Consumo Responsável em Ação: Tecendo relações solidárias entre o campo e a cidade

O Instituto Kairós disponibiliza o livro Consumo Responsável em Ação: Tecendo relações solidárias entre o campo e a cidade”, escrito com a parceria de diversos parceiros da agroecologia, economia solidária, comércio justo e solidário e afins.

 

O livro parte de questionamentos sobre nosso atual padrão de produção, distribuição, comercialização e consumo, especialmente no campo da alimentação e traz a proposta do consumo responsável. Levando em conta desafios como o acesso ao alimento de qualidade e os limites do modelo convencional de abastecimento, são apresentadas práticas alternativas que aproximam consumidores e produtores (como os grupos de consumo responsável), os diálogos do tema com as políticas públicas e possíveis atuações de mobilização social nas redes, ruas e campos.

 

Os textos trazem experiências tanto do Instituto Kairós como de parceiros convidados envolvidos em movimentos e organizações que atuam no campo da agroecologia, economia solidária e temas correlatos: Rede Brasileira de Grupos de Consumo Responsável, RedeMoinho, SISCOS, Rede Ecológica, GiraSol e MUDA-SP.

 

A publicação é fruto de projeto executado pelo Kairós com a Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES/MT).

 

O livro está disponível para download gratuito no site do Instituto Kairós através do link a seguir

http://institutokairos.net/portfolio-items/consumo-responsavel-em-acao-tecendo-relacoes-solidarias-entre-o-campo-e-a-cidade/

 

Garoto Genial

Em 3 de maio de 1955 falecia, de infarto, no Rio de Janeiro Aníbal Augusto Sardinha ou Garoto que foi um grande compositor e violonista brasileiro. Filho de portugueses e nascido em 28 de junho de 1915, Garoto começou a tocar sozinho, de ouvido, um banjo que ganhou do seu irmão Batista, também músico.

Em 1926, com apenas 11 anos, integrou o Regional Irmãos Armani, ficando conhecido então como o Moleque do Banjo, por sua pouca idade. No ano seguinte passou a tocar no Conjunto dos Sócios, pertencente ao irmão Inocêncio, cantor e violonista. Ao longo de sua carreira, estudou música com Atílio Bernardini e composição com João Sepe, cursando matérias afins com Radamés Gnatali, de quem foi grande amigo.

Só como compositor de Gente Humilde, cuja letra foi escrita posteriormente por Vinícius de Moraes e Chico Buarque, já vale todo o seu rico curriculum musical para alguém que morreu tão cedo. Garoto, que fez muito sucesso nos EUA, aqui serviu de inspiração para Baden Powell, Paulinho Nogueira, Tom Zé e tantos outros.

 

As rosas e a revolução

No vídeo falo do livro As Rosas e a Revolução, terceiro livro da escritora Karina Dias – ou da minha amiga Eliana Natividade, um romance envolvente que narra a história de Vilma a partir dos movimentos estudantis de 1968. É uma lindo romance lésbico de 352 páginas. Aos 17 anos, Vilma, a filha perfeita e despolitizada do coronel Solano aceita um convite que mudará a sua vida. Decide acompanhar a amiga Maristella em um passeio no restaurante estudantil Calabouço, no Rio de Janeiro. Queria ver de perto como eram os cabeludos comunistas que o pai tantas vezes praguejava. Viu muito mais. Testemunhou a invasão policial do restaurante e foi resgatada do terror por Alda, militante da UNE, por quem se apaixonou perdidamente.

 

 

A influência da Revolução Russa na trajetória de um metalúrgico negro


Conferência CEDEM
– 10/05/2017 – 4º feira – 18h30

O brasilianista John French, da Duke University (EUA), resgatará questões sociais e políticas do país surgidas durante o século XX, a partir do itinerário do metalúrgico Eloy Martins (1911-2005), neto de escravos africanos, nascido no Estado do Rio Grande do Sul. Desde cedo Martins identificou-se com o movimento revolucionário brasileiro, cujo impulso foi muito influenciado pela Revolução Russa de 1917. Em 1928 ingressou no Bloco Operário e Camponês (BOC) e, em 1933, no Partido Comunista do Brasil (PCB).

