anos de idade.

Parece-me que ninguém, neste milênio e nessa idade, recebeu esses elogios. E era como se ele não tivesse acreditado nesses elogios.

Ele não dormiu  sobre os louros, preferiu dormir sobre os livros

que lia, deitado no chão de sua casa ou na biblioteca de Londres.

(…)

 

Trecho do discurso do Sen.Lauro Campos – PT – DF – Out/1999.

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Diálogos A Vida no Centro

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Evento Diálogos A Vida no Centro reúne influenciadores de cultura e economia criativa para discutir o Centro de São Paulo

  • Organizado pelo A Vida no Centro, hub de inovação e cultura do Centro de São Paulo, encontro de debates e networking será realizado no dia 7 de junho no ULIVING 433, na região central;
  • Iniciativa pretende mostrar quem são e o que pensam algumas das pessoas que estão transformando o Centro num polo vibrante de gastronomia, cultura e inovação e como esse movimento pode contribuir para a retomada completa da região;
  • Ciro Schu, um dos principais grafiteiros de São Paulo, fará obra ao vivo durante o evento, que terminará com happy hour
  • Entrada é gratuita, mas sujeita à lotação do espaço; inscrições antecipadas devem feitas por meio da página do evento no Sympla.

São Paulo, maio de 2018 – O Centro de São Paulo vive uma fase de efervescência ligada à economia criativa, com novos bares, restaurantes, espaços culturais, festas e a presença cada vez maior de um público adulto jovem. Só para citar alguns exemplos, nos últimos meses abriram na região o Farol Santander; o Sesc 24 de Maio; o Centro de Referência e Economia Criativa do Sebrae; e o Tokyo, projeto que transformou um prédio histórico da década de 1940 em um complexo cultural. Quem são e o que pensam algumas dessas pessoas que estão transformando o Centro de São Paulo num polo vibrante de gastronomia, cultura e inovação? E qual o impacto desse movimento no processo de retomada da região central?

É isso o que se propõe a discutir o Diálogos A Vida no Centro, evento que será realizado no dia 7 de junho, das 15h30 às 19h, seguido de happy hour. O encontro é organizado pelo A Vida no Centro, hub de inovação e cultura do Centro de São Paulo criado pelos jornalistas Denize Baccocina e Clayton Melo, e será sediado pela ULIVING Brasil, em sua nova unidade, na Rua Duque de Caxias 433, no Centro de São Paulo.  O evento conta com apoio institucional do Escritório Regional (ER) Capital Centro do Sebrae-SP e da Associação Viva o Centro.

O evento é gratuito e aberto ao público, mas sujeito à lotação do espaço. Por isso, para assistir é necessária inscrição antecipada por meio da página do evento no Sympla.

O que é o Diálogos A Vida no Centro?

É uma arena de networking e debates para refletir sobre o presente e o futuro do Centro de São Paulo, região que vive uma efervescência cultural, gastronômica e de novos negócios – que tem atraído cada vez mais pessoas, especialmente os jovens adultos -, ao mesmo tempo em que ainda tem desafios a vencer. “O Centro vive um novo momento, e as questões da região precisam ser discutidas. O que pretendemos é estimular esse tipo de debate de forma permanente”, diz Denize Bacoccina, cofundadora do A Vida no Centro.  “Encontros como esses também têm o objetivo de conectar quem está transformando positivamente o Centro. É assim que surgem novas ideias e ações para melhorar cada vez mais a região”, diz Clayton Melo, cofundador da startup.

Os debates do Diálogos A Vida no Centro vão reunir os principais líderes e influenciadores do Centro de São Paulo, com atuação destacada em áreas como negócios, cultura, entretenimento, gastronomia e gestão pública. “Acreditamos muito nessa nova fase de desenvolvimento do Centro da cidade e estamos investindo nesse sentido. Enxergamos a região como a área mais eclética da cidade e nos sentimos bem em fazer parte disso”, afirma Juliano Antunes, presidente da ULIVING Brasil.

