“MInha pátria é o vento que eu respiro” – Álvaro de Azevedo, Lira dos Vinte Anos, 1853

 

Soneto

Pálida, a luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar! na escuma fria
Pela maré das água embalada…
— Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!
Era mais bela! o seio palpitando…
Negros olhos as pálpebras abrindo…
Formas nuas no leito resvalando…
Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti — as noites eu velei chorando

Por ti — nos sonhos morrerei sorrindo!

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Gilberto da Silva

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