
No buraco da Consolação
Ninguém quer meter a mão.
A Sabesp disse não.
Não também disse a Enel.
A coisa não cheira bem:
chama a Comgás,
e ela também disse não.
E a prefeitura, então, para variar, não disse nada.
O alcaide estava mais preocupado com o palanque de terraplanista na Paulista.
Procurado, já indicou seu culpado predileto:
É culpa da Enel.
O povo perguntou,
O povo orou.
O povo recitou:
tem cheiro de pneu queimado.
O jornalista irado reflexionou:
será rescaldo das orações de pneus da Paulista?
No vai e vem da Consolação,
o consolo é dizer não.
E esperar uma nova explosão.







Deixe um comentário