capaomeninolulaO menino Lula – A História do Pequeno Retirante que chegou à Presidência da República
Audálio Dantas
Ediouro, 2009, 120 páginas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alinha suas lembranças e conta a história de um migrante que atravessou o tempo da infância sem alegria. Ao contá-la, ele não escolhe as palavras, nem omite fatos. Parece ser voltado para o público infantil, mas a história do pequeno nordestino que enfrentou diversas “provações” não pode ser considerada um conto de fadas. O livro tem prefácio de Ricardo Kotscho e fotos do acervo pessoal de Lula.


O Filho do Brasil, A

capalivrodenise<O relato emocionante da origem do torneiro-mecânico que se elegeu presidente da república, e de como seu amor pela mãe fez com que ele transformasse o impossível em realidade.
Pouco depois da cerimônia do seu primeiro casamento, na hora de partir para a lua-de-mel, Luiz Inácio, caçula de D. Lindu, agarrou a mãe e desatou a chorar. Ia morrer de saudades. Ele se recompôs e viajou com sua esposa, mas voltou antes do planejado, de tanta falta que sentia de D. Lindu.
O episódio, relatado neste livro por Denise Paraná, dá a dimensão da ligação entre Lula, na época dando seus primeiros passos no sindicalismo, e sua mãe. Não é de se espantar, portanto, que a figura de D. Lindu – uma mulher cuja meta de vida era criar os oito filhos de maneira digna – tenha norteado a existência do homem que é hoje um dos políticos mais influentes do mundo. Foi graças ao exemplo dela que Lula conseguiu superar as inúmeras tragédias e desafios que surgiram no seu caminho.
A História de Lula, o Filho do Brasil revela a importância da mãe para a formação do líder e mostra como um menino tímido se transformou, nos anos 70, no principal sindicalista brasileiro. O livro narra ainda alguns dos episódios mais dramáticos da vida de Lula, como os maus tratos sofridos na mão do pai alcoólatra, o acidente que lhe custou um dedo e a morte de sua primeira esposa e do filho que ela estava esperando.


 

oqueeuseidelulaO que eu sei de Lula
O jornalista, comentarista de rádio e TV, escritor e poeta José Nêumanne Pinto conheceu Luiz Inácio Lula da Silva em maio de 1975, pouco depois de este haver assumido a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Desde então, tem mantido contato profissional e pessoal – de início, mais estreito, depois limitado ao noticiário – com o personagem que ele considera o maior líder político do Brasil em todos os tempos.

Nos últimos meses do segundo mandato do ex-dirigente sindical e do Partido dos Trabalhadores na Presidência da República, Nêumanne resolveu escrever seu testemunho, com o qual pretende esclarecer o que fez dele o primeiro representante autêntico do homem do povo no poder mais alto. O que sei de Lula relata episódios inéditos, como a reunião de Lula com um emissário do Planalto no governo Figueiredo, o major Gilberto Zenkner, que tinha montado a rede de espionagem do Exército contra a guerrilha do PCdoB no Araguaia, no apartamento do jornalista Alexandre von Baumgarten, vítima de um atentado em alto mar, cuja autoria foi atribuída à chamada “comunidade de informações”. E acompanha a trajetória do menino retirante do sertão de Pernambuco à Praça dos Três Poderes à luz de fatos reais, e não da poeira mitológica com que se tentou cobrir, ao longo dos últimos 36 anos, a verdade histórica, posta a serviço da doutrinação ideológica.

O Lula que emerge das páginas deste livro não é o socialista que trocou a revolução pela carreira política de sucesso na democracia, mas sim um gênio da comunicação que conseguiu falar diretamente à alma e ao coração do homem comum, com sua experiência de convívio com a fome, a humilhação e o desemprego. Admirador declarado de Mahatma Gandhi e de Adolf Hitler, como confessou a um entrevistador à época em que liderava os metalúrgicos do ABC em greves que ajudaram a derrubar a ditadura militar no Brasil, tornou-se amigo de revolucionários como o cubano Fidel Castro e chegou a ser publicamente elogiado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, que o chamou de “o cara”.

