José Geraldo Juste, (Rodeiro9 de dezembro de 1944)

Zé Geraldo é um dos grandes nomes da música brasileira, conhecido por seu estilo único que mistura rock rural, folk e influências da música caipira. Nascido em Rodeiro, Minas Gerais, em 1944, ele começou sua carreira após um grave acidente que o afastou do sonho de ser jogador de futebol.

Seu lema “um pé no mato, um pé no rock” resume bem sua trajetória: ele canta sobre o cotidiano, questões sociais e políticas, com uma linguagem simples e poética. A música “Cidadão”, que o lançou nacionalmente, continua sendo sua marca registrada.

Ao longo de mais de quatro décadas, Zé Geraldo lançou dezenas de álbuns, como Terceiro Mundo, Rio Doce, Milho aos Pombos, e mais recentemente O Lugar Onde Eu Nasci (2024), celebrando seus 80 anos com vitalidade e autenticidade

O Poeta e o Violeiro

O Poeta e o Violeiro
Zé Geraldo

Era uma vez um poeta
Nascido em solo mineiro
Caminhando pela vida
Cruzou com um violeiro
Um completou o outro
Feito a casa e o terreiro
Plantando e colhendo amor
Saíram do interior
Pra correr o mundo inteiro

Era uma vez um poeta
Nascido em solo mineiro
Caminhando pela vida
Cruzou com um violeiro
Um completou o outro
Feito a casa e o terreiro
Plantando e colhendo amor
Saíram do interior
Pra correr o mundo inteiro

O poeta escrevia versos
Falando da vida vivida na contramão
O violeiro arrancava notas doídas
Saídas da alma e do coração
Num caminho sem destino
Sem rumo, sem direção
Cada canto uma saudade
Umas as noites na cidade
Outras noites no sertão

Oi, poeta
Oi, violeiro
Oi, poeta
Oi, violeiro

Oi, poeta
Oi, violeiro
Oi, poeta
Oi, violeiro

Numa venda ou nun boteco
Pela noite ou pelo dia
Emoção correndo solta
No meio da cantoria
Alguém levantava a mão
E gentilmente pedia
Alguém levantava a mão
E gentilmente pedia

Poeta, rabisque um verso na parede
Feito água mata a sede
Molha o corpo e rega a flor

Violeiro, senta o dedo na viola
Isso é choro que consola
É remédio contra a dor

Oi, poeta
Oi, violeiro
Oi, poeta
Oi, violeiro

Oi, poeta
Oi, violeiro
Oi, poeta
Oi, violeiro

Era uma vez um poeta
Nascido em solo mineiro
Caminhando pela vida
Cruzou com um violeiro
Um completou o outro
Feito a casa e o terreiro
Plantando e colhendo amor
Saíram do interior
Pra correr o mundo inteiro

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