Martins militou entre os operários do Sul. Atravessou as ditaduras do Estado Novo (1937 – 1945) e a Militar (1964 – 1985). Viveu na clandestinidade. Foi preso em 1971, em São Paulo, na região do ABC, aos 60 anos de idade. Foi torturado e permaneceu encarcerado até 1973. “Sua vida ilumina a influência exercida pela Revolução Russa nos movimentos de esquerda do Brasil”, assinala French, que considera o evento de 1917 um ícone da modernidade global do qual se originou o mais ambicioso movimento político internacional.

Conferencista:
Prof. Dr. John French –
Professor do Departamento de História da Duke University (EUA). Historiador da América Latina contemporânea, especializado em Brasil. Em 2004 publicou a obra Drowning in Laws: Labor Law and Brazilian Political Culture, na qual examina as origens da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e o papel que desempenhou na formação cultural e política da classe trabalhadora brasileira. Ultimamente vem realizando estudos, inclusive no CEDEM, para a elaboração do livro A astúcia política de Lula: do sindicalismo à presidência no Brasil. O trabalho ocorre no âmbito de um projeto de pesquisa internacional, co-organizado por French, sobre a possibilidade de aprofundar a democracia e combater as desigualdades.

Apresentação:
Profa. Dra. Sonia Troitiño – Coordenadora do CEDEM. É professora da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp, Câmpus de Marília.

Debate Cedem
A influência da Revolução Russa na trajetória de um metalúrgico negro
Data e horário: 10/05/2017, 4ª feira às 18h30;
Local: Praça da Sé, 108 – 1º andar (metrô Sé);
Informações: (11) 3116–1701
Inscrições gratuitas: http://www.cedem.unesp.br/#!/evento1
E-mail: eventos@cedem.unesp.br
http://www.cedem.unesp.br
https://www.facebook.com/Cedem_unesp_oficial-718842781598083
*Certificado de participação será retirado no dia do evento

O dia em que Jerri Adriani cantou na Casa de Cultura

Gilberto da Silva

Numa tarde de setembro de 2010, Jerri Adriani surpreendia seus fãs que lotaram a Casa de Cultura Chico Science, então com a coordenadoria do meu colega Paulo Cassa, para assistir numa tarde da semana um show maravilhoso. Jerri esbanjou simplicidade e humildade.  Jair Alves de Souza que nasceu em 29 do janeiro de 1947, no bairro do Brás, em São Paulo, não hesitou em tirar fotografias e selfs com a predominante plateia de terceira idade. Jerri entrou no palco e desfilou sucessos dos bons tempos da juventude de quem estava na plateia.

Jerry Adriani, ídolo da Jovem Guarda, morreu neste domingo (23/04) no Rio de Janeiro, aos 70 anos. Ele enfrentava um câncer e estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Recentemente, o cantor também sofreu uma trombose em uma das pernas.

Durante o show, Jerri contou um pouco da sua história, de seus sucessos e da sua relação com outros artistas em, até então, mais de 45 anos de carreira.  Apenas como ilustração, contou como Raulzito (Raul Seixas) e os Panteras atuaram como banda de apoio de Jerry por três anos. O cantor gravou músicas de Raul (”Tudo que é bom dura pouco”, “Tarde demais” e “Doce doce amor”) e foi produzido pelo maluco beleza entre 1969 e 1971.

O primeiro disco foi “Italianíssimo”, quando cantava músicas em italiano, algo que seguiu fazendo em toda a carreira.

Em 1965, o cantor passou a gravar em português, com músicas reunidas no disco “Um grande amor”.

O cantor da Jovem Guarda cantou e levantou o público da terceira idade e deixou o romantismo tomar conta da plateia enquanto resgatava os grandes sucessos da Jovem Guarda, como Doce Doce Amor.