O texto deste livro acompanha as mudanças da “metamorfose ambulante”, expressão inspirada na canção do roqueiro Raul Seixas que o próprio líder adotou para se definir, que começou se negando a participar da campanha pela anistia dos exilados, proposta pelo general Golbery do Couto e Silva, e terminou levando ao poder um dos mais notórios deles, o ex-líder estudantil José Dirceu. “Nêumanne escreve porque esteve lá, diante do evento que estava sendo gerado. É irretorquível, portanto, o caráter conservador de Lula e de sua turma. Não dá, depois das páginas deste livro, para tagarelar em ‘esquerdês’ no caso do gárrulo presidente”, escreveu o filósofo e professor de ética Roberto Romano.

O profissional de televisão José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, definiu o livro como “fascinante na forma de narrar, no conteúdo sólido e na construção precisa e detalhada do personagem. Transcende ao Lula. É uma aula de política brasileira”. Segundo o cientista social Leôncio Martins Rodrigues, “neste livro, Nêumanne nos dá uma contribuição extraordinária para entendermos as idas e vindas de quem se definiu como metamorfose ambulante.


 

osanoslulaOs Anos Lula – CONTRIBUIÇOES PARA UM BALANÇO CRITICO 2003-2010
Segundo os organizadores, a pretensão deste trabalho foi a de procurar reportar os brasileiros ao que experimentaram ao longo desses quase oito anos de governo Lula, dentro de uma visão crítica e independente, e a partir de premissas analíticas e proposições que sempre julgou-se adequadas ao Brasil. O critério utilizado para a organização deste volume foi convidar analistas para produzir textos sobre variados aspectos da política governamental, com abordagens analíticas das estratégias adotadas e análises comparativas. Assim, tem-se aqui um conjunto de avaliações que se encaixam no objetivo geral de oferecer uma contribuição crítica para o debate acerca do que realmente pode ser apontado como relevante em termos do balanço de diferentes políticas e estratégias do governo federal neste período compreendido entre os anos de 2003 e 2010.


 

Lula e Dilma
10 Anos de Governos Pós-Neoliberais no Brasil
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Como avaliar as transformações pelas quais o Brasil passou ao longo da última década? O país foi palco de profundas mudanças desde que elegeu o Partido dos Trabalhadores. Compreender e refletir o seu legado tornou-se uma tarefa para pensar os rumos da nação. ’10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil’, coletânea organizada pelo sociólogo Emir Sader, contribui para essa empreitada, com reflexões de alguns dos mais destacados pensadores brasileiros.

Sader não hesita em expor as tensões em meio às quais se desenvolveu a política econômica do governo, da primeira à segunda fase. O resultado é um panorama de 21 ensaios de intelectuais engajados e ativamente envolvidos na política da última década, que discorrem sobre como foram implementadas as políticas sociais – o cerne dos governos Lula e Dilma -, seus enfoques setoriais obrigatoriamente desiguais, seus sucessos e obstáculos até hoje ainda não superados.

Além desse amplo espectro de reflexões, o livro conta com uma entrevista com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada em fevereiro de 2013 especialmente para esta coletânea, na qual ele avalia a experiência de governo e faz um balanço das suas realizações e do que não foi possível fazer durante seus dois mandatos.

O livro é considerado por Sader um instrumento de atualização da prática política e de reflexão necessária para a superação definitiva do neoliberalismo no Brasil. A rubrica “pós-neoliberal” visa dar conta da totalidade das políticas anti-neoliberais que emergiram no marco das grandes recessões que abalaram a América Latina no final do século XX. A perspectiva essencial é de que o esgotamento do modelo neoliberal não foi sucedido por um modelo alternativo que pudesse substituí-lo em escala global.

A década que teve fim em 2002 combinou várias formas de retrocesso. Entre elas, a prioridade do ajuste fiscal, as correspondentes quebras da economia e as cartas de intenção do FMI, que desembocaram na profunda e prolongada recessão que o governo Lula herdou. Os caminhos pelos quais os governos Lula e Dilma trilharam e ainda trilham para enfrentar essa herança foram mais complexos e conflituosos do que se poderia esperar. No entanto, Maria Inês Nassif afirma no texto de orelha que, na última década, o Brasil percorreu tão rapidamente caminhos desconhecidos em sua história que ainda não se deu conta de que uma nova geração já perdeu a referência do passado. Para Nassif e Sader, o livro é uma proposta para o aprofundamento das discussões sobre os governos Lula e Dilma pela óptica progressista e pela perspectiva da continuidade.

 


10341259Uma coletânea com mais 300 charges de Chico Caruso publicadas diariamente no jornal ‘O Globo do Rio de Janeiro’. A história do Brasil entre 2006 e 2010 contada com humor e ironia – desde o início do segundo mandato de Lula, passando pelo pré-sal; as incontáveis viagens internacionais do presidente; a gripe suína; a fusão dos grandes bancos; o fracasso na copa do mundo da África, até o resultado da eleição que definirá o novo Presidente da República.