Entre os debatedores confirmados estão representantes de instituições e empresas como Porto Seguro, Sebrae, Sesc 24 de Maio, ULIVING BRASIL, MMC Investimentos, Cia de Teatro Os Satyros e Instituto Pólis, além de Eduardo Odloak, Prefeito Regional da Sé (veja programação completa abaixo).

Como vai ser?

A base do evento é o ULIVING 433, nova unidade da ULIVING Brasil, empresa especializada em residências estudantis que vem fazendo reformas do tipo retrofit em prédios antigos e os transformando em lugares modernos para abrigar estudantes, ajudando a trazer um público novo para morar no Centro.

Além dos debates, evento vai ter:

  • A exposição de fotos de Instagram A Pé no Centro, com curadoria do CalçadaSP, iniciativa de ativismo urbano com olhar artístico liderada pelos publicitários Wans Spiess e Tony Nyenhuis.   
  • Ciro Schu, um dos principais grafiteiros de São Paulo, fará uma obra ao vivo durante o evento, que terminará com happy hour.

 

Quando: 7 de junho

Horário: 15h30 às 19h, com debates com influenciadores/empresários, seguido de happy hour.

Onde: Terraço do ULIVING 433 (Av. Duque de Caxias, 433), Centro de São Paulo.

Programação (sujeita a alterações):

  • 15h30 às 16hRecepção e café

 

  • 16h às 16h15 (Abertura): “O Centro de São Paulo como polo de inovação e cultura”, apresentação feita pelo A Vida no Centro.

 

  • 16h15 às 16h30: “Por que investir no Centro de São Paulo”, por Juliano Antunes, presidente da ULIVING Brasil

 

  • 16h30 às 16h45: ‘Uma visão do retrofit e como acelerar a transformação do Centro”, por Christophe Van Hamme, da MMC Investimentos

 

  • 16h45 às 17h45 – Painel 1 – Como os novos negócios estão transformando o Centro de São Paulo

Eduardo Odloak: Prefeito Regional da Sé, região que possui oito distritos, tem cerca de 430 mil moradores e cerca de 3 milhões de pessoas que circulam diariamente pela área. Administrador de empresas pela FCU (Florida Christian University) com especialização em Estratégias de Marketing Aplicadas ao Turismo e Hotelaria pela ECA/ USP, ocupou diversos cargos na administração pública, entre eles o de subprefeito da Mooca. Nas horas vagas, é artista plástico e mergulhador.

Alexandre Nunes Robazza – Gerente regional do Sebrae-SP. É publicitário formado pela ESPM, pós-graduado pela FGV e tem mestrado pela UAM. Profissional com 20 anos de atuação no mercado, já exerceu cargos de liderança em empresas como Cutrale, WZarzur e Best Western. É professor universitário com passagens pelo IMESB, FMU, PUC e ESPM em cursos de graduação e pós-graduação.

Lilian Varella: Empresária, fundadora do bar Drosophyla Bar. Instalado num casarão construído em 1920 e tombado pelo patrimônio histórico, na Rua Nestor Pestana, o local foi totalmente restaurado por Lilian e hoje é uma das principais referências de bares no Centro para clientes de outras regiões de São Paulo.

Fábio Balestro: Sócio da Tokyo, novo complexo cultural do Centro que reúne – num prédio histórico da década de 1940 na região do Copan – bar, clube, restaurante, karaokê e espaços de economia criativa. Gaúcho de 35 anos, é advogado e também mestre em Relações Internacionais formado na UFRGS. Também é sócio do Selva Club, casa noturna localizada no Baixo Augusta.

Denize Bacoccina: Jornalista, é cofundadora do A Vida no Centro. Foi correspondente internacional da BBC em Londres e Washington, chefe da Sucursal da revista IstoÉ Dinheiro em Brasília e repórter do Estado de S.Paulo. Atualmente, também é representante no Brasil de uma agência internacional de vídeo de notícias.