Jerri Adriani também atuou no cinema, cantando e interpretando em “Essa gatinha a minha” (com Peri Ribeiro e Anik Malvil); “Jerry, A grande parada”; e “Jerry em busca do tesouro” (com Neyde Aparecida e os Pequenos Cantores da Guanabara).

Com certeza todos e todas que estiveram ali naquela tarde, 24 de setembro de 2010, na Casa de Cultura Chico Science, no Ipiranga, São Paulo, saíram mais felizes e contentes por estar perto de um ídolo.

Projeto Solos em Cena

De 21 a 30 de abril, o Teatro Armando Gonzaga  recebe o Projeto Solos em Cena, uma parceria entre a Cia Plúmbea e a Cia Teatro Vivo, que consiste em apresentações dos espetáculos A Arte de Enterrar seus Mortos, inspirado no mito de Antígona de Sófocles, com Ana Cecilia Reis e Francisco, um santo sem órgãos, inspirado na vida de São Francisco de Assis com textos de Antonin Artaud, com Rodrigo Carvalho.

Serviço:

Francisco, um santo sem órgãos: de 21 a 23 de abril, às 19h. sextas, sábados e domingos.
R$20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia).

Sinopse: Em um mundo devastado pelo ódio e a maldade, um homem opta deixar sua vida burguesa, vivendo com o mínimo possível e pregando amor. A obra de Francisco de Assis sob um prisma científico, com texto criado a partir de biografias escritas após a sua morte e com fragmentos do poeta francês Antonin Artaud. Roteiro e atuação: Rodrigo Carvalho. Direção: Ana Cecilia Reis e Rodrigo Carvalho.

A Arte de Enterrar seus Mortos: de 28 a 30 de abril, às 19h.
sextas, sábados e domingos.
R$20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia).

Sinopse: Uma mulher grita. Com o que resta de suas forças, joga um punhado de terra sobre o corpo morto de seu irmão. E assim, se faz uma criminosa. A história de Antígona, a princesa banida, que retorna à sua terra natal para cumprir os rituais fúnebres de seu irmão. Mas sua manifestação de amor fraterno a torna uma fora da lei, e como tal, será julgada. Texto e direção: Ronaldo Ventura. Atuação: Ana Cecilia Reis.

 

Endereço: Av. Gal Osório Cordeiro Farias, 511 – Marechal Hermes – RJ

Sem latinos em Cannes 2017

SELEÇÃO OFICIAL DE CANNES 2017

Grandes nomes da cinematografia contemporânea integram a Seleção Oficial da 70ª edição do Festival de Cannes, que vai acontecer de 17 a 28 de maio. Ao todo, 18 filmes vão disputar a Palma de Ouro, nenhum latino americano. Embora o Brasil, que brilhou em 2016 com Aquarius de Kléber Mendonça Filho, não participe da disputa principal, Vazio Do Lado de Fora de Eduardo Brandão Pinto (Universidade Federal Fluminense) competirá na Seleção Cinéfondation, voltada a curtas-metragens produzidos em escolas de cinema com o objetivo de encontrar novos talentos. Outra novidade é que a atriz Sandrine Kiberlain será a presidente do júri da Câmera de Ouro, função já desempenhada por nomes como Wim WendersTim RothAbbas KiarostamiAgnès Varda e o brasileiro Cacá Diegues. O júri da Câmera de Ouro é responsável pela escolha do melhor primeiro longa metragem da Seleção Oficial, da Quinzena dos realizadores e da Semana da Crítica. O presidente do júri principal será o espanhol Pedro Almodóvar.

Fonte: Embaixada da França no Brasil

Meu bom José

Sempre ouvi esta música cantada pela Rita Lee (eu acreditava que ela era a autora da letra) aliando um misto de religiosidade e romantismo. Sabia que a referência era Jesus. Mas lendo as entrelinhas, as metáforas da canção, situando-a historicamente, podemos entender que podia também estar a referir-se as centenas de Josés que tiveram que sair do Brasil rumo ao exílio. Mas, em verdade, o autor da música original “Joseph” foi Georges Moustaki – compositor francês de origem grega – e brilhante Nara Leão fez a versão em português “Meu Bom José”, interpretada primeiramente pela Rita Lee, nos anos 70.