 

 


richardbourneSinopse – Lula do Brasil – Richard Bourne

Uma biografia de proposta equilibrada, objetiva e imparcial do presidente brasileiro mais popular da história, cuja odisséia inigualável se entrelaça com os principais acontecimentos do Brasil contemporâneo.

Este livro conta a história completa do homem, do sindicalista e do político Lula, da infância pobre no Nordeste ao topo da carreira, quando ele se tornou um dos mais populares líderes mundiais. O britânico Richard Bourne vai com emoção e poesia às origens de Lula e o acompanha, junto com a mãe heróica e os irmãos sofridos, em sua triste trajetória de menino pobre, adolescente especial e sindicalista. Acompanha sua ascensão como líder de massas, a fundação do PT, as lutas contra a ditadura militar e suas incansáveis tentativas de se eleger presidente da República.

O autor, brasilianista de renome mundial, analisa com rigor seus dois mandatos presidenciais marcados pela controvérsia e ao mesmo tempo descortina um rico panorama do Brasil pós-ditatorial, com ênfase nas dificuldades enfrentadas pela nova democracia, renascida após um regime totalitário de 20 anos que estagnou o crescimento do país, entorpeceu suas instituições, oprimiu seu povo e o tornou presa fácil de elites egoístas e políticos aventureiros.

Richard Bourne, com seu estilo fluente e conhecimento profundo das engrenagens da política sul-americana, transforma a trajetória pessoal de um mito no capítulo mais recente da rápida modernização do Brasil, apresentando Lula como digno de admiração por seu pragmatismo, bom humor e desejo sincero de arrancar os brasileiros pobres da mesma pobreza de onde saiu, mas também passível de crítica, sempre posicionando o personagem dentro de seu contexto histórico, seja ao salientar a astúcia com que Lula manipulou o sistema político existente para chegar ao poder, seja ao descrever a árdua tarefa enfrentada pelo presidente de governar uma das maiores nações do planeta, equilibrando as exigências internas de uma população ainda majoritariamente pobre contra as forças inexoráveis da globalização econômica.

Lula do Brasil – Richard Bourne


O Livro Proibido Sobre Lula, E-book ( Livro digital )