 

  • 17h45 às 18h – café /networking

 

  • 18h às 19h – Painel 2 – O papel da cultura na retomada do Centro de São Paulo

Renata Aguiar – Gerente de Marketing Institucional da Porto Seguro, setor  que contempla, entre outras funções,  a gestão dos equipamentos culturais da empresa (Teatro Porto Seguro e Espaço Cultural Porto Seguro). Formada em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Cásper Líbero, é pós-graduada em Marketing pela Universidade Metodista de São Paulo e possui MBA em Gestão Empresarial e Inovação pela BI Internacional.
Rodolfo García Vázquez: Diretor e dramaturgo premiado, é um dos fundadores da Cia de Teatro Os Satyros, cuja atuação foi determinante para a recuperação da Praça Roosevelt. É um dos idealizadores da SP Escola de Teatro, teve seu trabalho apresentado em mais de 15 países e atualmente prepara a produção de seu próximo filme, “Pessoas Perfeitas”.


Thiago Freire
– Gerente-adjunto do Sesc 24 de Maio, Thiago Freire
é formado em História pela Universidade de São Paulo, com mestrado em Gestão da Regionalidade, tendo concentrado sua pesquisa na Gestão do Patrimônio Histórico e Cultural. É também especialista (MBA) em Gestão de Bens Culturais, pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

Renato Cymbalista: Arquiteto e urbanista, é professor Livre Docente da FAU-USP. É diretor da Casa do Povo e presidente do Instituto Pólis. Integra o Laboratório para Outros Urbanismos da FAU-USP e Coordena o grupo de pesquisa Lugares de Memória e Consciência (USP/CNPq).

 

Clayton Melo: Jornalista e empreendedor, é cofundador do A Vida no Centro e tem MBA em Marketing pela FGV. Foi editor de publicações como IstoÉ Dinheiro, Gazeta Mercantil, IDG e Meio e Mensagem. É curador de projetos e eventos para empresas e palestrante de temas ligados à inovação, criatividade e a conexão entre agricultura e a vida nas cidades. Também é membro da equipe de curadores do Festival Path.

  • 19h às 21h – Happy Hour e networking, com a apresentação do grafiteiro Ciro Schu, que vai finalizar uma obra ao vivo no terraço.

Obra analisa modos de abordagem do humor por livros didáticos de Inglês

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Autora é docente do Campus Lagoa do Sino da UFSCar
Está sendo lançado o livro “Humorless Approach: Análise Discursiva de Quadrinhos de Humor em Livros Didáticos de Inglês como Língua Estrangeira”, de autoria de Ilka de Oliveira Mota, docente do Centro de Ciências da Natureza (CCN) no Campus Lagoa do Sino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e publicado pela editora Appris.
A obra é resultado da tese de doutoramento da autora defendida no Departamento de Linguística Aplicada (DLA) do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Apoiada no aparato teórico-metodológico da Análise de Discurso de cunho materialista na interface com os estudos de Freud sobre a comicidade, analiso os modos de abordagem do humor por livros didáticos de Inglês como língua estrangeira, buscando compreender o seu processo de significação, bem como as concepções de ensino e de Língua os atravessam”, explica Mota. O livro tem como prefacista Maria José Rodrigues Faria Coracini, docente da Unicamp e orientadora da pesquisa.
Algumas razões motivaram a pesquisadora a escolher o objeto de estudo. A primeira diz respeito ao modo do funcionamento dos quadrinhos de humor (QHs). “Os QHs são um tipo de texto que se caracteriza pelo jogo entre os planos verbal e não verbal conjuntamente, o que rompe com a ideia hegemônica de texto como um conjunto de palavras organizadas”, descreve a docente. A segunda razão está relacionada à comicidade e seu modo de funcionamento discursivo. “Enquanto uma prática de linguagem, o campo da comicidade, do qual deriva o chiste, o cômico e o humor, conforme a distinção estabelecida por Freud, se manifesta, em sua maioria, na relação conjunta entre a materialidade linguística e imagética”, define ela.
Já em relação à escolha pelos livros didáticos, Mota diz que, na condição de professora de Línguas materna e estrangeira, os livros didáticos enquanto material para as aulas de Línguas sempre foram uma constante em sua prática. “Compreendê-los sempre foi o meu objetivo como professora e usuária desse tipo de material didático”, afirma.
O livro é direcionado a pesquisadores da área de Análise de Discurso, a professores de Línguas materna e estrangeiras, especialmente de Língua Inglesa, pedagogos e a estudantes de Letras.
“Humorless Approach: Análise Discursiva de Quadrinhos de Humor em Livros Didáticos de Inglês como Língua Estrangeira” será lançado no dia 15 de junho, às 20 horas, na Escola Estadual Dom Pedro I, localizada em São Miguel Paulista, em São Paulo. Também estão agendados dois eventos de lançamento em Rondônia: no dia 26 de julho, às 14 horas, no Campus José Ribeiro Filho da Universidade Federal de Rondônia (Unir), na ocasião da realização do II Enadis – Encontro Nacional em Análise de Discurso; e no dia 31 de julho, às 20 horas, no Campus de Ariquemes da Unir, quando a autora fará uma palestra.
Mais informações podem ser obtidas no site da editora, em https://bit.ly/2Lpt93S.