José
Olha o que foi meu bom José
Se apaixonar pela donzela
Dentre todas a mais bela
De toda sua Galiléia

Casar com Deborah ou com Sarah
Meu bom José você podia
E nada disso acontecia
Mas você foi amar Maria

Você podia simplesmente
Ser carpinteiro e trabalhar
Sem nunca ter que se exilar
De se esconder com Maria

José
G. Moustaki . Versão Nara Leão)
RITA LEE

e o que foi meu bom José
Se apaixonar pela donzela
Dentre todas a mais bela
De toda a sua Galiléia

Casar com Débora ou com Sara
Meu bom José, você podia
E nada disso acontecia
Mas você foi amar Maria

Você podia simplesmente
Ser carpinteiro e trabalhar
Sem nunca ter que se exilar
De se esconder com Maria
Meu bom José você podia
ter muitos filhos com Maria
E teu ofício ensinar
Como teu pai sempre fazia

Por que será, meu bom José
Que este teu pobre filho um dia
Andou com estranhas idéias
Que fizeram chorar Maria

Me lembro às vezes de você
Meu bom José, meu pobre amigo
Que dessa vida só queria
Ser feliz com sua Maria.

MÚSICA FRANCESA
Joseph
Georges Moustaki
http://letras.mus.br/georges-moustaki/1226911/

Joseph
Georges Moustaki
Voilà c que c est, mon vieux Joseph
Que d avoir pris la plus jolie
Parmi les filles de galilée
Celle qu on appelait Marie

Tu aurais pu, mon vieux Joseph
Prendre sarah ou Déborah
Et rien ne serait arrivé
Mais tu as préféré Marie

Tu aurais pu, mon vieux Joseph
Rester chez toi, tailler ton bois
Plutôt que d aller t exiler
Et te cacher avec Marie

Tu aurais pu, mon vieux Joseph
Faire des petits avec Marie
Et leur apprendre ton métier
Comme ton père te l avait appris

Pourquoi a-t-il fallu, Joseph
Que ton enfant, cet innocent
Ait eu ces étranges idées
Qui ont tant fait pleurer Marie?

Parfois je pense à toi, Joseph
Mon pauvre ami, lorsque l on rit
De toi qui n avais demandé
Qu à vivre heureux avec Marie.

 

Debate: Percepções políticas das periferias de São Paulo

Debate: Percepções políticas das periferias de São Paulo
O que pensam os moradores das periferias de São Paulo sobre a política, o trabalho, os serviços públicos e os espaços de sociabilidade, como a família e a igreja? Procurando responder a questões como essa, a Fundação Perseu Abramo divulgou recentemente os resultados da pesquisa “Percepções e valores políticos nas periferias de São Paulo”. Um dos achados mais discutidos da pesquisa foi a presença de valores liberais nas visões de mundo dos entrevistados. Porém, se de um lado eles veem o Estado como inimigo e o mérito como ferramenta para melhorar de vida, por outro eles reconhecem a importância de políticas públicas como o Bolsa Família e o Passe Livre. Para conhecer melhor este trabalho, o Instituto Casa da Cidade convidou Jordana Dias Pereira, socióloga que contribuiu com a pesquisa da Fundação Perseu Abramo, para apresentá-lo em debate na próxima quinta-feira, 20/04, às 19h. Os professores Eduardo Marques (Centro de Estudos da Metrópole/FFLCH-USP) e Pablo Ortellado (EACH-USP) comentarão os dados. A mesa será coordenada por Nabil Bonduki, professor da FAU-USP e diretor-presidente do nosso instituto. Não perca!
Confirme presença no evento do Facebook e convide seus amigos e amigas: https://www.facebook.com/events/242860742849684/

Data: 20/04, quinta-feira, 20hs
Local: Instituto Casa da Cidade
Rua Rodesia, 398 Vila Madalena