Nas décadas de 60 e 70 do século 20, não foram poucos os brasileiros a desafiar os “donos”do poder e a combater por liberdade e democracia. Muitos tombaram, mas a luta não foi em vão. Hoje o Brasil é um país livre e democrático, como demonstram os seo+livro+proibido+sobre+lula+e+book+livro+digital+terra+roxa+pr+brasil__7187B7_1rviços prestados pela imprensa na apuração do escândalo do mensalão. Nesse início de século 21, a luta das forças progressistas é por justiça social e distribuição de renda. E a luta passa prioritariamente pelo combate à corrupção. A construção de uma sociedade sem tantas desigualdades pressupõe uma imprensa atuante, sempre pronta a denunciar o clientelismo, o fisiologismo e o chamado toma-lá-dá-cá. Jornalistas têm a missão de zelar pela transparência das ações do poder constituído e pela boa aplicação do dinheiro público, apontando desvios e demais expedientes que lesem os direitos e os legítimos interesses do povo. Se houver responsabilidade e espírito público, teremos nas mãos as ferramentas necessárias para assegurar investimentos em projetos sérios, eficientes e de alcance social. Dessa forma, transformaremos o Brasil num país desenvolvido e em uma grande nação. O escândalo do mensalão confirma, uma vezmais, que a imprensa livre, pluralista e vigilante é imprescindível à democracia e ao Estado de Direito. Nada melhor para a sociedade do que jornalistas determinados, incapazes de se curvar a pressões econômicas,chantagens políticas ou ao benefício das sempre generosas verbas publicitárias,em troca da omissão e do silêncio sobre o jogo sujo dos “donos” do poder. Este  livro homenageia dezenas de profissionais de imprensa, aqui citados nominalmente. São repórteres que não se intimidaram, não abaixaram a cabeça aospoderosos da vez, e contribuíram de forma decisiva para desvendar e elucidar omais extenso e complexo esquema de corrupção governamental da históriabrasileira, em todos os tempos. Nos dois governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diversos casos de corrupção sacudiram o País. O mais grave ficou conhecido como escândalo do mensalão. Dirigentes do PT foram denunciados por montar uma organização criminosa. Lula tratou de abafar investigações e proteger correligionários e aliados Em 6 de junho de 2005, Jefferson concedeu uma entrevista-bomba ao jornal Folha de S.Paulo. O Brasil não era mais o mesmo. A manchete, na primeira página, para não deixar dúvidas: “O PT dava mesada de R$30 mil a parlamentares, diz Jefferson”.Nascia o escândalo do mensalão.Leal ao presidente que procurou protegê-lo, Jefferson tentou deixar Lula fora da crise.Mas logo implicou o superministro José Dirceu (PT-SP). A entrevista reproduziu areação de Dirceu, assim que ouviu Jefferson falar sobre os repasses.A tarefa de fazer a distribuição do dinheiro era de responsabilidade do tesoureiro do PT, Delúbio Soares.Palavras de Dirceu:– Eu falei para não fazer. Ora, se o todo-poderoso ministro da Casa Civil, braço direito de Lula, disse a Delúbio Soares não fazer, fica implícito que a prática já fora pensada, discutida e era de conhecimento do chamado “núcleo duro” do governo. Destaca-se que Delúbio tinha relação histórica com Lula. Jefferson continuou o seu relato à Folha, envolvendo outros importantes auxiliares do presidente. Se os mencionados não conheciam os fatos, ficaram com a obrigação de encaminhar as denúncias a Lula, assim que foram informados. Afinal, o presidente não poderia permanecer alheio a um esquema de entrega sistemática de dinheiro a parlamentares. Isso, claro, se já não soubesse muito bem o que acontecia Jefferson levou informações sobre o mensalão ao ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes. Da mesma forma que Dirceu, deveria contar tudo o que lhe foi relatado ao presidente. Assim, providências enérgicas impediriam o prosseguimento da prática de suborno. Independentemente das convicções do ministro. Conforme Jefferson, Ciro disse que não acreditava na história da transferência de dinheiro de caixa 2 para a base aliada. Informado por ministros leais, Lula não poderia fugir do seu dever constitucional de determinar a imediata abertura de investigação, com a finalidade de punir os eventuais culpados.Depois foi a vez de Miro Teixeira, o ministro das Comunicações. Os deputados José Múcio (PTB-PE) e João Lyra (PTB-AL)testemunharam a conversa na qual Jefferson pediu para Miro contar tudo a Lula.Tem mais. Jefferson também discutiu o problema com o deputado Aldo Rebelo (PCdo B-SP), o então líder do governo Lula na câmara, e garante que expôs tudo aoministro Antonio Palocci (PT-SP), outro integrante do “núcleo duro” do governo.O recado estava dado. Aparentemente, só Miro tomou a coisa a sério. A prova é aentrevista concedida por ele em 24 de setembro de 2004 ao Jornal do Brasil, naqual alardeou que havia pagamentos a parlamentares ligados à base de apoio dogoverno. Não houve conseqüências. Miro, no entanto, já havia narrado o caso aopresidente. Aí é que a coisa pega. Foi em 25 de fevereiro de 2004. Na época, odeputado Miro se transferira ao PT e assumira a liderança de Lula na Câmara. Oepisódio aconteceu logo depois do escândalo que culminou com a saída deWaldomiro Diniz do Ministério da Casa Civil,no primeiro grande caso decorrupção da era Lula.Miro era assediado por deputados que temiam pelo fim da“mesada” fornecidapelo governo, uma hipótese aventada com a saída deWaldomiro. Afinal, o assessor de Dirceu cuidava justamente da relação daadministração federal com o Congresso. Miro foi duro. Disse ao presidente quedeixaria a liderança do governo. Não aceitava os pagamentos. Com ar desurpresa, Lula garantiu desconhecer o assunto. Mas disse que iria discuti-lo,sem falta, com Dirceu. Nada. Pouco mais de um mês depois, Miro voltou aoPalácio do Planalto e pediu para sair da liderança. Substituiu-o o deputadoProfessor Luizinho (PT-SP), aparentemente um dos expoentes do mensalão.