Plantio no Heliópolis

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No próximo dia 10 de junho, domingo, o Cades Vila Mariana (Conselho Regional de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz das Prefeituras Regionais) e a Agenda 2030 Vila Mariana, em parceria com as prefeituras regionais Vila Mariana e Prefeitura Regional Ipiranga, SVMA – Secretaria do Verde e do Meio Ambiente e com o Cades Ipiranga, vão promover um plantio de 220 mudas da Mata Atlântica em comemoração à Semana do Meio Ambiente, na Rua João Lanhoso, 241, Heliópolis, distrito do Sacomã. O plantio será feito com a ajuda de voluntários e a participação de todos é fundamental. Crianças também são bem-vindas!

Geofísica: uma ferramenta auxiliar na avaliação de áreas contaminadas

O Parque CienTec fica dentro do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, conhecido como Parque do Estado, junto ao Jardim Botânico, ao Jardim Zoológico, e ao Observatório de São Paulo, na Zona Sul do município de São Paulo/SP.

Uma das grandes preocupações mundiais são os impactos ambientais causados pela disposição de resíduos gerados pela população, assim como por derrames acidentais de produtos químicos no solo, devido a migração dos contaminantes para o meio ambiente local e consequente contaminação dos solos e águas subterrâneas. Por ser uma metodologia de investigação indireta e não invasiva, os métodos geofísicos tem se mostrado uma excelente ferramenta para auxiliar a investigação de áreas contaminadas. Nessa palestra serão apresentados exemplos do uso da geofísica em lixões, aterros sanitários e áreas contaminadas por derrames de produtos químicos no solo.

CET lança 10º Prêmio de Educação de Trânsito “O respeito ao pedestre faz o trânsito mais seguro, afinal todos somos pedestres!”.

A Companhia de Engenharia de Tráfego – CET de São Paulo lança o 10º Prêmio CET de Educação de Trânsito,

que tem por objetivo incentivar a reflexão, a criatividade e a produção de trabalhos voltados para a segurança no trânsito.

 

As Inscrições começarão no dia 25 de junho de 2018 e poderão ser feitas até 24 de agosto de 2018 pelo site www.cetsp.com.br

 

O Tema central do concurso neste ano é “O respeito ao pedestre faz o trânsito mais seguro, afinal todos somos pedestres!”.

 

Poderão concorrer estudantes (do ensino infantil ao universitário), educadores, motoristas, motociclistas, ciclistas e qualquer cidadão maior de 16 anos que estudem ou residam no Município de São Paulo.

 

No anexo o edital com os detalhes de cada categoria.

 

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail premiocet@cetsp.com.br

Projeto de ampliação do Parque da Independência é apresentado ao prefeito Bruno Covas

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No dia 4 de junho, 10h, no Gabinete do Prefeito de São Paulo, no Viaduto do Chá, representantes do Ipiranga apresentaram o projeto de ampliação (anexação da área)  do parque da Independência. estiveram reunidos com o prefeito Bruno Covas, o vereador Aurélio Nomura e representantes do bairro do Ipiranga, tais como:  vice-presidentes da Associação Comercial de S.Paulo – Samir N. Khoury, Giacinto Cósimo Cataldo, pelo  superintendente da Associação Comercial de São Paulo – Distrital Ipiranga – Antonio João Santo, dos conselheiros da ACSP – Distrital Ipiranga = Ademir Gatti, Reinaldo Bittar,  Valdir Abdallah, do presidente do CAY – Lincon C. Thomé, Sueli Guerreiro (presidente do PSDB-IP) e o empresário Sergio Moretti. O encontro também contou com a participação dos secretários municipais Eduardo Tuma (Casa Civil) e Eduardo de Castro (Verde e Meio Ambiente), além do prefeito regional do Ipiranga, Vitor de Almeida Sampaio

