Agora e para sempre
Vou candidatar-me à Imortalidade 
Não pelo corpo
Nem pelos olhos
Altas montanhas salpicadas de estrelas
a lua minguante sobre os picos de Aspen
Mas pelas palavras, pelo sopro
de frases longas
os meus amores, o coração a bater
ainda,
a inspiração contínua, a exalação do
afecto cadenciado
Estes imortais sobrevivem à América,
sobrevivem à queda dos EU
À partida do meu corpo,
o pó mudo da boca,
Este verso semeia desejo,
a consumação do Desejo
Agora e para sempre os rapazes podem ler
as raparigas sonhar, os velhos chorar
as velhas suspirar
a juventude ainda a vir.
Aspen,19 de Julho de 1992

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Gilberto da Silva

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