Formato: PdfI

Idioma: Português

Nº de Páginas: 365


lula-e-mefistofelesLula e Mefistófeles

Autor: Norman Gall
Editora A Girafa
208 Páginas; ISBN: 85-89876-87-X

APRESENTAÇÃO

“Cidadãos do Brasil que me ouvem, senadores, deputados’, começou Mefistófeles numa sessão de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a corrupção, com transmissão nacional pela televisão. (…) ‘Não faço papel de herói, porque não sou melhor do que os senhores, sou igual. Não faço papel de vilão porque não sou, porque os senhores e senhoras não são melhores do que eu’. Mefistófeles, o arcanjo da corrupção, encerrou a sessão às duas da madrugada com um riso infernal.”

Assim Norman Gall inicia o ensaio em que mostra como o drama fáustico mais uma vez se manifestou na vida real e fez com que mais uma alma, logo seguida de uma série de outras, se vendesse a Mefistófeles, agora encarnado pelo deputado Roberto Jefferson. E também fez com que nós, cidadãos brasileiros, uma vez mais representássemos o papel que parece servir-nos à maravilha: o de espectadores quase sempre passivos, mas nem por isso menos pagantes.

Um país no qual as elites políticas, administrativas, empresariais e sindicais têm uma escolaridade média que não passa de 10 anos, onde a educação é quase sempre aferida por critérios quantitativos, mas cuja qualidade também é quase sempre muito ruim; onde a corrupção é disseminada, dadas as muitas oportunidades para o seu exercício; um país, enfim, no qual aparentemente (e apesar da chorumela ufanista em contrário) a cultura do fracasso, o elogio da ignorância e, em muitos casos, a opção pela vulgaridade, parecem estar em ascensão. Esse é o Brasil atual, na visão rigorosa e muito bem documentada de Norman Gall. Um país assim, diz Rubens Ricupero na introdução deste livro, “não é capaz de desenhar as instituições necessárias para gerir a complexidade”.

Tudo isso parece vir ao encontro de outra tese, esta não especificamente de Gall mas também conhecida: nessas mesmas elites, e também na população geral, o Brasil conta com pessoas inteligentes e capazes – mas não em um número suficiente para construir uma nação que proporcione aos seus habitantes uma vida digna e que, por essa razão, seja reconhecida no âmbito internacional. Há também quem diga que ao decepcionar a grande massa que o elegeu, e à qual havia prometido justamente isso, o governo Lula revelou-se o consolidador de uma sociedade que – desde bem antes dele, é importante ressalvar – em muitos casos parece ter optado pela incultura, pela impunidade, pelo não-cumprimento de compromissos assumidos e pela corrupção.

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Como a Corrupção Abalou o Governo Lula
Por que o Presidente Perdeu a Razão e o Poder

Luis Otávio Cavalcanti

Sinopse

1019688-250x250O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-operário que obteve uma das votações mais expressivas da história do Brasil, chegou a ser ameaçado de impeachment devido ao escândalo do mensalão. As acusações envolveram o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do Partido Trabalhista Brasileiro, Roberto Jefferson, o empresário Marcos Valério e dois ex-dirigentes do Partido dos Trabalhadores, Delúbio Soares e Silvio Pereira.

“Como a Corrupção Abalou o Governo Lula”, de Luiz Otávio Cavalcanti, vai além do noticiário, explica as origens da corrupção no país e os desdobramentos das denúncias que ameaçam o PT, o governo Lula, dezenas de parlamentares, funcionários de empresas estatais e empresários.

Cavalcanti apresenta como a formação do Brasil e da República estão relacionadas a este momento de esperança em risco. A crise do mensalão é consequência do nepotismo, do clientelismo e do paternalismo que sempre estiveram presentes na história do Brasil.


LULA__O_METALURGICO_1316387486PSinopse – Lula – O metalúrgico – Anatomia de uma Liderança – Mário Morel

“Quem é Lula e o que pretende? Primeiro líder sindical de repercussão nacional, surgido nos anos pós-64, é ainda um fenômeno pouco conhecido do público; quais as suas origens e que pano-de-fundo tornou possível sua presença carismática no cenário nacional e já agora internacional? O que aconteceu para que um menino, nascido em Garanhuns, Pernambuco, no dia 27 de outubro de 1945 – dois dias antes da deposição de Getúlio Vargas – chegado a São Paulo de pau-de-arara. se transformasse em um dos protagonistas principais do processo político brasileiro de nossos dias? Estas as perguntas que o repórter Mário Morel responde e que a Nova Fronteira apresenta aos seus leitores.”

Lula – O metalúrgico – Anatomia de uma Liderança – Mário Morel


capa_lula1-212x300Lula Na Literatura de Cordel
Crispiano Neto.
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