 

 

Todos têm a responsabilidade de gerir o meio ambiente

Angela Maria Cabel Garcia -Crédito da foto: Paula Dizaró / Canção Nova

 

* Angela Maria Cabel Garcia

A preocupação com a preservação e conservação ambiental vem ganhando destaque nos últimos anos, principalmente, devido aos impactos que o uso irresponsável dos recursos naturais tem causado nos diferentes aspectos da sociedade como a economia, política, saúde e qualidade de vida.

Todos nós sabemos que a situação é séria e que precisamos de uma mudança global. Porém, corremos o risco de não identificar a responsabilidade que cabe a cada um de nós. É preciso admitir de forma pessoal que tudo o que hoje podemos observar e qualificar como desastre ambiental, perda  de biodiversidade, contaminação de água, solo e ar, tem um pouco da nossa contribuição.

O Papa Paulo VI, quando se referia à problemática ecológica, falava de uma crise, consequência da “atividade descontrolada” do ser humano. E quem não vive hoje uma tendência para esse consumismo? Infelizmente somos contagiados sutilmente, quando consumimos produtos  sem necessidade, levados pela agitação e pressão do dia a dia e, como consequência disso, aumentamos a geração de resíduos e emissões atmosféricas, e diminuem-se as reservas dos recursos naturais, muitas vezes não renováveis.

Somos livres, sim, temos liberdade para consumir, porém a obsessão pelo consumo faz de nós seres egoístas interessados unicamente nas nossas necessidades, sem olhar para o efeito que as nossas ações podem causar na vida das outras pessoas.

Dessa forma, a problemática ambiental tem no fundo uma crise social, porque “todos os progressos científicos por mais extraordinários que sejam, se não estiverem unidos a um progresso social e moral, voltam-se, necessariamente, contra o homem” (Paulo VI, discurso à FAO em novembro de 1970).

A encíclica Laudato Si, do Papa Francisco, nos alerta claramente sobre essa realidade, explicando o princípio do bem comum e a responsabilidade humana. São atitudes simples, mas que se formos fiéis em aplicá-las dia a dia, terão um grande efeito. Como o consumo correto da água,  um recurso indispensável para a vida humana e para a sustentação dos ecossistemas.

Infelizmente ainda existe o uso inconsciente desse recurso tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles subdesenvolvidos, que contam com grandes reservas, principalmente, na América Latina. Precisamos cuidar das reservas e da qualidade!

Algumas dicas práticas para aplicar em casa são: garantir a correta vedação de torneiras e chuveiros para evitar vazamentos;  reaproveitar a água da máquina de lavar roupa; lavar a louça de uma vez; regar o jardim no horário certo; acompanhar o consumo indicado no hidrômetro de casa..Outros hábitos indispensáveis são: apagar as luzes durante o dia e nos lugares onde não houver pessoas; não deixar os aparelhos nem computadores em stand by; usar a máquina de lavar só quando ela estiver cheia;  colocar a geladeira longe do fogão e das áreas mais quentes da cozinha.

Quanto à geração de resíduos, nossa primeira opção deveria ser sempre a redução. Os aterros sanitários estão ficando cada vez mais cheios e ocupando mais espaço. Mesmo quando o lixo é disposto corretamente, muitas vezes, grande parte dele, que não é recolhida, é jogada diretamente nos rios e na terra.

Evitemos o uso de material plástico e de papel. Podemos separar os resíduos para facilitar a reciclagem e reaproveitar as coisas antes de jogá-las fora. Dessa forma, também contribuímos na conservação das matérias primas, que são recursos naturais.

Podemos ainda escolher o transporte público, utilizar bicicleta ou até fazer uma caminhada nos percursos que não necessitem de veículo automotor.

