
Por Gilberto da Silva
A juventude lhe despontava sorrindo e ele contente caminha pelas estradas, pelos caminhos que lhe eram abertos, sempre sorrindo, cantando.
Romântico, adolescente na brisa da aurora, seguia sem hora marcada, sem rumo definido, sem lugar certo. Caminhava sem passado, leve como quem nada deve ao tempo.
Distribuía sorrisos aos transeuntes; no rosto, uma presença constante de alegria, um ar confiante — embora, no fundo, inseguro.
Foi então que, numa tarde como tantas outras deste mundo tristonho — onde apenas ele parecia contente — surgiu algo novo, um novo estado de coisas.
Como uma rajada de metralhadora atingindo seus anseios, algo o surpreendeu. De repente, ficou atônito diante da mudança. Onde estava aquele simbolismo antigo, aquela certeza de retorno? Tudo parecia ceder, transigir, dissolver-se.
E então veio o impacto: o ser real das máquinas, operando silenciosamente ao seu redor, poderoso como uma selva de ferro. E ele consciente do novo estado das coisas tomou parte ativa da luta (o estado geral das coisas) e percebeu, então que as coisas não estavam no lugar…
O que aconteceu no íntimo do jovem?





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