O momento difícil que enfrentamos no Brasil precisa nos ajudar a valorizar a riqueza que temos como recurso e nos levar a tomar atitudes diferentes. A humanidade nunca teve tanto poder sobre si mesma como tem hoje. Somos os únicos com a capacidade para transformar essa realidade!

* Angela Maria Cabel Garcia é missionária da Comunidade Canção Nova e engenheira ambiental.

 

Itinerários para uma esquerda democrática


Debate CEDEM, com lançamento de livro
7/06/2018 – Quinta-feira – 18h30

Itinerários para uma esquerda democrática é uma coletânea de artigos e ensaios, nos quais o autor, Alberto Aggio, percorre os principais temas que perpassaram a realidade brasileira nos últimos anos. Eles relatam o processo de modernização vivido pelo país no último século. Influenciados pelo pensamento de Antonio Gramsci, os escritos registram que em nossos ciclos de crescimento econômico não fomos capazes de construir uma sociedade moderna. No início de 2003, a posse de Lula parecia anunciar uma luz sobre nossos problemas. Todavia, após uma década, as ruas foram tomadas por multidões difusas e insatisfeitas com os rumos da política. O início do segundo mandato de Dilma Rousseff se apresentou como o anticlímax do petismo. Tal cenário se agravou em razão do colapso provocado pela opção ao modelo nacional-desenvolvimentista, que reverteu investimentos estatais na criação artificial dos “campeões nacionais”. Baseado em fatos, Aggio aponta que a década petista abandonou a possibilidade de transformar o país, aliando-se ao atraso e colocando-o novamente na encruzilhada diante da modernidade. A resposta sugerida no livro reside na construção de uma esquerda democrática capaz de valorizar a política e promover um reformismo, marcado por um desenvolvimento econômico sustentável, aliado à igualdade, liberdade e respeito pelo indivíduo.

Palestrantes:
Prof. Dr. Alberto Aggio – Graduado em História, com mestrado e doutorado pela USP. É Professor Titular da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Unesp, Câmpus de Franca. Atuou como professor visitante na Universidade de Valencia (Espanha), onde realizou seu pós-doutorado. Fez Estágio Sênior na Universidade Roma-3 (Italia). É autor de diversos livros, entre eles Um lugar no mundo – ensaios de história política latino-americana, lançado em 2015 pela Ed. Brasília e FAP.

Prof. Dr. Rogério Baptistini – Doutor em Sociologia pela Unesp; mestre em Sociologia pela Unicamp; Graduado em Ciências Sociais pela Unesp. Professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pesquisador nas áreas da Sociologia Brasileira, do Pensamento Político Brasileiro, do Estado e do Desenvolvimento no Brasil. É autor do capítulo Os intelectuais e a construção do Brasil moderno, do livro Intelectuais e Política no Brasil, organizado por Angelo Del Vechio e Silvia Telarolli e publicado pela Cultura Acadêmica Editora.

Prof. Dr. Vinícius Müller – Graduação em História pela PUC-SP, mestre em Economia pela UNESP; doutor em História Econômica pela USP. É professor do INSPER – Instituto de Ensino e Pesquisa e da FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado).

Debate Cedem

Itinerários para uma esquerda democrática
Data e horário: 7/06/2018, 5ª feira às 18h30;

Local: Praça da Sé, 108 – 1º andar (metrô Sé);

Informações: (11) 3116–1701

Inscrições gratuitas: http://www.cedem.unesp.br/#!/evento1

Transmissão on-line: https://video.unesp.br/cedem

E-mail: eventos.cedem@unesp.br

http://www.cedem.unesp.br / https://www.facebook.com/CedemUnespOficial

*Certificado de participação a ser retirado durante evento

Papa Paulo III reconhecia que os índios tem alma

No dia 28 de maio de 1537, o Papa Paulo III reconhecia que os índios tem alma. a Bula Universis Christi fidelibus afirmava que os indígenas são verdadeiros homens.
A Bula reconhecia os índios da América como homens racionais, da mesma espécie e natureza que todos os outros, capazes dos Sacramentos da igreja, e por conseguinte, livres por natureza e senhores de suas ações.